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Novo trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 1 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

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Uau. Michael Fassbender promete brilhar como o fundador da Apple em Steve Jobs, assim como a direção de Danny Boyle e o roteiro de Aaron Sorkin. Confira o novo trailer:

Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels e Katherine Waterson completam o elenco.

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA. No Brasil, só em 21 de Janeiro…

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Primeiro trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 17 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

E acaba de sair o trailer teaser de Steve Jobs, projeto sobre o fundador da Apple escrito por Aaron Sorkin e dirigido por Danny Boyle. Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen e Jeff Daniels são apresentados na prévia, que é breve, mas muito eficiente: sinto uma vibe de A Rede Social.

Confira:

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA.

| Deus da Carnificina | O selvagem massacre da diplomacia

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , , , on 10 de junho de 2012 by Lucas Nascimento


John C. Reilly, Jodie Foster, Christoph Waltz e Kate Winslet

Muitos longas do surrealista francês Luis Buñel (especialmente O Anjo Exterminador) exploram a natureza do ser humano e que por trás da mesma, não passamos de animais. A peça Deus da Carnificina, na qual o novo filme de Roman Polanski é baseado, certamente utiliza desse pretexto, também presente na ácida e divertida adaptação.

A trama traz um único cenário como palco: um apartamento de Nova York onde o casal formado por Penelope e Michael (Jodie Foster e John C. Reilly) trava um confronto verbal com o de Nancy e Alan (Kate Winslet e Christoph Waltz), quando os filhos destes se envolvem em uma briga.

Primeiramente, deve-se dizer que a estrutura narrativa de Deus da Carnificina é muito mais benéfica ao teatro do que ao cinema. Não que filmes ambientados em um único lugar sejam inferiores (em muitos casos são até mais interessantes), mas a temática e os elementos que sustentem o prolongamento da situação são essenciais para o funcionamento do longa – e também evitar o entediamento do espectador. Nesses quesitos, o roteiro assinado por Polanski e Yasmina Reza (autora da peça) acerta na acidez de seus diálogos e também na animalização de seus personagens, mas soa artificial quando tenta prolongar sua história.

Tendo a discussão entre os protagonistas dentro do apartamento, era de se esperar justificativas melhores para mantê-los lá dentro durante os 90 minutos de projeção. A ideia do vômito e o constante celular que sequestra a atenção de Alan funcionam bem e rendem os melhores momentos de humor da trama, enquanto a (idiota) história do hamster e alguns convites de café simplesmente não convencém. Por exemplo, em determinada cena os quatro estão discutindo no corredor enquanto esperam o elevador, quando são interrompidos por um vizinho (que eu acho que era o Roman Polanski, em uma ponta) que se queixa do barulho. No mundo real, a discussão continuaria até a chegada do elevador, mas em Carnificina, o casal retorna até o apartamento daqueles com quem conflitam.

Mas dentre o tom artificial e relativamente forçado, temos excelentes atuações de todo o elenco. Kate Winslet e Jodie Foster (nossa, há quanto tempo não via você) estão intensas como sempre, e é interessante como suas personagens formam uma estranha aliança quando o filme vira uma “batalha de sexos”, rivalizando com o engraçadinho John C. Reilly e o impecável Christoph Waltz (cínico ao extremo) – que enfim agarra um papel digno de seu Bastardos Inglórios.

Deus da Carnificina funciona como um bom exercício de atuações e diálogos interessantes. E enquanto a peça de teatro parece mais estimulante, o filme de Polanski extrapola bem os limites de quando a diplomacia é extinguida – e o duelo de egos tomam controle.

| Titanic | O filme que apaixonou o mundo retorna em 3D

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de abril de 2012 by Lucas Nascimento


Titanic Inception: Leonardo DiCaprio e Kate Winslet de ponta-cabeça

Há precisos cem anos, a humanidade presenciou uma das maiores tragédias da História com o naufrágio do Titanic, em Abril de 1912. Quinze anos atrás, James Cameron conquistou o mundo com sua dramatização épica vencedora de 11 Oscars em 1997. E aqui estamos nós com um relançamento em 3D de Titanic, e como foi bom ver pela primeira vez na tela grande esse belíssimo filme.

A trama todo mundo já conhece: rapaz pobre (Leonardo DiCaprio) e moça rica infeliz com seu casamento forçado (Kate Winslet) se apaixonam durante a estadia no Titanic, batizado como o “Navio dos Sonhos” em sua época de lançamento. Acompanhamos a história do ponto de vista da já envelhecida protagonista (Gloria Stuart), que além de compartilhar seu amor proibido, revela o pânico de seu naufrágio.

Não vou me aprofundar muito na análise do filme (afinal, não há muito o que dizer agora), mas também não serei tão superficial – já que nunca havia escrito sobre o mesmo. Primeiramente, é interessante observar a execução grandiosa de uma premissa simples e clássica (algo que o diretor repetiria alguns anos depois, com um certo Avatar), que usa de forma efetiva o infalível “conflito de classes” como obstáculo para o casal principal. É fato que Cameron não é tão bom roteirista aqui como diretor (alguns diálogos são melodramáticos demais, há diversos estereótipos forçados), mas isso sinceramente não me incomodou, já que a química entre os protagonistas é de encher os olhos, e compensa por qualquer falha do texto.

A estrutura de Titanic também é muito inteligente. Na primeira metade das três horas de duração, temos o Romance onde conhecemos o lado sensível de Cameron – marcada pela radiante fotografia de Russell Carpenter. Já na segunda metade, a Tragédia que é dominada pelo Cameron explosivo e mestre de efeitos visuais (a cena, que mistura efeitos práticos, digitais e miniaturas, é tensa e impressionante de se assistir), assim como o escurecimento das cores de Carpenter e a urgência da trilha sonora de James Horner. Uma composição perfeita.

Quanto ao 3D, basta dizer que é um ofício decente. Ao contrário da maioria dos lançamentos convertidos para o formato, Cameron e sua equipe tiveram bastante tempo para trabalhar na profundidade tridimensional do filme e a ferramenta não prejudica em nada a experiência, mesmo que não a complemente em termos narrativos.

Titanic é um dos filmes mais celebrados de todos os tempos. Tive a oportunidade de revisitar o longa pela primeira vez em uma sala de cinema (no IMAX, ainda por cima) e a aventura foi fantástica e emocionante. Mesmo que seja mais fácil alugar na locadora perto de casa, ou até mesmo retirá-lo de sua estante, o filme merece ser visto novamente no cinema.

| Contágio | Uma assustadora saga de epidemia

Posted in Cinema, Críticas de 2011, Ficção Científica, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 30 de outubro de 2011 by Lucas Nascimento


A verdade está lá fora: Jude Law espalha panfletos sobre o vírus mortal

Muitos cineastas têm sua visão sobre a destruição da humanidade. Roland Emmerich acredita na força de explosões e invasões alienígenas, e este ano Lars Von Trier apresentou um olhar essencialmente psicológico quanto ao fim do mundo em Melancolia. Agora, Steven Soderbergh pega o já conhecido tema de epidemias e vírus e lhe fornece um tratamento realista e impressionante.

A trama acompanha o alastramento de um novo vírus que vem destruindo milhares de vidas ao redor do globo, e como a ameaça afeta a vida de indíviduos que incluem um homem de família, cientistas e a mídia.

De todas as formas que a Humanidade pode ser destruída, um vírus mortal soa como a mais verossímil e possível de realmente acontecer – se considerar as constantes mudanças da natureza e dos organismos vivos – e o roteiro de  Scott Z. Burns oferece uma visão puramente científica, analisando os diversos estágios da doença (em alguns momentos, através de informações literalmente jogadas na tela, pecando em dramaturgia) e seu monstruoso alastramento.

E Soderbergh tece uma aura de perigo e alarmismo terrificamente eficiente em cima do bom roteiro de Burns. Logo na cena de abertura, o talento do cineasta em lidar com múltiplas narrativas fica bem evidente, enquanto acompanhamos as primeiras ocorrências do vírus de maneira rápida e dinâmica, tomando nota sobre os sintomas e seu “modus operandi” sem a necessidade de diálogos  para explicá-los. A arte da linguagem visual – que  fica ainda melhor com a fantástica direção de fotografia, do próprio Sorderbergh.

Se você viu algum cartaz de Contágio, sabe que o longa está repleto de atores conhecidos e, talvez pelo fato de a maioria deles não contracenarem juntos, o equílibrio entre seus respectivos personagens ocorre perfeitamente. Começando com meu preferido, Jude Law interpreta com determinação o radical blogueiro investigativo (acho o termo tão original, de verdade) Alane, ao longo da projeção,  certamente mostra-se o mais heróico – mesmo com uma reviravolta no final. Matt Damon abraça o sentimentalismo ao interpretar um viúvo que possui imunidade à doença e tenta manter sua filha segura, sendo o personagem com quem o público possa se apegar mais facilmente (o ator brilha em um momento próximo ao fim, ao enfim se dar conta da perda de sua mulher).

Do outro lado da equação, Laurence Fishburne, Kate Winslet e Marion Cottilard trabalham duro para encontrar uma cura para o vírus. Todos bem colocados, mas dentre os três, quem mais chama atenção é Winslet, que enche a Dra. Erin Mears de determinação e força de vontade,  nunca soando artificial ou forçada.

Tecnicamente, um ótimo trabalho. Já havia mencionado a fotografia, mas reforço aqui a qualidade de sua composição, fazendo uso de tons alaranjados e planos-sequência – principalmente quando alguns personagens correm. Temos também a ótima trilha sonora de Cliff Martinez, que apresenta ecos de A Rede Social mesclados com músicas-tema de videogames de SuperNintendo, garantindo um resultado surpreendentemente eficaz, contribuindo na construção do tom alarmante – tanto que em diversos momentos, os diálogos e efeitos sonoros dão lugar à música.

Com um elenco bem equilibrado e um roteiro eficiente, Steven Soderbergh faz de Contágio uma experiência deliciosamente aterradora, apresentando os estágios de uma epidemia mortal com precisão e oferecendo diversos debates sobre o tema. É o realismo do longa que o torna tão assustador, certamente um dos melhores do gênero.

E preparem-se, a cena final é chocante.