Arquivo para kenneth branagh

| Cinderela | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

cinderella
Lily James é Cinderela

Quando tivemos o anúncio de que Kenneth Branagh dirigiria uma versão live action do clássico Cinderela, acredito que não estava sozinho quando deduzi ser uma ideia desnecessária. Não só a animação da Disney se sustenta sozinha até hoje, como também a icônica história já ganhou diversas interpretações e reimaginações ao longo dos anos (sério, confiram o absurdo de adaptações aqui) levando muitos a se perguntarem o que Branagh poderia trazer de novidades. A resposta: nada. Mas justamente por se ater à história em sua pura forma, seu filme funciona maravilhosamente bem.

A trama… Precisa mesmo? Explicar essa história? OK, não custa nada. Chris Weitz assina o roteiro, que nos apresenta à jovem Ella (Lily James) a partir do momento em que sua mãe (Hayley Atwell) falece subitamente, deixando-a sozinha com seu pai (Ben Chaplin). Posteriormente, ele se casa com uma viúva (Cate Blanchett) que se torna a madrasta de Ella, levando também suas duas filhas para a casa da moça. Vivendo como uma criada doméstica após a morte do pai, Ella acaba conhecendo um Príncipe (Richard Madden) na floresta, e o resto é história.

Fada Madrinha! Carruagem de abóbora! Baile! Sapatinho de cristal! Tudo e mais um pouco estão aí, sem exceção. Weitz respeita cada virada da história, acrescentando algumas boas subtramas (como a relação entre a Madrasta e o Grão Duque vivido por Stellan Skarsgard) e uma constante martelada na lição de moral que prega “coragem e gentileza”, que – mesmo repetindo-se com assustadora frequência – ajuda a envolver todas as pontas da história, já que diferentes personagens passam a adotar tal filosofia.

Branagh não se arrisca com pretensões estilísticas (como seu uso descontrolado do ângulo holandês em Thor), mas é capaz de conduzir com firmeza ótimas sequências, como todo o núcleo da transformação mágica de Ella até a espetacular cena do baile, beneficiada também pelo vibrante design de produção do veterano Dante Ferretti e os figurinos coloridos de Sandy Powell – a maneira como o vestido azul parece “engolir” o Príncipe durante a valsa rende um lindo visual.

Branagh também acerta na direção de seu ótimo elenco, trazendo um pouco de sua fase shakesperiana (todos com devidos sotaques britânicos) mas também um toque cartunesco, aplicando-se às irmãs vividas por Sophie McShera e Holliday Grainger. Cate Blanchett como a Madrasta é um destaque à parte, permitindo que a excelente atriz divirta-se numa performance assumidamente maléfica, mas que não se leva pelo maniqueísmo: a Madrasta é má, mas um breve monólogo explica seus motivos nada absurdos.

Mas é realmente Lily James quem rouba o show. Além de estonteante e uma maravilha de se olhar, é uma explosão de carisma e presença em tela. A bondade e igenuidade da personagem são absorvidos completamente pela atriz, sempre sorridente e leviana. Não importando o quão brega possam parecer algumas situações (algumas das transformações de animais em humanos, por exemplo), ver a expressão de surpresa e felicidade no rosto de Allen é inebriante. Além disso, tem uma química real e forte com o príncipe de Richard Madden (e ver justamente esse ator de Game of Thrones tão perto da coroa é, no mínimo, irônico), que mostra-se também muito versátil; especialmente em uma cena específica com seu pai, vivido por Derek Jacobi.

Cinderela é uma adaptação que funciona justamente por sua narrativa sincera e bem contada, não precisando de alterações ou inovações gritantes para funcionar. Um elenco acertado, produção caprichada e genuíno sentimento são mais do que suficientes.

Obs: Disney, obrigado por não converter esse aqui para 3D. Mesmo. Que a bolada de dinheiro arrecadado com este aqui sirva de lição para a desnecessidade do recurso danoso.

| Thor: O Mundo Sombrio | Retorno do Deus do Trovão conserta erros do antecessor

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

thor
Jane Foster (Natalie Portman) dá uma bronca em Thor (Chris Hemsworth)

Um problema quase que unânime nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel é a impessoalidade de seus respectivos diretores. Em seus 8 filmes lançados até agora, foi raro encontrar ali um diretor que demonstrasse criatividade no ramo de contar histórias, seja narrativa ou puramente visual; a exceção fica com Joss Whedon em Os Vingadores e Kenneth Branagh em Thor – mas esse último perde pontos por se entregar puramente à estética. Achei que seria diferente com Thor – O Mundo Sombrio, mas parece que a Marvel novamente dominou o lado criativo. O resultado, no entanto, não é nada mal.

A trama assinada a seis mãos é ambientada após os eventos de Os Vingadores, com Loki (Tom Hiddleston, roubando o show mais uma vez) sendo confinado às masmorras de Asgard por seu pai (Anthony Hopkins) e Thor (Chris Hemsworth) lutando para restaurar a paz entre os Nove Reinos. Paralelo a isso, a perigosa raça dos Elfos Negros, liderada pelo grotesco Malekith (Christopher Eccleston), acorda quando um misterioso artefato de seu povo é descoberto pela cientista Jane Foster (Natalie Portman) na Terra. Para salvar o reino e sua amada terráquea, Thor deverá formar uma frágil aliança com seu irmão Loki para impedir Malekith de… destruir o Universo, é.

De início de conversa, já é quase que evidente atestar a superioridade deste novo filme em relação ao de 2011. O diretor Alan Taylor não impressiona por sua criatividade, mas ao menos merece méritos por fornecer uma abordagem mais medieval e suja ao universo do Deus do Trovão, deixando de lado o visual clean e shakespeariano de Kenneth Branagh – algo também proporcionado pelo excelente trabalho de direção de arte, que mescla elementos vikings com artilharias dignas de Star Wars (os efeitos sonoros, aliás, remetem muito à saga de George Lucas. Com a Disney bancando as duas franquias, deve ser fácil ter acesso à biblioteca de Ben Burtt). Outra correção essencial é o tom da produção: enquanto o primeiro se perdia em seus excessos de humor (outro recorrente problema no universo Marvel), O Mundo Sombrio sabe exatamente quando e onde encaixar suas piadas, gerando um bom timing graças à pequenos detalhes cômicos; como o herói “pendurando” seu martelo na parede de um apartamento.

O grande problema fica na história mesmo. Ainda que mais empolgante e complexa do que a de seu antecessor, os roteiristas criam uma série de conceitos que se perdem dentro da própria lógica (nem o tal do Mundo Sombrio do título ganha uma explicação eficiente). Toda a questão de passagens entre diferentes dimensões faz sentido no início, mas é completamente extrapolada em seu clímax (o que rende uma boa cena de ação, mas sacrifica a compreensão “científica” do espectador). Quem sai perdendo também é a Sif de Jaimie Alexander, que ganha considerável destaque no primeiro ato da projeção – surgindo como potencial interesse amoroso – simplesmente para ser esquecida da metade pro fim, enquanto o vilão de Christopher Eccleston chama a atenção meramente por seu visual elaborado, já que encarna uma figura essencialmente maniqueísta e sem motivações devidamente exploradas.

No fim, Thor: O Mundo Sombrio é um bom filme, mesmo com seus muitos problemas. Diverte, demonstra uma evolução no “Marvel way of cinema” ao corrigir problemas de tom e, felizmente, não cai na armadilha de simplesmente servir como prelúdio ao eventual Os Vingadores 2. Mas mais do que a segunda união da superequipe, é a continuação da trama de Asgard que desperta mais interesse.

Isso nos revela como o Deus do Trovão pode se virar sozinho na tela grande.

Obs: Há DUAS cenas adicionais após o filme. Uma durante os créditos finais e outra no término destes. Não iniciados certamente ficarão no ar com a primeira cena, então aí vai uma explicação: aquela cena nos apresenta ao universo de Os Guardiões da Galáxia, arriscada aposta da Marvel no gênero da ficção científica, que ganhará as telonas em Agosto do ano que vem.

Obs II: Como de costume, Stan Lee faz uma rápida aparição especial. E ele não é o único, mas paro por aqui para não estragar uma GRANDE surpresa…

Obs III: O 3D convertido é absolutamente descartável.

Leia esta crítica em inglês.

| Sete Dias com Marilyn | Michelle Williams e o ode a maior diva do cinema

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , on 29 de abril de 2012 by Lucas Nascimento


Michelle Williams é Marilyn Monroe

Só há uma pessoa que consegue capturar a essência e a graça de Marilyn Monroe: a própria Marilyn Monroe. Mas Michelle Williams chega perto, nossa como chega! A atriz, indicada ao Oscar por sua radiante performance, é o ponto alto de Sete Dias com Marilyn, um longa irregular e pontualmente agradável.

A trama acompanha o período em que Marilyn viajava para Inglaterra, onde filmaria O Príncipe Encantado com Laurence Olivier (Kenneth Branagh). O foco do filme, porém, é no jovem Colin Clark (Eddie Redmayne) e em seu envolvimento com a atriz durante a conturbada produção.

Desde o processo de desenvolvimento do projeto, venho dizendo que um longa sobre Marilyn Monroe é um grande material para se lidar, e que um novato na área talvez não fosse a escolha ideal. Dessa forma, Simon Curtis (experienciado apenas em telefilmes e projetos para televisão) falha ao explorar todo o potencial de Sete Dias com Marilyn, limitando-se a um filme sem grandes pretensões e até desinteressante em alguns momentos – tome como exemplo, o romance bobo com Colin Clark que ainda sofre com a atuação mediana de Eddie Redmayne.

Aliás, grande parte do elenco parece abraçar seus personagens com uma satírica caricatura. Kenneth Branagh faz bom uso da característica, e traça um genial retrato de Laurence Olivier (tal como seu comportamento detalhista, a proclamação de sua voz – fruto de sua experiência em teatro) mostrando-se como o único destaque dentre os coadjuvantes.

No fim, tudo se resume a Michelle Williams e sua grandiosa performance. O jeito, a voz e todo o visual de Marilyn são capturados com perfeição pela atriz, que canta e dança e ajuda a ter uma ideia de como a verdadeira Marilyn costumava deixar audiências e profissionais sem palavras. Williams também trabalha bem a vulnerabilidade e a crise que a atacaram durante esse período (“as pessoas sempre veem Marilyn Monroe. Mas quando veem que eu não sou ela, elas fogem”). No entanto, Curtis falha até em engrandecer sua atriz e dessa vez tem o montador Adam Recht como cúmplice, já que as cenas de diálogos apresentam cortes excessivos (de personagem a personagem, buscando uma reação rápida, mas ineficaz) e seu ótimo trabalho se perde diversas vezes.

Com um diretor mais experiente (e um roteiro que se concentrasse apenas nas fervorosas produções cinematográficas cinquentistas), Sete Dias com Marilyn poderia ter sido um longa muito superior. Seu grande feito reside em Michelle Williams, que mesmo longe de ser Marilyn Monroe, mostra que tem muito brilho e talento.

Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

Quando a lista dos indicados à 84ª edição dos Academy Awards foi finalmente divulgada, foi um misto de decepção e felicidade. Mesmo satisfeito com alguns longas presentes, o sentimento agridoce foi maior devido às imensas injustiças cometidas pelo Oscar em 2012… Por isso, o especial em quatro partes recebe o título acima.

Mas enfim, nem promete ser desgraça no Oscar deste ano!  Comecemos com a primeira parte do especial com os indicados nas categorias de atuações:

Demián Bichir | Uma Vida Melhor

Personagem: Carlos Galindo

Até a indicação ao Oscar, eu não tinha nem ouvido falar de Uma Vida Melhor. O filme certamente passará longe dos cinemas brasileiros, então é difícil comentar a performance de Demián Bichi na pele do jardineiro Carlos Galindo, que luta para proteger seu filho da influência de gangues e tenta dar-lhe uma vida melhor.

George Clooney | Os Descendentes

Personagem: Matt King

George Clooney entrega uma das melhores performances de sua carreira no retrato sensível e delicado de Matt King, um pai de família que se vê metido em uma série de eventos desafortunados. Ao longo de Os Descendentes, esquecemos da imagem de galã do ator e observamos sua impressionante expressividade, em uma mistura curiosa de drama e humor.

Jean Dujardin | O Artista

Personagem: George Valentin

Muito popular na França, Jean Dujardin está no páreo para levar a estatueta de Melhor Ator. Premiado no Festival de Cannes, sua performance muda do astro George Valentin é estupenda, sustentando-se na grande expressividade facial do ator (como o constante sorrisinho) que fala no lugar de palavras. A grande felicidade de Valentin é ofuscada pela entrada do cinema falado, levando o personagem a uma tristeza de partir o coração e Dujardin é bem-sucedido ao retratar essa mudança, sem também apelar para caricaturas. Grande ator.

Gary Oldman | O Espião que Sabia Demais

Personagem: George Smiley

É díficil de acreditar que esta seja só a primeira indicação ao Oscar de Gary Oldman. Excelente ator, ele finalmente é reconhecido por seu delicado retrato do espião George Smiley. Homem de poucas palavras, usa o rosto e gestos de mãos como maior forma de expressão, alcançando um resultado sutil e bem trabalhado – escondendo suas emoções na maior parte do longa, o que torna Smiley um personagem típico do labiríntico mundo da espionagem.

Brad Pitt | O Homem que Mudou o Jogo

Personagem: Billy Beane

Mostrando-se cada vez mais talentoso e sedento por variados papeis, Brad Pitt beira a perfeição no retrato do técnico de beisebol Billy Beane. Nunca apelando para o caricato ou exagerando nos momentos dramáticos, impressiona por sempre estar com aparente bom humor e confiança (a mordida nos lábios, usado adotado pelo ator constantemente, serve quase como identidade do personagem), ganhando admiração do público. É uma das três melhores performances de Pitt.

FICOU DE FORA: Ryan Gosling | Tudo pelo Poder ou Drive

Personagem: Stephen Morris/Motorista

Ryan Gosling vem ganhando cada vez mais destaque em Hollywood. Com dois ótimos papéis dramáticos (além de sua divertida participação em Amor a Toda Prova), ele surpreende com o acessor político Stephen em Tudo pelo Poder – especialmente no lado sombrio do personagem, que transforma-se ao longo da projeção – e com o Motorista de Drive, uma performance bem mais silenciosa e concentrada. Gosling poderia ter sido indicado por qualquer um desses dois filmes.

APOSTA: Jean Dujardin

QUEM PODE VIRAR O JOGO: George Clooney

Glenn Close | Albert Nobbs

Personagem: Albert Nobbs

O papel de Glenn Close como o personagem-título é realmente desafiador, considerando que a atriz interpreta uma mulher que se passa por homem. Close acerta na timidez do personagem, em seus gestos peculiares e na voz leve e fraca.

Viola Davis | Histórias Cruzadas

Personagem: Aibileen Clark

Depois de ter sido indicada por sua pequena (mas devastadora) participação em Dúvida, Viola Davis mostra todo o seu talento como a empregada doméstica Aibileen. A personagem fala e age de forma contida durante grande parte da projeção, demonstrando timidez e medo em sua voz, enquanto trata a filha de sua patroa com um ar maternal irresistível e age de forma mais descontraída com as colegas Miny e Skeeter. Suas cenas finais são explosivas, onde Davis surpreende com sua feroz expressividade. Merece.

Rooney Mara | Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Personagem: Lisbeth Salander

Rooney Mara é o rosto de uma das mais fascinantes personagens a surgir nos últimos anos. Mesmo já tendo sido bem representada por Noomi Rapace, Mara toma Lisbeth Salander para si e mergulha na mente da personagem, adotando seu físico e seu psicológico em uma performance inesquecível. Com pesado sotaque sueco e um olhar penetrante em todas as cenas em que aparece, a atriz faz de Salander uma personagem marcante e enigmática. Difícil comentar, só vendo pra entender.

Meryl Streep | A Dama de Ferro

Ainda não assisti ADama de Ferro (e pra ser sincero, não assistiria se não estivesse indicado ao Oscar), mas não é de se admirar que Meryl Streep esteja indicada por seu retrato de Margaret Thatcher. Fisicamente não há o que reclamar (o pessoal da maquiagem também merece aplausos), e pelo que tenho visto nos trailers e clipes do filme, Streep arranca mais uma performance impecável e adota os trajetos da 1ª Ministra Britânica com perfeição. Claro que ainda vou assistir o filme…

Personagem: Margaret Thatcher

Michelle Williams | Sete Dias com Marilyn

Personagem: Marilyn Monroe

Infelizmente, a Imagem Filmes ferrou sua programação de estreias e Sete Dias com Marilyn ficou apenas para 23 de Março (uma pena, porque eu estou MUITO ansioso para ver Michelle Williams em ação). Quando o filme estrear, faço uma atualização aqui.

FICOU DE FORA: Kirsten Dunst | Melancolia

Personagem: Justine

Não é nenhuma surpresa ver Kirsten Dunst fora do Oscar por sua excelente performance em Melancolia. Isso porque seu nome praticamente isentou-se muitas outras premiações (com excessão do Festival de Cannes, onde ela levou o prêmio de Melhor Atriz) e também porque o diretor Lars Von Trier não é muito querido pela Academia… Uma pena, já que Dunst deixa de lado seu lado cômico e abraça a depressão e tristeza de Justine, em um trabalho memorável.

APOSTA: Viola Davis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Meryl Streep

Kenneth Branagh | Sete Dias com Marilyn

Personagem: Laurence Olivier

Já sabe né? Sete Dias com Marilyn só estreia no dia 23 de Março.

Jonah Hill | O Homem que Mudou o Jogo

Personagem: Peter Brandt

É muito legal ver Jonah Hill indicado. Em seu primeiro papel voltado para o drama, vemos que o ator tem o carisma necessário para o gênero, e fez de Peter Brandt um personagem real e sem estereótipos (considerando que Brandt é um analista de sistemas, seria muito fácil apelar para o tipo “nerd”, mas Hill vai além ao representar como este vai se interessando pelo espírito do beisebol). Já é hora de Hill deixar de ficar conhecido apenas como “o gordinho do Superbad“.

Nick Nolte | Guerreiro

Personagem: Paddy Conlon

Há 13 anos sem ser indicado (a anterior fora por Temporada de Caça, em 1999), Nick Nolte é lembrado pela Academia como o técnico de MMA Paddy Conlon, treinador e pai dos dois protagonistas do filme. Ainda não assisti Guerreiro (ele atualmente encontra-se disponível em algumas locadoras), mas pretendo para ver se Nolte merece os elogios que tem recebido.

Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Personagem: Hal Fields

Christopher Plummer já é ator a meio século e, curiosamente, só agora parece estar tendo destaque durante a temporada de prêmios. Favorito disparado (ganhou Globo de Ouro e SAG), o veterano ator abraça com firmeza o viúvo que decide sair do armário em plena meia-idade, divertindo com seus acessos de felicidade e na honestidade do personagem, sem apelar para o caricato do “gayzaço”. É fato que Hal aparece muito pouco em Toda Forma de Amor, mas é um dos pontos altos do longa.

Max von Sydow | Tão Forte e Tão Perto

Personagem: O Inquilino

O veterano Max von Sydow fatura a segunda indicação ao Oscar de sua carreira (a anterior, por Pelle, O Conquistador em 1987) como o misterioso Inquilino de Tão Forte e Tão Perto. Após assistir ao filme, o personagem é o que mais permanece na memória e de longe o melhor atrativo do longa de Stephen Daldry, isso graças ao ótimo trabalho do ator, que permanece mudo em todas as suas cenas e expressa-se através de anotações.

FICOU DE FORA: Stellan Skarsgard | Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Personagem: Martin Vanger

Sempre um coadjuvante de luxo, o sueco Stellan Skarsgard faz de Martin Vanger um personagem absolutamente inesquecível na versão de David Fincher para Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Se você assistiu ao filme, sabe sobre o lado mais “peculiar” do personagem, que o ator captura com perfeição e delicadeza, demonstrando a paciência, calma e até ironia do irmão da desaparecida da história. Genial.

APOSTA: Christopher Plummer

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Max von Sydow

Bérénice Bejo | O Artista

Personagem: Peppy Miller

Estou apaixonado por Bérénice Bejo. Com seu sorriso e andar graciosos, a atriz argentina faz de Peppy Miller uma personagem adorável, fazendo uso de todo seu carisma e expressões faciais (da mesma forma que seu colega de cena, Jean Dujardin). E Bejo também sofre uma transformação similar à do personagem de Dujardin, só que ela torna-se mais bem-sucedida e, mesmo assim, nunca deixa sua inocência e bondade de lado. A melhor entre as indicadas (isso porque a atriz não merece ser indicada como coadjuvante, e sim protagonista).

Jessica Chastain | Histórias Cruzadas

Personagem: Celia Foote

2011 também foi muito agitado para Jessica Chastain. A atriz começa a ganhar espaço no circuito, tendo estrelado um total de seis filmes (um mais diferente do outro) e foi lembrada aqui por sua sorridente Celia Foote em Histórias Cruzadas. Praticamente a”gêmea do bem” de Bryce Dallas Howard – considerando a semelhança física das duas – Chastain faz de Foote uma mulher adorável e fofa, conseguindo mostrar a euforia (que às vezes é até exagerada e bobinha) e carinho de sua personagem através de uma voz dócil e leve, que ainda conta com o bem trabalhado sotaque sulista.

Melissa McCarthy | Missão Madrinha de Casamento

Personagem: Megan

É muito legal ver a Academia prestigiando atuações cômicas. Desde a indicação de Robert Downey Jr. por seu brilhante trabalho em Trovão Tropical não víamos algo do gênero, até que Melissa McCarthy tem sua Megan lembrada pelos votantes, o que é justo se considerarmos o quanto ela contibue para que Missão Madrinha de Casamento arranque algumas risadas. Durona, cara-de-pau, mas também uma ótima conselheira, a atriz diverte na personagem e se destaca no filme.

Janet McTeer | Albert Nobbs

Personagem: Hubert Page

Uma das melhores entre as indicadas, Janet McTeer consegue roubar Albert Nobbs em todas as cenas em que aparece, conseguindo até ofuscar Glenn Close. Seu Hubert Page também uma mulher travestida de homem, mas McTeer se sai melhor ao fornecer uma aura mais “macho” para a personagem, destacando seu ótimo sotaque irlandês.

Octavia Spencer | Histórias Cruzadas

Personagem: Minny Jackson

Octavia Spencer é favorita disparada na categoria (levou o Globo de Ouro e o SAG, e continua avançando de forma similar à Christpher Plummer). A atriz faz de Minny uma espécie de alívio cômico da trama, preenchendo-a de maneirismos físicos e com uma voz sempre alarmante com o sotaque sulista afiado. Tudo bem que ela soa meio caricata em alguns momentos (principalmente nos chiliques), mas é impossível não gostar dela. Não é melhor do que Bejo, mas não é ruim ver a estatueta em suas mãos.

FICOU DE FORA: Chloe Grace Moretz | A Invenção de Hugo Cabret

Personagem: Isabelle

A sempre ótima Chloe Grace Moretz continua surpreendendo. Em seu papel mais “inocente”, ela interpreta a jovem Isabelle, que ajuda o protagonista Hugo Cabret em sua busca por respostas. Com um delicioso sotaque britânico (um desafio para a atriz, já que ela é americana) e um espírito aventureiro bem evidente, Moretz está excelente.

APOSTA: Octavia Spencer

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Bérénice Bejo (ou pelo menos merecia)

É só isso por hoje. Fiquem ligados que as restantes categorias aparecerão ainda essa semana, antes do Oscar.

Além da Martelada do Trovão – Especial THOR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

Thor! O deus do trovão ganha seu primeiro grande filme nas telas do cinema, dando início à temporada de blockbusters e continuidade à saga dos Vingadores. Aproveitem o especial:

Bastidores de Thor
Os bastidores de Thor

Antes de chegar nas mãos do britânico Kenneth Branagh, o projeto de Thor passou por diversos estúdios e diretores, incluindo Sam Raimi (que dirigiu a trilogia Homem-Aranha) e Matthew Vaughn (que agora termina X-Men: Primeira Classe), mas em decorrência de problemas diversos – um deles sendo a dificuldade em transpor o projeto às telas -, a produção não andou pra frente.

Partindo do roteiro escrito por Ashley Miller e Don Payne, Branagh começou a pré-produção em 2009; escalando Chris Hemsworth como Thor e Tom Hiddleston – que fez teste para o papel principal – na pele de seu meio-irmão Loki. O resto do elenco foi contratado de forma comum, exceto pela polêmica racista contra o ator Iris Elba (que interpreta Heimdall); que foi atacado por um grupo que ofendeu-se com a variedade racial apresentada nos deuses de Asgard.


O diretor Kenneth Branagh na Comic-Con

As filmagens começaram no Novo México, em Janeiro de 2010; tendo uma pequena cidade construída especialmente para as gravações. Muitas explosões, cenários complicados e uma direção de arte promissora e as filmagens – com ponta de Stan Lee, claro –  terminaram.

Infelizmente, a vontade de faturar uma grana a mais surgiu na cabeça da Marvel Studios, fazendo com que Thor (e também o Capitão América) fossem submetidos à suspeitosa conversão para 3D… Quem já viu o filme garante que o efeito não estraga a projeção, mas que também não oferece profundidade alguma. Resumindo, deve ser o “2D com óculos”.

Thor carrega duas tarefas difíceis, que Homem-de-Ferro conseguiu cumprir exatamente 3 anos antes em sua estreia: fazer sucesso (o personagem não é dos mais populares na geração atual) e continuar o plano Vingadores.

Os deuses, humanos e criaturas que protagonizam o longa:

Thor | Chris Hemsworth

Deus do Trovão, Thor é um valente, porém arrogante, guerreiro de Asgard. Após perturbar as relações de paz com os Gigantes de Gelo, ele é banido por seu pai Odin para a Terra. Lá, sem poderes, recebe ajuda da cientista Jane Foster, que o ajudará a recuperar sua força a tempo de salvar seu reino de Loki.

Jane Foster | Natalie Portman

Interesse amoroso de Thor, Jane é uma cientista séria e dedicada, cujo foco é justamente na astrofísica. Ela e sua amiga Darcy o encontram logo após sua chegada na Terra, ajudando-o posteriormente a reencontrar seu poder e proteger o planeta do vindouro ataque de Loki.

Loki | Tom Hiddleston

Deus das Travsessuras e irmão adotivo de Thor (sua origem estaria ligada com os Gigantes de Gelo), Loki é um ser manipulador e invejoso. Com más intenções, assumi o trono de Asgard após o exilio de seu irmão,  enviando as forças mais poderosas de seu reino – incluindo o letal Destruidor – para destruí-lo na Terra.

Odin | Anthony Hopkins

Temperamental e esquentado, Odin governa Asgard há milhares de anos, estabelecendo uma complicada paz com os outros reinos. É o pai de Thor e Loki; Após o Deus do Trovão quebrar o acordo pacífico, Odin bane seu filho arrogante para a Terra onde espera que ele aprenda uma lição de humanidade.

Heimdall | Iris Elba

Guardião da Ponte de Arco-Íris, elo entre Asgard e a Terra, Heimdall é um poderoso guerreiro que ouve e observa os acontecimentos dos outros mundos, tornando-o perfeito na proteção dos reinos.

Criaturas

Jotuns, ou Gigantes de Gelo

Originados do gelado mundo de Jotunheim, os gigantes eram antigos inimigos dos Asgardianos. Liderados pelo rei Laufey, perderam inúmeras guerras para Odin e seus guerreiros, resultando em uma frágil trégua, que é quebrada por Thor em consequência de uma disputa por um artefato místico.

Destruidor

Grande armamento de Aasgard, é uma implácavel entidade de metal, sem remorso ou emoções. É guardião do cofre de Aasgard, que guarda relíquias e tesouros inestimáveis. Sua armadura é feita do mesmo material utilizado no martelo Mjolnir de Thor, e só presta serviços para seu rei.

Um guia turístico com as principais locações do filme:

Asgard

Legendária e mística cidade habitada por quem os vikings chamavam como deuses. É comandada por Odin e é lendária por seus impecáveis guerreiros.

Jotunheim

Sombrio planeta congelado onde habitam os Jotuns (ou Gigantes de Gelo), liderados pelo rei Laufey. A fonte de seu poder vem de um artefato místico, que tem a capacidade de englobar mundos em gelo e neve.

Ponte do Arco íris

Protegida pelo guerreiro Heimdall, a Ponte do Arco-íris (também chamada de Bifrost) é o elo entre os mundos, dando destaque para a Terra e Asgard, que será mostrada com mais destaque no filme.

Terra

A porção de Thor que se passa na Terra, toma lugar na cidade do Novo México, em uma pequena cidade, instalações da SHIELD e pelo deserto, prometendo um clima road-movie.

O ambicioso projeto que vai unir diversos super-heróis em um único filme continua…

Hugo Weaving em CAPITÃO AMÉRICA - O PRIMEIRO VINGADOR, de Joe Johnston
Hugo Weaving com o Cubo Cósmico, objeto mitológico de Thor, em cena de Capitão América

Bem, retomemos aquele assunto mais uma vez: A Marvel Studios começou com Homem-de-Ferro sua Iniciativa aos Vingadores, super-grupo que reúne alguns dos mais poderosos heróis da editora. Thor é o próximo elemento, e muito importante por dominar elementos mágicos e, correm os boatos, de que o deus Loki será a grande ameaça do filme dos Vingadores.

No próprio Thor, a SHIELD aparece novamente, assim como o Agente Coulson e Nick Fury (Samuel L. Jackson), além da presença de um novo personagem: o Gavião Arqueiro, interpretado por Jeremy Renner, que fará uma pequena participação no filme.

É evidente que o filme se passa depois dos eventos de Homem-de-Ferro 2, já que a cidade do Novo México é mencionada e o próprio martelo do vingador aparece nos créditos finais. Sobre sua ligação com Capitão América, foi revelado que um certo objeto conhecido como “Cubo Cósmico” – que faz parte da mitologia de Thor – vai estar no filme do herói bandeiroso, sendo alvo de cobiça do vilão nazista Caveira Vermelha.

Os Vingadores estreia em Julho de 2012 e ponho minhas fichas em Loki como vilão do filme. Mas claro, não conte apenas com ele…

O personagem original dos quadrinhos:

Criado por Stan Lee e Jack Kirby, com clara inspiração na mitologia nórdica, Thor apresenta características diferentes do filme. A razão pela qual o deus do trovão habita a Terra é quase a mesma: enfrentar experiências humanas após seus atos de arrogância desencadearem problemas e conflitos em Asgard. Sem memória e sem poderes, ele é mandado sob o alter ego de Donald Blake, um médico deficiente que logo percebe sua missão de protetor da Terra.

Poderes

Thor é um ser humano normal como eu e você, a fonte de seus poderes é seu martelo Mjolnir, que lhe oferece uma quantidade impressionante de poderes como:

  • Resistência à dor e agressões, incluindo regeneração e uma quase  invulnerabilidade
  • Viagem no Tempo
  • Velocidade e agilidade avançadas
  • Controle de trovões, chuva e elementos de tempestade
  • Habilidades de luta soberbas

Os poderes de Thor vêm de seu martelo. Aqui, alguns objetos que apresentam fonte de poder interessantíssimos:

Um Anel

Anel da trilogia O Senhor dos Aneis – e dos vindouros filmes de O Hobbit -, oferece a quem o usa o poder de dominação total, mas também uma terrível apegação a ele, resultando em monstruosas transformações

A Arca da Aliança

Objeto de cobiça dos nazistas em Os Caçadores da Arca Perdida, o misterioso artefato guardava as tábuas dos dez mandamentos de Moisés e também um poder divino invencível. No clímax do primeiro filme de Indiana Jones, seu poder é testado em uma arrepiante sequência.

Capacete do Magneto

Usado por Magneto nos filmes X-Men, o capacete protege seus pensamentos de seus inimigos, além de permanecer oculto na localização de mutantes conhecida como Cérebro, de seu antigo amigo Charles Xavier. Me pergunto se o capacete atrapalharia os extratores de A Origem…

O Baú de Davy Jones

O baú guarda o coração pulsante do pirata Davy Jones, colecionador de almas e responsável pela “passagem” entre uma vida e outra, tendo como armas a lula mitológica Kraken e uma alucinante prisão no fim do mundo. Quem domina o coração, domina o pirata…

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas aguarde pela crítica de Thor, que deve sair na Sexta-Feira ou no Sábado. Até!

Batman 3 ganha data de estreia e Thor primeira imagem

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , on 1 de maio de 2010 by Lucas Nascimento

O novo Batman de Christopher Nolan finalmente tem uma data de estreia. O morcegão volta às telas em 20 de Julho de 2012, ano que terá também o reboot de Homem-Aranha, a sequência de Star Trek e Os Vingadores. Não será um ano fácil…

Em outras notícias, foi divulgada a primeira imagem oficial de Thor, que chega em Maio do ano que vem sob a direção de Kenneth Branagh e que conta com o australiano Chris Hemsworth como o protagonista. Ele também já está confirmado em Os Vingadores, que será dirigido por Joss Whedon.Confira a imagem abaixo:

Fique ligado para mais informações sobre esses filmes.