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| Aliança do Crime | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de novembro de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

BlackMass
Johnny Depp é Whitey Bulger

Quem não adora um bom filme de máfia? Talvez seja, junto com o western, um dos mais característicos gêneros do cinema americano, que já nos rendeu obras como a trilogia Poderoso ChefãoOs Bons Companheiros, ScarfaceEra uma Vez na América,Os Intocáveis e obras recentes como Os Infiltrados, O Gângster, O Homem da MáfiaO Ano Mais Violento e tantas outras. É sempre bom entretenimento observar sagas criminosas de figuras detestáveis que podem – ou não – criar curiosa empatia com o público. Quando anunciado que Johnny Depp largaria a excentricidade irritante de seus trabalhos com Tim Burton em Aliança do Crime, a empolgação é grande.

A trama é inspirada na história real do gângster Jimmy “Whitey” Bulger (Depp) e sua controversa aliança com o FBI, representado na forma do ambicioso John Connolly (Joel Edgerton) nas décadas de 70 e 80. Enquanto Bulger expande seu pequeno império no sul de Boston, é protegido por seu irmão senador (Benedict Cumberbatch) e ganha imunidade do FBI por entregar seus competidores.

É um material excelente para se trabalhar, e o roteiro de Mark Mallouk e Jez Butterworth consegue comportar uma vasta quantidade de eventos em uma narrativa concisa e que usa da função de flashfoward de maneira orgânica; com os antigos comparsas de Bulger prestando depoimento à polícia de forma que avance a trama sem exposição gritante.

O problema é que Aliança do Crime não é exatamente empolgante.

Tem todos os ingredientes e jogadores muito habilidosos, mas o diretor Scott Cooper realmente não consegue encontrar uma identidade para o longa. Não tem o carinho familiar que marcou O Poderoso Chefão (ainda que a história tente criar uma relação afetiva entre Bulger e seu filho pequeno), nem o humor ácido de Os Bons Companheiros, infelizmente limitando-se a uma experiência burocrática. Cooper até consegue compor bons enquadradamentos (é curiosa a rima com o plongée do carro de Bulger com a visão de Connolly e sua esposa vistos atrás de uma porta) e o diretor de fotografia Masanobu Takayanagi utiliza bem das cores e do granulado para compor uma imagem que teria saído dos anos 70, mas não há nada de realmente memorável como cinema. Nem as súbitas explosões de violência impactam como deveriam.

Muitos irão assistir por Johnny Depp, e depois de ver o talentoso ator ser desperdiçado em tantas atrocidades, é confortante vê-lo bem encaixado na pele de Bulger. Sua fala mansa que logo revela-se ameaçadora é cativante, assim como o sutil trabalho do ator com os olhos, dominando todas as cenas em que aparece. É uma construção que felizmente não soa espalhafatosa, podendo muito bem ser posta lado a lado com seu ótimo trabalho em Inimigos Públicos, onde também deu vida a mais um notório criminoso da história dos EUA: John Dillinger. Porém, sua maquiagem excessivamente caricata o destoa de todo o restante da produção, como se fosse uma figura que, visualmente, não pertencesse àquele universo.

E mesmo com um elenco estelar em mãos, Cooper nunca consegue aproveitá-los. Joel Edgerton está excelente como Connolly, e sua jornada de corrupção é certamente o ponto mais interessante da narrativa (ainda que a transição de lado jamais seja verdadeiramente explorada, tendo uma cena de balada aqui e pronto), mas quando temos Benedict Cumberbatch, Kevin Bacon, Corey Stoll, Peter Sarsgaard, Juno Temple e Jesse Plemons todos reduzidos a participações especiais, é frustrante.

Aliança do Crime jamais atinge o grandioso status que poderia ter alcançado, limitando-se a uma narrativa mais segura e com medo de encontrar sua identidade. Funciona pontualmente pelo elenco e a progressão da história, mas é realmente um longa que não será muito lembrado.

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Novo trailer de BLACK MASS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 22 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

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Depois da prévia especial que trazia Johnny Depp em um discurso ameaçador, o thriller de gângster Black Mass ganhou um trailer mais tradiciona, embalada ao som de “The Devil is Alive”, de Rick Ross e Jay Z.

Confira:

Dirigido por Scott Cooper, o filme ainda traz Joel Edgerton, Benedict Cumberbatch, Kevin Bacon e Dakota Johnson para contar a história real de Whitey Bulger, declarado um dos gângsteres mais notórios da história dos EUA.

Black Mass estreia em 18 de Setembro nos EUA.

Confira o trailer de BLACK MASS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 23 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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Uma das apostas da Warner para essa temporada de prêmios é o thriller criminal Black Mass. O filme de Scott Cooper (Coração Louco) traz um elenco estelar encabeçado por um sinistro Johnny Depp na história real do mafioso Whitey Bulger, um dos mais notórios do país.

O elenco conta também com Benedict Cumberbatch, Kevin Bacon, Joel Edgerton e Dakota Johnson.

Confira:

Black Mass estreia em 18 de Setembro nos EUA.

| X-Men: Primeira Classe | Os mutantes ganham tratamento poderoso

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2011 by Lucas Nascimento


James McAvoy e Michael Fassbender como os jovens Professor X e Magneto

Desde o ano 2000, a franquia dos X-Men tem se estabelecido fortemente no cinema de forma divertida,  mas sempre com uma mensagem de inclusão social na bagagem. Funcionou nos dois primeiros filmes, voltou-se demais para a ação no terceiro e quase foi destruída pelo péssimo filme-solo do Wolverine. Eis que entra Matthew Vaughn e muda completamente o jogo com X-Men: Primeira Classe, alcançando resultados impressionantes e maduros dentro do gênero.

A trama ambienta-se antes da trilogia original, mostrando como Charles Xavier (James McAvoy) começou sua jornada para ajudar e orientar jovens mutantes, que eram malvistos e temidos pela sociedade. Ele conhece o jovem Erik Lehnsheirr (Michael Fassbender), que no futuro será Magneto.

Baseando-se no início dessa amizade, o roteiro tem seus melhores momentos ao retratar a relação dos dois com grande profundidade e desenvolvê-la muitíssimo bem. Não há um bom e um mau, apenas ideais diferentes, mas que possuem objetivos similares: um mundo com mutantes aceitos na sociedade (na visão de Xavier) ou com mutantes como raça dominante (como pensa Erik). A dinâmica e contraste entre os dois personagens é ótima, proporcionada pelo excepcional desempenho de seus intérpretes.


A relação de Erik e Charles ganha força graças às performances de seus intérpretes

Depois de destacar-se em um papel pequeno, todavia marcante em Bastardos Inglórios (além de outros filmes menos conhecidos aqui no Brasil), Michael Fassbender promete ser catapultado para o estrelado, já que se mostra aqui como um excelente ator. Com grande influência do James Bond de Sean Connery – afinal o filme se passa nos anos 60 -, o personagem é retratado quase como um espião, em empolgantes caçadas a nazistas onde o futuro Magneto faz um uso mais sutil de seus poderes, e molda sua visão da humanidade baseando-se em suas dolorosas experiências em um campo de concentração do Holocausto. É impossível ver Erik como um vilão quando seus motivos são tão bem explorados aqui.

Do lado mais otimista do tabuleiro, temos James McAvoy que está carismático ao extremo. Apresentando a segurança que Patrick Stewart trazia ao personagem na trilogia original, destaca-se por ser carregado de entusiasmo (como na cena em que conhece o jovem Hank McCoy) e zeloso pelo bem de sua espécie, como no emocionante momento em que ajuda Erik a controlar melhor suas habilidades. Xavier também faz um uso sedutor de sua habilidade, sendo mais uma ferramenta característica de (mais uma vez) um filme de espiões.

E quando os dois lados se colidem, o roteiro abre diversas discussões sobre inclusão social e o preconceito sofrido pelos mutantes, o desejo de se esconder e ser aceito na sociedade; como anseia desesperadamente a Mística da ótima Jennifer Lawrence. Os diálogos são muito bem construídos e desenvolvem bem a trama,  sobrando referências a diversos trabalhos do cinema (um mutante bem conhecido tem uma participação memorável), literatura (a do Médico e o Monstro sendo a mais apropriada, por caracterizar perfeitamente o Fera de Nicholas Hoult), entre outros. Outro ponto divertido é a questão dos “nomes” que ganha aqui sua melhor justificação de existência: já que trabalham com a CIA, os mutantes ganham codinomes e não identidades secretas, o que funciona bem dentro desse universo de espiões super-poderosos.


Kevin Bacon e January Jones no time dos vilões

Na direção dessa enorme variedade de elementos, temos Matthew Vaughn. Trazendo elementos dinâmicos na bagagem, o diretor controla a narrativa com segurança e estilo, utilizando-se de diversos enquadramentos criativos e recursos visuais, com destaque para o uso da tela dividida na montagem de treinamento da primeira turma de Xavier. Vaughn proporciona um amadurecimento notável à série, principalmente pela ambientação no cenário de Guerra Fria (no melhor estilo Watchmen) e a Crise dos Mísseis Cubanos, que garantem também um clima tenso em grande parte do longa. Mas como fez em Kick-Ass, o diretor equilibra o tom com piadas bem encaixadas e um divertido entrosamento entre os personagens – como no primeiro encontro entre os mutantes na sede da CIA.

Mas claro, sendo um filme blockbuster, há diversas sequências de ação, que funcionam muitíssimo bem dentro de seu propósito e contribuem para a trama de forma apropriada, nunca acontecendo sem motivo. E tal motivo aqui é Sebastian Shaw (Kevin Bacon, excelente) e seu Clube do Inferno que garantem reviravoltas surpreendentes (o Azazel de Jason Flemyng merece mais destaque e a Emma Frost de January Jones é sexy e muito interessante). Os efeitos visuais sobressaem-se em tais sequências (apesar de eu olhar torto para a forma de diamante de Frost) e funcionam bem, culminando em um clímax inesquecível em uma ilha.

X-Men: Primeira Classe é um filme maduro e empolgante, apresentando origens envolventes e bem construídas para os personagens da franquia original, sob o olhar cuidadoso do diretor Matthew Vaughn. É facilmente uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema desde o Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan. Que venha a Segunda Classe.

That’ 60s Show | Especial X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 31 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

 

O novo filme dos X-Men chega aos cinemas do Brasil! Com muitas origens e pano político de Guerra Fria, X-Men: Primeira Classe promete ser um dos melhores filmes de super-herói do ano. Aproveite o x-especial. Piada horrível…

A Gênese Mutante de Matthew Vaughn


O diretor Matthew Vaughn finalmente trabalha com a Marvel

Demorou, mas Matthew Vaughn finalmente conseguiu dirigir um filme para a Marvel. O diretor foi contratado para X-Men: O Confronto Final mas largou o projeto devido à pressão da Fox e depois caiu fora de Thor (que chegou este ano aos cinemas), por confundir-se na mitologia do personagem. Dirigiu Kick-Ass ano passado e chamou a atenção, que finalmente o levou à Primeira Classe.

Antes dele, Bryan Singer, o diretor dos dois primeiros filmes da franquia, estava na cadeira de direção, mas teve de sair para dirigir Jack the Giant Killer; no entanto, ele permaneceu como produtor e ajudou na premissa do roteiro, que foi escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e o próprio Matthew Vaughn. Vamos esperar que tantos roteiristas juntos não estrague o enredo e desequilibre o tom (Thor, é com você mesmo).


Depois de Primeira Classe, um filme-solo de Magneto seria irrelevante

Outra curiosidade é o impacto que este novo longa teve no idealizado X-Men Origens: Magneto, filme-solo do mutante que antagonizou a trilogia original. O projeto foi descartado porque Primeira Classe já possuia diversos elementos no que diz respeito à origem do Mestre do Magnetismo, e um outro filme soaria muito repetitivo e irrelevante. Houve até uma polêmica envolvendo o roteirista de Magneto, que ameaçou um processo para ser reconhecido com um dos co-roteiristas de Primeira Classe, o que irritou o diretor Matthew Vaughn.

Xavier. Charles Xavier


Fórmula Star Trek: A Primeira Classe dos X-Men

Vaughn declarou em diversas entrevistas suas intenções e ideias para Primeira Classe, que incluem uma moldagem ao estilo Star Trek (no que diz respeito a origem de personagens, pelo visto) e os antigos filmes de James Bond – apropriado, já que o filme ambienta-se nos anos 60. Além disso, promete mudar o gênero de super-heróis, em suas palavras: “Este filme vai ser muito diferente. O que eu estou fazendo nunca foi feito em filmes de super-herói. É um filme de X-Men misturado com James Bond e suspense político. Não é parecido com os outros filmes da série, o que eu acho importante. Eu acho que precisamos de um novo… É como o que Batman Begins fez com os filmes de Batman. X-Men precisa muito [dessa renovação]. Ponho confiança em você, sr. Vaughn.

O filme promete mostrar também um pano de fundo de Guerra Fria e a crise dos mísseis em Cuba (em um estilo meio Watchmen, talvez?), além da complicada integração dos mutantes na sociedade, regada de preconceito e luta por direitos e respeito. Se for assim, fica muito interessante…

Mas como Primeira Classe encaixa-se aos outros filmes da série? Uma mistura de prequel e reboot, de acordo com o diretor, por apresentar certas relações com o primeiro e segundo filme de Singer, mas que tem vida própria. Mais uma vez, é uma espécie de Star Trek.


Caprichado design de produção inspirado em cenários seiscentistas

As filmagens começaram em Agosto de 2010, com locações e estúdios na Inglaterra, para depois mover-se para a Georgia e finalmente para a Rússia, onde ocorreram gravações adicionais. O design de produção é inspirado em ambientes e cenários dos anos 60 e Henry Jackman assume a trilha sonora.

(Bad) Marketing

Antes da leva de ótimos trailers e clipes de personagens, X-Men: Primeira Classe sofreu de um problema grave: marketing ruim. As primeiras imagens promocionais divulgadas são de um nível de amadorismo impressionante, com diversos erros de iluminação, técnicas medíocres e objetos desproporcionados. Vaughn respondeu às críticas afirmando não saber como as imagens teriam sido divulgadas, tratando-se apenas de um estágio inicial. Realmente, do primeiro banner lançado até o mais recente, a comparação é impossível.

Vale destacar aqui uma ótima montagem em vídeo feita por um fã como abertura do filme. O vídeo entra no clima da época e impressiona com suas características minimalistas. Confira:

X-Men: First Class Title Sequence from Joe D! on Vimeo.

Missão


Magneto Rises: Michael Fassbender assume o visual clássico do personagem

E é claro, X-Men: Primeira Classe tem a missão de introduzir uma nova trilogia – chegaremos nesse ponto daqui a pouco – e satisfazer a Fox com uma boa arrecadação nas bilheterias e, como o diretor Matthew Vaughn insiste tanto, reintroduzir os conceitos de adaptações de quadrinhos, seja para os X-Men quanto para os demais super-heróis.

E, pelo que dizem as primeiras críticas do filme, parece ser um resultado positivo. Será que finalmente teremos um filme de 2011 que seja realmente satisfatório?

Os principais personagens de Primeira Classe:

Charles Xavier | James McAvoy

Mutação: Manipulação psíquica, telecinese

Vulgo: Professor X

Desde jovem, Charles Xavier tem encontros com mutantes e constrói sua vida na esperança de ajudá-los. Conhece a jovem Raven Darkholme e começa o projeto de sua Escola para Superdotados, e conhece o problemático Erik Lehnsheirr, com quem inicia uma grande amizade.

Erik Lehnsheirr | Michael Fassbender

Mutação: Manipulação de Metais

Vulgo: Magneto

Separado de sua família e preso em um campo de concentração na Polônia, Erik cresceu sob a dor e sofrimento, criando ódio mortal contra a humanidade, ao mesmo tempo em que vai descobrindo seus poderes. Torna-se grande amigo de Charles Xavier e ajuda-o na sua luta pelos direitos mutantes. Seu real objetivo é matar Sebastian Shaw, indo atrás de nazistas escondidos para encontrá-lo.

Raven Darkholme | Jennifer Lawrence

Mutação: Metamorfose

Vulgo: Mística

Quando criança, fugiu de casa ao descobrir sua mutação e foi parar na porta de um jovem Charles Xavier, que o acolheu até a fase adulta. Trabalhando com Xavier na busca por outros mutantes, ela conhece Hank McCoy e inicia um caso com ele após se familiarizar com seu desejo de ser uma pessoa normal.

Dr. Hank McCoy | Nicholas Hoult

Mutação: Agilidade, força e aspectos bestiais 

Vulgo: Fera

Talentoso pequisador de uma divisão da CIA, Hank apresenta desde criança habilidades bestiais, as quais ele jura encontrar uma cura. Envolve-se com Raven Darkholme e atinge um monstruoso estado de mutação ao tentar injetar uma vacina, que o deixa com pelos azuis e aparência de uma fera.

Alex Summers | Lucas Till

Mutações: Lançamento de raios de calor

Vulgo: Destrutor

Chamado por Xavier e Erik em uma prisão, o jovem Alex tem medo de destruir tudo ao seu redor, em decorrência de sua mortal habilidade. Na escola para Superdotados, é treinado e começa a apresentar controle sobre o seu poder. Na mitologia dos quadrinhos, é irmão de Scott Summers (Ciclope), mas no filme é seu pai.

Sean Cassidy | Caleb Landry Jones

 

Mutação: Emissão de ondas sonoras descomunais

Vulgo: Banshee

Enviado para a escola de Xavier, o escocês Sean Cassidy aprende a aprimorar sua habilidade de emitir altas ondas sonoras, alcançando o nível de poder voar com elas. Tem papel de destaque na batalha final do filme.

Angel Salvatore | Zoë Kravitz

Vulgo: Angel

Mutação: Asas de libélula

Trabalhando em um bordel, ela é chamada por Xavier e Erik, que a levam para a Escola para Superdotados. Em meio a aulas de controle e contato com outros mutantes, ela acaba indo para o lado de Sebastian Shaw e seu Clube do Inferno.

Sebastian Shaw | Kevin Bacon

Mutação: Absorção de energia

Líder de uma organização secreta conhecida como Clube do Inferno, Shaw pretende começar uma guerra atômica. Contra os humanos, ele desenvolve a tecnologia do capacete de Magneto – que protege sua mente de ameaças de mutantes psíquicos- e é o estopim entre a rivalidade de Xavier e Erik.

Emma Frost | January Jones

Mutação: Manipulação psíquica e Pele de diamante

Vulgo: Rainha Branca

Um dos membros do Clube do Inferno, Emma Frost é uma mutante perigosa e braço direito de  Shaw, ajudando-o a manipular políticos e militares.

Azazel | Jason Flemyng

Mutação: Aparência demoníaca, teletransporte

Azazel é um demônio que também é membro do Clube do Inferno. Com sua habilidade de teletransporte ele ajuda Sebastian Shaw em quebras de segurança e invasões, sendo especialistas em combates com facas e espadas. Na mitologia dos quadrinhos, ele é pai do Noturno, que aparece no segundo X-Men.

Janos Quested | Álex González

Vulgo: Maré Selvagem

Poderes: Cria pequenos ciclones e ondas

Também faz parte do Clube do Inferno, ajuda Shaw durante suas missões.

Previously on the X-Men movies…

X-Men: O Filme (2000)

Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido filme de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva.

O que a Fox e a Marvel preparam para os mutantes… (lembrando apenas que a Marvel aqui não é a mesma de Os Vingadores, já que os direitos dos X-Men pertencem à Fox e não à Marvel Studios)

Segunda Classe

Se Primeira Classe arrebentar nas bilheterias, uma continuação já está garantida. Vaughn confirma seu retorno e faz (novamente) uma comparação com o Batman de Christopher Nolan, prometendo um desenvolvimento na linha de O Cavaleiro das Trevas. O diretor já falou bastante sobre a possível “Segunda Classe” e suas ideias incluem Magneto como o assassino de John Kennedy e apenas um personagem novo, que deverá ser um mutante do lado do Professor X e que apresente algum desafio ao Mestre do Magnetismo.

A ideia é ter uma trilogia, mas ainda é muito cedo pra falar de um terceiro filme…

The Wolverine

Ambientada no Japão, Logan viaja para a Ásia para encontrar pistas de sua origem, mas acaba por encontrar novos inimigos e um novo amor. Na moral? Péssima ideia. Minha única esperança no filme estava baseada na presença de Darren Aronofsky como diretor, com sua saída, perdi o ânimo… Hugh Jackman continua na produção, que busca um diretor.

Deadpool

Demorando pra sair do papel, mas a Fox ainda promete um filme do mutante canastrão vivido por Ryan Reynolds em X-Men Origens: Wolverine. No entanto, os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick (de Zumbilândia) prometem uma versão completamente diferente do personagem, tendo um texto violento e de censura 18 anos entregue. O novato Tim Miller dirige e Reynolds reprisa o papel. Bem, duvido que a Fox banque uma censura 18 anos pra um personagem desconhecido, mas…

X-Men 4

Sim, sim, sim! A peça de xadrez mexe sim e Xavier está vivo, agora resta saber se a Fox vai querer continuar a história original dos X-Men iniciada por Bryan Singer. Na minha opinião, um X-Men 4 seria descartável; acho que o terceiro filme conclui o arco de maneira satisfatória.

Considerando que Michael Fassbender e James McAvoy assumem versões jovens de personagens já apresentados às telas, relembremos alguns exemplos dessa situação no cinema:

Vito Corleone – Robert De Niro |O Poderoso Chefão – Parte II

Papel que lhe rendeu o Oscar de Ator Coadjuvante, Robert DeNiro faz uma excelente versão jovem do eterno Vito Corleone, interpretado por Marlon Brando no filme original. Fala em italiano quase o filme inteiro e protagoniza uma bem elaborada ascensão mafiosa.

Sr. Spock – Zachary Quinto | Star Trek

Tudo bem que todos que fazem parte do elenco do novo Star Trek tiveram que se esforçar para apresentar versões rejuvenescidas de seus personagens, mas ninguém deve ter ralado tanto quanto Zachary Quinto. Por quê? Bem, Spock é o único personagem que os não-fãs conhecem e também o mais icônico. O ator, que substitui Leonard Nimoy, é carismático e talentoso, além de muito parecido fisicamente com Nimoy.

Obi-Wan Kenobi – Ewan McGregor | Star Wars Episódios I-III

Na nova trilogia de Star Wars, é o escocês Ewan McGregor que carrega o elenco nas costas. Evoluindo ao longo dos anos, o ator faz uma genuína versão jovem de Sir. Alec Guiness em A Vingança dos Sith, assumindo seu visual, mas não simplesmente copiando sua performance no primeiro filme da saga. Temos também o Hayden Christensen que faz o Anakin/Darth Vader, mas deixa pra lá…

Indiana Jones – River Phoenix | Indiana Jones e a Última Cruzada

Mesmo que apareça apenas na cena de abertura, River Phoenix traça um autêntico perfil jovem do arqueólogo Indiana Jones, imortalizado por Harrison Ford. Percebemos algumas características que logo tornariam-se típicas do personagens, a origem de seu chapéu, medo de cobras, habilidade com chicote, entre outros… E Phoenix o faz muitíssimo bem.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas voltem para a crítica de X-Men: Primeira Classe. Até lá!