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| Homem-Aranha 2 | Crítica de 10 Anos

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aniversário, Aventura, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

Spider-Man2

Ah, Julho de 2004. Ainda me lembro da empolgação em apanhar o jornal na porta do apartamento e decidir com meu tio qual sessão de Homem-Aranha 2 iríamos encarar; afinal, era estreia do filme e a compra de ingressos antecipados pela internet era uma mera utopia na época. Eram tempos mais simples. Eu até sinto falta das longas filas em pé para a entrada da sala, do mistério em torno da trama (Spoilers? Mas que conceito primitivo era esse?) do bom e velho blockbuster em 2D…

Sinto falta também de filmes como Homem-Aranha 2, um verdadeiro marco para o gênero de super-heróis. Não só um grande épico de ação e aventura, mas também um inteligente e emocionante estudo de personagem, cujo resultado é algo que as atuais produtoras – com algumas exceções, claro – simplesmente parecem ter desaprendido.

O filme de 2004 é a segunda investida de Sam Raimi na franquia do aracnídeo criado por Stan Lee e Steve Ditko, e trazia Peter Parker (Tobey Maguire) sofrendo para balancear sua vida acadêmica, profissional e amorosa com a responsabilidade de ser o Homem-Aranha. Entra em cena o ainda fascinante vilão Dr. Octopus (Alfred Molina) para aumentar a dor de cabeça do protagonista, e o palco está armado para um espetáculo de verdade (toma essa Marc Webb).

Bem, não é minha intenção passar todo o texto simplesmente afirmando como este filme é infinitamente superior ao reboot com Andrew Garfield iniciado em 2012 (pra quê martelar o óbvio, certo?), mas sim apontar e celebrar os motivos que tornam o filme aniversariante um grande feito.

A começar que é o número 2. Em adaptações de quadrinhos, costuma ser um presságio de boa sorte (X2, O Cavaleiro das Trevas) e também geralmente é o ponto em que os realizadores podem de fato brincar com o personagem. A história de origem já foi, os personagens principais foram devidamente introduzidos e a trama agora pode desenvolver-se para qualquer direção possível. O que o roteiro de Alvin Sargent (oscarizado por Júlia e Gente como a Gente) faz, no entanto, é seguir a consequência natural de um adolescente que se vê dotado de imensa responsabilidade: um embate consigo mesmo. Ver cenas como o herói usando seus poderes para entregar pizza não são apenas divertidíssimas, como também revelam que Parker também lida com situações cotidianas, não é um ricaço como Bruce Wayne.

A performance de Tobey Maguire é importantíssima nesse sentido, já que revela um sujeito que, mesmo tendo portas fechadas na cara, tenta manter seu admirável otimismo. É um loser tal como aquele dos quadrinhos clássicos, e mesmo que algumas de suas composições beirem o caricato (como suas infames caretas que já viraram memes ou o visual estereótipo geek), o drama pelo qual passa é bem real. É genial também a decisão de Sargent em fazer os poderes de Parker serem afetados por sua depressão, que ainda inclui a notícia de que sua amada Mary Jane (Kirsten Dunst) está de casamento marcado com outro sujeito e que se melhor amigo Harry Osborn (James Franco) se distancia cada vez mais. Basicamente, é como se o Homem-Aranha resolvesse sentar no divã de Freud.

dc
Doc Ock e a cena do trem: uma pancadaria pra se nunca esquecer

Mas não se enganem, mesmo com toda essa áurea sombria e melancólica, Homem-Aranha 2 é um dos filmes mais divertidos imensamente divertido. Em algo que a Marvel Studios apanha muito pra aprender, Sam Raimi equilibra a trama com as piadas, sem nunca perder o foco ou deixar que uma tirada aqui e ali roube o foco (que saudades do impagável J. Jonah Jameson de J.K. Simmons) da história. E também, estamos nos referindo a um blockbuster lançado em meio ao verão americano, então a presença de cenas de ação é praticamente obrigatória. Mas ao contrário de um Michael Bay da vida, Raimi é um mago na direção de tais sequências, que se beneficiam do excelente vilão principal, efeitos visuais premiados com o Oscar e a inesquecível trilha sonora de Danny Elfman.

A famosa sequência do trem é uma das coisas mais extraordinárias que já vi no cinema – e ela jamais perde o impacto, mesmo quando a revejo em razão letterbox em uma das inúmeras reprises televisivas. Começando pela intensidade da coreografia da luta entre o Aranha e Octopus, perfeitamente executada e organizada pela montagem de Bob Murawski até o momento em que o herói quase dá sua vida para fazer o trem descontrolado parar antes do fim dos trilhos. É pura magia.

Homem-Aranha 2 é lindo. É um nível de qualidade desconhecido pela franquia comandada por Marc Webb, e também um símbolo de tempos mais simples para o cinema de quadrinhos. Não importava 3D, nem a crescente mania de universos compartilhados e spin offs infinitos. Importava apenas uma boa história, e um diretor verdadeiramente talentoso no comando.

Obrigado, só posso realmente agradecer por um filme que provoca em mim hoje a mesma empolgação que provocava na criança de 9 anos que o viu pela primeira vez, dez anos trás.

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Teia de Polêmicas | Especial O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

O retorno de um dos mais famosos super-heróis de todos os tempos enfim se aproxima. Servindo como recomeço para a franquia, O Espetacular Homem-Aranha traz rostos novos e a missão de manter o legado da trilogia de Sam Raimi e provar que grandes poderes continuam trazendo grandes responsabilidades. Confiram:

Algumas perguntas que circulam o projeto de O Espetacular Homem-Aranha:

Por que a Sony Pictures optou por um reboot da franquia?

Até meados de 2009, Homem-Aranha 4 (e até 5) era um projeto em pré-produção dentro dos estúdios da Columbia Pictures, com Sam Raimi retornando para a direção e Tobey Maguire e Kirsten Dunst reprisando os papéis principais. No entanto, o roteiro custava a alcançar a satisfação do diretor, e o estúdio discordava criativamente em diversos aspectos; principalmente na escolha do vilão. Quando acordos foram impossíveis, a Sony puxou o longa da tomada e recomeçou do zero.

O que torna O Espetacular Homem-Aranha diferente do primeiro filme de 2002?


O sombrio Peter Parker: obcecado com o oculto passado de seus pais

Ao contrário do que alguns vêm afirmando, o filme de Marc Webb não é um remake do Homem-Aranha de 2002, e sim uma reinvenção para o personagem no cinema, tomando como fonte outras fases do herói nos quadrinhos (especialmente a Ultimate). Observe que não temos a presença de Mary Jane (substituída por Gwen Stacy que foi, de fato, a primeira namorada do Aranha nos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby) nem de Harry Osborn (apesar de a Oscorp, empresa que daria origem ao Duende Verde, já ter aparecido nos trailers), e o próprio Peter Parker surge muito mais sério do que o de Tobey Maguire. Mas o elemento fundamental aqui é o passado misterioso que envolve Parker e seus pais, algo nunca explorado nos longas anteriores.

O Espetacular Homem-Aranha foi filmado em 3D?


Cena em 1ª pessoa vista no primeiro trailer

Felizmente, o diretor Marc Webb optou por gravar o filme com câmeras Red Epic em 3D, ao contrário de algumas outras produções que simplesmente recorreriam a uma conversão durante a pós-produção. Eu assisti a um dos trailers do filme durante a sessão de Titanic 3D no IMAX e me impressionei: simplesmente o melhor uso da tecnologia que já presenciei.

O novo Homem-Aranha terá alguma ligação com Os Vingadores?

Já que os direitos do Homem-Aranha pertencem à Sony Pictures, é impossível (ou melhor, ilegal) que o aracnídeo dê as caras em algum novo filme da superequipe da Marvel Studios. Portanto, nada de Nick Fury por aqui.

Haverá continuações?

O plano é iniciar uma nova franquia, e Andrew Garfield e Emma Stone têm contrato assinado para possíveis continuações. Além disso, Alex Kurtzman e Roberto Orci (Star Trek) já escrevem o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha 2, que deve ser dirigido novamente por Marc Webb.

Todos aqui já são conhecidos, mas aqui ganham nova releitura:

Peter Parker/Homem-Aranha | Andrew Garfield

Inteligente, aspirante a fotógrafo, habilidoso skatista e obcecado quanto ao misterioso passado de seus pais, Peter Parker ganha poderes incríveis ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada. O surgimento de tais habilidades o faz assumir a identidade do Homem-Aranha e também o ajuda no desenvolvimento de suas experiências com o dr. Connors.

Gwen Stacy | Emma Stone

A paixão secreta de Peter, Gwen estuda na mesma sala que o jovem e trabalha como assistente de laboratório com dr. Connors, na Oscorp. Seu envolvimento cada vez mais constante com Parker pode arriscar sua segurança.

Dr. Curt Connors/O Lagarto | Ryhn Efans

Um dos principais cientistas trabalhando na Oscorp, o Dr. Connors desenvolve um soro que possibilite o crescimento de tecidos e membros humanos perdidos, usando a regeneração de lagartos como fonte de estudo. Tendo trabalhado com Richard Parker no passado, não é surpresa que logo seu filho Peter surja e os dois comecem a trabalhar juntos. Mas o resultado é a criação de um monstruoso alter-ego para Connors, o Lagarto.

Capitão George Stacy | Denis Leary

Destemido policial por quase 20 anos, o capitão George Stacy é o rosto da Polícia da Cidade de Nova York, e o responsável por investigar e capturar o misterioso vigilante conhecido como Homem-Aranha. Sua maior preocupação, no entanto, é com sua filha Gwen Stacy.

Alguns filmes do Homem-Aranha que nunca viram a luz do dia:

Sam Raimi’s Spider-Man 4

A Sony não estava satisfeita com o filme que Sam Raimi planejava dirigir (e nem o próprio diretor, já que o roteiro passava por inúmeras revisões) e não confiava na escolha do vilão: o Abutre. John Malkovich já havia sido contratado (seria interessante vê-lo sair voando pela cidade de Nova York) e alguns rumores até apostavam em Anne Hathaway como a Gata Negra (ironicamente, logo depois ela saiu pra fazer a Mulher-Gato no novo Batman). Não gosto muito do Abutre, mas o estúdio precipitou-se ao tirar o filme da tomada.

James Cameron’s Spider-Man

Um dos primeiros nomes linkados a um filme do Homem-Aranha, James Cameron chegou a escrever um rascunho de roteiro (que você pode ler aqui) para uma trama de origem que trazia o herói enfrentando o Electro e o Homem-Areia. O tratamento de Cameron era bem diferente do que vimos na trilogia de Raimi: apresentava linguagem um tanto pesada e até uma cena de sexo entre o Aranha e Mary Jane, mas um elemento que permaneceu foi a ideia dos lançadores de teia orgânica (nos quadrinhos, o herói usa um material). O filme de Cameron nunca deu certo devido a problemas financeiros e legais.

David Fincher’s Spider-Man

Isso mesmo, em 1999 um dos diretores mais inteligentes e talentosos da atualidade chegou perto de dirigir um filme do Cabeça-de-Teia. Sua versão, obviamente, seria sombria e diferente da trilogia de Raimi, contando com a morte de Gwen Stacy – pelas mãos do Duende Verde – logo na cena inicial. Então, uma sequência de créditos de abertura introduziria a origem do herói e a morte de seu tio, para depois começar com Peter e Gwen se conhecendo. Nas palavras do diretor, “não seria um filme sobre adolescência, e sim sobre um cara aceitando o fato de que é uma aberração”. Eu sei, também fiquei louco de curiosidade…

Uma análise rápida sobre os três filmes dirigidos por Sam Raimi:

Homem-Aranha (2002)

Com um elenco pouco popular para sua época de lançamento, o filme de Sam Raimi foi uma grande (e satisfatória) surpresa. Homem-Aranha traz uma combinação de humor, aventura e romance que agradou tanto os fãs de quadrinhos quanto aos não-adeptos (como este que vos escreve), apresentando ótimas cenas de ação e um talentoso Tobey Maguire.

Homem-Aranha 2 (2004)

Seguindo a tradição da sequência “maior e melhor”, o que mais surpreende em Homem-Aranha 2 não são os impressionantes efeitos visuais, as espetaculares cenas de luta (que incluem um memorável combate em um trem elevado) ou o vilão Dr. Octopus, e sim a força e emoção que seu roteiro traz. O texto aqui aborda como a responsabilidade de ser um herói afeta a vida pessoal de Peter Parker, e o faz com tamanha dedicação que nos esquecemos que estejamos tratando de um personagem colorido que escala paredes. Uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos.

Homem-Aranha 3 (2007)

Tendo a função de superar seu impecável antecessor, não é surpresa que Homem-Aranha 3 seja o mais fraco da trilogia. Mesmo que traga uma sedutora trama de lado sombrio e as melhores cenas de ação dos três flmes, o excesso de vilões e linhas narrativas (Sam Raimi tentou ser grande demais) torna a experiência mais cansativa e difícil de acompanhar, já que os (bons) personagens não têm o desenvolvimento que merecem. A trama do uniforme negro e Venom é uma das melhores que o Aranha já teve, e certamente merece melhor do que um Tobey Maguire emo rebolando na rua.

Cinco momentos inesquecíveis da trilogia dirigida por Sam Raimi:

O beijo

Transformou uma icônica cena dos quadrinhos em um dos beijos mais românticos do cinema.

Ataque no Hospital

Raimi abraça seu passado Evil Dead em uma sequência tensa e inventiva.

Luta no trem

Uma das melhores cenas de ação do cinema recente. E ainda aperta a garganta em seu emocionante desfecho.

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O Novo Duende Verde

Em uma sequência que voa pelos prédios de Nova York com uso pesado de CG, encontramos o primeiro novo inimigo do herói.

A Transformação de Venom

Com planos criativos e uma execução assustadora, apresenta a reviravolta mais esperada do filme.

Menção honrosa: Créditos de abertura de Homem-Aranha 2

Os belíssimos desenhos de Alex Ross e a magistral trilha de Danny Elfman nos relembram os principais momentos do primeiro filme, preparando terreno para o segundo.

Uma breve olhada nos uniformes que acompanharam o Homem-Aranha no cinema.

Raimi I

Por James Acheson

Raimi II

Por James Acheson

Raimi III

Por James Acheson

Webb I

Por Kym Barrett

Aqui, 5 dos meus vilões preferidos do Homem-Aranha, que gostaria de ver em futuras sequências:

Scorpion

Contratado por J. J. Jameson (o editor do Clarim Diário) para capturar o Homem-Aranha e prová-lo como um criminoso, o investigador Mac Gargan submete-se a uma experiência de mutação animal que lhe garante uma fisionomia com longa cauda e instintos ferozes: nasce o Scorpion. Se desenvolvido bem e aplicado um visual mais tridimensional, resultaria em uma boa pancadaria com o herói além de reforçar a ideia de “caçada ao Homem-Aranha”.

Mysterio

Especialista em efeitos visuais de Hollywood, o ilusionista Quentin Beck é demitido e resolve se vingar adotando a identidade de Mysterio. Certamente daria um incrível espetáculo visual na tela, assim como um tom psicótico e perturbador (poderiam haver questionamentos sobre o que é realidade, o que é ilusão). Seria um filmão! Para o intérprete, pensaria em David Tennant (que mandou bem no remake de A Hora do Espanto).

Shocker

Ladrão de cofres que desenvolve uma arma tecnológica poderosa para auxiliar em seus crimes: pulsos elétricos. Tem um dos trajes mais interessantes (Shocker só o utiliza para proteção) de todos os vilões do personagem, e mostra-se um desafio letal com o uso da eletricidade – sei que temos o Electro, mas odeio o personagem. Já que o vilão fica o tempo todo por trás de uma máscara, não seria preciso muita procura pelo intérprete.

Kraven, o Caçador

Um dos mais inteligentes e mortais oponentes do Homem-Aranha nos quadrinhos, Kraven é mestre em inúmeras lutas e um caçador nato, tendo derrotado o herói em uma determinada história. Seria uma ótima escolha (mais uma vez, considerando que a polícia considera o Aranha um criminoso fugitivo), mas o visual do personagem deverá ser modernizado para funcionar. O papel merece ser de Jeffrey Dean Morgan (o Comediante de Watchmen – O Filme) ou Gerard Butler (300).

Venom

Já o vimos em Homem-Aranha 3, mas o filme é tão sobrecarregado de personagens que o vilão linguarudo acaba ficando em terceiro plano. Venom é um dos melhores oponentes do herói, e merece ser retratado de forma mais grandiosa (parece que seu filme-solo está em andamento). E roteiristas, vamos brincar com as oportunidades! O simbiote alienígena não precisa ter apenas Eddie Brock como hospedeiro, imaginem como ficariam as “versões Venom” dos quatro vilões acima…

Bem, o especial fica por aqui. Espero que tenham gostado e aguardem pela crítica do filme.

2011: Os Melhores dos Melhores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Este ano, o post dos melhores filmes do ano vai ser diferente. Enquanto nos últimos três anos a seleção se deu por ranking, os longas lançados em 2011 serão avaliados através de categorias. Antes de conferir, algumas observações:

  • A lista contém apenas filmes lançados no Brasil COMERCIALMENTE (logo, filmes de 2010 que chegaram este ano nos cinemas ou home video marcam presença aqui) e alguns lançamentos estrangeiros ficaram de fora (como O Espião que Sabia Demais, Shame, Drive, entre muitos outros).
  • Se  não concorda com minha opinião (e isso certamente vai acontecer), fique a vontade para comentar e apresentar sua própria seleção, mas seja educado, porque comentários grosseiros serão reprovados.
  • MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres ainda não estreiou no Brasil, mas marcou presença na lista em 2 categorias, mas sua presença é justificável.

Melhor Filme: Meia-Noite em Paris

Sem dúvida o feel-good movie de 2011, uma deliciosa experiência cinematográfica que traz Woody Allen em ótima forma em sua primeira visita a Paris. O desenrolar da trama acontece de forma mágica, flertando com elementos fantásticos ao mesmo tempo em que nos presenteia com alguns dos melhores diálogos do ano e uma mensagem verdadeiramente inspiradora – que me atingiu em cheio. O elenco também é ótimo, de Owen Wilson altamente expressivo a Adrien Brody divertidíssimo em uma antológica participação especial. Crítica completa.

Outros destaques (em ordem de preferência)

Cisne Negro

Deixe-me Entrar

X-Men: Primeira Classe

Bravura Indômita

O Palhaço

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Tudo pelo Poder

A Pele que Habito

Super 8

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Planeta dos Macacos: A Origem

Melhor Diretor: Selton Mello | O Palhaço

Selton Mello realmente surpreendeu com O Palhaço. Desempenhando diversos papéis na produção (incluindo o de protagonista do longa), o sucesso do filme é fruto de sua habilidosa direção. Escolhendo lindos planos e enquadramentos, mostra-se um talentoso diretor de atores e também usa com inteligência a subjetividade. Diversas cenas funcionam justamente por sua complexo trabalho visual; às vezes é o olhar de um personagem, seu gesto com as mãos, cabeça… E não são necessárias palavras para compreender o que se passa.

Melhor Comédia: Amizade Colorida

Depois do divertido A Mentira, Will Gluck assume a direção e créditos como co-roteirista nessa excelente comédia romântica. Tomando como base um assunto já conhecido – a relação puramente sexual entre dois amigos – Amizade Colorida é um filme surpreendente, já que apresenta um roteiro com alguns dos melhores diálogos do ano, mensagens inspiradoras e um elenco arrasador; com destaque para a ótima química entre Justin Timberlake e Mila Kunis. Anseio pelo próximo trabalho de Gluck.

Melhor Filme de Ação: Missão: Impossível – Protocolo Fantasma

Um dos melhores e mais empolgantes filmes do ano. O diretor Brad Bird, responsável por grandes animações da Pixar, dá vida nova à franquia do agente Ethan Hunt, promovendo um espetáculo com ótimas cenas de ação (a escalada ao Burj Dubai já é antológica) e um ritmo narrativo muito agradável e divertido. O elenco é bem entrosado e muito talentoso, e Tom Cruise mostra que ainda tem fôlego para mais continuações – e eu espero que elas aconteçam.

Melhor Ator: Andy Serkis | Planeta dos Macacos: A Origem

Especialista em personagens digitais, Andy Serkis é o rei do motion-capture. No prequel que mostra a origem do Planeta dos Macacos, o ator empresta sua expressividade imensa ao macaco Cesar, líder de uma revolução de símios de grandes proporções. O talento de Serkis é perceptível em cada pixel do rosto do personagem e certamente merece atenção no Oscar (o cara interpretou um macaco!).

Outros destaques:

Selton Mello – O Palhaço

Michael Fassbender – X-Men: Primeira Classe

Ryan Gosling – Tudo pelo Poder

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz: Emma Stone | A Mentira

Eu simplesmente adoro Emma Stone em A Mentira. Ao encarar seu primeiro papel como protagonista, a atriz fornece uma das performances mais divertidas, carismáticas e honestas que eu já vi. É boa nas caretas, nas vozes e irradia uma energia impressionante que pega o espectador de surpresa. Mesmo sendo uma comédia (um preconceito estúpido dentro de premiações), merecia indicação ao Oscar.

Natalie Portman – Cisne Negro

Mélanie Laurent – Toda Forma de Amor

Kirsten Dunst – Melancolia

Mila Kunis – Amizade Colorida

Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer | Toda Forma de Amor

Na pele de um idoso na casa dos 70 que abraça sua homossexualidade, Christopher Plummer dá um show. Apresenta muito carisma e expressividade, divertido e emocionando na medida certa, assim como uma química muito natural com Ewan McGregor (que interpreta seu filho). O ator certamente será indicado ao Oscar por essa performance, e eu não me surpreenderia se ele saísse vencedor.

Alan Rickman – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Tom Hiddleston – Thor

Corey Stoll – Meia-Noite em Paris

Colin Farell – A Hora do Espanto

Melhor Atriz Coadjuvante: Elle Fanning | Super 8

Irmã mais nova de Dakota Fanning, Elle Fanning brilha na deliciosa aventura oitentista de JJ Abrams. Personificando a “garota desejada por todos da escola”, a atriz mostra imenso talento e carisma e, em diversos momentos, um senso de autoridade diante do restante do elenco (afinal, sua personagem é mais velha). A cena em que atua como zumbi é antológica.

Cate Blanchett – Hanna

Evan Rachel Wood – Tudo pelo Poder

Amy Adams – O Vencedor

Marion Cottilard – Meia-Noite em Paris

Melhor Roteiro Original: Meia-Noite em Paris | Woody Allen

Sempre afiado em seus maravilhosos diálogos, Woody Allen apresenta uma verdadeira aula de história da arte em Meia-Noite em Paris. A ideia central é genial em si, com o nostálgico Gil retornando ao passado magicamente – e ao não explorar o que é essa viagem no tempo, o texto fica mais misterioso – e encontrando diversos artistas da época. Todos os diálogos são inspiradíssimos, alguns até antológicos.

Melhor Roteiro Adaptado: X-Men: Primeira Classe | Jamie Moss, Josh Schwartz, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn

Depois de Batman – O Cavaleiro das Trevas, o nível das adaptações de quadrinhos de super-heróis aumentou, e as histórias amadureceram muito. Mas apenas o roteiro de X-Men: Primeira Classe escrito por Ashley Miller, Zack Stentz, Jane Goldman e Matthew Vaughn, fez jus ao trabalho de Christopher Nolan. Na aventura que ambienta-se na Guerra Fria, as origens dos X-Men são apresentadas com maestria e inteligência, tomando como base ótimos diálogos, diversos níveis de história e sempre uma atenção excepcional a seus personagens.

Melhor Fotografia: Bravura Indômita | Roger Deakins

Indicada ao Oscar do ano passado, a direção de fotografia de Roger Deakins para Bravura Indômita é uma das melhores de sua carreira. Trabalhando novamente com os irmãos Coen, o fotógrafo captura com maestria as paisagens do Velho Oeste dos EUA, sempre usando uma boa iluminação (o frame inicial, que revela a morte de um dos personagens é soberbo) e cores vivas. Um deleite visual, não teve filme em 2011 com trabalho melhor.

Melhor Montagem: Contágio | Stephen Mirrione

Contágio aborda diversos personagens em diferentes cantos do planeta. O alastramento da doença mortal que move a trama é sempre acompanhanda com legendas (como dia 3, 4, etc) e até o uso da tela dividida, elementos que o montador Stephen Mirrione certamente tem domínio. Mirrione consegue equilibrar com ritmo as diversas tramas paralelas do longa, dando espaço para todos os personagens. Outra sacada genial é iniciar o longa com o 2º dia da contaminação, criando um final chocante ao revelar a causa da pandemia.

Melhor Direção de Arte: X-Men: Primeira Classe | Chris Seagers (Design de produção), Larry Bellantoni, Erin Boyd e Sonja Klaus (Decoração de set)

Recriando diversos cenários dos anos 60 (e até um campo de concentração em certo momento), a equipe responsável pelo design de produção de X-Men: Primeira Classe soube combinar o fantástico com o real. Um exemplo disso é o submarino do personagem de Kevin Bacon, que tem uma arquitetura clean e aparentemente comum, mas esconde uma sala rodeade de espelhos e luzes azuis. Ótimo trabalho, isso contando que muitos cenários foram levantados de verdade, usando o mínimo de CG possível.

Melhor Figurino: Thor | Alexandra Byrne

Eu sempre me interesso pelos figurinos em filmes de super-heróis. Ainda espero pelo dia em que a Academia reconheça (com pelo menos uma indicação) o trabalho em transportar personagens de quadrinhos para as telas. Na adaptação de Thor, a figurinista Alexandra Byrne acerta na composição das vestimentas de deuses nórdicos, misturando elementos clássicos (como a capa vermelha, as escamas no braço) com toques modernos.

Melhor Maquiagem: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

Ao longo da série de Harry Potter, o departamento de maquiagem sempre teve um papel fundamental na criação do universo de JK Rowling. Mas no oitavo e último filme da franquia, o trabalho é multiplicado na criação de dezenas de duendes para a cena do ataque ao banco de Gringotes. Foram cerca de 20 anões e muita criatividade na composição de cada criatura.

Melhores Efeitos Visuais: Planeta dos Macacos: A Origem

Depois de Avatar mudar o jogo com seus impressionantes efeitos visuais, Planeta dos Macacos – A Origem chega para aprimorar o que havia sido aprimorado. Com todos os símios (macacos, chimpanzés, gorilas, etc) criados digitalmente, com auxílio de captura de performance, o resultado é de encher os olhos, aproximando-se ao máximo da realidade. Se perder o Oscar, é marmelada.

Melhor Trilha Sonora: MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Trent Reznor & Atticus Ross

MILLENNIUM ainda não estreiou aqui no Brasil, mas a trilha sonora de Trent Reznor e Atticus Ross já está disponível online há mais de uma semana. Claro que, dessa forma, fica impossível saber se os oníricos sons criados pela dupla combinam com as imagens do filme, mas se considerar o trabalho musical isoladamente, ainda é superior a qualquer outro lançado este ano. Com cerca de 3 horas, o resultado é sensacional, tão bom quanto a trilha de A Rede Social.

Canção do Ano: “Immigrant Song” |Trent Reznor, Atticus Ross e Karen O | MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres

Tava começando o primeiro teaser de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (uma versão pirata, vazada do próprio estúdio), e em meio a diversos cortes rápidos de cenas do filme, ecoava o selvagem cover de Karen O para a “Immigrant Song” de Led Zeppelin. Com Trent Reznor na instrumental e Atticus Ross como mixador, a música pesada é inesquecível e viciante, pontuando em cheio o tom do filme de David Fincher.

Melhor 3D: Transformers – O Lado Oculto da Lua

Mesmo sendo um dos piores filmes do ano, Transformers – O Lado Oculto da Lua tem um atrativo poderoso: seu genuíno 3D estereoscópico. O longa foi rodado com câmeras 3D e garante um resultado visual impressionante – especialmente ao retratar as crateras e rochas lunares na cena inicial – e uma profundidade maior nas cenas de ação. Pena que tanto esforço foi para um filme ruim.

Melhor cena de abertura: Melancolia

Lars Von Trier tem mostrado bastante talento na abertura de seus longas recentes. Primeiro, o sinistro prólogo em preto-e-branco e câmera lentíssma em Anticristo, agora ele apresenta sua visão do fim do mundo nos minutos iniciais de Melancolia, quando um planeta gigante colide com a Terra. Mantendo a câmera lenta, o diretor preenche a tela com imagens simbólicas e sem muita conexão (explícita) com a trama, alcançando um resultado arrasador.

Surpresa do ano: Amor a toda Prova

Amor a Toda Prova era tão irrelevante para mim, que não assisti nenhum trailer antes de conferir o filme sim. Talvez isso tenha influenciado no resultado, já que adorei o filme de Glenn Ficara e John Requa e fiquei completamente surpreso com sua história e as inúmeras reviravoltas nela. O elenco inteiro também se sai muito bem, com destaque para Ryan Gosling, que tem em 2011 o melhor ano de sua carreira.

Decepção do ano: O Preço do Amanhã

Eu já disse milhões de vezes, e repito: Andrew Niccol teve a melhor ideia do ano com O Preço do Amanhã. É um imenso desperdício que o diretor/roteirista tenha desenvolvido tão mal a sua ótima premissa e alcançado um resultado ordinário e simplório, recorrendo ao formulaico filme de ação. Não que o filme seja ruim, mas poderia ser muito mais.

Melhores Trailers

1. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres – Teaser

2. Prometheus – Teaser

3. Shame – ‘New York, New York’ Trailer

Melhor Pôster: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Bem, essa foi a retrospectiva de 2011. Diferente do ano passado, talvez eu continue com esse modelo de postagem ou quem sabe o ranking gigante voltará? Enfim, comentem e compartilhem suas opiniões sobre os lançamentos de 2011, e tenham um Feliz Natal!

A ÁRVORE DA VIDA leva a Palma de Ouro no Festival de Cannes

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , on 22 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

A 64ª edição do Festival de Cannes anuncia seus vencedores, tendo A Árvore da Vida de Terrence Malick como ganhador de seu prêmio máximo, a Palma de Ouro. Confira a lista completa abaixo:

Palma de Ouro: A Árvore da Vida

Melhor Atriz: Kirsten Dunst – Melancolia

Melhor Ator: Jean Dujardin – The Artist

Melhor Diretor: Nicolas Winding Refn – Drive

Melhor Roteiro: Footnote – Hearat Shulayim

Grande Prêmio: Garoto de bicicleta e Once upon a time in anatolia – Nuri Bilge Ceylan

Curta-Metragem: Cross Country – Marina Vroda

Prêmio Câmera de Ouro: Las Acacias – Pablo Giorgelli

Prêmio do Júri: Polisse – Maiwenn Le Besc

Próximo da Fila: Lars Von Trier (I)

Posted in Próximo da Fila with tags , , , , , , on 24 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

O controverso cineasta dinamarquês Lars Von Trier promete mais um filme marcante, cujo tema principal será a destruição da Terra (um planeta gigante está em rota de colisão com o nosso) e a relação dramática entre duas irmãs diante dessa catástrofe.


Kirsten Dunst encara seu papel mais polêmico

Com exibição marcada no Festival de Cannes, Melancholia traz Kirsten Dunst e Charlotte Gainsbourg (de Anticristo) no papel das duas irmãs, enquanto Kiefer Sutherland, Stellan Skarsgaard e John Hurt ficam como coadjuvantes.

Melancholia não tem estreia confirmada no Brasil, mas deve chegar aqui em por volta de Agosto. Aguardemos.

Sobre vampiros e lobos | Especial A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Muitos amam, muitos adoram e muitos detestam A Saga Crepúsculo, e a estreia da terceira parte, Eclipse já acontece nessa Quarta-Feira (30/06). Fã da série ou não, espero que aproveite esse especial. Vamos lá:

A história

A história começa com uma série de assassinatos em Seattle, todos causados por um grupo de vampiros recém-transformados, liderados por Victoria, que pretendem ir atrás de Bella e matá-la. Enquanto isso, a jovem precisa fazer sua escolha entre Edward e seu amigo Jacob.

Minha honesta opinião: Minha expectativa está relativamente baixa em relação a Eclipse. Me parece que será uma grande enrolação e a única coisa boa, será a batalha final. Claro, eu posso estar errado, é esperar para ver.

Personagens Principais

Isabella Swan (Kristen Stewart)

Dividida entre o vampiro Edward e o lobisomem Jacob, Bella precisa fazer sua escolha, sabendo que sua decisão pode desencadear uma guerra entre as criaturas. Como se não bastasse, precisa lidar com a ameaça de Victoria, que planeja vingança.

 

 

 

 

Edward Cullen (Robert Pattinson)

Após a proposta de casamento, Edward continua discutindo com Bella as consequências de sua escolha; e as dores que ela pode sofrer. Ele e sua família deverão se unir com os lobisomens.

 

 

 

 

Jacob Black (Taylor Lautner)

Na luta pelo coração de Bella, o jovem lobisomem deverá ajudar os Cullen a impedir o ataque do exército de Victoria, reunindo o clâ dos lobos. Jacob continua tendo uma relação de ódio contra Edward.

 

 

 

 

Victoria (Bryce Dallas Howard) 

Determinada a vingar a morte de seu namorado, a ruiva reúne um exército de vampiros recém-formados para ir atrás de Bella; não importando quantos lobisomens ou outros sangue-sugas tenha que destruir pra cumprir sua missão.

 

 

 

 

Os Cullen e a Tribo Quileute

Quando a situação fica muito perigosa, a família Cullen e a tribo dos lobisomens devem por suas diferenças de lado e se unir para defender Bella do ataque de vampiros recém-transformados. Rosalie e Jasper ganharão mais destaque, tendo seus passados revelados.

Os Volturi

Dessa vez, não veremos as grandiosas paisagens de Volterra, na Itália… Apenas quatro integrantes do grupo aparecem no filme, sempre observando a situação dos ataques em Seattle e botando pressão na transformação de Bella. Pena que Michael Sheen não volta, ótimo ator.

O Exército Recém-Transformado

Sem dúvida o elemento que mais me chama atenção no terceiro filme. O exército é formado por vampiros-recém transformados, o que significa que são mais selvagens e possuem pouco controle de sua sede de sangue. O grupo, formado por Victoria, é liderado pelo jovem Riley, um dos responsáveis pelos ataques em Seattle.

Fita Partida: Os novos rumos da Saga

A capa do livro de Eclipse, que mostra uma fita vermelha se partindo, simboliza o pacto entre os vampiros e lobisomens sendo destruído. É basicamente isso que vai acontecer no terceiro filme, mas que rumos tomará a história depois?

Quero deixar bem claro que nunca li Amanhecer (pra ser sincero, nenhum dos livros), então não sei como a história acaba. Vão aqui as minhas (malucas) sugestões para o fim da Saga Crepúsculo:

1- Bella vira vampira, mas é caçada por Van Helsing

Imagine uma versão juvenil do Dr. Van Helsing. Quero dizer, alguns podem detestar a ideia, mas eu acho que a série poderia ganhar muito mais adrenalina com o eterno caçador de Drácula.

2 – Os volturi exterminam os Cullen e os Lobos

Com Edward quebrando o acordo com os Volturi ao não transformar Bella em vampira, o grupo reúne seus súditos e parte para Forks, onde uma grande batalha ocorre, terminando com a vitória de Dakota Fening e seu grupo.

3- Crossover

Temendo o ataque de lobisomens, os Cullen se aliam com Bill e os vampiros de True Blood, que apresentam a famosa bebida de sangue sintético aos sanguessugas de Forks, acabando de uma vez por todas as rivalidades entre vampiros normais e a família de Edward.

Vampiros Clássicos, Lobisomens fodas

Claro, os vampiros e lobisomens da Saga Crepúsculo são versões mais “light” dos famosos monstros do terror. E tudo bem, mas vamos relembrar algumas das boas e velhas criaturas da noite…

Drácula de Bram Stoker

Inegavelmente (mais uma vez), inegavelmente o melhor vampiro já criado. Retratado de muitas maneiras, mas acredito que sua melhor versão seja a de Francis Ford Coppola, em Drácula de Bram Stoker. Interpretado por um impressionante Gary Oldman, o conde nunca teve um visual tão ameaçador e, ao mesmo tempo, charmoso.

Nosferatu

O Nosferatu é uma das únicas figuras do cinema que realmente me assustam. Não sou muito fã do primeiro filme (de 1922), mas o personagem é memorável e muito sinistro.

Entrevista com o Vampiro

Os vampiros de Tom Cruise e Brad Pitt são bem agradáveis e eficientes, mas a força do elenco vem de uma jovem Kirsten Dunst, no papel de Claudia. Uma performance memorável e sem dúvida a melhor de sua carreira até hoje.

30 dias de noite

Despindo-se de todo o charme e sedução que a maioria dos vampiros apresenta, os dentuços desse massacre no Alaska são bem sinistros; além de possuírem olhos negros e dentes de piranha, se comunicam entre si através de contorcidos ruídos. Curiosidade: o diretor de 30 Dias de Noite é quem comanda Eclipse, será que rola um banho de sangue? Duvido…

Um Lobisomem Americano em Londres

              Isso sim é um lobisomem!

Aqui está a prova de que lobisomens são bem melhores á moda antiga: sem CG, a boa e velha maquiagem de monstros. A criatura do filme de 1981 é tudo que um lobisomem deve ser: aterrador só de olhar para ele.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Ok, o lobisomem de Harry Potter não é assustador e nem tão selvagem assim, mas há uma coisa nele que me fez colocá-lo nessa lista: sua transformação. A cena é uma das melhores do gênero dos lobisomens, o CG é bem sutil e a imagem do professor Lupin uivando para a lua é memorável.

Lobisomem de Benicio Del Toro

Tudo bem que a versão desse ano do lobisomem vitoriano foi muito irregular e fraca, mas em um aspecto o filme chamou minha atenção: a violência. O lobisomem é uma máquina de matar de sanguionolenta e o diretor não tem medo de fazer belas mortes violentas e trash. Por isso, vale destacar esse lupino.

Twilighters: O impacto da saga na cultura pop

É irrevelante dizer que Crepúsculo é a sensação teen do momento, porque todo mundo já sabe disso. Esse tópico é dedicado a algumas artes caprichadas que eu achei pela internet. Fato: o pessoal de marketing poderia contratar alguns “twilighters” (nome dado aos fãs da saga) para fazer o design dos pôsteres. As criações de fãs são muito superiores aos sem graça e idênticos cartazes oficiais.

                      Sem dúvida o melhor pôster, considerando fãs e oficiais, da saga

A razão pela qual eu acho Crepúsculo uma boa história, é sua associação com alguns aspectos da adolescência. Odeio muitas das invenções de Meyer, como o brilho na luz dos vampiros e os lobisomens descamisados, mas a relação da história com o sexo na adolescência é bem interessante. Bella é uma jovem que quer que seu amado a morda, mas ele quer se casar primeiro. Concordam? Não? Tudo bem, não sou filósofo…

                      Banners mais “artísticos” chamariam mais a atenção

Além das relações e dos simbolismos, a história de Meyer faz o mesmo que Harry Potter fez há alguns anos atrás; transforma ícones do terror em personagens adolescentes, e devo dizer que algumas ideias são interessantes, como por exemplo todo o legado da família Cullen e a organização política dos Volturi (que mereciam um filme-solo).

Muse: A Banda Oficial da Saga

Eu gosto do som da banda Muse, possuem ótimos álbuns (Black Holes e Revelation) e agradam. Todos os filmes da saga tem ao menos uma música na trilha sonora, vamos relembrá-las:

Crepúsculo – Supermassive Black Hole

É tocada na cena do jogo de beisebol. A guitarra é sensacional e o vocal bacana, mas a música meio que fica na mesma. Nota: 7,5

Lua Nova – I Belong to You

A melhor contribuição do grupo na franquia, I Belong To You toca brevemente em uma mudança de cena, merecendo mais destaque. Mais empolgante e agradável, é uma ótima canção. Nota: 9,0

Eclipse – Neutron Star Collision

A mais “leve”, com um óbvio tom romântico nas letras e na execução. É uma boa música, bom solo de guitarra e possui alguns traços de músicas antigas (e melhores) da banda, como a bateria, que lembra muito a da excepcional Knights of Cydonia. Nota: 7,5

Críticas da Saga

Relembre o veredicto dos capítulos anteriores da Saga Crepúsculo:

Crepúsculo

Lua Nova

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas a crítica vai pro ar ainda essa semana (se eu conseguir achar ingressos…). Até lá.