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Hear Me Roar | Especial GODZILLA (ゴジラ)

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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O rei dos monstros está de volta. Em uma nova chance de popularizar um dos ícones japoneses no cinema americano, a Warner Bros aposta no diretor Gareth Edwards e em grande elenco no novo Godzilla, o que nos leva à chance de conhecer mais sobre sua criação e suas seis décadas de existência nas telas. Vamos lá:

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Um breve sumário sobre o processo de criação do novo filme.

Por que fazer mais um filme de Godzilla?

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 A história começa 10 anos atrás, com o lançamento do último filme de Godzilla produzido pela Toho Co., responsável por todos os filmes japoneses do personagem. De lá pra cá, Hollywood sempre tentou honrar o ícone japonês nas telonas, mas fracassou – tanto em público quanto crítica – com a versão de Roland Emmerich em 1998.

Em 2oo3, a TriStar perde os direitos do personagem e o diretor Yoshimitsu Banno (responsável por um dos filmes da franquia original, veremos abaixo) parte para um projeto em 3D IMAX do personagem, entitulado Godzilla 3D To the MAX. Banno se uniu a produtores americanos em 2007 para dar vida ao projeto, mas uma série de problemas financeiros a respeito com a tecnologia atrasaram o projeto.

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O diretor Gareth Edwards

Entra a Legendary Pictures para ressuscitar o projeto em 2009. A produtora se alia à Toho Co. e à Warner Bros em 2010 para uma nova tentativa de lançar no monstro nos cinemas americanos, contando com Yoshimitsu Banno agora na produção executiva e uma inspiração maior no filme original de 1954. As engrenagens se moveram e o diretor britânico Gareth Edwards (que até então só havia dirigido o independente Monstros) foi o escolhido para comandar o reboot.

Mesmo com diretor fechado já em 2010, a produção permaneceu em estágio de desenvolvimento até 2012, trabalhando no design de criaturas e na visão geral da produção. Já o roteiro passou de diversas mãos até chegar no resultado final: David Callaham (Os Mercenários), David S. Goyer (Trilogia Cavaleiro das Trevas, O Homem de Aço), Max Borenstein e Drew Pearce foram os responsáveis pelos primeiros tratamentos. A versão final do texto ficou a cargo do cineasta Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre, The Walking Dead), que definiu que sua visão trazia:

  1. 1. Godzilla como “um grande fenômeno da natureza”
  2. Drama humano pesado
  3. Uma alternativa contemporânea à metáfora das bombas nucleares

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O novo visual de Godzilla

O design da criatura procurou grande inspiração na criatura original da Toho (ignorando a criticada versão “iguana” de Roland Emmerich), passando ainda por Jurassic Park, Alien, Tropas Estelares e King Kong. Edwards também confirmou que Godzilla não será o único monstro da produção, e que o personagem será mais um anti-herói do que vilão.

As filmagens começaram em 18 de Março de 2013, contando com um elenco estelar e um orçamento aproximado de 160 milhões de dólares. A equipe ainda conta com Seamus McGarvey na direção de fotografia (em 2D, sendo convertido para 3D na pós-produção), Jon Rygiel (trilogia Senhor dos Anéis) na supervisão de efeitos visuais e Alexandre Desplat a cargo da trilha sonora.

Futuro

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Como não se faz um filme atualmente grande sem pensar no futuro, os olhos se voltam para Gareth Edwards. Ainda que prometa que seu filme tem uma conclusão fechada, não descarta reutilizar algumas ideias da franquia original (o diretor já se declarou fã da Ilha Monstro, de 1968) em possíveis continuações. Além disso, o empolgado Guillermo Del Toro ainda sugeriu um crossover entre Godzilla e seu Círculo de Fogo.

No esquema das coisas, não ficaria surpreso se Godzilla fizesse uma ponta em Batman Vs. Superman.

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Os principais personagens do novo filme:

Ford Brody | Aaron Taylor Johnson

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O tenente americano Ford Brody é especializado no desarmamento de bombas. Casado e pai de um filho pequeno, Brody é logo mandado para o combate novamente quando os ataques de monstros começam a assolar diferentes cidades americanas.

Joe Brody | Bryan Cranston

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Deixando de lado seu alter-ego como Heisenberg na série Breaking Brad, Bryan Cranston vive Joe Brody, cientista chefe da usina nuclear japonesa Janjira. Após uma anomalia misteriosa afetar o lugar e lhe custar uma perda pessoal, Brody fica obcecado em descobrir a verdade encoberta pela empresa e parte atrás de respostas.

Ichiro Serizawa| Ken Watanabe

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Maior papel japonês de peso, Watanabe interpreta o Dr. Ichiro Serizawa, cientista que estuda as aparições de Godzilla e outros monstros do tipo há anos. De certa forma responsável pela criação da criatura, ele pode ter a chave para neutralizar a situação.

Elle Brody | Elizabeth Olsen

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Elizabeth Olsen é um nome pra se guardar na cabeça. A talentosa irmã das gêmeas Mary-Kate e Ashley já brilhou em alguns dramas e agora embarca no cinema blockbuster, com a continuação de Os Vingadores e sua Elle Brody em Godzilla. Ela interpreta a esposa de Ford.

Sandra Brody | Juliette Binoche

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Maior surpresa no elenco, a atriz francesa Juliette Binoche interpreta a esposa de Joe Bordy, Sandra, que também é uma funcionária da Janjira. Os trailers meio que já entregaram o destino trágico da personagem, envolvendo um acidente na usina nuclear.

Godzilla | Andy Serkis

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Esperava por essa? Isso aí. Mesmo que seja uma criação computadorizada, Godzilla tem um intérprete de captura de performance: ninguém menos do que o especialista no ramo, Andy Serkis (Gollum, César de Planeta dos Macacos e o King Kong de Peter Jackson). E o que dizer sobre seu personagem? Uma fera gigantesca e destruidora, que promete trazer dor de cabeça à humanidade e sair na mão com mais alguns monstros gigantes.

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Let’s put it simple: Godzilla tem filmes pra cacete. Mais que o James Bond. São filmes lançados desde 1954, com o reboot de Gareth Edwards marcando o 60º aniversário do personagem e sua 31ª incursão nas telas do cinema.

Não assisti a nem um quarto dos filmes de Godzilla, por isso me limitei a apresentar um breve sumário sobre cada longa – ao invés de avaliá-los criticamente. Uma questão complexa na franquia é a diferença dos títulos japoneses para os americanos, então trouxe aqui as versões de cada idioma.

Comece:

A ERA SHÔWA (1954-1975)

Godzilla (1954)

JAPÃO: Gojira

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O filme que começou tudo. Gojira foi criado pelo executivo da Toho, Tomoyuki Tanaka e pelo diretor Ishiro Honda, ganhando vida pelas mãos do técnico de efeitos especiais Eiji Tsubaraya e pela icônica música de Akira Ifukube. O primeiro filme aposta pesado na mensagem contra ao desenvolvimento de bombas nucleares da época, trazendo também ecos fortíssimos da destruição de Hiroshima e Nagasaki. A trama aposta no ataque da criatura à cidade de Tóquio, e as tentativas da humanidade de eliminá-lo.

Godzilla Raids Again (1955)

JAPÃO: Gojira no gyakushû

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Sequência imediata para o sucesso de 1954, o filme de Motoyoshi Oda traz Godzilla atacando o Japão novamente, mas dessa vez introduz o primeiro monstro secundário da franquia: Anguirus. Na trama, o monstrão ainda não tinha o caráter de anti-herói, e a destruição de Osaka simplesmente fica no meio de seu confronto com Anguirus.

King Kong Vs. Godzilla (1962)

JAPÃO: Kingu Kongu tai Gojira

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Enquanto a Marvel Studios e a DC Comics vão trabalhando em seus universos expandidos e crossover, o monstro japonês já encontrava outros ícones da cultura pop há muito tempo. A onde começou quando Godzilla enfrentou o gorila gigante King Kong, no filme dirigido por Ishiro Honda, em uma trama que primeiro brinca com a rivalidade de cada um na imprensa, para depois se dedicar ao mano a mano. Quem vence o duelo é Kong, graças a poderes elétricos garantidos após uma tempestade de raios.

Godzilla Contra a Ilha Sagrada(1964)

JAPÃO: Mosura tai Gojira

EUA: Godzilla Vs. Mothra, Godzilla Vs. The Thing

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Novamente dirigido por Ishiro Honda, A Ilha Sagrada é responsável por introduzir um dos personagens mais icônicos do “Godzillaverso”: a mariposa gigante Mothra, que é o principal antagonista da produção – considerada pelos fãs como um dos pontos altos da franquia.

Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964)

JAPÃO: San daikaijû: Chikyû saidai no kessen

EUA: Ghidrah, the Three-Headed Monster

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Seguindo a ameaça de Mothra, a Toho começa a apostar em novos oponentes para o lagarto radioativo, agora apostando no popular Rei Ghidrah, um dragão de três cabeças vindo do espaço. Além do inimigo tricéfalo, temos o retorno de Mothra e a aparição de Rodan, o famoso pcterodáctil gigante (outro lucrativo personagem da Toho). Foi a única ocasião em que dois filmes de Godzilla foram lançados no mesmo ano.

A Guerra dos Monstros (1965)

JAPÃO: Kaijû daisensô

EUA: Godzilla Vs. Monster Zero

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Último filme comandado por Ishiro Honda, A Guerra dos Monstros aposta em uma civilização alienígena, os Xiliens, como elemento central da trama; onde a tal raça clama pela ajuda da Terra para destruir uma criatura mortal conhecida como “Monstro Zero” – que no fim, revela-se como o Rei Ghidrah do filme anterior. Rodan também retorna, servindo como aliado de Godzilla.

Ebirah, Terror dos Abismos (1966)

JAPÃO: Gojira, Ebirâ, Mosura: Nankai no daiketto

EUA: Godzilla Versus the Sea Monster; Godzilla, Mothra, and Ebira, Horror of the Deep

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Com a saída de Ishiro Honda, o diretor Jun Fukuda substitui o clima de ficção científica estabelecido por seu antecessor por um pautado na ação/aventura. A trama se desenrola em uma ilha tropical, e traz um novo monstro para ser combatido por Godzilla: Ebirah, que é uma espécie de lagosta gigante. Não bastasse a ameaça marinha, Mothra também retorna para atormentar o protagonista.

Son of Godzilla (1967)

JAPÃO: Kaijûtô no kessen: Gojira no musuko

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Chega uma hora em que praticamente todo grande ícone pop encara a paternidade, não? Na segunda investida de Jun Fukunda na franquia, Godzilla descobre seu filho recém-nascido (que ainda suspeito ser um descendente perdido da Família Dinossauro) e o ajuda na “arte de ser um monstro”, incluindo conselhos sobre o controle de seu bafo radioativo e… Seja lá qual for a moral de um lagarto radioativo gigante. Um dos oponentes memoráveis da produção é Kumonga, uma aranha gigante.

O Despertar dos Monstros (1968)

JAPÃO: Kaijû sôshingeki

EUA: Destroy All Monsters

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Niguém contava com o retorno de Ishiro Honda, que resolveu trazer consigo tudo quanto é tipo de monstro (basta reparar no cartaz acima) para o novo filme, que traz todos os kaijus da Terra confinados em uma “Monstrolândia”. Quando a situação sai do controle, Godzilla, Rodan, Mothra, Gorosaurus, Anguirus, Kumonga, Manda, Baragon e Varan começam a atacar diversas capitais mundiais. Pra piorar, entra uma raça alienígena (os Kilaaks) para tentar amenizar a situação, usando de uma poderosa arma secreta… O Rei Ghidrah! (Again).

Godzilla’s Revenge (1969)

JAPÃO: Gojira-Minira-Gabara: Oru kaijû daishingeki

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Considerado pela base fã como a pior entrada na franquia, o filme de Ishiro Honda assume abertamente seu caráter mais infantil, com direito até a lição de moral no fim. Toda a trama é a imaginação de um menino atormentado por valentões (calma, não é um plot twist), que se imagina ao lado de Godzilla, seu filho e uma porrada de monstros em uma ilha.

Godzilla Vs. Hedorah (1971)

JAPÃO: Gojira tai Hedorâ

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Honda sai mais uma vez e deixa a cadeira de diretor para Yoshimitsu Banno, que introduz um dos monstros mais grotescos da franquia: Hedorah, uma substância alienígena que chega à Terra e acaba por se transformar em uma criatura horrenda ao entrar em contato com a poluição do planeta (em uma clara mensagem ecológica). Além do visual elaborado, o vilão ainda tem a capacidade de disparar ácido e raios laser, o que o torna um dos mais letais oponentes de Godzilla.

Godzilla Vs. Gigan (1972)

JAPÃO: Chikyû kogeki meirei: Gojira tai Gaigan

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Com Banno demitido pelo chefão da Toho (que detestou seu trabalho com o filme anterior), Jun Fukuda retorna para o décimo-segundo filme da franquia, que envolve uma nova raça de alienígenas planejando a extinção da Humanidade, a fim de tornar a Terra um ambiente pacífico (acho interessante como traz ecos até hoje). Para isso, usam mais uma vez do Rei Ghidorah e do inédito Gigan – considerado também um dos melhores oponentes do protagonista.

Godzilla Vs. Megalon (1973)

JAPÃO: Gojira tai Megaro

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Fukunda novamente assume a direção para que Godzilla enfrente um novo inimigo: Megalon, protetor de uma civilização exótica (Seatopians). A criatura se alia a Gigan, mas o protagonista conta com a ajuda do ciborgue Jet Jaguar (um Ultraman genérico). Foi um dos poucos filmes da franquia que assisti, e faço de questão de compartilhar um de seus momentos mais insanos, que revelam como Godzilla é bom de briga:

 https://www.youtube.com/watch?v=JuEa6Hum0b4

Godzilla Vs. Mechagodzilla (1974)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

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Guarde esse nome: MecaGodzilla. Se a Toho usava e abusava das participações do Rei Ghidorah, não vai largar da criatura cibernética, uma criação de (claro) raças alienígenas estranhas. A trama ainda traz elementos míticos ao incluir profecias, e lendas míticas de Okinawa, mas o grande foco é o conflito entre Godzilla e MecaGodzilla.

Terror of Mechagodzilla (1975)

JAPÃO: Mekagojira no gyakushu

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Continuação direta do anterior, o filme de Ishiro Honda aproveita novamente o vilão MecaGodzilla e apresenta também Titanossauro. Com o cinema japonês em baixa pela competição com a TV – aliado às crises energéticas dos anos 70 -, a Era Shõwa chegara ao fim, e a também a franquia de Godzilla.

ERA HEISEI (1984-1995)

Godzilla 1985 (1985)

JAPÃO: Gojira

EUA: Godzilla – The Legend is Reborn

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Ou assim pensávamos! Uma década após o último filme, Godzilla 1985 dá início à Era Heisei (ainda que alguns incluam a produção como parte da Shõwa), visando recuperar o clima sombrio do original; ignorando todas as continuações no processo. O filme de Koji Hashimoto é ambientado 30 anos após os eventos de 1954, trazendo o monstro atacando Tóquio novamente.

Godzilla Vs. Biollante (1989)

JAPÃO: Gojira Vs. Biorante

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Escrito e dirigido por Kazuki Omori, o 17º filme da franquia começa logo após os eventos do filme anterior, e traz muita genética para uma trama que envolve a criação de uma criatura (o Biollante, do título) através das células de Godzilla, uma rosa (é, a flor) e de uma das personagens humanas do longa. Tretas de monstros pra lá e pra cá, o novo filme foi elogiado por ter trazido elementos mais criativos.

Godzilla Vs. King Ghidorah (1991)

JAPÃO: Gojira vs. Kingu Gidorâ

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Kazuki Omori retorna e já marca a primeira aparição do icônico Rei Ghidorah na era Heisei, em uma trama que agora aposta em viagens no tempo. Além do famoso monstro tricéfalo do título, o filme nos apresenta ao Godzillassauro (o estágio anterior de Godzilla, antes de este ser contaminado pela radiação) e à combinação dos dois oponentes mais utilizados pela Toho: o Meca-Rei Ghidorah. Haja fôlego.

Godzilla & Mothra: The Battle for Earth (1992)

JAPÃO: Gojira Vs. Mosura

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Sai Kazuki Omori, entra Takao Okawara na direção para a introdução de Mothra na Era Heisei, em um filme que traz ainda o monstro Battra (basicamente, um gêmeo maligno de Mothra, também uma criatura voadora) e telepatas. De grande destaque visual, o longa é conhecido por uma batalha final em um parque de diversões.

Godzilla Vs. Mechagodzilla II (1993)

JAPÃO: Gojra Vs. Mekagojira

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Não há muitas novidades (como você já deve vir percebendo) no próximo filme de Takao Okawara, que traz de volta, novamente, mais uma vez o MecaGodzilla para lutar com o protagonista. Rodan aparece, a ONU cria um organização para combater o lagarto gigante e Godzilla aceita adotar um “Godzilla baby” como seu filho, o que trará consequências no futuro.

Godzilla Vs. Spacegodzilla (1994)

JAPÃO: Gojira VS Supesugojira

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Obs: Numa escala de 10 a 10, o quão lindo é esse pôster?

Quando você acha que não dá pra inventar mais nada, eis que surge o GODZILLA DO ESPAÇO! A ameaça cósmica tem um dos visuais mais elaborados de toda a franquia, e chega para dar mais dor de cabeça à Godzilla, que ainda conta com seu filho para ajudá-lo no conflito. Quem comandou a brincadeira foi Kensho Yamashita.

Godzilla Vs. Destoroyah (1995)

JAPÃO: Gojira vs. Desutoroiâ

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Novamente enfrentando o monstro Destoroyah, o filme de Takao Okawara aposta bastante no filho do protagonista, que transforma-se no núcleo central da trama. Não por acaso, já que Godzilla é morto no final, deixando o legado para seu jovem descendente. Um final apropriado para a Era Heisei, que não deixaria a franquia congelada por um hiato tão grande quanto o da Shõwa.

ERA MILLENNIUM (1999-2004)

Godzilla 2000 (1999)

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Após o fracasso da versão americana em 1998, a Toho voltou para fazer justiça ao personagem, lançando Godzilla 2000 para iniciar a Era Millennium. O filme de Takao Okawara ignora todos os anteriores, estabelecendo uma trama básica onde o monstro ataca Tóquio mais uma vez, além de trazer elementos alienígenas e o monstro Orga.

Godzilla Vs. Megaguirus (2000)

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Masaaki Tezuka entra à bordo da franquia, em uma continuação direta do filme anterior. Agora, me acompanhem bem de perto: um satélite experimental com capacidade de criar mini-buracos negros acaba gerando um buraco de minhoca, servindo de entrada no presente para uma libélula pré-histórica que, por sua vez, acaba por depositar centenas de ovos nas águas de Tóquio. Nascem então os monstros Meganulons, comandados pela rainha Megaguirus.

Godzilla, Mothra, King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack (2001)

JAPÃO: Gojira, Mosura, Kingu Gidorâ: Daikaijû sôkôgeki

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Shūsuke Kaneko comanda mais um super encontro de Godzilla e seus ferozes oponentes em mais uma trama de grandes batalhas. O monstrão anti-herói enfrenta novamente Mothra, Rei Ghidarah e Baragon.

Godzilla Against Mechagodzilla (2002)

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MAIS uma aparição do MecaGodzilla, mas agora sob o codinome de Kiryu, uma arma cibernética criada pelos humanos para combater Godzilla. Masaaki Tezuka é o diretor.

Godzilla: Tokyo S.O.S. (2003)

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Masaaki Tezuka volta para a continuação direta de Godzilla Against MechaGodzilla: Tokyo S.O.S., que  traz de volta Mothra (mas agora como inimigo do protagonista) e introduz Kamoebas (uma espécie de tartaruga gigante) na história, novamente envolvendo uma batalha entre Godzilla e seu equivalente mecânico.

Godzilla: Final Wars (2004)

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Se hoje temos X-Men: Dias de um Futuro Esquecido para unir tudo o que já foi feito na franquia mutante da Fox, em 2004 a Toho usou todas as suas cartas para um final épico e explosivo para sua franquia de Godzilla, que marcaria o fim da Era Millennium e também das produções japonesas do personagem. O filme de Ryuhei Kitamura surge mais como uma homenagem ao universo-zilla do que um filme em si, repleto de batalhas contra os monstros mais memoráveis da franquia – e inclui também uma luta contra o Godzilla americano do filme de Roland Emmerich! Ainda não assisti, mas parece obrigatório.

ERA AMERICANA

Godzilla, O Monstro do Mar (1956)

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Basicamente, é uma refilmagem americana do original de 1954. Terry Morse dirigiu O Monstro do Mar, que mostrou-se um sucesso considerável tanto nos EUA quanto no Japão.

Godzilla (1998)

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E esta é provavelmente a primeira (e talvez única) versão de Godzilla que a maioria de vocês já assistiu. O cineasta Roland Emmerich foi o escolhido para comandar uma possível franquia do personagem para a Sony, mas o fracasso de crítica e bilheteria botaram o monstro para dormir – e os direitos do personagem acabaram sendo vendidos para a Warner. Sobre o filme de Emmerich, assistia muito quando criança e talvez seja esse o motivo de ter um certo carinho por este. Claro, os efeitos são precários, o roteiro é risível e o monstro não faz jus ao legado, mas todo o clima chuvoso de Nova York e o tom exagerado agradam. É um guilty pleasure.

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Alguns dos “companheiros” americanos de Godzilla nas telonas:

King Kong

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Monstro gigante mais popular da cultura americana, o gorila gigante King Kong já ganhou três versões em sua terra natal (no Japão, ele já encarou Godzilla, como vimos acima), sendo elas em stop motion (1933), roupa (1972) e computação gráfica (2005). Causou pânico ao ficar à solta nas ruas de Nova York, mas Kong é um ser com coração, movido apenas pelo amor que sente à bela humana Ann.

Cloverfield

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Projeto surpresa de J.J. Abrams comandado por Matt Reeves, Cloverfield – Monstro introduz a estética de found footage ao gênero de monstros gigantes, retratando o assombroso ataque de uma criatura misteriosa em Nova York. O monstro do título é impressionante e faz um belo estrago na cidade americana, podendo ser considerado o “Godzilla Ianque”. Muito se falou sobre uma continuação, mas nunca saiu do papel.

Círculo de Fogo

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Responsável por alguns dos maiores orgasmos nerd no ano passado, a aventura sci fi de Guillermo Del Toro é uma verdadeira homenagem ao gênero kaiju, trazendo a humanidade utilizando de robôs gigantescos para combater monstros colossais. Super divertido e caprichadíssimo no design de suas criaturas.

Bem, esse foi o breve especial sobre Godzilla (quem dera ter uns dois meses para assistir a todos os filmes). Assisto ao novo filme na Quinta-Feira, volte aqui para conferir o veredito.

Até lá!

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Mais monstros no novo trailer de GODZILLA

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 29 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Além de trazer diversos vislumbres inéditos de sua criatura título, o novo trailer de Godzilla começa a provocar com pequenas aparições de outros monstros – especialmente um voador. Como se não bastasse, a prévia termina com Ken Watanabe soltando “deixe-os lutar”. Vem coisa boa por aí? O espetáculo, pelo menos, está garantido. Confira:

Godzilla estreia em 15 de Maio.

Assista à 4 cenas de LANTERNA VERDE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 8 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

Como é de costume, foram liberados alguns clipes do aguardado Lanterna Verde. Legendei os mais interessantes e os coloquei aqui, com destaque para o quarto vídeo que mostra as infinitas habilidades do herói em uma luta contra o vilão Parallax. Confira:

“Bem Vindo à Oa”

Vida Alienígena

O Juramento

Parallax

Lanterna Verde estreia no Brasil em 19 de Agosto.

| Velozes e Furiosos 5 – Operação Rio | Um aperfeiçoamento insanamente divertido

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 7 de maio de 2011 by Lucas Nascimento

 


Bad Boys: Vin Diesel e Paul Walker chutando bundas no quinto filme da série

Iniciada a quase 10 anos, a franquia Velozes e Furiosos já tinha dado o que tinha que dar logo depois de seu competente segundo filme. Mas depois, tivemos o irrelevante Desafio em Tóquio e Velozes & Furiosos 4, que já não empolgavam tanto. Eis que surge Operação Rio, que reiventa a proposta dos filmes anteriores e alcança ótimos resultados.

Ambientada no Rio de Janeiro (com terrível sotaque e estereótipos forçados), a trama mostra Dom, Brian O’Conner e seu grupo escondendo-se em favelas. Cometendo pequenos roubos, eles despertam a atenção de um criminoso do alto escalão e o implacável agente do FBI Luke Hobbs, o que leva a mais perseguições de carros.

Bem, nunca deve-se esperar uma trama genial vindo de Velozes e Furiosos, mas dessa vez temos uma que pelo menos prende a atenção e dá espaço adequado para cenas de ação e, olhe só, um razoável desenvolvimento de personagens. Grande trabalho do diretor Justin Lin (que assume a franquia desde o terceiro filme), que descarta a já esgotada fórmula de corridas automobilísticas e evolui para o heist movie de forma adequada.

E seguindo a tradição de todo bom filme do sub-gênero, o planejamento não sai exatamente como planejado, o que dá espaço a sequências de ação espetaculares, que mostram o domínio de Lin da cena e sua capacidade de empolgar a plateia. A perseguição do clímax por exemplo, esquece das leis da Física e faz uso controlado de efeitos visuais (sempre um elogio), dando espaço a dublês e carros de verdade sendo destruídos com estilo.

E há também os personagens. Dessa vez temos todos os personagens dos filmes anteriores, cuja química em cena é satisfatória e natural, gerando muitas cenas divertidas (principalmente de Tyrese Gibson) e um apego sustentável a eles. Vin Diesel continua o mesmo estilo durão, mas perde espaço para o monstruoso Hobbs de Dwayne Johnson, com quem protagoniza uma memorável luta.

A trama tem diversos momentos incoerentes (como por exemplo uma explosão imperceptível dentro de um departamento de polícia) e estica-se além do esperado durante o planejamento do roubo, mas é uma diversão insana e inofensiva, que cumpre muito bem seu propósito e mostra que tem gasolina no tanque para mais sequências.

Obs: Há uma bacana cena pós-créditos com uma participação especial e uma grande revelação sobre o filme anterior.

Sexy Beast | Especial SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de março de 2011 by Lucas Nascimento

 

O novo filme de Zack Snyder chegou aos cinemas brasileiros! Prometendo muita ação e visuais sublimes, Sucker Punch – Mundo Surreal também é o tema deste especial. Aproveite:


Zack Snyder na Comic-Con do ano passado

Depois de comandar duas grandes adaptações de HQs – 300 e Watchmen – o cineasta Zack Snyder prepara-se para lançar seu novo filme; primeiro trabalho que parte de um argumento original, a questão é: vale a pena ou será apenas um longa visualmente bonito?

Snyder começou a idealizar o projeto em 2007, mas deixou-o de lado para filmar Watchmen. Terminada a adaptação, ele fez a animação A Lenda dos Guardiões e, finalmente, o épico de metralhadoras, mulheres e dragões . O que o cineasta queria era “um filme com cenas de ação que desafiem as limitações reais, mas que não perdesse a história”. A Warner deu sinal verde após o sucesso comercial de Watchmen, e Sucker Punch ganhava vida.

Em Março de 2009, começou a escalação de elenco, composto predominantemente por mulheres. Após selecionadas, as atrizes treinaram, por cerca de 12 semanas, diferentes tipos de coreografias de luta; todas suficiente para encarar as diferentes cenas de ação em cenários distintos que o longa promete.


Snyder dirigindo Emily Browing no set

Dando vida a esses cenários, está Rick Carter (na direção de arte) e as empresas de efeitos visuais Animal Logic e Moving Picture Company, que criaran a maioria dos ambientes pela tela verde – Snyder já é especialista no assunto após gravar 300 e Watchmen com essa técnica -, através da computação gráfica. Isso ficaria bacana em 3D não é? Não é o que o diretor, felizmente, acha; descrevendo a conversão para o formato como “problemática”.

Sucker Punch é sobre uma viagem cheia de ação ao interior da mente humana, onde não há regras ou limites físicos, podendo materializar armas e itens necessários (só eu lembrei da Origem?), para fugir de um hospício. É também o segundo filme de Snyder que não pega a censura R (que equivale a 16 ou 18 anos no Brasil), classificando-se como PG-13.

Se o filme funcionar ou não, o grande trabalho de Snyder ainda está por vir: o novo Superman está nas mãos dele.

As belas e perigosas protagonistas do filme (Perdoem a falta de informações, realmente há pouco disponível sobre elas):

Babydoll | Emily Browning

Após a morte de seus entes queridos, Babydoll é aprisionada em um hospício por seu cruel padrasto – após uma tentativa frustrada de estupro. Lá, conhece as outras internas e descobre o mundo imaginário onde ela deverá lutar para sobreviver e libertar-se da prisão.

Blondie | Vanessa Hudgens

A mais experiente em combates.

Sweet Pea | Abbie Cornish

Provavelmente a mais estressada e pé-n0-chão do filme, contradiz às ideias e o plano de Babydoll, não confiando no seu sucesso, mas embarca na aventura como proteção às suas amigas.

Amber | Jamie Chung

Uma leal companheira, é o braço direito de Babydoll

Rocket | Jena Malone

Sincera e sem rodeios, diz tudo o que pensa e é muito determinada, ficando do lado de Babydoll o tempo todo. É também grande amiga de Sweet Pea.

Não é difícil encontrar filmes com lindo visual, por isso recordo aqui 4 excepcionais cenários criados por computador:

Grécia – 300

O primeiro grande sucesso de Snyder, 300 apresenta tons pastéis que parecem dar vida a uma pintura. Alto contraste e com grande uso da luz solar, é um filme belíssimo.

Pandora – Avatar

Abocanhando ambos os Oscars de Fotografia e Direção de Arte, Avatar é o primeiro filme com cenários totalmente digitais a ganhar na primeira categoria. Os efeitos visuais são espetaculares, cenas diurnas apresentam uma variedade impressionante de cores, enquanto nas noturnas, é uma estupefata bioluminescência de tons azuis. Lindo.

Londres – Sweeney Todd

A Londres vitoriana já foi recriada digitalmente muitas vezes (destaque para Sherlock Holmes), mas ganha um peculiar toque sinistro no suspense musical de Tim Burton. O céu, sempre nublado e cinzento apresenta-se como grande responsável pelo tom sombrio da narrativa.

Marte – Watchmen – O Filme

Mais um vindo de Snyder (falo sem medo, ele é o melhor quando se trata de visual), a adaptação dos quadrinhos de Alan Moore ganha cenários autênticos e fieis à história, mas destaca-se o vermelho do planeta Marte. A mistura com o azul luminoso do Dr. Manhattan causa um ótimo efeito.

Como Sucker Punch é um filme onde são as garotas quem chutam traseiros, recordemos aqui outras mulheres que deram trabalho aos vilões:

A Noiva

Na pele de Uma Thurman, a Noiva foi traída por seu grupo criminoso, atacando-a no dia de seu ensaio de casamento. Recuperada, ela vai atrás de cada um deles, enfrentando gangues yakuza, cobras, assassinos, venenos e até uma sepultura. E sempre com estilo…

Trinity

Sempre com apertadíssimo couro preto, Trinity arrebenta programas e agentes com suas invejáveis habilidades marciais, que incluem Kung Fu e Jiu-Jitsu. Também usa muitas armas de fogo e pilota desde motos até helicópteros.

Hit-Girl

Com apenas 12 anos de idade, a letal Hit-Girl é perita em combates corpo-a-corpo, armas de fogo e até espadas. Retalha uma gangue de traficantes e encara sozinha um corredor repleto de mafiosos armados e vê isso como grande diversão. Orgulho de Big Daddy.

Tenente Ripley

Começando como vítima em perigo em grande parte do primeiro filme, a Tenente Ripley transformou-se no desafio supremo dos aliens nos vindouros filmes da franquia. Sigourney Weaver traça a persona correta e adequada – tendo sido indicada ao Oscar pelo segundo filme.

Como parte da divulgação do filme, foram lançados alguns curtas animados, inspirados em elementos e personagens do filme. A animação foi feita por Ben Hibon e é uma boa curiosidade e material de universo expandido. Confira:

As Trincheiras

Dragão

Planeta Distante

Guerreiros Feudais

 

Um pouco sobre o som de Sucker Punch:

Compositor habitual de Zack Snyder, Tyler Bates retorna para trabalhar na trilha original do filme. A lista de faixas ainda não foi divulgada, mas sim uma com canções interessantes, que prometem novas versões de músicas existentes, veja-a:

  1. Sweet Dreams (Are Made Of This) – Emily Browning
  2. Army of Me (Sucker Punch Remix) – Björk featuring Skunk Anansie
  3. White Rabbit” – Emiliana Torrini

  4. I Want It All”/We Will Rock You – Queen with Armageddon Aka Geddy
  5. Search And Destroy – Skunk Anansie
  6. Tomorrow Never Knows – Alison Mosshart and Carla Azar
  7. Where Is My Mind? – Yoav featuring Emily Browning

  8. Asleep – Emily Browning

  9. Love Is The Drug – Carla Gugino and Oscar Isaac

Por enquanto, apenas 30 segundos de cada faixa estão disponíveis, elas podem ser ouvidas aqui:

Sweet Dreams com a voz sexy de Emily Browing é disparado minha preferida.

Bem, o especial acaba por aqui – realmente não sei mais sobre o que falar -, mas aguardemos a crítica do filme, pra ver se todo o esforço visual valerá a pena.

Ficha técnica

Insert Coin: Especial SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO

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Depois de passar pelo perigo de não estrear nos cinemas brasileiros, Scott Pilgrim contra o Mundo chegou, prometendo ser um dos grandes filmes do ano, mesmo que ninguém o veja. Acompanhe o especial.

Publicada em 6 volumes nos EUA e em 3 aqui no Brasil (o volume 2 está pra sair), a série Scott Pilgrim é uma das melhores HQs que já tive o prazer de ler; a trama é simplesmente… Uau! Contando com elementos de videogame, perfis no meio da história e onomatopeias malucas, percebe-se que o autor Bryan Lee O’Malley se divertiu muito desenvolvendo o gibi; e quem se diverte mais ainda é o leitor.

O traço e a coloração em preto e branco lembram um pouco mangá, mas não seguem a mesma estrutura narrativa.

Desde a finalização do primeiro volume da série (Scott Pilgrim’s Precious little life), já era existente o desejo de uma adaptação para o cinema. Apesar de discordar no início, Bryan O’ Malley apoiou o projeto, dando sugestões e anotações. Na época, o diretor Edgar Wright acabava de terminar Todo Mundo Quase Morto.

As filmagens começaram em Março de 2009, em Toronto no Canadá (onde se passa a trama no quadrinho) e terminaram em Agosto do mesmo ano. O trabalho foi a pós-produção, repleta de efeitos visuais. Assim como em Kick-Ass, a saga ainda não havia chegado ao fim, por isso o final do filme é diferente do da HQ.

O filme estreiou em Agosto nos EUA, tendo uma arrecadação muito fraca nas bilheterias, o que quase cancelou a estreia do longa no Brasil. Não fosse a mobilização no Twitter, provavelmente este especial não estaria aqui agora, muito menos o filme.

Scott Pilgrim (Michael Cera)

Canadense de 20 e poucos anos, vida boa, baixista de uma banda de garagem e que passa a maior parte do tempo jogando videogames. Tudo muda quando Scott conhece Ramona Flowers, mas para ficar com ela, ele deve derrotar seus 7 Ex-Namorados do Mal.

Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead)

Misteriosa americana que acaba de se mudar para o Canadá, trabalha como entregadora da Amazon e logo desperta a atenção de Scott. Ela dá informações sobre seus ex-namorados.

Wallace Wells (Kieran Culkin)

Colega de quarto gay de Scott (e um dos mais divertidos personagens da saga), Wallace dá conselhos e ajuda a seu amigo, enquanto suporta seu vício em festas e videogames.

Knives Chau (Ellen Wong)

Antes de conhecer Ramona, Scott teve um pequeno namoro com a colegial Knives Chau, que se apaixonou por ele após ver um ensaio de sua banda. Quando Scott termina o namoro, tudo o que ela quer é vingança.

A Liga dos Sete Ex-Namorados do Mal

1. Matthew Patel (Satya Bhabha) : O namoro de Patel com Ramona começou no colégio, durando apenas uma semana. Ameaçando Scott, o sujeito conta com alguns poderes místicos.

2. Lucas Lee (Chris Evans): Skatista no colégio, Lee tornou-se astro de filmes de ação, sempre sucessos de bilheteria. Na luta contra Scott, conta com sua força bruta e equipe de dublês.

3. Todd Ingram (Brandon Routh): Baixista de uma banda de rock, Ingram possui poderes sobrenaturais graças a sua dieta Vegan (“ele fez academia vegan e tudo mais…”). É meio leigo.

4. Roxanne “Roxy” Ritchie (Mae Whitman): A única mulher da Liga, a meia-ninja Roxy foi parte de uma experiência “bi-curiosa” de Ramona.

5. e 6. Kyle & Ken Katayanagi (Shota Saito & Keita Saito): Gêmeos japoneses e famosos músicos, Ramona namorou os dois ao mesmo tempo.

7. Gideon Graves (Jason Schwartzman): Gênio maléfico, Gideon comanda a Liga dos Ex-Namorados e possui habilidades de luta avançadas.

Alguns memoráveis personagens nerds do cinema (e um grupo indispensável da TV).

McLovin

McLovin! Já virou ícone do século XXI, um dos mais divertidos e engraçados personagens que eu já vi. Armado com sua identida falsa e timidez, o adolescente se solta no fim do filme e, mesmo que sejam só alguns segundos, é o único que se dá bem.

George McFly

Um dos nerds mais bem caracterizados no cinema, o pai do herói Marty McFly, George, teve a sorte de conhecer uma bela moça e cresceu nerd (uma atuação excelente de Crispin Glover). Sua radical mudança, provocada por seu filho ao voltar no tempo, é inspiradora e real.

Dave Lizewski

O que faz um personagem recente e muito pouco conhecido aqui? Dave Lizewski, desengonçado e nerd não ficou apenas fantasiando com histórias de super-heróis; ele foi à luta!

Sheldon Cooper

Pela primeira vez no blog, uma homenagem a um personagem da televisão! Apesar de The Big Bang Theory não ser lá essas coisas, o intelectual arrogante Sheldon vale a visita. Sempre expondo sua opinião e a lógica dos eventos, é muito divertido e nerd de carteirinha. Ah, é claro, Bazzinga!

Scott Pilgrim teve que enfrentar 7 Ex-Namorados. O que mais os “romeus” do cinema já encararam, em nome do amor?

Quem vai Ficar com Mary?

Além de enfrentar diversos pretendentes (incluindo seu melhor amigo), o personagem de Ben Stiller sofre. É preso e confundido com um assassino, gasta muito dinheiro em pscicólogos e prende o zíper naquele santo lugar… Espartano esse cara.

Como se fosse a Primeira Vez

Realmente, ter que lembrar a garota que você namora todo dia de que eles se conhecem é real… Adam Sandler e Drew Barrymore lideram a agradável comédia, que é muito divertida.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de conferir a crítica de Scott Pilgrim contra o Mundo na Sexta-Feira. Até mais!

ATUALIZAÇÃO: A estreia do filme foi mudada para o dia 05/11 em SP.

Contatos Imediatos: Especial PREDADORES

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O aguardadíssimo Predadores chegou no Brasil. O filme promete uma radical retomada aos dias de glória do famoso alienígena. Acompanhem esse especial e desvendaremos os segredos da produção e do Predador…

Recolocando a franquia nos Trilhos


Robert Rodriguez: A força do projeto

A grande força e quem empurrou o projeto para frente é, você deve imaginar, Robert Rodriguez. Escreveu o primeiro rascunho do que viria e ser Predadores em 1994, mas foi recusado pela Fox por exigir um orçamento muito alto.


O diretor estreante Nimród Antal

Quinze anos depois e estamos em 2009. A Fox volta atrás e chama Rodriguez para dar vida ao projeto após o fracasso da franquia Alien Vs. Predador. Nimród Antal assumiu a direção e Rodriguez trabalhou como produtor. Ambos queriam que Predadores fosse uma sequência dos dois primeiros filmes, ignorando completamente AVP.

O título no plural, referência à Aliens de James Cameron, tem um sentido duplo; não só se refere apenas às criaturas alienígenas, mas também ao grupo humano, que poderia matar um ao outro mesmo sem os Predadores.

Personagens

Royce (Adrien Brody)

Ex-militar, Royce tornou-se um  perigoso mercenário. Autoconfidente e com postura de líder, não tem medo de morrer e fará de tudo para ajudar seus parceiros a sobreviver no hostil ambiente.

 

 

 

 

 

Isabelle (Alice Braga)

Bela e perigosa, Isabelle trabalhava nas Operações Especiais (Black Ops) como atiradora sniper. É habilidosa e silenciosa e na Terra, teve seu parceiro morto. No planeta dos Predadores, ela acha que encontrará sua chance de redenção.

 

 

 

 

Noland (Laurence Fishburne)

Perigoso e meio louco, Noland é um sobrevivente que já estava no planeta muito antes da chegada dos outros assassinos. Ele os ajuda, dando informações e dicas de como achar uma maneira de matar os Predadores.

 

 

 

 

Edwin (Topher Grace)

 Edwin é um médico que viu e fez muitas coisas horríveis em sua vida. Sua pricnipal arma é o cérebro, é uma pessoa muito inteligente e misteriosa, acreditando ser o mais perigoso do grupo de humanos. Ele possui um segredo.

 

 

 

 

Cuchillo (Danny Trejo)

Com certeza o personagem é ideia pura de Robert Rodriguez. Cuchillo era o traficante de drogas mais perigoso e mortal do México. Cresceu nas ruas e se tornou um assassino. No planeta dos Predadores, está sempre na dele e lutando para sobreviver.

 

 

 

 

Hanzo (Louis Ozawa Changchien)

 Silencioso e sempre na dele, Hanzo possui as habilidades de um samurai e fazia parte de uma Yakuza (organizações criminosas do Japão), trabalhando como assassino. Relances dos trailers prometem uma épica luta de espada contra um dos Predadores. Vamos aguardar.

 

 

 

Origem do Personagem


O conceito inicial do Predador, por Stan Winston

O responsável pelo visual e conceito da criatura, foi o grande mago dos efeitos visuais Stan Winston. Enquanto trabalhava em Aliens com James Cameron, foi contratado para criar o design do Predador, aceitando até algumas sugestões de Cameron.

O estúdio de Winston criou a roupa e todos os efeitos práticos que o personagem requiria. O objetivo era criar um monstro convincente, que diferia dos primeiros conceitos do personagem, que possuía um longo pescoço, cabeça de cachorro e um único olho, algo difícil de ser criado para a época.

A Franquia Original

O primeiro filme da série foi lançado em 1987. Protagonizado por Arnold Schwarzenegger, é um clássico de ação e aventura, possuindo também muito suspense. É a base para o filme de 2010.

O Herói: Arnold Schwarzenegger, com seu inesquecível bordão: “You Ugly Motherfucker…”

O segundo prometia muito: mostrar os ataques do Predador em plena Los Angeles, mas ele me decepcionou um pouco ao se focar mais na rivalidade entre as gangues da cidade do que no alienígena em si. Curiosidade: No fim do filme é possível encontrar o crânio do Alien. Uma pista do desastre que viria futuramente…

O Herói: Danny Glover.

Batalhas com o Alien

Juntar dois dos mais icônicos personagens de ficção científica (no cinema, já que a luta já rolou em quadrinhos e games) parecia uma das ideias mais bacanas e empolgantes da época, mas acabou por ser o ponto mais baixo da saga dos Predadores no cinema ( e do Alien também) é sem dúvida a franquia AVP: Alien Vs. Predador.

Round 1: O filme é até assistível; o que falta é mais ação, sangue, destaque para os alienígenas e uma trama de humanos que seja suportável.

Vencedor: Vamos chamar de empate, considerando o nascimento do Predalien na cena final.

Round 2: Uma coisa tenebrosa que não merece ser chamada de filme. O roteiro é tão babaca, a direção é tão amadora que faz Ed Wood parecer Stanley Kubrick e a fotografia é assustadoramente escura! Literalmente, não se enxerga nada. O Predalien tinha tudo para dominar o filme, mas…

Vencedor: O desinteressante Predador Solitário.

Predadores: Máscaras Novas

Para esconder o rosto monstruoso, os Predadores utilizam-se de diversas máscaras. Vamos analiza-las aqui, incluindo as do novo filme.

Modelo: Clássico
Filme: Predador, Predador 2
Descrição: A máscara tradicional do Predador.

Modelo: Scar
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: A máscara tradicional do Predador, com uma marca de ácido deixada pelo Alien.

Modelo: Hunter
Filme: Alien Vs. Predador 2
Descrição: Uma versão surrada e desgastada de um modelo diferente da máscara tradicional. Possui rachaduras, chifres e símbolos alienígenas.

Modelo: Celtic
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: Possui a mesma estrutura da máscara original, mas a “boca” é diferente, sendo mais radical e amedrontadora. É também uma das únicas máscaras que não possui um visor único.

Modelo: Chopper
Filme: Alien Vs. Predador
Descrição: Possui ondulações e um único visor, além de possuir uma forma diferente, mais cabeçuda.

Modelo: Black (ou Tracker)
Filme: Predadores
Descrição: A máscara tradicional do Predador em cor preta. De novidade, ela possui uma mandíbula de osso (não humana). É um dos novos “SuperPredadores”.

Modelo: Falconer
Filme: Predadores
Descrição: Uma máscara maior e menos definida do que as outras, possuindo duas lentes de visão. É também um dos “SuperPredadores”.

 

Modelo: Não sei o nome, mas apelido-o carinhosamente de “mamute”
Filme: Predadores
Descrição: Uma versão mais desgastada e com mais detalhes em relevo, além de possuir lentes de vidro e dois chifres no queixo. É um dos “SuperPredadores”.

Inspetor Bugiganga: Um Guia sobre as armas do Predador

1-  Arma Plasma: A maioria dos predadores os carregam no ombro. Dispara do canhão um potente raio de plasma.

2- Bomba: Localizado em um dos braceletes, o dispositivo é usado como auto-destruição. Uma pequena contagem regressiva é feita e a explosão ocorre com a força de uma mini-bomba nuclear.

3- Lâminas de Pulso: Originadas do bracelete oposto, as lâminas são indestrutíveis se comparadas a qualquer metal da Terra. Possuem de 12 a 18 polegadas de comprimento e, em caso de emergência, podem ser disparadas.

4 – Mira Laser: Localizada no capacete, a mira laser é utilizada para auxiliar em ataques à distância.

5 – Visão infravermelha: Graças ao visor do capacete, os predadores possuem visão infravermelha do ambiente e de suas presas, tornando-se uma arma muito eficiente.

6 – Chakram: Um tipo bem mais mortífero de shuriken, o Chakram é forte o suficiente para cortar ossos e carne.

7 – Camuflagem: Provavelmente a arma mais comum entre os predadores, o dispositivo de camuflagem é acionado pelo computador de pulso de um dos braceletes.

Predadores de Hollywood: Início de uma nova Franquia?

Robert Rodriguez já comentou em algumas entrevistas a possibilidade de novos filmes do Predador. Não necessariamente uma sequência, mas também prelúdios, com destaque para a história do personagem Noland.

Consciente, já que o personagem deve ter muita história para contar, mas ainda acho que o Predador tem que ganhar uma série de ataques dignos na cidade grande, como Nova York… Nas mãos certas, seria o perfeito blockbuster.

Bem, espero que tenham gostado, resta esperar para ver o filme e descobrir se o Predador voltou mesmo aos seus dias de glória. Confira a crítica aqui, até mais!