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M. Night Shyamalan está de volta com A VISITA

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 23 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

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Quantas chances um diretor merece? Outrora uma mente promissora por trás de filmaços como O Sexto Sentido, Corpo Fechado e Sinais, o cineasta M. Night Shyamalan se perdeu em obras como A Dama na Água, Fim dos Tempos e O Último Mestre do Ar. Agora, o diretor tenta novamente com o terro de baixo orçamento A Visita, que ganhou seus primeiros trailers.

Confira:

A Visita estreia em 11 de Setembro nos EUA.

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| Debi & Lóide 2 | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , on 15 de novembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

DumbDumberTo
Jim Carrey e Jeff Daniels

Confesso que não sou o maior admirador dos irmãos Bobby e Peter Farelly, cuja decaída cinematográfica é tão desastrosa quanto a de M. Night Shyamalan, e tampouco de Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros, filme de 1994 que ajudou a alavancar suas carreiras e a do então pouco conhecido Jim Carrey. Duas décadas (e um prequel horroroso, horroroso) depois, e a equipe se reúne com Debi & Lóide 2, filme que mantém o humor escatológico e cartunesco do primeiro, mas agora fica claro que a piada envelheceu.

A trama mantém o intervalo de 20 anos de um filme a outro, com Harry (Jeff Daniels) se juntando à Loyd (Jim Carrey) em uma viagem para encontrar sua filha bastarda, única pessoa capaz de lhe doar um rim.

É muito, muito similar à do original, com a estrutura do road trip possibilitando uma série de situações absurdas e cômicas (ou não) para a dupla. Já comentei aqui que a comédia e o terror são gêneros que variam muito de um espectador a outro: você pode gargalhar com as piadas de Debi & Lóide 2 ou detestar cada segundo da experiência. Pessoalmente, não é esse o tipo de humor que me atinge (o de caretas, escatologias e barulhos irritantes), mas não considero a experiência como ruim.

É muito bom rever a química de Jim Carrey e, principalmente, Jeff Daniels, e reparar em como um ator dramático tão competente é capaz de se entregar ao ridículo com maestria – afinal, fazer rir é muito mais difícil do que fazer chorar, pergunte a qualquer ator. No entanto, grande parte das minhas risadas aqui foram provocadas por Rob Riggle, que entrega dois personagens completamente diferentes (irmãos gêmeos, um deles é golpista e outro, militar), mas diverte em ambas as encarnações; especialmente quando utiliza de seu assustadoramente eficaz método de camuflagem. E por último, a novata Rachel Melvin revela-se, além de lindíssima, uma comediante divertida, com muito talento para a comédia física que sua personagem exige.

Vai confusão aqui e trocadilho ali, Debi & Lóide 2 mantém ritmo por sua (até que) longa duração de 110 minutos, mas não me fez gargalhar. Um riso, um sorrisinho e nada mais, porém me fica a impressão de que esse tipo de humor envelheceu muito de 1994 para cá.

Obs: Os créditos finais são bem bacanas pelo senso nostálgico que desperta, e há uma cena adicional depois destes.

Obs II: Há uma participação especial genial no filme, mas vocês não saberão quem é o ator sem pesquisar na internet…

| Demônio | Muito clichê, pouco claustrofobófico

Posted in Cinema, Críticas de 2010, Suspense, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de novembro de 2010 by Lucas Nascimento


Unbreakable: Elemento visual interessante, mas não presente no filme

Antes de tudo, vale ressaltar que Demônio não é um filme de M. Night Shyamalan como os publicitários da Paramount anunciam com tanta convicção. O filme é o primeiro da produtora criada pelo cineasta indiano, a The Night Chronicles, que será composta de algumas ideias nunca realizadas do diretor. A primeira, sobre indivíduos presos em um elevador com o diabo, é um começo mediano.

Partindo de seu chamativo e interessante argumento, o longa é bem sucedido no que a maioria deve esperar: sustos. Há alguns jump-scares memoráveis, principalmente na falta de luz no elevador, mas o filme poderia ir bem mais além; considerando o espaço fechado onde se encontram os personagens, o diretor novato John Erick Dowdle deveria ousar mais nos enquadramentos, criar uma sensação de claustrofobia que seria tão perturbadora quanto efeitos de maquiagem ou truques de edição sonora.

Não que seja um desastre total; Dowdle sabe criar um ou dois momentos de tensão extrema e explorar de maneira onírica sensações de vertigem, especialmente na sequência de abertura, que mostra uma vista da cidade do lado invertido. Infelizmente, ele muitas vezes se entrega a ao já conhecido, ao clichê, perdendo grande oportunidade de ser mais ousado. A parte técnica é eficiente; a fotografia fria e obscura acerta no tom da trama, assim como a trilha sonora (que aliás, toma Hans Zimmer como referência quase o tempo todo).

E por falar em ousadia, é algo que nenhum membro do elenco consegue realizar ou expressar. O personagem do detetive Bowden é, de longe, o que mais consegue ganhar a admiração do espectador – mesmo possuindo diversas características arquétipas – e seu intérprete, Chris Messina, faz um trabalho razoável. As indefesas vítimas presas no elevador são todas detestáveis, esquecíveis e mal interpretadas; apesar de Logan Marshall-Green traçar uma personalidade interessante ao seu personagem.

Assim como Predadores, Demônio tinha uma das melhores premissas do ano, mas foi desperdiçada em decorrência de um roteiro fraquíssimo que não explora seus personagens ou a situação principal de maneira satisfatória e exagera nas coincidências, resultando em um longa mediano e esquecível.

| O Último Mestre do Ar | Shyamalan no ápice do ridículo

Posted in Aventura, Cinema, Comédia, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , on 21 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

  Atenção: Nada de alienígenas ou seres azuis nesse filme!

Nunca me interessou muito o desenho animado da Nickelodeon Avatar – A Lenda de Aang. Depois de conferir a adaptção feita por M. Night Shyamalan, estou ainda menos interessado; o espectador é apresentado a uma mitologia pobre e desinteressante de personagens e criaturas (fãs do desenho que me perdoem), diálogos risíveis e atuações horrorosas. Não há nada, além de efeitos visuais estilosos, que preste.

Em pouco menos de 15 minutos, o espectador recebe uma quantidade absurda de informações, algumas ridículas e outras simplesmente muito confusas. Fui informado de que o longa adapta a primeira temporada inteira da série animada, em apenas 1:30h de projeção. Ao decorrer da história, a narrativa apressada e o apego inexistente entre os personagens, – seja com a plateia ou dentro da trama – prevalecem de maneira constante.

O roteiro fraco não é o único culpado pelo trabalho pobre com a caracterização dos personagens; seus intérpretes são tão ruins, que nem considero muito em comentar suas performances. Basta dizer que Dev Patel (o Jamal de Quem quer ser um Milionário?) está razoável quando não faz caretas e o protagonista Noah Ringer é o completo anti-charme e inexpressivo até mesmo nas cenas de luta, que só são interessantes pelo uso de bons efeitos visuais.

Não há nenhum suspense ou mistério digno do diretor – aquela estranheza tradicional de seus trabalhos – , nem qualquer tipo de grandiosidade; gostei das paisagens geladas do pólo sul, mas nem cenários nem seu clímax patético empolgam. Como é costume em todo blockbuster atualmente, há um gancho para uma sequência que, felizmente, pode não acontecer devido a seu resultado medíocre nas bilheterias.

Ao que parece, Shyamalan estava no fundo do poço depois de uma sucessão de fracassos. Foi lhe jogado uma corda, que poderia fazê-lo subir novamente, mas, numa tentativa desesperada de escape, ele acabou por usá-la para cavar um buraco e descer mais fundo ainda.

Diretores: M. Night Shyamalan

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

Semana que vem, estreia o novo filme de Manoj Nelliyattu Shyamalan, cineasta que teve um ótimo início de carreira, mas que atualmente se encontra no fundo do poço. O Último Mestre do Ar é seu primeiro trabalho adaptado de outra mídia, no caso, o desenho da Nickelodeon. Vamos relembra a carreira do cineasta, que era uma grande promessa:

O Sexto Sentido (1999)

O primeiro grande filme de Shyalaman é sem dúvida seu melhor trabalho. O roteiro é original, tenso e muito interessante; sem falar que há diversos sustos e muita emoção. O pequeno Haley Joel Osment surpreende na ótima performance de Cole, que imortalizou a frase “I see dead people”. E o final surpreendente virou marca do diretor.

Onde está Manoj: Assim como Hitchcock, Shyamalan costuma fazer pontas em seus filmes. Nesse, ele é o psicólogo a quem a mãe de Cole pede ajuda.

Corpo Fechado (2000)

Se você procura por super-heróis realistas, Corpo Fechado é mais uma ótima sugestão. O filme é muito sombrio e lida com a questão de super-poderes e a ética de um herói de maneira espetacular. Mostra que o cineasta respeita e entende o que é uma história em quadrinhos, já que o enquadramento e a fotografia são completamente inspirados por gibis. As atuações são perfeitas e está pau a pau com O Sexto Sentido como obra-prima de Shyamalan.

Onde está Manoj: É o traficante de drogas interrogado por David no estádio.

Sinais (2002)

A cena acima é muita curiosa. Todos que viram levaram um grande susto, mesmo sabendo que, obviamente, alguma coisa iria acontecer. Interessante como Shyalaman sabe criar suspense, é basicamente o que ele faz nesse filme de alienígenas genial. O clima de invasão é devastador, assim como as perfomances de Mel Gibson e Joaquin Phoenix.

Onde está Manoj: Ele interpreta Ray Reeddy, que matou a esposa de Graham em um acidente de carro.

A Vila (2004)

É aqui que o cineasta começa a tropeçar… Com uma premissa muito interessante e um clima sombrio e aterrador, A Vila tinha tudo para dar certo, mas o diretor se deixou levar por algumas situações absurdas, clichês e um suspense bem morno. Ao menos acertou no visual; tanto das criaturas quanto do vilarejo.

Onde está Manoj: É o guarda lendo jornal na cidade.

A Dama na Água (2006)

Ridículo. Define muito bem o que é a “história de ninar” de Shyamalan e sua ninfa da piscina. O roteitro é fraco, bobo e desinteressante. O elenco é caricato e exagerado demais… A única boa cena é a morte do crítico de cinema que, com um belo uso de metalinguagem, explica exatamente a razão de sua morte.

Onde está Manoj: Rouba a cena como um dos moradores do prédio, um escritor.

Fim dos Tempos (2008)

Não é tão ruim quanto A Dama na Água, mas está longe de ser um bom filme. Bons enquadramentos de cena e arrepiantes imagens de suicídio não escondem o roteiro babaca, as atuações deploráveis e as situações constrangedoras. Você já deve estar careca de saber mas, Mark Whalberg conversa com uma planta. De plástico.

Onde está Manoj: Ele interpreta Joey, que liga para Zooey Deschanel no trem.

Bem, Shyamalan tem outros projetos na gaveta, como um misterioso sobrenatural sobre um pai com poderes e a série Night Chronicles, mas O Último Mestre do Ar chega ao Brasil nesta Sexta-feira, dia 20 de Agosto. Aguardemos.

Trailers Memoráveis #22: Corpo Fechado

Posted in Sessão Trailers Memoráveis with tags , , , , , , , on 16 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

Reassistindo a Corpo Fechado, possivelmente o melhor trabalho de M. Night Shyamalan (ok, empatado com O Sexto Sentido), pude recordar sobre como é bom o filme e como presta uma gigantestca homenagem aos quadrinhos de super-herói. O trailer teaser é inquietante e perturbador, fechando de maneira muito fria com a revelação de um super-herói no mundo real. Confira: