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Análise Blu-ray | INTERESTELAR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , on 23 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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O Filme

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Interestelar foi um dos filmes mais divisíveis de 2014. Entre amor e ódio, eu encontrei-me totalmente encantado pela ficção científica ousada de Christopher Nolan, que aborda conceitos físicos fascinantes, nos apresenta a cenas de ação absurdas com visuais inacreditáveis e uma história emocional simples e cativante. É uma experiência e tanto, e eu definitivamente adoro. Crítica

A Ciência de Interestelar (50:20)

4.0

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Aqui, temos o documentário exibido no Discovery Channel sobre os principais temas científicos que Interestelar aborda. Narrado por Matthew McConaughey, o doc nos traz entrevistas da equipe de filmagem e, principalmente, do astrofísico Kip Thorne, que divaga sobre Teoria da Relatividade, a natureza do tempo, buracos de minhoca, buracos negros e até em qual ponto se encontra a tecnologia para garantir uma expedição espacial do nível da do filme. Traz diversos conceitos complexos de Física, mas numa linguagem acessível e ilustrativa. Muito bom, e deve servir pra passar na escola…

Por Dentro de Interestelar

Plotting an Interstellar Journey (7:49)
Tramando uma Jornada Interestelar

4.0

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Uma introdução ao vasto making of do filme. Christopher e Jonathan Nolan discutem a ideia inicial e os desejos de atingir uma fidelidade científica, ao mesmo tempo em que discutem suas influências. Só fiquei surpreso por ninguém mencionar 2001…

Life on Cooper’s Farm (9:43)
Vida na Fazenda de Cooper

4.0

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Aqui, a equipe de produção revela o preparo para as filmagens de cenas na Terra, jogada de volta a uma sociedade agrícola decadente. O designer de produção Nathan Crowley discute a escolha de locação (belíssimas áreas no interior dos EUA), a construção da fazenda de Cooper e até a ciência para o crescimento do milho. E ainda temos os bastidores da ótima perseguição de carro pelo milharal.

Dust (2:38)
Poeira

3.5

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O mais curto de todos os extras do disco, revela o desafio da equipe para criar as tempestades de poeira que assolam o planeta Terra durante o primeiro ato da história. Interessante observar como efeitos práticos (que produziram ventanias fortíssimas) tiveram grande presença aqui.

TARS and CASE (9:27)
TARS e CASE

4.0

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Um dos elementos mais originais de Interestelar reside na dupla de robôs, TARS e CASE. O extra nos revela o incrível trabalho da equipe de efeitos especiais para criar os robôs fisicamente, numa espécie de marionete que era controlada pelo próprio dublador; efeitos visuais CGI só eram usados para movimentos impossíveis, como “a roda”. Nolan também explora sua funcionalidade e o papel da dupla na história.

The Cosmic Sounds of Interstellar (13:20)
Os sons cósmicos de Interestelar

5.0

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Hans Zimmer é um maldito gênio, e esse maravilhoso extra só serve para comprovar isso. Aqui, Nolan e Zimmer comentam a criação da trilha sonora, que nasceu a partir de um mero conceito (pai e filho) para mergulhar numa onda épica dominada por um órgão a vapor. Vemos também como Zimmer levou sua orquestra para compor dentro de uma igreja, detalhando também pequenos elementos de outras composições (um coro para o tema do buraco de minhoca) e a lógica para a evolução da música ao longo da narrativa. Sensacional.

The Spacesuits (4:31)
As Roupas Espaciais

3.5

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Simples e objetivo, esse extra nos traz os bastidores para a confecção das roupas espaciais do filme. A figurinista explica as influências de trajes reais da NASA e a preocupação de atingir um visual moderno e que comportasse bem o elenco – o traje era tão quente que foi desenvolvido um dispositivo para resfriamento interno.

The Endurance (9:24)
A Endurance

4.0

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Nathan Crowley literalmente nos leva a um tour pela principal nave espacial do filme, a Endurance. Ele explica as influências de sua aparência na EEI e a funcionalidade de seu interior, que foi construído de verdade. É interessante observar como o elenco elogia a presença de um set real, ao invés de green screens.

Shooting in Iceland: Miller’s Planet/Mann’s Planet (12:42)
Filmando na Islândia: Planeta de Miller/Planeta de Mann

5.0

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Naquele que certamente é o mais deslumbrante dos extras, acompanhamos as filmagens em duas locações-chave da Islândia, para servir de cenário para os planetas de Miller (todo de água) e o de Mann (todo de gelo). Acompanhamos o esforço para transportar equipamento, elenco e gruas para a locação, além da dificuldade para encarar as condições climáticas extremas. Temos também comentários sobre a criação das ondas gigantes e a luta na geleira.

The Ranger and the Lander (12:20)
O Ranger e o Lander

5.0

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Mais Crowley! Aqui, ele discute a criação das naves de modelo Ranger e Lander, que também foram construídas em escala real para interagir com ambientes e com o elenco. É muito bacana ver como o diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema e a equipe de pirotecnia elaboram sistemas para chacoalhar, balançar e controlar remotamente modelos em escala real como se fossem miniaturas, e com o elenco dentro. Pra finalizar, é empolgante ver como a equipe “ressuscitou” a projeção de tela para preencher as janelas das naves, evitando mais uma vez o green screen.

Miniatures in Space (5:29)
Miniaturas no Espaço

5.0

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Numa grande demonstração de mistura de velho com o novo, Nolan e sua equipe de efeitos detalham o processo de criação de miniaturas de naves espaciais (principalmente as cenas de acoplagem), ao mesmo tempo em que utilizam de efeitos CGI para combinar o melhor dos mundos. Mostra muito afeto pelo trabalho feito em produções pioneiras, e também impressiona pela escala de alguns modelos (como aquele usado durante a acoplagem defeituosa do Dr. Mann).

The Simulation of Zero-G (5:31)
A Simulação de Gravidade Zero

3.0

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Como é um filme espacial, a gravidade zero é um elemento que certamente estará presente. Porém, diante de todas as outras inovações que o longa traz, não tem um impacto tão marcante ou estimulante no filme em si (não como teve Gravidade, por exemplo), e o extra reflete isso. Temos lá os ensaios e preparamentos, mas não empolga tanto quanto o restante.

Celestial Landmarks (13:22)
Marcos Celestiais

5.0

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This is it. Um dos extras mais aguardados da edição, onde o físico e consultor Kip Thorne compartilha seus conhecimentos sobre a ciência dos buracos de minhoca e buracos negros, desde uma breve aulinha de gravidade e Einstein até a composição para o filme. Acompanhamos também o trabalho da equipe de efeitos visuais, que utilizou das fórmulas de Thorne para criar a representação mais fiel desses elementos até hoje. Sensacional.

Across All Dimensions and Time (9:02)
Através de Todas as Dimensões e do Tempo

5.0

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OK, se muita gente ficou meio pirada com a descoberta de Cooper no terceiro ato do filme (SPOILERS), isso pode ajudar. Christopher e Jonathan Nolan jogam uma luz no enigmático Tesseract, ainda que não expliquem exatamente o que é. Nathan Crowley novamente discute a imensa dificuldade de criar um ambiente que comporte infinitos momentos do tempo, e a revelação de que fora realmente um set, e não CGI, é impressionante.

Final Thoughts (6:02)
Considerações Finais

4.0

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Assim como no início, esse extra faz uma conclusão sobre os temas e processo de Interestelar, trazendo depoimentos do elenco e equipe, buscando também o significado do projeto e a esperança deste em despertar a curiosidade científica nas gerações vindouras.

Trailers

4.0

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Temos aqui os quatro trailers principais do filme. Vale relembrar como eles não entregam nada além da premissa do longa, em um exemplo de bom marketing.

Nota Geral: 4.0

A edição nacional de Interestelar é eficiente e completa, impressionando na exibição do filme (que traz as cenas em IMAX na razão de aspecto maior) e também com seus extras incrivelmente informativos. Infelizmente, nada de comentário em áudio de Christopher Nolan por enquanto… Mas vale a pena, ainda mais para os fãs do filme.

Preço: R$ 69,90

Análise Blu-ray | 007 – OPERAÇÃO SKYFALL

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , on 11 de março de 2013 by Lucas Nascimento

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O Filme

4.5

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Um dos melhores filmes de 2012 – e também de toda a franquia – 007 – Operação Skyfall enfim traz suas belíssimas imagens na gloriosa alta definição do blu-ray. Celebrando o aniversário de 50 anos de James Bond nos cinemas, o longa de Sam Mendes é muito eficiente em homenagear os “velhos tempos” na mesma medida em que apresenta o personagem principal a um mundo moderno. Repleto de ótimas cenas de ação, excelente elenco, fotografia espetacular e uma memorável canção de Adele, Skyfall acerta em tudo. Crítica Completa

Comentário em Áudio do diretor Sam Mendes

4.5

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Como de costume, o diretor acompanha o espectador em uma boa faixa de áudio enquanto o filme toca. Experiente em trabalhos teatrais, Sam Mendes explica a influência dos palcos em algumas cenas do longa (especialmente o clímax que envolve M, Bond e Silva) e o trabalho na realização das mais engenhosas. Martelando mais uma vez a temática do “velho versus o novo”, Mendes deixa mais claro algumas intenções visuais e temáticas (gosto muito da influência metafórica dos quadros na cena da galeria de arte) e durante as mais de duas horas, jamais perde o ânimo.

Comentário em Áudio de Michael G. Wilson, Barbara Brocolli e Dennis Gassner

3.0

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Claramente satisfeitos com o resultado arrasador de Skyfall, os produtores passam a maior parte dos comentários elogiando diversos estágios da produção (“veja essa transição que incrível”, “a música da Adele é demais”, “Daniel Craig é muito bom”, etc) e não oferecem muitas curiosidades interessantes. Junto com Brocolli e Wilson está o designer de produção xx, que aprofunda-se mais na criação de diversos cenários do longa (vale ressaltar a confusão da equipe durante a cena dos outdoors holográficos e seus múltiplos espelhos) e torna a experiência mais envolvente.

Filmando Bond

4.5

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Este é realmente o extra que queremos ver: o making of de Operação Skyfall. O documentário de  1 hora é dividido em 12 partes que vão desde o anúncio oficial do título, passando por discussões sobre as mudanças nos principais personagens (o processo de “modernização” de Bond, o novo Q, etc), as grandes cenas de ação e o que o futuro da série promete. Há espaço para diversos estágios da produção – aprecio que a sensacional abertura dos créditos ganhe seu próprio especial – e ótimos depoimentos, mas eu esperava algo mais detalhado/técnico sobre determinadas cenas de ação (afinal, todos os filmes de 007 trazem um vasto material sobre tal).

Premiere de Skyfall

4.0

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Em curta duração, acompanhamos a premiere do filme em Londres, com presença de rápidas entrevistas com membros do elenco e equipe. Não é nada demais, mas assistir isso após o making-of faz causar uma sensação de “vitória” para a produção já que – ao menos na minha opinião – o resultado foi bem sucedido.

Trilha Sonora Promocional

3.0

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Basicamente, é um comercial de 1 minuto para o lançamento do CD da trilha sonora original de Thomas Newman.

Trailers

3.5

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Como sempre falo aqui, acho sempre um acessório extra agradável quando um blu-ray traz trailers em seu contéudo. Aqui, há o teaser trailer e o trailer de cinema.

Nota geral: 4.0

007 – Operação Skyfall é um filmaço que promete se tornar uma das grandes pérolas da franquia de James Bond. Apresentando uma trama mais pessoal e profunda, traz um dos melhores trabalhos visuais de toda a série, e que pesam bastante aqui no lançamento em HD do filme. Mesmo que os extras não sejam tão detalhados, é uma peça essencial para a coleção.

Preço: R$ 69,90

Análise Blu-ray | MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de maio de 2012 by Lucas Nascimento

ATENÇÃO: Considerando que alguns extras analisem momentos específicos da trama, o post a seguir contém SPOILERS para aqueles que não assistiram ao filme.

O Filme

A versão hollywoodiana da garota do dragão tatuado é um dos melhores filmes lançados em 2012 no Brasil até agora, e traz David Fincher em sua melhor forma. Contando com um elenco talentoso que traz a inspirada Rooney Mara em um papel desafiador, Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um thriller estilizado, sombrio e que remete a alguns dos melhores momentos da carreira do diretor. Excelente filme, mas não para os fracos do coração. Crítica

DISCO 1

Comentário em Áudio com David Fincher

Como é de costume nos lançamentos de seus filmes, o diretor David Fincher fornece uma dinâmica e esclarecedora faixa de comentário em áudio. Aqui, ele revela alguns de detalhes de cenas específicas (como os créditos de abertura, a polêmica composição do estupro, o gato “Scotty” entre muitas outras) e ótimas curiosidades (sabe aquele momento em que Daniel Craig agilmente apanha uma garrafa de água caindo? Um genial improviso). Perfeito, o áudio só ajuda a evidenciar (ainda mais) perfeccionismo do cineasta.

DISCO 2

Men who Hate Women

Em menos de 10 minut0s, o elenco principal e membros da equipe discutem o sucesso internacional da trilogia Millennium, escrita pelo sueco Stieg Larsson. Craig, Mara, Fincher, Steven Zaillian (roteirista) apontam os movitos que tornam a obra tão marcante e como uma profunda análise nas camadas inferiores da sociedade – movida pela violência contra a mulher – gerou uma das mais icônicas personagens dos últimos anos. Bom, mas poderia desenvolver-se um pouco mais (são apenas 6 minutos).

CHARACTERS

LISBETH SALANDER

Casting Salander

Aqui, acompanhamos de perto o processo de seleção de Rooney Mara (bem descontraída) para Lisbeth Salander. A atriz detalha os longos testes (que duraram mais de 2 meses) que enfrentou e a responsabilidade que viria ao encarnar a personagem. Acho impressionante como Fincher a contratou em agosto de 2010, apenas alguns meses após a conclusão de seu A Rede Social. O diretor não pára.

Different in Every Way

Rooney Mara, David Fincher, Steven Zaillian e outros discutem as características que tornam Lisbeth Salander “diferente em todos os aspectos”, circulando seu passado violento e até uma certa disfunção psicológica. A equipe acerta ao rebater o argumento de que Salander seria uma heroína, e garante uma boa análise sobre a personagem.

The Look of Salander

Dominado por depoimentos de Rooney Mara e da carismática figurinista Trish Summerville, este featurette disseca as camadas que compõe o visual de Lisbeth Salander. As duas falam sobre a escolha do figurino, os diferentes penteados, os piercings (que, sim, foram de verdade) e o desenho apropriado para as tatuagens que preenchem seu corpo.

Mara/Fincher

Featurette totalmente voltado na relação entre o diretor David Fincher e a atriz Rooney Mara, tendo em foco uma pequena cena onde Salander espiona o apartamento de Wennerstrom. Mara comenta alguns requisitos da performance (ir morar sozinha na Suécia, distanciar-se de amigos e família) e como seu diretor a orientou para capturar perfeitamente a alma da personagem.

Irene Nesser

Aqui, o foco principal é a transformação física de Rooney Mara para o disfarce de Irene Nesser, logo no fim do filme. Perucas, maquiagens e algumas piadas divertidas (Fincher apostando se a atriz seria capaz de caber em um armário), é irônico que Mara tenha detestado vestir-se como Nesser, já que já havia se acostumado com o visual dark de Salander.

Salander Screen Test Footage

Armado com uma mini-câmera escondida, David Fincher saiu com uma Rooney Mara totalmente caracterizada como Salander pelas ruas e o metrô, a fim de ajudá-la a entrar na personagem e compreender o isolamento requerido. Ótimo, mas a qualidade do vídeo deixa a desejar – mas tudo bem, é uma câmera oculta.

MIKAEL BLOMKVIST

Casting Blomkvist

Similar ao Casting Salander, mas com a diferença de que o jornalista Mikael Blomkvist não se apresente um personagem tão difícil de se interpretar (isso se compararmos o extenso processo de seleção enfrentado por Rooney Mara), e sim uma questão de encontrar alguém que trouxesse a aura apropriada. Daniel Craig comenta a escalação, o trabalho com David Fincher e sua admiração pelo diretor; assim como a importância de um bom roteiro.

Daniel Craig on Film Acting

Muito breve, mas com grande eficiência, Daniel Craig compartilha suas primeiras experiências como ator e como sua tática foi testada durante as filmagens de Millennium. Após ver essas entrevistas, fica a impressão de que Craig é um tremendo profissional (muitos gestos do personagem, tiques e manias vieram de sua cabeça) e um cara simpático.

Dressing Blomkvist

A figurinista Trish Summerville fala novamente sobre sua contribuição com os figurinos do filme, dessa vez centrando-se no personagem de Mikael Blomkvist. Ela não detalha muito suas escolhas ou define algum padrão específico – já que o extra não passa dos 3 minutos -, mas tiro o chapéu pela qualidade do guarda-roupa. Blomkvist se veste bem pra cacete.

The Investigation (Stills)

Aqui temos quatro galerias com fotografias antigas retratadas ao longo do filme, assim como imagens de alguns cenários (como o chalé de Blomkvist). O grande atrativo é observar a atenção aos detalhes em certos elementos, como a parede repleta de fotos e anotações sobre a família Vanger (é possível visualizar cada ligação, observação feita pelo jornalista) e também o cuidado ao fornecer uma resolução estragada, antiga. Perfeito complemento.

MARTIN VANGER

Stellan Skarsgard on Film Acting

Certamente o ator sueco mais conhecido do filme, Stellan Skarsgard fala sobre sua técnica de atuação, oferecendo uma interessante comparação entre o método de David Fincher e o de Lars Von Trier (com quem filmou Melancolia, lançado ano passado), acentuando a distinta diferença entre os dois. Tem uma duração curta como o featurette voltado a Daniel Craig, mas é igualmente eficiente.

Pscychopathy

Stellan Skarsgard comenta seu estudo sobre psicopatas, e os benefícios (e malefícios) de se interpretar um, como vemos em sua ótima performance de Martin Vanger. O ator ainda fala sobre como trabalhou para tornar o personagem agradável e inofensivo durante a primeira metade do filme, e que a revelação de suas reais intenções fosse pertinente à trama.

Bonding

Primeira fase de testes sobre a cena da tortura. David Fincher analisa o tipo de mecanismo que usará para prender Mikael Blomkvist, a “coleira” certa e outros detalhes técnicos pertinentes. Fica tenso quando uma pequena discussão surge, quando o responsável pelo equipamento irrita-se com a obsessão de Fincher em achar a armadilha ideal e fica incapaz de atender a seu pedido.

Torture

Mais uma vez sobre a cena da tortura, vemos aqui o mecanismo desenvolvido para que o dublê de Daniel Craig fosse arrastado pelo chão e, logo depois, pendurado pelo pescoço em um gancho. Vemos também o ator interagindo com o saco plástico.

Wrapped in Plastic

Fechando os extras sobre a cena da tortura, aqui vemos como a equipe criou um falso sufocamento para Craig, tendo um saco plástico como arma. Bem simples e direto, é interessante analisar esses mini-documentários como um só.

Set Design (Stills)

Parecido com The Investigation (Stills), aqui é possível acessar galerias que mostram o desenho de produção (desde a arte inicial até modelos 3D e até mesmo a planta geográfica) de alguns cenários do filme. Há a residência Vanger, o sótão com as flores emolduradas, casa de Martin, chalé de Blomkvist, entre muitos outros.

ON LOCATION

SWEDEN

Stockholm’s Syndrome

Iniciando a sessão sobre a Suécia, vemos aqui alguns comentários da produção sobre como foi a experiência de filmar em um país escandinavo. David Fincher salienta a importância de manter a história original em Estocolmo (mencionando a arquitetura da cidade, as pessoas e o frio congelante) e alguns membros do elenco afirmam que a viagem os ajudou a entender melhor seus personagens. É interessante também o choque entre o método americano e o sueco de filmagem.

Stockholm’s Tunnelbana

Bastidores da cena em que Lisbeth é assaltada no metrô de Estocolmo, onde vemos novamente a meticulosidade de David Fincher e, paradoxalmente, momentos em que este age com instinto e improviso. Exemplo: Lisbeth desce correndo a escada-rolante após recuperar sua bolsa e esbarra no café de uma mulher. “Devemos contar a ela?”, pergunta Rooney Mara; “Não”, replica o diretor.

Fuck these People

As gravações de uma cena que, eventualmente, acabou modificada e reencenada (o resultado final é o momento em que Salander revela a Blomkvist que possui informações a respeito de Wennerstrom). O ponto alto aqui é a hilária felicidade de David Fincher ao testemunhar um “arco-íris duplo” no céu. “Double rainbow! What the fuck does that mean?”. Divertidíssimo.

The End

Os bastidores da cena final do longa, onde Lisbeth tem seu coração partido. Há discussões com o elenco, diretor e roteirista sobre o significado temático (que Salander enfim atinge a maturidade e a capacidade de confiar em mais alguém) e uma exploração da parte técnica, tal como a posição apropriada de Rooney, o lançamento ideal do presente na lata de lixo e a manobra de motoclicleta que encerra o longa. Ótimo.

Picture Wrap

É registrado aqui o último dia das filmagens na Suécia, com a cena em que Lisbeth passeia pelos corredores do depósito da empresa Vanger e pega café em uma máquina. Não achei tão interessante, já que o foco do featurette gira em torno de uma máquina de café problemática e o conserto da mesma. Vale para ver as repetidas tomadas de Rooney Mara atuando.

HOLLYWOOD

Casting Armansky

Como o próprio nome já diz, acompanhamos uma breve exploração sobre a escalação do ator Goran Visnjic para o personagem de Dragan Armansky, chefe de Lisbeth Salander. É bom ver que Armansky ganhou devida atenção, considerando a importância que este tem nos dois últimos livros da trilogia. Na mesma sessão, é possível ver o teste do ator para o papel.

Thinking Evil Shit

Um extra dedicado totalmente a um movimento de câmera. Isso mesmo, UM movimento de câmera. Mas também, trata-se da engenhosa virada de ponta-cabeça, que se dá em um dos momentos cruciais da trama. Aqui, Fincher analisa o significado de tal mise em scène e como as câmeras usadas foram ajustadas, visando o resultado perfeito.

Rape/Revenge

Com muito profissionalismo e, tendo o cinema e a arte como base, David Fincher analisa as cenas de estupro e a importância das mesmas (em sua opinião, o ataque deve ser retratado graficamente, para que a vingança que surge posteriormente tenha uma justificativa) do filme e como foi difícil para Rooney Mara e Yorick van Wageningen (que revelou ter chorado após as gravações) atuar nessas situações. Há depoimentos de ambos os atores, do roteirista Steven Zaillian e do diretor de fotografia Jeff Cronenweth.

Int. Blomkvist’s Cottage/Salander’s Apartment/Martin’s House

Aqui temos três pequenos making ofs de algumas cenas do filme, onde a atenção fica para a iluminação e o posicionamento de personagens/objetos. Vemos a preparação do momento que precede a cena de sexo entre os protagonistas, Lisbeth preparando sua vingança e – o melhor deles – quando Mikael é sedado com uma imensa bomba de gás no porão de Martin Vanger (é divertido ver as inúmeras quedas do ator).

POST PRODUCTION

In the Cutting Room

Em cerca de 15 minutos, acompanhamos o glorioso processo de montagem, tendo os oscarizados Kirk Baxter e Angus Wall como principal orientação. A dupla explica como Millennium foi bem mais complexo do que A Rede Social, tendo em mente que o novo filme apresenta duas tramas paralelas distintas e diversas sequências de flashback (estas têm uma análise mais detalhada com David Fincher, diretamente da sala de montagem). Excepcional, principalmente se você curte o processo.

ADR

Uma breve olhada no estúdio de gravação do ADR (que é a adição e correção de novos sons ao filme, que vão de suspiros até diálogos inteiros), dando ênfase à cena da vingaça e a chegada à casa de Martin. Talvez seja o mais engraçado dos extras, já que David Fincher e Rooney Mara não economizam nas piadas (chulas, mas divertidas). No entanto, queria ver depoimentos de Ren Klyce, o sonoplasta encarregado de tal função no filme.

Main Titles

Trazendo o recurso de spli-screen (tela dividida), acompanhamos três estágios dos arrebatadores créditos de abertura do filme: animação inicial, intermediária e o resultado final.  Uma faixa de comentário com o diretor da sequência de animação, Tim Miller do Blur Studio, está disponível. Só acho que deveriamos ter depoimentos de Karen O e Trent Reznor sobre o cover de “Immigrant Song”.

Visual Effects Montage

Sem nenhum comentário, acompanhamos a construção de alguns efeitos visuais em diferentes cenas do filme. É interessante observar como até a mais simples das tomadas (como o gato arranhando a janela do chalé de Blomkvist) tiveram o uso de efeitos digitais, que surgem aqui como uma ferramente complementativa (neve digital, reflexo de carros, sangue). No entanto, me surpreendi com o uso do recurso na perseguição de carros que surge próxima ao clímax.

PROMOTION

Trailers & TV Spots

Como parte do material de divulgação, temos aqui 5 trailers (incluindo a versão Rated R do famoso teaser trailer) e 10 comerciais de TV. Já disse várias vezes e repito: a presença desse tipo de extra só ganha pontos. Só não leva nota máxima por não trazer o trailer de 8 minutos exibido no Festival de Toronto do ano passado.

Hard Copy

Aqui é disponibilizado um documentário falso (um tanto sensacionalista) que investiga o desaparecimento de Harriet Vanger. O que chama a atenção é o visual do vídeo, que é apresentado em baixíssima qualidade de imagem – na tentativa de reproduzir a de um video-cassete – e de som. Mais um bom suplemento.

Metal Sheet Production

Vemos aqui a produção de um pôster de metal do filme. Já publiquei anteriormente no blog, mas é um bom material extra.

Nota Geral:

Sem dúvida um dos melhores blu-rays que já adicionei à minha coleção. Além de trazer o filme em uma qualidade de imagem e som perfeitas, uma quantidade enorme de material extra e menus caprichados, apresenta uma embalagem invejável (bem, ao menos a versão americana). O filme ainda não foi lançado no mercado brasileiro mas quando for, deverá ser uma prioridade.

Preço: A definir.

Observação: Consegui o filme em blu-ray graças a uma colega que viajara aos EUA na semana passada. Muito obrigado, dona Marlene!

Análise Blu-ray | PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , on 9 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Certamente o filme mais importante da década de 90, Pulp Fiction – Tempo de Violência é um dos meus filmes preferidos, perfeito em absolutamente todos os sentidos. Traz Quentin Tarantino em ótima forma, com um dos roteiros mais fascinantes de todos os tempos e um elenco extremamente entrosado e talentoso. Uma obra-prima, clássico moderno.

Making Of

Com apenas 10 minutos de duração, acompanhamos os bastidores de duas cenas icônicas do filme: o acidente de carro com Butch e a dança entre os personagens de John Travolta e Uma Thurman. Bem curto, mas muito bem humorado (afinal, é Tarantino quem carrega a câmera do extra).

Cenas Excluídas

Aqui, é possível assistir a cinco cenas (dentre as quais, 3 são versões estendidas) que não entraram no corte final do filme. Elas não são tão empolgantes, mas certamente merecem uma conferida (em especial a que mostra Mia bancando a entrevistadora com uma câmera). Para cada clipe, Tarantino explica seus motivos para não inserí-los no corte final.

Pulp Fiction: Os Fatos

Apresentando diversas entrevistas e depoimentos com membros da produção e elenco, este extra mergulha fundo nos bastidores do longa, focando na origem do projeto. Há também uma “mini-biografia” sobre Quentin Tarantino, que revela sua entrada no ramo cinematográfico através da venda de roteiros, o sucesso de Cães de Aluguel e a gênese de Pulp Fiction, assim como sua calorosa recepção. Excepcional.

Entrevista com o Designer de Produção e a Decoradora de sets

Em menos de 10 minutos, o designer de produção David Wasco e a decoradora de sets Sandy Reynolds-Wasco falam sobre alguns dos cenários e locações do filme, enfatizando aqueles que deram mais trabalho. Fiquei surpreso ao ver que o restaurante retrô foi construído inteiramente para o longa.

A Palma de Ouro – Festival de Cannes, 1994

Servindo para manter a ótima recepção crítica do longa, temos aqui um trecho da premiação do Festival de Cannes em 1994, quando Pulp Fiction ganhou a Palma de Ouro de Melhor Filme. Nostálgico.

Charlie Rose Show – Entrevista Quentin Tarantino

Encostando em 1 hora de duração, o blu-ray traz uma entrevista da época do filme com Quentin Tarantino no “Charlie Rose Show”. A ótima conversa vai das origens do diretor/roteirista no ramo (ele descreve até sua infância e a paixão pelo cinema) até o sucesso de Pulp Fiction. Além disso, serve para Tarantino mostrar sua memória enciclopédica de filmes e seus pensamentos ao escrever uma história. Sensacional, esse tipo de coisa realmente me encoraja a seguir no ramo do cinema…

Programa Siskel & Ebert – “A Geração Tarantino”

No antigo programa de TV dos críticos Roger Ebert e Gene Sisker, dois discutem a repercussão de Pulp Fiction em seu período de estreia e apontam vários detalhes do longa que comprovam sua genialidade. É interessante como eles divagam sobre o que o futuro poderia trazer para Tarantino…

Nota Geral:

Pulp Fiction – Tempo de Violência é obrigatório para qualquer colecionador ou cinéfilo. Pela primeira vez em blu-ray, o longa apresenta qualidades de imagem e som impecáveis e diversos extras que exploram, de forma divertida e informativa, os bastidores de uma obra que alcança a perfeição. Recomendadíssimo!

Preço: R$ 49,90

Análise Blu-ray | X-MEN: PRIMEIRA CLASSE – EDIÇÃO DE COLECIONADOR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , on 2 de outubro de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Um dos melhores filmes adaptados de quadrinhos de todos os tempos e também um dos melhores do ano. Matthew Vaughn dirige um grande espetáculo visual e narrativo, apresentando a origem de diversos personagens de forma empolgante e dramática; especialmente a focar-se na relação entre Professor X e Magneto. Sensacional. Crítica

Trilha Isolada do Compositor

Como o título já faz o bom trabalho de esclarecer, há disponível uma faixa de áudio com a trilha sonora musical de Henry Jackman isolada, logo você só escuta suas composições. Bom recurso, é possível ouvir com mais atenção os ótimos sons que Jackman trouxe para a trama.

Filhos do Átomo

Making of de Primeira Classe com 1 hora de duração e uma divisão em 5 partes. Assim como no blu-ray de Kick-Ass, o material é objetivo e esclarecedor, passando por diversos estágios da produção (incluindo as dolorosas maquiagens de Fera e Mística) e oferecendo muitas curiosidades. Acompanhamos o longo processo do roteiro, a escalação do elenco e toda a parte visual, sonora e técnica do desenvolvimento do filme. Destaque para uma perseguição aérea que eu julgava ser 100% CG, mas que foi realmente filmada. Sensacional.

Cenas Excluídas

Aproximadamente 15 minutos de cenas excluídas e estendidas. Todas elas bem divertidas e interessantes (impagável o truque mental que Xavier faz com Magneto durante a apresentação de Angel), que ajudam a pontuar alguns momentos, enquanto outras justificam sua exclusão por quebrarem o ritmo (como a chegada do Coronel Hendry no barco de Shaw). No geral, bacana.

Cérebro Rastreador de Mutantes

Este recurso interativo permite “usar” o Cérebro operado por Xavier nos filmes da saga, e procurar pelos mutantes que já deram as caras na franquia do cinema. Ao escolher um personagem, uma ficha e um clipe sobre sua história e poderes é disponibilizada; bem interessante e informativo. Perde pontos apenas por não trazer todos os mutantes de todos os filmes – esqueceram o Noturno, por exemplo…

Livro: The Art of Evolution

Brinde exclusivo da edição de colecionador, temos aqui um livro de 40 páginas com os designs de alguns cenários do filme e comparações entre os desenhos e o resultado final. Os ambientes inclusos vão do escritório de Shaw na Polônia até a ilha que serve de clímax para a trama. Se você curte design e arquitetura, vai adorar.

Nota Geral:

A edição de colecionador de X-Men: Primeira Classe vem com uma luva especial muito elegante e extras bem informativos e descontraídos, além de possuir um dos melhores filmes de 2011. A imagem e o som estão excelentes, e ainda há incluso o livro de arte, cópia em DVD do filme e uma cópia digital para PC. Recomendo.

Preço: R$ 99,90

Imagens: Blu-ray.com

Análise Blu-ray | STAR WARS – A SAGA COMPLETA

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de setembro de 2011 by Lucas Nascimento

Primeiro, vamos esclarecer uma coisa: Star Wars – A Saga Completa tem extras pra caramba. Por esse motivo, não vou fornecer uma análise detalhada sobre cada um deles e sim de um modo mais geral. Enfim, vamos lá:

A Saga

Não há dúvidas. Star Wars é a maior saga de todos os tempos, uma das histórias mais bem contadas no cinema. Composta por duas trilogias, ela conta a ascenção e queda de Anakin Skywalker; escolhido para trazer equilíbrio à energia conhecida como Força, ele sucumbe à escuridão e transforma-se no temível Darth Vader. Todos os seis filmes contam com efeitos visuais espetaculares, diversão inigualável e uma inesquecível trilha sonora assinada pelo genial John Williams; abaixo, meu ranking pessoal:

  1. Episódio V – O Império Contra-Ataca – 5/5
  2. Episódio III – A Vingança dos Sith – 5/5
  3. Episódio IV – Uma Nova Esperança – 5/5
  4. Episódio VI – O Retorno de Jedi – 4/5
  5. Episódio II – O Ataque dos Clones – 4/5
  6. Episódio I – A Ameaça Fantasma – 3/5

Discos 1-6

Obviamente, nos primeiros seis discos temos os filmes da saga convertidos em um HD impressionante (a imagem é realmente espetacular, até mesmo na trilogia original) e som 6.1 épico. De extras, nós encontramos:

Comentários em Áudio

Para cada um dos filmes, há disponível duas faixas de comentários em áudio, dentre as quais incluem ótimos depoimentos de George Lucas – que comenta o processo, dificuldades, detalhes sobre os personagens, cenas específicas e praticamente tudo o que você sempre quis saber sobre a saga -, a equipe e alguns arquivos do elenco. Impecável.

Disco Bônus 1 e 2

Ambos os discos contam com a mesma organização de extras (que é ótima, por sinal), alterando apenas seu conteúdo, de acordo com os filmes e planetas da mitologia selecionados. Para os episódios I-VI temos:

Cenas e Excluídas e Estendidas

Aqui, revelo um pouco de decepção. Considerando que este é um mega-lançamento em blu-ray de todos os filmes da saga, eu esperava um tratamento mais decente na exibição de cenas que ou ficaram de fora ou apresentam versões alternativas/estendidas, além de animáticos de pré-visualização. Certamente que é difícil lidar com material antigo (e tudo que temos da trilogia original é satisfatório), mas não há desculpa para o serviço fraco nas cenas inéditas da nova trilogia.

Entrevistas

Cada um dos filmes apresenta diferentes entrevistas com determinados membros da produção (incluem George Lucas, diretores, atores e técnicos de efeitos especiais) sobre as variadas etapas da produção. Há, por exemplo, o diretor Irvin Keshner (de O Império Contra-Ataca) comentando sobre o elenco principal, George Lucas preparando-se para escrever o Episódio I, entre várias outras imperdíveis curiosidades.

A Coleção

O mais interessante dos discos, aqui temos – por exemplo – um objeto ou personagem. Você pode analisar seus mínimos detalhes em uma projeção em 360º e assistir a comentários da equipe sobre o desenvolvimento de tal objeto/personagem. Por exemplo, você pode escolher a armadura de Jango Fett (do Episódio II) e analisar suas características enquanto assiste à equipe de figurino e design falando sobre o visual do personagem, comentários de George Lucas, etc. É simplesmente do caralho!

Galeria de Artes Conceituais

Complementando a experiência dos bastidores, os discos apresentam vastas galerias de artes conceituais sobre os inúmeros planetas, armas e criaturas que populam o universo de Star Wars. Ilustrações caprichadas e com alguns detalhes em texto sobre cada um deles.

Disco Bônus 3

O Making of de Star Wars

Os dróides C-3P0 e R2-D2 apresentam um antigo making of de Uma Nova Esperança. Com quase 1 hora de duração, o documentário acompanha todo o processo de criação – com ênfase nas inspirações de George Lucas – e filmagem do longa (que mostram a construção dos grandiosos cenários e as complexas maquetes em miniatura), a inserção dos espertos efeitos especiais (principalmente o cenário de vidro em uma cena envolvendo Obi-Wan) e depoimentos do elenco sobre a história e como foi a experiência. Pra ansiar, o extra termina com os produtores divagando sobre como as continuações deveriam ser. Sensacional.

O Império Contra-Ataca: Efeitos Especiais

Similar ao anterior – antigo, certamente lançado na época de Império – esse foca-se em um tema presente em todos os filmes da saga: os efeitos especiais. Mark Hamill apresenta o documentário que explora praticamente toda a história dos efeitos especiais no cinema (passando por stop-motion e técnicas do tipo) e como ela foi aplicada no segundo filme da trilogia original; apresentando um olhar detalhado em determinadas sequências. Pode-se ver também alguns depoimentos de Ben Burtt, responsável pelos revolucionários efeitos sonoros da franquia. Ótimo ritmo, sempre interessante e nunca cansativo.

Criaturas Clássicas: O Retorno de Jedi

No mesmo esquema dos anteriores, acompanhamos o processo de criação das criaturas vistas em O Retorno de Jedi. Carrie Fisher e Billy Dee Williams apresentam o documentário. Vemos todo o desenvolvimento de cada um dos monstros e alienígenas, não só da saga mas também damos uma breve passada pelas técnicas utilizadas por toda a história do cinema. Destaque para as técnicas de marionete e mecânica usadas nos movimentos de Jabba, o Hut e o sempre brilhante stop motion nas miniaturas.

Anatomia de um Dewback

Aqui, observamos a remasterização da cena em que os soldados imperiais vasculham o deserto em Uma Nova Esperança. Visando melhorar a cena para a edição especial da trilogia em 1997, a ambição de George Lucas deu muito trabalho aos técnicos de efeitos visuais, que precisou encontrar o rolo de filme correto (em um vasto depósito de material), propocionar regravações da cena e aperfeiçoá-la com efeitos digitais. Trabalhoso, mas com resultado eficiente.

Guerreiros Estelares

Voltado à legião de fãs de Star Wars, o grande foco aqui é a organização e preparação de um desfile de personagens do filme (a maioria soldados imperiais e clones) em um evento. É interessante e tem bons momentos.

A Tecnologia de Star Wars

Adoro esse tipo de documentário. Aqui, entrevistas com físicos, mecânicos e todo o pessoal especializado nas áreas científicas discutem como funcionam as variadas tecnologias do universo Star Wars – passando por naves espaciais, sabres de luz, robôs e a roupa mecânica de Darth Vader – e o quão perto está a humanidade de alcançá-las. Claro que algumas são bem improváveis, mas outras estão bem pertas de acontecerem.

Uma Conversa com os Mestres: O Império Contra-Ataca 30 Anos Depois

Como o título já sugere, acompanhamos aqui uma conversa empolgante sobre O Império Contra-Ataca, considerado por muitos o melhor filme da hexalogia. George Lucas, o diretor Irvin Kershner, o co-roteirista Lawrence Kasdan e o mago compositor John Williams comentam sobre alguns dos pontos mais importantes do filme, como a complicada composição do Mestre Yoda, a música tema de Darth Vader que viria a tornar-se uma lenda e a antológica reviravolta sobre a paternidade de Luke Skywalker. Magistral!

Sátiras de Star Wars

O disco apresenta 1h37min de clipes de diversas paródias de Star Wars, vindo de seriados de tv, programas humorísticos e séries de animação. Algumas são bem divertidas (principalmente as de That’ 70s Show e Family Guy) e outras não têm a menor graça (como aqueles comerciais temáticos), mas vale pra mostrar o grande impacto da saga nas mídias gerais.

Nota Geral:

O blu-ray da Saga completa de Star Wars é um dos melhores já lançados. Os filmes estão em qualidade impressionante (apesar de sofrerem algumas alterações desnecessárias) e o material extra é imenso, com dezenas de horas para fortalecer seu conhecimento sobre a maior saga do cinema. Obrigatório.

Preço: R$ 299,90

Análise Blu-ray | DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de agosto de 2011 by Lucas Nascimento

O Filme

Deixe-me Entrar foi recebido com certo preconceito pelo público (a limitada quantidade de pessoas que o assistiu, isto é) por tratar-se de um remake de um cultuado longa sueco. Com razão até, Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson é um belíssimo filme e quase irretocável, mas se a versão de Matt Reeves consegue ser respeitosa, artística e apresentar suas próprias características – que resultam em um grande filme -, não vejo motivo para aversão ao longa. Crítica

Extras

Comentário em Áudio com Matt Reeves

O diretor e roteirista Matt Reeves acompanha o filme com um excelente comentário em áudio, onde revela os desafios em readaptar a história (mudando acertadamente o foco da narrativa), sua paixão pelo material original e suas (ótimas) técnicas e referências, que vão de O Bebê de Rosemary até os filmes de Alfred Hitchcock. Esse extra só aumentou meu respeito pela produção e o cineasta.

Um Olhar por dentro do making-of de Deixe-me Entrar

Um pequeno making-of sobre o filme, que explora em entrevistas com o elenco e produtores, a força da obra de John Ajvide Lindqvist e sua importância no mito do vampiro. Acompanhamos também a entrada de Matt Reeves na direção, a escolha de cada intérprete do longa e também as mudanças na trama.

A Arte dos Efeitos Visuais

Bem curto e objetivo, o extra deixa as imagens falarem por si próprias e exibe diversas tomadas do filme que apresentam uso de efeitos digitais, apresentando as fases de composição até chegar no resultado final. Bacana, mas em algumas cenas os efeitos eram completamente desnecessários (sangue no rosto, por exemplo).

Cena do acidente de carro passo-a-passo

A sensacional cena da capotagem do carro de Richard Jenkins ganha uma análise mais detalhada neste breve extra. Reeves explica os diferentes processos da sequência, que envolveram um dublê dirigindo, uma réplica do carro girando em estúdio e efeitos digitais para o cenário visto no retrovisor e janelas do veículo. Trabalho complicado, mas que fica muitíssimo bem em cena.

Dissecando Deixe-me Entrar

Extra interativo exclusivo do Blu-ray, ele apresenta um picture-in-picture em certos momentos para detalhar curiosidades sobre a produção (como informações sobre o personagem de Richard Jenkins, o cubo mágico e diversos outros). Boa sorte para encontrar todos…

Cenas Excluídas

Aqui temos 3 cenas que foram cortadas da edição do filme: Abby brincando com um quebra-cabeças (bem curta), uma conversa entre Owen e o Professor Zorin (muito interessante) e o flashback que mostra o ataque sofrido por Abby, que a transformou em uma vampira (intenso e trazendo uma ótima performance de Chloe Moretz). É possível também assistí-las com comentário de Reeves, que explica os motivos da ausência de cada cena no longa.

Galerias de Trailers e Pôsters/Imagens de Bastidores

Bem, o título é auto-explicativo… Temos duas galerias separadas com pôsters e imagens de bastidores e trailers de divulgação do filme. Na minha opinião, é sempre um bônus quando esse tipo de material marca presença nos extras.

Nota Geral:

O blu-ray de Deixe-me Entrar ainda não está disponível no Brasil, mas é extremamente recomendável que ele faça parte de sua coleção quando chegar ao mercado nacional. O filme é impecável em imagem e som, e seu material extra é satisfatório. Esqueça Crepúsculo e vá atrás deste.

Obs: Agradecimentos à Giovanna Penteado por ter trazido o filme de sua viagem aos EUA.