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Marvel Studios Top 10

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

MarvelTop10

A estreia de Guardiões da Galáxia na última quinta-feira marca o 10º filme lançado pela Marvel Studios. Seis anos desde que Kevin Feige e cia lançaram o estúdio, com Homem de Ferro e O Incrível Hulk – e eu estive lá, conferindo todos no cinema(aliás, o blog também teve início em 2008).

Hoje, todos querem ser Marvel. A Warner corre atrás com a DC, a Sony tenta fazer algum sentido com seu Espetacular Homem-Aranha e até os monstros da Universal visam um universo compartilhado.

Enfim, enquanto tudo isso acontece, resolvi rankear pela primeira vez os 10 filmes do estúdio, de acordo com minha opinião pessoal.

Confira:

10. Homem de Ferro 3 (2013)

2.5

iron3

Filme que inicia a Fase 2 da Marvel Studios no cinema, também encerra a trilogia de Tony Stark e traz a função de seguir o sucesso de Os Vingadores. Não é de se espantar que Homem de Ferro 3 seja irregular, mas impressiona o quão medíocre foi o resultado atingido. Não vou nem me referir à polêmica do Mandarim de Ben Kingsley (ou Guy Pearce, ou seja lá quem ele for de verdade), basta apontar as decisões que Shane Black tomou ao apostar em um longa centrado em Stark, perdido numa trama sem graça e entediante, dependente do carisma de Robert Downey Jr. Depois desse filme, cansei de Homem de Ferro solo.

Crítica

9. Thor (2011)

3.0

thor

O filme responsável por introduzir os elementos de magia à série traz um resultado irregular. Por um lado, as cenas mais fantásticas do Deus do Trovão e seus companheiros em Asgard funcionam (especialmente a relação deste com o ótimo Loki de Tom Hiddleston), mas quando acompanhamos o conceito de “peixe fora da água” vivido por Thor na Terra, o longa abraça sem vergonha o humor escrachado ao inserir diversas piadas com o personagem. Tendo em vista o vasto universo do personagem – que foi sacrificado para se concentrar nos Vingadores – era de se esperar mais de Thor.

Crítica

8. Homem de Ferro 2 (2010)

3.0

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Em uma sequência que tinha tudo para ser melhor que o original, Homem de Ferro 2 começa a série de problemas que se estenderiam até o lançamento de Os Vingadores. O grande problema foi a necessidade de ligar peças com outros filmes do estúdio, deixando pistas ali e aqui (e até tornando Nick Fury um dos principais coadjuvantes) para culminar no longa da superequipe. Não fosse tal complicação, o longa é praticamente uma comédia não assumida; já que é todo movido por piadas e diálogos irônicos, sacrificando o bom elenco aqui reunido (e transformando o alcoolismo de Stark em motivo de chacota). Pelo menos Downey Jr segura o show.

Crítica

7. Thor – O Mundo Sombrio (2013)

3.0

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Com o universo e os poderes do Deus do Trovão já estabelecidos, a continuação aprimora o anterior em praticamente todos os aspectos. Desde a direção mais estilosa de Alan Taylor (responsável por alguns episódios de Game of Thrones) até o maior destaque fornecido ao Loki de Hiddleston, O Mundo Sombrio agrada pela fantasia e a ação. Decepciona no quesito vilão (o sem sal Malekith, vivido por Christopher Eccleston) e inicia o aparente esgotamento da fórmula Marvel; que sempre precisa de uma grande batalha e uma ameaça à Terra no final.

Crítica

6. Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)

3.5

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E o “primeiro vingador” foi o último a ser apresentado nos cinemas, curiosamente. Ainda que traga consigo os mesmos erros dos filmes anteriores (que chega a ser gritante na cena final), Capitão América – O Primeiro Vingador agrada por seus elementos de filme-B e a ambientação de Segunda Guerra Mundial. Traz um vilão carismático na pele de Hugo Weaving e também mostra que, mesmo tendo sido muito criticado durante sua contratação, Chris Evans consegue segurar o filme tranquilamente na pele do protagonista.

Crítica

5. Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

3.5

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Uma das grandes surpresas do estúdio, O Soldado Invernal impressiona pela abordagem crua e sombria, incomum na maioria das produções do estúdio. Os irmãos Anthony e Joe Russo claramente se inspiram em filmes como Três dias do Condor e a Trilogia Bourne para criar um thriller político de espionagem, com direito a conspirações, paranóias e cenas de ação que despontam como as melhores. Tenho meus problemas com a presença da Hydra no filme (algo que não vejo sentido nem coerência no século XXI), mas o resultado é bem eficiente.

Crítica

4. O Incrível Hulk (2008)

4.0

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Com o fracasso do Hulk de Ang Lee, entra Edward Norton para estrelar um reboot do personagem. E O Incrível Hulk é o que o novo Homem-Aranha deveria ter sido: não gasta muito tempo explicando novamente as origens do monstro verde, desenvolve uma trama completamente diferente do anterior e consegue ser melhor do que o original. As cenas de ação são muito melhores e o roteiro acerta ao apostar em uma história intimista de perseguição. Só o visual do verdão que fica devendo, sendo melhor resolvido na versão com Mark Ruffalo.

Crítica

3. Os Vingadores – The Avengers (2012)

4.0

avengers

E foi tudo para isto! Em 2012, aquele que foi taxado como o “mais ambicioso filme de super-heróis de todos os tempos” enfim foi lançado. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores – The Avengers vale a espera e rende uma experiência muito divertida (mas sem apelar ao humor idiota) e repleta de ótimas cenas de ação, bem suportadas pelo eficiente trabalho com efeitos visuais. O entrosamento entre os heróis – ainda que Robert Downey Jr seja o rouba-cenas da vez – é certamente o motivo do sucesso.

Crítica

2. Guardiões da Galáxia (2014)

4.0

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Uma das apostas mais arriscadas do estúdio, e que funciona maravilhosamente bem. Quem me acompanha aqui sabe que foram necessárias duas exibições para que eu realmente aproveitasse aquilo que Guardiões da Galáxia tinha a oferecer, que é uma divertida aventura espacial regada a trilha sonora dos anos 80, sobrando doses de nostalgia. Tem seus problemas na história, mas traz alguns dos personagens mais carismáticos que o estúdio já viu, e tem seu sucesso garantido graças às performances e interações destes. Quem é Tony Stark perto de Rocket Raccoon?

Crítica

1. Homem de Ferro (2008)

4.5

IronMan

Já se passaram 6 anos, e a Marvel ainda é incapaz de superar o feito de seu filme de estreia. Com um super-herói desconhecido pelo público geral e uma performance monstruosamente carismática que ressuscitou Robert Downey Jr, a editora inicia positivamente sua jornada para dominar o mundo, impressionando com a qualidade dessa aventura que mistura ação, humor e bons personagens em uma trama muito bem amarrada. O melhor filme do estúdio, e um dos melhores do gênero a aparecer nos ultimos tempos.

Crítica

E aí, qual o seu top 10? Comente!

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| Homem de Ferro 3 | Nova aventura de Tony Stark traz clima de conclusão

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , on 28 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

IronMan3
Hora do descanso: O homem e a armadura se refugiam no Tennessee

Quando Robert Downey Jr revelou ser o Homem de Ferro no primeiro filme do personagem, nascera um novo ícone do cinema moderno. Cinco anos depois (nossa, já faz tudo isso?) e um universo de quadrinhos estabelecido nas telas, Homem de Ferro 3 surge para continuar a grandiosa saga da Marvel e acaba por trazer um inesperado clima de conclusão. Mesmo que empalideça diante dos filmes já lançados pelo estúdio, explora rumos inéditos de seu carismático protagonista.

A trama começa com Tony Stark sofrendo com ataques de ansiedade e uma irreparável paranóia, consequências dos eventos de Os Vingadores – The Avengers. O perigo novamente bate à sua porta (literalmente) quando reencontra figuras de seu passado (os personagens de Guy Pearce e Rebecca Hall), tendo que lidar também com a presença do terrorista Mandarim (Ben Kingsley), que ameaça sua vida pessoal e a segurança de sua amada Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).

Com o sucesso bilionário da superequipe da Marvel Studios (que já botou a concorrente DC Comics pra correr com o vindouro Liga da Justiça), ficou com o diretor e roteirista Shane Black a tarefa de assumir o cargo de Jon Favreau (que reprisa o papel de Happy Hogan, dessa vez trazendo alguns – muitos – quilos a mais) e entregar um filme que ficasse à altura dos anteriores. Como peça de um conjunto, o longa faz pouco sentido pois, mesmo reparando o principal defeito de Homem de Ferro 2 ao evitar as referências masturbatórias a uma nova reunião dos Vingadores, apresenta incongruências dentro do próprio universo: se o presidente dos EUA encontra-se em perigo, por que não convocar o Capitão América e os agentes da SHIELD? Claro que este é um filme do Homem de Ferro, mas se a Marvel apostou tanto nessas histórias interligadas, deveria ao menos ter exigido de seus roteiristas uma justificativa que comprove a ignorância de Nick Fury (Samuel L. Jackson) diante da situação.

E os problemas são ainda maiores se vermos Homem de Ferro 3 isoladamente. Tomando como base uma série dos quadrinhos batizada como “Extremis”, o roteiro de Drew Perce e do próprio Black decepciona ao apostar em antagonistas extremismente extremamente estúpidos, que consiste, em seres humanos geneticamente modificados que têm a habilidade de cuspir lava e até regenerar membros – figuras absurdas até mesmo se pensarmos que Stark já enfrentou chicotes elétricos e um exército de alienígenas. O núcleo de história também se perde com os novos personagens: a botânica de Rebecca Hall é completamente desinteressante e pouco faz para mostrar-se relevante; ao passo em que Guy Pearce surje inspirado na pele Aldrich Killian, uma figura vilanesca cativante, mas cujos objetivos jamais são revelados totalmente.

Mas o que os fãs realmente queriam ver era a estreia daquele que prometia ser o mais perigoso oponente do herói: o Mandarim. Vivido por um versátil Ben Kingsley, o terrorista e seus métodos de exibição midiática são um eficiente retrato do atual contexto de “guerra ao terror” dos EUA (a comparação entre o país e um biscoito da sorte é brilhante) sem recorrer ao ufanismo, mesmo tendo um herói batizado como Patriota de Ferro (nova armadura trajada por Don Cheadle), fonte constante de merecidas piadas e citações irônicas do tipo: “Ele agora se chama Patriota de Ferro, caso as novas cores tivessem sido muito sutis”. Aliás, a subtrama do coronel James Rhodes consegue ser muito mais empolgante do que aquela do personagem-título.

Ainda que se beneficie do ótimo trabalho de Robert Downey Jr, que surpreende ao explorar facetas de desespero de seu Tony Stark, os roteiristas o enfiam em uma investigação tediosa pelo estado americano do Tennessee que conta até mesmo com um inusitado parceiro mirim para o sujeito – que na ausência de suas armaduras, transforma-se num verdadeiro McGyver ao invadir uma mansão com armas construídas a partir de mercadorias de uma loja de departamentos. Isso sem mencionar as coincidências: de todas as 6,456 milhões de pessoas que Stark poderia encontrar no Tennessee, ele acaba por se abrigar justamente na oficina de um mecânico…

Com espetaculares cenas de ação que impressionam pela coreografia de simultâneas armaduras trabalhando juntas, Homem de Ferro 3 é decepcionante em quesitos de trama. Surpreende pelas mudanças no protagonista e pelos corajosos rumos que este poderá seguir a partir de agora, mas mostra-se o mais fraco da trilogia. Mas que os fãs não se preocupem, mesmo com todo o tom de encerramento, é certo que ainda veremos Robert Downey Jr em seu mais icônico papel.

Obs: O 3D convertido do filme é razoável.

Obs II: Como de costume em filmes da Marvel, há uma divertida cena pós-créditos.

Obs III: Os créditos finais são muito estilosos, e provocam nostalgia ao trazer diversas cenas do primeiro filme.

Obs IV: Tony Stark, além de McGyver, também é James Bond. Ao fim da projeção surge a frase “Tony Stark Will Return”.

Leia esta crítica em inglês.

Novo trailer de HOMEM-DE-FERRO 3

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 5 de março de 2013 by Lucas Nascimento

mandarim

Com o lançamento se aproximando, Homem-de-Ferro 3 ganhou um segundo trailer repleto de cenas inéditas. Ainda que não revela a trama por completo (o que é bom, claro), há diversas cenas com o vilão Mandarim (Ben Kingsley) e muitas, muitas armaduras indo ao auxílio de Robert Downey Jr. Confira:

Música no trailer: “Basalt” de The Hit House

Homem-de-Ferro 3 estreia em 26 de Abril.