Arquivo para Marc Webb

Análise Blu-ray | O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2: A AMEAÇA DE ELECTRO

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Uau, faz muito tempo que não apareço com um Análise Blu-ray por aqui… Pra tirar o atraso, resolvi falar sobre o último filme a adentrar minha coleção: O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro. Não só é o mais recente lançamento, mas também é um filme que ganhei num sorteio, e eu NUNCA ganho esse tipo de coisa. Por isso, a atenção. Vamos lá:

O Filme

3.5

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Bem, vocês que leem o blog sabem que achei o novo filme uma bela bagunça. Não acho que Marc Webb seja o diretor ideal para tocar a franquia, o ritmo e tom se misturam entre o cartunesco, com o Electro bobalhão de Jamie Foxx, e o drama, envolvendo a chatice da subtrama dos pais de Peter Parker ou a própria decisão de tornar o Aranha mais descolado, menos nerd. Mas mesmo assim, em meio ao caos é possível encontrar boas coisas: humor acertado, o elenco é carismático, a ação melhora em relação ao anterior e a tão esperada cena com Gwen Stacy cumpre as expectativas. No fim, é um bom filme, mas o personagem pode – e merece – um tratamento melhor. Crítica Completa.

Comentário em Áudio dos Realizadores

3.5

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Sem a presença do diretor Marc Webb, a faixa solo de comentários em áudio (com legendas em português) traz os produtores Avi Arad e Matt Tolamch, e os roteiristas Alex Kurtzman e Jeff Pinkner (Roberto Orci também assina o roteiro, mas não está aqui). É interessante para aprender alguns detalhes sobre os bastidores de cenas mais difíceis ou até mesmo algumas que tenham ficado de fora. O problema, é que Arad é um sujeito orgulhoso e narcisista, insistindo em puxar o saco do filme e da equipe todo momento, como se fosse responsável pela realização de Lawrence da Arábia. Basicamente quer esquecer o bom trabalho que fez com Sam Raimi na trilogia original.

Cenas Excluídas e Estendidas

4.5

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Os fãs sedentos por mais vão adorar: 25 minutos de material inédito do filme (13 cenas no total), todo ele com comentário de Marc Webb. A cena mais polêmica envolve o encontro de Peter com seu pai, presumidamente morto, em um final alternativo que foi descartado. Pessoalmente, me chama mais atenção a longa cena que traz Harry apresentando Felicia (Felicity Jones, que tem um pouquinho mais destaque no material inédito) a Peter, já plantando um futuro envolvimento entre o Aranha e a Gata Negra. Temos também mais tomadas com os vilões, incluindo algumas não completadas do Duende Verde. Sem menção às cenas com Mary Jane que foram filmadas com Shailene Woodley, mas é um material sólido.

A Recompensa do Heroísmo: Produzindo O Espetacular Homem-Aranha 2

5.0

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Documentário de 1h40 dividido em seis partes que mergulha no processo de criação, desenvolvimento e produção de O Espetacular Homem-Aranha 2 – também podemos chamá-lo de making of. É denso e bem detalhado, e particularmente me chamou a atenção a influência do ator e acrobata Buster Keaton para Webb e o instrutor de combate durante as cenas que ilustram as manobras do Aranha. O doc ainda fala sobre os rumos da história, os efeitos visuais, os vilões, a maciça construção de uma Times Square digital e em estúdio, a pós-produção e o futuro da saga, contando até com depoimentos em que Webb admite ter aprendido com diversos erros do filme anterior. Muito bom e informativo.

A música de O Espetacular Homem-Aranha 2 por Marc Webb

4.0

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O extra anterior já dedica um bom tempo ao processo da trilha sonora do filme, mas esta ganha ainda mais um featurette, dessa vez enfocando aa decisões de Marc Webb. A trilha é assinada por Hans Zimmer, em conjunto com Pharrell Williams, Johnny Marr e outros, no conjunto batizado de The Magnificent Six. Ponto alto definitivo do departamento, é o tema de Electro (“My Enemy”) que tem o processo de criação mais detalhado.

Clipe Musical “It’s On Again” – Alicia Keys

3.5

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Nada além do videoclipe para uma das músicas-tema do filme: “It’s On Again”, assinada por Alicia Keys. Gosto da música e da direção do clipe, que traz trechos do filme e diversas participações, incluindo Pharrell Williams e Hans Zimmer. Not bad.

Nota Geral: 4.0

O blu-ray simples de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro está definitivamente acima da média, com muito mais material extra do que a maioria dos lançamentos do tipo. Se eu que não sou o maior admirador do filme e fiquei muito satisfeito, os fãs mais apaixonados vão adorar.

Preço: R$ 69,90

Só lembrando que também estão disponíveis versões em 3D e com DVD.

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| Homem-Aranha 2 | Crítica de 10 Anos

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aniversário, Aventura, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

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Ah, Julho de 2004. Ainda me lembro da empolgação em apanhar o jornal na porta do apartamento e decidir com meu tio qual sessão de Homem-Aranha 2 iríamos encarar; afinal, era estreia do filme e a compra de ingressos antecipados pela internet era uma mera utopia na época. Eram tempos mais simples. Eu até sinto falta das longas filas em pé para a entrada da sala, do mistério em torno da trama (Spoilers? Mas que conceito primitivo era esse?) do bom e velho blockbuster em 2D…

Sinto falta também de filmes como Homem-Aranha 2, um verdadeiro marco para o gênero de super-heróis. Não só um grande épico de ação e aventura, mas também um inteligente e emocionante estudo de personagem, cujo resultado é algo que as atuais produtoras – com algumas exceções, claro – simplesmente parecem ter desaprendido.

O filme de 2004 é a segunda investida de Sam Raimi na franquia do aracnídeo criado por Stan Lee e Steve Ditko, e trazia Peter Parker (Tobey Maguire) sofrendo para balancear sua vida acadêmica, profissional e amorosa com a responsabilidade de ser o Homem-Aranha. Entra em cena o ainda fascinante vilão Dr. Octopus (Alfred Molina) para aumentar a dor de cabeça do protagonista, e o palco está armado para um espetáculo de verdade (toma essa Marc Webb).

Bem, não é minha intenção passar todo o texto simplesmente afirmando como este filme é infinitamente superior ao reboot com Andrew Garfield iniciado em 2012 (pra quê martelar o óbvio, certo?), mas sim apontar e celebrar os motivos que tornam o filme aniversariante um grande feito.

A começar que é o número 2. Em adaptações de quadrinhos, costuma ser um presságio de boa sorte (X2, O Cavaleiro das Trevas) e também geralmente é o ponto em que os realizadores podem de fato brincar com o personagem. A história de origem já foi, os personagens principais foram devidamente introduzidos e a trama agora pode desenvolver-se para qualquer direção possível. O que o roteiro de Alvin Sargent (oscarizado por Júlia e Gente como a Gente) faz, no entanto, é seguir a consequência natural de um adolescente que se vê dotado de imensa responsabilidade: um embate consigo mesmo. Ver cenas como o herói usando seus poderes para entregar pizza não são apenas divertidíssimas, como também revelam que Parker também lida com situações cotidianas, não é um ricaço como Bruce Wayne.

A performance de Tobey Maguire é importantíssima nesse sentido, já que revela um sujeito que, mesmo tendo portas fechadas na cara, tenta manter seu admirável otimismo. É um loser tal como aquele dos quadrinhos clássicos, e mesmo que algumas de suas composições beirem o caricato (como suas infames caretas que já viraram memes ou o visual estereótipo geek), o drama pelo qual passa é bem real. É genial também a decisão de Sargent em fazer os poderes de Parker serem afetados por sua depressão, que ainda inclui a notícia de que sua amada Mary Jane (Kirsten Dunst) está de casamento marcado com outro sujeito e que se melhor amigo Harry Osborn (James Franco) se distancia cada vez mais. Basicamente, é como se o Homem-Aranha resolvesse sentar no divã de Freud.

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Doc Ock e a cena do trem: uma pancadaria pra se nunca esquecer

Mas não se enganem, mesmo com toda essa áurea sombria e melancólica, Homem-Aranha 2 é um dos filmes mais divertidos imensamente divertido. Em algo que a Marvel Studios apanha muito pra aprender, Sam Raimi equilibra a trama com as piadas, sem nunca perder o foco ou deixar que uma tirada aqui e ali roube o foco (que saudades do impagável J. Jonah Jameson de J.K. Simmons) da história. E também, estamos nos referindo a um blockbuster lançado em meio ao verão americano, então a presença de cenas de ação é praticamente obrigatória. Mas ao contrário de um Michael Bay da vida, Raimi é um mago na direção de tais sequências, que se beneficiam do excelente vilão principal, efeitos visuais premiados com o Oscar e a inesquecível trilha sonora de Danny Elfman.

A famosa sequência do trem é uma das coisas mais extraordinárias que já vi no cinema – e ela jamais perde o impacto, mesmo quando a revejo em razão letterbox em uma das inúmeras reprises televisivas. Começando pela intensidade da coreografia da luta entre o Aranha e Octopus, perfeitamente executada e organizada pela montagem de Bob Murawski até o momento em que o herói quase dá sua vida para fazer o trem descontrolado parar antes do fim dos trilhos. É pura magia.

Homem-Aranha 2 é lindo. É um nível de qualidade desconhecido pela franquia comandada por Marc Webb, e também um símbolo de tempos mais simples para o cinema de quadrinhos. Não importava 3D, nem a crescente mania de universos compartilhados e spin offs infinitos. Importava apenas uma boa história, e um diretor verdadeiramente talentoso no comando.

Obrigado, só posso realmente agradecer por um filme que provoca em mim hoje a mesma empolgação que provocava na criança de 9 anos que o viu pela primeira vez, dez anos trás.

| O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro | No caminho para o genuíno espetáculo

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

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O Cabeça-de-Teia encara o azulado Electro de Jamie Foxx

Depois de uma trilogia bem sucedida e um reboot irregular, chegamos a este O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, nova investida da Sony em seu personagem mais lucrativo. E devo dizer que, sendo continuação de uma reimaginação pouco inspirada, comandada por um cineasta incapaz de lidar com espetáculos e povoadas por três grandes vilões, o resultado poderia ser muito pior. Mas merecia muito mais.

A trama se passa algum tempo depois do primeiro filme, onde encontramos Peter Parker (Andrew Garfield) confiante e se divertindo com seu alter-ego de Homem-Aranha, ainda que constantemente assombrado pela promessa que fizera ao Capitão Stacy (Denis Leary, em rápidas aparições) de ficar longe de sua filha, Gwen (Emma Stone, que mulher). Ao mesmo tempo em que vai descobrindo mais pistas sobre seu passado, o herói é surpreendido pela chegada do antigo amigo, Harry Osborn (Dane DeHaan, excelente) e do vilão Electro (o sempre carismático Jamie Foxx).

Pelo breve sumário acima, já deu pra notar quantas linhas narrativas os roteiristas Roberto Orci, Alex Kurtzman (responsáveis pelo reboot de Star Trek, mas também por Transformers) e Jeff Pinkner optaram por construir sua trama. Como a mania dos grandes estúdios agora é construir grandes universos expandidos no cinema (graças ao sucesso esmagador do Universo Cinematográfico da Marvel Studios), não espere que todas essas linhas saiam resolvidas; pelo contrário, este novo filme já prepara terreno para um inevitável terceiro filme e até futuros personagens do universo do Cabeça-de-Teia, nem que isso signifique puxar o fio da tomada em plena ação a fim de guardar seu desfecho para futuros longas.

O que prejudica elementos importantes no desenrolar da história. A relação entre Peter e Harry, por exemplo,  é contada às pressas apenas para que o amigo do protagonista transforme-se em uma versão bizarra do Duende Verde, perdendo o impacto de um conflito entre dois amigos – algo muito melhor retratado, sem querer entrar muito no âmbito comparativo, na trilogia de Sam Raimi. E ainda que os três distintos vilões sejam bem distribuídos ao longo da narrativa, o roteiro do trio fracassa em garantir-lhes verossimilhança: Electro é um bobalhão ultra caricato que só deseja atenção, o Duende quer salvar sua vida (e para isso quer matar o Homem-Aranha, certo) e o Rino de Paul Giamatti é um mero capanga com uma das mais horrorosas armaduras já vistas em uma adaptação de quadrinhos (não que o original fosse muito melhor). Isso sem falar na subtrama dos pais de Parker e a Oscorp, que é enfiada no meio da projeção e fica lá por um bom tempo; fator que interrompe o ritmo excelente que a produção vinha tomando.

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Mais ação para Gwen Stacy

Já o diretor Marc Webb, que não fazia ideia de como comandar uma sequência de ação no primeiro filme (apesar de continuar sendo um amador no uso de efeitos visuais e revelar-se tarado por câmera lenta), se sai consideravelmente melhor ao aumentar os riscos, os cenários e todo o feeling em tais momentos: a grandiosidade da cidade de Nova York é bem mais perceptível aqui. Ajuda também ter a presença épica de Hans Zimmer – junto com um grupo de artistas composto por Pharell Williams e Johnny Marr – na trilha sonora (aliás, que decisão genial conferir dubstep como o tema de um personagem cujo poder é a eletricidade) e um Homem-Aranha insanamente bem humorado.

O maior mérito da produção sem dúvida é o acertadíssimo humor do personagem, que surge sempre carismático e com piadinhas inspiradas na hora de frustrar criminosos armados em uma perseguição impressionante e ao sair pelas ruas assoviando seu próprio tema, favorecendo a ótima performance de Andrew Garfield. E, preservando aquele que foi o grande acerto do longa anterior, Webb dirige bem as cenas em que Garfield contracena com a maravilhosa Emma Stone, capturando novamente a radiante química do casal – e também levando-o para caminhos mais dramáticos.

No fim, O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro é uma experiência melhor e mais divertida do que seu antecessor, mas que ainda sofre de problemas similares em sua estrutura e direção; sendo mais um conjunto de ótimos momentos em meio a uma narrativa bagunçada.

Mas ainda tenho esperanças. O terceiro filme, livre de algumas complicações resolvidas aqui, promete ser VERDADEIRAMENTE espetacular.

Obs: O subtítulo “Ameaça de Electro” é completamente descartável, já que o vilão de Jamie Foxx não é o único (e nem o mais importante) na trama.

Obs II: Ouvi dizer que uma prévia de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido seria exibida após os créditos, mas nada apareceu na minha sessão (no IMAX do Bourbon). No entanto, fui informado de que em outras sessões (especialmente Cinermak), a cena aparece.

Trailer final de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2: A AMEAÇA DE ELECTRO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 19 de março de 2014 by Lucas Nascimento

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E a Sony Pictures lança mais uma peça de sua divulgação exageradamente expositiva para O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro. A um mês e meio de sua estreia, foi divulgado o trailer final da nova aventura do aracnídeo vivido por Andrew Garfield, dirigida novamente por Marc Webb. Destaque para mais cenas do Duende Verde de Dane DeHaan. Confira:

O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro estreia no Brasil em 1 de Maio.

O Harry Osborn de O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA 2

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 3 de dezembro de 2012 by Lucas Nascimento

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Dane DeHaan em ‘Poder Sem Limites

Dane DeHaan, o perturbado Andrew de Poder sem Limites e sidekick de Shia LaBeouf em Infratores, acaba de ser anunciado pelo diretor Marc Webb como Harry Osborn em O Espetacular Homem-Aranha 2. Melhor amigo de Peter Parker, o personagem foi retratado por James Franco na trilogia de Sam Raimi.

Excelente contratação, que Webb aproveite o talento psicótico de DeHaan…

O Espetacular Homem-Aranha 2 estreia em Julho de 2014.

| O Espetacular Homem-Aranha | O que surpreende é a humanidade, não o espetáculo

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 7 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

3.0


Casal 20: O Peter Parker de Andrew Garfield e a Gwen Stacy de Emma Stone são o que o filme tem de melhor

Sejamos honestos, é muito cedo para um reboot do Homem-Aranha. Divertida e bem executada, a trilogia iniciada por Sam Raimi em 2002 – e completada cinco anos depois – trouxe o melhor para o personagem e certamente aproveitou o material ao máximo, sendo um dos filmes definitivos para o gênero de super-heróis. Eis que desavenças criativas e ambições financeiras nos trazem a este O Espetacular Homem-Aranha, um recomeço “parecido, mas diferente”.

A trama nos leva de volta aos eventos do primeiro filme (sendo esta uma de suas principais falhas, já que leva a uma inevitável comparação com os filmes de Raimi), mas dessa vez acrescentando um mistério inédito no cinema até então: os pais de Peter Parker (Andrew Garfield), que o abandonam quando este ainda é uma criança. Obcecado em descobrir a verdade, Parker embarca em uma caçada que o leva até os laboratórios da Oscorp, onde se envolve em um programa de cruzamento genético de espécies, que dará origem aos seus poderes de Homem-Aranha e também ao monstruoso Lagarto (Rhys Ifans).

Não quero passar esta crítica comparando o Homem-Aranha de Sam Raimi com o Espetacular de Marc Webb (que até então, só trazia (500) Dias com Ela no currículo), já que mesmo que com tramas similares o tom de cada filme é completamente diferente; sendo este voltado à uma abordagem mais “realista” – o que de forma alguma o torna superior ao longa de 2002. Novamente, o roteiro assinado por James Vanderbilt, Alvin Sargent e Steve Kloves não vê problema em gastar uma considerável quantia de tempo ao recontar uma história que todos já conhecem (a sensação de “já vi isso, e melhor” aparece em diversos momentos, especialmente na artificial e fria cena em que um personagem querido morre), e ainda que traga elementos descartáveis (como o passado dos pais de Peter, nunca explicado com clareza), merecem créditos as mudanças feitas nos protagonistas.

Peter Parker surge aqui como um tipo de nerd muito diferente: anda de skate, escuta música, é bagunceiro e até meio revoltado. E realmente, capturou bem a aura do que é um jovem do século 21 (sem querer generalizar, óbvio) e a ótima performance de Andrew Garfield reforça com eficiência essa ideia; confesso que em muitos momentos (principalmente os de rebeldia e o nervosismo ao evitar explicações sobre seus constantes ferimentos), esse Parker me lembrou o Holden Caulfield do indispensável O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger. Além de sustentar sozinho a responsabilidade do mais humano dos super-heróis (o que ele faz enquanto o vilão não aparece? Se distrai com joguinhos no celular, genial), o ator demonstra uma química incrível com a linda e carismática Emma Stone, intérprete de Gwen Stacy (não, a Mary Jane só vem depois!) e juntos rendem os melhores momentos do filme.

No quesito espetáculo, O Espetacular Homem-Aranha se sai bem burocrático. As cenas de ação (que trazem uso excessivo de efeitos visuais um tanto dissonantes) convencem mas não empolgam tanto quanto os diálogos entre Peter e Gwen. O diretor Marc Webb até estimula com algumas câmeras em primeira pessoa – que ficam ainda melhor com o bom uso de 3D da fita – e promete atingir o épico absoluto em uma sequência que traz o herói sendo auxiliado por guindastes enquanto se direciona para o confronto final (onde James Horner traz ecos de Titanic em suas composições musicais) mas decepciona ao trazer uma pancadaria mediana com o Lagarto.

O Espetacular Homem-Aranha não faz juz ao título, mas chega consideravelmente perto e garante entretenimento genuíno. O que surpreende mesmo é o cuidado com a humanidade de seus personagens, que chega a ser maior do que a de apresentar o Homem-Aranha como um super-herói popular e adorado. Uma sequência promete ser, realmente, espetacular.

Obs: Há uma cena adicional durante os créditos.

Teia de Polêmicas | Especial O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

O retorno de um dos mais famosos super-heróis de todos os tempos enfim se aproxima. Servindo como recomeço para a franquia, O Espetacular Homem-Aranha traz rostos novos e a missão de manter o legado da trilogia de Sam Raimi e provar que grandes poderes continuam trazendo grandes responsabilidades. Confiram:

Algumas perguntas que circulam o projeto de O Espetacular Homem-Aranha:

Por que a Sony Pictures optou por um reboot da franquia?

Até meados de 2009, Homem-Aranha 4 (e até 5) era um projeto em pré-produção dentro dos estúdios da Columbia Pictures, com Sam Raimi retornando para a direção e Tobey Maguire e Kirsten Dunst reprisando os papéis principais. No entanto, o roteiro custava a alcançar a satisfação do diretor, e o estúdio discordava criativamente em diversos aspectos; principalmente na escolha do vilão. Quando acordos foram impossíveis, a Sony puxou o longa da tomada e recomeçou do zero.

O que torna O Espetacular Homem-Aranha diferente do primeiro filme de 2002?


O sombrio Peter Parker: obcecado com o oculto passado de seus pais

Ao contrário do que alguns vêm afirmando, o filme de Marc Webb não é um remake do Homem-Aranha de 2002, e sim uma reinvenção para o personagem no cinema, tomando como fonte outras fases do herói nos quadrinhos (especialmente a Ultimate). Observe que não temos a presença de Mary Jane (substituída por Gwen Stacy que foi, de fato, a primeira namorada do Aranha nos quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby) nem de Harry Osborn (apesar de a Oscorp, empresa que daria origem ao Duende Verde, já ter aparecido nos trailers), e o próprio Peter Parker surge muito mais sério do que o de Tobey Maguire. Mas o elemento fundamental aqui é o passado misterioso que envolve Parker e seus pais, algo nunca explorado nos longas anteriores.

O Espetacular Homem-Aranha foi filmado em 3D?


Cena em 1ª pessoa vista no primeiro trailer

Felizmente, o diretor Marc Webb optou por gravar o filme com câmeras Red Epic em 3D, ao contrário de algumas outras produções que simplesmente recorreriam a uma conversão durante a pós-produção. Eu assisti a um dos trailers do filme durante a sessão de Titanic 3D no IMAX e me impressionei: simplesmente o melhor uso da tecnologia que já presenciei.

O novo Homem-Aranha terá alguma ligação com Os Vingadores?

Já que os direitos do Homem-Aranha pertencem à Sony Pictures, é impossível (ou melhor, ilegal) que o aracnídeo dê as caras em algum novo filme da superequipe da Marvel Studios. Portanto, nada de Nick Fury por aqui.

Haverá continuações?

O plano é iniciar uma nova franquia, e Andrew Garfield e Emma Stone têm contrato assinado para possíveis continuações. Além disso, Alex Kurtzman e Roberto Orci (Star Trek) já escrevem o roteiro de O Espetacular Homem-Aranha 2, que deve ser dirigido novamente por Marc Webb.

Todos aqui já são conhecidos, mas aqui ganham nova releitura:

Peter Parker/Homem-Aranha | Andrew Garfield

Inteligente, aspirante a fotógrafo, habilidoso skatista e obcecado quanto ao misterioso passado de seus pais, Peter Parker ganha poderes incríveis ao ser picado por uma aranha geneticamente modificada. O surgimento de tais habilidades o faz assumir a identidade do Homem-Aranha e também o ajuda no desenvolvimento de suas experiências com o dr. Connors.

Gwen Stacy | Emma Stone

A paixão secreta de Peter, Gwen estuda na mesma sala que o jovem e trabalha como assistente de laboratório com dr. Connors, na Oscorp. Seu envolvimento cada vez mais constante com Parker pode arriscar sua segurança.

Dr. Curt Connors/O Lagarto | Ryhn Efans

Um dos principais cientistas trabalhando na Oscorp, o Dr. Connors desenvolve um soro que possibilite o crescimento de tecidos e membros humanos perdidos, usando a regeneração de lagartos como fonte de estudo. Tendo trabalhado com Richard Parker no passado, não é surpresa que logo seu filho Peter surja e os dois comecem a trabalhar juntos. Mas o resultado é a criação de um monstruoso alter-ego para Connors, o Lagarto.

Capitão George Stacy | Denis Leary

Destemido policial por quase 20 anos, o capitão George Stacy é o rosto da Polícia da Cidade de Nova York, e o responsável por investigar e capturar o misterioso vigilante conhecido como Homem-Aranha. Sua maior preocupação, no entanto, é com sua filha Gwen Stacy.

Alguns filmes do Homem-Aranha que nunca viram a luz do dia:

Sam Raimi’s Spider-Man 4

A Sony não estava satisfeita com o filme que Sam Raimi planejava dirigir (e nem o próprio diretor, já que o roteiro passava por inúmeras revisões) e não confiava na escolha do vilão: o Abutre. John Malkovich já havia sido contratado (seria interessante vê-lo sair voando pela cidade de Nova York) e alguns rumores até apostavam em Anne Hathaway como a Gata Negra (ironicamente, logo depois ela saiu pra fazer a Mulher-Gato no novo Batman). Não gosto muito do Abutre, mas o estúdio precipitou-se ao tirar o filme da tomada.

James Cameron’s Spider-Man

Um dos primeiros nomes linkados a um filme do Homem-Aranha, James Cameron chegou a escrever um rascunho de roteiro (que você pode ler aqui) para uma trama de origem que trazia o herói enfrentando o Electro e o Homem-Areia. O tratamento de Cameron era bem diferente do que vimos na trilogia de Raimi: apresentava linguagem um tanto pesada e até uma cena de sexo entre o Aranha e Mary Jane, mas um elemento que permaneceu foi a ideia dos lançadores de teia orgânica (nos quadrinhos, o herói usa um material). O filme de Cameron nunca deu certo devido a problemas financeiros e legais.

David Fincher’s Spider-Man

Isso mesmo, em 1999 um dos diretores mais inteligentes e talentosos da atualidade chegou perto de dirigir um filme do Cabeça-de-Teia. Sua versão, obviamente, seria sombria e diferente da trilogia de Raimi, contando com a morte de Gwen Stacy – pelas mãos do Duende Verde – logo na cena inicial. Então, uma sequência de créditos de abertura introduziria a origem do herói e a morte de seu tio, para depois começar com Peter e Gwen se conhecendo. Nas palavras do diretor, “não seria um filme sobre adolescência, e sim sobre um cara aceitando o fato de que é uma aberração”. Eu sei, também fiquei louco de curiosidade…

Uma análise rápida sobre os três filmes dirigidos por Sam Raimi:

Homem-Aranha (2002)

Com um elenco pouco popular para sua época de lançamento, o filme de Sam Raimi foi uma grande (e satisfatória) surpresa. Homem-Aranha traz uma combinação de humor, aventura e romance que agradou tanto os fãs de quadrinhos quanto aos não-adeptos (como este que vos escreve), apresentando ótimas cenas de ação e um talentoso Tobey Maguire.

Homem-Aranha 2 (2004)

Seguindo a tradição da sequência “maior e melhor”, o que mais surpreende em Homem-Aranha 2 não são os impressionantes efeitos visuais, as espetaculares cenas de luta (que incluem um memorável combate em um trem elevado) ou o vilão Dr. Octopus, e sim a força e emoção que seu roteiro traz. O texto aqui aborda como a responsabilidade de ser um herói afeta a vida pessoal de Peter Parker, e o faz com tamanha dedicação que nos esquecemos que estejamos tratando de um personagem colorido que escala paredes. Uma das melhores adaptações de quadrinhos de todos os tempos.

Homem-Aranha 3 (2007)

Tendo a função de superar seu impecável antecessor, não é surpresa que Homem-Aranha 3 seja o mais fraco da trilogia. Mesmo que traga uma sedutora trama de lado sombrio e as melhores cenas de ação dos três flmes, o excesso de vilões e linhas narrativas (Sam Raimi tentou ser grande demais) torna a experiência mais cansativa e difícil de acompanhar, já que os (bons) personagens não têm o desenvolvimento que merecem. A trama do uniforme negro e Venom é uma das melhores que o Aranha já teve, e certamente merece melhor do que um Tobey Maguire emo rebolando na rua.

Cinco momentos inesquecíveis da trilogia dirigida por Sam Raimi:

O beijo

Transformou uma icônica cena dos quadrinhos em um dos beijos mais românticos do cinema.

Ataque no Hospital

Raimi abraça seu passado Evil Dead em uma sequência tensa e inventiva.

Luta no trem

Uma das melhores cenas de ação do cinema recente. E ainda aperta a garganta em seu emocionante desfecho.

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O Novo Duende Verde

Em uma sequência que voa pelos prédios de Nova York com uso pesado de CG, encontramos o primeiro novo inimigo do herói.

A Transformação de Venom

Com planos criativos e uma execução assustadora, apresenta a reviravolta mais esperada do filme.

Menção honrosa: Créditos de abertura de Homem-Aranha 2

Os belíssimos desenhos de Alex Ross e a magistral trilha de Danny Elfman nos relembram os principais momentos do primeiro filme, preparando terreno para o segundo.

Uma breve olhada nos uniformes que acompanharam o Homem-Aranha no cinema.

Raimi I

Por James Acheson

Raimi II

Por James Acheson

Raimi III

Por James Acheson

Webb I

Por Kym Barrett

Aqui, 5 dos meus vilões preferidos do Homem-Aranha, que gostaria de ver em futuras sequências:

Scorpion

Contratado por J. J. Jameson (o editor do Clarim Diário) para capturar o Homem-Aranha e prová-lo como um criminoso, o investigador Mac Gargan submete-se a uma experiência de mutação animal que lhe garante uma fisionomia com longa cauda e instintos ferozes: nasce o Scorpion. Se desenvolvido bem e aplicado um visual mais tridimensional, resultaria em uma boa pancadaria com o herói além de reforçar a ideia de “caçada ao Homem-Aranha”.

Mysterio

Especialista em efeitos visuais de Hollywood, o ilusionista Quentin Beck é demitido e resolve se vingar adotando a identidade de Mysterio. Certamente daria um incrível espetáculo visual na tela, assim como um tom psicótico e perturbador (poderiam haver questionamentos sobre o que é realidade, o que é ilusão). Seria um filmão! Para o intérprete, pensaria em David Tennant (que mandou bem no remake de A Hora do Espanto).

Shocker

Ladrão de cofres que desenvolve uma arma tecnológica poderosa para auxiliar em seus crimes: pulsos elétricos. Tem um dos trajes mais interessantes (Shocker só o utiliza para proteção) de todos os vilões do personagem, e mostra-se um desafio letal com o uso da eletricidade – sei que temos o Electro, mas odeio o personagem. Já que o vilão fica o tempo todo por trás de uma máscara, não seria preciso muita procura pelo intérprete.

Kraven, o Caçador

Um dos mais inteligentes e mortais oponentes do Homem-Aranha nos quadrinhos, Kraven é mestre em inúmeras lutas e um caçador nato, tendo derrotado o herói em uma determinada história. Seria uma ótima escolha (mais uma vez, considerando que a polícia considera o Aranha um criminoso fugitivo), mas o visual do personagem deverá ser modernizado para funcionar. O papel merece ser de Jeffrey Dean Morgan (o Comediante de Watchmen – O Filme) ou Gerard Butler (300).

Venom

Já o vimos em Homem-Aranha 3, mas o filme é tão sobrecarregado de personagens que o vilão linguarudo acaba ficando em terceiro plano. Venom é um dos melhores oponentes do herói, e merece ser retratado de forma mais grandiosa (parece que seu filme-solo está em andamento). E roteiristas, vamos brincar com as oportunidades! O simbiote alienígena não precisa ter apenas Eddie Brock como hospedeiro, imaginem como ficariam as “versões Venom” dos quatro vilões acima…

Bem, o especial fica por aqui. Espero que tenham gostado e aguardem pela crítica do filme.