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| O Jogo da Imitação | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

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Benedict Cumberbatch é Alan Turing

Ainda que o que esteja em primeiro plano em um grande acontecimento receba o grande mérito e reconhecimento, sempre me interessei pelos eventos que aconteciam por detrás das cortinas, nos bastidores. O Jogo da Imitação se dedica a explorar os esforços de um time de matemáticos que lutavam uma vertente diferente da guerra, mas igualmente importante.

A trama se dedica a contar a história de Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático brilhante que é selecionado para ajudar os Aliados a quebrar um código nazista indecifrável que pode lhes garantir a vitória da Segunda Guerra Mundial. A narrativa se divide para contar esse episódio, assim como sua adolescência e sua condenação por ser homossexual, em 1951.

É uma ótima e importante história, especialmente levando em consideração o legado que Turing nos deixa. Computadores, smartphones e outras máquinas do tipo não existirião tão cedo sem seus experimentos inovadores, usados aqui em uma guerra aparentemente inofensiva; travada dentro de galpões e escritórios, mas que o filme do norueguês Morten Tyldum (do divertidíssimo Headhunters) retrata como crucial, contando com um vasto trabalho de recriação de época e composições de Alexandre Desplat que incitem a genialidade e o suspense.

O roteiro de Graham Moore oferece excelentes diálogos que conseguem explorar a urgência da guerra, o humor e a psique de Turing, desde sua arrogância inadvertida até seus raros momentos de sensibilidade. É uma pena que Moore aposte tanto em fórmula na maior parte do filme, promovendo uma narrativa que entretém, mas que pouco inova ou provoca – a exceção é quando o grupo decifra o tal enigma pela primeira vez, mas questiona se seria a decisão mais sábia usar as informações obtidas, mesmo que estas possam salvar inúmeras vidas. Estruturalmente, o filme perde força ao quebrar a narrativa principal para os flashbacks e flashfowards, especialmente por gastar tempo em informações que já havíamos recebido (a investigação do policial de Rory Kinnear, por exemplo, poderia ser facilmente encurtada a fim de evitar repetições e falsos mistérios).

Porém, temos um grande elenco para povoar a história. Benedict Cumberbatch brilha nesta que é a melhor performance de sua carreira, compondo um Turing ambíguo e arrogante, utilizando-se de diversas nuances e acertadamente flertando com o caricato – sem cair inteiramente nessa armadilha. Keira Knightley também está adoravelmente carismática como a brilhante Joan Clarke, e o texto de Moore cria uma relação interessante e moderna (ainda que se passa na década de 40) entre os dois. De elenco coadjuvante, Mark Strong, Matthew Goode e Charles Dance (reprisando seu papel autoritário de Game of Thrones) fecham bem o pacote.

O Jogo da Imitação é um bom filme, mas que não vai muito além da fórmula do biopic esperado de uma temporada de prêmios, pouco arriscando-se. Traz um roteiro eficiente, atuações impecáveis e um grande respeito pelo trabalho de Alan Turing, ainda que não seja uma obra excepcional como a obra de seu biografado.

Obs: Publicado após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 22 de Janeiro de 2015.

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Novo trailer de KINGSMAN: O SERVIÇO SECRETO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Fiquei muito decepcionado quando Kingsman: O Serviço Secreto teve sua estreia adiada para 2015, já que é um projeto promissor de um cineasta que se revela cada vez mais talentoso. E o novo trailer, que traz Colin Firth chutando bundas e Samuel L. Jackson sendo Samuel L. Jackson é mais um indício de que vem coisa boa por aí. Confira:

 

O filme é dirigido por Matthew Vaughn, de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe. O elenco traz ainda Michael Caine, Mark Hamill e Mark Strong.

Kingsman: O Serviço Secreto estreia em 13 de Fevereiro nos EUA.

Primeiro pôster e trailer de KINGSMAN: THE SECRET SERVICE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Você pode não ter ouvido falar ainda, mas é melhor ficar de olho. Depois de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe, o cineasta Matthew Vaughn prepara Kingsman: The Secret Service, adaptação dos quadrinhos de Mark Millar (o mesmo de Kick-Ass e O Procurado) que envolve um jovem rebelde sendo treinado por seu tio para ser um espião. Ah, e a história se passa na Inglaterra.

James Bond feelings? Vaughn já havia brincado com o conceito com seu Magneto no prequel dos X-Men, e tudo indica que teremos mais um divertidíssimo filme aqui. Confira o primeiro pôster:

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O elenco traz ainda Colin Firth, Michael Cane, Mark Strong Adele e Samuel L. Jackson.

Kingsman: The Secret Service estreia em 17 de Outubro no Reino Unido.

ATUALIZAÇÃO: Agora com o primeiro trailer:

| O Espião que Sabia Demais | O Labiríntico mundo real da espionagem

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , on 7 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento

 


O Tom Hardy trouxe essa mesa de lembrança do set de A Origem

A paranóia da Guerra Fria praticamente inaugurou um novo gênero no cinema, deixando sua marca na indústria com inúmeros thrillers de espionagens e agentes secretos. Quando todos achavam que “o mundo estava salvo” após dezenas de filmes de James Bond e cia, e nada mais valeria a pena ser introduzido ao tema, Tomas Alfredson entrega sua labiríntica versão para o livro de John Le Carré.

Ambientada no período citado, a trama sugere que um espião russo esteja infiltrado no alto serviço de inteligência britânica (o Circo) e cabe ao aposentado George Smiley (Gary Oldman) investigar e descobrir o culpado diante de uma grande variedade de suspeitos.

Tendo impressionado públicos universalmente com seu sombrio Deixa ela Entrar, o diretor sueco Tomas Alfredson continua se mostrando um talentoso contador de histórias em seu primeiro filme de língua inglesa. O clima de paranóia e vigilância combinam-se magistralmente com o estilo frio e silencioso do cineasta (características que ele mostrou total controle em seu filme anterior), que usa de inúmeros planos elegantes e cenas que exibem apenas imagens sugestivas (um aceno de mão, um olhar),  requerindo a interpretação e inteligência do espectador a cada minuto.

Alfredson é um mestre na composição de uma cena. Com o auxílio do eficiente diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema, seus planos e enquadramentos são sofisticados e inventivos (como aquele em que traz o ótimo Benedict Cumberbatch sendo revelado pela porta de um elevador ou a discussão a frente de uma pista de pouso) e traduzem visualmente o intrincado roteiro de Bridget O’Connor e Peter Straughan, que apresenta complexas linhas narrativas que misturam-se de forma sinuosa – alternando de personagens, eventos e datas – e ficam ainda melhores com a charmosa trilha sonora de Alberto Iglesias. O Espião que Sabia Demais fornece as peças do quebra-cabeça e, mesmo sabendo a imagem que queremos formar, o longa nunca facilita o trabalho de tentar encaixar seus componentes.

E o encarregado de solucionar o enigma é o espião George Smiley, vivido brilhantemente por Gary Oldman naquele que é uma das performances mais delicadas de sua carreira. Mas nem por isso fica mais claro a direção que a trama segue, já que Oldman traça Smiley quase como outro enigma; suas intenções nem sempre são claras, mas sua expressão facial diz tudo, dispensando diálogos na maioria das cenas em que este aparece. Ainda assim, ator é apenas a cereja no topo do bolo, já que temos aqui um elenco majestoso e bem entrosado que conta com Tom Hardy, Mark Strong, Colin Firth, John Hurt, entre outros, todos excelentes em seus respectivos papéis; que contrastam entre motivos para apreciá-los e para colocá-los na lista de suspeitos com a mesma intensidade.

Desenrolando-se de maneira calma e silenciosa (admito que em alguns momentos, até devagar demais), O Espião que Sabia Demais é um inteligente thriller que dispensa perseguições de carro e gadgets de última geração para se concentrar no frio e real mundo da espionagem. E quando chegamos ao inebriante uso da canção “La Mer” de Julio Iglesias em sua conclusão, perecebe-se que o diretor Tomas Alfredson tinha o controle de seu quebra-cabeças desde o início.

Obs: Esta crítica foi publicada após a pré-estreia do filme em SP, no dia 6 de Janeiro.

| Lanterna Verde | Estabelecendo mais um universo

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2011, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 20 de agosto de 2011 by Lucas Nascimento

 


Realmente, essa máscara esconde bem o rosto de Ryan Reynolds…

Num ano repleto de filmes de super-herói, Lanterna Verde era o que certamente trazia mais trabalho em sua composição. Não só pela complexidade com efeitos visuais, mas pela tarefa de introduzir um universo completamente novo e expandido para o cinema. O filme até que cumpre bem o seu papel nesses termos, mas deixa o cuidado com o roteiro de lado.

Contando a origem do super-herói da DC, a trama gira em torno do piloto de caças Hal Jordan (Ryan Reynolds), que é escolhido por um anel mágico para se tornar parte de uma polícia intergaláctica conhecida como Tropa dos Lanternas Verde. A ameaça da vez é uma entidade monstruosa conhecida como Parallax.

Em primeiro lugar, Lanterna Verde é lindo. A fotografia (repleta de iluminação cor verde, claro), a direção de arte criativa e os bem utilizados efeitos visuais (o uniforme do Lanterna Verde é show) impressionam e conferem ao filme um verdadeiro deleite visual. Bacana, mas mesmo que a embalagem esteja bem enfeitada, o que realmente importa é o que vem dentro e os produtores não forneceram o a mesma dedicação à trama do filme.

Terrivelmente mal escrito a oito mãos, o roteiro faz um péssimo trabalho no desenvolvimento de personagens. Hal Jordan é um preguiçoso, desleixado e irresponsável e – após a chegada dos poderes do Lanterna Verde – muda completamente e assume a postura heróica. Já é o segundo filme do ano que apresenta exatamente o mesmo problema (isso mesmo, Thor), a mudança de espírito mais uma vez é preguiçosamente mal executada e mesmo que Ryan Reynolds consiga exibir certo carisma e teor cômico, não tem a seriedade de um super-herói.

Um bom fator é o vilão Hector Hammond, vivido com talento por Peter Saarsgard. Interpretando um biólogo que entra em contato com um espécime alienígena, ele possui uma trajetória muito mais interessante do que a de Jordan; até o diretor Martin Campbell parece se dedicar mais nas cenas de transformações do personagem (completadas com uma excelente maquiagem), mas o roteiro peca ao lhe oferecer um papel ridículo no terceiro ato. Quem se destaca também é Mark Strong, que finalmente troca o papel de vilão pelo do instrutor Sinestro.

Mas a melhor coisa em Lanterna Verde é mesmo a diversão. Mesmo que defeituosa, a trama está centrada no personagem e não em um grupo maior, como faz a Marvel em sua maldita Iniciativa aos Vingadores, o que faz lembrar (vagamente) ao Homem-Aranha de Sam Raimi. Possui boas cenas de ação e um clímax mediano, não extendendo-se mais do que o necessário e oferecendo um interessante gancho para uma vindoura continuação.

O que podemos tirar desse Lanterna Verde é uma boa diversão e que o universo do personagem agora está estabelecido de forma clara no cinema. A continuação pode focar-se mais no personagem e tem tudo para funcionar.

Chutando bundas | Especial KICK-ASS: QUEBRANDO TUDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

 

Finalmente Kick-Ass: Quebrando Tudo chegou no Brasil. O filme chutou bundas e foi aclamado pela maioria dos críticos lá fora, será que aqui ele também será um sucesso? Fará mais dinheiro nas bilheterias? Acompanhe o especial e descobriremos…

O Quadrinho

Criado por Mark Millar e ilustrado por John Romita Jr., a série de 8 partes sobre o adolescente nerd que resolve se fantasiar de herói talvez seja uma das histórias em quadrinhos mais divertidas que há. Sim, temos muita violência, sangue, palavrões, drogas e uma garotinha de 11 anos matando todo mundo; mas não há como esconder o fato de que seja uma leitura prazerosa.

Millar baseou-se em um momento de sua vida quando ele e seus amigos leram Batman: Ano Um de Frank Miller e ficaram obcecados com o desejo de se tornar um super-herói. De acordo com ele, Kick-Ass mostra o que aconteceria se ele e seus colegas não tivessem criado bom-senso.

Processo de Filmagem

O diretor Matthew Vaughn teve um pequeno problema para filmar a adaptação dos quadrinhos de Mark Millar: o filme não tinha um estúdio. Os grandes estúdios duvidavam do sucesso de uma adaptação tão violenta de super-heróis, o que levou o diretor a pagar todos os gastos do filme com dinheiro do próprio bolso, mas isso lhe deu a liberdade para fazer o filme do jeito que imaginou; sem ter que se preocupar com censura alta.

As filmagens ocorreram em Toronto, Ontario, Londres e Nova York; de 2008 a 2009. Detalhe: A HQ ainda não estava pronta quando o filme começou a ser produzido; Mark Millar e o diretor trabalharam juntos tanto no filme quanto no quadrinho.

Após exibir as primeiras cenas completas do filme na Comic-Con em San Diego, a reação foi arrasadora, e a Universal, Fox e a Lionsgate entraram em conflito pelos direitos do filme. A Lionsgate saiu vitoriosa.

Personagens Principais

Kick-Ass/ Dave Lizewski (Aaron Johnson)

Fascinado por gibis e filmes de super-heróis, o estudante ignorado por garotas e com uma vida infeliz, Dave Lizewski resolve se tornar um super-herói, adotando o nome Kick-Ass, uma roupa de mergulho modificada, dois bastões pintados e uma página no Myspace que usa para receber pedidos de ajuda. É esfaqueado e atropelado em sua primeira tentativa e na segunda, vira fenômeno da internet. Faz dupla com outros vigilantes, como Red Mist, Hit-Girl e Big Daddy.

 Frase Memorável: “Sem poderes, não há responsabilidades.”

Hit-Girl/Mindy Macready (Chloë Grace Moretz)

A jovem Mindy Macready possui apenas 11 anos de idade, mas já é uma verdadeira máquina de matar, especialista em armas de fogo, combate corpo a corpo, acrobacias, facas e espadas. Foi treinada pelo pai, Damon Macready, que assumiu o codinome de Big Daddy, enquanto ela adotou Hit-Girl. Juntos, procuram derrubar um perigoso mafioso e seu imperio de tráfico, procurando ajuda de Kick-Ass e Red Mist. 

 

Frase Memorável: Muito bem cuzões, vamos ver o que fazem agora.”

Big Daddy/Damon Macready (Nicolas Cage)

Pai de Hit-Girl, antes de se tornarem vigilantes, ele era um policial aposentado que, após o assassinato de sua esposa, passou a treinar sua filha para ser mortal e perigosa como ele. Com o aparecimento de Kick-Ass, os dois se inspiram e se tornam vigilantes violentos, com o objetivo de derrubar o mafioso Frank D’Amico. Big Daddy usa como arma seus punhos, facas e armas de fogo.

 Frase Memorável: “Ele deveria é se chamar ‘Pé-na-bunda´” 

Red Mist/Chris D´Amico (Christopher Mintz-Plasse)

Influenciado pelo aparecimento de Kick-Ass, o jovem Chris D´Amico, filho do mafioso Frank D’Amico, tornou-se Red Mist. Quando apareceu, desviou toda a atenção de Kick-Ass, o que fez com que os dois se encontrassem e formassem uma parceria. Seu real objetivo é atrair Kick-Ass para uma armadilha formada por seu pai.

Frase Memorável: “Estarei combatendo o crime 25 horas por dia, 8 dias da semana.”

Frank D´Amico (Mark Strong)

 

Principal bandido da trama, Frank D’Amico é um mafioso que comanda uma das principais redes de tráfico de drogas da cidade. Com o aparecimento de Kick-Ass e os outros vigilantes, Frank vê seu imperio ameaçado; principalmente por Big-Daddy, e não medirá esforços para acabar com a onda de super-heróis.

Frase Memorável: Deve ter sido o cara que parece o Batman.”

 

Quadrinho Vs. Filme

Antes de analisarmos o visual dos personagens, falemos sobre a história. Li apenas as 7 primeiras edições da minissérie, mas já da pra notar algumas diferenças. A predominante, talvez seja o clima de humor que os trailers sugerem. Sim, há humor no quadrinho, mas não é o mesmo clima divertido que o filme promete.

 

Algumas cenas também foram inventadas, como a de Kick-Ass brincando em frente ao espelho. Tudo inserido, claro, para que o filme ganhe mais humor negro, mas a mensagem (sim, há uma mensagem no meio da carnificina) continua a mesma (ao menos eu espero): a influência da mídia e geração da internet.

Agora, vamos dar uma olhada no visual dos personagens, que estão bem diferentes da série de papel:

Kick-Ass

Visual: Sim, Kick-Ass ganhou uma versão em carne e osso fidelíssima, mantendo as mesmas cores e acessórios. A única diferença, é que na versão dos quadrinhos, a máscara do herói não possui um buraco para a boca, como podemos ver na versão do filme. Mas fora isso, é Kick-Ass ganhando vida. Por trás da máscara, porém, Dave Lizewski é bem diferente da versão cinematográfica.

Psicológica: Dave Lizewski está caracterizado no filme como um nerd mais bobão e divertido do que o pessimista protagonista dos quadrinhos, que era bem mais sério, mas com senso de humor.

Hit-Girl

Física: Bem, aqui temos algumas diferenças. A Hit-Girl dos quadrinhos não possui a peruca rosa nem o vestido xadrez da versão cinematográfica. O tom de cor também mudou, assim como o cadeado que a personagem usa no uniforme dos quadrinhos (no filme é uma granada) mas de resto, podemos dizer que Hit-Girl está bem adaptada.

Psicológica: Fidelíssimo. Moretz capturou com perfeição a persona de Mindy Macready.

Big Daddy

Física: Fato: O Big Daddy dos quadrinhos não tem nada a ver com o do filme. A versão de Nicolas Cage usa uma roupa que lembra muito o Batman e o Magneto dos X-Men, enquanto o dos quadrinhos simplesmente usa um casaco de couro e um máscara de pano. Prefiro o do filme, realmente.

Psicológica: O Damon Macready de Nicolas Cage está bem mais excêntrico e engraçado do que o do quadrinho, que é muito mais sério. Isso, mais uma vez, é para acrescentar um pouco de humor negro ao filme.

Red Mist

Física: Red Mist também está bem diferente. Primeiro porque Christopher “Mclovin” Mintz-Plasse não se assemelha com o personagem ( nos quadrinhos ele aparenta ser mais velho) e até mesmo o nome foi mudado. Sobre o visual, o do filme parece com uma roupa de piloto de corrida, adicionando a cor preta ao uniforme, o símbolo no peito, a máscara e o cabelo espetado. Mais uma vez, prefiro a versão do filme.

Psicológica: a cara de nerd bobão de Christopher Mintz-Plasse define o perfil de Red Mist no filme. O do quadrinho é mais misterioso, mas ainda sim é nerd.

 

Guarda-Roupa improvisado

É evidente que o uniforme de Kick-Ass é bem improvisado e tosco, assim como foram as primeiras roupas de grandes super-heróis do cinema. Vamos relembrá-las?

Homem Aranha

Criado como uma fantasia de luta livre, Peter Parker usa uma roupa ridícula que inclue um par de tênis e calça colant. É sem dúvida a grande inspiração de Kick-Ass. Antes de ser Homem-Aranha, ele era o temível “Aranha-Humana”.

Batman

Ainda aprimorando o uniforme definitivo de Batman, Bruce Wayne usa uma roupa bem improvisada, que inclue uma máscara de ladrão, armadura a prova de balas e o cinto, mas sem a capa.

Homem-de-Ferro

O primeiro traje de Tony Stark foi construído em uma caverna com pedaços de metal e sucata, mas ainda assim é uma invenção letal que o ajudou a fugir de seu cativeiro. Possui lança-chamas, força absurda, é a prova de balas e pode voar. Nada mal para uma primeira armadura… 

Comediante

Quando fazia parte dos Homens-Minuto, o sociopata Eddie Blake usava um traje bem tosco (assim como todos do grupo) de cor amarela berrante e com direito a um cinto com o smiley. Um acidente na guerra o fez mudar de uniforme, adotando o de couro preto mais conhecido.

Sweet Ride: Super-heróis não precisam andar a pé

Alguns dos melhores veículos de super-heróis do cinema!

Bat-Pod

O módulo de escape do Tumbler, o Bat-Móvel, é ainda melhor e mais radical que o veículo original. Possui dois canhões, arpões e pode correr a velocidades altíssimas. O Bat-Móvel é bacana, mas a Bat-Pod é f***, sem dúvida o melhor veículo do Homem-Morcego.

Fantastic Car

Mais uma das invenções de Reed Richards, o Fantasticar é um veículo voador da Dodge, utilizado para ajudar o Surfista Prateado em sua missão. Além de ser veloz o suficiente para voar até a China, ele pode se dividir em três partes.

Audi R8

Tony Stark já tem uma armadura que voa e dispara raios, então seu carro não precisa de nenhum tipo de armamento, só uma velocidade de 301 km/h, para atrair atenção e chegar com estilo em festas e eventos. O belo Audi R8 é de cair o queixo.

Mist-Móvel

 

Ford Mustang do filme Kick-Ass, o radical carro pertence à Red Mist. Entre suas funções, estão navegação via satélite, iluminação interna, motor de 620 cavalos, câmeras de ponto de vista diferentes e uma bomba de fumaça (A Névoa). Belo carro.

Nave-Coruja

Veículo flutuante que pertence ao herói Coruja em Watchmen. Possui lança-chamas, metralhadoras, fumaças, é invisível a radar e pode voar a velocidades impressionantes. É bem estilosa, elegante e foi palco de uma “caliente” cena entre a voluptuosa Espectral e o herói.

Super-Som: Músicas memoráveis

A trilha sonora de Kick-Ass já está a solta pelo Youtube, e conferindo algumas faixas, não pude notar de perceber as divertidas homenagens a outros super-heróis. Com isso mente, vejamos algumas músicas que tornaram os super-heróis memoráveis:

Tema de Superman – John Williams

Não á nada dizer. Não há ser humano que nunca tenha ouvido a clássica música do Superman de 78. Nostalgia…

 

Batman – Danny Elfman

A trilha dos filmes de Chris Nolan são bem mais sombrias e melhores construídas, mas sem dúvida; o tema de Elfman é sensacional.

Tema de Homem-Aranha – Danny Elfman

E mais uma vez Elfman… Toda vez que algum filme do cabeça-de-teia vai começar, os créditos começam a correr e começa essa música arrepiante, provocando no início e empolgando ao decorrer do tempo.

Iron Man – Black Sabbath

Pode até não ser a “trilha oficial” do filme, mas é impossível pensar no herói de armadura e não lembrar do bom rock de Ozzy Osbourne.

Menção Honrosa: Why So Serious? – Hans Zimmer

Eu sei que é um espaço para trilhas de heróis, mas a trilha do Coringa composta pelo talentoso Zimmer é inesquecível, o som da anarquia.

Balls to the Wall

  Red Mist ganhará mais destaque na sequência

A continuação de Kick-Ass nos quadrinhos e no cinema já está confirmada. Mark Millar anunciou que o título será Balls to the Wall e que, além de introduzir novos personagens, seria muito mais pesada e sombria do que o original.

SPOILERS O que Mark Millar reserva para o futuro? (selecione o texto se quiser saber) Kick-Ass tendo sua identidade secreta exposta, mais informações sobre a personagem de Hit-Girl, que tentará levar uma vida normal (no melhor estilo Marcas da Violência) e muitos vilões, com destaque para Red Mist, que será um supervilão (diz o boato que seu nome será “Motherfucker”.).  

Millar já está escrevendo o texto, e o lançamento deve ocorrer em Setembro.

Vídeo Comemorativo

Uma pequena montagem que fiz há alguns meses atrás, usando cenas do filme e a música “Hero” de Nickelback. Aproveitem:

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas aguardem pela crítica na Quinta Feira!