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GLOBO DE OURO 2014: Transmissão ao Vivo

Posted in Transmissão ao Vivo with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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23h – Vamos começar! Tina Fey e Amy Poehler no palco.

23:02 – Gosto das duas, mas ainda sinto falta de Ricky Gervais…

23:05 – Já valeu por ver a Elaine Benes com o cigarro eletrônico.

23:08 – Sempre curto as piadinhas sobre os filmes antes da premiação.

23:09 – Mas vamos logo, vai.

23:10 – Agora vai, Sandra Bullock e Tom Hanks sobem ao palco.

23:11 – Melhor Atriz Coadjuvante será a primeira categoria!

23:12 – Jennifer Lawrence vence por Trapaça.

23:12 – Muito empolgado para ver Trapaça. E Jennifer Lawrence dá mais um passo para a dominação mundial.

23:13 – Channing Tatum e Mila Kunis, de O Destino de Júpiter, para apresentar Melhor Atriz Coadjuvante em Série, Minissérie ou Telefilme.

23:14 – E deu Jacqueline Bisset por Dancing on the Edge.

23:15 – Confesso que nunca tinha ouvido falar de Dancing on the Edge.

23:17 – Zzzzzzz

23:18 – E já vamos para o primeiro comercial.

23:21 – E voltamos, com Naomi Watts e Mark Ruffalo para apresentar Melhor Minissérie ou Telefilme.

23:23 – E Behind the Candelabra é o vencedor. O filme de Steven Soderbergh já colecionou não sei quantos prêmios por aí.

23:25 – Agora, indicados a Melhor Atriz em Telefilme ou Minissérie.

23:25 – Elizabeth Moss, por Top of the Lake.

23:27 – A presença de Moss me faz lembrar de que preciso começar a ver Mad Men. Quem sabe este ano?

23:28 – Matt Damon sobe para apresentar Capitão Phillips.

23:29 – Eu gosto pra CARAMBA de Capitão Phillips.

23:29 – Brake.

23:33 – Voltamos, com mais Tina e Amy.

23:35 – O presidente da HFPA no palco. É a cara do Kenneth Branagh, caramba!

23:35 – Jonah Hill e Margot Robbie (gata) sobem ao palco. Probleminhas técnicos, mas agora deu certo.

23:36 – E vão, claro, apresentar O Lobo de Wall Street. Filmaço.

23:37 – Agora sim. Aaron Eckhart e Paula Patton vão apresentar Melhor Ator em Série de Drama. Vai Cranston!

23:38 – Yeah bitch! Bryan Cranston vence por Breaking Bad.

23:40 – Cranston é sensacional. Sem mais.

23:41 – Tem mais! Agora é série de Drama.

23:42 – Breaking Bad é o vencedor. Merecidíssimo!

23:43 – Brake!

23:48 – Voltamos, com Steve Coogan e Philomena Lee (a que inspirou o filme Philomena) para apresentar… Bem, Philomena, claro.

23:49 – Agora os indicados a Melhor Trilha Sonora.

23:50 – O vencedor é Alex Ebert por Até o Fim. Surpresa, todos apostavam em Gravidade.

23:52 – Na sequência, Melhor Canção Original.

23:54 – “Ordinary Love” do U2, de Mandela. Não ouvi ainda, mas meu preferido nem está entre os indicados. “I See Fire”, de O Hobbit.

23:57 – Mais um intervalo. Até que tão rolando umas surpresas, hein…

00:01 – Voltamos, agora com Melhor Ator Coadjuvante em Série, Telefilme ou Minissérie.

00:02 – O vencedor é Jon Voight, por Ray Donovan.

00:05 – Olivia Wilde para apresentar Ela.

00:06 – Parece ótimo, demais.

00:06 – Robert Downey Jr. no palco para apresentar Melhor Atriz em Filme de Musical ou Comédia.

00:08 – E a vencedora é Amy Adams, por Trapaça.

00:09 – Trapaça já ta fazendo a rapa.

00:10 – Brake.

00:14 – Voltamos.

00:16 – Boa piada com paternidade. E agora, Melhor Atriz em Série de Drama.

00:17 – Robin Wright, pela excepcional House of Cards.

00:19 – Lá vem Jim Carrey (you’re alive!) para apresentar Trapaça. Teve até piada pro Shia LaBeouf, hehe.

00:20 – O grande Christoph Waltz chega para apresentar Melhor Ator Coadjuvante!

00:21 – E o vencedor é Jared Leto, por Clube de Compras Dallas.

00:23 – Mais brake.

00:27 – Voltamos e, WTF, Emma Thompson segurando os sapatos para apresentar Melhor Roteiro.

00:29 – O vencedor é Ela, de Spike Jonze.

00:31 – Laura Dern para apresentar Nebraska.

00:33 – Julie Bowen e Seth Meyers para apresentar Melhor Ator em Série de Comédia/Musical.

00:34 – Andy Samberg por Brooklin Nine-Nine

00:36 – Brake.

00:40 – Orlando Bloom e Zoe Saldana para apresentar Melhor Filme Estrangeiro.

00:41 – E o vencedor é A Grande Beleza.

00:43 – Melissa McCarthy e Jimmy Fallon apresentam Melhor Ator em Minissérie ou Telefilme.

00:45 – E mais um premio para Behind the Candelabra: Michael Douglas.

00:48 – Brake.

00:52 – Voltamos, com Chris Pine e Emma Watson para apresentar Melhor Animação.

00:53 – E o vencedor é Frozen: Uma Aventura Congelante.

00:54 – Colin Farrell para apresentar o aguardado Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum.

00:55 – Agora, Emilia Clarke e Chris O’Donnell apresentam Melhor Atriz em Série de Comédia.

00:56 – E a vencedora é a apresentadora (!) Amy Poehler, por Parks and Recreation.

00:58 – MAIS UM brake.

01:02 – Voltamos!

01:02 – Emma Stone (saudades) entra para entregar o prêmio Cecil B. DeMille para Woody Allen.

01:06 – Grande Woody. Como ele nunca aparece nessas coisas, Diane Keaton aceita o prêmio em seu lugar.

01:10 – Bela homenagem. Mais um brake.

01:15 – De volta mais uma vez, agora com Liam Neeson para apresentar Gravidade.

01:16 – Ben Affleck, o novo Batman, no palco para apresentar Melhor Diretor.

01:17 – E o vencedor é Alfonso Cuarón, por Gravidade. Merecidíssimo!

01:19 – É preciso reconhecer os diretores que inventam coisas novas para dirigir.

01:20 – Chris Evans e Uma Thurman para apresentar Melhor Série de Comédia.

01:21 – E o vencedor é Brooklin Nine-Nine.

01:23 Mais um brake.

01:26 – Jennifer Lawrence chega para apresentar Melhor Ator em Comédia/Musical.

01:27 – E o vencedor é Leonardo DiCaprio por O Lobo de Wall Street. Posso dormir tranquilo hoje.

01:29 – Reese Whiterspoon entra para apresentar 12 Anos de Escravidão.

01:31 – Mais um brake.

01:35 – Voltamos (calma que tá acabando), com Chris Hemsworth e Niki ‘fuckin’ Lauda para apresentar Rush.

01:36 – Adoro Rush também. Merecia mais destaque.

01:37 – Drew Barrymore vai apresentar Melhor Filme de Comédia/Musical.

01:38 – E o grande vencedor é Trapaça.

01:40 – Mais um brake. Só faltam mais 3 categorias!

01:44 – Voltamos, com Leonardo DiCaprio para apresentar Melhor Atriz em Drama.

01: 45 – Surpresa (sarcasmo), Cate Blanchett vence por Blue Jasmine. Merecidíssimo, claro.

01:47 – Blanchett é tipo o Daniel Day Lewis do ano.

01:48 – Jessica Chastain (ah, Jessica) vem entregar o prêmio de Melhor Ator em Drama.

01:49 – E o vencedor é Matthew McCoughney por Clube de Compras Dallas.

01:51 – Brake. Só falta Filme de Drama agora.

01:56 – Pela última vez, estamos de volta. Johnny Depp vai apresentar o prêmio final.

01:57 – E o vencedor é 12 Anos de Escravidão. E eu achando que ia sair de mãos vazias.

01:58 – Não vejo a hora de ver esse.

01:59 – E é isso, ficamos por aqui. Boa noite!

VENCEDORES (CINEMA) ->

MELHOR FILME – DRAMA

12 Anos de Escravidão

MELHOR FILME – MUSICAL OU COMÉDIA

Trapaça

MELHOR DIRETOR

Alfonso Cuarón | Gravidade

MELHOR ATOR – DRAMA

Matthew McCoughney | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATOR – MUSICAL OU COMÉDIA

Leonardo DiCaprio | O Lobo de Wall Street

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Cate Blanchett | Blue Jasmine

MELHOR ATRIZ – MUSICAL OU COMÉDIA

Amy Adams | Trapaça

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Jennifer Lawrence | Trapaça

MELHOR ROTEIRO

Ela

MELHOR ANIMAÇÃO

Frozen: Uma Aventura Congelante

MELHOR TRILHA SONORA

Até o Fim

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Ordinary Love” – U2 | Mandela

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

A Grande Beleza

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| O Lobo de Wall Street | Uma frenética tragédia grega de finanças

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

TheWolfofWallStreet
Leonardo DiCaprio é Jordan Belfort: Oscar é pleonasmo

Eu adoro Ilha do Medo. E acho A Invenção de Hugo Cabret um filme adorável. Mas é com O Lobo de Wall Street que Martin Scorsese tem a oportunidade de fazer (novamente) aquilo que faz como ninguém: histórias sobre sujeitos do outro lado da lei, almas sórdidas cuja conduta irreversível atropela todos os valores éticos, morais e até vidas humanas em sua trajetória brutal – e que, ainda com todas as características repelentes, certamente vão conquistar o público e fazê-lo (de certa forma) ficar ao seu lado, mesmo quando o fundo do poço transforma-se no desfecho inevitável.

A trama é inspirada na vida real de Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), um implacável corretor da bolsa de valores que rapidamente foi construindo sua reputação em Wall Street na década de 80. Sua estratégia rendeu milhões graças a sua série de mentiras a que submetia compradores de ações mais baratas, para depois iniciar uma grande empresa que se manteu sob mesmo modus operandi, visando agora os grandes investidores. O roteiro de Terence Winter aborda também sua vida pessoal e as complicações com o FBI que Belfort enfrentou.

Em muitos aspectos, O Lobo de Wall Street se assemelha muito a um dos melhores filmes da carreira de Martin Scorsese: Os Bons Companheiros. Não só pelo fato de termos duas histórias reais sobre sujeitos que ascenderam em suas carreiras ilegais (para depois, sucumbirem em suas próprias ambições estratosféricas), mas pela forma com que seu magistral diretor as contou. Scorsese utiliza de diversos recursos visuais fascinantes, seja a colagem de diversos vídeos promocionais dentro da história, narrações em off (e até uma curiosa “conversa telepática” entre dois personagens) seus famosos planos-sequência (aqui, rende a sequência mais intensa da projeção), a quebra da 4a parede para inteligentemente aproximar o espectador do protagonista (“Vocês não estão entendendo nada disso né? Resumindo, tudo isso era ilegal”, diz Belfort diretamente para a câmera após exemplificar diversos termos específicos da Economia) ou até mesmo alterações na razão de aspecto da tela. Muitos créditos também para a excepcional montadora Thelma Schoonmaker, que profere velocidade e um ritmo alucinado à projeção, mesmo com suas extensas 3 horas.

WolfStreet
A cena mais insana do ano

É de se impressionar também com a presença do humor (politicamente incorreto em sua mais pura forma, claro) presente aqui. Mais conhecido por seu trabalho em séries como Família Soprano e Boardwalk Empire, o roteirista Terence Winter tece diversos diálogos inteligentes e bem contextualizados na insanidade do mundo das ações de Wall Street. Seja no importantíssimo diálogo com o personagem de Mark Hanna (Matthew McCoughney, em participação breve mas memorável) ou no sutil duelo de segundas intenções travado por DiCaprio e o agente do FBI vivido por Kyle Chandler (que pelo visto, se contentou em fazer exatamente o mesmo papel em todos os seus trabalhos em Hollywood) em um barco, que vai ficando mais envolvente (e divertido) à medida em que os dois vão compreendendo suas intenções. Winter também aposta em diversas cenas que não escondem o vício em drogas e as luxuriosas orgias do protagonista  e mesmo que (diversas vezes) o efeito seja cômico, é impossível não ter a noção de que Jordan está cada vez mais próximo de sua autodestruição.

E então chegamos à performance central de Leonardo DiCaprio. Uma que, não fosse tão bem sucedida, resultaria na perda de identificação entre o filme e o espectador e eu aqui agradeço mais uma vez pela gloriosa parceria entre o ator e Scorsese. Na pele do irremediável Lobo, o intenso DiCaprio alcança aqui um dos trabalhos mais memoráveis de sua esforçada carreira, demonstrando incríveis habilidades como ator, dançarino e… ginasta – aguardem só pela cena em que DiCaprio e o colega Jonah Hill (que nem parece Jonah Hill, de tão perdido dentro de seu comicamente perturbado Donnie Azoff) sofrem os efeitos de uma droga rara; duvido que haverá cena mais insana do que esta em 2014. De tão bom que está, um (merecido) Oscar para DiCaprio seria um mero pleonasmo.

Com o mais inspirado uso de trilha sonora incidental em sua carreira em anos, O Lobo de Wall Street é uma frenética e implacável tragédia grega do mundo das finanças. Pode muito bem ser considerado o Bons Companheiros do gênero, mais uma fantástica adição para a carreira de Martin Scorsese. E mesmo que alguns tenham a equivocada visão de que o longa glorifica as ações repreensíveis de seu protagonista, basta observar com atenção a última tomada do filme (selecione para ler) – onde a câmera de Scorsese aponta para as reais vítimas da história.

Um trabalho de mestre. Obrigado, Scorsese. Obrigado, Leo.

Obs: O verdadeiro Jordan Belfort tem uma breve participação na última cena do filme.

Obs II: Esta crítica foi escrita após a pré-estreia do filme em São Paulo, em 11 de Janeiro.

English Version

Primeiro trailer de INTERSTELLAR, de Christopher Nolan

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

interstellar

E finalmente foi divulgado o primeiro teaser trailer de Interstellar, a misteriosa nova ficção científica de Christopher Nolan. A história é inspirada nas teorias de Kip Thorne sobre “buracos de minhoca” (wormholes) e passagens para outras dimensões. Já da pra imaginar uma escala épica nesse que promete ser um dos grandes lançamentos de 2014. Confira:

O filme conta com Matthew McCoughney, Anne Hathaway, Jessica Chastain e mais uma penca. Sem falar que temos Hans Zimmer na trilha sonora e câmeras IMAX…

Interstellar estreia nos mundialmente em 7 de Novembro de 2014.

SAG 2014: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 11 de dezembro de 2013 by Lucas Nascimento

sag

E o primeiro grande prêmio da temporada pré-Oscar divulga seus indicados hoje! Confira a lista do Screen Actors Guild of America:

MELHOR ELENCO

12 Anos de Escravidão

Álbum de Família

Clube de Compras Dallas

O Mordomo da Casa Branca

Trapaça

MELHOR ATOR

Bruce Dern | Nebraska

Chiwetel Ejiofor | 12 Anos de Escravidão

Tom Hanks | Capitão Phillips

Matthew McCoughney | Clube de Compras Dallas

Forest Whitaker | O Mordomo da Casa Branca

MELHOR ATRIZ

Cate Blanchett | Blue Jasmine

Sandra Bullock | Gravidade

Judi Dench | Philomena

Meryl Streep | Álbum de Família

Emma Thompson | Walt nos Bastidores de Mary Poppins

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Barkhad Abdi | Capitão Phillips

Daniel Brühl | Rush: No Limite da Emoção

Michael Fassbender | 12 Anos de Escravidão

James Gandolfini | À Procura do Amor

Jared Leto | Clube de Compras Dallas

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Jennifer Lawrence | Trapaça

Lupita Nyong’o | 12 Anos de Escravidão

Julia Roberts | Álbum de Família

June Squibb | Nebraska

Oprah Winfrey | O Mordomo da Casa Branca

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS

Até o Fim

O Grande Herói

Rush: No Limite da Emoção

Velozes & Furiosos 6

Wolverine – Imortal

Os vencedores serão anunciados em 18 de Janeiro.

Previsões para o OSCAR 2014

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

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Setembro é o mês em que eu paro e analiso as obras que têm mais chance de abocanhar indicações ao Oscar. Para a edição de 2014, certamente teremos muita coisa boa entre os indicados, se as críticas estrangeiras nos inúmeros festivais de cinema estiverem certas. Vejamos, em ordem alfabéica:

12 Years a Slave

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A Academia finalmente se deu conta da existência de Steve McQueen (o diretor)? Em seu drama que conta uma história real ambientada no período de escravidão dos EUA, McQueen reune-se com Michael Fassbender (parceria que deu certo em Hunger e Shame) e traz um elenco estelar neste que vem sido taxado como “o mais emocionante do ano”, após sua exibição nos Festivais de Telluride e Toronto. Depois de Lincoln e Django Livre fazerem barulho, 12 years a Slave promete destaque.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Chiwetel Ejiofor), Ator Coadjuvante (Michael Fassbender, Paul Dano), Roteiro Adaptado, Fotografia, Figurino, Montagem, Direção de Arte e Trilha Sonora.

Antes da Meia-Noite

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A cultuada trilogia romântica de Richard Linklater chega ao fim, e seria um crime que um dos melhores filmes de 2013 passasse batido. Mantendo a mesma qualidade dos antecessores, Antes da Meia-Noite traz uma exploração inédita do casal formado por Ethan Hawke e Julie Delpy e alguns dos melhores diálogos já vistos no gênero; sem falar que sua aprovação foi quase unânime nos EUA. Já aviso: Roteiro Adaptado não pode ir pra mais ninguém.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Ethan Hawke), Atriz (Julie Delpy), Roteiro Adaptado e Montagem

Blue Jasmine

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Depois do mediano Para Roma, com Amor, Woody Allen surge em boa forma com Blue Jasmine. O longa recebeu ótimas críticas nos EUA e a performance de Cate Blanchett, em especial, foi aplaudida. Acho possível que o nova-iorquino retorne à premiação, mas provavelmente com uma presença inferior à de Meia-Noite em Paris. Mas olha a cara de quem liga pra isso do Allen.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Atriz (Cate Blanchett) e Roteiro Original

Capitão Phillips

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Paul Greengrass promete um filme tenso e Tom Hanks, uma performance suada. A história real de Capitão Phillips traz o personagem de Hanks tendo seu navio sequestrado por um grupo de piratas da Somália, retratando sua luta pela sobrevivência em alto-mar. Mesmo que não hajam poucas, as críticas elogiam a qualidade das atuações.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Tom Hanks), Ator Coadjuvante (Barkhad Abdi), Montagem, Fotografia, Edição de Som e Mixagem de Som

Dallas Buyer’s Club

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Mais uma poderosa investida de Matthew McCoughney (incrivelmente magro) vem aí. Na história real ambientada em 1986, o ator interpreta um sujeito diagnosticado com HIV Positivo que luta contra os preconceitos de instituições farmacêuticas e busca tratamentos alternativos. A Academia adora esse tipo de drama, e o longa recebeu críticas favoráveis em Toronto.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Ator (Matthew McCoughney), Ator Coadjuvante (Jared Ledo) e Roteiro Original.

Gravidade

GRAVITY

Explodindo cabeças e maravilhando olhares desde sua estreia no Festival de Veneza, o ambicioso (e minimalista) filme de Alfonso Cuarón tem destaque em muitas listas cinéfilas de “mais esperados do ano”. A ficção científica que traz apenas George Clooney e Sandra Bullock no elenco foi extremamente bem recebida e certamente deve faturar diversas estatuetas nas categorias técnicas (fotografia de Emmanuel Lubezki em 3D, uau). Até o James Cameron veio falar que é “o melhor filme de espaço já feito”. Responsa, não?

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (George Clooney), Atriz (Sandra Bullock), Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Efeitos Visuais, Edição de Som e Mixagem de Som

Inside Llewyin Davis

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Irmãos Coen. Além desse argumento esmagador, o filme foi elogiadíssimo no Festival de Cannes e promete fazer muito barulho.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Jason Isaacs), Atriz (Carey Mulligan), Roteiro Original, Fotografia, Figurino, Maquiagem, Trilha Sonora e Canção Original.

Labor Day

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Jason Reitman passou batido das premiações com seu Jovens Adultos, mas parece que o talentoso diretor vai roubar destaque com seu Labor Day. O filme envolve uma mãe solteira depressiva que acolhe um fugitivo da lei, aprendendo sobre sua verdadeira história enquanto este a revela. Reitman manda bem, e o elenco parece excelente.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Atriz (Kate Winslet), Ator Coadjuvante (Josh Brolin), Roteiro Adaptado, Montagem.

The Monuments Men

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Este daqui grita Oscar desde o anúncio de sua produção. Vejamos, temos George Clooney na direção de um épico traz Matt Damon, Bill Murray, Jean Dujardin, John Goodman e Cate Blanchett protegendo obras de arte de nazistas em plena Segunda Guerra Mundial. Promete seguir a mesma linha “drama-humor” de Argo, e não podemos esperar pra ver o resultado.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (George Clooney), Ator Coadjuvante (Bill Murray, Jean Dujardin), Atriz Coadjuvante (Cate Blanchett), Roteiro Adaptado, Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Trilha Sonora, Edição de Som, Mixagem de Som.

Rush – No Limite da Emoção

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Ron Howard erra bastante, mas o cara sabe como fazer uma boa cinebiografia. Sua abordagem à rivalidade entre dois pilotos de corrida é uma virada inesperada em sua carreira, e o resultado parece ter agradado os críticos no Festival de Toronto.

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Daniel Bruhl), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Edição de Som e Mixagem de Som

Walt e Mary – Os Bastidores de Mary Poppins

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A tradução grotesca para Saving Mr. Banks permanece uma incógnita: ninguém assistiu ainda. No entanto, acredito que o filme de John Lee Hancock (de Um Sonho Possível) surpreenda com suas atuações protagonistas: Tom Hanks como Walt Disney e Emma Thompson como Pamela Lyndon Travers (a autora de Mary Poppins). Não acho que deva ir além disso.

Possíveis Indicações: Melhor Ator (Tom Hanks), Atriz (Emma Thompson), Figurino, Maquiagem e Direção de Arte.

The Wolf of Wall Street

THE WOLF OF WALL STREET

VOCÊS VIRAM AQUELE TRAILER? SCORSESE SURTADO + DICAPRIO SURTADÃO + SUJEIRAS DE WALL STREET. Agora, sério, The Wolf of Wall Street promete ser um filmaço. Aposto que Scorsese vai trazer à Wall Street a mesma abordagem que forneceu à máfia em Os Bons Companheiros. E será que agora o DiCaprio será lembrado?

Possíveis Indicações: Melhor Filme, Diretor, Ator (Leonardo DiCaprio), Ator Coadjuvante (Matthew McCoughney, Jonah Hill), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Trilha Sonora, Mixagem de Som.

Outras possíveis Indicações

Além da Escuridão – Star Trek – Efeitos Visuais, Maquiagem, Edição de Som e Mixagem de Som

Frances Ha – Melhor Atriz (Greta Gerwig) e Roteiro Original

O Grande Gatsby – Figurino, Direção de Arte e Efeitos Visuais

O Homem de Aço – Efeitos Visuais

Homem de Ferro 3 – Efeitos Visuais

Claro que ainda teremos muitas surpresas pelo caminho, mas pode apostar que muitos filmes aqui estarão na lista de indicados em Janeiro do ano que vem. Vamos aguardar.

| Killer Joe – Matador de Aluguel | Do repugnante ao absurdo, do absurdo ao riso

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , on 15 de março de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

KillerJoe
Matthew McCoughney é o matador Joe Cooper

Killer Joe – Matador de Aluguel é daqueles filmes que terminam deixando o espectador com uma curiosa reação. Comandando por William Friedkin (veterano diretor de Operação França e O Exorcista), o filme nos apresenta a um cenário povoado por figuras decadentes metidas em situações desagradáveis e perturbadoras. E o mais estranho? Pode provocar risadas.

Adaptada da peça de Tracy Letts (que também assina o roteiro da produção), a trama é centrada no plano do jovem Chris Smith (Emile Hirsch) com seu pai Ansel (Thomas Haden Church) para assassinar a própria mãe e, assim, botar as mãos em seu precioso seguro de vida a fim de acertar uma dívida com traficantes. Eis que a dupla contrata o policial/assassino Joe Cooper (Matthew McCoughney) para executar o serviço. Desnecessário dizer que a situação será vítima de inúmeras reviravoltas…

Ao terminar a leitura do parágrafo anterior, você deve estar se questionando como tais elementos de conspiração e homícidos dentro de uma família poderiam fazer rir. Não é a típica comédia de erros (como Fargo, por exemplo, filme que compartilha de uma premissa similar), aqui é muito provável que o espectador se encontrará rindo do absurdo, em sua forma mais imoral e repulsiva possível. Quando o persongem de Hirsch – procurando auxílio após ser brutalmente espancado por bandidos – arromba a porta da casa de seu pai, sendo inesperadamente atacado por um outro personagem completamente despido, apenas para que a figura comicamente monótona de Church reagir como: “Ah, vou voltar a dormir“. É uma ótima evidência do humor negro que rodeia a narrativa, sempre representado na forma de desvirtuamentos familiares.

A família Smith é tão decadente que oferece, sem grandes cerimônias, a irmã mais nova como caução (isso mesmo, C-A-U-Ç-Ã-O) para o assassino Joe; personagem dos mais complexos e insanos, que McCoughney retrata de maneira impecável. Da mesma forma, a Dottie vivida pela talentosa Juno Temple oferece camadas duvidosas em sua personalidade semi-autista (?) e mostra-se a única capaz de uma transformação: de mera moeda de troca e objeto sexual (e Friedkin aposta em diversas cenas que expõem o belo corpo da atriz), Dottie reivindica sua dignidade e respeito no terceiro ato mais bizarro dos últimos tempos. Você certamente já ouviu sobre, mas prepare-se para a cena da coxa de galinha frita.

Não se engane: Killer Joe – Matador de Aluguel não é uma comédia. Suas doses de violência gráfica são pesadas e dignas do homem que nos presenteou com o maior filme de terror de todos os tempos, mas há algo bem no fundo de toda a absurda situação da família Smith que é capaz de despertar as mais imprevisíveis reações nos diferentes espectadores.

E você se surpreenderá consigo mesmo.