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ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Quatro | Categorias Principais

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegamos à ultima parte do especial. Hora de ver quem vai levar a melhor neste Oscar bizarro.

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada filme já garantiu na respectiva categoria
  • Nas categorias de ROTEIRO ORIGINAL e ROTEIRO ADAPTADO, clique nos títulos de cada filme para seu o roteiro completo em inglês

 

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O Abutre | Dan Gilroy

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Estreia de Dan Gilroy como diretor, ele foi lembrado apenas com seu ótimo roteiro de O Abutre, que gira em torno de um câmera obcecado em registrar tragédias e acidentes a fim de vendê-las para uma rede de telejornalismo. É um texto que critica e denuncia diversos padrões jornalísticos e sensacionalistas que encontramos em qualquer canal de TV, tablóide ou site, e Gilroy canaliza tudo isso em seu poderoso protagonista, Lou Bloom. É um sujeito detestável, mecânico, calculista e inteligente, sempre com excelentes diálogos no qual demonstra o quão acima está de outras pessoas, e o quão perto está da psicopatia. Grande estreia.

Quotação Memorável: “Um amigo é um presente que damos a nós mesmos” – Lou Bloom

Birdman | Alejandro Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. & Armando Bo

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A presença de múltiplos roteiristas em um único projeto costuma ser um péssimo sinal, já que comumente resulta num turbilhão de ideias divergentes e diferentes entre si. Não poderia ser mais errado para Birdman, que traz um roteiro genial assinado pelo próprio Alejandro Iñarrítu, Nicólas Giacobone, Alexander Dinelaris Jr e Armando Bo. O texto desse “quarteto fantástico” mergulha nos bastidores de uma peça de teatro ambiciosa, explorando temas como o processo de trabalho de um ator, crítica à cada vez maior obsessão de Hollywood com super-heróis e um estudo de personagem admirável em cima de Riggan Thomson, o alter-ego de Michael Keaton.

“A popularidade é a prima promíscua do prestígio” – Mike Shiner

  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater

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Levemos em consideração que Richard Linklater escreveu um roteiro por mais de uma década. A cada ano de filmagem de Boyhood, o diretor parava e escrevia as cenas que gravaria naquele período de tempo, tendo que ficar atento aos principais eventos de cultura pop (lançamentos de livros de Harry Potter até o novo filme de Star Wars) e também acontecimentos políticos, já que a posse de Obama é constantemente retratada aqui. Mas, como em todo filme de Linklater, o ponto alto do roteiro é o cuidado com que trabalha suas relações humanas, e com Mason o diretor é habilidoso ao provenir os detalhes de seu crescimento e o diferente olhar que este tem com o mundo.

Quotação Memorável: “Eu só achei que haveria mais” – Olivia

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | E. Max Frye e Dan Futterman

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Um dos indicados surpresa da categoria, o roteiro de Foxcatcher é conciso ao trazer os eventos trágicos dessa “história que chocou o mundo”. A dupla de Frye e Futterman aposta em uma narrativa que se aproxima mais do suspense do que de um filme de esportes, criando diálogos intensos com John du Pont, assim como um estudo de personagem que tenta mergulhar em sua mente perturbada, abordando sua aceitação pela mãe. Mais do que isso, o roteiro consegue oferecer uma crítica ao ufanismo americano e o lado destrutivo da filosofia do self made man, assim como o poder do ícone e da imagem.

Quotação Memorável: “Ornitólogo, filatelista, filantropo” – John du Pont

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson e Hugo Guinness

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Tomando inspiração do trabalho de Stefan Zweig (em nenhum trabalho específico, mas sim o espírito de tais histórias) Wes Anderson e Hugo Guiness tecem uma das histórias mais malucas e divertidas dos últimos tempos, numa aventura frenética que ainda flerta com roubo de arte, espionagem, fuga de prisão e sociedades secretas. O Grande Hotel Budapeste também é povoado por figuras típicas da filmografia de Anderson, tendo destaque para o bon vivant M. Gustave, cujos diálogos sofisticados (e ultra bem escritos) sempre trazem citações poéticas, líricas e até um sonoro “holy fuck”. Maravilha de roteiro.

Quotação Memorável: “Viu, ainda há sutis lampejos de civilização neste açogue bárbaro que outrora foi conhecido como Humanidade. De fato, é o que provemos em nossas próprias modestas, humildes, insignificantes… Ah, foda-se.” – M. Gustave

  • WGA
  • BAFTA

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Birdman

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Uma Aventura Lego | Chris Miller & Phil Lord

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Sério, transformar um filme com intenções obviamente comerciais que seriam apenas um veículo para mais vendas de um produto em uma aventura divertida e original? Fácil, reverter o feitiço e apelar para uma metalinguagem auto-depreciativa, fórmula que Chris Miller e Phil Lord já fizeram funcionar com os dois Anjos da Lei. Em Lego, a dupla encara o aspecto capitalista/empresarial e enxerga um universo repleto de possibilidades, participações especiais (quando Batman vai dar uma volta na Millennium Falcon de novo? Ah é, nunca) e uma mensagem sincera e bonita, sem ser piegas.

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O Jogo da Imitação | Graham Moore, baseado no livro Alan Turing: The Enigma”, de Andrew Hodges

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Graham Moore opta por contar a história do matemático Alan Turing em três períodos distintos da sua vida, que se misturam na narrativa inconstante a fim de retratar sua identidade e a delicada questão de sua homossexualidade. Pessoalmente, acho que Moore quebra a narrativa mais interessante (que envolve seus estudos contra a Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial) e aposta em subtramas que não conseguem a mesma força – especialmente a investigação do detetive de Rory Kinnear, que representa para mim a maior falha estrutural do roteiro. Tirando isso, O Jogo da Imitação é pura fórmula, mas garante ótimos diálogos, geralmente graças à personalidade intelectual/arrogante de Turing e seu contraste com a divertida Joan Clarke.

Quotação Memorável: “Se eu era Deus? Não. Porque Deus não venceu a guerra. Nós vencemos” – Alan Turing

  • WGA
  • USC Scripter

Sniper Americano | Jason Hall, baseado no livro “American Sniper – The Autobiography Of The Most Lethal Sniper In U.S. Military History”, de Chris Kyle, Scott McEwen e Jim DeFelice

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O roteiro de Sniper Americano é algo interessante, mas que sinceramente não gritava por uma indicação. Jason Hall dramatiza toda a carreira militar do atirador Chris Kyle, começando de sua infância e o desejo de lutar por seu país até sua trágica morte em 2013. Hall até tenta trazer algum questionamento dentro das experiências do protagonista, como sua devoção ao país ao invés de sua família cada vez mais dependente, explorando de forma rasa a psique de Kyle, que surge aqui como um patriota idealista. Gosto de como o roteiro cria situações e até personagens mais característicos, como o terrorista apelidado de “Açogueiro” e o sniper inimigo que persegue Kyle durante sua estadia no Iraque.

Quotação Memorável: “Só quero encontrar o Criador e responder por cada tiro que dei” – Chris Kyle

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten, baseado no livro “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”, de Jane Hawking

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Um dos fatores interessantes nessa adaptação da vida de Stephen Hawking, é que o livro em questão foi escrito sob o ponto de vista de sua esposa, Jane Hawking. O roteiro de Anthony McCarten respeita esse elemento e faz de A Teoria de Tudo um filme não apenas sobre o físico, mas sobre a relação do casal em si. Claro que Hawking acaba roubando os holofotes e torna-se de fato o protagonista, mas Jane ganha espaço com algumas sonolentas subtramas que envolvem outros interesses amorosos. O que realmente me agrada no roteiro é que ele aborda alguns dos estudos de Stephen Hawking sobre buracos negros e a origem do Universo, até flertando com a eterna discussão Ciência vs Religião, mesmo que não se aprofunde tanto quanto poderia.

Quotação Memorável: “Me perguntaram em Cambridge se eu era mesmo o Stephen Hawking. Eu disse que não, pois o verdadeiro é bem mais bonito.” – Stephen Hawking

  • BAFTA

Vício Inerente | Paul Thomas Anderson, baseado no livro “Vício Inerente”, de Thomas Pynchon

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Não vai ser possível assistir a Vício Inerente antes do Oscar, já que a Warner empurrou sua estreia no Brasil para 26 de Março, mas é interessante ver o roteiro de Paul Thomas Anderson aqui. Pelo que dizem, é uma tarefa árdua adaptar essa obra de Thomas Pynchon, que se concentra num detetive excêntrico que precisa ajudar sua ex-namorada e desvendar um plano para sumir com seu atual amante, o que o coloca numa jornada para interrogar diferentes suspeitos no auge da paranóia de Los Angeles, na década de 70.

Quotação Memorável: “Tecnicamente ele é judeu, mas quer ser um nazista” – Tia Reet

Whiplash – Em Busca da Pefeição | Damien Chazelle, baseado em seu próprio curta “Whiplash”

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Por um erro bobo da Academia, Whiplash veio parar em Roteiro Adaptado, ao invés de Original (já que o curta em questão fora realizado apenas para conseguir orçamento para o longa), mas fazer o que. O texto de Damien Chazelle traz uma história muito, muito simples, mas que envolve graças à riqueza de seus personagens e o cuidado na trajetória de seu protagonista. Andrew Nyeman é um sonhador ambicioso, mas também um arrogante egocêntrico; Terence Fletcher é um monstro, mas também tem seus motivos nada menos que lógicos. Nesse cenário, Chazelle ainda traz diversas referências ao meio musical, a história do Jazz e também um comentário interessante sobre a nova tendência mundial no meio do entretenimento. Ótimo.

Quotação Memorável: “Não há duas palavras na Língua Inglesa mais nocivas do que ‘bom trabalho'” – Terence Fletcher

APOSTA: O Jogo da Imitação

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Teoria de Tudo

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Gillian Flynn, baseado em seu livro “Garota Exemplar”

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A melhor coisa quando um escritor resolve adaptar sua própria obra para o cinema, é que comentários do tipo “estragaram o livro” ou “o livro foi melhor” são irrelevantes, já que a liberdade criativa está nas mãos do próprio autor. Enfim, o que importa aqui é que Gillian Flynn tem um roteiro impecável para Garota Exemplar, que respeita sua obra e faz as mudanças necessárias para que este funcione como uma narrativa audiovisual. O mistério de Amy Elliot Dunne oferece três estilos de histórias distintas, que vão do circo midiático que cerca o protagonista Nick Dunne, os contos duvidosos de sua esposa e a verdadeira batalha matrimonial que se forma a partir do segundo ato, revelando uma das femme fatales mais perigosas dos últimos tempos. Diálogos, reviravoltas e comentários sociais funcionam muitíssimo bem.

Quotação Memorável: “Quado eu penso na minha esposa, sempre penso na cabeça dela. Me imagino arrebentando seu lindo crânio, desenrolando seu cérebro à procura de respostas. As perguntas essenciais de qualquer casamento: No que está pensando? Como está se sentindo? O que fizemos um ao outro?” – Nick Dunne

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Wes Anderson | O Grande Hotel Budapeste

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Enfim a Academia reconheceu todo o talento e as bizarrices de Wes Anderson, e naquele que considero seu melhor filme. Sua obsessão por planos simétricos e enquadramentos milimetrados permanece presente aqui, onde o diretor explora com habilidade o universo fictício que criou. O uso de miniaturas para cenários mais cartunescos é divertido, assim como as animações e stop motion que surgem abruptamente, como já na famosa perseguição de ski. Outra decisão interessante já comentada no Volume II do especial, é a mudança da razão de aspecto da tela ao longo da projeção, em uma homenagem ao próprio Cinema e sua evolução pelos anos.

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

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Alejandro González Iñárritu não é famoso por comédias (aliás, muito pelo contrário), o que torna Birdman a obra mais diferente de sua carreira. Seu comando na sátira à indústria de Hollywood e o mundo do teatro é ousado pelo experimento de simular um plano sequência de 2 horas, juntando planos de até 20 minutos em uma narrativa fluente. O domínio estético de Iñarrítu é invejável, com movimentos de câmera bem elaborados, travellings e uma direção precisa a seu talentoso elenco. Com a vitória de Alfonson Cuarón ano passado e a possível conquista de Iñarrítu nesta edição, uma coisa fica clara: viva Mexico!

  • DGA

Richard Linklater | Boyhood – Da Infância à Juventude

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Um dos autores mais interessantes da atualidade, Richard Linklater já mergulhou nas mais diferentes histórias (o mesmo cara responsável pela trilogia Antes fez Escola de Rock, uau), mas sempre manteve sua visão e humanidade. Com Boyhood – Da Infância à Juventude, Linklater trouxe seu projeto mais ambicioso e arriscado, ao passar 12 anos em uma história sobre o crescimento de um garoto. Sua direção permanece humanista e sem maneirismos, deixando o foco absoluto nas performances do elenco, destacando-se aqui e ali com uma conversa em plano sequência ou momentos mais intensos, como o padrasto alcoólatra no trânsito. Linklater também tem bom olho para belas paisagens.

  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Bennett Miller | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Bennett Miller é a grande surpresa da categoria, ainda mais considerando que seu Foxcatcher não conseguiu uma vaga na categoria principal. Adotando um tom pesado e predominantemente lento, Miller é eficaz ao construir uma atmosfera silenciosa e pré-catástrofe durante toda a projeção do filme, o que certamente vai afastar espectadores que esperam um pouco mais de ação ou elementos chocantes. Há explosões dramáticas aqui e ali, e a câmera de Miller sempre registra de perto, capturando até os mínimos ruídos em um simples diálogo. E se em O Homem que Mudou o Jogo ele se aventurava em cenas de beisebol, aqui ele recria lutas olímpicas e pesados treinamentos. Sua opção por constantemente enquadrar esculturas, quadros e retratar os personagens vidrados na televisão também revela como Foxcatcher estuda o poder do ícone.

  • Festival de Cannes – Melhor Diretor

Morten Tyldum | O Jogo da Imitação

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Morten quem? Pois é, Morten Tyldum é um diretor norueguês (você talvez tenha visto seu ótimo Headhunters, lançado no Brasil em 2012) que fez com O Jogo da Imitação sua estreia no cinema de língua inglesa. A verdade é que acho o trabalho de Tyldum bem eficiente aqui, mas nada que realmente se destaque como um dos melhores do ano, que mereça ser reconhecido pela Academia. É uma condução firme, mas nada de espetacular.

APOSTA: Alejandro G. Inãrritu

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Richard Linklater

MEU VOTO: Alejandro G. Inãrritu

FICOU DE FORA: Damien Chazelle | Whiplash – Em Busca da Perfeição

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Ver um novato como Damien Chazelle gravar um filme todo em 19 dias é uma das coisas que dá inspiração para seguir a carreira de cineasta. Com Whiplash – Em Busca da Perfeição, Chazelle criou uma narrativa simples e intensa, lindamente fotografada e enquadrada (sem conhecimento de planos e foco é assombroso) e povoada por grandes atuações. Quero muito ver o que Chazelle trará no futuro.

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Um ator fracassado, uma adolescência inteira, um hotel excêntrico, um matemático brilhante, uma marcha por direitos, um sniper patriota, um físico deficiente e um baterista ambicioso marcam os indicados para Melhor Filme.

Birdman | Alejandro G. Iñárritu, John Lesher e James W. Skotchdopole

4.5

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Birdman é uma obra inteligente e repleta de comentários ácidos sobre a indústria de Hollywood e os bastidores do mundo do teatro, explorando um impecável elenco numa narrativa guiada por uma visão de mestre de Alejandro G. Iñarrítu.

  • PGA
  • SAG – Melhor Elenco

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater e Cathleen Sutherland

4.5

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“Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano.”

  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson, Scott Rudin, Steven Rales e Jeremy Dawson

5.0

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O Grande Hotel Budapeste é desde já um dos melhores trabalhos de 2014, e comprova que o invencionismo visual de Wes Anderson não atrapalha na condução de uma história que abraça o nonsense. Pelo contrário, ajuda e diverte.
Caramba, talvez seja um dos filmes mais divertidos que eu já vi na vida.”

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia
  • Critics Choice Awards – Melhor Comédia

O Jogo da Imitação | Nora Grossman, Ido Ostrowsky e Teddy Schwarzman

3.5

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O Jogo da Imitação é um bom filme, mas que não vai muito além da fórmula do biopic esperado de uma temporada de prêmios, pouco arriscando-se. Traz um roteiro eficiente, atuações impecáveis e um grande respeito pelo trabalho de Alan Turing, ainda que não seja uma obra excepcional como a de seu biografado.

  • Festival de Toronto – Prêmio do Júri

Selma: Uma Luta por Igualdade | Christian Colson, Oprah Winfrey, Dede Gardner e Jeremy Kleiner

3.5

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“Selma: Uma Luta por Igualdade é um filme eficiente e que carrega consigo uma mensagem atemporal sobre a luta de direitos raciais, carregado por uma direção acertada e uma performance espetacular de David Oyelowo. Pode não ser poderoso quanto os dizeres de Martin Luther King, mas é um belo atestado a este e seus ideais.”

Sniper Americano | Clint Eastwood, Robert Lorenz, Andrew Lazar, Bradley Cooper e Peter Morgan

3.0

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Sniper Americano traz seus bons momentos de tensão e pirotecnicas, mas é arrastado, longo e prejudicado pelo retrato idealista e nacionalista de seu protagonista. Quem diria que, num ano em que Eastwood lança um musical de coral e um filme sobre um atirador, o longa cantado seria melhor?”

A Teoria de Tudo | Tim Bevan, Eric Fellner, Lisa Bruce e Anthony McCarten

3.5

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A Teoria de Tudo é um biopic eficiente que traz excelentes performances do talentoso jovem elenco, ao mesmo tempo em que conta uma grande história de forma convencional, emocional e até formulaica. Poderia ter ido mais longe em seus questionamentos e na vida de Stephen Hawking, mas não deixa de ser uma bela homenagem ao renomado cientista.”

  • BAFTA – Filme Britânico

Whiplash – Em Busca da Pefeição | Jason Blum, Helen Estabrook e David Lancaster

5.0

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Whiplash – Em Busca da Perfeição é uma obra que funciona exatamente como uma orquestra sinfônica. Cada departamento exerce sua função magistralmente, tal como instrumentos musicais, cada um a seu ritmo e sob a conduta de um sujeito inteligente para entregar uma experiência inebriante. Ao final, tudo o que posso dizer é “bravo”.”

  • Festival de Sundance – Grande Prêmio do Júri

APOSTA: Birdman

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Boyhood

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar

5.0

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Garota Exemplar é um filme poderoso e surpreendente, seja por suas reviravoltas imprevisíveis ou pelo humor negro que adota para retratar temas e situações relevantes no momento – sendo a instituição casamento seu principal alvo. Um dos melhores do ano e também da filmografia do sr. David Fincher.”

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Saem os Indicados ao PGA e WGA 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

O Producers Guild Awards (Sindicato dos Produtores) divulgou hoje seus 10 indicados e, com eles, já da pra ter uma noção de que filmes veremos indicados no Oscar.

Saíram tambem as do Writers Guild Awards (Sindicato dos Roteiristas), que sempre premiam os vencedores nas categorias de roteiros no Oscar. Confira abaixo (Categorias de Cinema):

PGA – Melhor Filme

127 Horas

A Origem

A Rede Social

Atração Perigosa

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Minhas Mães e Meu Pai

O Vencedor

Toy Story 3

PGA – Melhor Animação

Como Treinar o seu Dragão

Meu Malvado Favorito

Toy Story 3

Melhor Documentário

Client 9: The Rise and Fall of Elliot Spitzer

Earth Made of Glass

Inside Job

Smashi his Camera

The Tillman Story

Waiting for ‘Superman’

WGA – Melhor Roteiro Original

A Origem

Cisne Negro

Minhas Mães e Meu Pai

Sentimento de Culpa

O Vencedor

WGA – Melhor Roteiro Adaptado

127 Horas

A Rede Social

Atração Perigosa

Bravura Indômita

O Golpista do Ano

WGA – Melhor Roteiro de Documentário

Enemies of the People

Freedom Riders

Gasland

Inside Job

The Two Escobars

Who Is Harry Nilsson (And Why Is Everybody Talkin’ About Him)?

Os vencedores do PGA serão anunciados no dia 22 de Janeiro, enquanto os do WGA saem no dia 5 de Fevereiro. Façam suas apostas…

E o Oscar vai para…(Parte IV): Categorias principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Para a última parte do especial, deixei as principais categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Adaptado. Confira:

Melhor Roteiro Original

Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino

Por algum motivo insano, Bastardos não foi indicado no Sindicato dos Roteiristas, mas tenho quase certeza de que a Academia não vai ignorar um dos mais originais roteiros dos últimos anos. Com uma estrutura excepcional, que apresenta o filme dividido em atos (como em uma peça de teatro), somos introduzidos a excelentes personagens, diálogos afiadíssimos, frases marcantes e uma versão completamente diferente da Segunda Guerra. Quentin Tarantino TÊM que levar, no mínimo, essa estatueta.

Frase Memorável: – Eu adoro rumores! Fatos podem ser enganosos, enquanto rumores, verdadeiros ou falsos, geralmente são reveladores. – Cel. Hans Landa

Guerra ao Terror – Mark Boal

O roteiro de Mark Boal possui uma premissa interessante: acompanhar o dia-a-dia de uma equipe do exército especializada em desarmar bombas. Possui frases de efeito muito bacanas e dramáticas, mas não possui nenhum elemento arrebatador e genial, como todos os críticos parecem acreditar. Se ganhar, ficarei arrasado, porque ele não merece ganhar de Tarantino.

Frase Memorável: “Se eu vou morrer, vou morrer confortável.” – Sargento James.

 Um Homem Sério – Joel Coen & Ethan Coen

O humor negro e irônico dos irmãos Coen não passou despercebido para os votantes da Academia. Apesar de seu ritmo lento, parado e às vezes cansativo, Um Homem Sério mostra o amadurecimento dos Coen, que desenvolvem de maneira dramática e bizarra seu protagonista, mas infelizmente, faltam surpresas bombásticas, como as vistas em Fargo e Queime depois de Ler, o que mostra que os Irmãos perderam coragem.

Frase Memorável: “Eu não pedi por Santana Abraxas, eu não ouvi a Santana Abraxas, eu não fiz nada!” – Larry Gopnik

O Mensageiro – Alessandro Camon & Oren Moverman

Eu não assisti a O Mensageiro, mas a premissa é muito interessante: acompanhar os soldados do Exército que tem a função de avisar a familia de um soldado morto em combate. Até aí me chama a atenção, mas, pelo trailer, é possível ver que o protagonista começa um caso com uma viúva; caminho que já um pouco esperado.

Frase Memorável: “Você não vai falar com ninguém exceto o parente mais próximo. Nenhum vizinho, amigo ou amante.” – Capitão Tony Stone

Up – Altas Aventuras – Bob Peterson & Pete Docter

A Obra-Prima da Pixar foi um dos melhores filmes de 2009 e trouxe uma combinação que poucos filmes trouxeram ano passado: aventura e emoção, muita emoção. Com um roteiro repleto de diálogos ágeis e muito divertidos, reviravoltas emocionantes e muita aventura, é difícil errar. Mas não será esse ano que uma animação ganhará essa estatueta.

Frase Memorável: Meu nome é Dug. Eu acabei de te conhecer e eu te amo! – Dug

Melhor Roteiro Adaptado

Amor sem Escalas – Jason Reitman & Sheldon Turner

Bem, Amor sem Escalas é o favorito da categoria. Eu gostei do roteiro, ele é muito bem escrito e possuí comentários sobre o desemprego e como sobreviver em um aeroporto que são realmente excepcionais. Mas as vezes somos jogados dentro do filme e não sabemos exatamente para onde ele quer nos levar, ou mostrar. Mas o roteiro conserta esse erro mais para o fim.

Frase Memorável: “Todo mundo que já construiu um império, ou mudou o mundo, sentou onde você está agora. E é Porque eles sentaram aí, que foram capazes de fazê-lo. – Ryan Bingham

Distrito 9 – Neil Blomkamp & Terri Tatchell

Distrito 9 é sem dúvida um dos mais originais e o mais realista filme de alienígenas já feito. Possui muitos elementos políticos, uma relação com o Apartheid envolvendo aliens e a arrebatadora transformação do protagonista. Possui muitos personagens arquétipos – como o militar durão, o sogro malvado – mas é um bom roteiro.

Frase Memorável: Vai ser rápido. Vai ser limpo. E o melhor de tudo… Vai ser discreto.” – Koobus Venter

Educação – Nick Hornby

É. Educação não merecia estar nessa categoria, do mesmo modo que Avatar, injustamente, não foi indicado para Melhor Roteiro Original. Tudo o que vemos em Educação já vimos antes, apesar de alguns bons diálogos e cenas bem escritas, como o primeiro encontro de Jenny com David e o genial personagem de Alfred Molina. Só isso.

Frase Memorável: “Eu sempre me sinto no meu próprio funeral quando ouço música clássica. Isso era música clássica, certo?” – Helen

In the Loop – Jesse Armstrong & Simon Blackwell & Armando Ianucci & Tony Roche

Quando li pela primeira vez a lista dos indicados a Melhor Roteiro Adaptado, a primeira coisa que pensei foi: “Whatta fuck is In the Loop?”. Não dei importância para o filme, mas ao assistir ao trailer, dei muitas risadas, principalmente com a frase abaixo. Sobre a trama, ela é bem interessante e chamativa; ponho fé em comédias inglesas.

Frase Memorável: “Você parece uma Julie Andrews nazista!” – Malcom Tucker

Preciosa – Uma História de Esperança – Geofrey Fletcher

 

O roteiro de Preciosa é muito bem escrito. Possui diálogos bem montados, escritos e desenvolve de maneira esperta seus personagens. No entanto, algumas passagens do roteiro são muito depressivas, tornando o filme desconfortável. Há também os personagens secundários arquétipos, mas fora isso é um roteiro bem escrito.

Frase Memorável: “Ás vezes eu queria que estivesse morta. Eu ficarei bem, eu acho. Porque eu fico olhando pra cima, esperando alguma coisa cair… Uma mesa, sofá, TV… Minha mãe talvez. – Clareece Precious Jones.

Melhor Diretor

James Cameron – Avatar

12 anos depois de sua vitória por Titanic, James Cameron é um dos favoritos para roubar o Oscar novamente com sua aventura futurista. Introduziu uma nova maneira de fazer filmes e ressucitou o cinema 3D de maneira impressionante. Já levou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, mas suas chances contra Kathryn Bigelow não são tão grandes. O próprio Cameron já declarou que torce pela vitória de Bigelow. Se alguém quiser lembrar do mico que Cameron pagou gritando uma frase de Titanic, veja aqui.

Indicações ao Oscar: 3 Vitórias por Titanic como co-editor, co-produtor e Diretor. 3 indicações por Avatar como Co-editor, co-produtor e Diretor.

Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios

Quentin Tarantino foi indicado, injustamente, apenas uma vez ao Oscar por seu melhor trabalho, Pulp Fiction, mas todos sabem que o gênio cinéfilo merecia outras indicações. Bastardos Inglórios é um dos melhores trabalhos do diretor e do cinema recente. Se dependesse de mim, Tarantino levaria o Oscar de Melhor Diretor fácil.

Indicações ao Oscar: 1 Vitória por Pulp Fiction como Co-Roteirista, 1 indicação por Pulp Fiction como Diretor ; 2 Indicações por Bastardos Inglórios como Diretor e Roteirista.

Jason Reitman – Amor sem Escalas

Jovem e promissor cineasta, Jason Reitman impressionou novamente com um filme complexo e maduro. Sempre confiante, aposta o charme do filme em seu maravilhoso elenco e acerta, mas esse ano, as chances de Reitman ir para casa com a estatueta de Diretor são remotas, mas tem grande chance como roteirista. E é bom que Reitman vá treinando sua cara de derrotado feliz, porque ele não pareceu nem um pouco feliz quando Avatar levou o Globo de Ouro…

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Juno como Diretor e 2 indicações por Amor sem Escalas como Diretor e Roteirista.

Kathyrin Bigelow – Guerra ao Terror

Kathryn Bigelow vai se tornar a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Diretor. É um trabalho notável; com a câmera na mão, Bigelow retrata de perto a ação dos soldados, seus momentos mais dramáticos e o ajuste na sociedade. Já levou o DGA, o PGA e o BAFTA e o único obstáculo em seu caminho é seu ex-marido, James Cameron. Mas a cineasta parece estar por cima.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Guerra ao Terror como Diretora.

Lee Daniels – Preciosa – Uma História de Esperança

Devo dizer, a direção ousada e talentosa de Lee Daniels foi um dos grandes trunfos de Preciosa. Filmado com câmera tradicional, o diretor não tem medo de mostrar cenas fortes, pesadas e têm bastante controle sobre seu talentoso elenco. Gostei muito de seu trabalho.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Preciosa – Uma História de Esperança como Diretor. 

Melhor Filme

Depois do óbvio e sem surpresas Oscar do ano passado, teremos um que, apesar de ter alguns favoritos, continua uma incógntia quem será o vencedor da categoria máxima. Avatar levou o Globo, Guerra ao terror o PGA e o DGA.

Amor sem Escalas

O terceiro filme do promissor Jason Reitman é sua obra mais complexa e madura, tendo sua mensagem não entendida por muitos. Bem escrito e cativante, o filme fala, principalmente, sobre relações e seus fins. Sejam relações de trabalho ou amorosas, e como nem sempre tudo dá certo na vida real. Sem rumo no início, mas sempre entretendo, é um bom filme. Crítica completa.

Avatar

Eu realmente não esperava muita coisa de Avatar quando vi o primeiro trailer. Mas o ambicioso projeto de James Cameron é a prova de que ainda existem boas ficções científicas, e que podem até chegar no nível de Star Wars, criando mundos inteiros e raças alienígenas. Tudo bem que a idéia do agente infiltrado que se encanta com o mundo que deve destruir não é tão original, mas o que importa, é a maneira como o filme conta sua história, que não falha em emoção, efeitos visuais e uma mensagem de responsabilidade ambiental. Outra grande força de Avatar, é sua bilionária bilheteria, atualmente a maior da História. Crítica completa.

Bastardos Inglórios

Se vocês tem acompanhado o blog nos últimos meses, sabem muito bem que, na minha opinião, Bastardos Inglórios é o melhor filme concorrendo e se dependesse de mim, levava o Oscar fácil. Um filme mais que original, divertido, com personagens memoráveis e uma alucinada versão alternativa da História. Pode até ser a Obra-Prima de Quentin Tarantino; um filme de ficar na memória e ver mais de uma vez. Realmente, uma grande injustiça o Oscar não dar o prêmio máximo para o filme que realmente merece. Um filme que já nasceu um clássico. Crítica completa.

Distrito 9

Um dos mais realistas filme de alienígenas já feito. Isso é um fato. Uma grande surpresa do ano, que saiu de um desconhecido diretor sul-africano (mas produzido por Peter Jackson), Distrito 9 mostra os alienígenas sofrendo um tipo de Apartheid, sendo isolados em uma favela. É muito original, possui efeitos visuais caprichados e um clima documental que chega a ser um tanto perturbador, mas eu acho que o clímax de batalha, com armas alienígenas foi um tanto exagerado. Mas ainda assim um ótimo filme. Crítica completa.

Educação

Dentre todos os indicados, Educação talvez seja o que menos merece a vaga. Sua história é previsível, com poucas surpresas e com um clímax esperado, mas ao menos temos um ótimo elenco, que liderados pela ótima Carey Mulligan, tornam o filme assistível. Ok, senhor crítico, e quanto a Avatar, já não vimos a mesma estrutura de história antes? Sim, mas o que importa, é que a ficção de James Cameron possui mais emoção e é melhor contada. A indicação só ocorreu porque é um tipo de filme que a Academia adora: filme inglês independente que fez sucesso em festivais.E mais, o excelente (500) Dias com Ela poderia ter assumido com justiça a vaga. Crítica Completa.

Guerra ao Terror

Por toda a parte, críticos falavam: Guerra ao Terror é um dos melhores filmes da década. Quando o assisti pela primeira vez, não achei nada além de um bom filme de ação com pinceladas de drama e muita tensão. Ao reassistí-lo, comecei a perceber melhor o que o filme queria mostrar, qual era seu objetivo e a explicação para o título The Hurt Locker. Minha opinião em torno do filme mudou, mas, mesmo assim, ainda não acho que seja esse o filme que merece ganhar o Oscar máximo e nem que seja tão genial e brilhante como todos dizem. É o filme superestimado da noite. Crítica completa.

Um Homem sério

A obra mais complexa e madura dos Irmãos Coen. O filme critica, com humor negro afiado, temas complicados e tenta passar uma interessante mensagem. Possui um ritmo bem lento e poucas surpresas, mas é um trabalho brilhante e muito inteligente, cujas idéias não podem ser captadas em apenas uma visita. Crítica Completa.

Preciosa – Uma história de Esperança

Preciosa tem como principal acerto, mostrar sem medo ou pudores, os abusos que a protagonista sofre de seus pais. Cheio de drama e tensão, o filme é muito bom, mas seu clima depressivo e forte, pode se tornar muito desconfortável de se assistir. O elenco se sai muito melhor, e acho que é por esse fator que o filme deva ser lembrado. Crítica Completa.

Um Sonho Possível

O filme dramático de Sandra Bullock foi uma das grandes surpresas entre os indicados. Eu esperava Star Trek ou Invictus, mas quem levou a vaga foi Um Sonho Possível. Ainda não assisti, mas ao julgar pelo trailer, ou a própria sinopse, me parece mais um dramalhão com a mensagem de superação no final. O típico “feel good movie”. O filme tem estreia prometida para semana que vem aqui no Brasil.

Up – Altas Aventuras

Uma animação na categoria de Melhor Filme? Isso mesmo, a Pixar já vinha merecendo há alguns anos a merecida indicação e ela veio com o excelente Up, na minha opinião a melhor animação já feita. Original, divertido e carregado com uma camada emocional inexistente em muitos filmes de hoje em dia. Sem sombra de dúvida leva na de Melhor Animação, mas suas chances em Melhor Filme são menores. Crítica completa.

 

Bem, é sensato dizer que Avatar e Guerra ao Terror são os que tem mais chance levar a estauteta dourada para casa. Eu já dei meu voto, agora é com vocês! Vote abaixo e não deixe de conferir o Oscar nesse domingo. Espero que tenham gostado!