Arquivo para Mia Wasikowska

Novo trailer de A COLINA ESCARLATE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 13 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

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Um dos projetos em longa gestação do cineasta Guillermo Del Toro, A Colina Escarlate ganhou seu trailer internacional, que detalha um pouco mais a trama de terror protagonizada por Mia Wasikowska, Tom Hiddleston e uma misteriosa Jessica Chastain. O visual parece lindo, e o marketing promete a obra prima de Del Toro. Veremos:

A Colina Escarlate estreia em 26 de Novembro no Brasil.

| Mapas para as Estrelas | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de março de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

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Julianne Moore: A Norma Desmond do século XXI

O lado negro de Hollywood sempre foi um tema saboroso dentro do próprio cinema. O exercício satírico de metalinguagem já nos rendeu obras do calibre de Crepúsculo dos Deuses, Assim Estava Escrito, O Jogador e até o recente vencedor do Oscar Birdman. Mas quando o cineasta David Cronenberg entra no jogo com seu ácido Mapa para as Estrelas, teremos algo diferente.

A trama parte do roteiro original de Bruce Wagner (cujo único projeto com mais popularidade foi, veja só, A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros dos Sonhos), que nos apresenta a diferentes narrativas que vão se cruzando em Los Angeles. Temos Havana Segrand (Julianne Moore), uma atriz esquecida que luta desesperadamente por um papel importante; Agatha Weiss (Mia Wasikowska), uma jovem que acaba de chegar em Hollywood para conseguir emprego no show business; Benjie Weiss (Evan Bird), um pré-adolescente famoso que acaba de sair de uma desintoxicação de drogas, embarcando em mais um capítulo de sua popular franquia teen.

Narrativamente, Mapas para as Estrelas constrói um ritmo sólido ao equilibrar e distribuir com inteligência as diferentes personagens e situações (créditos a Ronald Sanders, o habitual montador de Croneberg). O texto de Wagner também é divertido no mais genuíno humor negro e traz ótimas referências, ao mesmo tempo em que traça caricaturas sutis de figuras como Macauly Culkin ou o guru espiritual vivido (de maneira pouco convincente, confesso) por John Cusack. O problema é que o roteiro une os personagens através de artifícios pouco naturais, e que apelam para um certo sensacionalismo: a questão do incesto é certamente um dos elementos “Cronenbergianos” aqui, e vai variar muito de espectador para espectador o resultado. Resta dizer que a projeção desaba em seus minutos finais (e prefiro não comentar a incineração digital mais artificial e vergonhosa que já vi na vida).

Porém, Cronenberg também acerta em outra de suas especialidades: alucinações. Aqui, a Havana Segrand de Julianne Moore sofre com a perseguição do fantasma de sua mãe, também atriz, representando o inteligente simbolismo sobre Havana lutar para estrelar o remake de um filme de sua mãe. E Moore está absolutamente fantástica, criando uma personagem multifacetada e tridimensional, jamais soando como uma figura fantasiosa – mesmo que a atriz grite, pule e dance estranhamente – mas sim um ser humano real e palpável. Quando recebe uma notícia trágica que pode ajudá-la a conseguir o papel, as nuances de Moore são acertadamente enigmáticas: ao mesmo tempo triste, ao mesmo tempo eufórica – e a dancinha histérica nos revela quem vence a batalha interna de Havana. Não seria exagero taxá-la como a Norma Desmond do Século XXI.

Ainda que não estejam no nível de Moore, o elenco coadjuvante também impressiona. Robert Pattinson se sai bem como o motorista de Limusine, mesmo que com pouco tempo de cena, enquanto o novato Evan Bird entrega um trabalho cativante na pele do jovem Benjie. E embora eu esteja farto de ver Mia Wasikowska no papel da “maluquinha excêntrica”, sua performance aqui agrada pela complexidade que sua Agatha traz – e o trabalho do design de figurino é sutil ao sempre apresentá-la com longas luvas pretas, a fim de esconder suas queimaduras.

Mapas para as Estrelas é um longa interessante e muito capaz de entreter com seus personagens moralmente repreensíveis, mas nem por isso menos atraentes. Não é uma narrativa forte, mas funciona como uma ácida sátira.

Primeiro trailer de CRIMSON PEAK

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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O novo filme de Guillermo del Toro vai ser um terror cheio de classe. Crimson Peak traz Tom Hiddleston, Mia Wasikowska e Jessica Chastain, e o primeiro trailer promete a obra-prima do cineasta mexicano. Confira:

Crimson Peak estreia em 16 de Outubro nos EUA.

| Amantes Eternos | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

OLLA
Tilda Swinton e Tom Hiddleston, perfeitos como o casal protagonista

Em 2008, o sucesso de Crepúsculo fez com que o mito dos vampiros levantassem de seus caixões, em uma dominação em massa da indústria cultural. Dentre a péssima saga de Stephanie Meyer, séries de TV como True Blood e The Vampire Diaries e algumas raras exceções no cinema – posto preenchido pelas adaptações sueca e americana de Deixa Ela Entrar – o vampiro novamente tomava conta do imaginário, mas não da forma como merecia. Atrasado alguns anos, o cineasta Jim Jarmusch traz sua visão para as criaturas noturnas com Amantes Eternos. E eu agradeço a ele por ter tornado o vampiro interessante novamente.

A trama é concentrada no casal de vampiros Adam (Tom Hiddleston) e Eve (Tilda Swinton). Vivendo com continentes de distância, os dois se reaproximam quando Adam enfrenta uma depressão e a irmã de Eve, Ava (Mia Wasikowska), chega na cidade.

 Não é exatamente a mais elaborada das premissas, e talvez por isso mesmo o filme se saia tão bem. Não é um de eventos, de acontecimentos, mas sim de contemplamentos e reflexões – mas sem optar para uma experiência onírica, mantendo uma narrativa convencional. Para isso, Jarmusch preenche a obra com fascinantes diálogos e monólogos sobre a existência humana ao longo dos séculos, transformando o filme em um estudo profundo – e ao mesmo tempo acessível – e rendendo alguns momentos divertidos, como quando o personagem de John Hurt insinua que William Shakespeare roubara todos os seus trabalhos. Também vale mencionar as sensacionais sutilezas, tal como a própria revelação das presas dos personagens, os copos antigos ou o momento em que Eve fita uma ilustração do “Pecado Original”, em mais uma referência (além dos próprios nomes) de que ela e Adam poderiam ser o casal primordial da Bíblia.

É muito interessante que o filme toque tanto na questão da produtividade cultural. Hurt tem seus bons momentos para falar sobre literatura, mas é realmente a música quem rouba os holofotes da produção. Adam e Eve são grandes admiradores musicais, e o próprio é responsável por algumas produções pessoais e experimentais. Elementos estes rendem a Amantes Eternos uma das experiências sonoras mais inspiradas do ano, que vão desde a coleção de vinis de Adam até suas hipnotizantes composições, que colocam o filme em uma áurea difícil de se colocar em palavras, totalmente única. E sendo criaturas imortais, é uma decisão genial fazê-los apaixonados por aquela que é a única presença imortal do mundo: a cultura.

Cultura, como o sangue ingerido incessavelmente pelos vampiros, é quase uma droga. A cena em que o fiel companheiro vivido por Anton Yelchin passa três discos de vinil para um comprador, é capturada por Jamursch quase como um contrabando, em mais uma pista do tipo de mundo onde é situada a história: uma Detroit desolada e obscura, diversas citações a uma vindoura guerra por água, escassez de recursos… Jamursch captura o contexto e o coloca sob as lentes superiores de seus protagonistas, que claramente enxergam os humanos (“zumbi” é um termo recorrente) como seres condenados.

Envolvente do início ao fim, Amantes Eternos é uma experiência belíssima e hipnotizante, uma história inteligente povoada por figuras ricas e absolutamente memoráveis. Como seus protagonistas, merece encontrar a imortalidade.

Primeiro trailer de MAPS TO THE STARS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois do irregular Cosmópolis (eu detestei, pelo menos), David Cronenberg retorna com Maps to the Stars, longa centrado em uma atriz novata buscando sucesso (Mia Wasikowska) e sua relação com uma atriz decadente (Julianne Moore), prometendo uma crítica à loucura de Hollywood. Confira:

O elenco ainda traz John Cusack, Robert Pattinson e Olivia Williams.

Maps to the Stars estreia ainda este ano nos EUA.

| Segredos de Sangue | Uma saga familiar verdadeiramente sombria (e estilosa)

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

STOKER
Matthew Goode, Nicole Kidman e Mia Wasikowska em um sinistro jantar

É impressionante o que um ótimo diretor é capaz de alcançar com um roteiro simplista. Em Segredos de Sangue, o sul-coreano Chan-w00k Park faz sua estreia em longas-metragens de língua inglesa e, dotado de uma técnica impecável e um elenco competente, faz valer a pena essa sombria e perturbadora tragédia familiar.

A trama é assinada por Wentworth Miller (o Michael de Prison Break, agora adentrando no território de roteirista), centrando-se na jovem India Stoker (Mia Wasikowska). Abalada pela morte de seu pai, ela é forçada a conviver com sua distante mãe (Nicole Kidman) e a repentina chegada de seu tio Charlie (Matthew Goode, de Watchmen), que traz um misterioso interesse pela sobrinha.

Em seu período de divulgação, Segredos de Sangue me remetia muito ao Sombras da Noite de Tim Burton. Ao meu ver, representa tudo o que o filme com Johnny Depp falhou em alcançar: as sombrias relações familiares, independente da presença de seres sobrenaturais. Claro que o longa de 2012 era uma comédia assumida, ao passo em que temos aqui um inquietante suspense que cresce com admirável elegância graças a genial direção de Chan-wook Park. Famoso pela excelente adaptação de Oldboy, o sul-coreano traz sua inventidade visual ao criar belos planos que contribuem para a criação de um tom frio e da ameaça iminente (poderia citar vários exemplos, mas me impressiona em particular a sutileza de seus posicionamentos de câmera ao enfocar um diálogo entre os protagonistas na cozinha). É Tim Burton para adultos.

Ainda sobre sua técnica, a montagem de Nicolas De Toth merece aplausos por sua criatividade. Não só é eficaz ao manter a fluência nos inúmeros flashbacks da narrativa (que vão se misturando ao presente constantemente, e até repetindo frames a fim de criar “semelhanças”), mas também impressiona pelas geniais transições de cena, adotando velocidade quando necessário (como quando algum personagem abre uma porta e em seguida vemos uma gaveta se fechar) ou optando por uma lenta transição que começa em close no cabelo de Nicole Kidman para logo ir se revelando uma floresta.

São maravilhas técnicas como essas que compensam o roteiro de Miller. Sua prosa é inteligente ao trazer uma metáfora envolvendo os sapatos da protagonista (toda a sua vida usava um par específico, adota um salto-alto em um momento-chave da projeção, simbolizando seu amadurecimento), mas são conceitos que ganham mais força visualmente do que em teoria. Miller também falha ao deixar claro quais as intenções de seus personagens: por que Charlie é tão obcecado pela sobrinha? A ótima performance de Matthew Goode sugere uma atração incestuosa, ao mesmo tempo em que poderia tratar-se de uma ramificação de seu passado perturbador – e é assustadora a sequência de cortes que vai revelando a natureza oculta do personagem.

Com uma conclusão que imediatamente soa exagerada à primeira vista (mas que faz todo o sentido quando a analisamos detalhadamente), Segredos de Sangue é uma narrativa ousada e que se beneficia pela inteligência de sua equipe. Fica claro que é uma obra sobre amadurecimento, algo que certamente falta a seu roteirista; mas que é ao menos capaz de manter o espectador preso à poltrona.

Boatos sobre o novo Homem-Aranha

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento

Parafraseando o cel. Hans Landa, “Eu adoro rumores! Fatos podem ser enganosos, enquanto rumores, verdadeiros ou falsos, costumam ser bem reveladores”. Pois é, hora de atualizar vocês com as últimas especulações do novo filme do cabeça-de-teia.


Emma Stone: Minha favorita para o papel de Mary Jane

Enquanto Andrew Garfield já começa a treinar e entrar em forma para o papel principal, a Sony e o diretor Marc Webb vão procurando pela mocinha, ou mocinhas, já que é sugerida a presença de Mary Jane e também de Gwen Stacy. As candidatas paras os interesses românticos do herói incluem Emma Stone (que ganha meu voto como MJ), Mia Wasikowska, Dianna Agron, Dominique McElligott, Lily Collins, Ophelia Lovibond, Imogen Poots,  Teresa Palmer e Georgina Haig.


Venom: Linguarudo alienígena pode voltar

Mas o que sempre chama mais atenção em um filme do Aranha é o vilão. O boato da vez aposta no Venom, cuja história foi mal contada e aproveitada em Homem-Aranha 3. O intérprete seria Phillip Seymour Hoffman, mas acho que ainda é cedo para o homicida alienígena entrar na franquia; plantem a semente do uniforme negro no fim do filme e deixe-a virar o vilão em uma inevitável sequência.

O reboot em 3D estreia em 3 de Julho de 2012. Aguardemos por mais novidades.