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| Interestelar | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de novembro de 2014 by Lucas Nascimento

5.0
INTERSTELLAR
Ao infinito e além: As belíssimas imagens criadas por Nolan e sua equipe

Espaço: a fronteira final. A ficção científica sempre foi um dos gêneros onde a ambição humana e artística poderia se manifestar de forma mais bela e desafiadora. Assim como declarei em meu texto sobre Gravidade, Stanley Kubrick foi aquele que melhor aproveitou a proposta com 2001: Uma Odisseia no Espaço, que permanece enigmático até hoje. Admirador confesso do gênero e do trabalho de Kubrick, Christopher Nolan se arrisca com seu megalomaníaco Interestelar, filme que certamente vai dividir muitas opiniões. Eu aqui? Estou do lado que adorou.

Guardada a sete chaves (acredite, os 4 trailers lançados nem rasparam a superfície) a trama é situada em uma Terra desolada e que sofre com escassez de alimentos. Ali, o engenheiro Cooper (Matthew McConaughey) é selecionado pelo professor Brand (Michael Caine) para uma missão de exploração espacial, que visa utilizar buracos de minhoca para viajar grandes distâncias no Universo, a fim de encontrar mundos habitáveis e preservar a raça humana.

À primeira vista, não é uma premissa tão elaborada ou original. Mas não se engane, o roteiro de Nolan e seu irmão Jonathan tem mais camadas do que A Origem, e uma escala épica maior do que os três filmes do Batman combinados. Inspirados pelas teorias do físico Kip Thorne (que exerce a função de produtor executivo aqui), Nolan comanda sua equipe para criar algumas das imagens mais belas já vistas no Cinema nos últimos anos, com a ajuda de efeitos visuais competentes, câmeras IMAX operadas pelo cada vez melhor diretor de fotografia Hoyte Van Hoytema e um desenho sonoro acertadíssimo. Tudo pautado na ciência e no realismo que o cineasta tanto abraça, o que também garante uma sensação de autenticidade para os eventos em cena – a simples explicação para o conceito de buraco de minhoca é eficaz, por exemplo. E também pode ser assombroso, como o pesado uso da Teoria da Relatividade para retratar radicais mudanças temporais: uma hora em tal ambiente pode representar décadas em outro.

Claro, os conceitos abordados aqui rendem muita exposição. O roteiro também peca ao trazer seus personagens soltando frases de efeito pesadas em diálogos casuais (“A humanidade nasceu na Terra. Não está destinada a morrer aqui”), o que de certa forma vai contra a autenticidade almejada pelo diretor. Mas juro, quando o longa engata na missão e começa o espetáculo, eu perdoei qualquer erro. A condução de Nolan durante as sequências espaciais, aliada à poderosa e original trilha sonora de Hans Zimmer (Oscar, não me decepcione…) rende uma experiência inebriante e que me deixou imóvel na poltrona, me perguntando se as imagens fantásticas ali eram mesmo obra de seres humanos.

Mas mesmo diante do espetáculo, o fator humano é genuíno. A relação entre Matthew McConaughey e a filha (interpretada pela excelente Mackenzie Foy durante a infância e por Jessica Chastain na fase adulta) é comovente e garante ao ator mais grandes momentos para sua cada vez melhor filmografia.

E quando vamos chegando ao final das quase 3 horas de filme, Interestelar vai conquistar e decepcionar, dependendo do espectador. É um clímax abstrato que exige uma imaginação fértil e também paciência, podendo ser genial ou simplesmente ridículo. Vai depender muito. Funcionou pra mim e se apresentou como uma solução lógica que vinha se construindo desde o primeiro frame da projeção.

Interestelar vai variar muito de uma pessoa a outra. A recepção crítica revela que uns amaram, outros detestaram e alguns simplesmente não viram nada demais. Aposto que já deixei claro minha posição diante do filme, que considero uma das experiências cinematográficas supremas de 2014, capaz de me fazer esquecer seus pequenos erros. Mas mesmo que eu tivesse odiado o filme, reconheceria a mera decisão de Christopher Nolan em experimentar algo tão ousado, e incomum no gênero blockbuster atual.

Felizmente, para mim, não ficou só nas boas intenções.

Obs: Veja em IMAX, sério.

Obs II: Há uma participação muito especial no longa. A essa altura, vários sites já devem ter matado a surpresa, mas ainda assim é bem bacana ver um ator renomado escondido da divulgação de marketing. Enfim.

Leia esta crítica em inglês.

Novo trailer de KINGSMAN: O SERVIÇO SECRETO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Fiquei muito decepcionado quando Kingsman: O Serviço Secreto teve sua estreia adiada para 2015, já que é um projeto promissor de um cineasta que se revela cada vez mais talentoso. E o novo trailer, que traz Colin Firth chutando bundas e Samuel L. Jackson sendo Samuel L. Jackson é mais um indício de que vem coisa boa por aí. Confira:

 

O filme é dirigido por Matthew Vaughn, de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe. O elenco traz ainda Michael Caine, Mark Hamill e Mark Strong.

Kingsman: O Serviço Secreto estreia em 13 de Fevereiro nos EUA.

Confira o trailer final de INTERESTELAR

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois da aparição-relâmpago na Comic-Con, Interestelar ganha mais um trailer. A ficção científica de Christopher Nolan leva Matthew McConaughey e grande elenco para explorar o conceito de buracos de minhoca no espaço. Confira:

O elenco traz ainda Anne Hathaway, Jessica Chastain, Michael Caine (claro), Cillian Murphy, John Lithgow, Topher Grace e Wes Bentley.

Interestelar estreia em 6 de Novembro.

Nã vejo a hora. Parece incrível.

Primeiro pôster e trailer de KINGSMAN: THE SECRET SERVICE

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Você pode não ter ouvido falar ainda, mas é melhor ficar de olho. Depois de Kick-Ass: Quebrando Tudo e X-Men: Primeira Classe, o cineasta Matthew Vaughn prepara Kingsman: The Secret Service, adaptação dos quadrinhos de Mark Millar (o mesmo de Kick-Ass e O Procurado) que envolve um jovem rebelde sendo treinado por seu tio para ser um espião. Ah, e a história se passa na Inglaterra.

James Bond feelings? Vaughn já havia brincado com o conceito com seu Magneto no prequel dos X-Men, e tudo indica que teremos mais um divertidíssimo filme aqui. Confira o primeiro pôster:

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O elenco traz ainda Colin Firth, Michael Cane, Mark Strong Adele e Samuel L. Jackson.

Kingsman: The Secret Service estreia em 17 de Outubro no Reino Unido.

ATUALIZAÇÃO: Agora com o primeiro trailer:

O Prestígio | Especial BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

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O filme mais aguardado de 2012 enfim chega às telonas! Christopher Nolan promete (novamente) grandiosidade em sua conclusão da trilogia do Morcego com Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Já assisti ao filme na cabine de imprensa (leia a crítica aqui) e atualizei o post com novas informações. Acompanhe o especial e vejamos como será o resultado:

Algumas perguntas que circulam o projeto:

Quanto tempo separa Ressurge de O Cavaleiro das Trevas?

De acordo com Christopher Nolan, o novo filme se passa oito anos após seu anterior.

Quem são os vilões?

A principal ameaça encontra-se na forma de Bane, que lidera um grupo terrorista que visa levar o caos para as ruas de Gotham. Os boatos correm e muitos apontam em um retorno da Liga das Sombras de Batman Begins, e se o vilão não seria um membro que continuará a missão de Ra’s Al Ghul. Além disso, temos a Mulher-Gato (que serve também como aliada) e uma rápida aparição do Espantalho de Cillian Murphy vai ou não dar as caras…

Quais são as novidades no elenco?

Diretamente de A Origem, Tom Hardy, Marion Cottilard e Joseph Gordon Levitt reúnem-se com o diretor Christopher Nolan. O primeiro encarna Bane, Levitt dá forma ao policial John Blake (que tem uma importante participação na trama) e a atriz francesa encarna uma personagem não muito detalhada pela divulgação do filme, que atende pelo nome de Miranda Tate. E claro, temos Anne Hathaway como Selina Kyle, a melhor do filme.

O que é aquele objeto voador?

Novo “brinquedo” tecnológico do protagonista, o “Morcego” é um veículo voador desenvolvido por Lucius Fox. Basicamente, é a versão Nolan para o famoso Bat-Wing, que agora substitui o formato “morceganizado” por um militar, como o próprio Tumbler.

Há alguma menção ao Coringa de Heath Ledger?

Christopher Nolan havia dito que planejava usar o Coringa de Heath Ledger no terceiro filme (e com uma figura daquelas, quem não usaria?), mas devido a repentina morte do ator, isso não foi possível. Dessa forma, O Cavaleiro das Trevas Ressurge não faz menção alguma ao personagem.

Afinal, o Bane quebra ou não a coluna do Batman? [SPOILERS]

Quando anunciado que Bane seria o principal antagonista do novo filme, muitos fãs imediatamente remeteram à famosa HQ A Queda do Morcego, onde o vilão derrota o Batman e quebra sua coluna, deixando-o paraplégico. Pois bem, no filme a cena com o herói sendo espancado e humilhado está lá – assim como icônica joelhada na coluna – mas o golpe não é forte o suficiente para aleijá-lo, apenas deixando-o severamente machucado (com uma vértebra exposta).

Quanto do filme foi gravado em IMAX?

O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem quase 1 hora de material rodado em câmeras IMAX, rivalizando com os 28 minutos do filme anterior. Curiosidade: durante as filmagens, a dublê de Anne Hathaway acidentalmente colidiu com uma das gigantescas câmeras do formato, o que certamente rendeu um prejuízo de 500 mil dólares à produção; considerando a limitada disponibildade dos equipamentos. Veja o flagrante:

Após o fim da trilogia, como fica o Batman no cinema?

Como aconteceu com o Homem-Aranha, a Warner Bros anunciou que o Batman terá um reboot, já que os produtores afirmam que Nolan encerrou sua trilogia de uma maneira que impossibilita continuações. Eu pessoalmente acho que um reboot é exagero, o final dessa trilogia não é impossível de ser seguido…

Qual será o próximo filme de Christopher Nolan?

O nome de Christopher Nolan circula por muitos projetos, dentre os quais temos Superman – O Homem de Aço. O filme dirigido por Zack Snyder (que será lançado no ano que vem) teve o argumento original desenvolvido por Nolan e seu irmão, Jonathan e ambos afirmaram ser uma ideia “que não acreditavam ninguém ter pensado antes”. Recentemente, Michael Caine revelou ter sido contratado para o próximo filme do diretor, que seria um argumento original. Vamos aguardar…

Alguns velhos conhecidos e novas caras marcam presença em O Cavaleiro das Trevas Ressurge:

Bruce Wayne/Batman | Christian Bale

Tendo abandonado a máscara do vigilante Batman após aceitar a responsabilidade pelos crimes de Harvey Dent, Bruce Wayne encontra-se envelhecido e aposentado. Com problemas de coluna e exilado da sociedade, ele é forçado a voltar à ativa e recomeçar seu treinamento quando a ameaça terrorista de Bane promete destruir Gotham City.

Selina Kyle | Anne Hathaway

Habilidosa ladra noturna, Selina Kyle sustenta-se comentendo pequenos furtos e assaltos, sendo experienciada em lutas corporais e movimentos acrobáticos. Procurando uma chance de limpar seu histórico criminal e começar uma vida nova, ela se envolve com o grupo de Bane e, consequentemente, com Batman e seu alter-ego.

Bane | Tom Hardy

Bane é um mercenário (com espiríto revolucionário) que traz um grande plano envolvendo a destruição de Gotham City. Lidera um vasto grupo de resistência e incentiva uma rebelião de criminosos na cidade, tendo como habilidades uma força brutal e uma máscara respiratória que garante sua sobrevivência após este ter sido vítima de ferimentos agonizantes.

Comissário Jim Gordon | Gary Oldman

À beira da aposentadoria, James Gordon tem liderado uma campanha de luta ao crime implacável e bem-sucedida, mas ainda assim, sente-se na necessidade de revelar ao povo de Gotham o que de fato aconteceu entre ele, Batman e Harvey Dent anos atrás. Mas isso será o menor de seus problemas quando o grupo de Bane chegar à cidade.

John Blake | Joseph Gordon-Levitt

Jovem policial que vai rapidamente crescendo no departamento de polícia de Gotham, John Blake é um antigo amigo de Bruce Wayne e protegido do Comissário Gordon. Ainda que a cidade encontre-se em tempos de paz, ele anseia em descobrir a verdadeira história por trás do sumiço de Batman e também deseja que este retorne quando a situação piorar.

Alfred Pennyworth| Michael Caine

Leal mordomo e mentor de Bruce Wayne, Alfred sonha em ver seu patrão abandonar a vida eremita e sedentária que carrega, mas é contra sua decisão de retomar a máscara do Batman; temendo a impossibilidade de Bruce em sucedir contra oponentes perigosos e bem treinados.

Lucius Fox | Morgan Freeman

Ainda responsável pela Wayne Enterprises e a secreticidade das invenções tecnológicas de Batman, Lucius Fox é um dos principais incentivadores para o retorno de Bruce Wayne ao mundo real, tendo frequentes reuniões com a empresária Miranda Tate. Seu papel aqui é muito maior e importante.

Miranda Tate | Marion Cottilard

Miranda Tate é uma executiva filantropa que negocia  um projeto ambiental com as Wayne Enterprises. Sua relação com Bruce vai aumentando à medida que ela vai convencendo-o a reassumir a empresa e levá-la de volta aos dias de glória.

Uma olhada breve nos outros dois filmes da trilogia:

Batman Begins (2005)

Um marco para o cinema blockbuster, Batman Begins iniciou a onda de abordagens realistas para ícones populares (como Cassino Royale fez com James Bond). E justamente por tratar seu protagonista como um ser humano real – buscando inspiração nas primeiras histórias do personagem, muito mais sombrias – o reboot alcançou um resultado excelente ao mergulhar profundamente no psicológico do homem que se veste como morcego, em um estudo de personagem eficiente e que traz um visual dark e atmosférico. Isso sem falar da ótima performance de Christian Bale.

Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)

A adaptação suprema de quadrinhos/super-heróis para o cinema, o melhor filme de Christopher Nolan é também um dos melhores da última década. Em um misto excepcional de ação desenfreada, trama policial brilhante e temas morais/éticos abordados com impressionante intensidade, O Cavaleiro das Trevas é um filme surpreendente que aprimora o original em todos os sentidos. Todo o elenco é de primeira, mas o destaque fica para a magistral performance de Heath Ledger como o Coringa.

Os oponentes que já deram as caras na trilogia de Nolan.

O Espantalho

Intérprete: Cillian Murphy

Bio: Alter ego do psiquiatra Dr. Jonathan Crane, o Espantalho é uma arma de medo. No universo de Nolan, ele tem associação com o mafioso Carmine Falcone, gerenciando o hospício Asilo Arkham e livrando diversos de criminosos de penas de prisão ao diagnosticá-los como insanos. Sua principal arma é o gás do medo, que provoca alucinações em suas vítimas.

Desfecho: Foi preso pelo Batman no início de O Cavaleiro das Trevas. Tem uma pequena participação em Ressurge.

Ra’s Al Ghul

Intérprete: Ken Watanabe/Liam Neeson

Bio: Líder de uma associação secreta conhecida como Liga das Sombras, Ra’s Al Ghul é visto como imortal nos quadrinhos, mas no filme de Nolan é apenas uma figura que ganha diversos representantes. O principal deles, é o mentor de Bruce Wayne que também foi responsável por seu treinamento: Henry Ducard. Suas habilidades incluem treinamento ninja e domínio de inúmeras artes marciais.

Desfecho: Após fracassar em destruir Gotham, é morto no fim de Batman Begins.

O Coringa

Intérprete: Heath Ledger

Bio: Criminoso anarquista brilhante, o Coringa só tem um objetivo: testar e destruir o psicológico de seus oponentes, assim como perturbar a ordem dominante e estabelecer o caos. Sem nunca ter seu passado revelado (o máximo são algumas histórias que o próprio inventa para justificar sua aparência), é armado com inúmeras facas e usa de uma maquiagem para intimidar e ocultar as cicatrizes de sua boca.

Desfecho: É preso pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Harvey Duas-Caras

Intérprete: Aaron Eckhart

Bio: Implacável promotor público e o rosto da luta contra o crime em Gotham, Harvey Dent foi um símbolo de esperança e justiça em tempos sombrios. Aliando-se com o comissário Gordon e Batman, eles prometeram defender a cidade contra os ataques do Coringa. Dent sai na pior quando sua amada Rachel Dawes é morta e este e tem metade de seu rosto queimado durante um sequestro, levando-o a um desejo de vingança incontrolável. Armado com uma pistola, decide suas ações no cara-ou-coroa.

Desfecho: Ameaçando o comissário Gordon e sua família, é morto pelo Batman no fim de O Cavaleiro das Trevas.

Bane [SPOILERS]

Intérprete: Tom Hardy

Bio: Após ser agredido cruelmente enquanto protegia uma criança de prisioneiros hostis, Bane é forçado a viver com uma máscara de gás que alivia sua agonia e garante sua sobrevivência. Libertado da tal prisão pela Liga das Sombras, ele é então treinado por Ra’s Al Ghul como um poderoso mercenário, mas é banido do grupo ao se apaixonar pela filha de seu líder.

Desfecho: É morto por Selina Kyle em O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

Porque teatrilidade e ilusão são agentes poderosos, sr. Wayne…

O Traje

Peça da Wayne Enterprises para o exército americano, o traje de sobrevivência oferece resistência a facas e também é à prova de balas (menos um tiro direto, de acordo com Lucius Fox).

A Capa

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como “tecido da memória”, é um pano flexível e leve e que assume diversas formas ao ter uma corrente elétrica acionada. Com tal equipamento, Batman consegue usar essa capa para planar longas distâncias.

O Tumbler

Desenvolvido pela Wayne Enterprises como um veículo para auxiliar na construção de pontes, o Tumbler foi transformado pelo Batman em um carro militar. Traz uma armadura resistente e que dificulta a identificação em ambientes noturnos, além de ser completamente à prova de balas. No quesito poder de fogo, temos mísseis e bombas.

Bat-Pod

Módulo de escape do Tumbler – quando este sofre danos catastróficos – a Bat-Pod transforma dois pneus do carro em uma moto veloz e destruidora. Além de trazer um arpão em suas utilidades, tem dois eficientes canhões na dianteira do veículo.

As encarnações da Mulher-Gato no cinema:

Lee Meriwether em Batman – O Homem Morcego

A primeira Mulher-Gato dos cinemas, Lee Meriwether vive a personagem na adaptação da cartunesca série de TV de Adam West. Não assisti ao filme, então não tenho como avaliar a caracterização (mas vale observar que o visual de Anne Hathaway teve ligeira inspiração aqui).

Michelle Pfeffer em Batman – O Retorno

Grande destaque do mediano filme de Tim Burton (faria mais sentido o filme se chamar Catwoman Begins ao invés de Batman – O Retorno), a ladra felina de Michelle Pfeiffer ganha uma origem sobrenatural após ser “ressuscitada” por um bando de gatos. A vilã é armada com chicote, garras e uma apertadíssima roupa de couro.

Halle Berry em Mulher Gato

Em um sofrível derivado que reinventa a personagem, Halle Berry vestiu o traje curto e rasgado da Mulher-Gato, ainda mantendo uma história sobrenatural (dessa vez trazendo… Reencarnações de deuses egípcios felinos) como origem da anti-heroína.

Anne Hathaway em Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Mais pautada à realidade, a versão Anne Hathaway para a ladra felina não apresenta habilidades sobrenaturais, apenas movimentos flexíveis e um apertado traje de couro. Experiente em roubos e tiroteios, ela ainda conta com lâminas no salto de sua bota.

Relembremos os melhores momentos (ou os meus preferidos) dos capítulos anteriores da trilogia:

Abraçando o Medo

Descobrindo a caverna subterrânea que viria a se tornar o quartel do Batman, Bruce Wayne é atacado por um enxame de morcegos e então este tem um momento de epifania. Com belo uso das sombras na fotografia de Wally Pfister, o sujeito abraça o medo e conforta-se com ele, adotando-o como arma.

“Gostaria de ver minha máscara?”

Tendo notado a insistência do mafioso Carmine Falcone em fazer parte de seu plano, o dr. Jonathan Crane é forçado a lhe apresentar seu sinistro alter-ego: o Espantalho.

“Um pouco do seu próprio remédio?”

Após ter sido humilhado em seu primeiro encontro com o Espantalho e seu gás alucinógeno, Batman invade o Asilo Arkham e oferece ao doutor um pouco de seu próprio remédio. Destaque para a montagem agressiva de Lee Smith (que ajuda a tornar o herói pouco perceptível) e a versão demoníaca do Homem-Morcego.

Salvando Rachel

Na estreia do Batmóvel Tumbler, o herói esmaga viaturas e salta de prédios em uma tensa corrida contra o tempo; com sua amada Rachel Dawes envenenada e à beira da insanidade. Ficou bem claro aqui o talento de Nolan para cenas de ação.

“Mas não preciso te salvar”

O clímax de Batman Begins não decepciona em quesitos de pirotecnia, mas o que fica mesmo na memória é a solução encontrada por Batman para não matar seu antigo mestre, Ra’s Al Ghul.

Assalto ao Banco

Em um prólogo empolgante e imprevisível, o diretor Christopher Nolan faz juz aos melhores thrillers policiais de Michael Mann ao mostrar o Coringa e seus comparsas assaltando um banco da Máfia. Além de introduzir de forma impecável seu antagonista, define o tom do filme todo.

“Que tal um truque de mágica?”

Em uma cena antológica, o Coringa demonstra seu senso de humor negro à um grupo de mafiosos.

Perseguição do Carro Forte

Elevando o nível da perseguição de carros de Batman Begins, Nolan e sua equipe criam uma cena de ação incrível, trazendo o Coringa perseguindo Harvey Dent pelas ruas de Gotham e a estreia da bat-pod do herói. Admirável também é o uso de efeitos práticos, como miniaturas, explosões e a capotagem memorável de um caminhão.

“Você me completa!”

O duelo mais perigoso entre Batman e o Coringa, a cena do interrogatório traz um embate psicológico impressionante. Nele, vemos que um não pode existir sem o outro, que são apenas lados diferentes de uma mesma moeda. Atuação monstruosa de Heath Ledger aqui, que mostra fôlego nas risadas maléficas.

“Eu queria inspirar o bem, não a loucura e a morte”

Após a morte de Rachel e o acidente de Harvey Dent, Bruce senta-se à janela e conversa com seu fiel mordomo Alfred. É uma linda cena que retrata a derrota do super-herói e a angústia do personagem, além de trazer uma fotografia triste de Wally Pfister.

“Introduza um pouco de anarquia”

Quando pensamos que o filme acalmaria com a prisão do Coringa, este faz um retorno impressionante ao disfarçar-se de enfermeira e explodir um hospital. Além de ser divertido ver o sujeito brigando com o detonador, o discurso sobre caos e anarquia que corrompe Harvey Dent (agora, Duas-Caras) é fundamental para entender a natureza do personagem.

“Um cavaleiro das trevas”

Um final perfeito para um filme perfeito.

A carreira de Christopher Nolan, além da trilogia do Morcego:

Following (1998)

Com orçamento independente e técnicas de filmagens bem simplórias, o primeiro filme de Nolan é uma interessante (e paranoica) história de um escritor que segue pessoasa fim de buscar inspirações para seus trabalhos. Chama a atenção pela narrativa intrincada (marca típica do cineasta) e a fotografia em preto e branco.

Amnésia (2000)

Um dos filmes mais surpreendentes e complexos já feitos. Famoso pela “narrativa ao contrário”, Amnésia é um thriller inteligente e poderoso, um quebra-cabeças peculiar e complicado. Assistir só uma vez não é o suficiente para entender o roteiro brilhante dos irmãos Nolan. Nem mesmo se for ao contrário.

Insônia (2002)

Remake de um filme de 1997, é um thriller muito engenhoso e inteligente. As performances de Al Pacino e Robin Williams estão espetaculares e o tom atmosférico é bem sombrio, o Alaska apresenta-se como o cenário perfeito para a trama, com um desfecho sensacional.

O Grande Truque (2006)

A cruel e sombria disputa entre dois mágicos… A premissa já é ótima, o filme de fato aproveita-a e toma rumos muito além do imaginável, reviravoltas e alcança um final bizarro e completamente inesperado. Tem ótimas performances de Hugh Jackman e Christian Bale.

A Origem (2010)

Com uma das ideias mais originais dos últimos anos, Nolan alcança a perfeição ao tecer uma trama que apresenta ladrões do subconsciente, que usam de sonhos para roubar e implantar ideias na mente humana. Traz cenas de ação espetaculares e conceitos ambiciosos, além de um final enigmático que fez o mundo todo discutir.

Link para o post original (de Agosto de 2010)

Revisitando a primeira franquia do Batman:

Batman (1989)

Primeiro grande filme do Homem-Morcego para o cinema, traz uma abordagem dark para o personagem após o tom cartunesco do famoso seriado de TV com Adam West. Lidando com uma boa história e personagens carismáticos (nem precisa dizer que o Coringa de Jack Nicholson rouba o filme), o filme peca em sua execução, já que – mesmo tendo um visual gótico lindo – Tim Burton não é a escolha ideal para um longa de super-herói.

Batman – O Retorno (1992)

Ainda que traga uma ótima ambientação (a sombria Gotham City castigada pela neve natalina cai muito bem em dias frios), a segunda investida de Tim Burton na franquia é incostante e descontrolada, trazendo bons personagens mas não oferecendo tempo suficiente para explorá-los a fundo. Nesse cenário, o próprio Batman é esquecido pelos roteiristas e Danny DeVito, como o Pinguim, encarna um dos vilões mais ridículos da História.

Batman Eternamente (1995)

Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher, deixando de lado as sombras e transformando o terceiro filme do Batman em uma aventura fantasiosa e infantil. Apesar de trazer alguns bons elementos com os vilões Duas Caras e Charada (e não me refiro às caricatas performances) a história não convence e soa ridícula demais. E Val Kilmer não tem nada a ver com Bruce Wayne…

Batman & Robin (1997)

Se Schumacher já começava a flertar com o ridículo no longa anterior, ele o leva para cama no péssimo Batman & Robin. Trazendo caracterizações ridículas de bons personagens, o filme ainda sofre com elementos babacas (nunca, mas nunca esqueceremos do bat-cartão de crédito) e uma trama risível que poderia muito bem estar num desenho animado de sábado de manhã. Lembrando que o filme também trazia sua versão do Bane.

Com a conclusão da trilogia de Nolan, ficam algumas dicas e sugestões para como o personagem pode gerar novos filmes:

Chega de origem

Com Batman Begins tendo gastado uma enorme quantidade de tempo explicando a origem e as motivações do herói (e fazendo-os de maneira impecável), é irrelevante que um reboot volte novamente para o assassinato dos pais de Bruce Wayne. O Espetacular Homem-Aranha nos mostrou que recontar a mesma história “de forma diferente” não funciona, então que a Warner não cometa o mesmo erro com o Morcego.

O desfecho da trilogia ****HEAVY SPOILERS!****


Joseph Gordon Levitt e a adoção do símbolo

Só pra quem viu O Cavaleiro das Trevas Ressurge hein! No fim do novo filme, o detetive “Robin” John Blake é o herdeiro da batcaverna após Bruce Wayne simular sua morte e fugir para Florença, e tudo indica que este adotará o símbolo de Batman como novo vigilante de Gotham. Eu adoraria ver como a história de Joseph Gordon Levitt iria progredir, e uma boa inspiração caso esse gancho seja de fato seguido é o desenho Batman do Futuro.

Série Arkham


Batman – Arkham City

Juntamente com a trilogia de Christopher Nolan, os jogos da série Arkham foram a melhor coisa a surgir para o personagem em anos. O que chama a atenção aqui é o tom sombrio da série, mas que não se preocupa em ser realista e abraça elementos fantásticos dos quadrinhos em uma trama essencialmente adulta. Fica a sugestão de não necessariamente adaptar o jogo, mas sim adotar sua atmosfera.

Bem, o especial fica por aqui e espero que tenham gostado. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge estreia nos cinemas no dia 27, mas você já pode ler a crítica aqui.

Gostaria de dedicar esta postagem à memória das vítimas do terrível tiroteio em Aurora, de 20 de Julho de 2012.

| Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge | A épica conclusão da franquia super-heróica definitiva

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2012, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de julho de 2012 by Lucas Nascimento

4.5


The name is Bane: o mascarado de Tom Hardy veio para quebrar o Morcego

O texto abaixo traz descrições de cenas específicas, mas nenhum SPOILER GRAVE.

Sete anos atrás, Batman Begins redefiniu o gênero blockbuster ao abordar um personagem fantasioso com estética e execução realista. Quatro anos atrás, Batman – O Cavaleiro das Trevas elevou o nível de adaptações de quadrinhos (e também de continuações) ao mergulhar ainda mais fundo no psicológico de seu protagonista. E aqui estamos nós com Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge, que alavanca ainda mais a dramaticidade do Homem-Morcego em uma conclusão de escala faraônica.

Ambientada oito anos após o desfecho do filme anterior, a trama traz uma Gotham City em tempos de paz e harmonia, onde o Comissário Gordon (Gary Oldman) colocou fim a praticamente todas as organizações criminosas e Bruce Wayne (Christian Bale) encontra-se tanto aposentado de sua vida Batman, como exilado da sociedade. Uma tempestade aproxima-se quando o mercenário Bane (Tom Hardy) chega à cidade trazendo consigo um plano misterioso de destruição, e a ameaça forçará Wayne a trazer de volta o Cavaleiro das Trevas.

Primeiramente, é admirável a coragem e determinação de Christopher Nolan em continuar a história após o impecável Cavaleiro das Trevas, até porque eu achava improvável que o herói retornasse em uma trama que justificasse sua existência. Ressurge me provou errado, e mesmo que não supere o antecessor, comprova mais uma vez o imenso talento do cineasta para desenvolver personagens e promover espetáculos. É justamente por passar quase uma hora de projeção apenas situando seus personagens que o clímax explosivo funciona tão bem – pois nele, cada um tem uma função específica que já ia se revelando ao longo do filme – mesmo que a experiência chegue perto de extensas três horas de duração.

Tendo a trilogia caracterizada por sua abordagem realista, Nolan segue essa linha com Ressurge (as cenas de ação continuam dominadas por efeitos práticos, com uso controlado de CG) ao mesmo tempo em que se mostra o capítulo mais necessitado de explicações “fantásticas” para funcionar. Dentre um problema de coluna resolvido com um tratamento um tanto exótico aqui e bombas nucleares pra lá, no entanto, tudo parece crível graças às justificativas do roteiro de Nolan e seu irmão Jonathan e da (mais uma vez) excelente performance de Christian Bale, que traz um Bruce Wayne muito mais problemático.

O drama aqui é muito mais pesado e adulto do que em qualquer outra adaptação de quadrinhos. Sente-se uma preocupação legítima com o herói – fora de forma e enfraquecido pelos anos afastado da armadura – quando seu mordomo Alfred (Michael Caine, mais emocional) o alerta para que não reassuma a máscara e que “já havia enterrado membros o suficiente da família Wayne”. E é ainda mais perturbador assistir ao herói sendo brutalmente humilhado pelo vilão Bane em uma luta corporal, já que pela primeira vez na franquia temos um oponente fisicamente superior (o mercenário explica suas intenções calmamente e termina com um“… E depois eu vou quebrar você”). Mesmo que Tom Hardy tenha o rosto escondido pela máscara respiratória durante (quase) todo o filme, seu personagem tem uma presença monstruosa e assustadora, e parte disso é fruto do bom trabalho que o ator desempenha com os olhos e a voz; ainda que o efeito sonoro que modifica sua fala estranhe inicialmente – afinal, nem todo mundo é James Earl Jones.


O miado do gato: Anne Hathaway é Selina Kyle

Assumindo um papel outrora iconizado por Michelle Pfeiffer em Batman – O Retorno (e ridicularizado por Halle Berry em Mulher-Gato), Anne Hathaway se sai muitíssimo bem ao abraçar o papel de Selina Kyle e fornecer sua própria intepretação. A ladra felina de Hathaway é muito mais interessante por ter sua humanidade explorada (com exceção de alguns trocadilhos do tipo “o gato comeu sua língua?”, não é usado em momento algum o termo “mulher-gato”) e também por enfatizar seu astuto instinto de sobrevivência; numa determinada cena, Kyle se mete em um tiroteio com criminosos dentro de um bar, mas não hesita em largar a arma e gritar como se fosse uma simples vítima quando a polícia aparece.

Vítima também é Goham City, que sofre como nunca nas mãos de Bane: o vilão bombado promove uma série de ataques à cidade (curiosamente, justificando-os como um movimento revolucionário) onde têm destaque uma fria invasão à bolsa de valores e a explosão de um campo de futebol americano. Esta última ganha ainda mais força com a brilhante escolha musical: uma cantoria suave e isolada do hino dos EUA, cujo efeito é assombroso e desperta à memória os ataques terroristas sofridos pelo país na década passada. Merece aplausos o design de produção de Nathan Crowley e Toby Whale, que garantem às ruas devastadas de Gotham um ar grandioso e real (o uso da neve na fotografia de Wally Pfister também ajuda a realçar o caos atmosférico); além da inteligente sacada com a sombria prisão dentro de um poço, que não deixa de ser um paralelo com a situação do próprio Bruce Wayne e o tema de ressurgimento.

Em termos de conclusão, O Cavaleiro das Trevas Ressurge é satisfatório e comprova a linearidade com a franquia ao resgatar elementos dos capítulos anteriores (especialmente os de Batman Begins) de forma coesa, funcionando perfeitamente como o terceiro ato de uma única história. E vale apontar que, ao contrário do que os executivos da Warner afirmaram, não é impossível dar continuidade ao fim dessa trilogia; o desfecho do filme termina o ciclo iniciado em 2005, mas deixa portas abertas para uma interessante possibilidade.


Pela última vez, Christian Bale veste a armadura de Batman

Christopher Nolan faz de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge o final inebriante que a franquia merece. O ciclo do Morcego se fecha e agora parte para se tornar mais do que uma simples trilogia: uma lenda.

Obs: As cenas filmadas em IMAX ficam impressionantes se vistas em salas do formato. Recomendo!

Obs 2:  Esta crítica foi publicada após a cabine de imprensa do filme, em 19 de julho.

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