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Novo trailer de PERDIDO EM MARTE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 19 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

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O aguardado Perdido em Marte, que estrela Matt Damon sob a direção de Riddley Scott, ganhou um excelente novo trailer. Embalado por um mix bacana de “All Along the Watchtower”, de Jimi Hendrix, o vídeo promete um filme muito mais empolgante do que o primeiro trailer.

Confira:

O elenco estelar ainda conta com Jessica Chastain, Jeff Bridges, Kate Mara, Sean Bean, Chiwetel Ejifor, Kate Mara, Kristen Wiig, Sebastian Stan, Donald Glover e Michael Peña.

Perdido em Marte estreia em 1º de Outubro no Brasil.

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| Homem-Formiga | Crítica

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

AntMan
Querida, encolhi a gente: Paul Rudd experimenta o traje

Já são tantos filmes lançados pela Marvel Studios nos últimos 7 anos que, como apontei em meu texto de Vingadores: Era de Ultron, a fórmula e seus personagens já começam a demonstrar sinais de ferrugem. São 5 filmes com Robert Downey Jr, 4 com Chris Evans e Chris Hemsworth… Foi um alívio quando Guardiões da Galáxia trouxe novos e refrescantes elementos no ano passado, e a sensação é similar quando termina a sessão de Homem-Formiga: algo familiar, porém original.

A trama começa quando o ladrão Scott Lang (Paul Rudd) é solto após dois anos numa prisão de São Francisco. Buscando meios de se aproximar de sua filha, ele aceita participar de um golpe para invadir o cofre do milionário aposentado Hank Pym (Michael Douglas). O item em questão é o traje de encolhimento do Homem-Formiga, o qual Lang adota sob a tutela de Pym, que o seleciona para ajudá-lo num plano para impedir o ambicioso Darren Cross (Corey Stoll) de roubar sua fórmula.

Mesmo que a estrutura básica permaneça a mesma, há diversos pontos inovadores aqui. O roteiro de… Bem, é uma situação confusa pois, como bem sabem, Edgar Wright e seu colega Joe Cornish estiveram ligados ao projeto desde 2008, antes de serem dispensados após “desavenças criativas” com o mandachuva Kevin Feige. Os créditos de Wright e Cornish foram mantidos, mas Adam McKay e o próprio Paul Rudd ajudaram a reescrever e estruturar o roteiro para se encaixar no padrão que a Marvel vem montando no cinema. Fica difícil apontar quem fez o quê ali (mesmo que as piadinhas infantilóides associadas aos outros filmes do estúdio sejam facilmente identificadas aqui), mas o texto já merece créditos por seguir a linha de Guardiões da Galáxia ao se focar em um protagonista que claramente é um criminoso.

Claro, um criminoso de bom coração, adepto de uma filosofia Robin Hood que só quer ver sua filha no fim do dia, mas ainda assim, um personagem mais complexo do que o costume; e Rudd se sai muito bem aqui, seja no lado mais cômico (afinal, é sua especialidade) quanto no mais maduro, sendo um contraponto divertido para o carrancudo Hank Pym de Michael Douglas (que, em certo ponto, ganha também um dos melhores rejuvenescimentos digitais que eu já vi). Homem-Formiga também é eficiente como um exemplar do subgênero heist, utilizando da ágil montagem de Dan Lebental e Colby Parker Jr, e também de uma divertida sincronia labial promovida pelo personagem de Michael Peña, quando este explica as diversas conversas paralelas que o levaram a certo plano. Mais importante: o filme também não se revela dependente de fazer referências masturbatórias aos Vingadores, limitando-se a uma ou duas referências, além de uma participação que avança a trama de forma inteligente – e empolgante, digamos.

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O Jaqueta Amarelo de Corey Stoll

Ainda que longe do dinamismo vibrante de Wright, o diretor Peyton Reed (Sim Senhor!) faz um trabalho decente, merecendo créditos pela condução das excelentes sequências na qual o protagonista encontra-se encolhido. Os efeitos visuais quase as transformam em animações, mas funcionam à medida em que o longa se desenrola e também por conseguirem transmitir com sucesso a visão do herói e seu senso de maravilhamento, a grandiosidade de objetos pequenos e saber explorar visualmente os cenários; a primeira cena de encolhimento deve entrar para a lista de melhores momentos do gênero, facilmente, enquanto uma determinada descoberta durante o último ato impressiona pela ousadia, ainda que falhe ao explorá-la por completo. A escolha de um vilão cujos planos são mais simples do que o velho “vamos destruir o mundo” também ajuda, adicionando também o ótimo Corey Stoll e seu elaborado uniforme do Jaqueta Amarela.

Mesmo que eu tenha orgasmos em imaginar a versão de Edgar Wright, este Homem-Formiga revela-se uma das melhores produções da Marvel Studios, que acerta ao apresentar novas personalidades e fugir de fórmulas prontas, ao mesmo tempo em que entrega um satisfatório filme de origem de super-herói à moda antiga.

Obs: O 3D convertido não acrescenta absolutamente nada.

Obs II: Você sabe o procedimento… Duas cenas extras, durante e após os créditos.

Primeiro trailer de PERDIDO EM MARTE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 8 de junho de 2015 by Lucas Nascimento


Antes que perguntem: não, não é um spinoff de Interestelar, mesmo que tenhamos Matt Damon perdido sozinho em um planeta desolado. No caso, Marte, como nos revela o primeiro trailer do filme de Ridley Scott.

Confira:

O elenco traz ainda Jessica Chastain, Jeff Daniels, Kate Mara, Kristen Wiig, Donald Glover e Michael Peña.

Perdido em Marte estreia em 25 de Novembro nos EUA.

| Corações de Ferro | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2015, Drama, Guerra with tags , , , , , , , , , , , , on 5 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

Fury
Brad Pitt é o comandante do tanque Fury

Quando eu achava que simplesmente não poderia haver mais temas possíveis a ser explorado dentro do âmbio da Segunda Guerra Mundial, me aparece um filme de tanque de guerra. Corações de Ferro faz essa proposta, e prova ser um acerto do interessante David Ayer (responsável por Marcados para Morrer, Os Reis da Rua e o roteiro de Dia de Treinamento), ainda que não se arrisque tanto.

A trama é ambientada em Abril de 1945, nos últimos momentos da guerra entre o Eixo e os Aliados. Visando acabar o conflito definitivamente, um pelotão de tanque americano invade a Alemanha e vai conquistando as pequenas cidades por onde passa. Nesse cenário, eles ainda precisam acolher um novo soldado (Logan Lerman), que entra para substituir uma baixa na equipe.

É um filme muito simples e eficiente em sua proposta de entretenimento, servindo como um sólido filme de ação e equipe. David Ayer é um cineasta habilidoso que sabe construir a tensão do antecipamento (como o preparo para um ataque alemão no clímax ou a chegada surpresa de um tanque inimigo) e não se acovarda ao retratar os tiroteios de forma gráfica, sempre explodindo membros e jorrando sangue por toda a parte. A fotografia de Roman Vasyanov ajuda a criar essa visão opressiva, em uma paleta predominante fria coberta por um céu nublado e campos de batalha desertos povoados por meras silhuetas de soldados alemães, como se Ayer os transformassem em meras presenças malignas, ao invés de humanos.

O roteiro também fica à cargo de Ayer, e entre um diálogo espirituoso aqui e ali, ele consegue arrancar boas situações. O grande ápice fica com a parada do pelotão em um apartamento habitado por duas alemãs, uma cena surreal – quase onírica – que destoa de toda a produção, e impressiona ainda mais quando a realidade da guerra a atinge. Vai ficando mais difícil de comprar a ideia (leia-se, “hollywoodiano” demais) quando o grupo se arrisca a enfrentar um pelotão de centenas de alemães no terceiro ato, principalmente quando a trilha evocativa de Steven Price tenta nos emocionar. Poderia ter sido mais Os Doze Condenados e menos Pearl Harbor.

Quanto ao elenco estrelado, ele serve bem a função de construir os mais básicos estereótipos de qualquer tipo de filme de equipe. Brad Pitt se sai bem com o líder idealista-que-passou-por-altas-tretas-no-passado, Shia LaBeouf não incomoda como o soldado-religioso-mas-engraçadinho, Michael Peña permanece em seu casual piloto automático como o “cara latino” e Jon Bernthal faz o típico “cafajeste-que-odiamos”, mas surpreende ao trazer reações específicas em. E Logan Lerman? Nada como o “novato” medroso e odiado que logo vai ganhando respeito da equipe. E todos os estereótipos funcionam bem, nada demais.

Corações de Ferro é um bom entretenimento que é capaz de impressionar por suas brutais sequências de guerra e divertir com o entrosamento do elenco, ainda que raramente se arrisque a ser mais do que um mero escapismo.

Obs: Os créditos finais são muito bem feitos.