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| Perigo por Encomenda | O herói de ação aqui é ciclista

Posted in Ação, Críticas de 2013, DVD with tags , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

Premium-Rush
Joseph Gordon-Levitt é o herói de ação da bicicleta

2012 foi um ano agitado para Joseph Gordon-Levitt. Ator que vem se mostrando uma das melhores faces da nova geração, estrelou a ficção científica Looper: Assassinos do Futuro, ganhou um papel fundamental em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e ainda descolou um pequeno papel na oscarizada cinebiografia Lincoln. O trabalho de Levitt que passou batido por nós brasileiros foi Perigo por Encomenda, um thriller de ação engenhoso e que certamente não merece a ignorada – ainda que seja possível entender o motivo por esta.

Conhecido em meu círculo de amigos como “o filme de ação da bicicleta”, a trama acompanha o ciclista Wilee (Levitt), um dos melhores entregadores da empresa onde trabalha. Sua vida entra em perigo quando é encarregado de entregar uma encomenda misteriosa que desperta a atenção de um notório policial corrupto (Michael Shannon, psicoticamente divertido).

No Brasil, Perigo por Encomenda chegou diretamente para home/video (aliás, já está até na programação da HBO do país), uma decisão que certamente se deu pela incapacidade do filme de encontrar um público – geralmente é assim. No entanto, o filme de David Koepp (que assinou o roteiro do primeiro Homem-Aranha e do último Indiana Jones) traz todos os elementos formulaicos que poderíamos encontrar um longa da franquia Velozes e Furiosos, mas com duas mudanças fundamentais: a história aqui, por mais básica que seja, é bem trabalhada e os carros envenenados são substituídos por… bicicletas. É divertido como Koepp e o corroteirista John Kamps trazem diversos diálogos onde os personagens discutam a mecânica de seus transportes como se a bicicleta fosse tão valiosa quanto um carro (“A marcha da minha bike é potente”, coisas do tipo) ou ao menos mais popular no cinema – e eu sinceramente não me recordo de muitos filmes que tragam ciclistas como heróis de ação…

Mas duvido que algum tivesse o carisma de Joseph Gordon-Levitt, que transforma o arquétipo mais batido de protagonista do gênero em uma figura com quem possamos simpatizar e torcer quando é constantemente perseguido por policiais. É de se admirar também como o ator protagoniza diversas cenas de ação (mesmo que algumas manobras sejam ousadas demais e a presença de um dublê seja perceptível), que ganham destaque por se ambientarem majoritariamente em ruas movimentadas de Nova York por e serem controladas com eficácia pelos montadores Derek Ambrosi e Jill Savitt. Vale a menção também do dinamismo visual do longa, que insere cronômetros, câmeras estilo Google Earth e até possíveis destinos para o protagonista quando este analisa suas múltiplas opções.

Perigo por Encomenda não vai mudar a sua vida, mas com certeza o irá entreter por 91 minutos que passam tão rápido como as pedaladas de Joseph Gordon-Levitt. Uma pena o filme não ter emplacado, seria interessante (e ecologicamente sustentável) observar filmes de ação que trocam carros por bicicletas…

Obs: Durante os créditos finais, há um curioso vídeo onde vemos Levitt levando no bom humor um ferimento causado durante as filmagens.

| O Homem de Aço | O lado humano do maior super-humano dos quadrinhos

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

ManofSteel
Uma coisa é certa: nunca antes o Superman teve um uniforme tão bonito quanto este

Sem dúvida o mais icônico super-herói de todos os tempos, Superman é uma figura complicada de ser trabalhada nos cinemas. Sua invulnerabilidade é um fator decisivo para o afastamento emocional do personagem com o público (vide o Batman, cuja persona é mais identificável pelo fato de Bruce Wayne ser apenas um humano), e foi justamente esse ponto que Zack Snyder buscou corrigir com O Homem de Aço: o lado “humano” do herói.

A trama é roteirizada por David Goyer, a partir de um argumento elaborado por este e o diretor Christopher Nolan, retomando a origem do Superman (Henry Cavill) desde a partida de seu planeta condenado Krypton até a chegada na Terra. Enquanto aprende a controlar seus poderes e descobrir mais sobre seu passado, é perseguido pela determinada jornalista Lois Lane (Amy Adams) e pelo implacável general Zod (Michael Shannon), um remanescente de sua espécie que traz a promessa de destruição ao planeta.

É irônico que este novo filme concentre-se no lado mais emocional do Superman – e proponha uma abordagem mais realista quanto à sua posição na sociedade – ao mesmo tempo em que abrace pesadas doses de ficção científica. Goyer explora a fundo a mitologia de Krypton (e o design de produção de Alex McDowell impressiona pelo visual dark e com claras influências de H.R. Giger) e oferece um intrigante clima alienígena ao herói, Zod e seus comparsas: a cena em que o militar promove uma transmissão mundial afirmando que os humanos “não estão sozinhos” funciona espantosamente bem por remeter a grandes longas que tratam sobre invasões extraterrestres. Nesse sentido, a fotografia do iraniano Amir Mokri aposta em uma coloração predominantemente fria e repleta de elegantes luzes em flare (essa foi pra você, JJ Abrams), enquanto o diretor Zack Snyder deixa de lado o slow motion e adota a técnica de câmera-na-mão durante toda a projeção – uma decisão que afeta de maneira positiva as espetaculares cenas de ação do filme.

Snyder e Goyer acertam também na estrutura escolhida para contar a origem do herói. Ainda que o constante uso de flashbacks quebre a linearidade esperada de um filme de apresentações, serve como uma eficiente forma de narrar o desenvolvimento de Clark sem se limitar a refazer o original de 1978 (como foi o grande problema de O Espetacular Homem-Aranha, prejudicado pelas gritantes semelhanças com a trilogia de Sam Raimi) e ao posicionar cada volta no tempo em pontos-chave da narrativa. Merece aplausos o trabalho do montador David Brenner, que proporciona ritmo ao filme e elabora transições de cena criativas que até servem para criar humor: o momento em que os militares avistam as naves alienígenas com seus satélites é logo seguido por um painel que traz um ameaçador alerta de “Emergência”, apenas para revelar-se uma inofensiva impressora pedindo por cartuchos de tinta.

O que nos leva ao protagonista Henry Cavill. Mais conhecido por sua participação na série de TV The Tudors, o ator inglês faz um ótimo trabalho ao criar um Superman “em fase de gestação”, cheio de dúvidas e ainda longe de tornar-se a figura bondosa e politicamente incorreta pelo qual é conhecido (aqui, Clark até usa suas habilidades para vingar-se de um estranho) e por carecer de um senso de responsabilidade por suas ações; já que praticamente destrói toda a cidade em suas batalhas épicas. Vale apontar também a competência de Russell Crowe e Kevin Costner no papel das figuras paternas de Clark e como Amy Adams e Diane Lane criam mulheres fortes (ainda que a performance de Adams já fosse o bastante, tornando desnecessário que a jornalista pegasse em armas) e protetoras. Para fechar, Michael Shannon faz um vilão memorável ao acrescentar motivos reais para as ações de seu Zod; mesmo que seu plano seja uma cópia descarada do de Sentinel Prime em – sim, que vergonha – Transformers: O Lado Oculto da Lua.

O Homem de Aço oferece uma interessante reinvenção para o Superman. Não chega à altura do trabalho realizado por Christopher Nolan em sua trilogia do Cavaleiro das Trevas, mas representa um grande passo da DC Comics nos cinemas e reacende a franquia de um personagem que simplesmente não pode cair no esquecimento. Que venha mais!

Obs: Fãs hardcore da DC, atenção: há diversos easter eggs ao longo da projeção, seja de um certo vilão careca ou de uma tal de empresas Wayne.

Obs II: O 3D convertido do filme não cheira nem fede.

Obs III: Esta crítica foi publicada após a pré-estreia do filme, em 28 de Junho.

Leia esta crítica em inglês.

General Zod toca o terror no trailer final de O HOMEM DE AÇO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 22 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

zod

A 3 semanas de sua estreia nos EUA, O Homem de Aço ganhou seu trailer derradeiro ontem à noite. A prévia empolga por focar-se no vilão, o General Zod de Michael Shannon, e na destruição que este promete trazer ao planeta Terra caso o herói de Henry Cavill não se entregar. Confira:

Músicas no trailer: “General Zod” e “I Will Find Him”, de Hans Zimmer.

O Homem de Aço estreia no Brasil em 12 de Julho.

Novo trailer de O HOMEM DE AÇO explica significado do “S”

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , on 16 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

manofsteel_03

Acaba de cair na rede o mais recente trailer de O Homem de Aço. Diferente da maioria dos “trailers finais” de filmes de ação, ele repete muitas cenas das prévias anteriores e só adiciona algumas realmente inéditas (e isso é um grande elogio, já que dessa forma poderemos ter mais surpresas no cinema), especialmente no final.

Entre a destruição de Krypton no início e os gritos do general Zod, o destaque fica para e cena em que o herói (Henry Cavill) explica a Lois Lane (Amy Adams) o significado de seu uniforme: “Não é um ‘S´, no meu planeta é um símbolo de esperança”. Confira:

Música no trailer: An Ideal of Hope – Hans Zimmer

O Homem de Aço estreia no Brasil em 12 de Julho (isso aí, atraso de 1 mês…)