Arquivo para músicas

| Jersey Boys: Em Busca da Música | Crítica

Posted in Críticas de 2014, Drama, DVD, Musical with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

JerseyBoys
Dos palcos da Broadway para os palcos de um estúdio

Eu fico impressionado com o quão eclético é o Clint Eastwood diretor. Dos densos Além da Vida, J. Edgar e o ainda inédito Sniper Americano, o cowboy aposentado vai lá e faz esse Jersey Boys: Em Busca da Música, adaptação de um musical hit da broadway.

A trama é inspirada em acontecimentos reais, contando a ascenção e (claro) decadência do grupo The 4 Seasons, que contava com Frankie Valli (John Lloyd Young), Tommy DeVito (Vincent Piazza), Bob Gaudio (Eric Bergen) e Nick Massi (Michael Lomenda), quatro jovens da Nova Jersey dos anos 1960.

Se não achou nenhum dos nomes citados acima familiares, não se preocupe. É porque Eastwood optou por contratar os atores do musical da Broadway, em uma decisão ousada e arriscada. Garante números musicais eficientes ao filme, mas devo confessar que nenhum dos quatro demonstrou carisma o suficiente para comandar uma cena – mesmo que o recurso de quebra de 4ª parede auxilie-os na interação com o espectador. Vincent Piazza se sai melhor, mas porque seu personagem tem tons de cinza mais evidentes, e é sempre bom ver um sujeito cínico e auto-destrutivo em ação. Porém, temos lá Christopher Walken entregando seu sempre agradável type casting no papel secundário de um mafioso.

O que realmente me agradou foi a história, e os recursos visuais adotados por Eastwood. A começar pela fotografia, novamente assinada por Tom Stern, que abraça o cinza e as sombras, em nada assemelhando-se com um típico musical; geralmente colorido, ou mais estilizado (como Sweeney Todd, por exemplo). Tal decisão ajuda a estabelecer o tom (e também confere uma certa elegância, maturidade) da história, que naturalmente transita entre o drama, o humor e a tragédia enquanto cobre um espaço temporal de quase 30 anos – eventos bem selecionados e distribuídos pelos roteiristas Marshall Brickman e Rick Elice, autores também do musical. Tudo bem que a história abraça todos os clichês possíveis do gênero, mas envolve.

Ao mesmo tempo, a quantidade de eventos pode ser um problema. Ou melhor, a maneira com que Eastwood retrata como estes vão atravessando décadas. Por exemplo, em certo momento me assustei ao perceber que o protagonista já tinha uma filha crescida, mesmo mantendo exatamente a mesma aparência jovial do início da projeção. Sutileza é sagrado, mas assim já é demais. E quando a trama avança a ponto de termos os personagens já envelhecidos, Eastwood e seu departamento de maquiagem provam que não aprenderam nada com as pavorosas criaturas concebidas em J. Edgar.

No fim, Jersey Boys: Em Busca da Música revela-se um dos projetos mais divertidos e inesperados de Clint Eastwood, comprovando sua versatilidade e capacidade de reconstruir épocas e capturar o espírito de gêneros variados.

Obs: Eastwood faz uma cameo, anos mais jovem, em certo momento. Bem divertido.

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| Need for Speed – O Filme | Nem Aaron Paul salva adaptação de game

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de março de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

NeedforSpeed
Yeah, bitch! Fast cars!

De todos os milhares de títulos de videogames existentes, Need for Speed é certamente um dos que dificilmente renderia uma boa adaptação. Não sou expert em jogos de corrida, mas a franquia da EA Games nunca foi lembrada por sua história, e este é um elemento irrelevante no caso – já que o único propósito da série é entreter os jogadores com suas corridas. É mais ou menos o que acontece com essa adaptação cinematográfica, mas nem a ação é capaz de valer a experiência.

A trama nos apresenta ao habilidoso piloto Tobey Marshall (Aaron Paul, o Jesse Pinkman de Breaking Bad), que serve pena na prisão após ser injustamente acusado pelo homicídio culposo de seu melhor amigo. Em liberdade, Tobey reúne sua antiga equipe para planejar uma vingança contra o verdadeiro assassino (Dominic Cooper), na forma de uma grandiosa corrida clandestina.

Bem, não se pode esperar muito apuro intelectual ou um roteiro incrível de uma obra do tipo (mas a esperança nunca morre), vide a historinha risível que o roteiro do estreante George Gatins sofre para contar: motivações bobinhas, coadjuvantes forçadamente reduzidos a alívios cômicos intrusivos (ainda que o piloto vivido por Scott Mescudi se destaque por representar a típica figura de ajuda onipresente comumente encontrada em games) e um antagonista absurdamente estúpido. Dentre todos os erros, o maior deles certamente é que o diretor Scott Waughs leva tudo a sério demais. A franquia Velozes e Furiosos é longe de ser perfeita, mas funciona – e diverte – pois seus realizadores sabem exatamente o tipo de produção em que estão envolvidos. Need for Speed – O Filme chega até a ser chato na metade da projeção.

Elefante da sala devidamente retirado, vamos aos motivos para que alguém compraria um ingresso para o filme: carros e, no meu caso, Aaron Paul. O último se sai bem e traz carisma de sobra num papel típico de herói de ação, e ainda tem a oportunidade de brilhar em um ou dois momentos mais “dramáticos”. Já nas cenas que retratam a necessidade por velocidade de seus protagonistas, Waughs é habilidoso com suas escolhas de câmera (especialmente naquela que emula a tela de um game ao posicioná-la no painel de um veículo ou em outra fixada em um carro enquanto este rodopia pelo ar) e a sonoplastia traduz com eficiência os poderosos motores dos Mustangs, Lamborghinis, entre outros, envenenados. Nada revolucionário, mas que ao menos distrai.

Elefante da sala devidamente retirado, vamos aos motivos para que alguém compraria um ingresso para o filme: carros e, no meu caso, Aaron Paul. O último se sai bem e traz carisma de sobra num papel típico de herói de ação, e ainda tem a oportunidade de brilhar em um ou dois momentos mais “dramáticos”. Já nas cenas que retratam a necessidade por velocidade de seus protagonistas, Waughs é habilidoso com suas escolhas de câmera (especialmente naquela que emula a tela de um game ao posicioná-la no painel de um veículo ou em outra fixada em um carro enquanto este rodopia pelo ar) e a sonoplastia traduz com eficiência os poderosos motores dos Mustangs, Lamborghinis, entre outros, envenenados. Nada inovador, mas que ao menos distrai.

Capaz de despertar genuína empolgação com músicas incidentais como um cover bacana de Jamie N Commons para “All Along the Watchtower” e “Roads Untraveled”, do Linkin Park, a verdade é que caso Need for Speed – O Filme fosse mais um exemplar da série de games homônima, eu indubitavelmente “pularia” todas as cutscenes para chegar direto à ação. O problema nessa adaptação cinematográfica fica na impossibilidade de se fugir dos momentos entediantes – a menos que você seja o projecionista – e outra pessoa está “jogando” no seu lugar.

Obs: O 3D convertido é um dos piores que eu já vi. Não sei se foi só a minha sessão, mas a imagem estava incomodamente escura.

Obs II: Há uma curta cena extra logo no começo dos créditos finais.

Obs III: Três personagens diferentes usam a palavra “bitch”, e o de Aaron Paul não é um deles…

Traços da Ressaca | Especial SE BEBER, NÃO CASE!

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

Hang

A estreia de Se Beber, Não Case! Parte III já é na próxima sexta. Assisti ao filme na cabine de imprensa e, realmente, a fórmula tradicional dos dois primeiros não está lá. Com mais detalhes em minha crítica, deixo aqui uma comparação entre o primeiro e segundo filme da trilogia de Todd Phillips, analisando alguns aspectos em comum. Confiram:

(Spoilers, MUITOS spoilers)

SE BEBER, NÃO CASE! (2009)

Cenário: Las Vegas, EUA

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O Desaparecido: Doug, o noivo

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A Noiva: Tracy

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Música do Danzig na Abertura: Thirteen

Música do time lapse: “Yeah”, de Usher (vídeo junto ao Despertar)

Música do Despertar: “Fever”, de The Cramps

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: Concussão na cabeça

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Sacanagem do Alan: Simula a masturbação de um bebê

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Merda que o Stu faz: Arranca o próprio dente

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Prostituta da vez: A stripper Jade

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Ponta do Bryan Callen: O casamenteiro Eddie

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Animal: Tigre do Mike Tyson

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Música cantada por Mike Tyson: “I can feel it in the air”

Canção do Stu: “Doug”, no piano

Evidência em video da noitada: Câmeras de segurança do Mike Tyson

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O Gângster: Sr. Chow

chow

Causa da perda de memória: Os “roofies” comprados erroneamente por Alan

Momento ousadia irrelevante: Faturar 80.000 dólares para criminosos contando cartas, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido.

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Paradeiro do sumido: Terraço do Ceaser’s Palace

rooftop

Danos ao sumido: Queimaduras de sol

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo deserto de Las Vegas a bordo do carro dos Garner

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Fotos: Na câmera de Stu

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Música do Flo Rida nos créditos: Right Round

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011)

Cenário: Bangcoc, Tailândia

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O Sumido: Teddy, o cunhado

teddy

A Noiva: Lauren, noiva de Stu

lauren

Música do Danzig na abertura: Black Hell

Música do time lapse: “Monster”, de Kanye West, Rick Ross, Jay-Z, Bon Iver e Nicki Minaj

Música do despertar: “The Beast in Me”, de Johnny Cash

Tomada do Elevador

elevator2

Phil no hospital: É baleado por traficantes russos

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Sacanagem do Alan: Simula sexo oral entre um idoso e um macaco

monk

Merda que o Stu faz: Tatua o rosto

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Prostituta da vez: O travesti Kimmy

kimmy

Ponta do Bryan Callen: O traficante Samir

samir

Animal: O macaco traficante

monkey

Música cantada pelo Mike Tyson: “One Night in Bangkok”

Canção do Stu: “Alantown”, no violão

Evidência em video da noitada: Celular do tatuador

cell

O Gângster: Kinglsey (kind of)

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Perda de memória: A bizarra mistura de remédios e laxante de Alan

Momento Ousadia Irrelevante: Se meter numa perseguição de carro para recuperar um macaco com código para criminosos, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido

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Paradeiro do sumido: Elevador enguiçado do hotel

elevator

Danos ao sumido: Amputação do dedo anular

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo Golfo da Tailândia a bordo da lancha do sr. Chow

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Fotos: No Iphone de Teddy

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Música do Flo Rida nos créditos: Turn Around

Não é difícil encontrar as semelhanças entre os filmes, certo?

Se Beber, Não Case! Parte III estreia no dia 30 de Abril. A crítica sai amanhã!

General Zod toca o terror no trailer final de O HOMEM DE AÇO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 22 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

zod

A 3 semanas de sua estreia nos EUA, O Homem de Aço ganhou seu trailer derradeiro ontem à noite. A prévia empolga por focar-se no vilão, o General Zod de Michael Shannon, e na destruição que este promete trazer ao planeta Terra caso o herói de Henry Cavill não se entregar. Confira:

Músicas no trailer: “General Zod” e “I Will Find Him”, de Hans Zimmer.

O Homem de Aço estreia no Brasil em 12 de Julho.

O GRANDE GATSBY ganha trailer final e lista de músicas

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

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Depois do pôster divulgado ontem, O Grande Gatsby 3D de Baz Luhrmann com Leonardo DiCaprio e Carey Mulligan ganhou hoje um novo trailer. Recheado de cenas inéditas, ele apresenta – assim como os antecessores – uma inspirada escolha musical pop. Confira:

Músicas no trailer: Cover de “Back to Black” por Beyoncé Knowles e André 3000, e as inéditas “Young and Beautiful” de Lana Del Rey e “Over The Love” de Florence + Machine

Confira também a tracklist da trilha sonora, divulgada hoje:

  1. 100$ Bill – JAY Z
  2. Back To Black – Beyoncé x André 3000
  3. Bang Bang – will.i.am
  4. A Little Party Never Killed Nobody (All We Got) – Fergie + Q Tip +GoonRock
  5. Young And Beautiful – Lana Del Rey
  6. Love Is The Drug – Bryan Ferry with The Bryan Ferry Orchestra
  7. Over The Love – Florence + The Machine
  8. Where The Wind Blows – Coco O. of Quadron
  9. Crazy in Love – Emeli Sandé and The Bryan Ferry Orchestra
  10. Together – The xx
  11. Hearts A Mess – Gotye
  12. Love Is Blindness – Jack White
  13. Into the Past – Nero
  14. Kill and Run – Sia

O Grande Gatsby vai abrir o Festival de Cannes em Maio e estreará no Brasil em 7 de Junho.

Mulheres, tiros e acordes | As Aberturas de 007

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de outubro de 2012 by Lucas Nascimento

Com a estreia de 007 – Operação Skyfall na próxima sexta, preparei este pequeno especial sobre as aberturas da série. Aproveitem:

O CANO DA ARMA

Precedendo os créditos de abertura, temos a assinatura marcante da franquia: a sequência do cano da arma. O espectador observa do ponto de vista da arma de um assassino o  agente James Bond caminhar calmamente até eliminar seu oponente, culminando no derramamento de sangue e o clássico tema de John Barry.


A estreia da sequência em 1962

Desenvolvida pelo designer Maurice Binder em 1962, a sequência tem o visual inspirado no cano de uma arma calibre .38, e alguns ainda dizem que faz referência ao final de O Grande Roubo do Trem. A cena mantém a mesma estrutura até hoje, mas com mudanças sutis acrescentadas ao longo dos anos. Em O Satânico Dr. No, o dublê Bob Simmons assumiu o terno de Bond e protagonizou a primeira abertura da série.

Depois de trabalhar em 14 filmes da franquia, Binder faleceu em 1991. Entra Daniel Kleimann para susbtituí-lo em GoldenEye, onde a abertura ganha, pela primeira vez, elementos digitais em sua composição.


Daniel Craig filma seu primeiro “cano da arma”

A sequência ganhou uma radical variação em Cassino Royale, onde não serviu como abertura e quebrou com os paradigmas estabelecidos. Daniel Craig não usa um smoking nem dá a tradicional caminhada, e o cano da arma é incorporado à trama – o que faz muito sentido, já que Bond não era um agente “00” até cometer seu segundo assassinato e ao realizá-lo, eis que surge a famosa assinatura.

Outra mudança interessante aconteceu no último filme do agente, Quantum of Solace, onde o diretor Marc Foster resolveu colocar o cano da arma ao fim da projeção. Estranha pela velocidade da sequência (Craig acelera o passo) e pela sensação de esquecimento, como se Foster tivesse “lembrado” na última hora de inseri-la.

OS CRÉDITOS DE ABERTURA

E agora, vamos a uma breve análise sobre as canções que marcam presença nos créditos de abertura dos 23 filmes:

Enter Connery. Sean Connery.

O SATÂNICO DR. NO – “James Bond Theme”

Intérprete: John Barry

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

MOSCOU CONTRA 007 – “From Russia with Love”

Intérprete: Matt Munro

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

GOLDFINGER – “Goldfinger”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

A CHANTAGEM ATÔMICA – “Thunderball”

Intérprete: Tom Jones

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

SÓ SE VIVE DUAS VEZES – “You Only Live Twice”

Intérprete: Nancy Sinatra

Avaliação da música:2.5/5

Avaliação dos créditos: 2/5

Enter Lazenby. George Lazenby.

A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE – “We Have all the Time in the World”

Intérprete: Loius Armstrong

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Come Back, Connery. Sean Connery

OS DIAMANTES SÃO ETERNOS – “Diamonds are Forever”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

Enter Moore. Roger Moore

VIVA E DEIXE MORRER – “Live and Let Die”

Intérprete: Paul McCartney

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO – “The Man with the Golden Gun”

Intérprete: Lulu

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O ESPIÃO QUE ME AMAVA – “Nobody does it Better”

Intérprete: Carly Simon

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O FOGUETE DA MORTE – “Moonraker”

Intérprete: Shirley Bassey

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

SOMENTE PARA SEUS OLHOS – “For Your Eyes Only”

Intérprete: Sheena Easton

Avaliação da música: 3/5

Avaliação dos créditos: 3/5

OCTOPUSSY – “All Time High”

Intérprete: Rita Coolidge

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 3.5/5

NA MIRA DOS ASSASSINOS – “A View to a Kill”

Intérprete: Duran Duran

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Dalton. Timothy Dalton

MARCADO PARA A MORTE – “The Living Daylights”

Intérprete: A-Ha

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 3/5

PERMISSÃO PARA MATAR – “Licence to Kill”

Intérprete: Gladys Night

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

Enter Brosnan. Pierce Brosnan

GOLDENEYE – “GoldenEye”

Intérprete: Tina Turner

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

O AMANHÃ NUNCA MORRE – “Tomorrow Never Dies”

Intéprete: Sheryl Crow

Avaliação da música: 2/5

Avaliação dos créditos: 3/5

O MUNDO NÃO É O BASTANTE – “The World is not Enough”

Intérprete: Garbage

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

UM NOVO DIA PARA MORRER – “Die Another Day”

Intérprete: Madonna

Avaliação da música: 3.5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

Enter Craig. Daniel Craig

CASSINO ROYALE – “You Know My Name”

Intérprete: Chris Cornell

Avaliação da música: 5/5

Avaliação dos créditos: 5/5

QUANTUM OF SOLACE – “Another Way to Die”

Intérprete: Alicia Keys & Jack White

Avaliação da música: 4/5

Avaliação dos créditos: 4/5

OPERAÇÃO SKYFALL – “Skyfall”

Intérprete: Adele

Avaliação da música: 5/5

007 – Operação Skyfall estreia em 26 de Outubro.

| Rock of Ages – O Filme | Tudo se resume a “Pour some Sugar on Me”

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Musical with tags , , , , , , , , , , , on 27 de agosto de 2012 by Lucas Nascimento


I Wanna Rock: Tom Cruise é Stacee Jaxx

Não me levem a mal, mas não gosto de filmes musicais modernos. Gosto de alguns clássicos (Cantando na Chuva, Grease), mas todos os longas do gênero que são lançados atualmente me dão náuseas (com excessão de Sweeney Todd, mas este ao menos dispensa números de dança) e não justificam a necessidade do formato. Rock of Ages – O Filme traz uma ambientação apropriada para tais espetáculos, mas é simplesmente irritante.

Partindo da peça musical de Chris D’Arienzo, o longa é ambientado em 1987 e traz o jovem casal Sherrie (Julianne Hough) e Drew (Diego Boneta) lidando com um romance enquanto sofrem a influência (tanto negativa quanto positiva) do mundo do rock and roll, assim como a busca pela fama em Los Angeles e a ascensão de novos estilos musicais.

Bem, a premissa já é das mais recicladas possível e mostra-se como um mero pretexto para encher o longa de canções. Novamente, não me acostumo com a ideia de um ato musical preencher espaço narrativo no Cinema e estranho todo momento em que alguns membros do elenco levantam e começam a soltar a voz, independente do espaço ou situação em que se encontram. Mas isso é discussão pra outro post, o que um homem que despreza musicais pode dizer sobre Rock of Ages é que seus números são bem produzidos – ainda que o diretor Adam Shankman constranja na escolha de suas coreografias, “Hit Me with yor Best Shot” que o diga – e trazem ótima iluminação, assim como alguns bons intérpretes.

O melhor deles – e certamente o ponto alto do filme – é o Stacee Jaxx vivido por Tom Cruise. Interpretando o modelo clássico do “rockeiro endeusado por suas fãs”, o ator surpreende ao protagonizar todas suas cenas de canto (seu cover para “Pour Some Sugar on Me” do Def Leppard é sensacional) e também pelo bom trabalho de composição do personagem – sempre com uma voz delirante, frases um tanto incompreensíveis e rodeado por mulheres. Também divertem os coadjuvantes Alec Baldwin e Russell Brand (espere só até ver este último lambendo o microfone), como os proprietários da casa de shows Bourbon Room, ao passo que os dois protagonistas são tão irritantes que parecem ter saído de High School Musical.

Previsível e esquemático do início ao fim, Rock of Ages – O Filme talvez agrade aos fãs de Glee mas certamente passa longe do que é o verdadeiro Rock and Roll, sendo muito mais pop em sua essência. Mas isso é de um cara que não gosta de musicais, então…