Arquivo para Nine

Novidades de Piratas do Caribe 4

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

É, Piratas do Caribe: On Stranger Tides realmente saiu do papel. Houveram muitas notícias e contratações e vou dizer tudo sobre isso agora. Primeiro, vale lembrar que Johnny Depp assume o manto de Jack Sparrow, desculpe, Capitão Jack Sparrow, que irá atrás da Fonte da Juventude. Orlando Bloom e Keira Knightley recusaram reprisar seus papéis, então diga adeus ao casal Will e Elizabeth (Graças a Deus!). Geoffrey Rush também retorna como Barbossa.

De caras novas, temos o diretor Rob Marshall (Chicago, Nine) que move as filmagens para o Havaí. O vilão será o clássico pirata Barba Negra, que será vivido por Ian McShane. Há também sua filha, vivida por Penélope Cruz e a recente contratação da atriz francesa Astrid Bergès-Frisbe, no papel de uma sereia.

O filme tem estreia marcada para 20 de Maio de 2011, e será filmado com câmeras 3D e também, passará pela conversão da pós-produção, já que algumas cenas são bem complicadas de se gravar com as pesadas câmeras 3D. Veremos se eu filme promete. É cedo pra dizer.

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E o Oscar vai para…(Parte III) – Sons e músicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Aumente o volume e abra os ouvidos! Na terceira parte do especial sobre o Oscar, avaliarei as categorias que envolvem sons e músicas: Melhor Edição de Som, Mixagem de Som, Trilha Sonora Original e Canção Original.

Antes de começarmos, gostaria de explicar para aqueles que não sabem, a diferença entre Mixagem e Edição de Som. Bem, a Edição consiste em editar, cortar e modificar de qualquer maneira um efeito sonoro capturado ou criado, por exemplo amplificar a voz do ator. A Mixagem, considerada por alguns a parte mais difícil da pós-produção, consiste em unir todos os sons e trilha dentro do filme, modificando a intensidade e o volume de todos os efeitos sonoros e as músicas.

Para cada categoria de Som, montei um vídeo de amostras. Vejam abaixo.

Melhor Edição de Som

Avatar – Christopher Boyes e Gwendolyn Yates Whittle

Os efeitos sonoros de Avatar são complicados. Temos armas avançadas, rugidos de criaturas, etc… Todos muito bem produzidos e editados de acordo com suas cenas. Curiosidade: Muitas pessoas no Youtube comentaram que o grito do Thanator é idêntico ao do T-Rex de Jurassic Park. Veja, reveja e tire suas próprias conclusões.

Bastardos Inglórios – Wylie Stateman

Os efeitos sonoros do épico de guerra de Quentin Tarantino, não possuem elementos de ficção científica, raios ou naves. São sons mais tradicionais, entretanto, muito bem editados e utilizados, indo de tiros até bastões de beisebol.

Guerra ao Terror – Paul N.J. Ottosson

O mais bacana d0s sons de Guerra ao Terror, são as cenas em que algum personagem está dentro da roupa anti-bombas (o Hurt Locker do título original); são produzidos écos e uma acústica interessante. Há também muitas explosões para os mais exigentes.

Star Trek – Mark Stoeckinger e Alan Rankin

O que esperar dos sons de um filme que teve a colaboração de Ben Burtt, gênio por trás dos mais marcantes sons da saga Star Wars? Com certeza muitos sons bizarros e dignos de ficção científica. Os sons são bem controlados e muito elegantes.

Up – Altas Aventuras – Michael Silvers e Tom Myers

Mais uma vez, uma animação da Pixar foi indicada para melhor edição de som. Os efeitos sonoros de Up são muito bacanas, não chegando a serem tão ensurecedores, nem muito controlados, mas é um trabalho decente. As cenas de ação e o primeiro voo de Carl são o grande destaque.

Melhor Mixagem de Som

Avatar – Chistopher Boyes, Gary Summers, Andy Nelson e Tony Johnson  

Para se ter uma idéia do verdadeiro trabalho de mestre que são os efeitos sonoros de Avatar, ver na tela do computador não basta. Deve-se ver no cinema (de preferência IMAX) e ouvir com clareza os efeitos sonoros caprichados criados para o filme. A música de James Horner mistura-se com perfeição aos efeitos caprichados.

Bastardos Inglórios – Michael Minkler, Tony Lamberti e Mark Ulano 

O bacana dos sons de Bastardos Inglórios, principalmente os das cenas de ação, é que eles vem do nada. Estamos em uma longa cena de diálogo (onde o som das vozes já é bem editado) e, subitamente, somos surpreendidos por tiroteios ensurecedores, mas ainda assim, bem controlados.

Guerra ao Terror – Paul N.J. Ottosson e Ray Beckett 

A mixagem de Guerra ao Terror é caprichada. As explosões são ensurecedoras, e no clipe que selecionei, observe que o som mistura o barulho da explosão, a respiração do soldado, a areia se levantando… Excelente trabalho de som.

Star Trek – Anna Behlmer, Andy Nelson e Peter J. Devlin 

 Batalhas espaciais, perseguições de carros… São muitos os exemplos da caprichada mixagem de sons de Star Trek. Assistindo no blu-ray, pude ouvir com mais clareza e atenção ao trabalho feito, principalmente, nas cenas de batalhas no espaço. Faço questão de destacar um momento, no início do filme, em que uma nave está sendo bombardeada e escutamos os sons ensurecedores no interior dela; então uma pessoa é sugada para o espaço e o sons de raios e explosões se cala. Caso você não sabia, o som não se propaga no espaço…

Transformers – A Vingança dos derrotados – Greg P. Russel, Gary Summers e Geofrey Patterson 

Tudo bem que a segunda aventura dos robôs transformistas foi bem abaixo do esperado, mas a mixagem de som é bem interessante. Misturando os sons caprichados de seus robôs gigantes e as explosões incecantes, é fácil se perder visualmente, mas o som fica espetacular, se visto em uma sala de cinema.

Melhor Trilha Sonora Original

Avatar  – James Horner (Ouça uma faixa aqui)

Dos indicados, a trilha de James Horner para Avatar é, de longe, a mais épica e excitante. A maioria das faixas são compostas por músicas mais amigáveis e felizes, com cantoria e etc… Pessoalmente, essa trilha não me agrada tanto quanto as duas últimas, The Destruction of Hometree e War, que conseguem ser bem mais épicas e dramáticas.

O Fantástico Sr. Raposo – Alexandre Desplat (Ouça uma faixa aqui)

O francês talentoso já criou muitos temas belos e memoráveis. Sua colaboração na animação de Wes Anderson é fundamental. Criou temas muito divertidos, misteriosos e animados. Porém esse ano, suas chances são bem menores.

Guerra ao Terror – Marco Beltrami & Buck Sanders (Ouça uma faixa aqui)

Na minha opinião, a trilha de Guerra ao Terror não deveria ter sido indicada. Claro, são faixas mais tensas e curtas, mas a maioria das músicas não me agradou. A única excessão é a excelente The Hurt Locker, que você pode escutar no link acima.

Sherlock Holmes – Hans Zimmer (Ouça uma faixa aqui)

A sensacional trilha de violinos composta pelo brilhante Hans Zimmer é a minha preferida da categoria, merecendo com certeza a estatueta. O compositor alemão já fez trilhas inesquecíveis, como a de Batman – O Cavaleiro das Trevas e Piratas do Caribe.  No entanto, sua instigante trilha de Sherlock Holmes não faz o mesmo feito que a de Up – Altas aventuras.

Up – Altas Aventuras – Michael Giacchino (Ouça uma faixa aqui)

As trilhas sonoras da Pixar sempre foram excelentes, mas o compositor Michael Giacchino (Lost, Star Trek) era o elemento que faltava. Sua trilha é a mais simpática da noite, com temas bem dramáticos e alegres, que me lembram muito algumas trilhas antigas. É música à moda antiga.

Melhor Canção Original

“The Weary Kind” – Coração Louco (Ouça aqui)

Ano passado foram as músicas indianas, mas esse ano são as músicas Country. A trilha principal de Coração Louco é cantada na voz serena de Ryan Bingham, tendo como único instrumento, o violão. Excelente canção, captura a alma do filme e a do personagem.

 “Down in New Orleans” – A Princesa e o Sapo (Ouça aqui)

Bons tempos aqueles em que os filmes da Disney possuíam canções marcantes, emergindo do nada. “Down in New Orleans” é uma canção maravilhosa e que me fez lembrar de algumas das melhores animações da Disney.

“Almost there” – A Princesa e o Sapo (Ouça aqui)

Com a mistura de rimas e a voz maravilhosa de Anika Noni, a segunda canção indicada é quase tão boa quanto a primeira. Escrito mais uma vez pelo brilhante Randy Newman, é uma ótima canção, passa uma mensagem boa e é simplesmente muito agradável de se ouvir.

“Loin de Paname” – Paris 36 (Ouça aqui)

Não entendi nada da letra de “Loin de Paname” (é uma canção francesa) – escrita por Reinhardt Wagner e Frank Thomas -, mas devo dizer que a parte mais instrumental me agradou muito mais do que a voz da cantora. Apesar de suave a delicada, a canção me pareceu meio arrastada, mas a parte instrumental é excelente.

“Take it All” – Nine (Ouça aqui)

Não compreendo. No Globo de Ouro desse ano, Nine foi indicado para Melhor Canção com a música “Cinema Italiano”. Para o Oscar, mandaram essa “Take it All”, que não só é bem inferior à “Cinema Italiano”, como também é bem fraca. Instrumentos regulares, cantorias medianas (apesar de Marion Cottilard ter cantado acima da média). Fraca.

A terceira parte do especial Oscar vai ficando por aqui. Espero que tenham gostado e não deixem de conferir a parte IV, que sai em algum momento dessa semana, onde finalmente discutiremos a categoria de Melhor Filme, entre outras. Até lá!

E o Oscar vai para…(Parte II) – Partes técnicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 26 de fevereiro de 2010 by Lucas Nascimento

Na segunda parte do especial gigante sobre o Oscar avaliarei as categorias técnicas. Muita gente não dá muita importância a elas, mas sem estas, o filme não seria o mesmo. Avaliarei aqui as categorias de Melhor Fotografia, Montagem, Figurino, Maquiagem, Efeitos Visuais e Direção de Arte.

Melhor Fotografia

Avatar – Mauro Fiore

O interessante da fotografia de Avatar é que ela quase inteira feita por computador. E isso não é uma característica negativa, com o trabalho de cores e luzes feitos em CG, o resultado é espetacular, rendendo muitas cores vivas e vibrantes. Possui algumas, poucas, cenas com iluminação tradicional, mas não alcançam o mesmo resultado da CG. É surreal, como assistir a uma pintura em movimento.

Bastardos Inglórios – Robert Richardson

A fotografia de Robert Richardson é belíssima. A cena inicial tem cores vibrantes e vivas, alternadas pelo personagem do Cel. Hans Landa. Em diversos momentos, a fotografia se alterna, possuindo uma iluminação mais escura (como na cena do cinema) e tons mais dinâmicos.

A Fita branca – Christian Berger

Quem pensou que a fotografia em preto e branco estava morta (eu inclusive), se surpreendeu com a indicação do alemão A Fita Branca. Obviamente, não são as cores que fazem da fotografia o que ela é, mas sim a iluminação e a organização dos objetos, como por exemplo, na cena acima temos uma simetria quase perfeita ao fundo.

Guerra ao Terror – Barry Ackroyd

A fotografia bem cinzenta e suja ajuda a retratar o duro trabalho nos campos de batalha no Iraque. O que a diretora quis, era que o público se sentisse acompanhanado de perto os soldados, com muitos closes e uma iluminação muita escura nas cenas noturnas e bem clara nas cenas diurnas.

Harry Potter e o Enigma do Príncipe – Bruno Delbonnel

A fotografia do sexto Harry Potter é realmente caprichada e linda. Com toques bem obscuros e cenas de pouca iluminação, o filme ganha o tom certo e necessário. Mas o grande trunfo da fotografia, são as cenas de flashback do personagem Tom Riddle, sempre bem dark, um pouco embaçado… É difícil descrever a beleza dessas cenas, que lembram até filmes de terror.

Melhor Direção de Arte

Avatar – Rick Carter e Robert Stromberg (Direção de Arte); Kim Sinclair (Decoração de Set)

O que dizer sobre a arte de Avatar…Não há dúvidas de que essa seja mais uma categoria dominada. O design das criaturas, das plantas e de todo o filme é arrebatador; James Cameron disse em uma entrevista “que queria os melhores artistas” e conseguiu transmitir para a tela suas idéias, com um resultado mais do que satisfatório.

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus – Dan Hermansen e Anastasia Masaro (Direção de Arte); Caroline Smith (Decoração de Set)

 

Terry Gilliam é um cara de estilo, mas o visual impressionante do último filme de Heath Ledger, mostra que seus filmes tem potencial para ultrapassar Tim Burton em termos de estranheza e criatividade. A cena acima é apenas um dos belíssimos e excêntricos exemplos que eu pude encontrar. Mas esse ano é Avatar

Nine – John Myhre (Direção de Arte); Gordon Sim (Decoração de Set)

O charme dos cenários e elementos visuais de Nine, está nos palcos cheio de luzes e dançarinas exóticas. Alguns deles são gigantescos e ricos em detalhes, na arquitetura e nas cores; enquanto outros são bem regulares, para as cenas de ensaios. Acho as paisagens italianas (mostradas nos trailers) muito mais belas.

Sherlock Holmes – Sarah Greenwood (Direção de Arte); Gordon Sim (Decoração de Set)

Já disse isso bastante na crítica do filme, mas aí vai outra vez: a direção de arte que mostra uma Londres vitoriana bem dark e suja, me lembra um pouco de Sweeney Todd de Tim Burton, e isso não é uma coisa ruim. Os cenários (criados quase todos por CG) são excelentes, com destaque para a Tower Bridge em fase de construção. Um pouco mais realistas e menos abstratos dos que o do filme de Tim Burton (olha ele de novo!), transmitindo uma obra mais madura.

The Young Victoria – Patrice Vermette (Direção de Arte); Maggie Gray (Decoração de Set)

 

Parecendo sair de verdadeiras obras de arte, os palácios mostrados em The Young Victoria são muito bem reproduzidos. Cores bem vivas que se misturam com a caprichada estrutura.

Melhor Montagem

Para ilustrar a categoria, peguei exemplos de como uma mesma cena é filmada de ângulos diferentes. Elas não são o corte exato.

Avatar – James Cameron, John Refoua e Stephen Rivkin

Avatar é um filme bem montado, possui um ritmo rápido que não cansa, mas não possui cortes tão rápidos, (com exceção da batalha final entre os Na´vi e os humanos) o que nos ajuda a acompanhar melhor a ação. Nos primeiros momentos, a edição é interessante por mostrar flashbacks misturando-se com cenas no presente.

Bastardos Inglórios – Sally Menke

Os Bastardos de Quentin Tarantino ganham uma edição caprichada na violenta saga de vingança. Possui cortes mais rápidos para mostrar cenas de tiroteios e porradas com bastões de beisebol, o que só ajuda a deixar a cena mais impactante. Outro elemento divertido, é quando o filme é interrompido para apresentar um personagem, como a cena de Hugo Stiglitz. O fato de o filme ser dividido em capítulos também é muito interessante, dando a sensação de estar assistindo a uma peça de teatro.

Distrito 9 – Julian Clarke

Além de possuir muitos cortes rápidos, sejam em cenas de ação ou as mais comuns, o filme é interrompido em diversos momentos, por entrevistas com cientistas, professores e militares (todos falsos, é claro), dando um tom mais documental ao filme, trazendo seu realismo a tona.

Guerra ao Terror – Chris Innis e Bob Murawski

O aspecto mais interessante da montagem de Guerra ao Terror, é que a diretora quis mostrar o impacto de uma explosão em diversos pontos, como a areia do chão elevando-se, como se vê na imagem acima. O filme é bem montado, possuindo muitos cortes rápidos e um ritmo tenso que ao decorrer do filme, só aumenta.

Preciosa – Uma História de Esperança – Joe Klotz

Julgando pela imagem a cima, você pode ter a impressão de que a edição de Preciosa não é nada demais. Ledo engano, o filme possui uma montagem excelente, trocando de frame e cheia de cortes rápidos. Além disso, o filme é interrompido em certos momentos, mostrando fantasias e lembranças da protagonista.

Melhor Figurino

Brilho de uma Paixão – Janet Patterson

O Oscar esse ano selecionou muitos filmes de época para a categoria de figurinos, assim fica um pouco mais difícil apostar em um vencedor. As vestimentas de Brilho de uma Paixão são muito bonitas, bem costuradas e com leves traços de alguns trabalhos em filmes como Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação. Ao menos eu acho.

Coco antes de Chanel – Catherine Leterrier

O fato de o filme sobre a estilista Coco Chanel ser indicado nessa categoria me faz lembrar muito de quando O Diabo Veste Prada conseguiu o mesmo feito; na hora pensei “Prada! Lógico que vai ganhar o Oscar”. No fim, Maria Antonieta levou a estatueta, por se tratar de figurinos de reis e rainhas (chegaremos nesse ponto depois). O figurino de Coco antes de Chanel é realmente impecável, caprichado e por um momento me fez pensar “Chanel! Lógico que vai ganhar o Oscar”. Mas por um breve momento…

O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus – Monique Prudhomme

Para combinar com o visual insano do filme, foram necessários figurinos de ponta e, ainda assim, excêntricos. O personagem Dr. Parnassus usa (em boa parte do filme) um terno simples com riscas e uma máscara bem interessante. Os outros figurinos são simplesmente bons em minha opinião.

Nine – Coleen Atwood

Hmm. Olhando essas duas imagens você não deve estar nem aí para o figurino. Eu teria o mesmo pensamento, primeiro porque temos duas lindas beldades em trajes minúsculos e segundo, porque não achei o figurino tão espetacular a ponto de receber a indicação. Claro, temos algumas excessões – como as vestimentas de Judi Dench- mas de resto, são roupas de strippers e ninguém liga para a roupa das strippers.

The Young Victoria – Sandy Powell

Como havia mencionado no figurino de Coco antes de Chanel, desde 2007, a estatueta de Melhor Figurino sempre têm caído nas mãos de filmes de reis e rainhas (Maria Antonieta, Elizabeth – A Era de Ouro e A Duquesa) e, ao julgar pelas vestimentas vitorianas de The Young Victoria esse ano não será uma excessão. Cada vez mais caprichados e rico em detalhes, filmes de época têm, no mínimo, o Oscar de figurino garantido.

Melhor Maquiagem

II Divo – Aldo Signoretti e Vittorio Sodano

As maquiagens do Oscar desse ano estão fraquinhas. Ano passado tivemos Hellboy, um Brad Pitt envelhecido e o Coringa de Heath Ledger. Bem, o primeiro indicado é o filme pouco conhecido por aqui Il Divo. A maquiagem é caprichada. Olhando na imagem acima, não parecem ser o mesmo ator (mas é, eu garanto!).

Star Trek – Barney Burman, Mindy Hall e Joel Harlow

Eric Bana como o vilão Nero é apenas uma das inúmeras caprichadas maquiagens de Star Trek. Seu personagem possui orelhas pontudas, tatuagens na cara e uma cor verde (mas não é a primeira vez que vemos o Eric Bana verde certo?), garantindo um visual bem caprichado e um inimigo amedrontador. Ao longo do filme, somos apresentados a várias outras, caprichadas, maquiagens alienígenas.

The Young Victoria – Jon Henry Gordon e  Jenny Shircore

Sejam sinceros consigos mesmos. A maquiagem de The Young Victoria merece ganhar o Oscar? Por mim nem seria indicada. Trata-se de um trabalho extremamente simples, e que nem deixa a linda Emily Blunt diferente. Bem, até onde eu sei, porque as imagens que encontrei na internet só mostram essa diferença. Não sei se no filme há algum tipo de salto temporal, mostrando-a mais velha.

Melhores Efeitos Visuais 

Distrito 9 – Dan Kaufman, Peter Muyzers, Robert Habros e Matt Aitken

Se Avatar não tivesse sido lançado esse ano, eu diria que Distrito 9 teria grandes chances de ganhar. Os efeitos são excelentes, possuem movimentos que parecem reais de tão perfeitos e realistas que são. Não exagera na tecnologia, apesar de seu último ato, que se deixa levar por explosões e cenas de ação em excesso, deixando bem fácil de se acompanhar. O único porém, é que o robô utilizado por Wikus em uma cena, tem movimentos meio abstratos e devagares.

Star Trek – Roger Guyett, Russell Earl, Paul Kavanagh e Burt Dalton

O bacana dos efeitos visuais de Star Trek é o fato de eles serem, aparentemente, simples e leves. Não temos, por exemplo, uma porrada de CG que você não entende nada (Transformers – A vingança dos Derrotados) e sim, efeitos usados de maneira esperta, deixando a ação fácil de acompanhar.

Avatar – Joe Letteri, Stephen Rosenbaum, Richard Baneham e Andrew R. Jones

Se Avatar não ganhar o Oscar de Efeitos Visuais, será a grande surpresa da noite. Os efeitos são perfeitos e repletos de detalhes, a única razão de o filme demorar tanto para sair do papel. Cada Na´vi, planta, árvore ou criatura ganham uma absurda atenção nos detalhes e possuem um realismo impressionante. Certeza absoluta que ao menos esse trófeu a aventura leva.

 Bem, a segunda parte do especial acaba aqui, volte na Segunda Feira para a parte III, onde discutirei os sons e músicas. Espero que tenham gostado, deixem comentários!