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Super Soldado: Especial CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR

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Capitão América – O Primeiro Vingador chega aos cinemas brasileiros prometendo uma bela diversão e mais um capítulo da saga dos Vingadores. Aproveite o (pequeno e breve) especial:


E você achando que o filme de 2011 foi a primeira tentativa com o personagem…

A ideia de um filme sobre o bandeiroso super-herói Capitão América já existe há um bom tempo. Tanto que, antes de ser a mega-produção estrelada que estreia nesta Sexta-Feira, o personagem ganhou um  medíocre filme em 1990.

O longa, dirigido por Albert Pyun, conta a origem do capitão e sua batalha com um (rídiculo) Caveira Vermelha, sendo posteriormente congelado e depois acordando no mundo moderno. O filme foi recebido negativamente em sessões-teste e banido do circuito de salas de cinema, sendo lançado diretamente em vídeo. Quanto ao resultado, quem assistiu diz que é uma porcaria ao nível do primeiro Quarteto Fantástico (é, aquele de 1990 mesmo) e o bacana é que a MGM está relançando o filme em DVD, claramente acompanhando o lançamento do novo filme.

Agora ao negócio sério: Depois de resolver algumas complicações (como uma disputa pelos direitos do personagem) e a Marvel finalmente tornar-se um estúdio independente, o novo Capitão América começara a ganhar vida. A trama começou a ser desenvolvida e fora decidido que o longa manteria a origem do herói na Segunda Guerra Mundial (convenhamos, um cara vestido de bandeira norte-americana correndo por aí não é uma ideia tão facilmente aceitável atualmente…) e um lançamento em 2008.


O diretor Joe Johnston no set do filme

O responsável para comandar o projeto fora Jon Favreau, mas ele optou por trabalhar com outro personagem da Marvel – o Homem-de-Ferro -, deixando assim o caminho livre para uma série de cineastas que incluia, entre outros, o francês Louis Leterrier – este acabou dirigindo, veja só, O Incrível Hulk para a mesma empresa no mesmo ano. Eventualmente, o escolhido foi Joe Johnston (que dirigiu Jurassic Park 3 O Lobisomem), que apontou Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida como principal inspiração de tom.

Depois de muita controvérsia e desaprovação dos fãs, Chris Evans foi escalado para viver o Capitão América, assinando um contrato de nove filmes (que incluem uma trilogia do personagem, Os Vingadores e sabe-se lá o que mais) com a Marvel. Hugo Weaving (que trabalhara com Johnston em O Lobisomem) foi contratado para o papel do Caveira Vermelha – cuja maquiagem levava 2h e meia para ser aplicada – e Hayley Atwell, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones, Sebastian Stan e Dominic Cooper preenchem a vaga de coadjuvantes.

As filmagens começaram em Junho do ano passado, passando por diversos locais do Reino Unido (que incluíram Liverpool, Manchester e Londres) que serviram como dublê para a Manhattan da década de 1940. Você já sabe, mas vamos lá: após o encerramento das gravações, o produtor Kevin Feige – o poderoso chefão da Marvel Studios – anunciou um lançamento em 3D convertido (assim como aconteceu com Thor).


Chris Evans digitalmente encolhido para interpretar Steve Rogers

Sobre os efeitos visuais, é interessante apontar a transformação física de Chris Evans. Enquanto o ator teve que ganhar uma pesada musculatura, seu personagem Steve Rogers é um menino magricela e fraco que posteriormente transforma-se no Capitão. Para esse efeito, foram utilizadas duas técnicas: um encolhimento digital do ator e a já conhecida substituição de cabeça (o mesmo efeito usado em O Curioso Caso de Benjamin Button). Finalizando a parte técnica, Alan Silvestri foi chamado para compor a trilha sonora.

Um problema curioso enfrentado pela divulgação do filme foi o título. Enquanto Capitão América – O Primeiro Vingador permanece na maior parte do mundo, na Rússia, Coréia do Sul e Ucrânia ele será conhecido apenas como O Primeiro Vingador, enquanto na China o longa nem vai dar as caras (por um motivo que inclui um limite anual de exibição de longas estrangeiros). O título é fácil de mudar, mas qual a relevância se o filme inteiro gira em torno de um personagem que veste a bandeira americana?

Resta saber se Capitão vai se sair melhor do que Thor e continuar a saga dos Vingadores no cinema e, mais importante do que isto, ser um bom filme.

Os principais personagens do longa:

Steve Rogers/Capitão América | Chris Evans

Steve Rogers era um garoto magricela e fraco, mas com muita coragem e desejo de ajudar seu país na Segunda Guerra Mundial. Suas virtudes psicológicas lhe garantem uma vaga no Programa SuperSoldado, onde é submetido a uma experiência que lhe garante agilidade e força descomunais. Sob o codinome Capitão América, ele lidera o grupo Comando Selvagem para combater nazistas.

Johann Schmidt/Caveira Vermelha | Hugo Weaving

Líder da organização nazista HYDRA, é especializado na exploração de novas tecnologias e armamentos que possam ajudar a vencer a Guerra. Implacável, um experimento mal-sucedido deformou seu rosto, deixando seu crânio exposto e com uma bizarra coloração vermelha. Seu objetivo é encontrar e tomar posse do Cubo Cósmico, um artefato místico que pode lhe garantir poder ilimitado.

Peggy Carter | Hayley Atwell

Durona e glamourosa, a oficial inglesa ajuda os americanos e torna-se interesse amoroso do Capitão América, auxilhando-o em seu treinamento e também em missões.

James ‘Bucky’ Barnes | Sebastian Stan

Órfão e amigo de Steve Rogers antes de este tornar-se um super-herói, ele vira seu parceiro quando o amigo é promovido à Capitão América e ajuda-o no Comando Selvagem.

Howard Stark | Dominic Cooper

Não tem filme da Marvel sem menção à família Stark… O empresário Howard Stark (pai do Tony) é um dos responsáveis pelo programa do SuperSoldado, tendo contribuido na construção e desenvolvimento do uniforme do Capitão América.

Algumas das mais bizarras reviravoltas cinematográficas que já aconteceram na Segunda Guerra Mundial.

Indiana Jones

Na mitologia do famoso arqueólogo, os nazistas renderam duas aventuras que envolviam objetos paranormais (Os Caçadores da Arca Perdida e A Última Cruzada), sendo eles a Arca da Aliança e o Santo Graal. Ambos com uma intenção maléfica e que visa dominar o mundo, mas o resultado sempre foi a favor de Jones. Lembram da abertura da Arca?

Hellboy

A participação dos nazistas no filme é breve, mas muito interessante. Usando uma espécie de portal, os alemães trazem o demônio Hellboy para a Terra, visando utilizá-lo para seus próprios fins. Claro que isso não acontece e o vermelhão trabalha ao lado dos humanos. Destaque para aquele oficial nazista com as facas…

Bastardos Inglórios

E claro, nada de sobrenatural aqui, apenas uma visão completamente doida dos eventos da Segunda Guerra Mundial. Entre os diálogos tarantinescos e muitos escalpos, o longa termina com todo o Terceiro Reich de Adolf Hitler sendo exterminado em uma sessão de cinema.

Alguns dos filmes mais patriotas dos últimos anos.

Independence Day

Pois bem, na ficção científica de Roland Emmerich, os alienígenas invadem o planeta e saem quebrando tudo em diversas regiões. Cabe então, ao exército norte-americano salvar a humanidade. Até aí tudo bem, mas tinha que ser bem no dia 4 de Julho?

Qualquer um do Michael Bay

Transformers, Armageddon, Pearl Harbor e por aí vai… Os filmes de Bay em certos momentos parecem até propaganda do exército (perceba na trilogia dos robôs gigantes a quantidade de tanques, helicópteros e soldados correndo em câmera lenta num cenário de pôr-do-sol).

Outros heróis dos quadrinhos que já se alistaram nas telonas:

Watchmen

Ambientado na Guerra Fria, a presença do Comediante e do Dr. Manhattan na Guerra do Vietnã é fundamental para a vitória dos americanos e acaba por mudar o curso da História. Ninguém foi páreo para o poder ilimitado de Manhattan

X-Men

Aqui fica incluso dois filmes da série dos mutantes: Origens: Wolverine (que mostra Hugh Jackman encarando a Guerra Civil, a Primeira e Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã) e Primeira Classe (aqui, com os X-Men do Professor Xavier impedindo uma catástrofe nuclear na Crise dos Mísseis Cubanos).

Bem, o especial vai ficando por aqui. Perdoem a falta de ideias para o post, mas não deixem de ler a crítica de Capitão América na Sexta-Feira. Até mais!

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Batalha pelo Oscar 2011 | Parte II | Categorias Técnicas

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E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

A Origem | Wally Pfister

Mais uma vez trabalhando com Christopher Nolan e mais uma vez sendo indicado ao Oscar, Wally Pfister se supera na composição visual do complexo mundo de A Origem. Vale destacar o uso de reflexos e espelhos, que ajudam a simbolizar a constante discussão de sonho e realidade e como a paleta de cores alterna em cada estágio da missão: frios, quentes, pasteis, sombrios, claros…

A Rede Social | Jeff Cronenweth

Mais um exemplo de mistura de tons, só que dessa vez eles se misturam em uma única tomada, como na foto acima, que mistura cores fortes e coloridas em um ambiente quente, em um mise en scène fabuloso que utiliza-se de diversos computadores espalhados pelo cenário e usuários praticamente hipnotizados; simbolizando uma boa amostra sobre o uso excessivo da tecnologia. Sendo Fincher na direção, o filme tem uma aparência de gênero policial…

Bravura Indômita | Roger Deakins 

Grande Deakins, fotógrafo habitual dos irmãos Coen, mais uma vez marca presença nas indicações ao transpor às telas o bem-humorado faroeste de vingança. Deakins apresenta uma paisagem mais bela do que a outra, retratando aquele período com tons pasteis nas cenas diurnas e sombras elegantes nas noturnas, contribuindo para a construção emocional – especialmente no clímax – e visual.

Cisne Negro | Matthew Libatique

A base é praticamente uma só: o constraste entre luz e sombras. A fotografia traduz de forma eficaz essa dualidade, apresentando um tom predominantemente frio e sombrio. Destaco (mais uma vez), os planos em que é possível acompanhar a ação de um personagem e a reação de outro, graças ao espelho.

O Discurso do Rei | Danny Cohen

Não possui muita relevância nas cores ou nas luzes, mas contribue narrativamente na visão do protagonista. Sempre nos cantos da tela, sua falta de orientação muitas vezes é simbolizada pela neblina (nesses casos, temos uma bela fotografia) e os mise en scènes que em diversos momentos, mostram a fraqueza de Bertie perto dos outros personagens.

Ficou de fora: Deixe-me Entrar | Greig Fraser

Predominantemente sombria, as noites geladas do Novo México são capturadas com perfeição e beleza pelo. Tons quentes, posicionamentos estilosos e uma cena de capotagem inesquecível deveriam ter sido lembrados.

APOSTA: Bravura Indômita

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Robert Stromberg e Karen O’Hara

Mesmo achando Alice um filme lindo e repleto de cenários maravilhosos, a Academia já premiou Avatar ano passado e dar o prêmio para o novo de Tim Burton sairia repetitivo (como têm acontecido categoria de Figurinos). Ainda assim, são paisagens dinâmicas e psicodélicas.

A Origem | Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Douglas A. Mowat

Predominantemente contemporâneos, os magníficos cenários de A Origem chamam a atenção por sua aparente normalidade, mas logo percebe-se a estranheza de locações (como os paradoxos da escada de penrose) e o esplêndido trabalho de arquitetura, quase sempre oferecendo lugares luxuosos e sofisticados. E, claro, todos eles (menos o surreal Limbo) foram construídos de verdade. Clique aqui para mais cenários.

Bravura Indômita | Jess Gonchor e Nancy Haigh

Recriar o Velho Oeste nunca é fácil (se errado, o filme pode se tornar um desastre), mas a equipe de Bravura Indômita faz um trabalho autêntico. A pequena cidade em que se passa grande parte da trama é quase palpável devido a tamanha atenção aos detalhes, mas também como os diretores fazem bom uso dela, sempre mostrando-a de diversos ângulos. As demais paisagens, são excelentes e ganham atenção especial pela fotografia de Roger Deakins.

O Discurso do Rei | Eve Stewart e Judy Farr

A Inglaterra do Século XVIII é bem recriada aqui, acertando nos objetos de cena – como telefones e pratarias – e nos luxuosos cômodos do Rei George VI. No entanto, a produção poderia ter feito uso melhor deles, considerando que muitas cenas se passam no consultório de Lionel (bem simples) e os verdadeiros cenários luxuosos que caracterizam a monarquia aparecem pouco.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1Stuart Craig e Stephenie McMillan

É bom ver a saga de Harry Potter ganhando reconhecimento por seus grandiosos cenários. No design do penúltimo filme, destaca-se o Ministério da Magia, presente desde o quinto filme (mas esnobado na categoria), apresentando um visual dark, meio de época e gótico. Os outros cenários também são caprichados.

Ficou de Fora: Ilha do Medo

Com imensos valores técnicos, o suspense de Scorsese destaca-se por – além de muitos outros fatores, obviamente – seus caprichados cenários e paisagens, de época, mas com um leve toque sinistro; quase gótico, alguns chegando a ser labirínticos (com a Ala C). A computação gráfica ajuda sutilmente, a criar ambientes memoráveis.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

127 Horas | John Harris

Tiremos o elefante da sala: 127 Horas roubou a indicação de A Origem. Deixando a polêmica de lado, a edição do longa de Danny Boyle é trabalhosa por focar-se em um único personagem ao longo de quase todo o filme. Ágil e dinâmica, é um trabalho que brinca com as possibilidades e desejos de Aron, exibindo flashbacks e telas divididas.

A Rede Social | Kirk Baxter e Angus Wall

Elegante e rápida, a edição de A Rede Social preserva os extensos diálogos entre os personagens, ao fazer um belo uso de ação e reação. Mas o destaque é por, constantemente, apresentar flashbacks e flashfowards, que mostram a criação do Facebook ao mesmo tempo em que seu fundador é processado em 2 processos legais – característica do roteiro, que fica ainda melhor nas telas.

Cisne Negro | Andrew Weisblumg

A montagem aqui é usada relativamente pouco. Não entenda mal, o longa é eficaz em sua edição, mas o diretor preserva algo que eu gosto muito: planos-sequência, tomadas longas sem cortes. Quanto a edição, vale destacar a cena da balada ao efeito de ecstasy, que torna-se quase assustadora, além de conter frames de pouquíssimos segundos do Cisne Negro e outras “surpresas”.

O Discurso do Rei | Tariq Anwar

Muito comum, a montagem oferece alguns momentos de verdadeira maestria. Os melhores, aqueles em que várias cenas são intercaladas, como a sequência de treinamento de fala (o uso do sofá como mudança de cena é magnífico) que mescla-se com os primeiros discursos do protagonista.

O Vencedor |  Pamela Martin

A montagem aqui é bem simples, mas as cenas de luta ganham destaque por serem editadas como um programa de TV, dando uma sensação de realismo e imersão à cena maior. A Academia adora esse tipo de trabalho – vide Rocky e Touro Indomável -, mas acho um bom trabalho e só.

Ficou de Fora: A Origem | Lee Smith

Impressionante como a edição de A Origem foi esquecida. Lee Smith teve trabalho ao juntar todas as linhas narrativas – que incluem 4 níveis de sonhos simultâneos – e dar-lhes ritmo, nunca tornando o longa cansativo. Talvez seja muito complexo para a Academia…

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Colleen Atwood

Mesclando o universo fantasioso de Lewis Carrol com a visão maluca de Tim Burton, Atwood desenvolve figurinos espetaculares que, não só são lindos, mas também obedecem a uma estética específica, como por exemplo o vestido que Alice usa quando vai alternando seu tamanho.

Bravura Indômita | Mary Zophres

Aqui temos figurinos de velho oeste autênticos (vide a piada de De Volta para o Futuro 3) e caprichados. A maioria casacos escuros e pesados, mas também belos vestidos da época, um berrante uniforme Texas Ranger usado por Matt Damon e um estúpidamente divertido traje de urso. Um ótimo trabalho.

O Discurso do Rei | Jenny Beavan

Figurinos de realeza! Sempre conquistam a estatueta – merecidamente -, mas acho que esse ano a tradição muda. O guarda-roupa de O Discurso do Rei oferece vestuários de época autênticos e caprichados, com destaque às roupas de Helena Bonham Carter. O problema, é que Alice é um candidato mais forte e superior.

I Am Love | Antonella Cannarozzi

Bem contemporâneos, diga-se de passagem, o figurino de I Am Love é estiloso, mas não merecia a indicação. Dentre os exemplos que vi, não achei nada de espetacular ou acima da média. A Origem e A Rede Social ofereciam ternos mais bacanas…

The Tempest | Sandy Powell

A veterna Sandy Powell costura vestimentas bacanas nessa nova adaptação do conto de Shakespeare. São competentes, não vi grande coisa – a menos no principal traje de Helen Mirren, que é bem feito.

Ficou de Fora: Cisne Negro

A maioria dos vestimentos são contemporâneos, merecendo atenção aos belos trajes de balé usados por Nina ao longo da produção. Mais do que puro enfeite, o figurino também respeita a necessidade narrativa, ao apresentar a personagem de Lily apenas com roupas pretas, destacando sua personalidade sombria.

APOSTA: Alice no País das Maravilhas

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Caminho da Liberdade | Edouard F. Henriques, Greg Funk e Yolanda Toussieg

Não vi o filme, mas percebi maquiagens decentes aplicadas em alguns personagens. Ed Harris conseguiu uma barba convincente e as queimaduras de sol em Jim Sturgess o disfarçam completamente. Mas não é nada espetacular a ponto de levar a estatueta.

O Lobisomem | Rick Baker e Dave Elsey

O mestre das maquiagens ataca novamente! Rick Baker, especialista em filmes de monstros, empresta seu talento à composição da nova versão do Lobisomem. Perfeita, o trabalho é a melhor coisa do longa. Já ganhou. Se perder, é absurdo.

Minha Versão para o Amor | Adrien Morot

Certo, colocaram uma barba no Paul Giamatti. Uma barba (!) garantiu uma indicação ao Oscar… Brincadeiras a parte, como o filme ainda não estreou por aqui, fica a dúvida se a trama possui algum salto temporal, envelhecimento do protagonista, etc.

Ficou de Fora: Alice no País das Maravilhas

Realmente, achei que as bizarrices de Tim Burton seriam indicadas este ano. Johnny Depp ficou irreconhecível, e a maquiagem aplicada é relativamente simples.

APOSTA: O Lobisomem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Minha Versão do Amor

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Além da Vida

Não assisti o novo filme de Clint Eastwood, mas o barulho provocado pela cena do Tsunami chegou aos meus ouvidos e pude conferir alguns trechos dela no Youtube e gostei do resultado, bem orgânico. Mas não é por uma cena boa que se garante a estatueta…

Alice no País das Maravilhas

Alice é mais um Avatar; um mundo bizarro e fantasioso criado a partir de computadores, mas que funciona perfeitamente bem em cena. Alguns personagens digitais – como o Gato de Chenrise, da foto – ficaram excelentes, mas o cavaleiro vivido por Chrispin Glover é claramente reconhecível como efeito digital. A cabeça gigante de Bonham Carter ficou bacana também.

A Origem

Na minha opinião, o melhor efeito da categoria. Não só por serem visualmente perfeitos, mas por serem usados de maneira adequada no filme, contribuindo à narrativa e não aparecendo apenas para mostrar o tamanho do orçamento. Os efeitos são perfeitos, destacam-se o Limbo e a rua dobrada de Paris.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Não achei os efeitos visuais do sétimo Harry Potter grande coisa, mas reconheço o progresso na criação de criaturas digitais, como os elfos Dobby e Monstro. Os dois são o ponto alto no CG do filme, que às vezes soa um tanto mal feito, como na cena em que os dementadores aparecem.

Homem-de-Ferro 2

Continuando a mesma técnica do filme anterior, a armadura do herói-título é completamente feita por computação gráfica, mas dessa vez temos muito mais robôs, chicotes elétricos, entre outros. Não me entenda mal, são bons efeitos, no entanto é fácil encontrar defeitos e algumas criações não ficam perfeitas; ainda acho que a interação armadura-ator precisa melhorar.

Ficou de fora: Cisne Negro

Aplicados de maneira sutil e orgânica, os efeitos digitais de Cisne Negro complementam a trama ao criar imagens perturbadoras e oníricas sobre cisnes e a obsessão da protagonista. São pouco usados no longa, mas funcionam perfeitamente.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Alice no País das Maravilhas

E a Parte II acaba aqui, mas aguardem que ainda tem mais! Amanhã publicarei a terceira parte, sobre os Sons e Músicas que concorrem. Até lá.

7 Finalistas ao Oscar de Melhor Maquiagem

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , on 11 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Assim como na categoria de efeitos visuais, o trabalho de maquiagem também ganhou 7 finalistas, dentre os quais, apenas 3 concorrerão na grande festa. Confira os indicados:

Alice no País das Maravilhas

Barney’s Way

Bravura Indômita

Jonah Hex

O Lobisomem

The Way Back

O Vencedor

Os indicados serão anuciados em 25 de Janeiro, junto com as demais indicações ao Oscar.

2010: Os Melhores e os Piores

Posted in Melhores do Ano with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

 

Mais um ano chega ao fim e, novamente, chega aquele glorioso período de escolher quais foram os melhores e os piores filmes do ano. Vamos lá:

30 – O Último Mestre do Ar

 E será esse o último prego no caixão de M. Night Shyamalan? Sua adaptação para o cinema do desenho da Nickelodeon é um filme terrível, mal executado e completamente desinteressante. Quanto menos dizer, melhor. Ficha técnica

Melhor Cena: Os créditos finais.

29 – Premonição 4

Bem, aí está mais um filme que não deveria existir. Assim como Jogos Mortais, a franquia sobre adolescentes babacas que fogem da Morte já deveria ter acabado. As mortes já deixaram de ser criativas, só o 3D ajuda (um pouco). Ficha técnica

Melhor Cena: SPOILER: Quando os insuportáveis protagonistas morrem na cena final.

28- O Aprendiz de Feiticeiro

 Aqui, mais uma tentativa ridícula de Jerry Bruckheimer iniciar uma franquia de sucesso. Limita-se a alguns efeitos visuais bacanas, mas de resto, copia descaradamente Harry Potter e acrescenta elementos de Dragonball. Ficha técnica

Melhor Cena: A perseguição de carros.

27- Resident Evil 4: Recomeço

 O que vale a pena aqui é o 3D do James Cameron; de resto, a franquia baseada nos videogames de zumbi não caminha pra frente, é arrastada e cansativa. Apesar de algumas cenas de ação (cópias de Matrix), não vale muito a pena. Ficha técnica

Melhor Cena: A luta contra o Executor.

26 – O Lobisomem

Prometendo devolver os dias de glória à clássica criatura (enquanto Crepúsculo brinca com seus conceitos), O Lobisomem capricha na maquiagem e na fotografia, mas erra na narrativa pedestre e no clímax ridículo. E por favor, chega de briga de lobisomens! Ficha técnica

Melhor Cena: A fuga do Lobisomem do Parlamento.

25 – Alice no País das Maravilhas

Grande decepção do ano, mostra que Tim Burton se perdeu completamente nos visuais – magníficos – da nova versão do livro de Lewis Carrol. O problema aqui é o roteiro, que simplesmente não empolga e soa muito incoerente. Mas vale a descoberta da carismática Mia Wasikowska. Ficha técnica.

Melhor Cena: O flashback que mostra a primeira visita de Alice.

24- Fúria de Titãs

 As boas cenas de ação falam mais alto do que a história fraca. Além disso, o elenco promissor é muito mal aproveitado e seus personagens completamente sem afinidade ou apego ao público. Ficha técnica.

Melhor cena: A luta contra Medusa.

23 – Demônio

Partindo de uma excelente premissa, o suspense idealizado por M. Night Shyamalan é um longa razoável e assistível, mas deveria ousar, evitar clichês e contratar um elenco mais talentoso. Ficha técnica.

Melhor cena: Quando um eletricista tenta descer no poço do elevador. Bem arrepiante.

22 – Shrek Para Sempre

 Decepcionante para um “capítulo final”, não alcançando a qualidade dos dois primeiros filmes, mas ainda assim, diverte e entretem. Ficha técnica

Melhor cena: O flashback no começo do filme.

21- A Saga Crepúsculo – Eclipse

 

 A maioria acha que a franquia fica melhor aqui. Eu discordo, ela anda pra trás; ou melhor, não anda. Nada demais acontece em Eclipse, mas aprecio como o diretor David Slade deu um toque mais sombrio e mais ação. Ficha técnica

Melhor Cena: A batalha dos Recém-Transformados contra os Lobos.

20- Piranha 3D

 Olha só que surpresa; não só eu não esperava assistir Piranha, eu não esperava gostar do filme. Trash assumido, é muito vulgar, superficial e divertido, não se levando a sério em nenhum momento. É uma porcaria boa. Ficha técnica

Melhor Cena: O “balé aquático”.

19 – Predadores

 

Partindo de uma ótima premissa, o retorno dos Predadores ao cinema deveria ter resultado em um filme melhor, limitando-se a fracas cenas de ação e um roteiro muito fraco. Os personagens e os atores, porém tornam o filme suportável durante sua curta projeção. Ficha técnica

Melhor cena: A cena em que os três predadores aparecem pela primeira vez é icônica.

18 – Tron: O Legado

Provando ser mais um Alice o novo Tron sacrifica história e personagens pelo espetacular visual e ótimos efeitos visuais (com exceção do Clu, claro), rendendo um filme mediano, falho, mas assistível. Destaca-se aqui a belíssima e talentosa Olivia Wilde. Ficha técnica

Melhor Cena: A radical corrida de motos luminosas.

17- Esquadrão Classe-A

O que torna essa adaptação de série de TV tão memorável e divertida é o fato de ela não se levar a sério em momento algum, resultando em cenas de ação improváveis e estúpidas. O elenco principal e seu entrosamento em cena é excelente, mas o longa precisava de uma trama melhor. Ficha técnica.

Melhor Cena: O tanque voador é de ficar na memória.

16- A Ressaca

Com 2010 fraco em comédias, o non-sense toma conta dessa aventura-ficção científica que mostra um grupo de amigos viajando no tempo em uma banheira. As piadas são muito boas, as situações envolvendo os costumes dos anos 80 são divertidas e nostálgicas. Ficha técnica

Melhor Cena: Quando a aposta envolvendo o resultado de um jogo de futebol americano dá errado e dois amigos têm que pagar o preço…

15 – Homem-de-Ferro 2

Na minha opinião a grande decepção do ano. Homem-de-Ferro 2 não é um filme ruim, mas é quase incomparável com o primeiro filme em muitos aspectos; cenas de ação, personagens – aqui há pouco tempo para o grande elenco – e história, que tenta ser madura mas desiquilibra nas doses de piadas espirituosas (o roteirista pensou que isso era uma comédia, só pode ser) e reviravoltas desconexas. Robert Downey Jr. segura o filme e rouba a cena mais uma vez. Ficha técnica

Melhor Cena: O confronto com Ivan Vanko em Mônaco.

14- A Hora do Pesadelo

Odiado por quase 90% dos críticos do mundo todo, o remake de A Hora do Pesadelo funciona pra mim. Alterando o tom para um thriller mais adulto e sério – mas nunca esquecendo-se do longa original -, o serial killer que ataca nos sonhos ganha um retrato digno, apesar de seu potencial não ter sido explorado ao máximo. Ficha técnica

Melhor Cena: A cena final, homenageia bem o original.

13 – Atividade Paranormal 2

A fórmula de [REC]² pode ser aplicada aqui também; aprimora os elementos do original, mas ao contrário da franquia espanhola, o segundo filme supera infinitamente o primeiro. Elenco melhor, estética e visuais melhores e um roteiro esperto que une de forma dinâmica os dois filmes. Ficha técnica

Melhor Cena: É um susto, se eu revelar qual é, perde a graça certo?

12- REC 2: Possuídos

Continuação de um dos melhores filmes de terror da década, [Rec]2 transforma o medo e a simplicidade de seu antecessor em um longa de ação sobrenatural que aprimora os elementos visuais e técnicos de produção, resultando em um excelente filme que é quase imprevisível. Ficha técnica

Melhor Cena: Quando um dos policiais, Larra, encara sozinho alguns dos infectados.

11 – Machete

Viva grindhouse! Provando que filmes trash podem ser a nova onda, Robert Rodriguez dá vida ao trailer falso de Machete, em um filme repleto de violência gore, exageros e nudez; tudo com muito bom humor e uma trama que, surpreendentemente, é coesa e sustentável, abordando temas como a imigração ilegal. Ficha técnica

Melhor Cena: A fuga do hospital, com destaque para a “corda” usada pelo personagem título para pular de uma janela.

10 – Sherlock Holmes

Depois de divertir plateias e a sim próprio em Homem-de-Ferro, Robert Downey Jr. encarna o detetive mais famoso do mundo, em uma aventura instigante, tecnicamente impecável e com a esperta direção de Guy Ritchie, é o ínicio de uma promissora franquia. Ficha técnica

Melhor Cena: Holmes calculando seus movimentos em uma luta de bar.

9 – Zumbilândia

Assumindo-se como uma éspecie de Todo Mundo Quase Morto americano, a paródia ao popular gênero dos mortos-vivos é extremamente divertida, agradável e conta com um entrosamento de elenco sensacional, com destaque para o Talhahassee de Woody Harelson. A sequência, aliás, os roteiristas estão devendo… Ficha técnica

Melhor Cena: “God Damn it! Bill fucking Murray!”

8 – Ilha do Medo

Um raro suspense na carreira de Scorsese, o sombrio e perturbador Ilha do Medo é um trabalho excepcional de direção, roteiro, fotografia (sensacional) e uma performance brilhante de Leonardo DiCaprio, que protagoniza uma das maiores reviravoltas do ano. Ficha técnica

Melhor Cena: O final, quando Teddy descobre a assustadora verdade sobre a Ilha Shutter.

7- Toy Story 3

Arriscando-se em fazer uma segunda continuação para a saga dos brinquedos, a Pixar um de seus melhores e mais emocionantes trabalhos, que equilibra perfeitamente fortes emoções e piadas divertidíssimas em uma trama honesta e memorável. Ficha técnica

Melhor Cena: A cena da fornalha, de dar nó na garganta…

6 – Tropa de Elite 2 – O Inimigo agora é Outro

Grande ápice do cinema nacional desde… Tropa de Elite. A equipe do filme anterior trabalha dobrado e gera um filme impressionante que faz um poderoso retrato do Brasil atual, política e ainda entretém com um excelente diálogo e a sempre espetacular performance de Wagner Moura como o icônico Coronel-capitão Nascimento. Ficha técnica

Melhor Cena: A emboscada sofrida por Nascimento.

5 – Kick-Ass: Quebrando Tudo

Finalmente chega às telas uma amostra do que seria se tornar um super-herói na vida real. Claro, da metade para o fim o longa se transforma em uma saga exageradamente divertida de ação e violência (vide a icônica Hit-Girl), mas os momentos iniciais do filme são puro brilhantismo na desconstrução do super-herói. Ficha técnica

Melhor Cena: Kick-Ass enfrentando uma gangue em sua primeira aparição pública.

4 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Dizer que Harry Potter está cada vez mais sombrio e adulto é clichê, mas é a pura verdade. O diretor David Yates presta um serviço memorável à primeira parte da conclusão da franquia do bruxo adolescente, fornecendo ao filme uma direção ousada, artística e performances intensas do trio principal; fazendo do longa mais do que um prelúdio. Ficha técnica

Melhor Cena: A armadilha em Godric’s Hollow.

3 – Scott Pilgrim contra o Mundo

Provavelmente a adaptação de quadrinhos mais fiel já feita e também uma das mais divertidas e satisfatórias. Scott Pilgrim é uma aventura clássica e com emoção genuína, cuja estrutura de videogame, visual onírico dinâmico, roteiro pop e elenco perfeito compõe uma obra perfeita que dá um “K.O.” no espectador. Ficha técnica

Melhor Cena: Poucas vezes o cinema conseguiu traduzir para as telas uma cena de quadrinhos de maneira tão autêntica e divertida como a luta de Scott contra o Primeiro Ex-Namorado do Mal.

2 – A Rede Social

O filme que faz uma crítica poderosa da sociedade internet ao contar a história sobre a rede social Facebook é impressionante. Seu roteiro ágil repleto de diálogos estrondosos é impecável, o elenco jovem é sensacional e David Fincher comanda todos esses elementos com grande talento e habilidade, que podem lhe render seu primeiro (e merecido) Oscar. Ficha técnica

Melhor Cena: O antológico discurso de Eduardo Saverin ao descobrir que foi traído por Mark.

1 – A Origem

O filme mais comentado e discutido de 2010. Comprovando mais uma vez o imenso talento do grande Christopher Nolan, A Origem quebra barreiras e apresenta o roteiro mais original e complexo da década, mesclando conceitos inteligentes com espetaculares cenas de ação, efeitos visuais versáteis e um final ambíguo que ficará plantado na memória do espectador, assim como o magnífico filme. Ficha técnica

Melhor Cena: Ariadne escapando pelos chutes sincronizados é uma das cenas mais espetaculares que o cinema recente já produziu.

Melhor Ator do ano: Jesse Eisenberg (A Rede Social)

No papel de Mark Zuckerberg, o jovem Jesse Eisenberg mostra seu imenso talento para personagens dramáticos, conseguindo passar mais do que a imagem de “ator de comédia”. Sempre sério, nunca demonstra suas reais intenções ou sentimentos, tornando Zuckerberg um sujeito imprevisível e praticamente isolado de confraternizações sociais.

Cena essencial: Sua reação por telefone ao saber o que acontece com Sean Parker no fim do filme.

Melhor Atriz do ano: Chloe Moretz (Kick-Ass)

O manto de Hit-Girl, assassina letal de 11 anos de idade não poderia ser assumido por alguém além de Chloe Moretz. Sempre carismática, divertindo-se em cena, também domina os poucos momentos dramáticos. Eu não tenho dúvidas, Moretz é a melhor atriz mirim da atualidade. 

Cena essencial: SPOILERS! Na morte de Big Daddy, a atriz mostra que também tem grande potencial dramático.

Os 5 Melhores em Vídeo

Confira aqui a edição que fiz com os 5 melhores filmes do ano! Deu muito trabalho e espero que gostem:

Bem, esses foram os filmes do ano; em 2011 tem mais, por isso não percam o Preview 2011, que será lançado no começo de Janeiro. Fiquem ligados, estarei publicando posts até o Natal. Até!

| O Lobisomem | Monstro clássico ganha remake sem emoção

Posted in Cinema, Críticas de 2010, Indicados ao Oscar, Terror with tags , on 12 de fevereiro de 2010 by Lucas Nascimento

 

  Um Lobisomem espanhol em Londres: Benicio Del Toro encarna a fera

Já faz algum tempo desde que não vemos os lobisomens tradicionais. Tivemos a versão teen com Lua Nova, guerras com vampiros em Anjos da Noite, entre outros. Mas a clássica versão, passada na Inglaterra vitoriana, estava quase que esquecida. O remake de Joe Johnston até tenta seguir com respeito e capricho o filme da década de 1940, mas não consegue ir além de um suspense morno, sem emoção, com atores medianos e (muita) violência trash.

Na trama, o ator de teatro Lawrence Talbot viaja de volta para a mansão de sua família, para o funeral de seu irmão, morto por algum tipo de critaura noturna. Lawrence tem um encontro sangrento com a criatura, que ao mordê-lo, o amaldiçoará, fazendo dele um lobisomem.

O Lobisomem realmente não deu certo. Possui um tom bem sombrio, fotografia cheia de névoas e um visual muito interessante para sua criatura, que possui uma forma mais humana e usando maquiagem ao invés de CG, à moda antiga. Agora, vamos falar do roteiro. É bem simples, começa de maneira tensa, mas ao longo do filme, começam a vir as reviravoltas previsíveis, os diálogos toscos e as situações clichês. Não seria tão ruim se o filme ao menos tivesse uma dose de emoção, seja nas cenas mais dramáticas ou no fraco elenco.

O elenco possui ótimos atores que se encontram em papéis ruins, careteiros e inexpressivos. Benicio Del Toro até que não se sai tão ruim, mas ele fez tantas caretas, que chegam até a ser engraçadas, quando deveriam ser trágicas. Anthony Hopkins não é aproveitado e fica com um dos papéis mais antigos: o pai que desafia o filho e que, consequentemente, entra em conflitos com ele.

E cuidado Sam Raimi! O Lobisomem possui cenas de mutilação bem gore, que chegam a ser trash. Sério, qual o motivo de tanto sangue jorrando, tripas sendo arrancadas e cabeças arrancadas? Não causa medo, não causa emoção com personagens, não causa absolutamente nada. E como é de se esperar de um blockbuster, o final do filme deixa suas portas bem abertas, de maneira muito preguiçosa, para uma sequência, mas aí já é muito improvável.

Resumindo, O Lobisomem é mais um remake que prometia muito, mas caiu em uma tempestade de situações clichês, atores fracos e muita violência trash. De bom mesmo, só o visual da criatura, que possui suas, caprichadas, transformações em CG e o rosto coberto por uma arrepiante maquiagem. Mas ninguém merece mais lutas de lobisomens certo?