Arquivo para o soldado invernal

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Dois | Categorias Técnicas

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Hora de avaliar as categorias mais divertidas… Vamos lá:

fotografia

Birdman | Emmanuel Lubezki

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“El Chivo” está de volta, e novamente desponta como o favorito na categoria de Fotografia. Em sua colaboração com Alejandro Iñarritu, Emmanuel Lubezki ajuda-o na complicada tarefa de coordenar e elaborar longuíssimos planos, ajudando a simular o efeito de tomada contínua de Birdman (curiosamente, elementos que também se manifestavam em Gravidade, ano passado), tornando uma experiência vibrante e quase documental – assemelhando-se à estética de uma peça de teatro, também. Lubezki controla as iluminações com eficiência, mudando de um ambiente quente para um frio com suavidade, apostando em time-lapses para avançar a narrativa e até transições espaciais bem camufladas pelo trabalho de montagem. Sensacional.

Razão de Aspecto: 1.85: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa M, Leica Summilux-C and Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT, Leica Summilux-C e Zeiss Master Prime Lenses

  • American Society of Cinematographers
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Ida | Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski

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A maior surpresa entre os indicados, a fotografia do filme polonês Ida é um espetáculo visual que contou com dois diretores de fotografia. Rodado em preto e branco e na razão aspecto menor de 1.33: 1, a fotografia de Ida impressiona pelo cuidado ao nivelar os diferentes níveis de preto, e o contraste deste em cenas com interiores pouco iluminados (com as magistrais cenas no clube de Jazz, evocativas do cinema noir) ou tomadas externas dominadas por uma neve branquíssima. Chama atenção também os enquadramentos da dupla, que sempre parecem rebaixar suas personagens e torná-las menor, em uma proporção de tela já consideravelmente pequena. É um lindo trabalho, e certamente o elemento mais memorável do filme.

Razão de Aspecto: 1.33: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa Plus 4:3, Zeiss Ultra Prime Lenses

O Grande Hotel Budapeste | Robert Yeoman

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Simetria define qualquer trabalho de fotografia em um filme de Wes Anderson. Robert Yeoman, seu fiel escudeiro desde sua estreia no ramo, sempre fica atento ao trabalho de enquadramento, que visa uma perfeição estética que pode servir como uma variante cartunesca da obra de Stanley Kubrick. Em O Grande Hotel Budapeste, o elemento que mais se destaca na fotografia é a variação na razão de aspecto da tela, que alterna de acordo com a época em que a narrativa alcança. Como a maior parte é ambientada na década de 20, Yeoman tem a complicada tarefa de enquadrar as cenas na razão de 1.37: 1, um formato quadrado menor do que o vasto 2.35: 1 (quem diria que, em 2015, teríamos dois indicados com essas especificações) Fica interessante porque nem com a razão menor, Anderson não poupa em tomadas grandiosas, de cenários detalhados e épicas perseguições de ski.

Razão de Aspecto: 1.37: 1 | 1.85: 1 | 2.35: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arricam ST, Technovision/Cooke, Cooke S4, Varotal e Angenieux Optimo Lenses

Invencível | Roger Deakins

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O sempre onipresente diretor de fotografia, Roger Deakins volta para sua 12ª indicação. Dessa vez, porém, confesso que não fui completamente impressionado por seu trabalho (o que geralmente acontece) no drama olímpico/Segunda Guerra/Aventuras de Pi de Angelina Jolie. Deakins adota uma paleta predominantemente cinza e próximo do sépia, ajudando na reconstrução do período. Nesse quesito, as cenas em que o protagonista sobrevive num campo de prisioneiros rendem belas tomadas, como o plano plongée que traz os personagens em um rio sujo de lama. É um trabalho eficiente, mas que pessoalmente não colocaria como um dos melhores de Roger Deakins; ele merece um Oscar por algo mais memorável.

Razão de Aspecto: 2.35: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa XT M, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT Plus, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT Studio, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT, Zeiss Master Prime Lenses

Sr. Turner | Dick Pope

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É uma pena que Sr. Turner não tenha nem garantido uma data de estreia aqui no Brasil, o que dificulta comentar suas indicações. Mas já fica o mérito de uma biografia sobre um pintor obcecado por luz ter um trabalho de fotografia eficiente, e Dick Pope parece bastante inspirado na técnia de Barry Lyndon, que usou luz natural em 90% de suas cenas.

Razão de Aspecto: 2.35: 1

Formato: Codex

Câmeras: Arri Alexa Plus, Cooke Speed Panchro Lenses
Canon EOS C500, Cooke Speed Panchro Lense

APOSTA: Birdman

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Sr. Turner

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Interestelar | Hoyte Van Hoytema

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Apaixonado por IMAX, Christopher Nolan sempre emprega o formato gigante em seus filmes, aumentando o escopo e fornecendo uma experiência mais imersiva. Hoyte Van Hoytema substitui o habitual Wally Pfister e ajuda a criar o visual incrível de Interestelar, que vai desde uma Terra rural e engolida por tempestades de poeira até a imensidão do espaço, incluindo remotos planetas – com lindas imagens gravadas na Islândia – e estações espaciais rodopiantes.

Menção Honrosa: Garota Exemplar | Jeff Cronenweth

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Caminhos da Floresta | Dennis Gassner e Anna Pinnock

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Me digam, o que seria dessa categoria sem algum indicado com uma floresta maluca/fantasiosa no meio? Caminhos da Floresta cumpre a cota da Academia, e o trabalho de Dennis Gassner e Anna Pinnock é realmente espetacular. Colocando a maior parte da trama dentro da floresta do título, a dupla é eficaz ao preservar o aspecto teatral da história (como a cachoeira que serve de palco para um número musical dos príncipes) e também referências mais surreais, como o interior imenso da barriga do Lobo.

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen e Anna Pinnock

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Qualquer um que já assistiu a qualquer filme do Wes Anderson repara no Design de Produção, e alguns até passam a saber o que é tal departamento, já que este é um dos personagens dominantes. Em O Grande Hotel Budapeste, Anderson leva sua visão e sua equipe para uma nação européia fictícia dos anos 20, trazendo inspirações da arquitetura russa, alemã e suíça, seja nos interiores do hotel do título, o museu que é palco de uma perseguição ou as cartunescas ambientações em miniatura, que incluem uma pista de ski, um monastério e outros cenários típicos da imaginação do diretor.

  • Art Directors Guild – Filme de Época
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Interestelar | Nathan Crowley e Gary Fettis

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Ano passado, Gravidade também descolou uma indicação nesta categoria, e Interestelar vai ainda mais além do que apenas interiores de espaçonaves e estações espaciais. A equipe de Nathan Crowley desenvolve sua própria mecânica na criação da nave rodopiante Endurance (cujo formato simboliza um relógio analógico, de grande importância à trama) e seus Rangers aerodinâmicos. Juntamente com o físico Kip Thorne e a equipe de efeitos visuais, eles também trabalharam em cima de uma mecânica na criação dos movimentos e aparência dos buracos gravitacionais, culminando na infinita complexidade do Tesseract descoberto no último ato – que por si só, já valeria a vitória do filme aqui.

O Jogo da Imitação | Maria Djurkovic e Tatiana Macdonald

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Ambientado em três épocas diferentes, as duas designers de produção tiveram que recriar ambientes dos anos 20, 40 e 50. Todos os cenários são eficazes e fiéis em sua reconstrução histórica (o colégio interno dos anos 20 é grandioso), mas o grande destaque do trabalho da dupla é a recriação de Christopher, a máquina que Alan Turing desenvolve para quebrar códigos, que impressiona por sua complexidade.

Sr. Turner | Suzie Davies e Charlotte Watts

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Mais uma indicação para o filme que não estreiou aqui no Brasil… Bom, dá pra dizer que Sr. Turner se dedica a recriar palácios, galerias e ambientações num período de tempo que vai de 1775 a 1851. E como nosso protagonista é um pintor, ateliês e paisagens iluminadas devem fazer parte do pacote aqui. Enfim, díficil julgar sem assistir, mas parece uma indicação justa.

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Caminhos da Floresta

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: Expresso do Amanhã

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Um dos grandes sucessos cult do ano passado, Expresso do Amanhã é todo ambientado dentro de um enorme trem, onde cada vagão traz uma ambientação assustadoramente diferente da outra. Desde a suja ala de prisioneiros, passando pelas estufas verdes, discotecas psicodélicas até salas de máquina que abraçam totalmente o cyberpunk, o design de produção do filme é absolutamente espetacular.

Menções Honrosas: Era Uma Vez em Nova York e Grandes Olhos

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Caminhos da Floresta | Colleen Atwood

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Colleen Atwood é mestre na confecção de figurinos, e ela já mostrou que contos de fada e elementos fantásticos são sua absoluta especialidade. Não teria profissional mais hábil do que Atwood para lidar com os figurinos do “Vingadores dos Contos de Fadas” que é Caminhos da Floresta, musical que reúne Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e o Pé de Feijão e outras populares histórias do gênero. O interessante é ver como Atwood retrata de forma inusitada alguns personagens: o Príncipe de Chris Pine, por exemplo, surge com as vestes sempre sujas e desgastadas, enquanto o Lobo de Johnny Depp é outra criação que respeita as raízes teatrais da história.

  • Costume Designers Guild – Filme de Fantasia

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

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A veterana Milena Canonero (ele trabalhou com o Kubrick, uau!) volta para a cerimônia depois de sua vitória por Maria Antonieta, oito anos atrás, com a saga excêntrica de Wes Anderson. A principal porção da trama se passa nos anos 20, mas sendo um filme de Wes Anderson, fidelidade histórica não será exatamente algo a ser seguido à risca. Os trajes são coloridos, cartunescos e às vezes até exprimem de forma literal a função de seus personagens (como o “Lobby Boy” no chapéu de Zero) ou as vestes dos prisioneiros, mais estereotipadas possíveis, com suas listras preto e brancas.

  • BAFTA
  • Costume Designers Guild – Filme de Época
  • Critics Choice Awards

Malévola | Anna B. Sheppard e Jane Clive

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Opa, mais contos de fadas na categoria (porque você bem sabe, ou é conto de fada/fantasia ou figurino de época que desponta aqui), agora com a história de origem da vilã Malévola. Anna B. Sheppard e Jane Clive seguem de perto o traço da animação clássica, adaptando as vestimentas das personagens para um contexto real, ainda que mantendo características fantásticas (todos os vestidos de Malévola, especialmente a de sua fase sombria) e até cartunescas (a roupa bufante e peluda do rei, por exemplo). Bom trabalho, mas muito parecido com o de Caminhos da Floresta.

Sr. Turner | Jacqueline Durran

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Er… Sr. Turner ainda não estreiou. Mas hei, é mais um trabalho de figurinos de época, vindo da talentosa Jacqueline Durran.

Vício Inerente | Mark Bridges

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Outro filme que infelizmente não estreiará a tempo do Oscar, Vício Inerente traz um trabalho de figurino similar ao de Trapaça, no ano passado. Aproveita a psicodelia dos anos 70 para confeccionar uma mistura de fidelidade histórica com excentricidade, que parece ser o clima ideal do novo filme de Paul Thomas Anderson. Não vejo a hora de assistir.

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Caminhos da Floresta

MEU VOTO: Caminhos da Floresta

FICOU DE FORA: Magia ao Luar | Sonia Grande

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Anos 20. Sul da França. Quer mais o quê? A nova comédia de Woody Allen me decepcionou em muitos quesitos, mas o visual certamente não foi um deles. Sonia Grande conseguiu vestir os personagens de Magia ao Luar com classe e elegância, sabendo como deixar a Sophie de Emma Stone mais “fofa” e adorável, enquanto Colin Firth surge como um gentleman boêmio.

montagem

Boyhood: Da Infância à Juventude | Sandra Adair

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Em sua maioria, Boyhood é um filme com um trabalho de montagem praticamente invisível. Não temos grandes transições, digressões, cortes rápidos ou algo muito chamativo no trabalho de Sandra Adair. O que justifica a indicação certamente é a árdua tarefa que Adair teve em selecionar pedaços de 12 anos de material e construir uma narrativa que flua naturalmente e faça sentido ali. E funciona! Os 12 anos da vida de Mason passam com eficiência, sem qualquer tipo de separação textual (“ano 1”, “ano 2”, por exemplo) ou intervenção metalinguística, construindo-se uma narrativa sólida e envolvente.

  • ACE Eddie Awards – Drama

O Grande Hotel Budapeste | Barney Pilling

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A montagem de O Grande Hotel Budapeste segue os elementos clássicos da filmografia de Wes Anderson: cortes inusitados e até secos durante diálogos, a fim de promover um efeito cômico discreto (atire uma pedra quem não riu durante a conclusão da perseguição no museu ou a famosa cena do ski), e uma narrativa linear na maior parte do tempo – contando também com divisões de capítulos. Um bom exemplo da habilidade de Barney Pilling é quando M. Gustave e Zero vão seguindo diversos passos a fim de encontrar um informante, com cada setor da sequência de eventos contendo a frase “Você é M. Gustave?”, criando uma série de repetições que culminam na explosão de Gustave.

  • ACE Eddie Awards – Musical ou Comédia

O Jogo da Imitação | William Goldenberg

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Pois bem… Um dos meus problemas com O Jogo da Imitação é sua estrutura narrativa quebrada, que traz cenas durante a infância de Alan Turing, seu trabalho na Segunda Guerra e a investigação que sofreu nos períodos finais de sua vida. É um elemento do roteiro que pessoalmente acho que tira ritmo da trama central, ainda que William Goldenberg consiga encontrar boas transições e manter a narrativa fluindo quando esta se estabelece num único período. Aprecio como Goldenberg faz a passagem do tempo com cenas de arquivo do combate, ponteiros de relógio (enfatizando a luta contra o tempo) e uma eficiente narração em voice over.

Sniper Americano | Joel Cox e Gary Roach

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Filmes de guerra geralmente são queridos pelos votantes, e Sniper Americano realmente é primoroso no quesito cenas de ação. Quando a câmera nos leva para trás da mira de Chris Kyle, Joel Cox e Gary Roach começam a construir a tensão que passa pela cabeça do protagonista, e a dúvida sobre atirar ou não. Quando a violência explode, a dupla agarra o espectador pela garganta, como na impecável cena em que Kyle encontra o terrorista Açogueiro ao mesmo tempo em que é perseguido por um sniper inimigo. Estruturalmente, a dupla equilibra a carreira militar de Kyle com suas responsabilidades familiares, o que se prova como um dos pontos fracos da narrativa, mas o trabalho de Cox e Roach merece créditos pelas cenas mais intensas.

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Tom Cross

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Toda a parte técnica de Whiplash é absolutamente impecável, mas a montagem de Tom Cross certamente é o grande atrativo nesse quesito. Centrado em um baterista, o trabalho de Cross é frenético e rápido, impressionando nas cenas em que Andrew toca o instrumento e os cortes ritimados vão acompanhando a música, quase como se Cross também fosse o baterista. As sequências musicais são fantásticas, e Cross ainda acerta ao conferir velocidade a eventos, como a cena que culmina no acidente de carro do protagonista: cortes rápidos e brutais, mas um longo plano quando o caminhão atinge seu carro. Trabalho perfeito.

  • BAFTA

APOSTA: Boyhood

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Whiplash

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Kirk Baxter

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Dessa vez sem o habitual parceiro Angus Wall, Kirk Baxter fica com a complicada tarefa de montar Garota Exemplar. Isso porque é um longa com duas tramas paralelas – a de Nick Dunne, e a da esposa Amy – que caminham diferentemente, enfrentando reviravoltas e até incongruências temáticas. Baxter se sai muito bem ao equilibrá-las, fornecendo transições memoráveis (o corte do beijo para a coleta de DNA é primoroso) e administrando sabiamente os diálogos que vão ficando mais intensos, fornecendo cortes calculados para cada participante. Outra ferramenta notável de Baxter é o fade to black, que o montador acerta ao usá-los rapidamente em cenas mais violentas. Que esnobada…

Menções honrosas: Noé, No Limite do Amanhã e Interestelar

maquiagem

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Bill Corso e Dennis Liddiard

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O grande atrativo na maquiagem de Foxcatcher obviamente é a transformação de Steve Carell em John du Pont. A dupla indicada merece créditos por deixar o ator radicalmente diferente, mas sem transformá-lo em um mero monstro caricato: o nariz é consideravelmente maior, a pele ganhou uma pigmentação mais envelhecida e Carell também usou implantes na boca, a fim de modificar seu modo de falar. Vale a pena ressaltar que a equipe cria uma interpretação do du Pont real, já que o resultado final não é idêntico ao falecido técnico de luta. Um trabalho admirável.

O Grande Hotel Budapeste | Frances Hannon e Mark Coulier

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No que diz respeito a penteados e bigodes, O Grande Hotel Budapeste é Wes Anderson na veia: do bigode pomposo de Bill Murray ao visual mais burguês fresco de Ralph Fiennes, a equipe de maquiagem e cabelo é eficaz ao caracterizar as figuras criadas por Anderson. Mas é mesmo o envelhecimento de Tilda Swinton que justifica a indicação, um trabalho que não tem tanto destaque no filme, mas que merece aplausos pelos detalhes e a transformação pesada da atriz.

  • BAFTA
  • Make Up Artists Guild – Maquiagem de Época
  • Make Up Artists Guild – Cabelo de Época

Guardiões da Galáxia | Elizabeth Yianni-Georgiou e David White

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Quando pensamos em uma ficção científica surtada e cartunesca como Guardiões da Galáxia, imediatamente nos vêm à mente o trabalho de maquiagem. E mesmo que não seja nada ultra elaborado como o trabalho de Rick Baker, Elizabeth Yianni-Georgiou merece parabéns por deixar figuras como Karen Gillan (Nebulosa), Lee Pace (Ronan) e Dave Baustista (Drax) irreconhecíveis, mas ainda assim manter seus bons trabalhos de atuação. Segue um padrão simples, ao meramente trocar a cor de seus atores, rendenco uma certa “sutileza alienígena”.

  • Critics Choice Awards
  • Make Up Artists Guild – Efeitos Especiais de Maquiagem
  • Make Up Artists Guild – Cabelo Contemporâneo

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Guardiões da Galáxia

MEU VOTO: Guardiões da Galáxia

efeitosvisuais

Capitão América 2: O Soldado Invernal | Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick

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Vou ser sincero: acho a indicação de Capitão América 2: O Soldado Invernal injusta. A equipe do filme é eficiente ao criar ambientes totalmente digitais e manda bem nas variadas destruições de heliportos, cruzadores e outros veículos aéreos gigantescos. Só acho que sinceramente não é algo muito impressionante, ainda mais considerando os outros indicados da categoria, e até confesso que achei o green screen gritantemente artificial em alguns momentos (a luta entre o Capitão e o Soldado Invernal no clímax). Mas dou mérito ao genial envelhecimento de Hayley Atwell como Peggy Carter.

Guardiões da Galáxia | Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould

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Opa, mais Marvel Studios aqui… Mas essa é bem merecida. A comédia espacial também trabalha muito com ambientes todos digitais, rendendo um bom trabalho de green screen e elaboração de detalhes (a luta com Ronan, em meio à nuvens azuladas brilhantes é espetacular), além de cenas de ação maciças que incluem batalhas áereas e perseguições de naves. O grande destaque, porém, fica com os dois principais personagens digitais: Rocket Raccoon e Groot, que impressionam pelo fotorrealismo e a expressividade de sua animação, jamais soando como criaturas digitais.

Interestelar | Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher

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Science, bitch! Como em todos os filmes de Christopher Nolan, os efeitos visuais são usados de forma orgânica e com um estudo científico que os ajudem a fazer sentido dentro daquele universo. Em Interestelar, a grande contribuição dos efeitos visuais foram a criação do buraco de minhoca e o buraco negro Gargantua, que tiveram orientação do físico Kip Thorne a fim de chegar o mais próximo possível de uma representação da tal anomalia. A equipe de Nolan cria alguma das mais belas imagens vistas em 2014, ajudando também a realçar ambientes reais (como as paisagens da Islândia, que servem como os planetas descobertos) e também a criar locais impossíveis de serem reproduzidos, como as “montanhas de água” e o enigmático Tesseract.

  • BAFTA
  • Visual Effects Society – Melhor Ambiente Digital (Tesseract)

Planeta dos Macacos: O Confronto | Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist

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É chegada a hora dos macacos. A excelente continuação do reboot de 2011 da continuidade ao trabalho da WETA na criação dos símios digitais, no maior uso de captura de performance em locações externas até hoje. Andy Serkis novamente lidera o elenco de mo-cap, e a equipe de Joe Letteri é impecável ao manter as nuances e expressões das performances do elenco, criando macacos ainda mais realistas e expressivos do que os do anterior – o salto da tecnologia, e também o fato de O Confronto ter uma fotografia mais escura, ajuda.

  • Visual Effects Society – Melhores Efeitos Visuais Constantes
  • Visual Effects Society – Melhor Personagem Digital (César)
  • Visual Effects Society – Melhor Composição
  • Critics Choice Awards

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer

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Uma das mais agradáveis surpresas desse Oscar foi encontrar o ótimo X-Men: Dias de um Futuro Esquecido entre os indicados para efeitos visuais. É a primeira indicação para a franquia, que traz novos personagens e ambientes para poder usufruir de eficientes efeitos de computação gráfica. As Sentinelas são bem criadas e suas adaptações de poderes fazem sentido, assim como os diferentes outros poderes que encontramos aqui (os buracos de minhoca de Blink, rajadas de fogo de Sunspot. Mas é mesmo o velocista Mercúrio que vale a indicação, que protagoniza a melhor cena de ação de 2014 durante sua corrida em câmera lenta, que provou-se um desafio para Bryan Singer e sua equipe.

  • Visual Effects Society – Melhor Fotografia Virtual (Cena da Cozinha)
  • Visual Effects Society – Melhor FX& Simulação de Animação (Cena da Cozinha)

APOSTA: Planeta dos Macacos

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Interestelar

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: No Limite do Amanhã

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Vejo que a Academia optou por não indicar filmes de 2014 que trouxeram ótimos efeitos visuais, mas que tiveram uma recepção crítica ruim ou bem mediana. É o caso de Transformers: A Era da Extinção e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, filmes que mereciam sim uma indicação pelo trabalho com CG. Seguindo essa linha da Academia, meu escolhido para entrar seria No Limite do Amanhã, uma excelente ficção científica que trabalha bem os efeitos visuais e cria ambientes, criaturas e cenas de ação muito eficientes.

ART DIRECTORS GUILD AWARDS 2015: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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O Sindicato de Direção de Arte da América divulgou seus indicados para 2015. Confira:

(apostas em negrito)

FILME DE ÉPOCA

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen

Invencível | Jon Hutman

O Jogo da Imitação | Maria Djurkovic

A Teoria de Tudo | John Paul Kelly

Vício Inerente | David Crank

FILME DE FANTASIA

Capitão América 2: O Soldado Invernal | Peter Wenham

Caminhos da Floresta | Dennis Gassner

Guardiões da Galáxia | Charles Wood

Interestelar | Nathan Crowley

Planeta dos Macacos: O Confronto | James Chinlud

FILME CONTEMPORÂNEO

O Abutre | Kevin Kavanaugh

Birdman | Kevin Thompson

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Jess Gonchor

Garota Exemplar | Donald Graham Burt

Sniper Americano | James J. Murakami & Charisse Cardenas

Os vencedores serão anunciados em 31 de Janeiro.

Os pré-selecionados ao Oscar 2015 de Efeitos Visuais

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 5 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Como é de costume todo ano, a Academia lançou uma lista com pré-selecionados para a categoria de Melhores Efeitos Visuais do Oscar. Confira abaixo, e com minhas apostas em negrito:

Capitão América 2: O Soldado Invernal

Godzilla

Guardiões da Galáxia

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Interestelar

Malévola

Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba

Planeta dos Macacos: O Confronto

Transformers: A Era da Extinção

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

Os indicados ao Oscar serão anunciados em 10 de Janeiro. A cerimônia acontece em 22 de Fevereiro.

Why So Serious? O humor nos filmes da DC

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

DC

Ontem, saiu um rumor que vem levantando algumas dúvidas e provocando polêmicas. A informação é a de que os executivos da Warner Bros não querem piadas em seus filmes de heróis da DC, diferenciando-se do tom mais cômico adotado pela Marvel Studios da Disney e. também procurando evitar os erros do fracassado Lanterna Verde.

Bom, acho que primeiramente vale frisar que Lanterna Verde não morreu por causa das piadinhas, mas sim porque era um roteiro falho. A Marvel de Kevin Feige esta aí com seu currículo bilionário para provar que o público adora humor, desde que seja bem feito.

O que me leva a uma discussão ainda mais abrangente: o humor nos filmes de super-heróis.

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O humor em Guardiões funciona porque é necessário

Todo mundo adora rir, certo? Quem não gosta? Meu problema com esse elemento em filmes do gênero, é – por falta de termo melhor – a apelação. Muitas piadas nos filmes da Marvel Studios funcionam, e o recente Guardiões da Galáxia é o exemplo que melhor ilustra esse cenário; justamenteporque a aventura espacial já assumia o tom de galhofa desde o princípio, além de trazer personagens coloridos que precisavam de muito humor para funcionar.

Do outro lado, e também recente, Capitão América 2 – O Soldado Invernal ajuda a exemplificar um dos grandes problemas na Marvel. O filme dos irmãos Russo está longe de ser ruim (está mais perto de ser ótimo, isso sim), e seus problemas estão relacionados a outros aspectos, mas ainda há problemas com a pontualidade do humor. Dois exemplos: Depois de ser emboscado na rua por agressores disfarçados de policiais, Nick Fury luta para sobreviver em seu “super-carro”, e quando nenhum de seus acessórios funciona, ele pergunta retoricamente se “alguma coisa está funcionando”. O computador de bordo responde “O ar-condicionado está em perfeito estado”. Uma piada dessas não só é bem besta, como também desvia a atenção do espectador de uma cena que é, sim, tensa. Outro exemplo é quando Steve Rogers e a Viúva Negra estão em uma loja da Apple rastreando a localização de um sinal, e o filme INTERROMPE a trama para investir em uma piadinha com o atendente da loja.

Isso pra citar casos menos graves, não vem nem começar a falar de Homem de Ferro 2, que conseguiu transformar o sério problema de alcoolismo de Tony Stark em uma piada idiota, ou os filmes protagonizados por Thor – ainda que o primeiro seja bem mais apelativo que a continuação.

Pra não ficar preso só à Marvel Studios, vejam como a franquia X-Men lida bem com essa questão. O próprio Dias de um Futuro Esquecido acerta ao selecionar personagens específicos para provocar ou envolver em situações cômicas (no caso, o Mercúrio de Evan Peters), ao invés de simplesmente transformar qualquer personagem em um comediante. O Professor Xavier não faz piadinha, mas até Thor, Deus do Trovão e Príncipe de Asgard, é vítima de algum tipo de galhofa.

O LADO NEGRO DA FORÇA

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Sad Batman

Então agora, a DC não quer piadas em seus filmes. Muito provavelmente querem seguir à risca a trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e abraçar um tom mais dramático e realista, como o próprio Homem de Aço já apresentou no ano passado. Acho uma decisão bem admirável, e que certamente vai servir para diferenciar Marvel e DC, e talvez até jogar um ar fresco no gênero que vai ficando cada vez mais repetitivo.

Mas o que muita gente não entendeu, é que isso não significa que os filmes da DC não terão humor. O pesado e denso Batman – O Cavaleiro das Trevas tinha seus pontuais momentos de humor (e não me refiro ao Coringa só pra deixar claro), e a própria natureza do Batman é uma mais soturna, que exige uma certa maturidade. O Flash certamente permanecerá um piadista, claro e certamente teremos lá algumas piadas, mais contidas. Mas se a intenção é fazer algo mais dark, eu aprovo.

Quando vou ver um filme de super-heróis, não é pensando na comédia que eu compro o ingresso. É muito bem-vinda, desde que seja utilizada apropriadamente.

Batman V Superman: Dawn of Justice estreia em 26 de Março de 2016.

Marvel Studios Top 10

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

MarvelTop10

A estreia de Guardiões da Galáxia na última quinta-feira marca o 10º filme lançado pela Marvel Studios. Seis anos desde que Kevin Feige e cia lançaram o estúdio, com Homem de Ferro e O Incrível Hulk – e eu estive lá, conferindo todos no cinema(aliás, o blog também teve início em 2008).

Hoje, todos querem ser Marvel. A Warner corre atrás com a DC, a Sony tenta fazer algum sentido com seu Espetacular Homem-Aranha e até os monstros da Universal visam um universo compartilhado.

Enfim, enquanto tudo isso acontece, resolvi rankear pela primeira vez os 10 filmes do estúdio, de acordo com minha opinião pessoal.

Confira:

10. Homem de Ferro 3 (2013)

2.5

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Filme que inicia a Fase 2 da Marvel Studios no cinema, também encerra a trilogia de Tony Stark e traz a função de seguir o sucesso de Os Vingadores. Não é de se espantar que Homem de Ferro 3 seja irregular, mas impressiona o quão medíocre foi o resultado atingido. Não vou nem me referir à polêmica do Mandarim de Ben Kingsley (ou Guy Pearce, ou seja lá quem ele for de verdade), basta apontar as decisões que Shane Black tomou ao apostar em um longa centrado em Stark, perdido numa trama sem graça e entediante, dependente do carisma de Robert Downey Jr. Depois desse filme, cansei de Homem de Ferro solo.

Crítica

9. Thor (2011)

3.0

thor

O filme responsável por introduzir os elementos de magia à série traz um resultado irregular. Por um lado, as cenas mais fantásticas do Deus do Trovão e seus companheiros em Asgard funcionam (especialmente a relação deste com o ótimo Loki de Tom Hiddleston), mas quando acompanhamos o conceito de “peixe fora da água” vivido por Thor na Terra, o longa abraça sem vergonha o humor escrachado ao inserir diversas piadas com o personagem. Tendo em vista o vasto universo do personagem – que foi sacrificado para se concentrar nos Vingadores – era de se esperar mais de Thor.

Crítica

8. Homem de Ferro 2 (2010)

3.0

iron2

Em uma sequência que tinha tudo para ser melhor que o original, Homem de Ferro 2 começa a série de problemas que se estenderiam até o lançamento de Os Vingadores. O grande problema foi a necessidade de ligar peças com outros filmes do estúdio, deixando pistas ali e aqui (e até tornando Nick Fury um dos principais coadjuvantes) para culminar no longa da superequipe. Não fosse tal complicação, o longa é praticamente uma comédia não assumida; já que é todo movido por piadas e diálogos irônicos, sacrificando o bom elenco aqui reunido (e transformando o alcoolismo de Stark em motivo de chacota). Pelo menos Downey Jr segura o show.

Crítica

7. Thor – O Mundo Sombrio (2013)

3.0

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Com o universo e os poderes do Deus do Trovão já estabelecidos, a continuação aprimora o anterior em praticamente todos os aspectos. Desde a direção mais estilosa de Alan Taylor (responsável por alguns episódios de Game of Thrones) até o maior destaque fornecido ao Loki de Hiddleston, O Mundo Sombrio agrada pela fantasia e a ação. Decepciona no quesito vilão (o sem sal Malekith, vivido por Christopher Eccleston) e inicia o aparente esgotamento da fórmula Marvel; que sempre precisa de uma grande batalha e uma ameaça à Terra no final.

Crítica

6. Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)

3.5

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E o “primeiro vingador” foi o último a ser apresentado nos cinemas, curiosamente. Ainda que traga consigo os mesmos erros dos filmes anteriores (que chega a ser gritante na cena final), Capitão América – O Primeiro Vingador agrada por seus elementos de filme-B e a ambientação de Segunda Guerra Mundial. Traz um vilão carismático na pele de Hugo Weaving e também mostra que, mesmo tendo sido muito criticado durante sua contratação, Chris Evans consegue segurar o filme tranquilamente na pele do protagonista.

Crítica

5. Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

3.5

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Uma das grandes surpresas do estúdio, O Soldado Invernal impressiona pela abordagem crua e sombria, incomum na maioria das produções do estúdio. Os irmãos Anthony e Joe Russo claramente se inspiram em filmes como Três dias do Condor e a Trilogia Bourne para criar um thriller político de espionagem, com direito a conspirações, paranóias e cenas de ação que despontam como as melhores. Tenho meus problemas com a presença da Hydra no filme (algo que não vejo sentido nem coerência no século XXI), mas o resultado é bem eficiente.

Crítica

4. O Incrível Hulk (2008)

4.0

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Com o fracasso do Hulk de Ang Lee, entra Edward Norton para estrelar um reboot do personagem. E O Incrível Hulk é o que o novo Homem-Aranha deveria ter sido: não gasta muito tempo explicando novamente as origens do monstro verde, desenvolve uma trama completamente diferente do anterior e consegue ser melhor do que o original. As cenas de ação são muito melhores e o roteiro acerta ao apostar em uma história intimista de perseguição. Só o visual do verdão que fica devendo, sendo melhor resolvido na versão com Mark Ruffalo.

Crítica

3. Os Vingadores – The Avengers (2012)

4.0

avengers

E foi tudo para isto! Em 2012, aquele que foi taxado como o “mais ambicioso filme de super-heróis de todos os tempos” enfim foi lançado. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores – The Avengers vale a espera e rende uma experiência muito divertida (mas sem apelar ao humor idiota) e repleta de ótimas cenas de ação, bem suportadas pelo eficiente trabalho com efeitos visuais. O entrosamento entre os heróis – ainda que Robert Downey Jr seja o rouba-cenas da vez – é certamente o motivo do sucesso.

Crítica

2. Guardiões da Galáxia (2014)

4.0

guardioes

Uma das apostas mais arriscadas do estúdio, e que funciona maravilhosamente bem. Quem me acompanha aqui sabe que foram necessárias duas exibições para que eu realmente aproveitasse aquilo que Guardiões da Galáxia tinha a oferecer, que é uma divertida aventura espacial regada a trilha sonora dos anos 80, sobrando doses de nostalgia. Tem seus problemas na história, mas traz alguns dos personagens mais carismáticos que o estúdio já viu, e tem seu sucesso garantido graças às performances e interações destes. Quem é Tony Stark perto de Rocket Raccoon?

Crítica

1. Homem de Ferro (2008)

4.5

IronMan

Já se passaram 6 anos, e a Marvel ainda é incapaz de superar o feito de seu filme de estreia. Com um super-herói desconhecido pelo público geral e uma performance monstruosamente carismática que ressuscitou Robert Downey Jr, a editora inicia positivamente sua jornada para dominar o mundo, impressionando com a qualidade dessa aventura que mistura ação, humor e bons personagens em uma trama muito bem amarrada. O melhor filme do estúdio, e um dos melhores do gênero a aparecer nos ultimos tempos.

Crítica

E aí, qual o seu top 10? Comente!

| Capitão América 2: O Soldado Invernal | Uma das produções mais personalísticas da Marvel Studios

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

CaptainAmericaTheWinterSoldir
Aí sim: o Capitão enfim traz um uniforme decente

Em meu texto sobre Thor: O Mundo Sombrio, reclamei sobre a falta de personalidade dos diretores que assumiam projetos dentro do Universo Cinematográfico da Marvel Studios, que mais pareciam produtos sob encomenda do chefão Kevin Feige (não que isso comprometesse por completo o resultado final destes). Mas em Capitão América 2 – O Soldado Invernal, a produtora parece ter dado mais liberdade aos irmãos Anthony e Joe Russo, que entregam um projeto radicalmente diferente dos anteriores e capaz de se destacar como um dos pontos altos da trajetória do estúdio – ainda que imperfeito.

A trama é ambientada em Washington, e segue o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) trabalhando em conjunto com a Viúva Negra (Scarlett Johansson) para a SHIELD, sob seu pseudônimo bandeiroso. Após uma missão duvidosa, Nick Fury (Samuel L. Jackson) é atacado pelo misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan) e o herói começa a questionar sua lealdade com a agência, que pode estar sofrendo de corrupção em seus departamentos internos.

De cara, já se percebe a intenção dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely em conferir uma trama mais adulta e política ao herói da Segunda Guerra. Confesso que me preocupava com a forma com que o personagem renderia um filme-solo nos dias atuais (já que Rogers é essencialmente um homem de seu tempo), mas a dupla acerta ao trazer elementos de espionagem internacional e a paranóia do governo americano em manter seus “inimigos” sob completa vigilância, o que entra em choque com a personalidade maniqueísta de “preto e branco” do personagem criado na guerra contra os nazistas. A performance de Chris Evans é bem mais interessante aqui, já que permite ao ator não só brincar com a ideia de um sujeito fora de seu tempo (inúmeras referências, reparem no caderninho), mas também questionar seu próprio papel nesse mundo.

E é justamente por tais virtudes que é uma pena ver o filme tomar as decisões erradas ao explorar sua ameaça invisível. Partindo do ótimo personagem-subtítulo, que surge como um oponente letal e visualmente criativo (ajuda também que a inspirada trilha sonora de Henry Jackman lhe confira um tema arrepiante), o roteiro de Markus e McFeely decepciona ao trazer de volta ameaças do primeiro filme do herói. Entendo ser um elemento essencial dos quadrinhos do Capitão América, mas se já é trabalhoso fazer funcionar um sujeito trajando a bandeira dos EUA em pleno século XXI, o que dizer de uma divisão científica nazista? Funciona com o Capitão, mas no caso da HIDRA, é apenas mais uma agência querendo dominar o mundo – o que não combina com a abordagem oferecida pelos roteiristas na metade inicial do filme.

Mas, se em seu núcleo a produção apresenta seus problemas, ao menos pode orgulhar-se de soar mais como um filme em sua pura forma do que seus antecessores. O humor é muito melhor distribuído aqui (nada como a palhaçada de Thor ou Homem de Ferro 3) e, como havia comentado ali em cima, os irmãos Russo mudam completamente o estilo dos filmes da Marvel ao apostar em cenas de ação agitadas, com cortes rápidos e muita câmera na mão; uma decisão acertadíssima (e claramente inspirada na trilogia Bourne, de Paul Greengrass) e que garante a O Soldado Invernal seus melhores momentos, que certamente impressionarão o espectador com coreografias excepcionalmente elaboradas e perseguições de carro empolgantes.

No fim, Capitão América 2: O Soldado Invernal revela-se uma das produções mais adultas e bem colocadas da Marvel Studios, ainda que seja comprometida por incongruências temáticas. Empolga pelo espetáculo e alguns momentos de tensão genuína, tornando-se um dos filmes mais interessantes do estúdio até o momento.

Obs: Como de costume em um filme da Marvel, há cenas adicionais após os créditos. Uma no meio e outra no fim.

Obs II: Stan Lee está lá também, duh. E também algumas referências a outros Vingadores. E um inédito…

Obs III: Graças a Odin, minha sessão era em 2D, por isso não tenho como julgar a qualidade da conversão em 3D.

Leia esta crítica em inglês.

Os destaques do Super Bowl XLIII

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 3 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

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A melhor coisa do Super Bowl, pelo menos para mim, é conferir novas prévias de filmes exibidas durante o intervalo do jogo final. Ontem, chamaram atenção os novos trailers de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, Transformers – A Era da Extinção, Noé, Need for Speed, Caçadores de Obras-Primas e de Capitão América – O Soldado Invernal (que parece surpreendentemente bom). Confira-os abaixo: