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| Oldboy – Dias de Vingança | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2014, Drama, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

Oldboy
Made in America: Josh Brolin até que honra o martelo

Se arriscar a refilmar qualquer filme é brincar com fogo. Se arriscar a refilmar o neo-clássico sul coreano Oldboy é brincar com um furioso dragão cuspidor de fogo com apenas uma pistolinha de água como arma contra seus sopros incinerantes. O filme comandado pelo excepcional Chan Wook Park em 2003 impressiona por seu estilo apurado, trama surpreendente e violência sem pudor, algo que seria difícil de ser encontrado no remake Oldboy – Dias de Vingança. Nenhuma surpresa que essa nova versão não chegue nem perto do impacto do original, mas até que Spike Lee tenta.

A trama preserva os mesmos elementos do filme de 2002 (ambos baseados no mangá de Garon Tsuchiya e Nobuaki Minegishi), trazendo o desleixado Joe Doucett (Josh Brolin, intenso como requer o papel) sendo misteriosamente sequestrado e mantido em cativeiro em um quarto de hotel por duas décadas. Sem explicação ou contato humano, Doucett é libertado e descobre ter sido incriminado pelo assassinato de sua mulher, precisando encontrar o responsável por sua captura e encontrar sua filha perdida.

Eu geralmente não tenho muitos problemas com remakes, desde que tragam uma lógica consistente em sua adaptação para um novo público – seja de geração ou país diferente. Já com este Oldboy, é outro cenário: falha ao oferecer algo diferente que Chan Wook Park já não tivesse realizado com maestria há 12 anos e Lee não consegue atingir o mesmo impacto dramático (e absolutamente perturbador) de uma das reviravoltas mais sombrias de todos os tempos. O filme nunca nos envolve, nunca nos faz emergir na história como o original – que trazia até mesmo longas tomadas em POV para alcançar tal feito.

Uma pena, já que Spike Lee claramente tenta entregar um serviço decente. Sua direção é estilosa e energética ao retratar a passagem de anos nas cenas do hotel, agradando também por sua abordagem visual interessante nas sequências de flashback (que trazem os personagens “assistindo” os eventos em meio ao desenrolar destes) e por um plano-sequência particularmente inspirado. O mesmo não pode ser dito sobre sequências imortalizadas no original: a famosa luta do martelo? Bacana, Lee até tenta elevar o nível ao… trazer mais níveis para o cenário, mas não deixa de soar excessivamente coreografado. Condenável também a decisão do diretor em abusar de efeitos digitais visivelmente artificiais (sangue digital, até quando?), mas completamente apoiada a decisão de Sharlto Copley em construir um antagonista que se baseia completamente em quesitos do tipo – seja em visual, ou o bem-vindo exagero de sua performance.

Oldboy – Dias de Vingança não é nem um tentáculo do maravilhoso crustáceo que é o filme original sul coreano. Spike Lee se esforça, mas é incapaz de oferecer algo relevante para a história (talvez no final, que apresenta elementos completamente novos). Interessante como uma rápida cena deste remake o resume perfeitamente: Joe entra em um restaurante chinês e indaga uma lula viva no aquário. Fãs do original certamente perceberão a referência, mas será que o protagonista aqui teria mesmo a audácia de devorar o invertebrado vivo, como fez o ator Min-sik Choi?

Claro que não.

Remake de OLDBOY ganha primeiro trailer

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 10 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

oldboy

Depois do enigmático teaser pôster, a versão de Spike Lee para o cult sul-coreano Oldboy ganhou seu primeiro trailer. Com classificação para maiores, a prévia resume toda a história de emprisionamento do personagem de Josh Brolin e traz violência, bunda de fora e trechos da icônica luta do martelo. Confira:

Oldboy estreia no Brasil em 22 de Novembro.

Novo pôster do remake de OLDBOY

Posted in Notícias with tags , , , , , on 8 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

Visto como uma produção agridoce (já que trata-se do remake de um cult, mas pelas mãos de um diretor competente), Oldboy teve seu novo pôster divulgado hoje. A imagem é bastante curiosa e incomum para materiais promocionais, mostrando o personagem de Josh Brolin sendo libertado de um baú. Interessante, confira:

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Oldboy, de Spike Lee, estreia nos EUA em 25 de Outubro.

| Segredos de Sangue | Uma saga familiar verdadeiramente sombria (e estilosa)

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Suspense with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

STOKER
Matthew Goode, Nicole Kidman e Mia Wasikowska em um sinistro jantar

É impressionante o que um ótimo diretor é capaz de alcançar com um roteiro simplista. Em Segredos de Sangue, o sul-coreano Chan-w00k Park faz sua estreia em longas-metragens de língua inglesa e, dotado de uma técnica impecável e um elenco competente, faz valer a pena essa sombria e perturbadora tragédia familiar.

A trama é assinada por Wentworth Miller (o Michael de Prison Break, agora adentrando no território de roteirista), centrando-se na jovem India Stoker (Mia Wasikowska). Abalada pela morte de seu pai, ela é forçada a conviver com sua distante mãe (Nicole Kidman) e a repentina chegada de seu tio Charlie (Matthew Goode, de Watchmen), que traz um misterioso interesse pela sobrinha.

Em seu período de divulgação, Segredos de Sangue me remetia muito ao Sombras da Noite de Tim Burton. Ao meu ver, representa tudo o que o filme com Johnny Depp falhou em alcançar: as sombrias relações familiares, independente da presença de seres sobrenaturais. Claro que o longa de 2012 era uma comédia assumida, ao passo em que temos aqui um inquietante suspense que cresce com admirável elegância graças a genial direção de Chan-wook Park. Famoso pela excelente adaptação de Oldboy, o sul-coreano traz sua inventidade visual ao criar belos planos que contribuem para a criação de um tom frio e da ameaça iminente (poderia citar vários exemplos, mas me impressiona em particular a sutileza de seus posicionamentos de câmera ao enfocar um diálogo entre os protagonistas na cozinha). É Tim Burton para adultos.

Ainda sobre sua técnica, a montagem de Nicolas De Toth merece aplausos por sua criatividade. Não só é eficaz ao manter a fluência nos inúmeros flashbacks da narrativa (que vão se misturando ao presente constantemente, e até repetindo frames a fim de criar “semelhanças”), mas também impressiona pelas geniais transições de cena, adotando velocidade quando necessário (como quando algum personagem abre uma porta e em seguida vemos uma gaveta se fechar) ou optando por uma lenta transição que começa em close no cabelo de Nicole Kidman para logo ir se revelando uma floresta.

São maravilhas técnicas como essas que compensam o roteiro de Miller. Sua prosa é inteligente ao trazer uma metáfora envolvendo os sapatos da protagonista (toda a sua vida usava um par específico, adota um salto-alto em um momento-chave da projeção, simbolizando seu amadurecimento), mas são conceitos que ganham mais força visualmente do que em teoria. Miller também falha ao deixar claro quais as intenções de seus personagens: por que Charlie é tão obcecado pela sobrinha? A ótima performance de Matthew Goode sugere uma atração incestuosa, ao mesmo tempo em que poderia tratar-se de uma ramificação de seu passado perturbador – e é assustadora a sequência de cortes que vai revelando a natureza oculta do personagem.

Com uma conclusão que imediatamente soa exagerada à primeira vista (mas que faz todo o sentido quando a analisamos detalhadamente), Segredos de Sangue é uma narrativa ousada e que se beneficia pela inteligência de sua equipe. Fica claro que é uma obra sobre amadurecimento, algo que certamente falta a seu roteirista; mas que é ao menos capaz de manter o espectador preso à poltrona.

Preview 2013 – Um guia para os lançamentos do ano

Posted in Preview with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 2 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

preview

Os Maias estavam errados e o mundo não acabou! 2013 chegou e preparei aqui um guia sobre os grandes lançamentos do ano, apontando motivos para vê-los ou ignorá-los. A lista consta com cerca de 80 filmes, mas LEMBREM-SE: AS DATAS DE LANÇAMENTOS SEMPRE ESTÃO SUJEITAS A ALTERAÇÕES. Você sabe, aquela velha história e, nesse caso, atualizarei o post frequentemente.

Shall we begin?

JANEIRO

Jack Reacher – O Último Tiro

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O que é: Adaptação do livro de Lee Child, acompanha um ex-policial durão e sem limites que larga suas férias para embarcar em uma perigosa missão. Típico filme de ação do começo do ano.

Porque assistir: Os trailers prometem Tom Cruise em ótima forma (afinal, ele sempre manda bem quando o gênero é pancadaria) e Jack Reacher marca a estreia do diretor Christopher McQuarrie, que vai assumir a quinta Missão: Impossível do cinema. Veremos se o sujeito é eficiente.

Desconfianças: Covenhamos, o filme não apresenta nenhum atrativo especial/inovador.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Janeiro

A Viagem

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O que é: Adaptação do livro de David Mitchell, marca o retorno dos irmãos Lana (antes Larry) e Andy Wachowsky – responsáveis pela trilogia Matrix – em uma ficção científica que traz diversas histórias que vão e voltam no tempo, passando do século XIX até um futuro pós-apocalíptico. Tom Tykwer (de Corra, Lola, Corra) entra como co-diretor.

Porque assistir: Os Wachowski ainda estão devendo um novo sucesso depois de Matrix, e a solução pode estar na promissora trama de Cloud Atlas, que também reúne um elenco estelar que vai de Tom Hanks até Halle Berry. E o adiamento do filme só serviu para aumentar as expectativas…

Desconfianças: Vamos torcer para que o longa não se perca em toda sua grandiosidade e complexidade.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 11 de Janeiro

Django Livre

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O que é: Faroeste “sulista” de Quentin Tarantino que segue o escravo recém-libertado Django (Jamie Foxx), que se une a um caçador de recompensas (Christoph Waltz) para resgatar sua esposa de um cruel fazendeiro (Leonardo DiCaprio).

Porque assistir: O novo filme de Tarantino. Um faroeste. Fuck Yeah.

Desconfianças: Bem, eu desconfiava que o diretor/roteirista não pudesse transportar seu estilo marcante para a Segunda Guerra Mundial em Bastardos Inglórios – e todos vimos o resultado. Acho que ele está bem seguro no western.

Estreia: 18 de Janeiro

Vontade de ver: 5/5

O Último Desafio

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O que é: Em uma cidadezinha próxima à fronteira do México, um xerife quase aposentado (será que é o último dia dele no trabalho?) precisa impedir que um traficante de drogas entre nos EUA.

Porque assistir: O retorno de Arnold Schwarzenegger ao cinema de ação, dessa vez como protagonista. Precisa ver.

Desconfianças: A história não é nada demais, mas não se pode esperar muita coisa de um filme assim né? E por favor, que o roteiro não mande o ator ficar repetindo “I’ll be back” de 5 em 5 minutos.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Janeiro

Don Jon’s Addiction

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O que é: Estreia na direção de Joseph Gordon Levitt, que também protagoniza e assina o roteiro. A trama é descrita como uma espécie de “Don Juan Moderno”, onde o protagonista é um viciado em pornografia que tenta melhorar sua vida.

Porque assistir: Gordon Levitt é um excelente ator, e agora veremos se seu talento também se mantém por trás das câmeras.

Desconfianças: Ainda não tem um distribuidor (nem nos EUA), deve demorar ainda pra chegar no Brasil.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 18 de Janeiro (Festival de Sundance, EUA)

João e Maria: Caçadores de Bruxas

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O que é: A onda de versões dark de contos de fadas continua com o épico que traz João e Maria crescidos, agora caçadores de bruxas e criaturas.

Porque assistir: A ideia é bacana, e a escalação de Jeremy Renner e Gemma Arterton como os protagonistas é inspirada, podendo render uma boa química entre os dois.

Desconfianças: Só espero que não seja um Van Helsing da vida…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Janeiro

Lincoln

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O que é: Steven Spielberg comanda um longa sobre o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln (dessa vez sem vampiros nem elementos fantásticos) durante o período em que a Guerra Civil ia chegando ao fim.

Porque assistir: O elenco é de matar, com Daniel Day-Lewis assumindo o papel principal e Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, Sally Field, Jackie Earle Haley e mais uma coleção de astros na produção. Certamente vai abocanhar algumas estatuetas no Oscar deste ano…

Desconfianças: Sempre tenho um pé atrás quando o assunto é biopic (cinebiografia).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Janeiro

O Mestre

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O que é: Novo longa de Paul Thomas Anderson sobre um sujeito perturbado (Joaquin Phoenix) que se vê às voltas com um misterioso homem (Phillip Seymour Hoffman), e com o surgimento da Cientologia.

Porque assistir: Já podia parar no nome de Paul Thomas Anderson né?

Desconfianças: Eu só espero que o longa tenha um apelo universal, e não se restrinja às origens da Cientologia.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 25 de Janeiro

FEVEREIRO

Caça aos Gângsters

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O que é: O diretor de Zumbilândia, Rubens Fleischer, traz um elenco interessante em um longa sobre a máfia dos anos 50. Na trama, um grupo secreto da polícia de Los Angeles é formado para derrubar o império criminoso de Mickey Cohen (Sean Penn), um gângster que tem metade da cidade em seus bolsos.

Porque assistir: Típico filme de máfia, se bem feito pode ser muito divertido. E o elenco ainda traz Sean Penn, Ryan Gosling, Josh Brolin e Emma Stone.

Desconfianças: Ainda existe alguma coisa de novo para ser adicionado ao gênero?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 1 de Fevereiro

Meu Namorado é um Zumbi

WARM BODIES

O que é: Adaptação de um livro infanto-juvenil onde, em meio a um apocalipse zumbi, um dos mortos (Nicholas Hoult, o Fera de X-Men: Primeira Classe) se apaixona por uma sobrevivente (Teresa Palmer). Em meio a essa bizarra situação, o recém-descoberto sentimento pode servir para transformar a todos.

Porque assisti: Eu vou por pura curiosidade, ao menos o filme se assume como uma comédia…

Desconfianças: Zumbis como interesses românticos, mesmo? Como fazer isso funcionar de forma convincente?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 1 de Fevereiro

Os Miseráveis

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O que é: Nova adaptação do cultuado musical da broadway – que é baseada na clássica obra de Victor Hugo – e também o novo filme do diretor Tom Hooper (O Discurso do Rei). A história é ambientada durante o período da Revolução Francesa e traz como protagonista um homem comum (Hugh Jackman) que é injustamente visto como criminoso e deve agorar se redimir – ao passo em que foge das autoridades.

Porque assistir: Hooper acertou com sua inventiva abordagem histórica em seu longa anterior, sem falar que reuniu um elenco estelar para contar uma belíssima história.

Desconfianças: Ih. Musical, né?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Fevereiro

O Lado Bom da Vida

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O que é: A elogiadíssima “dramédia” de David O. Russell (de O Vencedor), que traz um homem (Bradley Cooper) que volta a morar com sua família e acaba por conhecer uma mulher excêntrica (Jennifer Lawrence).

Porque assistir: Sua presença no Oscar deste ano é garantida, e a trama parece ser daquelas em que o roteiro é excepcional. Isso sem falar no casal principal, que promete um desempenho memorável.

Desconfianças: Não sei se assistiria se não estivesse sendo cotado para o Oscar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Fevereiro

Monstros S.A. 3D

Monsters INC.

O que é: Relançamento em 3D de uma das pérolas da Pixar, onde uma criança descobre uma corporação de Monstros cujo propósito é assustar a jovem população.

Porque assistir: Monstros S.A.é uma animação genial, e que forma melhor para nos aquecermos para o prelúdio que estreará alguns meses mais tarde?

Desconfianças: Não para mim.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Fevereiro

O Voo

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O que é: A volta de Robert Zemeckis ao cinema live-action (seu último filme do tipo foi Náufrago, em 2000), que foca em um piloto de avião (Denzel Washington) que consegue evitar uma tragédia em pleno voo, mas é investigado quando é revelado que este estava sob a influência de álcool e drogas durante o incidente.

Porque assistir: Zemeckis é um excelente diretor, Washington promete uma das melhores performances de sua  carreira, a trama é muito interessante… Merece ser visto, sem dúvida.

Desconfianças: É uma excelente premissa, mas veremos como ela será sustentada e desenvolvida em um longa de 2 horas.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Fevereiro

Para Maiores

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O que é: Coleção de cerca de 43 curtas de comédia de humor negro e politicamente incorreto. Seu elenco inclui uma série de rostos conhecidos da indústria.

Porque assistir: De quase 43 curtas, é certeza de que pelo menos alguns irão nos fazer rir…

Desconfianças: … Mas é claro que alguns serão fracos.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Fevereiro

A Hora Mais Escura

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O que é: Novo filme de Kathyrin Bigelow (a mesma que roubou o Oscar em 2010 com Guerra ao Terror) que vem colecionando prêmios e elogios calorosos em suas exibições. O filme acompanha a mulher por trás da operação que eliminou o terrorista Osama Bin Laden.

Porque assistir: Além de ser um tema polêmico e atual, Bigelow sabe comandar um thriller de guerra com eficiência, e você também vai querer ver aquele que pode ser o grande vencedor do Oscar 2013.

Desconfianças: Aí é meio pessoal, eu sinceramente quero ver se o filme é tudo isso mesmo.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Fevereiro

Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer

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O que é: Quinta aventura do policial John McLane, que agora se ambienta na Rússia e traz o filho do personagem como seu parceiro.

Porque assistir: É sempre interessante ver Bruce Willis no papel que faz melhor.

Desconfianças: Esse filme é realmente necessário? John McClane já não deu o que tinha que dar? E que ideia maluca é essa de inserir um filho para o personagem?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Fevereiro

Indomável Sonhadora

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O que é: Longa que estorou no Festival de Sundance do ano passado, conta a história de uma jovem que cuida de seu pai doente em uma região problemática. Inesperadamente, um grupo de animais extintos misteriosamente retorna à vida, alterando as vidas de todos os envolvidos.

Porque assistir: Pode, ou não, ser indicado ao Oscar. E foi elogiado nos EUA.

Desconfianças: Tem cara de ser apelativo, não me verão na primeira fila. E nem verei tão cedo se passar batido no Oscar.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Fevereiro

Inside Llewyn Davis

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O que é: O novo filme dos Irmãos Joel e Ethan Coen (agora sim, roteirizado e dirigido) sobre um artista da música folk que viaja pelos Estados Unidos dos anos 60.

Porque assistir: São os Coen, assisto até comercial de fraldas. O elenco também é ótimo.

Desconfianças: Ainda não foi divulgado nada sobre o filme; nem imagens, pôsteres ou trailers. Fica difícil saber o que esperar do filme…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: A Ser definida

MARÇO

Hitchcock

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O que é: Longa que dramatiza a vida de Alfred Hitchcock e sua esposa Alma durante as conturbadas gravações de seu mais famoso filme: Psicose. Estas foram marcadas por conflitos do diretor com o estúdio e os problemas que enfrentou para que o filme tornasse-se hoje o clássico inesquecível que é.

Porque assistir: Quem é fã do Psicose original certamente tem interesse em descobrir detalhes de sua produção (sejam eles dramatizados ou verídicos) e eu anseio para ver Anthony Hopkins na pele do Mestre do Suspense. E me chamem do que quiserem, mas a fotografia do filme é de Jeff Cronenweth (A Rede Social, Millennium) e quero ver seu trabalho.

Desconfianças: Só espero que o longa não peque como Sete Dias com Marilyn, onde se apoiou muito no humor (e no amadorismo) para narrar sua história.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 1 de Março

Bem-Vindo aos 40

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O que é: Novo filme dirigido e escrito por Judd Apatow, que serve como um spin-off de Ligeiramente Grávidos. Na trama, o casal Pete e Debbie devem lidar com as filhas e com a entrada na casa dos 40 anos, aliada à uma crise de meia idade.

Porque assistir: Judd Apatow tem um belo currículo de comédias, e será um prazer vê-lo de volta.

Desconfianças: Pete e Debbie não eram a coisa mais interessante de Ligeiramente Grávidos… E muito menos as filhas do casal (que Apatow fez questão de lhes dar grande destaque também em Tá Rindo do Quê?).

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 8 de Março

Oz – Mágico e Poderoso

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O que é: Novo filme de Sam Raimi, serve de prólogo para a famosa história do Mágico de Oz. Aqui, um fracassado mágico de circo (James Franco) acaba indo parar na exuberante terra de Oz, e lá encontra três bruxas (Mila Kunis, Michelle Williams e Rachel Weisz… Que azar, hein?) que acabaram por ajudá-lo a se tornar um mágico (e uma pessoa) melhor.

Porque assistir: Sam Raimi é um bom diretor e o visual do longa parece bonito.

Desconfianças: Eu sinceramente não me senti atraído pela história. Parece infantil demais.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 8 de Março

Anna Karenina

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O que é: Nova adaptação do clássico de Leo Tolstoi, sobre uma paixão proibida e adúltera dentro da alta classe da nobreza russa.

Porque assistir: Joe Wright já mandou bem em duas adaptações de clássicos (Orgulho & Preconceito e Desejo & Reparação), e sua abordagem para o clássico da literatura russa parece mais estilística e moderna do que as anteriores.

Desconfianças: A personagem-título é das facetas mais complexas, e tenho medo que o overacting de Keira Knightley prejudique o resultado.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Março

Killer Joe – Matador de Aluguel

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O que é: Adaptação de uma peça teatral, gira em torno de uma família disfuncional onde o irmão e o pai planejam o assassinato da mãe para herdar o dinheiro. Para isso, contratam o matador Joe Cooper (Matthew McCounaghey).

Porque assistir: Eu não sei vocês, mas estou MUITO curioso para saber qual é a daquela famosa “cena do frango”. Isso sem falar que o diretor é William Friedkin, o mesmo de O Exorcista.

Desconfianças: Não tenho nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Março

Jack – O Matador de Gigantes

O que é: Bryan Singer dá vida nova à clássica história de João e o Pé de Feijão, mostrando um jovem fazendeiro que parte para uma terra de gigantes a fim de salvar uma princesa sequestrada.

Porque assistir: Singer é um bom diretor e sabe dar pulso a uma história e cenas de ação. Será interessante ver como ele trabalha com o 3-D.

Desconfianças: João e o Pé de Feijão? Sei lá, tem que mudar muita coisa na trama pra dar certo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Março

G. I. Joe 2: Retaliação

O que é: Filme que continua o mediano A Origem de Cobra, promete um tom bem mais maduro e sério, além de uma ação mais crível. Dessa vez, a equipe precisa agir por conta própria quando o governo dos EUA é dominado pela organização Cobra, e inicia uma guerra ao quebrar um acordo mundial a respeito de ogivas nucleares.

Porque assistir: De fato, a mudança de tom é clara – assistindo ao trailer, mal da pra relacionar os dois filmes – e a presença de Bruce Willis e The Rock deve dar um gás ao filme, assim como os roteiristas Paul Wernick e Rhett Reese (dupla de Zumbilândia) por trás da trama.

Desconfianças: Eu não sei o que esperar de Jon Chu, que dirigiu Justin Bieber: Never say Never.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 29 de Março

A Hospedeira

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O que é: Adaptação da obra homônima de Stephenie Meyer sobre um futuro em que a Terra é dominada por um inimigo invisível, e os invasores usam os corpos humanos como hospedeiros. Nesse cenário, uma jovem luta para manter controle de sua mente ao ser capturada por um desses hostis.

Porque assistir: A trama é interessante e traz Andrew Niccol na direção, um nome criativo que já teve ótimas ideias, mas que anda precisando de um grande projeto.

Desconfianças: Stephenie Meyer. Salvem-se!

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 29 de Março

ABRIL

A Morte do Demônio

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O que é: Remake do festival trash de Sam Raimi, sobre um grupo de jovens que se hospeda em uma cabine abandonada e, lá, acabam por libertar forças demoníacas.

Porque assistir: Pelo trailer, percebe-se que todo o humor que fez o Evil Dead original tão divertido foi deixado de lado, e veremos aqui um longa que promete ser realmente assustador.

Desconfianças: Ainda que a promessa seja de um terror hardcore, foi justamente a comédia trash que fez do original um filme memorável.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 19 de Abril

Homem-de-Ferro 3

IRON MAN 3

O que é: Nova aventura de Tony Stark de Robert Downey Jr, que também segue os eventos de Os Vingadores. Aqui, o herói de armadura aprimora suas invenções com uma nova tecnologia e enfrenta seu arqui-inimigo: o terrorista Mandarim (Ben Kingsley).

Porque assistir: Dentre todos os Vingadores, Homem-de-Ferro é o mais interessante, e o carisma de Robert Downey Jr já é o suficiente para continuarmos com interesse no personagem. E outra, o Mandarim finalmente vai ganhar uma versão em carne em osso!

Desconfianças: Não são poucas, vamos torcer para: Que a Marvel não fique enchendo o longa de referências a outros personagens e foque em seu protagonista; que o filme não seja uma comédia narcisista e não-assumida como foi Homem-de-Ferro 2; que o novo diretor Shane Black esqueça aquela ideia horrorosa de dar uma armadura à Pepper Potts (Gwyneth Paltrow).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 26 de Abril

MAIO

Segredos de Sangue

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O que é: Primeiro filme norte-americano de Park Chan-wook (mesmo diretor do Oldboy original), mostra uma jovem (Mia Wasikowska) que lida com a morte repentina de seu pai. Tudo muda quando um misterioso tio (Matthew Goode) reaparece e promete reacender segredos obscuros da família.

Porque assistir: Vai ser interessante ver o que o cineasta sul-coreano faz com um suspense hollywoodiano. Isso sem falar que a trama parece ser o que Sombras da Noite de Tim Burton não foi. Só que sem os vampiros, acho.

Desconfianças: O roteiro é a estreia no cargo de Wentmorth Miller (o Michael de Prison Break), será que ele manja do assunto?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Março

Em Transe

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O que é: Remake de Danny Boyle para um filme de TV onde um grupo de ladrões de obras de arte se alia a um hipnotizador, e a realidade e fantasia misturam-se.

Porque assistir: Ótima premissa. Ótimo diretor. Ótimo elenco. Pode dar errado?

Desconfianças: Hum…

Estreia: 3 de Maio

Vontade de ver: 4/5

Suor e Glória

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O que é: Michael Bay deixa os robôs gigantes de lado e comanda uma trama em que halterofilistas (agora são homens gigantes) agem como criminosos.

Porque assistir: Machete que se cuide, temos aqui o candidato ao filme mais trash do ano… O trailer exibe todos os clichês típicos de Michael Bay, mas também parece muito engraçado (de ruim).

Desconfianças: É o Michael Bay, né.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Maio

Only God Forgives

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O que é: O dinamarquês Nicolas Winding Refn e o ator Ryan Gosling repetem a bem-sucedida parceria de Drive em uma trama que envolve um policial aposentado em Bangcoc que busca vingança pela morte de seu irmão; tendo que enfrentar um criminoso conhecido como Anjo da Vingança.

Porque assistir: A trama não apresenta muitas novidades, mas parece o cenário perfeito para que Refn e Gosling repitam os elementos que fizeram de Drive um excelente (e estilístico) filme de ação.

Desconfianças: Até agora, nenhuma. Só me preocupo com a estreia; no ritmo das coisas, deve chegar no Brasil só em 2014…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Maio (Dinamarca)

Velozes & Furiosos 6

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O que é: Sexta entrada na franquia Velozes e Furiosos. Reúne boa parte do elenco do anterior, mas ainda não teve sua trama divulgada.

Porque assistir: Depois do eficiente Operação Rio, a franquia enfim parece ter encontrado seu lugar e tom, e parou de se levar a sério para fornecer competentes cenas de ação e um escapismo divertido. Se essas mesmas características se manterem aqui, assistirei sem medo.

Desconfianças: Mesmo tendo definido seu novo estilo, a franquia ainda carece de novas ideias.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 24 de Maio

Se Beber, Não Case! Parte III

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O que é: Terceira (e, aparentemente, última) aventura desmemorizada do “Bando de Lobos”. Sem um casamento ou despedida de solteiro como catalisador de trama, o grupo irá voltar à Las Vegas do primeiro filme e também vai parar em Tijuana no México.

Porque assistir: O grupo formado por Phil (Bradley Cooper), Alan (Zach Galifianakis) e Stu (Ed Helms) é um dos mais carismáticos a surgir nos últimos anos. E mesmo que seja uma incógnita a jornada dos três, iremos seguí-los.

Desconfianças: Mais um filme que definitivamente não precisava existir… Se for pra se prender à repetição e simplesmente copiar o original (como fez a Parte II), poupe-nos da decepção.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 31 de Maio

Terapia de Risco

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O que é: Steven Soderbergh lança um thriller sobre a indústria da psicofarmologia e a ingestão de substâncias químicas, tendo em primeiro plano uma mulher (Rooney Mara) que aumenta as doses de um remédio para ansiedade quando seu marido (Channing Tatum) é solto da prisão.

Porque assistir: Soderbergh se reune com o roteirista  Scott Z. Burns, e ambos mandaram bem no alarmante Contágio em 2011. Vale a espera e ainda é protagonizado por Rooney Mara (a Lisbeth Salander do Millennium americano), uma atriz que merece atenção.

Desconfianças: Torçamos para que não seja tão didático, e combine a informação com o entretenimento como f ez Contágio.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 31 de Maio

JUNHO

Depois da Terra

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O que é: Nova tentativa de M. Night Shyamalan de não cair no esquecimento. Dessa vez, ele passa longe do roteiro e fica só na direção, em uma ficção científica que acompanha pai e filho (Will Smith e, oras, seu filho Jaden Smith) perdidos em um planeta Terra desolado e habitado por criaturas mortais.

Porque assistir: A química entre Smith pai e filho foi espetacular em À Procura da Felicidade, se repetir-se aqui, já vale o ingresso.

Desconfianças: Shyamalan encontra-se completamente perdido… E não sei se essa ficção científica (com uma premissa morna, visual mediano) vai retirá-lo do limbo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 7 de Junho

Truque de Mestre

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O que é: Batizado pela revista Empire como “uma mistura de Onze Homens e um Segredo com Um Grande Truque“, a trama acompanha um grupo de ilusionistas que viaja pelo país assaltando bancos como parte de um ato, tendo o FBI em sua cola.

Porque assistir: A premissa e o elenco são muito interessantes.

Desconfianças: Filmes do tipo heist são daqueles cuja fórmula já está bem batida. Vamos torcer para que a introdução de ilusionismo traga novidades.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 7 de Junho (EUA)

Além da Escuridão – Star Trek

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O que é: Continuação do excelente reboot de 2009, traz a tripulação da Enterprise enfrentando o misterioso vilão de Benedict Cumberbatch, que pode (ou não) ser o icônio Khan.

Porque assistir: Se você (como eu) adorou o filme de J.J. Abrams, não vai querer perder o que ele vai fazer agora; prometendo um longa mais sombrio e dinâmico, sem ter a preocupação de apresentar os personagens ao público e podendo lançar-lhes nas mais exremas situações.

Desconfianças: Minha ÚNICA preocupação é de que Abrams e seu diretor de fotografia abusem daqueles flares irritantes que de nada acrescentam à narrativa.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 14 de Junho

O Grande Gatsby

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O que é: Nova adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald, que traz Leonardo Dicaprio no papel de Jay Gatsby, um milionário festeiro que apresenta uma nova realidade a um escritor vivido, por Tobey Maguire, e sua prima que ganha as facetas de Carey Mulligan. Baz Luhrmann comanda o longa em 3D.

Porque assistir: DiCaprio, Maguire e Mulligan prometem um trio bem carismático, e toda versão da impecável história de Fitzgerald merece ser vista.

Desconfianças: Será que o estilo exuberante de Baz Luhrmann é a coisa certa para uma obra sobre a Era do Jazz?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 14 de Junho

Universidade Monstros

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O que é: A Pixar enfim lança o prelúdio de Monstros S.A., que acompanha Mike e Sully na faculdade onde receberão treinamento para seus “serviços”.

Porque assistir: Monstros S.A. é genial, assim como a ideia desse novo filme. Parece a oportunidade da Pixar de sair do mediano (após Carros 2 Valente) e recuperar sua glória.

Desconfianças: Só torçamos para que o resultado não seja mais um caça-níquel…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 21 de Junho

Guerra Mundial Z

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O que é: Adaptação do livro de Max Brooks (o especialista em zumbis, autor do imperdível O Guia de Sobrevivência a Zumbis) que relata um futuro onde homens e mortos-vivos estão em guerra. Nesse cenário, um jornalista (Brad Pitt) sai relatando ataques ao redor do planeta.

Porque assistir: Se o espírito bem-humorado (e realista) do livro de Brooks for preservado, o resultado pode ser excelente.

Desconfianças: O filme passou por inúmeras refilmagens e adiamentos, o que significa que o longa não anda agradando o estúdio (e nem o astro Brad Pitt).

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 28 de Junho

Blue Jasmine

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O que é: Ainda sem sinopse divulgada (como é de costume com Woody Allen), o 44º filme do diretor se passará em Nova York (e talvez até outras cidades) e o elenco inclui Cate Blanchett, Alec Baldwin, Peter Sarsgaard e o comediante Louis C.K.

Porque assistir: Filmes do Woody Allen são sempre imperdíveis (independente de sua qualidade). Já virou tradicional ver o “filme anual de Allen”…

Desconfianças: Eu estava gostando muito do “tour europeu” de Woody Allen, não posso dizer que não estarei um tanto desanimado ao vê-lo retornando à cidade que serviu de cenário para inúmeros de seus projetos.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: Algum dia de Junho

JULHO

Muito Barulho por Nada

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O que é: Versão moderna de Joss Whedon para a clássica história de William Shakespeare sobre dois amantes com diferentes visões para o amor.

Porque assistir: Whedon está com tudo após o sucesso esmagador de Os Vingadores. Vejamos como ele se sai em um filme agressivamente menor.

Desconfianças: Esta aí mais uma história que já ganhou inúmeras versões, e pergunto-me se valeria a pena vê-la mais uma vez.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Julho

O Cavaleiro Solitário

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O que é: A Disney combina novamente Jerry Bruckheimer e o diretor Gore Verbinski para tentar lançar mais uma franquia de sucesso. Agora, eles apostam no xerife mascarado John Reid (Armie Hammer) e em seu escudeiro índio Tonto (Johnny Depp, que certamente vai roubar o filme).

Porque assistir: Verbinski e Depp acertaram com a franquia Piratas do Caribe, e os personagens aqui têm potencial para iniciar uma boa franquia.

Desconfianças: Mesmo parecendo interessante, sinto cheiro de fracasso.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 12 de Julho

O Homem de Aço

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O que é: Novo filme do super-herói mais famoso de todos os tempos, que traz Zack Snyder na direção e Christopher Nolan na produção. A história não foi detalhada, mas deve ser (novamente) uma de origens, com Superman tentando encontrar seu lugar no mundo ao mesmo tempo em que o vilão Zod invade a Terra.

Porque assistir: A abordagem encontrada pelos realizadores parece ser muito mais dramática e sombria do que as adaptações prévias do personagem, e o herói realmente precisa de uma reinvenção moderna.

Desconfianças: Como fazer do Superman, um personagem colorido e fantástico, uma figura sombria e humana?

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 12 de Julho

Wolverine – Imortal

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O que é: Hugh Jackman retorna a seu papel mais famoso, em uma aventura que levará Wolverine até o Japão para tentar se livrar da culpa e tristeza após a morte de Jean Grey em X-Men: O Confronto Final. Em um país estrangeiro, ele enfrentará uma série de inimigos samurais.

Porque assistir: O personagem é bom demais e após o nojento X-Men Origens: Wolverine, ele parece ter encontrado um cenário decente que faça jus a seu potencial. Isso sem falar que Darren Aronofsky quase dirigiu o longa, chamando o roteiro de “espetacular”. Promissor…

Desconfianças: Sinceramente, não tenho. Estou sentindo coisa boa vindo por aí…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 26 de Julho

AGOSTO

R.E.D. 2 – Aposentados e Mais Perigosos

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O que é: Continuação do filme de 2010, mostra os aposentados perigosos encarando uma nova missão. O elenco original retorna e Anthony Hopkins é a principal adição.

Porque assistir: O primeiro foi divertido e sua fórmula funcionou bem. Se for a mesma coisa aqui, vale a visita.

Desconfianças: Mesmo que o anterior tenha sido divertido, o que funcionou foi o elemento de surpresa. Aqui, ele certamente será perdido…

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 3 de Agosto

Círculo de Fogo

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O que é: Sci-fi futurista-apocalíptico de Guilermo Del Toro em que a Terra é atacada por monstros gigantes vindos do mar. Para combater a ameaça, os humanos se armam com robôs igualmente colossais.

Porque assistir: Del Toro é muito criativo, e ele anda devendo lançar… alguma coisa (seu último filme foi o ótimo Hellboy II – O Exército Dourado, em 2008).

Desconfianças: Alguém disse robôs gigantes? Por favor não vire um Transformers,por favor não vire um Transformers, por favor não vire um…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 3 de Agosto

Elysium

elysium

O que é: O sulafricano Neil Blomkamp traz uma nova ficção científica de cunho político. Nela, encontramos um futuro onde a Terra está arruinada e superpopulosa e aqueles mais importantes habitam a estação espacial conhecida como Elysium. Nesse cenário, um sujeito chamado Max (Matt Damon) embarca em uma missão para promover a igualdade entre as civilizações.

Porque assistir: Depois do incrível Distrito 9, alguém duvida de que Blomkamp não seja um cineasta eficiente? Seu novo filme promete seguir os mesmos passos e ainda traz um belo elenco que inclui Wagner Moura como antagonista.

Desconfianças: Como é uma ideia original, há sempre o risco de ela ser recebida com controvérsias (ou não funcionar completamente).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Agosto

Percy Jackson e o Mar de Monstros

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O que é: A sequência (demorada, até) de Percy Jackson e o Ladrão de Raios, segundo livro da saga de Rick Jordan. Aqui, Percy e seus amigos precisam viajar pelo Mar dos Monstros para encontrar um artefato que garanta a sobrevivência do grupo.

Porque assistir: Os fãs da série vão assistir, com certeza.

Desconfianças: Detesto a primeira adaptação e não vejo motivos para ver este aqui.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 16 de Agosto

300: Rise of an Empire

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O que é: Visto tanto quanto prelúdio ou continuação, Rise of an Empire é a nova investida ao universo de batalhas espartanas de Frank Miller. Com base na graphic novel Xerxes, o longa deve focar-se no general persa de Rodrigo Santoro e também em uma batalha paralela à do filme original: a de Artemisia.

Porque assistir: 300 foi uma ótima adaptação de quadrinhos – especialmente por sua abordagem radical à um evento histórico – e será ótimo ver seu lindo visual novamente. Isso sem falar no retorno do Xerxes de Santoro, o elemento mais interessante do longa de Zack Snyder.

Desconfianças: A produção do longa se move muito devagar, e está nas mãos de um diretor pouco conhecido. A ausência de Zack Snyder no projeto pode fazer falta.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 23 de Agosto

Jurassic Park (3D)

jurassic park

O que é: Relançamento em 3D do Jurassic Park de Steven Spielberg. A trama (que todo mundo conhece, mas vale o lembrete) envolve um parque temático que conseguiu recriar geneticamente os extintos dinossauros, mas que se transforma em um caos quando perde o controle sobre os mesmos.

Porque assistir: Um dos filmes mais empolgantes de Spielberg na tela grande. Eu que não era nascido na época de lançamento sem dúvida irei conferir.

Desconfianças: Nenhuma!

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Agosto

Diana

diana

O que é: Biopic que acompanha o romance da falecida Princesa Diana com o médico Dr. Hasnat Kahn, que durou de 1995 até dias antes de sua morte, 2 anos depois.

Porque assistir: Vamos testemunhar Naomi Watts encarando o tipo de papel que pode revigorá-la – e ela já está há um tempo sem fazer algo marcante.

Desconfianças: Só minha habitual desavença com biopics.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 30 de Agosto

The Wolf of Wall Street

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O que é: Martin Scorsese e Leonardo DiCaprio se unem pela 5a vez, agora para a cinebiografia de Jordan Belfort, um corretor da Bolsa de Nova York que é acusado de participar de esquemas ilegais em Wall Street e até conexões com a Máfia.

Porque assistir: Scorsese mandou bem no gênero infantil com Hugo, mas agora ele está no gênero que entende como ninguém e trouxe um elenco estupendo (liderado pelo sempre ótimo DiCaprio) para acompanhá-lo. Me chamem de exagerado, mas pode até ser o Bons Companheiros do século XXI. #Oscar2014

Desconfianças: Eu tenho aquela desavença irracional com biopics, mas confio na equipe.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Agosto (Suécia)

SETEMBRO

Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

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O que é: O “Harry Potter-wanna-be” do ano, traz a promessa de uma nova franquia infanto-juvenil. A trama envolve uma jovem (Lily Collins) que descobre ter a habilidade de ver demônios e logo se junta a um grupo que visa combatê-los e destruí-los.

Porque assistir: Parece um tipo de universo mais sombrio e sobrenatural, talvez seja interessante.

Desconfianças: Mas ao mesmo tempo, parece um Supernatural com adolescentes.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 6 de Setembro

Riddick

riddick

O que é: Terceiro longa sobre o personagem Riddick (Vin Diesel), onde ele é traído e isolado em um planeta repleto de predadores (não as criaturas!) e mirado por inúmeros caçadores de recompensas. Nesse cenário, ele planeja uma vingança e a retomada de seu planeta natal.

Porque assistir: Nunca assisti aos filmes anteriores, logo não sei o que esperar. Só sei que a notícia de que a censura será R é animadora para os fãs do personagem.

Desconfianças: Mais uma vez, não sei o que esperar.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 6 de Setembro

O Maníaco

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O que é: Longa inteiramente em 1a pessoa sobre um serial killer (Elijah Woos) que desenvolve uma perigosa obsessão por uma lojista de manequins.

Porque assistir: A estética visual é muito promissora, e há tempos que não viamos uma produção toda em POV. E que personagem mais interessante para se testar o recurso do que um assassino?

Desconfianças: Parece ser aquele tipo de filme em que a estética interessa mais do que a história.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 6 de Setembro

12 Anos de Escravidão

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O que é: Terceira parceria entre o diretor Steve McQueen e o ator Michael Fassbender (após Hunger e Shame) que envolve um homem negro que é sequestrado e vendido como escravo no sul dos EUA.

Porque assistir: Steve McQueen tem se mostrado como um dos mais talentosos diretores da atualidade, vejo tudo o que ele fizer. Além disso, ele é mais um que promete retratar o tema da escravidão nos EUA de forma nunca mostrada antes (depois de Tarantino e sua sátira com Django Livre).

Desconfianças: É a primeira vez que McQueen encara um longa de época, gênero muito difícil.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de Setembro

This is the End

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O que é: Comédia apocalíptica em que alguns dos grandes nomes da comédia atual americana interpretam a si mesmo, enquanto sobrevivem ao fim do mundo. A maior parte da trama se passa no abrigo de James Franco e deve trazer muitas participações especiais.

Porque assistir: A ideia é excelente e o trailer red band lançado no mês passado é hilário.

Desconfianças: Só vai der errado se a piada não sustentar todo o longa.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de setembro

Kick-Ass 2

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O que é: A tão sonhada sequência (pelo menos para mim) de Kick-Ass: Quebrando Tudo. Agora acompanharemos o “vigilante” Kick-Ass se juntando a uma organização de mascarados conhecida como Justice Forever, ao mesmo tempo em que seu antigo rival Red Mist (agora, the Mother Fucker)  prepara uma sangrenta vingança.

Porque assistir: Quem leu os quadrinhos sabe que essa aventura é cheia de reviravoltas e pode funcionar muito bem na tela, ainda que seja grosseiramente violenta. E mais, Hit-Girl is back!

Desconfianças: A única ressalva que tenho é a ausência de Matthew Vaughn na direção, que foi substituído pelo diretor de Quebrando Regras

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 13 de Setembro

Sin City 2: A Dama Fatal

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O que é: Finalmente! 8 anos depois e será lançada a  continuação de uma das melhores adaptações de quadrinhos da História. Assim como em A Cidade do Pecado, o novo filme vai trazer três histórias diferentes: uma delas é A Dama Fatal e as outras duas serão criações de Frank Miller exclusivas para o longa.

Porque assistir: Sin City! Quem não quer mais daquele visual arrebatador, a violência cartunesca e os personagens problemáticos (mas incríveis)? Estreie logo, por favor.

Desconfianças: Uma história boa pelo menos já é garantia, vamos torcer para que Frank Miller (que não anda em sua melhor fase) faça bonito com as outras duas.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 20 de Setembro

A Ninfomaníaca

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O que é: Lars Von Trier ataca de cineasta pornô na história em 2 partes de uma mulher ninfomaníaca (Charlotte Rainsbourg), que conta a história de sua vida ao ser abrigada por um homem (Stellan Skarsgard).

Porque assistir: O diretor dinamarquês é um homem rodeado de polêmicas e controvérsias. E de todos os seus trabalhos, este promete ser seu mais ousado: conterá cenas de sexo reais e explícitas, envolvendo a protagonista, Shia LaBeouf e Uma Thurman.

Desconfianças: Esperamos que haja uma boa história por trás de tanta ousadia…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Setembro

OUTUBRO

Machete Mata

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O que é: Robert Rodriguez cumpre a promessa do final de seu Machete e traz de volta o anti-herói mexicano (Danny Trejo) em uma trama para impedir um super-vilão (Mel Gibson) de dominar o mundo.

Porque assistir: Analisando todas as informações divulgadas até aqui, parece que vai ser ainda mais trash e divertido do que o anterior. Mel Gibson é um vilão samurai, Charlie Sheen é o presidente dos EUA, Lady Gaga estreia nos cinemas… Imperdível.

Desconfianças: Machete é aquele tipo de personagem que funciona surpreendemente bem uma vez, será que a magia se repetirá?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Outubro

Oldboy

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O que é: Remake de Spike Lee do cultuado longa sul-coreano que adapta um famoso mangá. Na trama, um homem comum (Josh Brolin) é preso misteriosamente e depois libertado 15 anos depois, precisando descobrir os responsáveis por sua captura em 5 dias.

Porque assistir: Spike Lee é o diretor, e promete uma nova abordagem; além de ter selecionado um bom elenco.

Desconfianças: Oldboy não precisava ser refilmado, mas veremos no que dá.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Outubro (EUA)

The World’s End

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O que é: A terceira parte da trilogia “Sangue e Sorvete” de Edgar Wright e Simon Pegg, traz um grupo de amigos que segue por uma trajetória de bebedeiras em inúmeros bares da cidade, ao mesmo tempo em que uma fatalidade condena a Terra.

Porque assistir: Todo Mundo Quase Morto e Chumbo Grosso são duas das comédias mais geniais que já vi e, agora atacando o gênero de fim do mundo, a dupla promete surpreender novamente.

Desconfianças: Nenhuma, confio totalmente em Edgar Wright e Simon Pegg.

Vontade de ver: 5/5

Estreia:  25 de Outubro

Atividade Paranormal 5

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O que é: Mais um filme de Atividade Paranormal… Sabe-se lá qual vai ser a trama agora.

Porque assistir: Se você é fã da série, não vai querer perder.

Desconfianças: Convenhamos, Atividade Paranormal é o novo Jogos Mortais, com continuações infinitas que já não oferecem mais lógica à outrora interessante narrativa.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 25 de Outubro

NOVEMBRO

Eu, Frankenstein

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O que é: Em um universo estilizado, a  criatura do dr. Frankenstein encontra diversos outros monstros da literatura (como Drácula e Lobisomem) e testemunha uma guerra entre eles.

Porque assistir: O visual parece bem interessante, e Aaron Eckhart (o Harvey Dent de O Cavaleiro das Trevas) é uma escolha inusitada para dar vida ao monstro que dá nome ao filme.

Desconfianças: Ta me parecendo demais um novo Anjos da Noite. E isso, na minha opinião, não é bom.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 1 de Novembro

Carrie, A Estranha

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O que é: Nova adaptação da marcante obra de Stephen King (que rendeu aquele filmaço dirigido por Brian de Palma, em 79), sobre uma menina que, ao passo em que descobre misteriosos poderes telecinéticos, é  infernizada por seus colegas de classe e sua mãe fundamentalista.

Porque assistir: A escalação de Chloe Grace Moretz é realmente promissora e o que rapidamente desperta interesse no projeto. Além disso, a versão de Kimberly Pierce promete explorar elementos da obra original que ficaram de fora das outras adaptações.

Desconfianças: Vai ser difícil sair da sombra do filme de Brian de Palma, e por mais que Moretz seja excelente, a Carrie de Sissy Spacek é a encarnação definitva da personagem.

Vontade de ve: 5/5

Estreia: 15 de Novembro

Área 51

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O que é: Nova brincadeira de Oren Peli, o mesmo do Atividade Paranormal original, que deve envolver as conspirações e mistérios sobre a suposta base militar que onde os EUA escondem segredos alienígenas.

Porque assistir: O tema da Área 51, fantasia ou fato, é dos mais intrigantes e precisamos de um longa eficiente sobre o mesmo.

Desconfianças: Mesmo que dono de boas ideias, Peli ainda não é um cineasta excepcional.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Novembro

Gravity

O que é: Depois de anos de desenvolvimento e planejamento, parece que finalmente vai sair a ficção científica 3D de Alfonso Cuarón. George Clooney e Sandra Bullock protagonizam como dois astronautas que, após a destruição de sua espaçonave, ficam à deriva no espaço, ligados um ao outro por um cabo. Guillermo Del Toro, produtor do longa, promete que o gênero nunca mais será o mesmo.

Porque assistir: Cuarón é um excelente diretor, e tem em mãos uma das premissas mais assombrosas dos últimos tempos. E em 3D.

Desconfianças: Nenhuma. Talvez a capacidade de atuação de Bullock, mas até ela já ganhou um Oscar…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 15 de Novembro

O Âncora 2 –  A Lenda Continua

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O que é: Continuação de O Âncora – A Lenda de Ron Burgundy, comédia que abordava um grupo de jornalistas de um canal de telejornal. Ainda não foi divulgada a trama, mas o elenco do original retorna.

Porque assistir: O primeiro filme trazia personagens muito carismáticos e divertidos, certamente vamos querer revê-los.

Desconfianças: Sem uma trama divulgada, fica difícil saber o que esperar… Resta torcer para que os roteiristas tenham boas ideias.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Novembro

The Counselor

counselor

O que é: Novo filme de Ridley Scott, gira em torno de um advogado que acaba se envolvendo no tráfico de drogas.

Porque assistir: Scott promete um inteligente thriller e traz um ótimo elenco que inclui Brad Pitt, Michael Fassbender e Javier Bardem. E dessa vez, não tem efeitos visuais ou alienígenas para se preocupar.

Desconfianças: Já vimos esse tipo de história antes, vamos torcer por novidades.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Novembro (EUA)

Thor – O Mundo Sombrio

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O que é: Nova aventura do Deus do Trovão da Marvel nos cinemas, deve seguir os eventos de Os Vingadores ao mostrar o herói enfrentando novos inimigos e sua conturbada relação com o irmão Loki.

Porque assistir: Se a Marvel for brincar de soltar pistas para Os Vingadores 2, certamente deveremos que ver este para entender. Outra, o Loki de Tom Hiddleston sempre merece ser visto.

Desconfianças: Thor é um dos personagens mais difíceis de ser lidado, e o primeiro filme não foi lá essas coisas; exatamente por que se preocupou mais com o filme da super-equipe do que com o personagem-título. Vamos esperar que isso não se repita.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 22 de Novembro

Jogos Vorazes: Em Chamas

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O que é: Continuação do sucesso do ano passado, Em Chamas traz a jovem Katniss (Jennifer Lawrence) e Peeta (Josh Hutcherston) lidando com as consequências dos Jogos Vorazes anteriores, ao mesmo tempo em que uma rebelião popular parece estar se formando dentro de Panem.

Porque assistir: O primeiro filme foi ótimo e quem é fã da trilogia diz que as coisas só vão melhorar. Veremos.

Desconfianças: Infelizmente, o longa não conta com a direção de Gary Ross, que entendeu bem o espírito da trama e conseguiu adaptá-la adequadamente. Veremos o que Francis Lawrence consegue fazer.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 22 de Novembro

DEZEMBRO

Lovelace

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O que é: Biografia sobre Linda Lovelace, que encontrou sucesso como atriz pornô ao estrelar o “clássico” Garganta Profunda. O filme aborda a relação conturbada entre a jovem e seu marido desequilibrado (vivido por Peter Sarsgaard).

Porque assistir: Amanda Seyfried interpreta uma atriz pornô.

Desconfianças: Será que não vai ser uma daquelas histórias de superação, clichês, etc?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 6 de Dezembro

O Jogo do Exterminador

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O que é: Adaptação do livro homônimo sobre um futuro em que os comandantes militares treinam crianças para se tornarem soldados brutais. Nesse cenário, o jovem Ender Wiggin (Asa Butterfield, o Hugo Cabret) precisa receber o tal treinamento para enfrentar um inimigo alienígena.

Porque assistir: A premissa é interessante (nas mãos certas, daria pra ter um Nascido para Matar do futuro, hehe) e o elenco ainda conta com Butterfield, Harrison Ford e a ótima Hailee Steinfeld (Bravura Indômita).

Desconfianças: Só acho que a presença alienígena é desnecessária. Mas veremos como funcionará nas telas.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 13 de Dezembro

Last Vegas

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O que é: Vendido como uma espécie de “Se Beber, Não Case para aposentados” traz um grupo de quatro amigos que vão para Lãs Vegas celebrar a despedida de solteiro de um deles.

Porque assistir: Morgan Freeman, Roberto DeNiro e Michael Douglas. Mesmo que seja uma porcaria, teremos um elenco carismático.

Desconfianças: Se não fosse o bom elenco, certamente passaria despercebido.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Dezembro

Saving Mr. Banks

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O que é: Uma dramatização sobre o período de 14 anos em que Walt Disney (interpretado por Tom Hanks) tentou convencer a escritora Pamela Lyndon Travers (aqui, Emma Thompson) a adaptar seu livro “Mary Poppins” para o cinema. Caso esteja se perguntando quem é o “sr. Banks” do título, trata-se do banqueiro que é pai das crianças da história, e suas transformações como personagem.

Porque assistir: É sempre divertido acompanhar esse tipo de “drama sobre adaptação” e Tom Hanks promete uma performance arrasadora como Disney. #Oscar2014

Desconfianças: John Lee Hancock (Um Sonho Possível) é o diretor, tomara que ele não transforme o filme em um melodrama.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Dezembro (EUA)

O Hobbit: A Desolação de Smaug

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O que é: Segunda parte da adaptação de Peter Jackson para o prólogo de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien. Creio eu, que a companhia de Gandalf e os 13 anões agora irão enfim confrontar o poderoso dragão Smaug e lutar para libertar a terra que este tomou para si.

Porque assistir: Já vimos a primeira parte, agora devemos ver como a história continua (e que aparência tem aquele maldito dragão).

Desconfianças: Eu achei Uma Jornada Inesperada uma experiência maçante onde pouquíssimas coisas relevantes acontecem. Tenho medo de que este alongue a história sem necessidade e renda mais um longa de três horas…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Dezembro

The Monuments Men

MonumentsMenBook

O que é: Novo filme com George Clooney na direção, é centrado em um grupo de sujeitos que roubam (e protegem) valiosas obras de arte durante a Segunda Guerra Mundial.

Porque assistir: Clooney é um ótimo diretor e, além de ter reunido um elenco excelente que inclui Daniel Craig, Matt Damon e Jean Dujardin, o filme traz uma premissa muito interessante. #Oscar2014

Desconfianças: Por enquanto, nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Dezembro

Muitos lançamentos promissores, não? Fique ligado no blog para críticas e novidades!

Brincando com Fogo | Especial MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

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O novo filme de David Fincher. A nova versão da espetacular trilogia de Stieg Larsson. O filme mais esperado de 2011. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres vai se aproximando de sua estreia nos cinemas (internacionais), com direito a um especial gigante aqui no blog. Aproveitem:

Se você não conhece a trilogia de Stieg Larsson, aí vai um breve sumário sobre a história de Os Homens que Não Amavam as Mulheres:

Suécia, Estocolmo


Henrik Vanger (Christopher Plummer) e Mikael Blomkvist (Daniel Craig)

O jornalista Mikael Blomkvist acaba de perder uma batalha judicial contra o poderoso empresário Hans Eric-Wennerström, sendo senteciado a três meses de cadeia. Co-editor da revista Millennium, o golpe faz com ele retire-se temporariamente de seu cargo. Paralelamente, a problemática hacker Lisbeth Salander é contratada para realizar uma investigação sobre o passado de Blomkvist, mergulhando fundo em sua vida pessoal e profissional.

Por trás da investigação de Salander encontra-se Dirch Fode, empregado pessoal e confidente de Henrik Vanger, um aposentado idoso e patriarca de uma das famílias mais influentes da Suécia. Vanger oferece a Mikael Blomkvist um trabalho perigosíssimo e quase impossível: o mistério do desaparecimento de sua sobrinha Harriet, há 40 anos atrás.

O Mistério de Harriet Vanger


A última aparição de Harriet Vanger (Moa Garpendal)
antes de seu desaparecimento

Em 24 de Setembro de 1963, todos os membros da família Vanger reuníram-se na propriedade de Henrik, enquanto Harriet e suas amigas saíam para assistir ao desfile do Dia das Crianças no centro da cidade, em Hedeby. Paralelamente, um terrível acidente de carro ocorre na ponte que liga a ilha de Hedestad com o resto do país,  isolando o local. Entre resgates e auxílio aos envolvidos, a jovem de 16 anos desaparece misteriosamente, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Homícido é logo apontado como a explicação para o sumiço de Harriet, mesmo que não tenham sido encontradas provas ou evidências.

Somado a tragédia, Henrik começa a receber anualmente uma flor emoldurada (presente que sua sobrinha sempre o enviara como presente de aniversário), sem remetente ou endereço de envio. As suspeitas do idoso apontam que o assassino de Harriet esteja por trás das enigmáticas entregas, em uma tentativa de enlouquecê-lo.


Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara)

A missão faz com que Blomkvist mude-se para a ilha de Hedestad, em uma estadia aproximada de um ano. Durante esse período, ele investigará o vasto passado da família Vanger e todos os seus mais obscuros segredos – que vão de corrupção até nazismo. Em meio a tanta informação, ele recebe a ajuda da mesma pessoa que anteriormente o havia investigado: Lisbeth Salander, com quem inicia uma curiosa parceiria no intuito de descobrir o que realmente aconteceu com Harriet Vanger.

E o quão longe eles poderão chegar…

Abertura (do show)


A capa do roteiro de Steven Zaillian

O sucesso da trilogia literária sueca escrita por Stieg Larsson há alguns anos atrás certamente chamaria a atenção de Hollywood. Mesmo com uma bem-sucedida franquia dirigida por Niels Arden Opley e Daniel Alfredson, a indústria norte-americana lançou seu olhar sobre o material e deu sinal verde para uma nova versão.

Com a Sony em domínio dos direitos da história, os produtores logo chamaram David Fincher – que trabalhou com a produtora em A Rede Social – para dirigir o primeiro capítulo de uma (possível) trilogia. Sobre retornar ao gênero que o tornou conhecido, ele diz: “Quando o projeto apareceu, eu pensei ‘não, eu não posso fazer outro filme sobre serial killer. Preciso parar com isso’. Mas pelo lado do estúdio nasceu essa ideia de que poderia existir… Eu tinha uma esperança de que pudesse existir uma franquia de filmes para adultos. E eu pensei ‘eu trabalhei muito por 20 anos, esperando que alguém dissesse algo desse tipo’. Quando você tem uma oportunidade dessas, é ótimo.

Quem não gostou nada dessa ideia de nova versão foi o diretor da franquia sueca, que declarou sua opinião sobre o assunto: “A única coisa que me irrita é a máquina da Sony tentar colocar a Lisbeth Salander deles como a Lisbeth Salander real. É injusto, porque Noomi incorporou o papel e deveria sempre ser apenas ela. É seu legado de um modo em que eu não vejo ninguém competindo com ela. Espero que ela seja indicada ao Oscar. Sei que vários membros da Academia viram o filme e gostaram, porque sempre vêm falar comigo sobre meu filme. Até em Hollywood parece existir uma aversão ao tal remake, do tipo, ‘ porque eles vão fazer o remake de um filme quando eles podem assistir o original’. O que você preferiria, a versão francesa de La Femme Nikita ou a americana? Espera-se que Fincher faça um trabalho melhor”. Opley tem todo o direiro de discordar, mas é de David Fincher que estamos falando…

O diretor norte-americano aliás, elogiou o trabalho de Opley na adaptação sueca da trilogia, dizendo ter se impressionado com o resultado (levando em consideração o orçamento limitado da produção europeia).


De Bond a Blomkvist: Daniel Craig no set

O produtor Scott Rudin foi quem convidou Fincher para a direção, informando-o que o roteiro estava sendo escrito e que seria bom que ele lesse o livro. Fincher leu o livro e surpreendeu-se com o fato de algo tão pesado quanto a literatura de Larsson tivesse alcançado o grande público (leia a trilogia, e você entenderá o motivo de tanto sucesso), complementando também que Dragon Tattoo apresenta tanto características positivas quanto negativas.

O roteiro foi escrito por Steven Zaillian (A Lista de Schindler, Gangues de Nova York), que deve voltar caso a Sony aprove as continuações, e promete algumas diferenças do livro, assim como um final completamente diferente. E, então, o longo processo de escalação de elenco teve início. Para o jornalista Mikael Blomkivst, Johnny Depp, Brad Pitt, George Clooney e Viggo Mortensen foram considerados, mas quem acabou ficando com o papel foi Daniel Craig (uma ótima escolha, devo acrescentar) que quase recusou a oferta em decorrência de seus compromissos com 007 – Skyfall.

Em entrevista ao site Omelete, o ator comenta os motivos que o levaram a interpretar Blomkvist no filme de Fincher: “Eu queria trabalhar com David há muito tempo. Eu conhecia os livros mas não tinha assistido à versão sueca do filme. Aí eles me mandaram o roteiro, que eu achei fantástico. Steven Zaillian fez um ótimo trabalho e foi isso que realmente definiu minha decisão – eu disse sim logo de cara.” e também: “Uma das razões pela qual eu escolhi fazer Millennium é que é um filme impróprio para menores. A franquia já é um sucesso e espero que o filme incentive outros estúdios a se envolverem com projetos como esse. Tomara que comecem a fazer filmes decentes, para adultos.”

A Garota (com a Tatuagem de Dragão)


Rooney Mara na pele de Lisbeth Salander

Mas o grande desafio era encontrar a intérprete perfeita para a grande personagem da série: a hacker Lisbeth Salander. Interpretada brilhantemente por Noomi Rapace na versão sueca da trilogia, a atriz foi apoiada por uma forte campanha – apadrinhada pelo lendário crítico Roger Ebert – para retornar ao papel na nova adaptação. A campanha foi tão bem-sucedida, que Fincher a convidou, mas ela recusou, afirmando que – depois de três anos na personagem –  não seria capaz de repetir o papel nas mesmas histórias.

E a busca pela nova Lisbeth Salander continua. As candidatas incluíram Carey Mulligan, Ellen Page, Emily Browning, Kristen Stewart, Keira Knightley, Mia Wasikowska, Anne Hathaway, Olivia Thirby, Jennifer Lawrence, Eva Green, Scarlett Johansson, Natalie Portman, Sophie Lowe, Sarah Snooke, Katie Jarvis, Emma Watson, Evan Rachel Wood e Rooney Mara. Dentre elas, os estúdios reduziram as opções a Johansson (que mesmo tendo um ótimo teste, foi considerada sexy demais para o papel), Portman (que recusou devido a exaustidão), Lawrence (que foi considerada alta demais) e Mara, que acabou ganhando o cobiçado papel.

Assim que ganhou o papel, a atriz fez algumas declarações sobre o trabalho para a revista W: “Antes de ler o livro, não achei que eu conseguiria. Eu me tranquei em um quarto por uma semana e li os três livros, e eu decidi que queria mesmo ser Lisbeth. Mas achei que não tinha a menor chance”. A sorte sorriu para Mara, já que Fincher a apontou como a escolha ideal, afirmando que “Haviam muitas diferentes versões de Salander, mas quem tinha mais camadas dela era Rooney. Eu pensei, essa é uma pessoa pra seguir” .

“Eu senti que havia algo no núcleo da Lisbeth que também tinha no meu. Eu posso me identificar com isso, eu não sou muito uma pessoa de grupo, ou time. Quando ele [David Fincher] me ofereceu o papel, ele explicou que esse filme tinha potencial para mudar a minha vida, não necessariamente pra melhor.” – TotalFilm

“Haviam certas coisas das quais eu tinha medo de fazer, mas nunca achei que não estava a par do desafio. O lance da motocicleta era a coisa que eu realmente não queria fazer. Sabe, você vai ser estuprada, aparecer nua… Mas logo que ele disse ‘você vai ter que andar de moto’, eu fiquei tipo ‘ai, sério?’ – Entertainment Weekly

Eu pessoalmente acho que a personagem esteja melhor representada (visualmente) por Rooney Mara do que por Noomi Rapace, mas veremos se sua interpretação vai poder se equiparar à de sua antecessora.


A alienação de Lisbeth Salander

No que diz respeito à personalidade da personagem, Fincher deu um bom depoimento à Revista Empire: “Houveram discussões onde as pessoas diziam coisas do tipo ‘ela é uma super-heroína!’ aí você diz ‘não, ela não é. Super-heróis vivem num mundo de bom e mau, e ela é bem mais complexa do que um super-herói. Ela esteve compromissada. Ela foi subjulgada. Ela foi marginalizada. Ela foi jogada no esgoto e ela teve uma parte nele. Ela se veste que nem lixo porque ela é alguém que foi traída e machucada de forma tão pesada, por forças além de seu controle, que simplesmente decidiu se fechar. Ela pode se sentar onde quiser no ônibus, porque ninguém quer nada com ela.

A fidelidade na composição de Salander não reside apenas no talento de sua intérprete ou seus traços psicológicos, mas também no impactante visual da personagem. A figurinista Trish Summervile comenta em entrevista para a revista W sobre o trabalho na composição de Salander: “Eu acho que Salander tem um pouquinho da síndrome de Aspberg: ela tem sua própria rotina e regime. Até mesmo o designer de produção Don Burt- que é um gênio – a forma que ele fez o apartamento dela, [parece que] ela nunca joga nada fora, ela é um roedor compulsivo, mas de alguma forma você sabe que ela sabe onde tudo está guardado, mesmo que mais ninguém saiba. Eu tentei encaixar a personagem nesse ambiente.

Sobre os figurinos e vestimentas, ela completa: “Uma das coisas que eu descobri é esta insana loja de roupas usadas na Suécia, que foi no que eu tentei basear a maioria das roupas dela. Você pode comprar ótimas peças de roupa por preços bem acessíveis e em perfeitas condições. Além disso, porque [Rooney] Mara é bem magrinha e pequena, nós desenhamos jaquetas e mandamos fazer. Ela tem dois casaquinhos principais no filme, um de uma empresa chamada Cerre e o outro foi feito por uma mulher chamada Agatha Blois. Ela trabalha com isso há uns 20, 25 anos. A história de fundo na minha cabeça é que ela tem esses dois casacos de couro por anos, são bem confortáveis pra ela. Já que ela é tão isolada e não tem muita interação com o mundo, esses são os escudos dela. E ela se sente confortável com eles. São como a casa dela quando ela sai de casa.”

O resultado certamente agradou a todos, já que Summerville lançou uma linha de roupas inspiradas nos figurinos de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist para a H&M.

O (pesado) tom


David Fincher concentrado no set de MILLENNIUM

As filmagens começaram em Setembro de 2010, com locações congelantes em Estocolmo, na Suécia, e Zurich, na Suíça – ambientes extremamente importantes na opinião de Fincher para a construção da narrativa e do tom de “noir sueco”. A produção então, continuou nos estúdios da Sony e Paramount, Los Angeles. Praticamente toda a equipe de A Rede Social retorna: Jeff Cronenweth na direção de fotografia, Kirk Baxter e Angus Wall na montagem e Trent Reznor e Atticus Ross na trilha sonora, ainda mais sombria e inovadora do que a de seu trabalho anterior. Clique aqui para ouvir toda a trilha musical do filme.

E Fincher sendo Fincher, manteu seu habitual perfeccionismo e continuou com suas repetidas tomadas de uma única cena (em A Rede Social, o diálogo entre Mark e Erica teve 99 takes antes de ficar pronta) durante as filmagens de MILLENNIUM. O ator Stellan Skarsgard – intérprete de Martin Vanger – comentou sobre o estilo do diretor e elogiou seu trabalho: “David Fincher disse pra mim quando nos conhecemos, ‘Isso não vai ser divertido, porque às vezes eu faço uns 40 takes de cada cena’ e eu disse ‘é bom que seja divertido, e eu não me importo de fazer 40 takes, então vamos fazer 40 takes divertidos’. Eu gostei mesmo. Ele é muito completo, mas não é uma coisa anal. Você pode pode realmente fazer 40 takes que são 40 versões de uma cena, o que a traz a vida. Ele trabalha duro e rápido. o que significa que você filma o tempo todo. Você não senta e fica esperando, ou algo do gênero”.

Sobre o tom sombrio e adulto do longa, os envolvidos prometem que será autêntico. Em entrevista para a revista Esquire, Craig diz: “É tão adulto quanto pode ser. Isso é um drama adulto. Eu cresci, assim como todos nós, assistindo filmes como O Poderoso Chefão, que eram feitos para adultos. E este é um filme censura (16, 18 anos no Brasil) de orçamento de 100 milhões de dólares (pra se ter uma ideia, é o quadrúplo do orçamento dos três filmes da versão sueca da trilogia). Ninguém mais faz isso. E o Fincher, não está pegando leve. Eles deram carta branca pra ele. Recentemente ele me mostrou algumas cenas e eu, cobrindo a boca com a minha mão, disse ‘porra, você ta falando sério?'”.

Rooney Mara, entrevistada pela revista Entertainment Weekly, também comenta sobre o tom pesado do filme e a cena mais polêmica da história: “Foi incrivelmente intenso. Fizemos tudo em uma semana – do dia dos Namorados, estranhamente. Nós trabalhamos 16 horas por dia, e foi muito, muito desafiador, não só emocionalmente, mas também fisicamente. Mas é uma cena tão importante. Nós queríamos fazer o possível para acertar”. Se você leu o livro, sabe exatamente de qual cena ela está falando…

E o diretor, entrevistado pela revista francesa Le Monde, adverte: “Meu filme não é bonito, é brutal. E a violência dele faz todo o sentido na atmosfera imaculada da Suécia. Estamos tentando merecer a nossa censura R”.

Posteriormente, o longa recebeu uma pesada censura R por “Brutal violência incluindo tortura e estupro, nudez gráfica, forte sexualidade e linguagem”.

O (sensacional) marketing


O controverso pôster que traz Rooney Mara de topless (clique para ampliar)

David Fincher é muito sigiloso quanto ao marketing. Após as primeiras imagens de Rooney Mara caracterizada como Lisbeth serem divulgadas oficialmente na revista W, um trailer bootleg (filmado dentro de um cinema) caiu na rede. O curioso, é que o tal trailer possuía um áudio impecável e a conta que postou o vídeo no YouTube foi criada exatamente no dia em que o vídeo foi postado. Não há dúvidas de que foi a própria Sony que soltou o trailer, em uma curiosa jogada de marketing. Mas quanto ao trailer, é um dos melhores já feitos até hoje. Montado agressivamente e embalado com um remix de “Immigrant Song” de Led Zeppelin, o vídeo não revela nada da trama e ainda deixa com muita vontade de ver; todo trailer deveria ser desse jeito…

Pra aumentar a controvérsia, um polêmico cartaz que mostra Rooney Mara de topless foi divulgado na mesma semana. A arte em preto-e-branco é o primeiro da caprichada leva de pôsteres que o filme ganhou posteriormente – contrastando com a campanha de A Rede Social, que só apresentava duas artes.


A sala de montagem do filme, fornecida pelo blog Mouth Taped Shut

Posteriormente, um blog chamado “Mouth Taped Shut” foi lançado na rede, trazendo diversas atualizações sobre a produção do longa, fotos do set e vídeos da edição do longa. Assim como o teaser bootleg, o tal blog também faz parte do marketing da Sony para o filme – e, devo acrescentar, que finalmente entendi o objetivo dessa campanha publicitária: considerando que MILLENNIUM envolve investigações e quebra de segurança, o efeito de informações “vazadas” (característica muito comum entre os protagonistas da trilogia) tenta ser reproduzido tanto pelo trailer filmado no cinema quanto pelo blog. Jogada inteligente, sem dúvidas.

De surpresa também, foi o lançamento de um novo trailer do filme no Festival de Toronto desse ano. Jornalistas de diversos sites e seguidores da conta @Mouthtapedshut no Twitter receberam uma dica via e-mail quanto a exibição do remake Sob o Domínio do Mal, dizendo que algo interessante seria mostrado antes do longa. Para o espanto geral, uma prévia de 8 minutos de MILLENNIUM foi exibida e, semanas depois um novo trailer de 3 minutos e meio foi divulgado na internet.

Ao longo em que o Mouth Taped Shut divulgava fotos da produção diaramente, um novo site viral foi descoberto através de uma das tais imagens. A nova peça em questão chama-se Comes Forth in the Thaw, uma página bem teaser que mostra alguns screenshots do último trailer sob uma camada de gelo, que vai derretendo-se e apresentando breves trechos de efeitos sonoros e diálogos do longa; além de novas faixas musicais compostas pela dupla Reznor-Ross.


Uma das flores emolduradas encontradas

Foram só alguns dias depois de “Thaw”, que a campanha ficou realmente agressiva. Em uma postagem do “Mouth-Taped”, foi divulgado um vídeo que mostrava cenas de um acidente de carro (uma peça-chave da trama), e nele haviam algumas surpresas. Sumarizando todo o tempo dedicado a resolução do mistério por alguns usuários, a gravação abria outro site, o “What is hidden in Snow”, que iniciou uma “caça ao tesouro”; na qual o prêmio era uma flor emoldurada , como as que aparecem no longa. Ao todo, foram 40 quadros espalhados pelo mundo (inclusive no Brasil, em São Paulo) – além de outros brindes, como o diário de Harriet Vanger e a jaqueta de couro de Salander.

A campanha viral terminou no dia 9 de Dezembro (veja todos os brindes encontrados aqui), culminando em exibições prévias do filme em cidades dos EUA, Canadá e Suécia. Realmente, ótimo marketing.

Milennium com (ou sem) Oscar?


A violência do filme pode impedi-lo de marcar presença no Oscar

Considerando que MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um filme de David Fincher, as especulações sobre prêmios e Oscar são inevitáveis. De fato, obervando pelo trailer, é inegável a beleza da direção de fotografia do filme e também a transformação de Rooney Mara para o papel principal (que muitos já apontam a uma indicação como Melhor Atriz). Mas o que Fincher, o diretor, tem a dizer?

“Acho que tem muito estupro anal pro Oscar. Realmente, não é esse tipo de filme.”

A Sony Pictures já se pronunciou e prometeu fazer campanha pela indicação do longa – e Fincher deixou claro que não vê problema nisso, já que com A Rede Social a enxurrada de prêmios e celebrações veio como surpresa, ele afirma. Só o tempo dirá.

A Equação (Fincher) para o sucesso de MILLENNIUM:

O tom pesado de serial killer de Se7en + a direção magistral de Clube da Luta + os travellings criativos de Quarto do Pânico + a habilidade em retratar longas investigações de Zodíaco + o visual belíssimo de O Curioso Caso de Benjamin Button + a espetacular direção de atores de A Rede Social = sucesso de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

Finalização (da seção)

MILLENNIUM vai dar certo com David Fincher? Alcançará um público maior? Vai ser um grande filme? Tem tudo pra cumprir tudo isso e muito mais. Tenho completa confiança no cineasta e acho que vem coisa grande por aí. Mas nós brasileiros, teremos que esperar até Janeiro para ver o resultado…

Fonte das entrevistas: Revista Empire, Total Film The Hollywood Reporter, Revista W (2), Entertainment Weekly (2), Revista Esquire, Digital Spy, Collider e Omelete.

As principais peças do quebra-cabeças de MILLENNIUM:

Mikael Blomkvist | Daniel Craig

Mikael Blomkvist

Jornalista dedicado e radical (especializado em expor corrupção no interior de grandes empresas, o que lhe garantiu o apelido “Super-Blomkvist”), Mikael Blomkvist é o fundador da revista Millennium e encontra-se em um péssimo momento quando é sentenciado à prisão por ameaçar o poderoso empresário Hans-Eric Wennerström, fazendo-o sair de seu cargo na revista por uns tempos. A situação muda quando ele é contratado pelo magnata Henrik Vanger para resolver um misterioso desaparecimento na isolada ilha de Hedestad, onde receberá a chance de revidar contra o golpe de Wennerström e conhecerá a pessoa mais peculiar de sua vida.

Lisbeth Salander | Rooney Mara

Lisbeth Salander

Antisocial, violenta, psicologicamente perturbada e com o corpo repleto de tatuagens e piercings, Lisbeth Salander é uma hacker genial e capaz de resolver qualquer problema. Em decorrência de um passado violento, ela necessita de um tutor legal que controle suas finanças – um grande ataque a sua privacidade, em sua opinião. Ela trabalha como investigadora na empresa Milton Security e, ao ser contratada para investigar Mikael Blomkvist, embarca mais fundo na vida do jornalista ao auxiliá-lo no trabalho proposto por Henrik Vanger.

Henrik Vanger | Christopher Plummer

Henrik Vanger

Um dos poucos membros da família Vanger que ainda lida com os negócios da empresa, Henrik é um bondoso e obcecado idoso. Durante 40 anos, ele tem procurado incessamente por sua sobrinha Harriet, além de receber misteriosas plantas emolduradas (uma lembrança a qual Harriet o presenteava anualmente) de um entregador desconhecido. Desesperado, ele resolve – antes que sua hora chegue – contratar o jornalista Mikael Blomkvist para dar conta do trabalho. Em troca, ele oferece uma recompensa milionária e vingança contra o empresário Wennerström.

Erika Berger | Robin Wright

Erika Berger

Melhor amiga de Mikael e também editora-chefe da revista Millennium, Erika é tão dedicada à profissão quanto seu colega, que ela conhece desde os tempos de faculdade. Ela é casada, mas mantém uma curiosa relação (essencialmente sexual) com Blomkvist – mesmo com a aprovação de seu marido. Com seu colega partindo para uma misteriosa missão na ilha de Hedestad, ela enfrenta problemas na editoria da revista.

Dirch Frode | Steven Berkoff

Dirch Frode

Frode tem sido durante anos, o assistente e advogado pessoal de Henrik Vanger. Leal e cuidadoso quanto à saúde de seu patrão e os negócios da empresa, é ele quem contrata Blomkvist para a missão de Henrik, servindo também de conselheiro para o jornalista durante sua estadia.

Martin Vanger | Stellan Skarsgard

Martin Vanger

O atual CEO das empresas Vanger, Martin é um dos poucos membros da família que, aparentemente, não apresenta alguma irregularidade ou segredo obscuro. Com passado marcado por diversos problemas com seu pai, ele recebe bem o jornalista Mikael Blomkvist, mas completamente isento de informações sobre o desaparecimento de sua irmã Harriet.

Dragan Armansky | Goran Visnjic

Dragan Armansky

Dragan Armansky é o CEO da Milton Security, uma empresa que oferece serviços de proteção, segurança e investigações para empresas e indivíduos. Ele é o patrão de Lisbeth Salander, e um dos únicos que conseguiu certa socialização com a jovem que ele considera sua investigadora mais brilhante, mas também uma das pessoas mais estranhas que conhece.

Holger Palmgren | Bengt Cw Carlsson

Holger Palmgren

Tutor legal de Lisbeth Salander, é o primeiro que consegue estabelecer uma boa relação com a jovem, garantindo-a um emprego na Milton Security e liberdade sobre seu dinheiro. Quando este sofre um derrame e é mandado para uma instituição médica, a vida de Salander mudará completamente.

Nils Bjurman | Yorick Van Wageningen

Nils Bjurman

Após o tutor legal de Lisbeth Salander, Holger Palmgrem, sofrer um derrame e ficar impossibilitado de continuar seu serviço, Nils Bjurman entra em seu lugar. Com total poder sobre a vida da jovem, ele promete não ser tão agradável quanto seu antecessor e passa a usar de seu poder para abusar de Salander.

Cecilia Vanger | Geraldine James

Cecilia Vanger

Prima dos irmãos Martin e Harriet, Cecilia não é muito próxima dos outros membros da família Vanger. É chegada à Henrik e com a chegada do jornalista que promete revirar os segredos de seus acestrais, ela desaprova a situação- mas isso não impede que ela (no livro) envolva-se com Blomkivst.

Annika Blomkvist Giannini | Embeth Davidtz

Annika Blomkvist

Irmã caçula de Mikael, Annika é uma advogada que trabalha especificamente em casos de violência contra a mulher. Não marca muita presença nesse primeiro capítulo, mas é essencial nos próximos volumes (especialmente na conclusão da trilogia).

Anita Vanger | Joely Richardson

Anita Vanger

Irmã mais nova e confidente de Harriet Vanger, Anita talvez seja uma das últimas pessoas a ver a jovem antes de seu misterioso desaparecimento. Não se dando bem com toda a família Vanger, Anita partiu para Londres aos 18 anos, evitando contatos com seus familiares – e provavelmente possui informações sobre o destino de Harriet.

Isabella Vanger | Inga Landgré

Isabella Vanger

Mãe de Harriet e Martin, Isabella Vanger encontra-se em uma idade avançada. É agressiva, fria e calculista com todos os membros da família e essas “virtudes” são multiplicadas com a chegada do jornalista Mikael Blomkvist.

Anna Nygren | Eva Fritjofson

Anna foi a empregada doméstica de Henrik Vanger desde o início de sua vida adulta, permanecendo até o presente momento como cozinheira e faxineira de sua grande propriedade. Ela estava presente com a família no dia em que Harriet desapareceu.

Miriam Wu | Elodie Yung

Lésbica e perita em algumas artes marciais, Miriam Wu (ou “Mimi” para os mais íntimos) conhece Lisbeth Salander em uma boate e inicia uma espécie de caso com a jovem, mesmo sem saber nada sobre sua vida ou profissão; também isentando de questionar os hábitos peculiares de sua parceira. Tem mais destaque na continuação.

Detetive Gustaf Morell | Donald Sumter

Det. Gustaf Morell

Gustaf Morell é o detetive-inspetor responsável pela resolução do caso Harriet. Interrogando os suspeitos no dia do desaparecimento da jovem, ele passou 40 anos investigando sobre o caso – um dos únicos sob sua responsabilidade que jaz sem resolução – mas não está nem perto da verdade. Mantém constante contato com Henrik Vanger, na esperança de solucionar também o mistério das plantas emolduradas.

Hans-Erik Wennerström | Ulf Friberg

Hans-Erik Wennerström

Fundador e presidente de uma empresa bilionária baseada em seu próprio nome, Wennerström triunfa sob as acusações de Blomkvist e com sucesso consegue jogá-lo na prisão, afastando-o de seu cargo na revista Millennium. Isso não significa que o sujeito não tenha esqueletos no armário, claro…

Harriet Vanger | Moa Garpendal

Harriet Vanger

Filha de Gottfried e Isabella Vanger, e irmã de Martin, a jovem Harriet passava grande parte do tempo na propriedade de seu tio Henrik, com quem tem uma relação melhor do que com seus pais. Em 1966, um terrível acidente de trânsito isolou a ilha de Hedestad e, em meio ao caos, a jovem desapareceu, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Aqueles mais próximos de Harriet afirmam que ela estaria agindo de forma muito estranha, adquirindo uma estranha obsessão religiosa.

A Biografia de Stieg Larsson


Stieg Larsson: Jornalista e autor da Trilogia Millennium

Por trás do sucesso internacional da trilogia Millennium, encontramos o jornalista Stieg Larsson; nascido em Västerbotten, na Suécia em 1954.  Foi criado por seus avós (em decorrência das dificuldades financeiras enfrentadas por seus pais) e foi de seu avô que veio a grande inspiração e modelo para o jovem Stieg.

Extremamente anti-fascista, Severin Boström ensinou seu neto sobre a importância da democracia e da liberdade de expressão. Aos 12 anos, Stieg ganhou sua primeira máquina de datilografar – na qual ele passou horas e madrugadas escrevendo incessamente, prática que ele usaria para ganhar a vida futuramente. Aos 18 conheceu Eva Galbrielsson, que viria a se tornar sua esposa até o momento de sua morte.

Após terminar a escola e seu serviço militar, Larsson arrumou um emprego em um correio. Durante esse período, foi membro ativo de um movimento esquerdista e chegou até a editar uma revista sobre Leon Trotsky. Mas foi em 1977 que ele teve sua primeira experiência duradoura como jornalista, quando trabalhou, por 22 anos, como designer no provedor de notícias TT. Durante os anos na TT ele foi se interessando cada vez mais em extremismo de direita, iniciando um mapa da situação na Suécia, que posteriormente transformou-se em seu primeiro livro, Extremhögern.

O livro causou barulho em sua época de lançamento. Tanto que um jornal neo-nazista publicou um artigo em 1993 fornecendo dados e endereço de Larsson e seus colegas, promovendo um ataque ao jornalista. O editor do jornal foi detido e preso por 4 meses, enquanto Larsson – sem parecer assustado com a ameaça – continuaria sua luta ao fundar a revista Expo, em 1995.

Equilibrado entre o trabalho na revista e com livros de política, Larsson encontrou um passatempo na forma da trilogia Millennium, que ele passou a escrever em suas horas de descanso. Stieg Larsson morreu precocemente em 9 de Novembro de 2004, de ataque cardíaco que ocorreu após uma longa subida por escadas de seu escritório; deixando os manuscritos de 3 livros de Millennium e metade de um quarto livro – chegaremos nesse assunto depois.

Infelizmente, Larsson não viveu para ver o sucesso estrondoso de sua criação, que já foi chamado de “a maior franquia desde Harry Potter“.

Um olhar mais aprofundado no processo de criação da trilogia Millennium:

O desejo de Stieg Larsson de escrever uma história policial veio nos anos 1990. Fã de literatura anglo-saxônica, conhecia bem os ingredientes que uma boa narrativa detetive deveria possuir – e com isso, acrescentou um pouco de sexualidade, visando agradar os leitores.

A grande inspiração por trás da protagonista da série veio através de dois fatores importantes:

1. Uma conversa entre Larsson e um colega de trabalho. O assunto da tal conversa era uma divagação sobre como seriam personagens de contos infantis na vida real e crescidos, onde Larsson apresentou sua versão de Pippi Longstocking (protagonista de uma série de livros suecos), com todas as características que vieram a compor Lisbeth Salander.

2. Quando tinha 15 anos, Stieg Larsson presenciou o estupro de uma jovem por uma gangue e não fez nada para interferir no crime. Cheio de culpa, ele pediu perdão a vítima, que recusou e mergulhou Larsson em uma culpa enorme, dizem os amigos do autor. Talvez esse seja o motivo pelo qual o jornalista sempre explorou o tema de violência contra mulheres em livros e artigos de sua revista. E sabem qual era o nome da vítima? Lisbeth.

No quesito história, o trabalho como jornalista certamente serviu como fonte de conteúdo para os livros (quem leu a trilogia percebe uma grande presença de geografia e economia da Suécia). Antes de começar a escrever, em 1997, ele preparou sinopse para vindouros dez livros, e posteriormente escreveu Os Homens que não Amavam as Mulheres e A Menina que Brincava Fogo. Foi começando o terceiro que ele fez contato com a editora Piratförlaget, que recusou os dois manuscritos duas vezes e levou Larsson a assinar, alguns anos mais tarde, um contrato de três livros com a Nordstedts.


As caprichadas capas brasileiras da trilogia

Enquanto escrevia o quarto livro, veio a morte precoce de Larsson. Apenas alguns meses depois, os livros foram publicados e foram recebidos com estrondosa aprovação, transformando-se rapidamente em um best-seller internacional (no Brasil eles estão disponíveis pela Companhia das Letras) e colecionando diversos prêmios literários. Com mérito, a trilogia de Larsson é um impecável trabalho de narrativa, um dos melhores livros que já li.

Mas e o que acontece com o quarto livro? A metade que Larsson escreveu é propriedade de Eva Galbriesson, sua companheira por 32 anos (eles nunca se casaram devido ao riscos da profissão de Larsson). Em entrevistas recentes, ela afirmou que é capaz de terminar o livro, entitulado God’s Revenge, que aprofunda a relação de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

A Tradução


O Segundo capítulo da série é o único que mantém o título original, tanto em ingês, quanto português

Pois bem, você sabe que o filme de Fincher chama-se  The Girl with the Dragon Tattoo em inglês, mas que no Brasil o título é MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. O uso de “Millennium” é para indicar continuações, mas a frase sobre “Os Homens” não é uma piração das editoras e distribuidoras nacionais, trata-se da tradução mais literal da obra de Larsson.

Man Söm Hatar Kvinnor significa em português Homens que Odeiam Mulheres – termo utilizado com frequência por Lisbeth Salander na trilogia – e passa longe de A Garota com a Tatuagem de Dragão, um título claramente mais comercial (e estiloso, sem dúvida) do que o original. Quanto às continuações, temos Flickan Som Lekte Med Elden, que é traduzido literalmente tanto para o português quanto inglês, como A Menina que Brincava com Fogo e Luftslottet Som Sprangdes (O Castelo de Ar que Explodiu, na tradução literal) que virou The Girl who Kicked the Hornet’s Nest (A Menina que Chutou o Ninho de Vespas) em inglês e A Rainha do Castelo de Ar em português.

O bacana das traduções para o inglês é a formação de uma estrutura, todas com “The Girl…”

Graphic Novel

Em Outubro deste ano, foi anunciado que a Vertigo (filiada da DC Comics) iria começar uma série de graphic novels baseada na trilogia de Larsson; adaptando fielmente cada livro em dois volumes para cada um. A ideia é muito interessante e o lançamento ocorrerá em 2012, 2013 e 2014.

Uma breve análise sobre a adaptação sueca da obra de Larsson, concebido como uma minissérie de TV – indicada ao Emmy, por sinal. Obs: A Rainha do Castelo de Ar não está disponível comercialmente no Brasil – agradeça às distribuidoras por isso – e por esse motivo, ele ficou de fora da avaliação. Enfim:

Os Homens que não Amavam as Mulheres (2009)

Enquanto muitos apontam a primeira adaptação da obra de Stieg Larsson como uma obra-prima, eu insisto que o longa não faz jus ao tremendo material que sua fonte oferece. O diretor Niels Arden Oplev faz um trabalho mediano, não apresentando uma narrativa bem estruturada – muitas vezes ela torna-se cansativa – e um ritmo empolgante como o do livro. O grande acerto porém, é a atuação Noomi Rapace. A atriz arrasa como Lisbeth Salander, incorporando corretamente o estilo agressivo da personagem (apesar de eu achar o visual diferente do apresentado no livro).

A Menina que Brincava com Fogo (2009)

Mesmo com a troca de diretor (quem assume agora é Daniel Alfredson), o problema narrativo que prejudicou o longa anterior permanece. A trama não engatilha um ritmo empolgante e peca na emoção (tanto que cena na qual o pugilista Paolo Roberto encara o brutamontes Niedermann soa sem graça e artificial), ainda que consiga traduzir para as telas o complexo segundo livro da saga com eficiência e elabore bons diálogos. Sobre as atuações, Noomi Rapace continua formidável e Michael Nyqvist, intérprete de Mikael Blomkvist, mostra-se mais confortável no papel. O filme foi exibido no canal Max, de TV a cabo.

Algumas das tatuagens mais memoráveis do cinema:

Max Cady em Cabo do Medo

Um dos grandes papéis de Robert DeNiro, aqui ele interpreta um criminoso repleto de tatuagens sinistras (uma cruz gigante em suas costas, corações partidos, entre outros), que certamente ajudam a intimidar o advogado que este persegue.

Francis Dolarhyde em Dragão Vermelho

É realmente arrepiante olhar para este magnífico trabalho de arte. O principal antagonista do terceiro suspense de Hannibal Lecter nas telas, orgulha-se de ter uma gigante tatuagem de um dragão em suas costas – ele até se autodenomina o Dragão Vermelho.

Leonard em Amnésia

No intrincado suspense de Christopher Nolan, o protagonista precisa encontrar o assassino de sua mulher. O problema, é que o sujeito apresenta uma irregularidade na memória de curto-prazo e a solução encontrada para manter as pistas do caso é usar o próprio corpo como caderno de anotações.

Derek Vinyard em A Outra História Americana

Na pele do neonazista, Edward Norton brilha naquele que é um dos melhores trabalhos de sua carreira. Características que certamente marcam seu personagem, são as tatuagens – que incluem uma grande suástica no peito.

Darth Maul em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

Sem comentários, o misterioso aprendiz sith de A Ameaça Fantasma é um dos vilões com visual mais sinistro e memorável dos últimos anos, possuindo todo o rosto tatuado por bizarras pinturas que o assemelham a um demônio.

Lily em Cisne Negro

Mesmo que apareça pouco e não seja o foco da narrativa, a sensual tatuagem da bailarina Lily (Mila Kunis) chama a atenção, especialmente em seus movimentos – criados digitalmente- na polêmica cena de sexo com Natalie Portman.

Stu Price em Se Beber, Não Case! – Parte II

Resultado de uma (segunda) bebedeira fora de controle, o dentista Stu Prince libera sua besta interior mais uma vez e faz uma tatuagem igual a do Mike Tyson. O uso do desenho, aliás, foi motivo de processo contra a Warner vindo do tatuador de Tyson, que exigiu pagamento de direitos autorais.

Alguns dos melhores filmes sobre jornalismo investigativo:

Cidadão Kane

Quando o tema é jornalismo, impossível deixar de fora a obra-prima de Orson Wells. Mesmo que não seja um tipo perigoso, o poder da mídia é muito bem representado no longa, ora pelo império poderoso de Kane ou pelas obsessões do jornalista Jerry Thompson em descobrir o passado do magnata, tomando como pista o misterioso “Rosebud”.

Todos os Homens do Presidente

Certamente um dos melhores filmes sobre o tema, Robert Redford e Dustin Hoffman interpretam os jornalistas Woodward e Bernstein, responsáveis pela exposição do caso Watergate. As performances principais são excelentes (e a química é de matar), assim como a narrativa bem conduzida e o roteiro impecável.

Zodíaco

Eu considero Zodíaco o “Todos os Homens do Presidente Moderno”. Magistralmente executado, o filme de David Fincher acerta na elaboração do suspense e atmosfera – especialmente por tratar-se de um assassino real que nunca foi pego – apostando no longo diálogo e nos fatos verídicos do caso, assim como em ótimas performances.

Frost/Nixon

Mais um sobre o caso Watergate (pra ver como o acontecimento foi importante para a Sétima Arte), o filme de Ron Howard foca-se em fervorosos debates entre o entrevistador de TV David Frost e o recém renunciado presidente Richard Nixon.

Intrigas de Estado

Misturando conspirações governamentais e muita investigação jornalística, o longa apresenta uma narrativa ágil e empolgante – além de apresentar um excelente personagem, interpretado com muita dedicação por Russel Crowe.

O Escritor Fantasma

Um dos últimos filmes de Roman Polanski, O Escritor Fantasma é um eficiente thriller político e extremamente bem construído, especialmente na ambientação e no tom misterioso em torno do protagonista e seu arriscado trabalho. Um grande filme que, mesmo não contando especificamente com o jornalismo, lida bem com o tema de investigação.

Um rápido flashback na carreira da atriz Rooney Mara:

Ganhando os holofotes em 2010, a atriz Rooney Mara promete surpreender ao encarar a nova versão da hacker Lisbeth Salander no novo filme de David Fincher.

Nascida em 1985, na cidade de Bedford, Nova York, ela começou a trabalhar em seriados de TV fazendo pequenas participações, até que finalmente entrou para o cinema com Tanner Hall, seu primeiro longa como protagonista. Passando pela comédia Youth in Revolt e os independentes Dare e The Winning Season, Mara foi escalada para estrelar a nova versão de A Hora do Pesadelo e o bom resultado de bilheteria pode levá-la a continuações da saga de Freddy Krueger.


Mesmo que breve, sua participação em A Rede Social foi muito elogiada

Ainda em 2010, Mara conseguiu uma participação de luxo em A Rede Social de David Fincher, onde interpreta a ex-namorada de Mark Zuckerberg. Mesmo que pequena a interpretação da atriz chamou muita atenção (houve até especulação sobre uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), tanto que Fincher a contratou para o papel de Lisbeth Salander em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Papel que irá testar o talento da atriz e poderá lhe render infinitas oportunidades no ramo.

Alguns exemplos recentes de remakes (ou versões alternativas, como preferir), que só aconteceram – ou vão acontecer – pelo medo americano de legendas:

Os Infiltrados

Dirigido por Martin Scorsese, o longa policial garantiu ao cineasta o primeiro Oscar de sua (invejável) carreira, e também uma nova versão para o longa chinês Conflitos Internos. Aí não vejo problema, já que ambos os filmes apresentam suas próprias características – sejam elas narrativas ou visuais.

Quarentena

Vindo da Espanha, um assombroso e magistral filme de terror do estilo “filmagem encontrada” chamado [Rec] assustou plateias do mundo todo e ganhou uma franquia própria. Chega Hollywood e o refaz no péssimo Quarentena, que estraga a história com explicações desnecessárias, efeitos exagerados do nívell Resident Evil e uma terrível e forçada Jennifer Carpenter no papel principal.

Deixe-me Entrar

O fantástico conto de vampiros de John Ajvide Lindqvist gerou dois filmes; primeiro o sueco Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson e depois o americano Deixe-me Entrar de Matt Reeves (curioso como a situação lembra bastante a de Millennium), mesmo com apenas dois anos de diferença um do outro. Polêmicas a parte, ambos os filmes são ótimos e sobrevivem de forma independente – aliás, alguns elementos da versão americana são até melhores do que o da sueca, e vice-versa.

Oldboy

Tudo bem, tudo bem. Eu até não vejo grande problema em remakes mas refilmar o japonês Oldboy é um completamente desnecessário! Josh Brolin foi confirmado como protagonista e Spike Lee foi contratado para dirigir, mas – mesmo sendo um diretor competente – jamais Hollywood vai conseguir refazer a icônica cena do martelo ou a dos polvos.

O Segredo dos seus Olhos

Vindo da Argentina, o excelente suspense policial também está na lista de Hollywood para ser refilmado. O longa de Juan José Campanella ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas isso não parece ser motivo para impedir Billy Ray de apresentar sua própria visão da história. Desnecessário, e boa sorte para superar o plano-sequência do estádio de futebol…

Pra evitar comentários sobre hipocrisia, deixo bem claro que a versão de Fincher de Millennium é necessária, porque o ótimo material de Larsson merece destino melhor do que a mediana trilogia sueca.

Aproveitando o tema, confira o post no blog cujo tema é de remakes e novas adaptações. Clique aqui.

Com Rooney Mara praticamente irreconhecível como Lisbeth Salander, relembremos aqui outros atores que também passaram por surpreendentes transformações no cinema:

Christian Bale – O Operário

Considerado um recorde na indústria cinematográfica, Christian Bale perdeu 29 quilos para interpretar o perturbado Trevor em O Operário. De 79kg, o ator atingiu os 49kg, em uma dieta que consistiu de apenas uma lata de atum e uma maçã por dia. De quebra, ainda conseguiu entrar em forma para Batman Begins, um ano depois.

Robert DeNiro – Touro Indomável

Além de treinar boxe com extrema dedicação para viver o boxeador Jake LaMotta (com direito até a participações em torneios de verdade), Robert DeNiro ganhou aproximadamente 28 quilos para a fase decadente do lutador, surpreendendo a todos nas filmagens de Touro Indomável. O esforço, no entanto, valeu a pena, já que DeNiro faturou seu segundo Oscar por sua memorável performance.

Vincent D’Onofrio Nascido para Matar

Para viver o perturbado recruta Pyle, Vincent D’Onofrio ganhou 30kg em Nascido para Matar, de Stanley Kubrick. O ganho de peso do ator se deu em 4 meses e a perda do mesmo em 9, com diversos exercícios físicos.

Charlize Theron – Monster

Linda de morrer, Charlize Theron literalmente transforma-se em um monstro ao viver a assassina Aileen Wuornos em Monster – Desejo Assassino. Para isso, a atriz ganhou 14 quilos e submeteu-se a muitas sessões de maquiagem. A transformação deu a Theron o Oscar de Melhor Atriz.

Nicole Kidman – As Horas

Para viver a escritora Virginia Woolf, Nicole Kidman usou um nariz falso que a deixa praticamente irreconhecível, além de pintar o cabelo e aprender a escrever com a mão esquerda; visando um retrato fidelíssimo da famosa autora. Mais uma vez, a mudança garantiu um Oscar de Melhor Atriz para Kidman.

Laranja Mecânica

Logo nos minutos inicias da obra-prima de Stanley Kubrick, o espectador é levado a um mundo de violência através dos olhos do adolescente Alex. Junto com sua gangue, provocam atos de vandalismo, briga entre gangues e uma marcante cena de estupro que provocou grande polêmica nos países onde foi exibido – sendo até banido de alguns.

Irreversível

O longa francês de Gaspar Noé é dos mais difícies de assistir. A trama acompanha uma intrincada saga de vingança, contada de trás para frente e com a câmera do diretor captando cada detalhe. Os momentos mais extremos incluem um gráfico assassinato com um extintor de incêndio e uma perturbadora cena de estupro (que dura 9 minutos) em um túnel. Durante as exibições de Irreversível, muitos abandonaram as salas de cinema.

Violência Gratuita

Em ambos os longas de Michael Haneke (que também se aplica na categoria de versões estrangeiras), a violência é bem presente na trama, mas ao apresentar-se de ocorre de forma tão serena, quase cotidiana, o efeito é ainda mais perturbador.

Pulp Fiction

Pérola de Quentin Tarantino, a narrativa intrincada oferece diversos personagens memoráveis que, de alguma forma, estão ligados à violência – que aparece diversas vezes como algo comum, quase rotineira (um belo exemplo é a cena inicial com os assaltantes Pumpkin e Honeybunny.

Como uma sequência está nos planos da Sony, listo aqui alguns atores (hollywoodianos) que eu adoraria ver interpretando os novos personagens da saga, que aparecem em A Menina que Brincava com Fogo. Claro que Fincher (se diretor do restante da trilogia), provavelmente optará por atores desconhecidos, mas não custa nada sonhar…

Dag Svensson

O jornalista novato que elabora a incendiária exposição do tráfico de sexo que move o segundo capítulo é um ótimo papel para Jake Gyllenhaal. Se o ator fornecesse a mesma carga dramática e ambiciosa de Zodíaco (mais uma vez, também de David Fincher), seria bem interessante, mesmo sendo um papel relativamente curto na trama.

Inspetor Jan Bublanski

Um dos melhores atores da atualidade, Jeff Bridges no papel do inspetor encarregado de resolver o mistério em torno dos assassinatos que movem o livro 2 seria no mínimo interessante. O cara fica bom em qualquer papel e, sob o olhar meticuloso de Fincher, o resultado pode ser épico. Uma outra ideia seria Ricardo Darín, que encaixou-se bem na categoria de policial em O Segredo dos seus Olhos.

Hans Faste

Enquanto lia o livro, sempre visualizava Tom Hardy como o machista Faste, que tem diversas piadinhas ao longo da narrativa; um sarcasmo divertido que o ator fez bem em A Origem.

Sonja Modig

Se Angelina Jolie pintasse o cabelo de loiro como estava na primeira metade de Salt, a atriz seria a escolha perfeita para a única mulher na equipe de Bublanski. Durona e obcecada, tem momentos conturbados com Faste e uma relação de aliança com Bublanski.

Alexander Zalachenko

No papel do monstruoso pai de Lisbeth Salander – com cicatrizes e tensas marcas de queimaduras – um ator que seria ideal é Anthony Hopkins, que pode finalmente ter um bom papel que não envolva ser um mero coadjuvante e o faça sair do piloto-automático em que atualmente encontra-se. Outra boa opção é Malcom McDowell…

Paolo Roberto

E não podemos nos esquecer de Paolo Roberto! O boxeador tem um empolgante papel na trama, tendo participado da adaptação sueca do livro, e certamente precisa retornar caso a Sony aposte nas continuações. Mas se ele recusar, Bruce Willis seria uma escolha interessante – para um lutador fictício, mas perderia-se o elemento de surpresa.

Quais são os próximos projetos na fila de David Fincher?

20.000 Léguas Submarinas

A nova versão do clássico de Júlio Verne será o próximo filme de Fincher. A produção é descrita como grandiosa e pouco relevante com o conto original, além de estar programado para ser gravado em 3D; com efeitos visuais que  serão utilizados em quase 70% do filme. No entanto, as filmagens devem demorar pois, considerando o longo trabalho de CG que será usado, a pré-produção será extensa. Vontade de ver: 5/5

Cleópatra

Nunca houve um envolvimento oficial de Fincher com o projeto, mas seu nome circula entre os possíveis candidatos. Quem protagoniza a (nova) biografia da famosa rainha Cleópatra é Angelina Jolie, que só está esperando um diretor para começar as filmagens. Sinceramente? Território arriscado para Fincher. Vontade de ver: 3/5

Encontro com Rama

Baseado no livro de Arthur C. Clarke, trata-se de uma complexa ficção científica onde uma misteriosa nave alienígena paira no Sistema Solar, e os humanos resolvem explorá-lo para descobrir as intenções desta. Fincher declarou que a história é ótima e que Morgan Freeman teria um grande papel aqui. O filme ainda não aconteceu porque não houve um roteiro bom o suficiente. Vamos lá roteiristas! Vontade de ver: 5/5

Panic Attack

Mais um “panic” para Fincher (refiro-me a O Quarto do Pânico), na história de um psicanalista que mata um sujeito que invadiu sua casa, tendo que lidar posteriormente com a pressão da mídia e a ameaça do cúmplice do invasor a sua família. Interessante, é o tipo de gênero que o diretor domina muito bem. Vontade de ver: 4/5

Millennium

Ainda não está confirmado, mas Fincher deve retornar para os dois capítulos restantes da trilogia Millennium. Seria ótimo e mais que apropriado que ele voltasse, terminando o que começou. Até o momento, porém, ainda não há planos para a realização das continuações. Vontade de ver: 5/5

O sensacional teaser trailer de MILLENNIUM inspirou diversas pessoas a porem a mão na massa e misturarem a canção “Immigrant Song” da prévia do filme de Fincher com clipes de seus filmes preferidos. Reuni abaixo alguns dos melhores vídeos amadores que pude encontrar.

E já que você vai ouvir a música muitas vezes, acompanhe o som com a letra da versão remixada:

We come from the land of the ice and snow
from the midnight sun where the hot springs blow

The hammer of the gods will drive our ships to new lands
To fight the horde and sing and cry, Valhalla, I am coming

On we sweep with, with threshing oar
Our only goal will be the western shore

So now you better stop and rebuild all your ruins
for peace and trust can win the day despite of all you’re losin’

Os Muppets (este lançado oficialmente como uma paródia direta do trailer

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Jurassic Park

A Rede Social

A Origem

O Pentelho

Clube da Luta

Laranja Mecânica (este feito por quem vos escreve)

Bem, o especial acaba aqui. MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres só estreia no Brasil em 27 de Janeiro, mas devido a minha viagem para os EUA, assistirei o longa lá e publicarei a crítica por volta do dia 12 de Janeiro. Espero que tenham gostado!