Arquivo para Oscar

Os pré-selecionados para o Oscar de Efeitos Visuais

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , on 7 de dezembro de 2015 by Lucas Nascimento

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Todo ano sai aquela tradicional listinha dos filmes que poderão disputar uma das 5 vagas na categoria de efeitos visuais no Oscar. Confira abaixo, junto com minhas apostas em negrito:

007 Contra Spectre

Chappie

O Destino de Júpiter

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Evereste

Ex Machina – Instinto Artificial

Homem-Formiga

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

Mad Max: Estrada da Fúria

Missão: Impossível – Nação Secreta

No Coração do Mar

Perdido em Marte

Ponte dos Espiões

O Regresso

Star Wars: O Despertar da Força

Tomorrowland: Um Lugar onde nada é Impossível

A Travessia

Velozes & Furiosos 7

Vingadores: Era de Ultron

Os indicados ao Oscar serão anunciados em Janeiro!

Primeiro trailer de JOY, de David O. Russell

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 15 de julho de 2015 by Lucas Nascimento


Saindo de uma trinca de sucessos composta por O Vencedor, O Lado Bom da Vida e Trapaça (ainda que a definição de sucesso seja discutível…), o diretor David O. Russell prepara-se para lançar seu novo filme.

Confira o trailer:

Joy é baseado na história real de Joy Mangano, inventora do Miracle Mop que também lutava para sustentar seus três filhos. Jennifer Lawrence protagoniza enquanto Robert De Niro, Bradley Cooper e Edgar Martinez formam os coadjuvantes.

Joy estreia em 25 de Dezembro nos EUA.

| Divertida Mente | Crítica

Posted in Animação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

InsideOut
Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

Ao escrever sobre Universidade Monstros em 2013, discorri sobre como a Pixar manteve uma inacreditável série de sucessos consecutivos que caiam nas graças do público e da crítica – geralmente com uma vitória no Oscar como último estágio. Sem entregar algo realmente digno de sua qualidade habitual desde Toy Story 3, em 2010, o estúdio de volta à boa forma com aquele que pode muito bem ser seu melhor trabalho: Divertida Mente.

A trama é concentrada nas emoções da jovem Riley: Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Nojinho (Mindy Kalling), Medo (Bill Hader) e Raiva (Lewis Black). Estas são responsáveis por controlar o humor, as memórias e a personalidade da garota, dentro de sua mente. Quando Riley enfrenta uma dura fase com uma mudança de cidade, nova escola e colegas, o grupo precisa evitar que esta sucumba a uma depressão.

Só pela premissa já é possível prever que a Pixar almeja por temas mais maduros aqui. Pete Docter (Monstros S.A. e Up: Altas Aventuras) e o co-diretor Ronaldo Del Carmen optam por uma animação com traços mais realistas e orgânicos para suas criações humanas (bem diferentes daqueles vistos em Os Incríveis, por exemplo), e o roteiro assinado por Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley mergulha fundo na psique humana e cria um universo riquíssimo e original, onde ideias e memórias são representadas visualmente através de ilhas, labirintos e grandes desfiladeiros – trazendo à memória os trabalhos de David Lynch (como a brilhante sequência do pensamento abstrato), Tudo o que Você Sempre quis Saber sobre Sexo E tinha Medo de Perguntar (na própria representação de elementos emotivos como figuras físicas) e até A Origem (os labirintos, as grandes construções e o onírico).

Todo o sistema no qual os personagens interagem e se manifestam (até na distribuição de cores, com Raiva assumindo o vermelho e Alegria um forte tom de amarelo) funciona sem se perder na complexidade que certamente deixaria algumas crianças mais confusas. Logo na memorável primeira cena, aprendemos sem nenhuma linha de diálogo como cada emoção reveza a função na “Sala de Comando” e como os elementos inconscientes podem ser afetados por, por exemplo, a protagonista cair no sono – como o Trem do Pensamento. Também encontramos divertidas soluções dos roteiristas para fenômenos comum, tal como uma vinheta antiga que subitamente invade a memória e não sai dali ou a brilhante abordagem à produção de sonhos.

Mesmo que mais maduro do que poderíamos esperar, o filme ainda é uma aventura empolgante com emoções genuínas. É hilário quando necessita (muito se deve a um personagem colorido que prefiro deixar como surpresa) e também emocionante e catártico quando a história avança por terrenos mais complexos, de uma forma que há tempos o estúdio não era capaz de entregar. O inteligente roteiro também é ousado por manter Alegria e Tristeza juntos a maior parte do tempo, ilustrando de uma forma honesta e simples como as duas precisam uma da outra para coexistir, e não numa relação de antagonismo; residindo aí o grande trunfo da produção. E vale apontar que, depois do razoável Tomorrowland e do esquecível Jurassic World, Michael Giacchino enfim traz um grande trabalho este ano com a maravilhosa trilha sonora.

Engraçado, poderoso e completamente imaginativo, Divertida Mente representa o renascimento da Pixar de suas cinzas, finalmente recuperando seu alto posto com uma narrativa corajosa e envolvente. Ah, como é bom estar de volta…

Obs: Fique durante os créditos finais, vale muito a pena.

| Para Sempre Alice | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de março de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

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Julianne Moore é Alice Howland

Pode-se dizer que fazer filmes filmes com doenças como pano de fundo é uma maneira fácil de se arrancar lágrimas e, além disso, reconhecimento de prêmios. Pra se ter ideia, dos vinte indicados ao Oscar nas categorias de atuação deste ano, cinco representavam algum tipo de deficiência (e dez eram representações de pessoas reais, curiosidade). E, ao lado de Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo, Julianne Moore levou o ouro por Para Sempre Alice, mas felizmente o filme consegue ser algo a mais do que um simples veículo para sua memorável performance.

A trama é inspirada na vida real – e também na obra assinada por Lisa Genova – da Dra. Alice Howland (Julianne Moore), uma conceituada professora de linguística da Universidade de Columbia que começa a sofrer os estágios iniciais do Mal de Alzheimer, mesmo que numa idade surpreendentemente baixa para os padrões da doença. Com a inesperada dificuldade, Alice precisa balancear o tratamento com sua família.

O maior risco de um artista ao embarcar numa narrativa desse tipo é a ultradramatização e a necessidade de arrancar lágrimas do espectador. Poucos filmes de memória recente ilustram esse cenário como A Culpa é das Estrelas, um filme com um ótimo roteiro que é prejudicado por uma direção pedestre, pretensiosa e. uma trilha sonora apelativa. Em parte, Para Sempre Alice também sofre com a fotografia excessivamente desfocada (olha, nunca vi uma webcam que conseguisse desfocar tão bem o fundo, quase num tilt shift) a fim de impactar o espectador com a luta de Alice, como se Moore não fosse capaz de fazer isso por conta própria. É um efeito artificial e que incomoda pela obviedade, mas que os diretores Richard Glatzer (falecido na terça-feira passada, 10) e Wash Westmoreland pelo menos sabem dosar.

Isso porque Alice consegue comover mais através de elementos mais sutis. Seja pela cena em que Alice fica aliviada ao encontrar seu celular após uma sequência tensa da perda deste (“Já faz um mês”, replica o personagem de Alec Baldwin para a filha, revelando o intervalo de tempo de uma cena para a outra) ou nos longos planos que acompanham apenas as nuances do rosto de Julianne Moore enquanto esta luta para preservar suas memórias, ou meras reações em diálogos simples – a dupla de diretores garante muito tempo de corte para Moore. E é realmente uma performance memorável, que a atriz não deixa cair no caricato ou num exagero gritante, conseguindo até inserir um pouco de bom humor (“Tomara que eu esqueça isso”, diz após derrubar papéis durante uma palestra) em meio à situação que lentamente vai se exacerbando.

O filme é todo de Moore, mas preciso dizer que Alec Baldwin merecia mais burburinho como o marido, John. É uma performance muito sutil e discreta, que consegue transmitir sentimentos complexos: Baldwin obviamente está preocupado com a condição de Alice, mas é possível encontrar sinais de raiva – pela esposa estar passando por isso justamente agora, em meio a uma mudança em seu emprego – e até impaciência, e eu me peguei prevendo uma iminente explosão. Não acontece, e a explosão resulta em lágrimas desesperadas com a filha Lydia (Kristen Stewart, mais do mesmo), em um clímax catártico para uma ótima atuação.

Para Sempre Alice não vai inovar em nada a maneira como doenças são retratadas no cinema, mas traz uma boa execução e performances excepcionais de Julianne Moore e Alec Baldwin. Funciona bem.

| Citizenfour | Crítica

Posted in Críticas de 2015, Documentário, Home Video with tags , , , , , , , , , , , , on 13 de março de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

Citizenfour
Edward Snowden

Eu nunca escrevi uma crítica para documentário, mas o que encontrei em Citizenfour foi incapaz de me deixar calado. Não sei exatamente como se analisar uma obra não ficcional, quais os critérios, os pontos que o enfraquecem ou o destacam de uma matéria jornalística ou o que torna um documentário algo realmente especial… Mas acho que o longa arrebatador (merecidamente premiado com o Oscar) de Laura Poitras me deu uma noção eficiente a respeito.

Para quem não sabe, o documentário relata o escandâlo dos vazamentos de documentos e dados feitos pelo funcionário da CIA Edward Snowden, revelando que diversas empresas americanas administradas pela NSA espionam ligações, mensagens e quaisquer outros tipos de comunicação de seus clientes – não só dos EUA, mas de países de todo o mundo.

Um dos fatores que mais me surpreendeu em Citizenfour, foi que eu não sabia que o vazamento de Snowden tinha sido feito especialmente para este documentário. A série de entrevistas em Hong Kong que Laura Poitras e sua equipe registram ocorrem em Junho de 2013, e acompanhamos de maneira quase descontraída como Snowden vai expondo o trabalho antiético da NSA; ou melhor, não muito descontraída, já que frequentemente a paranóia invade o quarto de hotel e encontramos o protagonista checando seu telefone para garantir que não está grampeado ou que um simples teste de alarme de incêndio não é nada além disso.

Aliás, esse é o elemento que mais me agradou aqui: o clima. O documentário é montado e executado como um thriller de espionagem remanescente da era de John Le Carré e os clássicos da Hollywood dos anos 70, promovendo sempre uma atmosfera suspeita e o pressentimento de vigilância (“Parei porque descobri que estava sendo seguida”, diz um dos cartões em certo trecho). A diferença é que tudo aqui é real, e o impacto é muito mais forte. A câmera às vezes escondida, insegura e os textos/transcrissões de e-mails que substitutem imagens que não seriam possíveis de serem registradas ajudam a construir uma tensão constante, o medo de um inimigo invisível – o Big Brother de George Orwell – que estaria em todo lugar.

Mas ainda assim, Proitas consegue ser acertadamente cinematográfica nos momentos em que a história permite. Chega a ser meio paradoxal, encontrar a oportunidade de dramaturgia na vida real, mas é o que acontece quando, por exemplo, a câmera acompanha a longa preparação de Edward Snowden antes de deixar o hotel pela primeira vez depois de seu vazamento histórico. O silêncio do quarto, a televisão num volume mínimo e o gesto rotineiro de Snowden passando gel no cabelo enquanto busca uma forma de sutilmente mudar sua aparência são todos os elementos necessários para jogar o espectador naquela situação, entrar na pele de Snowden e sentir seu nervosismo.

No sentido jornalístico, o documentário também é impecável. Poitras reúne trechos de audiências públicas da NSA (que nega até o fim qualquer tipo de espionagem a dados pessoais de seus clientes), palestras, leituras e programas da CNN que acompanham a imediata repercussão dos arquivos de Snowden – e acompanhar sua reação ao assistir a televisão (um misto de orgulho/medo estampam suas feições) é algo realmente único. Aliás, fiquei também impressionado com a quantidade de cenas que trazem o Brasil como pano de fundo, trazendo até o jornalista Glenn Greenwald soltando um português eficaz durante uma assembléia em Brasília, enquanto discute que o país está entre os alvosa da espionagem americana.

Citizenfour me impactou como poucos documentários que vi nos últimos anos, impressionando com a linguagem que encontra para conciliar seus relatos jornalísticos de um escândalo global, com a criação de uma atmosfera quase hollywoodiana, que poderia facilmente rotulá-lo como um thriller de espionagem. Mas é real, o que o torna ainda mais fascinante. E assustador.

Obs: O documentário foi disponibilizado online gratuita e legalmente pela diretora Laura Poitras.

OSCAR 2015: Os vencedores

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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MELHOR FILME

Birdman

MELHOR DIRETOR

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

MELHOR ATOR

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Julianne Moore | Para Sempre Alice

MELHOR ATOR COADJUVANTE

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr, Armando Bo

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Jogo da Imitação | Graham Moore

MELHOR ANIMAÇÃO

Operação Big Hero

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

MELHOR FIGURINO

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

MELHOR MONTAGEM

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

O Grande Hotel Budapeste

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Interestelar

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Glory” | Selma

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

MELHOR CURTA-METRAGEM

The Phone Call

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

Feast

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Crisis Hotline: Veterans Press 1

| Sniper Americano | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Drama, Guerra with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

AmericanSniper
Bradley Cooper é Chris Kyle, o sniper americano

Projeto que seria tocado por Steven Spielberg, Sniper Americano foi parar nas hábeis e versáteis mãos de Clint Eastwood, que conseguiu transformá-lo em um dos 8 indicados ao Oscar de Melhor Filme deste ano. O longa também gerou polêmica nas diferentes visões políticas do público americano, que acusaram-no de glorificar feitos violentos de um “psicopata”, enquanto outros defendem que é um retrato fiel de um verdadeiro herói de guerra. Bem…

A trama se dedica a contar toda a trajetória de Chris Kyle (Bradley Cooper) pelo exército americano dos SEAL. Motivado a defender seu país após os ataques do 11 de Setembro, Kyle vai se tornando o atirador de elite mais eficiente do pelotão, ao mesmo tempo em que constrói uma família ao lado de Taya (Sienna Miller) em seu distante lar.

Vamos tirar o elefante da mesa: Sniper Americano é ultranacionalista. Eu realmente não vejo isso em outros filmes do Oscar que sofreram tais críticas (como Guerra ao Terror, Argo ou A Hora Mais Escura, por motivos óbvios), mas o filme de Eastwood está constantemente gritando seu amor à bandeira dos EUA, e é algo que seja a incomodar mais do que a propaganda descarada que Michael Bay faz da Marinha em seus Transformers. Esse elemento tanto prejudica quanto acrescenta à narrativa: a paixão de Kyle por sua pátria o coloca em conflito com suas responsabilidades familiares (“Eu odeio os SEALs”, clama a esposa), mas quando vemos uma reação ultradramática com zoom ins de Kyle observando ataques terroristas na televisão, é difícil não enxergar o aspecto propagantista do filme.

São raros os momentos em que realmente vemos como a guerra mudou Kyle, e que infelizmente não trazem a sutileza que Kathryn Bigelow empregou em Guerra ao Terror (a equipe de mixagem de som merece aplausos por inserir efeitos sonoros de batalha escondidos no cotidiano de Kyle, como um alucinógeno). Como personagem, Bradley Cooper faz o possível para tornar Kyle uma figura carismática – sua transformação física e sotaque texano ajudam na caracterização -, ainda que não fique claro exatamente o quê o move? Puro patriotismo? É a necessidade de ajudar pessoas? É uma figura altamente idealizada, mesmo que Eastwood traga bons momentos de hesitação quando Kyle está com o dedo no gatilho, e seu nada discreto desconforto ao estar eliminando vidas.

Aliás, Eastwood é competente ao criar sequências de pura tensão, como o primeiro encontro de Kyle com um terrorista conhecido como “Açogueiro” e o misterioso sniper inimigo que estaria à sua caça. Aliada à montagem nervosa de Joel Cox e Gary Roach, é uma das cenas mais impactantes do ano. Mas ao mesmo tempo, o diretor vai lá e me traz uma vergonhosa e artificial cena com um tiro em câmera lenta, que parece ter saído de um projeto experimental de – novamente – Michael Bay. Ah, sem falar no já viralizado bebê vergonhosamente falso que Kyle segura em certo momento.

Sniper Americano traz seus bons momentos de tensão e pirotecnicas, mas é arrastado, longo e prejudicado pelo retrato idealista e nacionalista de seu protagonista. Quem diria que, num ano em que Eastwood lança um musical de coro e um filme sobre um atirador, o longa cantado seria melhor?