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| Homem-Formiga | Crítica

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 14 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

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Querida, encolhi a gente: Paul Rudd experimenta o traje

Já são tantos filmes lançados pela Marvel Studios nos últimos 7 anos que, como apontei em meu texto de Vingadores: Era de Ultron, a fórmula e seus personagens já começam a demonstrar sinais de ferrugem. São 5 filmes com Robert Downey Jr, 4 com Chris Evans e Chris Hemsworth… Foi um alívio quando Guardiões da Galáxia trouxe novos e refrescantes elementos no ano passado, e a sensação é similar quando termina a sessão de Homem-Formiga: algo familiar, porém original.

A trama começa quando o ladrão Scott Lang (Paul Rudd) é solto após dois anos numa prisão de São Francisco. Buscando meios de se aproximar de sua filha, ele aceita participar de um golpe para invadir o cofre do milionário aposentado Hank Pym (Michael Douglas). O item em questão é o traje de encolhimento do Homem-Formiga, o qual Lang adota sob a tutela de Pym, que o seleciona para ajudá-lo num plano para impedir o ambicioso Darren Cross (Corey Stoll) de roubar sua fórmula.

Mesmo que a estrutura básica permaneça a mesma, há diversos pontos inovadores aqui. O roteiro de… Bem, é uma situação confusa pois, como bem sabem, Edgar Wright e seu colega Joe Cornish estiveram ligados ao projeto desde 2008, antes de serem dispensados após “desavenças criativas” com o mandachuva Kevin Feige. Os créditos de Wright e Cornish foram mantidos, mas Adam McKay e o próprio Paul Rudd ajudaram a reescrever e estruturar o roteiro para se encaixar no padrão que a Marvel vem montando no cinema. Fica difícil apontar quem fez o quê ali (mesmo que as piadinhas infantilóides associadas aos outros filmes do estúdio sejam facilmente identificadas aqui), mas o texto já merece créditos por seguir a linha de Guardiões da Galáxia ao se focar em um protagonista que claramente é um criminoso.

Claro, um criminoso de bom coração, adepto de uma filosofia Robin Hood que só quer ver sua filha no fim do dia, mas ainda assim, um personagem mais complexo do que o costume; e Rudd se sai muito bem aqui, seja no lado mais cômico (afinal, é sua especialidade) quanto no mais maduro, sendo um contraponto divertido para o carrancudo Hank Pym de Michael Douglas (que, em certo ponto, ganha também um dos melhores rejuvenescimentos digitais que eu já vi). Homem-Formiga também é eficiente como um exemplar do subgênero heist, utilizando da ágil montagem de Dan Lebental e Colby Parker Jr, e também de uma divertida sincronia labial promovida pelo personagem de Michael Peña, quando este explica as diversas conversas paralelas que o levaram a certo plano. Mais importante: o filme também não se revela dependente de fazer referências masturbatórias aos Vingadores, limitando-se a uma ou duas referências, além de uma participação que avança a trama de forma inteligente – e empolgante, digamos.

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O Jaqueta Amarelo de Corey Stoll

Ainda que longe do dinamismo vibrante de Wright, o diretor Peyton Reed (Sim Senhor!) faz um trabalho decente, merecendo créditos pela condução das excelentes sequências na qual o protagonista encontra-se encolhido. Os efeitos visuais quase as transformam em animações, mas funcionam à medida em que o longa se desenrola e também por conseguirem transmitir com sucesso a visão do herói e seu senso de maravilhamento, a grandiosidade de objetos pequenos e saber explorar visualmente os cenários; a primeira cena de encolhimento deve entrar para a lista de melhores momentos do gênero, facilmente, enquanto uma determinada descoberta durante o último ato impressiona pela ousadia, ainda que falhe ao explorá-la por completo. A escolha de um vilão cujos planos são mais simples do que o velho “vamos destruir o mundo” também ajuda, adicionando também o ótimo Corey Stoll e seu elaborado uniforme do Jaqueta Amarela.

Mesmo que eu tenha orgasmos em imaginar a versão de Edgar Wright, este Homem-Formiga revela-se uma das melhores produções da Marvel Studios, que acerta ao apresentar novas personalidades e fugir de fórmulas prontas, ao mesmo tempo em que entrega um satisfatório filme de origem de super-herói à moda antiga.

Obs: O 3D convertido não acrescenta absolutamente nada.

Obs II: Você sabe o procedimento… Duas cenas extras, durante e após os créditos.

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Primeiro trailer de HOMEM-FORMIGA

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 7 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Depois da genial prévia minúscula lançada na semana passada, a Marvel Studios solta agora o primeiro trailer completo de seu novo projeto: Homem-Formiga. O filme de Peyton Reed (não Edgar Wright) traz Paul Rudd, Michael Douglas e Evangeline Lilly em um heist movie onde o protagonista é capaz de diminuir seu tamanho.

Confira:

Homem-Formiga estreia em 16 de Julho.

Pacote Marvel 3 | Ao Infinito e Além

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

A estreia de Guardiões da Galáxia está a cada dia mais próxima. Trata-se de um projeto ambicioso e muito importante para a Marvel Studios, um que pode vir a definir todo o futuro de sua saga cinematográfica e expandir as possibilidades ao trazer novos personagens e universos.

Na terceira edição do Pacote Marvel, divago sobre os possíveis novos rumos e filmes que a Marvel prepara para o futuro…

Homem-Formiga

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De lançamento marcado para 2015, Homem-Formiga já não me interessa como antigamente. Claro que tem tudo a ver com a saída do brilhante Edgar Wright da direção, substituído por um mero operário de Kevin Feige. Enfim, a produção ainda conta com um ótimo elenco (Michael Douglas, Paul Rudd e Evangeline Lily encabeçam a trinca principal) e uma pegada heist.

Doutor Estranho

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Dentre todos os novos personagens que se preparam para tomar as telonas, o Doutor Estranho é o mais fascinante. Além de ser em si um personagem visual e conceitualmente interessante, traz consigo um universo místico e repleto de magia, o que pode render um espetáculo de mundos, criaturas e oponentes. A esc0lha de Scott Derrickson na direção (responsável por um ou outro bom filme de terror), também revela que a Marvel pode apelar para o sobrenatural.Rezo para que o estúdio acerte aqui, e um bom ator no papel-título é crucial. Os rumores colocam Benedict Cumberbatch, Joaquin Phoenix, Tom Hardy e Jared Leto na disputa.

Pantera Negra

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Um dos muitos projetos em desenvolvimento na Casa das Ideias, o Pantera Negra tem tudo pra ser o super-herói negro mais badass dos cinemas até agora. Já tendo muitas vezes sido taxado como “o Batman da Marvel” (pelo visual), o T’Challa é o líder de uma tribo africana na região fictícia de Wakanda e suas habilidades incluem força, agilidade e poderes místicos. Como as filmagens de Os Vingadores 2 – A Era de Ultron passaram pela África do Sul, é certo deduzir que o filme trará alguma referência ao herói. Pena que Idris Elba já é o Heimdall no Universo Marvel, o ator seria a escolha perfeita para o papel. No entanto, John Boyega (de Star Wars VII) talvez esteja ligado ao projeto…

Nova

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Com Guardiões da Galáxia se aventurando por universos intergalácticos, é uma questão de tempo até o Nova ganhar seu filme-solo. O alter-ego de Richard Rider faz parte de uma polícia espacial (exatamente como o Lanterna Verde no universo DC), que já tem presença garantida no filme dos Guardiões. Não conheço muito sobre a mitologia do personagem, mas tem um visual bacana e a vantagem de aprender com os erros do filme da DC de 2011.

Solo Hulk

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Mark Ruffalo tem um contrato para 9 filmes como o verdão Hulk, e a Marvel está sendo muito sábia em guardar o ator – já que sua aceitação popular foi maciça, e Robert Downey Jr. já vai se preparando para pendurar as chuteiras de Homem de Ferro. Não sabemos o que o futuro reserva para Bruce Banner, mas um rumor muito interessante circula pela internet, sugerindo que o Gigante Esmeralda será mandado para o espaço, onde encontraria… Os Guardiões da Galáxia! É uma boa, e traz ecos de Planeta Hulk, aclamado arco de gladiadores espaciais, além de fazer a ponte entre os Vingadores e o vilão Thanos.

O Soldado Invernal

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Quem conhece bem os quadrinhos do Capitão América sabe a importância de Bucky Barnes, que no segundo filme do herói assumiu a identidade do misterioso Soldado Invernal. Como o ator Sebastian Stan tem contrato para 9 (NOVE) filmes com a Marvel Studios, eu apostaria facilmente que ele será o substituto de Chris Evans no papel do Sentinela da Liberdade. Aposto na morte de Steve Rogers no terceiro filme solo do Capitão (se a Marvel está segura em bater de frente com a estreia de Batman V Superman, deve ter um grande trunfo em mãos) pelas mãos do vilão Ossos Cruzados, e uma subsequente retomada com Barnes.

Ficaremos de olho.

HOMEM-FORMIGA ganha novo diretor

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 7 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

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Após a controversa saída de Edgar Wright de Homem-Formiga, a Marvel Studios enfim seleciona um substituto: Peyton Reed. O diretor é responsável por comédias como Separados pelo Casamento e Sim Senhor, e vai comandar o projeto que traz Paul Rudd, Michael Douglas e Evangeline Lily no elenco. Além disso, Adam McKay foi confirmado para revisar o roteiro.

A trama do filme será essencialmente um heist movie, com Scott Lang (Rudd) ajudando seu mentor Hank Pym (Douglas) a proteger sua tecnologia de encolhimento ao mesmo tempo em que planejam um roubo espetacular.

Sinceramente, de Edgar Wright pra… Peyton Reed? Desejo boa sorte, claro, mas não posso deixar de demonstrar minha indignação com a Marvel Studios do sr. Kevin Feige, que troca artistas genuínos por meros operários que seguem ordens. Se for um sucesso, ótimo. Se for um fracasso, bem feito.

Homem-Formiga estreia em 17 de Julho de 2015.

 

| Bem-vindo aos 40 | Judd Apatow e a idade da loba

Posted in Comédia, Críticas de 2013, DVD with tags , , , , , , , , , , , on 11 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

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Iris Apatow, Maude Apatow, Paul Rudd e Leslie Mann elegantes para a foto

Os filmes de Judd Apatow possuem a incrível capacidade de capturar com eficiência o “feeling” do período em que se situa. Autor de O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos e Tá Rindo do Quê?, Apatow tem uma afiada habilidade de utilizar referências pop como causa de humor (característica que ninguém domina como ele) em uma situação delicada. Depois da perda da virgindade, gravidez acidental e a quase-morte, Bem-vindo aos 40 traz – como o próprio título sugere – personagens encarando uma crise com a chegada da “idade da loba”.

Servindo como derivado de Ligeiramente Grávidos, a trama se concentra no casal Pete (Paul Rudd) e Debbie (Leslie Mann), que resolvem acertar diversos pontos em sua vida para tornar o novo estágio um período agradável. Enquanto os problemas passam por comida, menopausa e inevitáveis conflitos sobre a durabilidade da relação, o casal ainda precisa prestar atenção em suas filhas (Iris e Maude Apatow, filhas do diretor com Mann).

Os filmes de Apatow são longos para comédias. Com a projeção encostando em 2h20 (a média em um longa do gênero é de 90 minutos), Bem-vindo aos 40 consegue abordar vasto material e fornecer um excelente trabalho de desenvolvimento de personagens; algo que nunca foi uma dificuldade para o diretor/roteirista. O tema do novo filme não rende uma abordagem tão madura quanto a do comediante George em Tá Rindo do Quê?, mas consegue encaixar suas piadas com eficiência ao período atual: Pete e Debbie, por exemplo, têm uma filha adolescente que não larga os aparelhos da Apple (“Você está proibida de usar o Iphone, Ipad, Ipod, Itouch…”) e discute com os pais para poder assistir ao último episódio de Lost no Netflix. Esse tipo de piada faz com que o longa permaneça sempre atual e permita uma identificação com o público, afinal, a figura de jovens dominados pelas redes sociais não é estranha para ninguém.

Mas o humor também é uma eficaz ferramenta para trabalhar o drama de seus personagens. Seja pelos ausentes pais do casal (o dela, um bem-sucedido cirurgião vivido por John Lithgow, o dele, o pobretão pai de trigêmeos vivido por Albert Brooks) ou os constantes desentendimentos, Rudd e Mann sempre soam convincentes graças à ótima química em cena e a diálogos cinceros que trazem verdadeiras pérolas com a cena em que os dois discutem maneiras de matar um ao outro (“Já viu Fargo? Então, daquele jeito). O problema é que Apatow adora gastar um bom tempo de tela com suas filhas, e se antes era “bonitinho” ver suas pequenas participações, agora torna-se algo prejudicial à fita – já que a mais velha (Maude Apatow) carece de carisma.

Bem-vindo aos 40 possui todas as características de um filme de Judd Apatow: é engraçado de forma vulgar, surpreendentemente sensível em seus pontos mais dramáticos e um pouco comprido demais. De qualquer forma, o filme é mais uma ótima adição ao currículo desse competente realizador.

Obs: Sendo um derivado de Ligeiramente Grávidos, fico muito decepcionado com a ausência de uma cameo de Seth Rogen ou Katherine Heigl.