Arquivo para personagens

| Lugares Escuros | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2015, Suspense with tags , , , , , , , , , , , on 21 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

DarkPlaces
Charlize Theron é Libby Day

Quando Garota Exemplar despontou como um grande sucesso comercial e de crítica no ano passado, muitos viraram os olhos para a escritora por trás de tudo: Gillian Flynn. Na segunda adaptação de uma obra de sua autoria para o cinema, Lugares Escuros deixa evidente as caraterísticas fortes de Flynn no papel, mas falha para entreter como cinema.

A trama nos apresenta à Libby Day (Charlize Theron), única sobrevivente do massacre de sua família há 28 anos atrás, que teria sido cometido por seu irmã encarcerado, Ben (Corey Stoll). Numa difícil situação econômica, Libby recebe a oferta de uma organização dedicada a resolver crimes em aberto, onde acaba entrando a fim de realmente descobrir  o que aconteceu.

Assim como em Garota Exemplar, a história é centrada em segredos sujos e sombrios escondidos no interior dos EUA (Kansas e Missouri são as principais ambientações), personagens femininas fortes e reviravoltas realmente marcantes. O diretor Gilles Paquet-Brenner também é o responsável pelo roteiro, e faz um bom trabalho ao juntar as diferentes subtramas (a montagem de Douglas Crise e Billy Fox é eficiente ao construir uma fluidez sólida às digressões temporais, já que boa parte do filme se ambienta na década de 80) e diálogos que ajudam a transmitir uma informação sem soar expositivo – como a sutil observação de uma personagem ao comentar, depois de uma longa cena, que “o bebê está chutando”.

Então temos uma ótima história povoada por personagens ricos e interessantes, garantia de sucesso, né? Pois bem, é aí que vemos como um bom diretor é fundamental para que um filme funcione por completo. Paquet-Brenner faz um belo trabalho para criar um roteiro fechado e eficiente, mas tem uma péssima condução para uma história que necessitava de maior construção dramática, mais suspense e elementos audiovisuais que realmente empolgassem o espectador – como o mestre David Fincher fez tão bem em Garota Exemplar. Muitas cenas que poderiam ter se tornado pavorosas e até icônicas soam anticlimáticas com a direção automática do cineasta francês, que só arrisca algo novo quando investe em estranhas tomadas em POV (que mais parecem uma gopro com visão noturna porqueta).

Infelizmente, Brenner revela-se também um diretor de atores pavoroso: Charlize Theron, Nicholas Hoult e Corey Stoll são ótimos intérpretes, mas não conseguem fazer nada além do piloto automático, e não é por falta de sustento dramático de seus personagens. O elenco jovem até consegue se destacar um pouco mais, principalmente o jovem Tye Sheridan, mas também falha ao trazer algo de fato memorável.

Lugares Escuros comprova o talento de Gillian Flynn em criar boas personagens e histórias, mas falha como uma adaptação cinematográfica forte e envolvente, decorrência de seu fraco trabalho de direção.

| Divertida Mente | Crítica

Posted in Animação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

InsideOut
Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

Ao escrever sobre Universidade Monstros em 2013, discorri sobre como a Pixar manteve uma inacreditável série de sucessos consecutivos que caiam nas graças do público e da crítica – geralmente com uma vitória no Oscar como último estágio. Sem entregar algo realmente digno de sua qualidade habitual desde Toy Story 3, em 2010, o estúdio de volta à boa forma com aquele que pode muito bem ser seu melhor trabalho: Divertida Mente.

A trama é concentrada nas emoções da jovem Riley: Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Nojinho (Mindy Kalling), Medo (Bill Hader) e Raiva (Lewis Black). Estas são responsáveis por controlar o humor, as memórias e a personalidade da garota, dentro de sua mente. Quando Riley enfrenta uma dura fase com uma mudança de cidade, nova escola e colegas, o grupo precisa evitar que esta sucumba a uma depressão.

Só pela premissa já é possível prever que a Pixar almeja por temas mais maduros aqui. Pete Docter (Monstros S.A. e Up: Altas Aventuras) e o co-diretor Ronaldo Del Carmen optam por uma animação com traços mais realistas e orgânicos para suas criações humanas (bem diferentes daqueles vistos em Os Incríveis, por exemplo), e o roteiro assinado por Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley mergulha fundo na psique humana e cria um universo riquíssimo e original, onde ideias e memórias são representadas visualmente através de ilhas, labirintos e grandes desfiladeiros – trazendo à memória os trabalhos de David Lynch (como a brilhante sequência do pensamento abstrato), Tudo o que Você Sempre quis Saber sobre Sexo E tinha Medo de Perguntar (na própria representação de elementos emotivos como figuras físicas) e até A Origem (os labirintos, as grandes construções e o onírico).

Todo o sistema no qual os personagens interagem e se manifestam (até na distribuição de cores, com Raiva assumindo o vermelho e Alegria um forte tom de amarelo) funciona sem se perder na complexidade que certamente deixaria algumas crianças mais confusas. Logo na memorável primeira cena, aprendemos sem nenhuma linha de diálogo como cada emoção reveza a função na “Sala de Comando” e como os elementos inconscientes podem ser afetados por, por exemplo, a protagonista cair no sono – como o Trem do Pensamento. Também encontramos divertidas soluções dos roteiristas para fenômenos comum, tal como uma vinheta antiga que subitamente invade a memória e não sai dali ou a brilhante abordagem à produção de sonhos.

Mesmo que mais maduro do que poderíamos esperar, o filme ainda é uma aventura empolgante com emoções genuínas. É hilário quando necessita (muito se deve a um personagem colorido que prefiro deixar como surpresa) e também emocionante e catártico quando a história avança por terrenos mais complexos, de uma forma que há tempos o estúdio não era capaz de entregar. O inteligente roteiro também é ousado por manter Alegria e Tristeza juntos a maior parte do tempo, ilustrando de uma forma honesta e simples como as duas precisam uma da outra para coexistir, e não numa relação de antagonismo; residindo aí o grande trunfo da produção. E vale apontar que, depois do razoável Tomorrowland e do esquecível Jurassic World, Michael Giacchino enfim traz um grande trabalho este ano com a maravilhosa trilha sonora.

Engraçado, poderoso e completamente imaginativo, Divertida Mente representa o renascimento da Pixar de suas cinzas, finalmente recuperando seu alto posto com uma narrativa corajosa e envolvente. Ah, como é bom estar de volta…

Obs: Fique durante os créditos finais, vale muito a pena.

| O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | Crítica

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

TheHobbitTheBattleoftheFiveArmies
É o fim? Galandriel vem a socorro do mago Gandalf

Se Uma Jornada Inesperada era uma longa e maçante introdução e A Desolação de Smaug um amontoado de eventos de transição, A Batalha dos Cinco Exércitos é todo clímax. A adaptação tripla de Peter Jackson chega ao fim e fica claro de uma vez por todas como a divisão de obras em múltiplos filmes é falha, dada a perda de estrutura. O último filme funciona pela ação, mas não é o bastante.

A trama começa logo após o final do anterior, com o dragão Smaug (Benedict Cumberbatch) partindo para destruir a Cidade do Lago. Enquanto isso, os anões liderados por Thorin (Richard Armitage) retomam o controle da Montanha Solitária, mas temem pela segurança do reino quando seu rei fica obcecado por poder e ouro. Também sedentos por poder, um vasto exército de orcs parte para tomar o reino dos anões, atraindo também uma legião de elfos para defendê-los. Ah, tem o hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) no meio também.

Isso aí, o protagonista da trilogia é reduzido a um mero protagonista neste último filme. Tudo bem que é uma decisão aceitável, já que a atenção que Thorin ganha aqui é muito interessante, especialmente graças à seu desenvolvimento como personagem, incluindo sua memorável pegada sombria. Me surpreende que o roteiro de Fran Walsh, Philippa Boyens, Peter Jackson e Guillermo Del Toro tenha gastado um tempo considerável com a mudança do personagem, conferindo um envolvente clima “guerra fria” para levar ao estopim da batalha principal do título, tensão que aliás é muito mais interessante do que a ação em si.

Com exceção do excepcional confronto inicial com Smaug (sempre uma presença marcante e assombrosa, um milagre de CG), não é uma ação realmente empolgante. Mais genérico do que o habitual, Jackson oferece os mesmos movimentos de câmera, planos fechados que não nos permitem acompanhar toda a ação e uma mão pesadíssima para momentos que almejam a epicidade – com o slow motion e os ultra closes – mas que beiram o ridículo, seja em trocas de olhares embaraçosamente longas ou as subtramas estúpidas que o time de roteiristas tenta enfiar goela abaixo. O triângulo amoroso de Tauriel (Evangeline Lilly) com Legolas (Orlando Bloom) e o anão Kili (Aidan Turner) é vergonhoso, a insistência no ganancioso personagem de Ryan Gage é irritante e inconclusiva, e o clichê do herói Bard (Luke Evans) lutando para proteger sua família simplesmente não funciona.

E mesmo que eu não seja o maior fã da trilogia O Senhor dos Anéis, reconheço que um dos pontos altos de A Batalha dos Cinco Exércitos é a série de conexões que este faz com essa história. Imagino que os fãs devam ter tido orgasmos quando a bela Galandriel (Cate Blanchett) se une a Gandalf (Ian McKellen), Saruman (Christopher Lee) e Elrond (Hugo Weaving) para uma batalha com o sinistro Saruman (voz e movimentos também de Benedict Cumberbatch), assim como os lindos créditos finais.

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é um bom entretenimento capaz de oferecer cenas de ação pontualmente empolgantes. Vale mais pela conclusão da história geral iniciada com Uma Jornada Inesperada, mas que fique evidente como a divisão de histórias em múltiplos filmes – ou melhor, pedaços de filmes – não funciona.

| A Marca do Medo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

TheQuietOnes
Jared Harris e a novata Olivia Cooke

É curioso que logo após a estreia de O Espelho, terror psicológico eficiente e inteligente em sua proposta ligeiramente inovadora, surja uma obra que faça justamente o oposto. Novamente, sou forçado a repetir: terror, como a comédia, é um gênero pessoal, assusta um mas pode não provocar o menor efeito em outro. Uma coisa, no entanto, é universal, e é a de que existe uma diferença sutil entre causar medo e dar susto. Se O Espelho era um bom representante da primeira, A Marca do Medo é um fiel da segunda.

Alegadamente inspirada em fatos reais (hoje em dia, que terror não é?), a trama tecida por Craig Rosenberg, Oren Moverman e o diretor John Pogue – que também é baseada em um roteiro de Tom de Ville – viaja para 1974 para relatar experimentos que o professor Joseph Coupland (Jared Harris) mantinha com um grupo de alunos, visando provar que fenômenos sobrenaturais seriam nada menos do que manifestações do subconsciente, provocados por doenças mentais. A paciente em questão é a suicida Jane Harper (Olivia Cooke), que carrega consigo um mal desconhecido.

 De primeira, o filme de John Pogue instiga pela abordagem científica, elemento sempre válido no gênero. Adicionando a ambientação de época dos anos 70, que o designer de produção Matt Brant é eficaz ao recriar em seus discretos interiores, parecia uma oportunidade válida para replicar o sucesso do recente Invocação do Mal (outra obra ambientada no período), brincando também com a nova mania da narrativa found footage, já que o filme traz diversas cenas com formato e resolução de imagem menores – simulando as câmeras da época.

No entanto, Pogue opta pela saída mais fácil. Ao invés de cuidadosamente criar uma atmosfera perturbadora que lentamente vai crescendo até o ponto do terror verdadeiro, o diretor prefere sacanear a platéia com os típicos jump scares que surgem abruptamente durante toda a projeção: mesmo que seja uma simples batida na porta ou um objeto insignificante caindo no chão. E eu realmente fiquei interessado em saber que tipo de aparelhagem audiovisual de 1974 é capaz de capturar “sons de sustos” em alta definição, mesmo que as demais vozes e efeitos surjam com um ruído característico. Aparentemente os fantasmas já tinham THX.

Mas nem ligaria pra isso se pelo menos tivessemos personagens interessantes o suficiente para nos importarmos, outro elemento ausente. Jared Harris até se garante com sua forte presença de cena, sugerindo uma áurea sinistra a seu personagem (não esqueça, ele é o cara que entregou aquele Moriarty genial em Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras), mas nem Sam Claflin (de Jogos Vorazes: Em Chamas) nem nehum outro dos estúpidos arquétipos cujos nomes não me interessam, são capazes de se identificar com o espectador. Reconheço, pelo menos, a talentosa Olivia Cooke, que tem o papel mais difícil e exigente fisicamente; tarefa que a jovem cumpre bem ao trabalhar seu olhar e ao constantemente sugerir que Jane estaria possuída em momentos diferentes.

Bem, convenhamos: todo mundo leva susto. É inevitável. Podemos até prever quando um deles surgirá, mas é uma reação natural do sistema nervoso dar um pulo na cadeira ou um leve arrepio quando este surge. Se A Marca do Medo se contenta em simplesmente arrancar essas reações efêmeras do público, tudo bem: funciona. Agora, quem estiver buscando um horror genuíno, construindo com cuidado e capaz de se estender engenhosamente por toda a projeção, sugiro procurar outra opção.

Obs: Durante os créditos são exibidas algumas imagens reais da história.

De Volta para o Passado | Especial X-MEN: DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Com viagem no tempo, duas linhas temporais e um elenco esmagador, o mais grandioso filme dos X-Men enfim chegou. Como já havia feito especiais para outros filmes da franquia (em especial, Primeira Classe), não me estenderei muito aqui. Bem, confira agora o especial de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido:

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Os (muitos) personagens de Dias de um Futuro Esquecido:

Wolverine | Hugh Jackman

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Vulgo: James Howlett/Logan

Mutação: Reneração e Garras

Protagonista definitivo da franquia, o mutante Wolverine é o escolhido para voltar no tempo graças à sua imortalidade. Logan é enviado para os anos 70 a fim de reunir novamente os X-Men e evitar o futuro apocalíptico que os aguarda. Vale lembrar que o mutante será mostrado com garras de osso, já que o experimento Arma X só ocorre na década de 80.

FUTURO

Professor X | Patrick Stewart

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Vulgo: Charles Xavier

Após ter sido desintegrado pela Fênix Negra, o professor Charles Xavier encontrou uma forma de voltar à vida através de um sujeito moribundo. No futuro apocalíptico de 2030, alia-se com o antigo inimigo Erik Lehnsherr para deter as Sentinelas.

Magneto | Ian McKellen

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Vulgo: Erik Lehnsherr

Ignorando os anos em que teve Xavier como inimigo, Erik Lehnsherr aposenta o capacete de Magneto para ajudar o colega na luta contra as Sentinelas.

Tempestade | Halle Berry

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Vulgo: Ororo Munroe

Com suas habilidades de voo e controle do clima, Tempestade retorna para ajudar os X-Men na luta contra os Sentinelas.

Kitty Pride | Ellen Page

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Graças a uma evolução de sua mutação, Kitty Pride descobriu um modo de transportar mentes para seus corpos no passado. A estratégia transforma-se em um dos principais técnicas de combate contra as Sentinelas, e também na viagem a ser encarada por Wolverine.

Homem de Gelo | Shawn Ashmore

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Vulgo: Bobby Drake

Com sua mutação evoluída em O Confronto Final, Bobby Drake agora é capaz de transformar seu corpo todo em gelo. Além de ser uma das peças-chave na luta contra Sentinelas, serve como grande companheiro de Kitty Pride.

Colossus | Daniel Cudmore

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Vulgo: Peter Rasputin

Força bruta do grupo, Colossus usa de seu corpo metálico para combater os Sentinelas.

Bishop | Omar Sy

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Vulgo: Lucas “Luke” Bishop

Nova adição da franquia, o ator francês Omar Sy (de Intocáveis) assume o papel de Bishop, um mutante capaz de absorver energia. É um dos líderes do grupo de Xavier no futuro.

Macha Solar | Adan Canto

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Vulgo: Roberto Da Costa

Participação brasileira na equipe dos X-Men, Mancha Solar possui a habilidade de controlar e lançar chamas.

Blink | Fan Bingbing

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Vulgo: Clarice Fergunson

Uma das mais interessantes adições à franquia, Blink tem a habilidade de criar portais de teletransporte (meio que buracos de minhoca), algo que revela-se muito últil ao enfrentar os Sentinelas.

Apache | Booboo Stewart

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Vulgo: James Proudstar

Mais um dos novos personagens, Apache utiliza de seus sentidos aguçados para auxiliar o grupo de Xavier no combate contra os Sentinelas.

PASSADO

Charles Xavier | James McAvoy

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Sofrendo com a perda de Raven para o então amigo Erik, Xavier abriu mão de seus poderes (graças a uma fórmula criada por Hank McCoy) para voltar a andar. O advento da Guerra do Vietnã deixou-ou desamparado e sem esperanças, até o momento em que Wolverine aparece batendo em sua porta…

Magneto | Michael Fassbender

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Vulgo: Erik Lensherr

Confinado no Pentágono sob acusação de ter assassinado o presidente JFK, Magneto mantém sua postura radical de supremacia mutante. Ao ser resgatado por Wolverine e Xavier, começa a trabalhar em seus próprios planos.

Mística | Jennifer Lawrence

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Vulgo: Raven Darkholme

Um dos núcleos centrais da trama, Mística trabalha sozinha após a prisão de Magneto. Com a habilidade de transformar sua aparência, a mutante vai orquestrando uma vingança contra Bolivar Trask após este ter matado diversos aliados em experimentos científicos. Seu gene de metamorfose também é chave na criação das Sentinelas.

Fera | Nicholas Hoult

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Vulgo: Hank McCoy

Servindo como ajudante e companheiro de Charles Xavier em seu período depressivo, Hank McCoy desenvolveu um soro que ajuda a controlar sua mutação – podendo decidir quando se transforma na forma azulada e peluda de Fera.

Mercúrio | Evan Peters

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Vulgo: Pietro Maximoff (no filme, Peter)

A versão Fox do mutante Mercúrio (filho do Magneto) é certamente o ponto alto do filme. Dotado de uma velocidade assombrosamente rápida, o jovem é recrutado por Wolverine para ajudar na invasão ao Pentágono. Tem poucas cenas, mas rouba todas. Você também o verá em Os Vingadores – A Era de Ultron, mas com as feições de Aaron Taylor-Johnson e sem relação com a franquia mutante.

Destrutor | Lucas Till

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Vulgo: Alex Summers

Alex Summers está servindo no Vietnã quando é recrutado por Mística. Só tem uma cena, mas o mutante tem a chance de soltar seus raios.

Groxo | Evan Jonigkeit

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Vulgo: Mortimer Toynbee

A mesma equação de Summers se aplica a Toad, que tem uma breve participação apenas.

Bolivar Trask | Peter Dinklage

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Principal presença humana da trama, Bolivar Trask é o responsável pelo projeto dos Sentinelas. Receioso quanto às intenções do mutantes, e temendo a extinção de sua espécie, Trask elabora a construção dos robôs gigantes exterminadores.

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Aquela tradicional revisitada aos filmes da franquia X-Men:

X-Men: O Filme (2000)

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Aposta arriscada da Fox, o primeiro X-Men pode ser considerado o mais bem sucedido longa de super-heróis desde o Batman de Tim Burton. O fime de Bryan Singer é um ótimo início para a franquia, apresentando personagens interessantes dentro de uma trama congruente e cheia de ação. É também o filme que lançou o carisma de Hugh Jackman.

X-Men 2 (2003)

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Com uma sequência de abertura arrebatadora, o segundo filme da série segue a tradição e aprimora o anterior em tudo: história melhor, personagens melhor elaborados e cenas de ação mais elaboradas. As atuações continuam carismáticas e o importante pano de fundo de ajuste na sociedade continua sendo explorado de forma ainda mais eficiente.

X-Men: O Confronto Final (2006)

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Mesmo com a saída de Singer, o diretor Brett Ratner seguiu à risca a ideia da franquia, equilibrando bem o cenário político – agora com a esperta entrada de uma cura mutante – e também as cenas de ação, que estão melhores do que nunca (a cena da ponte então…). Todavia, não alcança a perfeição do segundo filme.

X-Men Origens: Wolverine (2009)

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É isso o que acontece quando um estúdio domina um filme; com um diretor oscarizado no comando, o sulafricano Gavin Hood, o filme-solo do Wolverine é uma terrível experiência com roteiro sofrível que abre mão de sua história para dar espaço à (péssimas) cenas de ação, que em nada contribuem para a trama. Só o carisma de Hugh Jackman se salva. Vale lembrar que Wolverine – Imortal não é uma continuação direta a esta bomba, e sim a X-Men: O Confronto Final.

X-Men: Primeira Classe (2011)

4.5

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Sem dúvida o melhor filme da franquia, Primeira Classe acerta em cheio ao trazer o impacto da Guerra Fria no passado dos mutantes. Mesmo que o show fique melhor com as presenças do Xavier xavequeiro de James McAvoy e o Magneto fodástico de Michael Fassbender, o filme de Matthew Vaughn faz um ótimo trabalho ao desenvolver com eficiência seus (muitos) personagens e promove excelentes cenas de ação.

Wolverine – Imortal (2013)

3.0

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Tendo em vista a catástrofe que foi a primeira aventura-solo de Wolverine, a única certeze em relação a Wolverine – Imortal era a de que não poderia ser pior. E, de fato, o filme de James Mangold acerta ao trazer uma história mais intimista e cenas de ação caprichadas. A ambientação japonesa também agrada, mas o longa ainda não faz jus ao potencial do carcaju, e escorrega ao trazer situações e personagens ridículos.

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Alguns filmes memoráveis sobre viagem no tempo:

A Máquina do Tempo (1960)

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Uma das primeiras grandes produções sobre o tema, A Máquina do Tempo adapta uma das mais famosas obras de H.G. Wells. Nela, Rod Taylor interpreta um cientista que inventa uma máquina do tempo e acaba indo para um futuro dividido em duas espécies mortais. Rendeu um remake desastroso com Guy Pearce, em 2002.

O Exterminador do Futuro (1984-)

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Melhor criação de James Cameron, a franquia que traz Arnold Schwarzenegger como um ciborgue assassino (e defensor, nas continuações) viajante do tempo hoje anda enrolada após alguns tropeços e tem um reboot pra sair em 2015. Vale lembrar que o diretor Bryan Singer foi trocar uma ideia com Cameron sobre conceitos de viagem no tempo…

Trilogia De Volta para o Futuro (1985-89)

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Certamente a obra máxima do tema (ou pelo menos a mais divertida), a trilogia comandada por Robert Zemeckis e protagonizada por Marty McFly (Michael J. Fox) e Doc Emmet Brown (Christopher Lloyd) é também uma das melhores trilogias do Cinema. Sua história contínua inclui uma viagem para os anos 50, uma ida para uma 2015 futurista e um retorno ao Velho Oeste de 1885. Cada filme tem uma temática diferente, mas o humor inteligente e as ótimas sacadas estão sempre lá.

Bill & Ted – Uma Aventura Fantástica (1989)

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Comédia protagonizada por Keanu Reeves e Alex Winter, traz dois jovens abobalhados que acabam viajando para diversos períodos históricos a fim de preparar um trabalho para a escola.

Feitiço do Tempo (1993)

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Genial comédia de Harold Ramis, traz Bill Murray como um repórter cobrindo uma matéria inacreditavelmente enfadonha (o dia da marmota) e que acaba preso em um loop temporal, onde é obrigado a reviver o mesmo dia inúmeras vezes.

Os 12 Macacos (1995)

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Um dos trabalhos mais inspirados de Terry Gilliam como cineasta, traz Bruce Willis como um condenado que é mandado de volta no tempo para descobrir a origem de um vírus mortal que desolou a humanidade em um futuro distante. A trama é cheia de reviravoltas e conceitos estimulantes, especialmente em sua abordagem esperta à ideia de simultaneidade do tempo.

Donnie Darko (2001)

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Cult que acabou se tornando ícone nas redes sociais, Donnie Darko é uma instigante história centrada em um jovem aparentemente esquizofrênico que tem visões de um coelho gigante alertando-o sobre o fim do mundo. O que tem a ver com viagem no tempo? O longa de aposta pesado em conceitos de buracos de minhoca, Teoria das Cordas, etc. Muito interessante.

Efeito Borboleta (2004)

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Sucesso que acabou por render uma franquia (mas nenhum dos outros filmes presta), Efeito Borboleta acompanha as tentativas do desequilibrado Evan de voltar no tempo a fim de consertar sua vida e conseguir a mulher que ama. Tem reviravoltas sombrias e o roteiro explora bem as realidades alternativas criadas pelo protagonista.

Star Trek (2009)

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A série Jornada nas Estrelas sempre explorou o conceito de viajar no tempo, mas o que J.J. Abrams conseguiu em seu ótimo reboot foi a solução magna sobre como reinventar uma franquia: um dos personagens da série original volta no tempo para encontrar suas versões jovens, e acaba criando uma realidade alternativa no processo. Star Trek é uma reinvenção, mas também se encaixa no cânone clássico.

Looper – Assassinos do Futuro (2012)

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Bruce Willis ataca de viajante do tempo novamente, agora no eficiente Looper, onde divide cena com Joseph Gordon Levitt. A ficção é bem simples em seu conceito central, onde assassinos do futuro enviam suas vítimas para serem eliminadas no passado. A grande sacada do filme é colocar Willis fugindo de sua versão mais jovem, e a resolução que encontra para encerrar a trama.

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O que a franquia X-Men reserva para o futuro…

X-Men: Apocalipse (2016)

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Bryan Singer já foi confirmado na direção de X-Men: Apocalypse, que trará o famoso mutante En Sabah Nur como principal antagonista. A trama se ambientará nos anos 80 e, enquanto se concentrará nos personagens de Primeira Classe, trará versões jovens de Ciclope, Jean Grey e Tempestade – além de apresentar Channing Tatum como Gambit. Vale lembrar que Dias de um Futuro Esquecido já traz uma surpresinha do filme…

Wolverine 3 (2017)

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Com o sucesso financeiro de Wolverine – Imortal, mais uma aventura solo do Carcaju está em desenvolvimento. O diretor James Mangold deve retornar e Hugh Jackman declarou que os roteiristas procuram uma trama que justifique a realização do filme, que deve ser sua última performance como Wolverine.

Deadpool (Sabe-se lá quando)

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Ai, ai. Quem me acompanha aqui sabe o QUANTO eu já falei sobre um possível filme do Deadpool. Então vamos lá reprisar qual é o drama: a dupla Rhet Reese e Paul Wernick tem um roteiro genial em mãos, mas luta para encontrar um diretor e um acordo com o estúdio – já que o longa precisa de uma censura 18 anos para fazer o personagem funcionar. Ryan Reynolds permanece como protagonista. Sério, façam logo.

X-Force

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Anunciado no ano passado, X-Force é descrito como uma equipe “black ops” do mutantes, ou seja, muito mais ação aqui. Jeff Wadlow (Kick-Ass 2) foi contratado para assinar o roteiro do filme, que ainda conta com o consultor Mark Millar. Rumores recentes colocam Stephen Lang como intérprete de Cable. Nunca li muito sobre o grupo, mas torço para que não se limite a um mero filme de ação com super-poderes (vide a equipe de Strkyer em X-Men Origens: Wolverine).

E é isso. Já assisti a X-Men: Dias de um Futuro Esquecido e publicarei a crítica ainda essa semana.

| Universidade Monstros | Primeiro prelúdio do estúdio fica aquém de sua gloriosa reputação

Posted in Animação, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

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Toga! Toga! Mike e Sully nos tempos de faculdade

A Pixar teve um período espetacular nos cinemas. De 2005 até 2010, o estúdio filiado pela Walt Disney foi responsável por alguns dos melhores filmes de animação de todos os tempos: Os Incríveis, Ratatouille, Wall-E, Up – Altas Aventuras e Toy Story 3 conquistaram não só o público infantil, mas também fez muitos adultos chorarem (eu ainda apanho dos 10 minutos iniciais de Up) e refletirem sobre os temas contidos nesses trabalhos – quase todos indicados ao Oscar, dois deles ao de Melhor Filme. A Era de Ouro da Pixar acabou com Carros 2 e Valente, filmes que- mesmo tendo sido bem recebidos – careciam do valor sentimental/maduro encontrado em seus trabalhos anteriores. Universidade Monstros chega para tentar reafirmar o posto absoluto do estúdio, mas não é nada além de um filme divertido.

A trama serve como prelúdio para o genial Monstros S.A., mostrando Mike Wazowski (voz de Billy Cristal na versão original) e James P. Sullivan (voz de John Goodman) se conhecendo na Universidade Monstros, uma faculdade especializada no ensino dos sustos e formadora de funcionários para a famosa empresa do filme anterior. Aqui, a dupla se alia a um grupo ridicularizado a fim de ganhar um torneio essencial para o curso de Assustadores.

Comandado pelo estreante Dan Scanlon (que também assina o roteiro ao lado de Robert L. Baird e Daniel Gerson), Universidade Monstros é eficiente ao trabalhar alguns elementos de sua empolgante proposta: como funcionaria uma instituição de ensino de monstros? Daí entra a esperteza do texto ao transportar todos os estereótipos de universidades norte-americanas (os esportistas, os nerds, os hippies e toda aquela divisão de fraternidades) ao universo de monstros nada assustadores, mas que continuam surpreendendo por suas composições inventivas (a personagem dublada por Helen Mirren, uma mistura de inseto com dragão, é particularmente interesssante). As melhores piadas funcionam pelos pequenos detalhes.

O que nos leva ao grande problema do filme. A história aqui é pautada em uma estrutura formulaica, prevísivel e que não parece ter nada muito significativo a dizer (além de uma óbvia valorização do trabalho em equipe). Claro, o público-alvo nesse tipo de produção é a faixa etária dos 10 anos, mas a Pixar sempre conseguia trazer algo além. Não temos aqui uma história emocionante como a do velhinho Carl, um amadurecimento profundo como o de Andy ou um antagonista complexo como o crítico gastronômico Ego. O prelúdio se sai bem como uma animação divertida e que entretém, mas não parece demonstrar a ambição por temas mais elaborados. Como fã de Monstros S.A., fico decepcionado por não ter sido bem explorada a relação entre Mike e a salamandra Randy Boggs (voz de Steve Buscemi); é revelado aqui que os dois eram amigos, mas o desmantelamento dessa amizade se dá por motivos rasos, jamais ganhando o foco necessário para justificar a vilania do personagem no primeiro filme.

Ainda estou esperando que a Pixar volte a me estapear com suas incríveis doses de sentimento e humor. Universidade Monstros é um bom filme, mas o estúdio pode (e está devendo) fazer muito melhor.

Obs: Há uma engraçadíssima cena pós-créditos.

Obs II: Como de costume nos filmes da Pixar, é exibido um curta-metragem antes do início do filme. “O Guarda-Chuva Azul” é bonitinho, mas nada espetacular.

| Antes da Meia-Noite | Uma última visita ao mais espontâneo casal do cinema moderno

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , on 20 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

BeforeMidnight
Química explosiva: Julie Delpy e Ethan Hawke voltam para mais longas conversas e caminhadas

Eu nunca havia assistido os primeiros exemplares da trilogia de Richard Linklater sobre os encontros e desencontros de um casal apaixonado que conversa praticamente durante toda a projeção. Acontece que Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol (lançados, respectivamente, em 1995 e 2004) são dois dos mais belos e apaixonantes filmes de romance que já tive o prazer de conhecer, e sua terceira parte, Antes da Meia-Noite, representa a lógica evolução da saga de seus personagens.

A trama se passa (como de costume) nove anos desde o último encontro entre Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), com os dois mantendo uma relação estável e filhas gêmeas. De férias na Grécia, o casal trava mais diálogos longos sobre o amor e acabam descobrindo divergências no estágio atual de seu relacionamento – principalmente pela tristeza de Jesse em ficar afastado de seu filho do casamento anterior e a tentadora oferta de trabalho oferecida a Celine.

É difícil falar sobre Antes da Meia-Noite sem entrar em detalhes muito grandes, afinal – assim como em seus antecessores – Linklater opta por longuíssimos planos que temos o casal de protagonistas conversando sobre diversos assuntos, onde o prazer encontra-se na observação. Não apenas impressiona a qualidade do texto (que aqui consegue passar sobre temas como a morte, o avanço da tecnologia nas relações sociais e até o papel do governo com o meio ambiente), mas a naturalidade esbanjada por Hawke e Delpy ao proferi-los. Dezoito anos após o primeiro filme e os dois permanecem os mesmos (percebam o sutil detalhe da capa de celular de Celine, um daqueles modelos que traz o desenho de uma fita de música, que combina perfeitamente com seu estilo alternativo) ainda que demonstrem um perceptível envelhecimento – e o fato de ambos zombarem dessas transformações físicas constantemente acrescenta mais verossimilhança (e afeto) à relação.

E se os personagens e a dialética permanecem iguais, este terceiro filme é radicalmente diferente dos anteriores à sua forma. A começar pela presença de vários coadjuvantes que participam das conversas dos protagonistas (como bem se lembra, Amanhecer e Pôr-do-Sol traziam Jesse e Celine dominando praticamente cada minuto do filme juntos), o que é fundamental para alcançar um desenvolvimento maior em assuntos mais robuscados, como a discussão acerca do papel da tecnologia em uma relação, ou em uma eficiente forma de mostrar os diferentes “lados” dos protagonistas. Outro fator inédito é a ausência de um elemento delimitador de tempo: Jesse não tem um voo marcado dessa vez, o que inova a proposta da franquia ao substituir o conceito de “rápido caso amoroso” por um amadurecimento por parte de seus personagens e realizadores. Jesse e Celine começam a enfrentar brigas e conflitos que chocam; mas todos com a mesma inteligência e sentimento de seus habituais diálogos.

Antes da Meia-Noite vem para contestar que mesmo as mais perfeitas relações amorosas se deparam com inevitáveis desgastes e divergências. Jesse e Celine já não têm mais aquela áurea de contos de fadas, e Richard Linklater os transporta para um mundo mais real e com o qual certamente muitos podem se identificar . E aí, será que em nove anos encontraremos essas figuras apaixonantes novamente?

| O Grande Gatsby | Baz Luhrmann apresenta o Fitzgerald Extravaganza

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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Old Sport: Leonardo DiCaprio é o Jay Gatsby definitivo

Considerado por muitos um dos “grande romances americanos”, O Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald é uma obra requintada que se desenrola com uma sutileza ímpar. Baz Luhrmann, diretor desta glamourosa nova versão, jamais foi conhecido por sua sutileza (afinal, estamos falando do responsável por Romeu + Julieta e Austrália). Pode se dizer que o australiano é uma das pessoas menos indicadas para comandar a história, mas seu estilo grandiloquente – ainda que seja prejudicial em certos momentos – encontra espaço aqui.

A trama é ambientada na Nova York dos anos 2o (período popularmente conhecido como “Era do Jazz”, ou “Geração Perdida” para os menos saudosistas), centrando-se no aspirante a escritor Nick Carraway (Tobey Maguire). Enquanto recupera-se em um sanatório, Carraway compartilha por escrito suas experiências em meio a alta classe social e o mistério em torno do milionário Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio), sujeito que esconde uma indestrutível paixão pela casada Daisy Buchanan (Carey Mulligan).

Década de 20 e, ainda assim, temos Jay-Z e Beyoncé na trilha sonora. Muitos críticos estrangeiros apontaram o dedo para a abordagem pop de Luhrmann à história, mas ao meu ver ela pontua com eficiência o clima de exaltação e festa da época – basta lembrar do Gatsby de 1974, com Robert Redford, que era silencioso demais para simbolizar algo como a Era do Jazz. É certo que a obra de Fitzgerald não é tão “aberta” quanto a direção de Luhrmann, que mais de uma vez pára para explicar detalhes que funcionavam por si só de forma sutil (três vezes, e por três personagens diferentes, é explicado o motivo pelas festas grandiosas do protagonista) e momentos mais agitados – ainda que um certo atropelamento seja tão memorável justamente por sua execução escandalosa e a escolha musical.

Também elogio Luhrmann por compreender a importância da luz verde na trama, transformando-a em um poderoso elemento visual e eficiente instrumento narrativo. O cais de Gatsby surge como abertura e encerramento do longa, como se o espectador realmente tivesse entrado e saído daquele universo. É interessante observar que, mesmo tendo sua amada Daisy em seus braços, o personagem continua a contemplar a luz esverdeada irradiando do outro lado da costa. Uma observação sutil que revela uma camada ainda mais complexa de Gatsby, que Leonardo DiCaprio consegue incorporar bem em uma performance multifacetada: seu Gatsby é ambicioso, mas vulnerável; otimista, mas impaciente.

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O figurino vermelho de Isla Fisher contrasta com a tonalidade de seu lar

Impossível não falar sobre o impecável trabalho da figurinista e designer de produção Catherine Martin (que além de tudo isso, ainda é produtora e esposa do diretor). Vencedora de 2 Oscars por suas colaborações com Luhrmann, deve retornar à premiação por recriar fielmente locações e vestimentas da época e ainda oferecer-lhes um toque moderno: o vermelho burlesco predomina na caracterização da Myrtle Wilson de Isla Fisher, o que a torna uma figura assustadoramente contrastante com o cinza escuro e sujo de seu marido e a região onde habitam. A fotografia de Simon Duggan também se adequa com obediência às demandas narrativas, além da facilitar o elegante 3D do filme – que, curiosamente, fica mais profundo graças à artificialidade do greenscreen.

Mas se a artificialidade é um acerto nesse sentido, é o que o filme traz de pior quando analisamos seu roteiro e execução. Em diversos momentos, o filme assume uma postura maniqueísta diante de alguns personagens (o mecânico vivido por Jason Clarke ganha aqui um tratamento de monstro, e o ator nada pode fazer para torná-lo tridimensional) e faz uso. Apostando em velocidade, os montadores insistem em picotar até os mais simples diálogos com uma série de cortes que dificulta a fluência da cena e o desenvolvimento das ações; vide a conversa entre Nick e Gatsby no Rolls Royce amarelo, que surge como uma “metralhadora” de informações e ainda tornam evidentes algumas falhas na mixagem sonora daquele momento – e o que dizer da cena que tenta equilibrar uma conversa silenciosa com uma festa gigantesca?

Filme que certamente merece maior reconhecimento do que a de 1974, O Grande Gatsby impressiona pela produção e os experimentos visuais de Baz Luhrmann (com exceção dos embaraçosos textos sobre a tela). Mesmo que essa exuberância seja também um de seus deméritos, é uma adaptação que ao menos se arrisca a ser algo mais do que o básico. Afinal, de que adianta ser convencional em sua sexta adaptação para o cinema?

Obs: Mesmo que não tragam nada de significante, os créditos finais merecem ser vistos graças ao uso da canção “Together”, do The XX, que oferece um impacto maior após a conclusão do filme. Acredite, vale a pena.

Obs II: Esta crítica foi publicada após a cabine de imprensa do filme em São Paulo, no dia 27 de Maio.

Perseguindo a Luz Verde | Especial O GRANDE GATSBY

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

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Um dos grandes clássicos da literatura americana ganha sua mais luxuosa (e melhor?) versão para as telonas. Baz Luhrmann traz uma pegaada pop e inovadora para O Grande Gatsby, e preparei este especial para analisar a produção e o impacto geral da obra – além de outras curiosidades que geralmente encontro. Vamos lá, old sport:

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Uma brevíssima olhada sobre a importância e significado do romance O Grande Gatsby

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A capa original do romance de 1925, pela Scribner’s

Escrito pelo americano Francis Scott Fitzgerald em 1925, O Grande Gatsby é considerada uma das melhores obras literárias de todos os tempos – e é vista como “um dos Grandes Romances Americanos” do Século XX. O livro ainda é leitura obrigatória em diversas escolas dos EUA e tema de análises que se extendem até hoje, sendo possido delimitar seus temas em dois tópicos principais: o sonho americano e a perseguição ao passado.

Ná época em que todos seguiam o “american way of life”, os EUA seguiam um ritmo festeiro que ficou conhecido como Era do Jazz – graças, também, à ascenção do estilo musical. O que os estudiosos em literatura apontaram, é como Fitzgerald captura o vazio na alta classe (Gatsby só dá todas as enormes festas para atrair seu amor perdido, perseguindo uma memória) e meio que “prevê” a quebra da bolsa de valores em 1929.

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A luz verde: símbolo da ambição de Gatsby, do passado

Mas o que realmente me faz identificar com a trama (afinal, não sou estadunidense nem vivi na década de 20), é a questão do passado. Gatsby quer que quer recuperar os tempos gloriosos que passou com Daisy, é obcecado em alcançar a luz verde no fim do cais. É um desejo tão poderoso que o cega da realidade que habita.

O sentido vai além disso, então deixo aqui a mais poderosa escrita do livro para vocês tirarem suas próprias ideias:

Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a ano recua a nossa frente. Ele nos escapara então, mas isso não importava – amanhã correremos mais rápido, estenderemos mais adiante nossos braços… E numa bela manhã –

E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.

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Quem são os jogadores na Geração Perdida de Fitzgerald:

Jay Gatsby | Leonardo DiCaprio

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Veterano da Primeira Guerra Mundial, o misterioso Jay Gatsby mudou sua vida ao abandonar seu passado de pobre para se tornar um poderoso milionário, mas com ligações suspeitas com a máfia de Nova York.  Na esperança de reencontrar seu amor perdido, ele administra uma série de festas gigantescas em sua luxuosa propriedade no West Egg da cidade, na imortal esperança de que um dia Daisy Buchanan apareça.

Daisy Buchanan | Carey Mulligan

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Daisy conheceu Jay Gatsby anos atrás, durante a guerra, e tornaram-se amantes até o momento em que este foi forçado a abandoná-la. Anos depois, ela está casada com o ricaço Tom Buchanan e mãe de duas filhas na propriedade de East Egg. Não demora para que ela reinicie seu romance com Gatsby quando os dois se reencontram, mas a moça encontra-se pressionada por seus dois amantes.

Nick Carraway | Tobey Maguire

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Aspirante a escritor, Nick Carraway viaja para Nova York a fim de encontrar conexões de negócios. Se instalando no West Egg, ele aluga uma casa vizinha à mansão de Jay Gatsby e logo torna-se amigo do milionário, já que possui algo de seu interesse: é primo de Daisy Buchanan, e também servirá de ligação entre os dois. Carraway é o narrador da história e, no filme de Baz Luhrmann, escreve os eventos em um sanatório.

Tom Buchanan | Joel Edgerton

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Colega de Nick Carraway e ex-jogador de futebol americano na faculdade, Tom é um sujeito de temperamento explosivo. Casado com Daisy e protetivo em relação a ela, esconde uma relação extra-conjugal com a esposa de seu colega mecânico, Myrtle. Com a entrada do misterioso Jay Gatsby em seu mundo, ele inicia uma investigação para encontrar os podres do sujeito.

Myrtle Wilson | Isla Fisher

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Presa em um casamento infeliz com o mecânico George Wilson, Myrtle encontra pequenos momentos de felicidade ao encontrar seu amante Tom na cidade. Mantendo um apartamento escondido com este, ela espera embarcar em uma vida de maior glamour.

George Wilson | Jason Clarke

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Um dos menores personagens da trama, é um mecânico proprietário de uma pequena oficina na cidade. Tem um casamento infeliz com sua esposa Myrtle, e nem desconfia do adultério. Fiquem de olho, ele será muito importante na resolução da história.

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Uma breve análise sobre a trilha sonora pop do filme:

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Tobey Maguire e Elizabeth Debicki curtem a balada do Gatsby

Em maio do ano passado, surgia o primeiro trailer de O Grande Gatsby. Além das belas imagens concebidas pelo diretor Baz Luhrmann, chamou muito à atenção a opção musical para embalar a prévia: uma canção pop de Jay-Z e Kanye West (No Church in the Wild) e outra rock de Jack White (em um cover de “Love is Blindness, do U2). Esse era apenas o passo inicial para a gigante coletânea que Luhrmann preparara para seu filme, uma das mais aguardadas dos últimos anos.

A história de Fitzgerald é ambientada na Nova York dos anos 20, embalada pela famosa “Era do Jazz”. Então, o que Florence + the Machine, Lana Del Rey, Beyoncé e tantos outros estão fazendo aí? A intenção de Baz Luhrmann ao trazer músicas modernas para um longa de época era justamente emular o efeito que o jazz causava nas pessoas, 90 anos atrás (porque, infelizmente, o jazz já não é mais tão popular atualmente).

Atrás do espírito festeiro, Luhrmann aliou-se ao músico Shawn “Jay-Z” Carter para recrutar os grandes talentos musicais da atualidade. Carter serve como produtor executivo do longa e ajudou no processo de gravação do álbum, que traz canções originais, covers e – o mais interessante – mixagens ao estilo jazz de músicas modernas (vide  “Crazy in Love, que recebe saxofones e baterias em sua nova composição). Além do lado mais pop, Craig Armstrong entra para fornecer uma trilha sonora instrumental.

Confira a tracklist do álbum:

100$ Bill – Jay-Z

Quando toca: Gatsby apresenta Nick ao mafioso Meyer Wolfshiem

Back to Black – Beyoncé X André 3000 (Cover de Amy Winehouse)

Quando toca: O Flashback que revela a riqueza de Gatsby

Young and Beautiful – Lana Del Rey

Quando toca: Diversas vezes, a melhor delas, quando Gatsby apresenta sua mansão

Love is Blindness – Jack White

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Atropelamento de Myrtle

Crazy in Love – Emeli Sandé & The Bryan Ferry Orchestra (Cover de Beyoncé Knowles)

Quando toca: Gatsby enche a casa de Nick com flores

Bang Bang – will.i.am

Quando toca: Primeira música na festa de Gatsby

A Little Party Never Killed Nobody – Fergie, Q-Tip & GoonRock

Quando toca: Segunda música na festa de Gatsby

Love is the Drug – The Bryan Ferry Orchestra

Quando toca: Brevemente, quando um dos personagens liga o rádio

Heart’s a Mess – Gotye

Quando toca: Segunda música nos créditos finais

Where the Wind Blows – Coco O.

Quando toca: Rapidamente, quando Tom encontra Nick e Gatsby em um restaurante

No Church in the Wild – Jay Z & Kanye West

Quando toca: Apresentação dos anos 20

Over the Love – Florence + The Machine

Quando toca: No pós-festa de Gatsby

Together – The XX

Quando toca: Diversas vezes, geralmente quando há menção à luz verde. E nos créditos finais.

Into the Past – Nero

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Morte do Gatsby

Kill and Run – Sia

Quando toca: Última música durante os créditos finais

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Por que Baz Luhrmann resolveu gravar o filme em 3D?

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Os hipster pira: óculos 3D um pouco mais saudosistas

Quando foi anunciada uma nova adaptação para o romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, muitos foram intrigados com a presença da tecnologia 3D na realização do projeto. O filme dirigido por Baz Luhrmann é o primeiro da nova leva de estereoscopia que não é utilizada em uma produção fantasiosa ou que apresente explosões e super-heróis.

Logo fica a questão sobre como o 3D, um artifício cujo propósito é diretamente ligado ao espetáculo, se encaixaria num longa ambientado nos anos 20. Bem, não é a primeira vez que o cineasta australiano promove adaptações radicais para obras clássicas (basta lembrar-se de seu ultra pop Romeu + Julieta), e aqui ele pretende fazer uso dos óculos tridimensionais para servir à narrativa. Inspirado pelo trabalho de Alfred Hitchcock em Disque M para Matar, Luhrmann afirmou que o 3D o ajudará na questão do distanciamento humano que a trama tanto prega.

Entrevistado na Cinemacon deste ano, onde exibira as primeiras imagens em 3D do filme, o diretor apostou nas atuações do filme como seu “grande efeito especial”. Ainda na comparação com o filme de Alfred Hitchcock, ele ressaltou a beleza que era apenas observar seu elenco atuando sob os efeitos tridimensionais, fornecidos pelas novas câmeras Red Epic 3Ality 3D rigs.

A presença do 3D em O Grande Gatsby nos faz lembrar o que James Cameron dissera em 2009, quando afirmou que “até mesmo dramas como Juno ficariam melhores no formato”.

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Conheça as versões que a obra de Fitzgerald já ganhou para o cinema:

1926

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Primeira adaptação da obra para o cinema – em plena década de 20, que timing – e também a mais fiel, de acordo com quem assistiu. Infelizmente nós do século XXI só podemos imaginar, já que o rolo de filme do longa encontra-se perdido. A única evidência de imagens é o breve trailer abaixo:

Até o Céu tem Limites (1949)

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Como o filme de 1926 está perdido, pode-se dizer que esta é a versão mais antiga de O Grande Gatsby. Não assisti ao filme, mas ele traz Alan Ladd, Betty Field e Macdonald Carey como o trio protagonista de Gatsby, Daisy e Nick. Curiosamente, o longa de Elliot Nugent chegou ao Brasil com o título Até o Céu tem Limites.

1974

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Certamente a mais popular de todas, o filme de Jack Clayton, com roteiro de Francis Ford Coppola, traz Robert Redford como Gatsby e Mia Farrow como sua amada Daisy. É uma adaptação fiel e que supera a versão de Baz Luhrmann no quesito roteiro, simplesmente por conseguir oferecer maior profundidade aos personagens secundários (como Myrtle e George Wilson). Mas só ganha nessa categoria, pois o filme – apesar da bela produção – desenrola-se com uma lentidão imprópria para algo situado na Era do Jazz.

2000

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Feita como telefilme para a rede A&E, esta versão traz Paul Rudd (quando seu rosto não estava associado apenas às comédias de Judd Apatow) na pele do escritor Nick Carraway e Toby Stephens (que seria o vilão de 007 – Um Novo Dia para Morrer) como o milionário protagonista. É uma boa adaptação, ainda que Stephens não tenha nada do protagonista, portando um sorriso um tanto que maníaco – não é à toa que acabou enfrentando James Bond posteriormente.

G – Triângulo Amoroso (2002)

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Única versão que troca a década de 20 por um período atual, o filme de Christopher Scott Cherot não é uma adaptação assumida da obra de Fitzgerald, mas traz claros elementos desta. A história preserva o personagem rico que almeja reconquistar um amor perdido, só que agora toma lugar na Hamptons dos anos 2000 – e conta com quase todo o elenco negro. G – Triângulo Amoroso foi pouquíssimo divulgado, o que torna tão difícil de encontrá-lo.

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Com Baz Luhrmann fornecendo uma áurea pop ao Grande Gatsby, relembremos aqui outros casos de adaptações radicais:

Anna Karenina (2012)

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Clássico da literatura russa de Leo Tolstói, Anna Karenina ousou em sua sexta adaptação ao trazer fortíssimos elementos teatrais para sua narrativa. Na versão de Joe Wright para a trama de adultério nas altas classes, a história se desenrola toda dentro de um palco de teatro, rendendo diversos momentos memoráveis ao fazer uso de cortinas, cenários de pano e outros esquipamentos do teatro. Pena que essa ousadia não foi o bastante para salvar o filme.

De Olhos Bem Fechados (1999)

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Stanley Kubrick sempre foi conhecido por suas adaptações que diferem radicalmente da obra original. Talvez o exemplo mais forte dessa característica esteja em seu longa final, De Olhos Bem Fechados, que parte de um romance alemão ambientado na Viena da virada do Século XX. Kubrick atualizou a história em um século, mas manteu a questão sobre adultério – e o baile mascarado – em seu núcleo.

Romeu + Julieta (1996)

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Também de Baz Luhrmann, é a mais popular versão para o clássico de William Shakespeare. A abordagem aqui inclui uma atualização da história para a década de 90-  inserindo gangues, intrigas corporativas e armas de fogo na trama – mas mantendo a linguagem original da peça. A trilha sonora também adquire esse teor pop de O Grande Gatsby, mas é um caso de “ame ou odeie”. E eu odeio.

Menção Honrosa: Maria Antonieta (2006)

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Trata-se de um roteiro original, e não de um adaptação literária, mas impossível não deixar de fora o filme de Sofia Coppola sobre a rainha Maria Antonieta. Aqui, é mantida a linguagem da época e todos os figurinos, mas Coppola oferece um tratamento pop (novamente) à trilha sonora – que inclui canções do tipo “I Want Candy” e The Cure – e no tratamento adolescente à protagonista; deixando até um par de all stars como easter eggs.

O especial de O Grande Gatsby vai ficando por aqui, mas não deixe de conferir a crítica do filme aqui no blog amanhã. Espero que tenham curtido, até mais, Old Sports!