Arquivo para Pixar

| Divertida Mente | Crítica

Posted in Animação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

InsideOut
Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

Ao escrever sobre Universidade Monstros em 2013, discorri sobre como a Pixar manteve uma inacreditável série de sucessos consecutivos que caiam nas graças do público e da crítica – geralmente com uma vitória no Oscar como último estágio. Sem entregar algo realmente digno de sua qualidade habitual desde Toy Story 3, em 2010, o estúdio de volta à boa forma com aquele que pode muito bem ser seu melhor trabalho: Divertida Mente.

A trama é concentrada nas emoções da jovem Riley: Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Nojinho (Mindy Kalling), Medo (Bill Hader) e Raiva (Lewis Black). Estas são responsáveis por controlar o humor, as memórias e a personalidade da garota, dentro de sua mente. Quando Riley enfrenta uma dura fase com uma mudança de cidade, nova escola e colegas, o grupo precisa evitar que esta sucumba a uma depressão.

Só pela premissa já é possível prever que a Pixar almeja por temas mais maduros aqui. Pete Docter (Monstros S.A. e Up: Altas Aventuras) e o co-diretor Ronaldo Del Carmen optam por uma animação com traços mais realistas e orgânicos para suas criações humanas (bem diferentes daqueles vistos em Os Incríveis, por exemplo), e o roteiro assinado por Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley mergulha fundo na psique humana e cria um universo riquíssimo e original, onde ideias e memórias são representadas visualmente através de ilhas, labirintos e grandes desfiladeiros – trazendo à memória os trabalhos de David Lynch (como a brilhante sequência do pensamento abstrato), Tudo o que Você Sempre quis Saber sobre Sexo E tinha Medo de Perguntar (na própria representação de elementos emotivos como figuras físicas) e até A Origem (os labirintos, as grandes construções e o onírico).

Todo o sistema no qual os personagens interagem e se manifestam (até na distribuição de cores, com Raiva assumindo o vermelho e Alegria um forte tom de amarelo) funciona sem se perder na complexidade que certamente deixaria algumas crianças mais confusas. Logo na memorável primeira cena, aprendemos sem nenhuma linha de diálogo como cada emoção reveza a função na “Sala de Comando” e como os elementos inconscientes podem ser afetados por, por exemplo, a protagonista cair no sono – como o Trem do Pensamento. Também encontramos divertidas soluções dos roteiristas para fenômenos comum, tal como uma vinheta antiga que subitamente invade a memória e não sai dali ou a brilhante abordagem à produção de sonhos.

Mesmo que mais maduro do que poderíamos esperar, o filme ainda é uma aventura empolgante com emoções genuínas. É hilário quando necessita (muito se deve a um personagem colorido que prefiro deixar como surpresa) e também emocionante e catártico quando a história avança por terrenos mais complexos, de uma forma que há tempos o estúdio não era capaz de entregar. O inteligente roteiro também é ousado por manter Alegria e Tristeza juntos a maior parte do tempo, ilustrando de uma forma honesta e simples como as duas precisam uma da outra para coexistir, e não numa relação de antagonismo; residindo aí o grande trunfo da produção. E vale apontar que, depois do razoável Tomorrowland e do esquecível Jurassic World, Michael Giacchino enfim traz um grande trabalho este ano com a maravilhosa trilha sonora.

Engraçado, poderoso e completamente imaginativo, Divertida Mente representa o renascimento da Pixar de suas cinzas, finalmente recuperando seu alto posto com uma narrativa corajosa e envolvente. Ah, como é bom estar de volta…

Obs: Fique durante os créditos finais, vale muito a pena.

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| Operação Big Hero | Crítica

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Animação, Aventura, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , on 28 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

BigHero6
Hiro e o robô Baymax

Com a compra da Marvel pela Disney, a empresa de Mickey Mouse assumiu controle até das mais distintas obras da editora. No mercado japonês, as histórias do grupo Big Hero 6 são bem populares, mas confesso que nunca tinha ouvido falar desta até o lançamento desta nova divertida animação do estúdio, Operação Big Hero.

Escrita por Jordan Roberts, Daniel Gerson e Robert L. Baird, a trama é ambientada numa sociedade futurista que atende pelo nome de San Fransokyo (união entre a cidade californiana americana e a capital japonesa), apresentando-nos ao jovem Hiro (voz de Ryan Potter no original), menino prodígio que tenta escolher o que fazer com seu imenso potencial. Após a repentina morte de seu irmão em um incêndio, ele descobre seu robô Baymax (voz de Scott Adsit), que o ajudará a encontrar um misterioso mascarado que estaria envolvido na tragédia.

As animações da Walt Disney andam muito bem, ainda mais se compararmos com as da Pixar. Com John Lasseter atuando pesadamente como produtor de alguns projetos do estúdio, tivemos obras do calibre de Detona Ralph e o superpoderoso Frozen: Uma Aventura Congelante. Operação Big Hero continua esse strike bem-sucedido de sucessos, e se a animação anterior virava os contos de princesa de ponta cabeça, esta mergulha no gênero dos super-heróis. Visualmente, é um grande feito ao elaborar designs criativos para seus personagens e locações, especialmente ao observarmos as influências futuristas na elegante junção da arquitetura americana com a japonesa (a ponte Golden Gate, por exemplo, fascinante com telhados típicos da cultura oriental).

Mas se há um fator que faz a diferença aqui é Baymax, o adorável robô inflável. Sua expressão minimalista e quase imutável garante ao personagem uma ingenuidade divertida e tocante, que logo caminha para um bem colocado senso de humor, provocando risadas de forma sutil; como os movimentos delicados e outrora desajeitados de Baymax. Os demais personagens também são muito bem trabalhados e diferentes entre si, especialmente na forma como os animadores ilustram suas distintas habilidades. O vilão mascarado, dentre todos, é o que mais chama a atenção, graças a seu visual amedrontador e sua locomoção através de milhares de nanobots – elemento que rende ótimas cenas de ação.

O que realmente não me agradou em Big Hero foram algumas soluções de roteiro. A identidade e motivações do vilão mascarado (como em Frozen, o filme tenta ocultar o real antagonista da história) surgem meio deslocadas da trama central, trazendo elementos de Contato e Os Vingadores. Sem falar que o filme peca ao se mostrar mais um exemplar da escola Marvel de “Ninguém está realmente morto”, principalmente por garantir uma grande cena emocional para algo… Irrelevante. Sinto que é um artifício barato para trapacear o espectador.

Operação Big Hero é uma animação eficiente e empolgante, capaz de entreter e divertir graças a seus personagens ecléticos. Pode não ter uma história ou apego emocional fortes como em Os Incríveis, já que também é uma aventura de super-heróis, mas vale a visita. E Baymax já merece entrar pra História como um dos robôs mais memoráveis dos últimos tempos.

Obs: Há uma ótima cena após os créditos.

| Os Incríveis | Crítica de 10 Anos

Posted in Aniversário, Aventura, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de março de 2014 by Lucas Nascimento

5.0

TheIncredibles
Flecha, Violet, Sr. Incrível, Mulher-Elástica e Zezé

Com o anúncio de que a Pixar está desenvolvendo com Brad Bird uma continuação para o sucesso Os Incríveis, resolvi revisitar o filme pela primeira vez em aproximadamente 6 anos. E, contagiado pela absurda dose de energia e emoção desta sensacional animação, minha única alternativa para contê-la – além de repetir o filme algumas vezes e não calar a boca sobre entre colegas – foi escrever esta breve crítica.

A trama é ambientada em um mundo onde os super-heróis, após inúmeras questões legais com a população, foram proibidos e escondidos pelo governo. Nesse cenário, o aposentado Robert Perr (voz original de Craig T. Nelson) sustenta uma família de três crianças com a esposa Helen (Helen Hunt), e é constantemente assombrado pela nostalgia dos tempos de glória. Quando um misterioso empregador requisita seus serviços, ele resolve voltar à ação.

Qualquer um com um mínimo conhecimento de quadrinhos pode reconhecer a influência esmagadora de Watchmen, lendária graphic novel de Alan Moore que seria adaptada para o cinema 5 anos após o filme da Pixar. E não deixa de ser irônico como Brad Bird conseguiu fazer melhor uso do material do que o próprio Zack Snyder em seu longa de 2009, já que seu foco de estudo reside em sua humanidade – ainda que seus personagens sejam seres fantásticos e enfrentem situações absurdas. Seja uma mãe que se faz como escudo em uma desesperada tentativa de salvar seus filhos de uma explosão, uma jovem abraçando os poderes que sempre recusou para proteger seu irmão caçula de uma rajada de balas ou um vilão buscando um mero reconhecimento após uma incrível rejeição na infância. Bird se sai bem melhor do que Snyder nesse quesito, que fez seu Watchmen mais centrado para a ação.

Não que Os Incríveis abra a mão do espetáculo, elemento que Bird domina magistralmente ao longo da projeção; algo que também exploraria bem no live action com o eficiente Missão: Impossível – Protocolo Fantasma. Ao som da espetacular trilha sonora de Michael Giacchino, a cena em que o caçula Flecha protagoniza uma eletrizante perseguição em alta-velocidade permanece uma das mais antológicas cenas de ação dos últimos anos, enquanto a batalha final contra o “Omnidroide” em um centro urbano é um ótimo exemplo de como se organizar uma sequência do tipo (palmas para o montador Stephen Schaffer) e distribuir diferentes funções para explorar as habilidades dos personagens.

Sem falar também que o filme é divertido pra cacete. As piadas com os clichês do gênero (monólogos do vilão, o problema das capas) são perfeitamente bem inseridas (É, Marvel Studios, você mesmo) e garantem um tom agradável para todas as idades. Ah, e Edna Moda (dublada pelo próprio Bird), como não ao menos mencionar a hilária estilista.

Os Incríveis é meu filme preferido da Pixar, e sem dúvidas um dos melhores filmes de super-heróis já feitos. Revisitando-o uma década após seu lançamento, vejo que ainda há muito o que se aprender dentro do gênero, e como este – salvas algumas belas exceções – tem se tornado cada vez mais complicado. Só espero que Brad Bird faça jus à seu trabalho genial na vindoura sequência.

| Universidade Monstros | Primeiro prelúdio do estúdio fica aquém de sua gloriosa reputação

Posted in Animação, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

mu
Toga! Toga! Mike e Sully nos tempos de faculdade

A Pixar teve um período espetacular nos cinemas. De 2005 até 2010, o estúdio filiado pela Walt Disney foi responsável por alguns dos melhores filmes de animação de todos os tempos: Os Incríveis, Ratatouille, Wall-E, Up – Altas Aventuras e Toy Story 3 conquistaram não só o público infantil, mas também fez muitos adultos chorarem (eu ainda apanho dos 10 minutos iniciais de Up) e refletirem sobre os temas contidos nesses trabalhos – quase todos indicados ao Oscar, dois deles ao de Melhor Filme. A Era de Ouro da Pixar acabou com Carros 2 e Valente, filmes que- mesmo tendo sido bem recebidos – careciam do valor sentimental/maduro encontrado em seus trabalhos anteriores. Universidade Monstros chega para tentar reafirmar o posto absoluto do estúdio, mas não é nada além de um filme divertido.

A trama serve como prelúdio para o genial Monstros S.A., mostrando Mike Wazowski (voz de Billy Cristal na versão original) e James P. Sullivan (voz de John Goodman) se conhecendo na Universidade Monstros, uma faculdade especializada no ensino dos sustos e formadora de funcionários para a famosa empresa do filme anterior. Aqui, a dupla se alia a um grupo ridicularizado a fim de ganhar um torneio essencial para o curso de Assustadores.

Comandado pelo estreante Dan Scanlon (que também assina o roteiro ao lado de Robert L. Baird e Daniel Gerson), Universidade Monstros é eficiente ao trabalhar alguns elementos de sua empolgante proposta: como funcionaria uma instituição de ensino de monstros? Daí entra a esperteza do texto ao transportar todos os estereótipos de universidades norte-americanas (os esportistas, os nerds, os hippies e toda aquela divisão de fraternidades) ao universo de monstros nada assustadores, mas que continuam surpreendendo por suas composições inventivas (a personagem dublada por Helen Mirren, uma mistura de inseto com dragão, é particularmente interesssante). As melhores piadas funcionam pelos pequenos detalhes.

O que nos leva ao grande problema do filme. A história aqui é pautada em uma estrutura formulaica, prevísivel e que não parece ter nada muito significativo a dizer (além de uma óbvia valorização do trabalho em equipe). Claro, o público-alvo nesse tipo de produção é a faixa etária dos 10 anos, mas a Pixar sempre conseguia trazer algo além. Não temos aqui uma história emocionante como a do velhinho Carl, um amadurecimento profundo como o de Andy ou um antagonista complexo como o crítico gastronômico Ego. O prelúdio se sai bem como uma animação divertida e que entretém, mas não parece demonstrar a ambição por temas mais elaborados. Como fã de Monstros S.A., fico decepcionado por não ter sido bem explorada a relação entre Mike e a salamandra Randy Boggs (voz de Steve Buscemi); é revelado aqui que os dois eram amigos, mas o desmantelamento dessa amizade se dá por motivos rasos, jamais ganhando o foco necessário para justificar a vilania do personagem no primeiro filme.

Ainda estou esperando que a Pixar volte a me estapear com suas incríveis doses de sentimento e humor. Universidade Monstros é um bom filme, mas o estúdio pode (e está devendo) fazer muito melhor.

Obs: Há uma engraçadíssima cena pós-créditos.

Obs II: Como de costume nos filmes da Pixar, é exibido um curta-metragem antes do início do filme. “O Guarda-Chuva Azul” é bonitinho, mas nada espetacular.

Preview: 2011 – Guia do que vem por aí

Posted in Preview with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

 

Olá 2011! Depois de Natal, comemorações e festas, hora de nos agendarmos para mais um ano de cinema, que promete grandes filmes, sequências, adaptações, remakes, indicados ao Oscar… enfim, confira abaixo:

Incontrolável

O que é: Tony Scott e Denzel Washington voltam para as ferrovias na história de um trem carregado de explosivos, rumando sem controle para uma pequena cidade nos EUA.

Porque assistir: Pelo trailer, Washington e Chris Pine parecem formar uma boa dupla e aparenta ser uma boa diversão-pipoca.

Desconfianças: O estilo repleto de cortes rápidos e a direção exagerada de Tony Scott não me agradam nem um pouco.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 7 de Janeiro

Ficha Técnica

Bravura Indômita

O que é: O novo filme dos irmãos Joel e Ethan Coen, retomando a parceria com Jeff Bridges no remake do faroeste de John Ford, que conta a história de uma garotinha que busca vingança pela morte de seu pai.

Porque assisitr: Além de ser mais um filme da grande dupla, Bravura Indômita deve receber algumas indicações ao Oscar e o trailer promete uma aventura nostálgica e divertida.

Desconfianças: Sendo um remake, há sempre o perigo de o filme simplesmente copiar o original. Mas duvido que isso aconteça aqui.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 21 de Janeiro ATUALIZAÇÃO: Estreia adiada para 11/02.

Ficha Técnica

Deixe-Me Entrar

O que é: O remake americano de Deixa Ela Entrar, o melhor filme de vampiros já feito, que conta a relação entra uma vampira e um garoto atormentado por valentões na escola.

Porque assistir: Por se tratar do filme sueco e os críticos que assistiram alegam que é um bom remake, que não simplesmente copia o filme original e promete explorar mais a trama. Sem contar que é protagonizado pela ótima Chloe Moretz.

Desconfianças: Matt Reeves ainda é novo na cadeira de direção e desconfio se ele manterá o mesmo tom sombrio e silencioso do filme original e não exagerar nos efeitos visuais.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 28 de Janeiro

Ficha Técnica

Inverno da Alma

O que é: Elogiadíssimo drama sobre uma jovem de 17 anos que sai em busca de seu pai desaparecido e descobrir a verdade sobre ele.

Porque assistir: A trama é bem interessante e a novata Jennifer Lawrence me parece ser uma ótima atriz.

Desconfianças: Espero que não seja excessivamente melodramático.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 28 de Janeiro

Ficha Técnica

Cisne Negro

O que é: Thriller psicológico de Darren Aronfosky sobre o cotidiano de uma bailarina que, literalmente, se transforma para conseguir protagonizar a peça O Lago dos Cisnes, tendo de ultrapassar uma concorrente misteriosa.

Porque assistir: Se a premissa não lhe interessa, talvez a presença de Natalie Portman, que sem dúvida será indicada ao Oscar, prometendo uma performance memorável.

Desconfianças: Pra mim, nenhuma!

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 4 de Fevereiro

Ficha Técnica

O Discurso do Rei

O que é: Fortíssimo candidato ao Oscar, o filme retrata a vida do Rei George V e seu problema de gaguice.

Porque assistir: Pelo trailer, Colin Firth parece estar sensacional e o filme pode até ser divertido.

Desconfianças: O favoritismo pelo filme pode ser muito superestimado.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 4 de Fevereiro

Ficha Técnica

O Vencedor

O que é: Mais um drama que promete dar as caras no Oscar, mostra a relação de um boxeador com suas irmãs e seu irmão problemático viciado em drogas.

Porque assistir: Os constantes elogios sobre o elenco estão me deixando curioso quanto a suas performances, principalmente a de Christian Bale.

Desconfianças: Se você olhar para o trailer, percebe-se claramente que tem diversos elementos clichês e conhecidos de filmes de boxe. Parece Rocky com Mark Whalberg.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 11 de Fevereiro

Ficha Técnica

127 Horas

O que é: A história real do alpinista Aron Ralston, que numa expedição nos cânions dos EUA, acaba preso entre dois desfiladeiros com uma rocha de 200 quilos em cima de seu braço. Depois disso, ele tem que sair de lá.

Porque assistir: Se você, assim como eu, adora filmes claustrobóficos que se passam em um único cenário, parece uma ótima pedida. Vale também pela elogiada atuação de James Franco e a polêmica que o filme causou em suas exibições.

Desconfianças: Se cair na melancolia extrema…

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 18 de Fevereiro

Ficha Técnica

Reencontrando a Felicidade

O que é: Drama com Nicole Kidman e Aaron Eckhart, que vivem um casal tentando superar uma grande tragédia e encontrar a felicidade.

Porque assistir: Provavelmente vai arrancar algumas indicações ao Oscar e este pode ser o filme que vai devolver a Nicole Kidman seu reconhecimento perdido.

Desconfianças: Pode parecer meio repetitivo, mas este é mais um filme que pode ser destruído se sobrecarregar nas doses melodramáticas.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 18 de Fevereiro

Ficha Técnica

O Besouro Verde

O que é: A versão para os cinemas da famosa série de TV que antes era protagonizada por Bruce Lee, sobre uma dupla de vigilantes que se veste de bandidos para se aproximar do crime.

Porque assistir: Primeiro que Michel Gondry é brilhante, e sua estética visual está bem bacana nos trailers. Segundo, Seth Rogen que co-assina o roteiro com seu amigo Evan Goldberg (juntos escreveram Superbad) e faz o protagonista, prometendo muitas piadas.

Desconfianças: Piadas são sempre bem-vindas, claro, mas o filme não pode se transformar em comédia.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Fevereiro

Ficha técnica

Bruna Surfistinha

O que é: Adaptação do livro O Doce veneno do Escorpião, que narra a história da Bruna Surfistinha, uma jovem que passou a relatar suas “experiências” em um blog de internet.

Porque assistir: Deborah Secco.

Desconfianças: Um filme desses tem potencial? Já não vimos histórias parecidas com essa?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 25 de Fevereiro

Ficha Técnica

Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles

O que é: Os alienígenas chegam na Terra e começam a dominar o planeta inteiro; o longa (que pelo título, pode gerar sequências) foca um grupo do exército americano enfrentandos as ameaças em Los Angeles.

Porque assistir: O filme despertou grande interesse e chamou atenção na Comic-Con e o cinema precisa de uma nova franquia de alienígenas; quem sabe se poderá ser esta?

Desconfianças: Será que o longa terá uma trama sustentável, bons atores e não vai cair no patriotrismo exagerado?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Março

Ficha Técnica

Paul

O que é: Comédia sobre dois amigos que encontram um alienígena foragido da Área 51 e resolvem ajudá-lo a voltar para seu planeta.

Porque assistir: Tem o Simon Pegg e Nick Frost, essa dupla é imbatível.

Desconfianças: A premissa é boa suficiente pra um filme inteiro? Será que vai cair no velho Road Movie?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 18 de Março (EUA, vai saber se ele chega no Brasil…) ATUALIZAÇÃO: O filme chega no Brasil em 30 de Setembro.

Ficha Técnica

Sucker Punch – Mundo Surreal

O que é: O novo delírio visual de Zack Snyder nos apresenta à Babydoll, uma jovem trancada em um hospício e que nele cria um mundo imaginário em sua mente, onde ela deve encontrar 5 objetos para sobreviver.

Porque assistir: Se tem alguém na atualidade que domina visual e ação como ninguém é Snyder, que promete uma trama bem simples e um típico filme-pipoca, além de ter muitas beldades em seu elenco.

Desconfianças: Esse é o primeiro filme original de Snyder (os outros eram adaptações e remakes) e fica a dúvida se sua criatividade vai além do belo visual.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 23 de Março

Ficha Técnica

Rio

O que é: Nova animação de Carlos Saldanha, mostra a aventura de uma arara que sai dos EUA para viver no Rio de Janeiro.

Porque assistir: Saldanha já provou com A Era do Gelo 3 que sabe divertir o público e tem um elenco de vozes muito bom.

Desconfianças: Se o humor for só para crianças, será só para crianças.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 8 de Abril.

Pânico 4

O que é: O retorno do assasino Ghostface e dos protagonistas da série original, dessa vez utilizando as “regras” de fillmes de terror atuais.

Porque assistir: Wes Craven foi o último que soube como criar serial killers realmente memoráveis e icônicos. Sem falar que o cinema de terror atual precisa da metalinguagem de Pânico.

Desconfianças: Será que Craven vai saber “brincar” com a nova geração?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 15 de Abril

Ficha Técnica

Your Highness

O que é: Comédia do mesmo diretor de Segurando as Pontas, que dessa vez promete satirizar os filmes de cavalaria e ideade média.

Porque assistir: Daniel Gordon Green, James Franco, Danny McBride e Natalie Portman de fio dental. Quer mais?

Desconfianças: Esse tipo de filme sempre tem o perigo de apelar para o humor pastelão sem graça.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 8 de Abril (EUA, mas quero ver se chega no Brasil…) ATUALIZAÇÃO: O filme chega no Brasil em 26 de Agosto.

Ficha Técnica

A Garota da Capa Vermelha

O que é: A clássica história da Chapeuzinho Vermelho ganha uma roupagem diferente, que envolve um romance entre Valerie e um estranho, que pode ser o lobisomem que assombra a vila onde ela mora.

Porque assistir: Pelo trailer, o visual é bem interessante e fazer uma versão sombria da história pode dar certo.

Desconfianças: Além de mudar diversos elementos da trama original, a intenção de ter um novo Crepúsculo é óbvia e preocupante.

Vontade de ver: 2.5/5

Estreia: 21 de Abril

Ficha Técnica

Thor

O que é: Mais um super-herói da Marvel que vai ajudar a preencher o grupo dos Vingadores, o deus do Trovão Thor é banido por seu pai Odin para o planeta Terra, onde enfrentará uma lição de humanidade.

Porque assistir: Se você pretende ver Os Vingadores, Thor é uma peça essencial do vindouro filme do super-grupo, além de possuir uma história muito interessante e um bom elenco.

Desconfianças: Se for soltando várias “pistas” e sobrecarregar de personagens – vide Homem-de-Ferro 2 -, vai dar errado.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 29 de Abril

Ficha Técnica

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

O que é: A quarta aventura do pirata Jack Sparrow, só que dessa vez sem os coadjuvantes Will e Elizabeth. Dessa vez, o excêntrico capitão vai atrás da Fonte da Juventude, enfrentando uma ex-namorada e o temível pirata Barba Negra. 

Porque assistir: Sem Will e Elizabeth, a trama pode ser mais focada em Sparrow, e não se perder nas subtramas como no filme anterior.

Desconfianças: O diretor Rob Marshall, especializado em musicais como Chicago e Moulin Rouge é mesmo a melhor escolha?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 20 de Maio

Ficha Técnica

Se Beber, Não Case! – Parte II

O que é: A continuação da hilária comédia de despedida de solteiro em Las Vegas, a confusão agora será ambientada na Tailândia e terá o dentista Stu se casando (sóbrio, dessa vez).

Porque Assistir: Se você gostou do grande elenco do filme anterior, fará de tudo para encontrá-los novamente.

Desconfianças: O problema é se os roteiristas tentarem refazer o primeiro filme, colocando a mesma estrutura de festa-ressaca-descobrir o que aconteceu.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 27 de Maio

Ficha Técnica

Um Novo Despertar

O que é: Dirigido por Jodie Foster e estrelado por Mel Gibson, conta a história de um sujeito deprimido que acaba adotando uma marionete como responsável por sua vida.

Porque assistir: A premissa é muito interessante e Jodie Foster mostra-se muito segura na direção.

Desconfianças: O sucesso do filme depende de Mel Gibson, que está em sua pior fase de carreira e vida pessoal.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 27 de Maio

Super 8

O que é: O Cloverfield de 2011. Dirigido e escrito por JJ Abrams – e apadrinhado por Steven Spielberg – o filme mostra um, grupo de crianças que enfrenta misteriosas ameaças alienígenas, que fugiram da Área 51.

Porque assistir: Porque você vai querer saber mais sobre ele não é?

Desconfianças: Nesse tipo de filme onde você não sabe nada sobre a trama, a expectativa pode ser muito grande, e o resultado, médio ou até fraco.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Junho

Ficha Técnica

X-Men: Primeira Classe

O que é: O novo filme dos mutantes da Marvel, que vai focar nos primeiros anos da Escola de Charles Xavier e sua relação de inimizade com Magneto.

Porque assistir: O diretor é Matthew Vaughn, o mesmo de Kick-Ass; o cara tem estilo e parece ter uma visão diferente em relação a super-heróis.

Desconfianças: Quase nenhum dos personagens clássicos estará aqui (exclua Wolverine, Jean, Ciclope e outros) e será que a Fox vai deixar Vaughn trabalhar do seu jeito e não atrapalhar no projeto (isso aconteceu com X-Men Origens: Wolverine), tentando transformá-lo em um Crepúsculo com mutantes?

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 3 de Junho

Ficha Técnica

Velozes 5

O que é: Mais corridas ilegais, dessa vez no Brasil.

Porque assistir: O elenco recuperou alguns dos protagonistas dos anteriores e conseguiu adições interessantes, como Dwayne Johnson.

Desconfianças: Sejamos honestos; passa filme, passa carro e Velozes e Furiosos já não empolga como antes.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 6 de Junho

Ficha Técnica

Monstros

O que é: Ficção científica no mesmo tom de Distrito 9, mostra uma espécie alienígena se alastrando no México e um jornalista que tenta encontrar a filha de seu patrão nesse cenário.

Porque assistir: Tem uma trama promissora e uma campanha de marketing caprichada que chama a atenção.

Desconfianças: Parece que está virando moda fazer filmes de alienígenas/monstros de forma realista em tom de documentário, e me pergunto se o sub-gênero ainda tem fôlego.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 10 de Junho

Kung Fu Panda 2

O que é: Sequência do mediano filme de 2008, mostrará Po tendo sua vida de sonhos interrompida com a chegada de um perigoso vilão que pretende dominar a China.

Porque assistir: O grande elenco do original está de volta.

Desconfianças: O primeiro filme foi muito mediano e sem graça, será que a sequência acerta?

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 10 de Junho

Carros 2

O que é: Continuação do longa animado de 2006, vai mostrar os personagens do anterior em uma trama que envolve espionagem.

Porque assistir: Pixar.

Desconfianças: Carros é, de longe, o filme mais inferior da Pixar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 24 de Junho

A Árvore da Vida

O que é: Novo filme de Terrence Malick, que demorou quase três anos para ficar pronto, mostra a história de Jack e sua trajetória ao aprender as coisas da vida, chegando no ponto de lidar com a morte de seus irmãos.

Porque assistir: O filme em si gera muita expectativa e esse promete ser o mais sensível e ambicioso projeto de Malick.

Desconfianças: Pelo trailer, fica clara a complexidade da trama, que se não orquestrada apropriadamente, pode tornar-se cansativa.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 1 de Julho

Ficha Técnica

Transformers 3

O que é: O novo filme dos robôs-gigantes-alienígenas-transformistas, dessa vez em 3D. A trama não foi muito detalhada, mas envolverá conspirações sobre o pouso lunar durante a Guerra Fria.

Porque assistir: Michael Bay já assumiu em diversas entrevistas sobre a mediocricidade do segundo filme, o que me leva a crer que ele aprendeu com seus erros e a premissa sobre pouso lunar é interessante.

Desconfianças: Se tem Michael Bay envolvido, sempre haverão desconfiaças…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 1 de Julho

Ficha Técnica

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2

O que é: A segunda parte de As Relíquias da Morte, que mostrará Harry e seus amigos procurando as horcruxes restantes e encarar de uma vez por todas o Lorde Voldemort.

Porque assistir: Caramba… É o final de uma das maiores franquias cinematográficas da história e David Yates já começou o jogo muitíssimo bem na Parte 1.

Desconfianças: Terminar a saga Harry Potter necessita de muito cuidado e trabalho duro. Não estou especificando alguma desconfiança, apenas alertando do perigo.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 15 de Julho

Ficha Técnica

Capitão América – O Primeiro Vingador

O que é: O Primeiro Vingador do grupo da Marvel, Capitão América: o herói geneticamente alterado que lutou na Segunda Guerra Mundial contra nazistas e o tenebroso Caveira Vermelha.

Porque assistir: Mais uma vez, peça fundamental no tabuleiro dos Vingadores e ver um super-herói lutando nas batalhas da Segunda Guerra pode ser algo muito interessante.

Desconfianças: Joe Johnston é um diretor muito limitado e se o longa se render ao patriotrismo exagerado a là Michael Bay…

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 29 de Julho

Ficha Técnica

[Rec]³: Genesis

O que é: Novo filme da franquia espanhola de zumbis-demônios, dessa vez promete mostrar a origem do vírus que se espalha nos primeiros filmes.

Porque assistir: Os dois primeiros filmes são excelentes e deve ser interessante acompanhar mais um filme.

Desconfianças: Mostrar a “origem do mal” é uma péssima ideia, porque estraga o elemento de desconhecido que o primeiro filme introduziu.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 29 de Julho (Espanha, no Brasil deve demorar…)

Cowboys & Aliens

O que é: Adaptação de uma graphic novel, o filme mostra uma invasão alienígena em pleno período do Velho Oeste, onde um estranho que fora abduzido pode ser a única salvação.

Porque assistir: Juntar faroeste e alienígenas em um filme é uma promissora ideia que ningúem nunca teve e têm James Bond e Indiana Jones liderando o elenco.

Desconfianças: Se Jon Favreau não tiver cuidado, estará criando o novo As Loucas Aventuras de James West. E ninguém quer isso…

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 12 de Agosto

Ficha Técnica

Lanterna Verde

O que é: A DC comics entra na guerra contra a Marvel e começa a adaptar seus heróis menos conhecidos. O filme é sobre Hal Jordan, que é escolhido por um anel alienígena para se tornar um dos Lanternas Verde, uma polícia intergaláctica.

Porque assistir: É bom ver a DC aproveitando mais seus personagens. A história do Lanterna é muito interessante e promete mesclar aventura, ficção científica e humor, tudo temperado com excelentes efeitos visuais e a boa direção de Martin Campbell.

Desconfianças: Será que Ryan Reynolds segura um blockbuster desse tamanho?

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 19 de Agosto

Ficha Técnica

O Homem do Futuro

O que é: Comédia de ficção científica que mostra um cientista frustrado que volta no tempo tentando consertar sua vida e conseguir a mulher de seus sonhos.

Porque assistir: É bom ver o cinema nacional tentando alterar os gêneros (chega de comédias românticas e filmes-favela) e arriscar em uma ficção científica que parece ser muito divertida.

Desconfianças: Nesse tipo de filme, é preciso equilibrar as doses de humor com as de ficção científica; se errar, o filme não vai funcionar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 2 de Setembro

Uma Semana com Marilyn

O que é: Adaptação do livro de Colin Clark, que relatou suas experiências com a atriz Marilyn Monroe durante as filmagens de O Príncipe Encantado.

Porque assistir: Nunca fizeram um filme sobre a icônica Marilyn Monroe e Michelle Williams ficou muito parecida com ela e promete uma performance genial.

Desconfianças: Parece uma grande responsabilidade assumir um projeto desses e um diretor novato no cinema pode não ser a escolha certa.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Setembro

A Hora do Espanto

O que é: Refilmagem de um clássico do terror da década de 80, que mostra um jovem fascinado por histórias de terror que descobre que seu vizinho é um vampiro.

Porque assistir: Mais pelo elenco, Anton Yelchin e Christopher Mintz-Plasse são ótimos atores e Colin Farrel promete roubar a cena.

Desconfianças: Caramba, será que filmes de vampiros não vão parar de vir? E precisava mesmo refilmar mais um clássico oitentista?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 14 de Outubro

A Saga Crepúsculo: Amanhecer Parte I

O que é: A primeira parte do aguardado final (aguardado porque a maioria não vê a hora de acabar) da Saga Crepúsculo, que mostrará Bella virando vampira e enfrentando as ameaças do clâ Volturi.

Porque assistir: Amanhecer tem uma história mais madura e o diretor pode ajudar a por ordem nessa franquia.

Desconfianças: Se for monótono, meloso e sem nada de relevante como no filme anterior, é furada.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Novembro

Ficha Técnica

As Aventuras de Tintim – O Segredo do Unicórnio

O que é: A aguardada adaptação dos livros de Tintim, sob a direção de Steven Spielberg e produção de Peter Jackson, utilizando captura de movimentos e filmagens em 3D esteroscópico. Este primeiro adaptará O Segredo do Unicórnio e uma trilogia está sendo idealizada.

Porque assistir: Quem nunca leu ou assistiu Tintim? As histórias são excelentes e Spielberg e Jackson trabalhando juntos – com um ótimo elenco –  já é motivo para assistir, não importa o que seja.

Desconfianças: A captura de performances usada aqui alcançará um resukltado similar ao de O Expresso Polar e A Lenda de Bewoulf, que não foram muito bem aceitos por hollywood…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Novembro

Ficha Técnica

A Invenção de Hugo Cabret

O que é: Novo filme de Martin Scorsese, conta uma história fantasiosa – ambientada no século XX –  sobre um menino que vive numa estação de trem e  descobre um andróide, prestes a revelar uma importante mensagem.

Porque assistir: Martin Scorsese, Chloe Moretz e Sacha Baron “Borat” “Bruno” Cohen em uma aventura cuja premissa é muito interessante.

Desconfianças: Scorsese nunca dirigu um filme “leve” para toda a família, resta esperar se ele combina com o gênero.

Vontade de ver: 4.5/5

Estreia: 9 de Dezembro

O Gato de Botas

O que é: O filme-solo do impagável Gato de Botas, que mostrará desde seu nascimento até sua transformação em temível matador de ogros.

Porque assistir: O Gato de Botas de Antônio Banderas é sem dúvida o melhor personagem da franquia Shrek e todos queremos saber mais sobre ele.

Desconfianças: O que torna o personagem tão chamativo é seu misterio e papel secundário; torná-lo protagonista de seu próprio longa pode acabar com a graça. Ou não.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 9 de Dezembro

Sherlock Holmes  – A Game of Shadows

O que é: Nova aventura da versão truculenta de Sherlock Holmes, que dessa vez enfrentará o perigoso Professor Moriarty.

Porque assistir: O primeiro filme foi uma peça de entretenimento genuíno e descontraído, além de possuir Robert Downey Jr. em uma das melhores performances de sua carreira. O segundo filme promete…

Desconfianças: O roteiro deve ser melhor e as cenas de ação precisam ser mais controladas – no primeiro elas aparecem toda hora, de forma desconexa – e o mistério, maior.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Dezembro

Ficha Técnica

The Girl with the Dragon Tattoo

O que é: Remake do controverso filme sueco Os Homens que não Amavam as Mulheres, sobre uma hacker e um jornalista que tentam desvendar um misterio envolvendo o desaparecimento de uma jovem.

Porque assistir: David Fincher é um dos melhores diretores da atualidade e ele reuniu um grande elenco para a refilmagem, liderado pela promissora Rooney Mara.

Desconfianças: Precisava mesmo refilmar?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 21 de Dezembro, no Brasil em 10 de Fevereiro de 2012…

Ficha Técnica

Missão Impossível: Ghost Protocol

O que é: Ethan retorna em uma quarta aventura que promete recomeçar a franquia. Nenhuma informação sobre a trama, cujas filmagens passaram pelo prédio mais alto do mundo, em Dubai.

Porque assistir: Quem dirige é Brad Bird, que dirigiu algumas das melhores animações da Pixar e parece ter ideias muito chamativas para o filme.

Desconfianças: Assim como muitas franquias por aí, Missão Impossível também está perdendo ânimo.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 30 de Dezembro

Bem, aqui estão algumas das principais estreias. É claro que ao longo do ano, mais filmes serão lançados (as surpresas e produções menores/ independentes) e não esqueçam: as datas de lançamento podem vir a mudar. Espero que tenham apreciado minha seleção e fiquem ligados para as primeiras críticas aqui no blog.

Especial Pixar Studios

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Toy Story 3 hoje, nada mais justo que um especial relembrando meus filmes preferidos daquela que é, incontestavelmente, a melhor empresa de animação do cinema.

Toy Story (1995)

Um marco nas animações 3D, é antes de mais nada, uma das mais originais e divertidas histórias já contadas, que não deixa o visual prevalecer sobre a narrativa. Os personagens são inesquecíveis e o bom humor está a mil.

Toy Story 2 (1999)

Tudo que já era bom no primeiro filme, ficou ainda melhor na sequência, que já começa a saga “séria” da Pixar, mas é claro, sem perder o muito bom hum0r. Os novos personagens são excelentes, a trama é mais empolgante e não faltam referências marcantes (O Império contra-ataca). Clássico.

Monstros S.A. (2001)

A clássica história do monstro do armário, que toda criança ja ouviu, ganha uma bela e divertida homenagem. A ideia de uma empresa de monstros é tão criativa que explica a razão de filmes animados merecerem prêmios. Não só a premissa, os personagens são bem desenvolvidos e memoráveis.

Os Incríveis (2004)

Parecendo uma versão infantil de Watchmen, a família de super-heróis impressiona não pelas cenas de ação, história bem elaborada ou a animação caprichada, mas sim, o sempre presente cuidado em construir os personagens e estabelecer relações entre eles. Ótimo filme.

Procurando Nemo (2005)

Já ouviram “Beyond the Sea” de Bobby Darin? É essa música que sempre me vem a cabeça quando assisto a saga aquática dos peixes Marlin e Dory à procura do pequeno Nemo. É interessante observar as divertidas referências, não só a filmes, como por exemplo os tubarões, que representam os grupos de alcoolismo ou as “tartarugas surfistas”. Diversão de primeira.

Carros (2006)

No início, achei a ideia de Carros completamente ridícula, mas fui me interessando pelo filme quando ele começou a fazer mais barulho (é um dos filmes da Pixar com maior marketing). É uma aventura divertida, original e com muito coração. E as corridas possuem um visual bem melhor do que o Speed Racer dos Irmãos Wachowski…

Ratatouille (2007)

A lição de Ratatouille é, basicamente, qualquer um pode fazer qualquer coisa. Exemplo? Um rato pode cozinhar melhor que qualquer chef de Paris. Um dos melhores trabalhos da Pixar, o filme é emocionante, divertido, muito bem produzido (a direção de arte é impecável) e extremamente original. Obrigatório.

Wall-E (2008)

O visual é quase tão impressionante quanto a história do robozinho solitário, cuja função é limpar a Terra depois de sua poluição total. A mensagem de esperança e a crítica ecológica são fortes e extremamente cativantes. Ótimo filme (de novo).

Up – Altas Aventuras (2009)

O que dizer de um filme que consegue te emocionar sem apelar para o melancólico, apenas mostrando belíssimas imagens, ótima trilha sonora e personagens inesquecíveis? O que dizer de um filme que faz isso nos primeiros 10 minutos? O filme evolui para aventura, mas não perde o charme.

Bem, o especial acabou, mas aguarde, mais tarde crítica de Toy Story 3 estará aqui.

E o Oscar vai para…(Parte IV): Categorias principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 5 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Para a última parte do especial, deixei as principais categorias: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Adaptado. Confira:

Melhor Roteiro Original

Bastardos Inglórios – Quentin Tarantino

Por algum motivo insano, Bastardos não foi indicado no Sindicato dos Roteiristas, mas tenho quase certeza de que a Academia não vai ignorar um dos mais originais roteiros dos últimos anos. Com uma estrutura excepcional, que apresenta o filme dividido em atos (como em uma peça de teatro), somos introduzidos a excelentes personagens, diálogos afiadíssimos, frases marcantes e uma versão completamente diferente da Segunda Guerra. Quentin Tarantino TÊM que levar, no mínimo, essa estatueta.

Frase Memorável: – Eu adoro rumores! Fatos podem ser enganosos, enquanto rumores, verdadeiros ou falsos, geralmente são reveladores. – Cel. Hans Landa

Guerra ao Terror – Mark Boal

O roteiro de Mark Boal possui uma premissa interessante: acompanhar o dia-a-dia de uma equipe do exército especializada em desarmar bombas. Possui frases de efeito muito bacanas e dramáticas, mas não possui nenhum elemento arrebatador e genial, como todos os críticos parecem acreditar. Se ganhar, ficarei arrasado, porque ele não merece ganhar de Tarantino.

Frase Memorável: “Se eu vou morrer, vou morrer confortável.” – Sargento James.

 Um Homem Sério – Joel Coen & Ethan Coen

O humor negro e irônico dos irmãos Coen não passou despercebido para os votantes da Academia. Apesar de seu ritmo lento, parado e às vezes cansativo, Um Homem Sério mostra o amadurecimento dos Coen, que desenvolvem de maneira dramática e bizarra seu protagonista, mas infelizmente, faltam surpresas bombásticas, como as vistas em Fargo e Queime depois de Ler, o que mostra que os Irmãos perderam coragem.

Frase Memorável: “Eu não pedi por Santana Abraxas, eu não ouvi a Santana Abraxas, eu não fiz nada!” – Larry Gopnik

O Mensageiro – Alessandro Camon & Oren Moverman

Eu não assisti a O Mensageiro, mas a premissa é muito interessante: acompanhar os soldados do Exército que tem a função de avisar a familia de um soldado morto em combate. Até aí me chama a atenção, mas, pelo trailer, é possível ver que o protagonista começa um caso com uma viúva; caminho que já um pouco esperado.

Frase Memorável: “Você não vai falar com ninguém exceto o parente mais próximo. Nenhum vizinho, amigo ou amante.” – Capitão Tony Stone

Up – Altas Aventuras – Bob Peterson & Pete Docter

A Obra-Prima da Pixar foi um dos melhores filmes de 2009 e trouxe uma combinação que poucos filmes trouxeram ano passado: aventura e emoção, muita emoção. Com um roteiro repleto de diálogos ágeis e muito divertidos, reviravoltas emocionantes e muita aventura, é difícil errar. Mas não será esse ano que uma animação ganhará essa estatueta.

Frase Memorável: Meu nome é Dug. Eu acabei de te conhecer e eu te amo! – Dug

Melhor Roteiro Adaptado

Amor sem Escalas – Jason Reitman & Sheldon Turner

Bem, Amor sem Escalas é o favorito da categoria. Eu gostei do roteiro, ele é muito bem escrito e possuí comentários sobre o desemprego e como sobreviver em um aeroporto que são realmente excepcionais. Mas as vezes somos jogados dentro do filme e não sabemos exatamente para onde ele quer nos levar, ou mostrar. Mas o roteiro conserta esse erro mais para o fim.

Frase Memorável: “Todo mundo que já construiu um império, ou mudou o mundo, sentou onde você está agora. E é Porque eles sentaram aí, que foram capazes de fazê-lo. – Ryan Bingham

Distrito 9 – Neil Blomkamp & Terri Tatchell

Distrito 9 é sem dúvida um dos mais originais e o mais realista filme de alienígenas já feito. Possui muitos elementos políticos, uma relação com o Apartheid envolvendo aliens e a arrebatadora transformação do protagonista. Possui muitos personagens arquétipos – como o militar durão, o sogro malvado – mas é um bom roteiro.

Frase Memorável: Vai ser rápido. Vai ser limpo. E o melhor de tudo… Vai ser discreto.” – Koobus Venter

Educação – Nick Hornby

É. Educação não merecia estar nessa categoria, do mesmo modo que Avatar, injustamente, não foi indicado para Melhor Roteiro Original. Tudo o que vemos em Educação já vimos antes, apesar de alguns bons diálogos e cenas bem escritas, como o primeiro encontro de Jenny com David e o genial personagem de Alfred Molina. Só isso.

Frase Memorável: “Eu sempre me sinto no meu próprio funeral quando ouço música clássica. Isso era música clássica, certo?” – Helen

In the Loop – Jesse Armstrong & Simon Blackwell & Armando Ianucci & Tony Roche

Quando li pela primeira vez a lista dos indicados a Melhor Roteiro Adaptado, a primeira coisa que pensei foi: “Whatta fuck is In the Loop?”. Não dei importância para o filme, mas ao assistir ao trailer, dei muitas risadas, principalmente com a frase abaixo. Sobre a trama, ela é bem interessante e chamativa; ponho fé em comédias inglesas.

Frase Memorável: “Você parece uma Julie Andrews nazista!” – Malcom Tucker

Preciosa – Uma História de Esperança – Geofrey Fletcher

 

O roteiro de Preciosa é muito bem escrito. Possui diálogos bem montados, escritos e desenvolve de maneira esperta seus personagens. No entanto, algumas passagens do roteiro são muito depressivas, tornando o filme desconfortável. Há também os personagens secundários arquétipos, mas fora isso é um roteiro bem escrito.

Frase Memorável: “Ás vezes eu queria que estivesse morta. Eu ficarei bem, eu acho. Porque eu fico olhando pra cima, esperando alguma coisa cair… Uma mesa, sofá, TV… Minha mãe talvez. – Clareece Precious Jones.

Melhor Diretor

James Cameron – Avatar

12 anos depois de sua vitória por Titanic, James Cameron é um dos favoritos para roubar o Oscar novamente com sua aventura futurista. Introduziu uma nova maneira de fazer filmes e ressucitou o cinema 3D de maneira impressionante. Já levou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, mas suas chances contra Kathryn Bigelow não são tão grandes. O próprio Cameron já declarou que torce pela vitória de Bigelow. Se alguém quiser lembrar do mico que Cameron pagou gritando uma frase de Titanic, veja aqui.

Indicações ao Oscar: 3 Vitórias por Titanic como co-editor, co-produtor e Diretor. 3 indicações por Avatar como Co-editor, co-produtor e Diretor.

Quentin Tarantino – Bastardos Inglórios

Quentin Tarantino foi indicado, injustamente, apenas uma vez ao Oscar por seu melhor trabalho, Pulp Fiction, mas todos sabem que o gênio cinéfilo merecia outras indicações. Bastardos Inglórios é um dos melhores trabalhos do diretor e do cinema recente. Se dependesse de mim, Tarantino levaria o Oscar de Melhor Diretor fácil.

Indicações ao Oscar: 1 Vitória por Pulp Fiction como Co-Roteirista, 1 indicação por Pulp Fiction como Diretor ; 2 Indicações por Bastardos Inglórios como Diretor e Roteirista.

Jason Reitman – Amor sem Escalas

Jovem e promissor cineasta, Jason Reitman impressionou novamente com um filme complexo e maduro. Sempre confiante, aposta o charme do filme em seu maravilhoso elenco e acerta, mas esse ano, as chances de Reitman ir para casa com a estatueta de Diretor são remotas, mas tem grande chance como roteirista. E é bom que Reitman vá treinando sua cara de derrotado feliz, porque ele não pareceu nem um pouco feliz quando Avatar levou o Globo de Ouro…

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Juno como Diretor e 2 indicações por Amor sem Escalas como Diretor e Roteirista.

Kathyrin Bigelow – Guerra ao Terror

Kathryn Bigelow vai se tornar a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Diretor. É um trabalho notável; com a câmera na mão, Bigelow retrata de perto a ação dos soldados, seus momentos mais dramáticos e o ajuste na sociedade. Já levou o DGA, o PGA e o BAFTA e o único obstáculo em seu caminho é seu ex-marido, James Cameron. Mas a cineasta parece estar por cima.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Guerra ao Terror como Diretora.

Lee Daniels – Preciosa – Uma História de Esperança

Devo dizer, a direção ousada e talentosa de Lee Daniels foi um dos grandes trunfos de Preciosa. Filmado com câmera tradicional, o diretor não tem medo de mostrar cenas fortes, pesadas e têm bastante controle sobre seu talentoso elenco. Gostei muito de seu trabalho.

Indicações ao Oscar: 1 Indicação por Preciosa – Uma História de Esperança como Diretor. 

Melhor Filme

Depois do óbvio e sem surpresas Oscar do ano passado, teremos um que, apesar de ter alguns favoritos, continua uma incógntia quem será o vencedor da categoria máxima. Avatar levou o Globo, Guerra ao terror o PGA e o DGA.

Amor sem Escalas

O terceiro filme do promissor Jason Reitman é sua obra mais complexa e madura, tendo sua mensagem não entendida por muitos. Bem escrito e cativante, o filme fala, principalmente, sobre relações e seus fins. Sejam relações de trabalho ou amorosas, e como nem sempre tudo dá certo na vida real. Sem rumo no início, mas sempre entretendo, é um bom filme. Crítica completa.

Avatar

Eu realmente não esperava muita coisa de Avatar quando vi o primeiro trailer. Mas o ambicioso projeto de James Cameron é a prova de que ainda existem boas ficções científicas, e que podem até chegar no nível de Star Wars, criando mundos inteiros e raças alienígenas. Tudo bem que a idéia do agente infiltrado que se encanta com o mundo que deve destruir não é tão original, mas o que importa, é a maneira como o filme conta sua história, que não falha em emoção, efeitos visuais e uma mensagem de responsabilidade ambiental. Outra grande força de Avatar, é sua bilionária bilheteria, atualmente a maior da História. Crítica completa.

Bastardos Inglórios

Se vocês tem acompanhado o blog nos últimos meses, sabem muito bem que, na minha opinião, Bastardos Inglórios é o melhor filme concorrendo e se dependesse de mim, levava o Oscar fácil. Um filme mais que original, divertido, com personagens memoráveis e uma alucinada versão alternativa da História. Pode até ser a Obra-Prima de Quentin Tarantino; um filme de ficar na memória e ver mais de uma vez. Realmente, uma grande injustiça o Oscar não dar o prêmio máximo para o filme que realmente merece. Um filme que já nasceu um clássico. Crítica completa.

Distrito 9

Um dos mais realistas filme de alienígenas já feito. Isso é um fato. Uma grande surpresa do ano, que saiu de um desconhecido diretor sul-africano (mas produzido por Peter Jackson), Distrito 9 mostra os alienígenas sofrendo um tipo de Apartheid, sendo isolados em uma favela. É muito original, possui efeitos visuais caprichados e um clima documental que chega a ser um tanto perturbador, mas eu acho que o clímax de batalha, com armas alienígenas foi um tanto exagerado. Mas ainda assim um ótimo filme. Crítica completa.

Educação

Dentre todos os indicados, Educação talvez seja o que menos merece a vaga. Sua história é previsível, com poucas surpresas e com um clímax esperado, mas ao menos temos um ótimo elenco, que liderados pela ótima Carey Mulligan, tornam o filme assistível. Ok, senhor crítico, e quanto a Avatar, já não vimos a mesma estrutura de história antes? Sim, mas o que importa, é que a ficção de James Cameron possui mais emoção e é melhor contada. A indicação só ocorreu porque é um tipo de filme que a Academia adora: filme inglês independente que fez sucesso em festivais.E mais, o excelente (500) Dias com Ela poderia ter assumido com justiça a vaga. Crítica Completa.

Guerra ao Terror

Por toda a parte, críticos falavam: Guerra ao Terror é um dos melhores filmes da década. Quando o assisti pela primeira vez, não achei nada além de um bom filme de ação com pinceladas de drama e muita tensão. Ao reassistí-lo, comecei a perceber melhor o que o filme queria mostrar, qual era seu objetivo e a explicação para o título The Hurt Locker. Minha opinião em torno do filme mudou, mas, mesmo assim, ainda não acho que seja esse o filme que merece ganhar o Oscar máximo e nem que seja tão genial e brilhante como todos dizem. É o filme superestimado da noite. Crítica completa.

Um Homem sério

A obra mais complexa e madura dos Irmãos Coen. O filme critica, com humor negro afiado, temas complicados e tenta passar uma interessante mensagem. Possui um ritmo bem lento e poucas surpresas, mas é um trabalho brilhante e muito inteligente, cujas idéias não podem ser captadas em apenas uma visita. Crítica Completa.

Preciosa – Uma história de Esperança

Preciosa tem como principal acerto, mostrar sem medo ou pudores, os abusos que a protagonista sofre de seus pais. Cheio de drama e tensão, o filme é muito bom, mas seu clima depressivo e forte, pode se tornar muito desconfortável de se assistir. O elenco se sai muito melhor, e acho que é por esse fator que o filme deva ser lembrado. Crítica Completa.

Um Sonho Possível

O filme dramático de Sandra Bullock foi uma das grandes surpresas entre os indicados. Eu esperava Star Trek ou Invictus, mas quem levou a vaga foi Um Sonho Possível. Ainda não assisti, mas ao julgar pelo trailer, ou a própria sinopse, me parece mais um dramalhão com a mensagem de superação no final. O típico “feel good movie”. O filme tem estreia prometida para semana que vem aqui no Brasil.

Up – Altas Aventuras

Uma animação na categoria de Melhor Filme? Isso mesmo, a Pixar já vinha merecendo há alguns anos a merecida indicação e ela veio com o excelente Up, na minha opinião a melhor animação já feita. Original, divertido e carregado com uma camada emocional inexistente em muitos filmes de hoje em dia. Sem sombra de dúvida leva na de Melhor Animação, mas suas chances em Melhor Filme são menores. Crítica completa.

 

Bem, é sensato dizer que Avatar e Guerra ao Terror são os que tem mais chance levar a estauteta dourada para casa. Eu já dei meu voto, agora é com vocês! Vote abaixo e não deixe de conferir o Oscar nesse domingo. Espero que tenham gostado!