Arquivo para produção

Veja o trailer de TRASH – A ESPERANÇA VEM DO LIXO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 21 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

trash2

Talvez você se lembre que, no ano passado o diretor Stephen Daldry (Billy ElliotAs Horas e Tão Forte e Tão Perto) estava com Rooney Mara e Martin Sheen no Rio de Janeiro gravando um filme. Bem, é levantada a cortina e Trash – A Esperança vem do Lixo ganha seu primeiro trailer que, com as participações de Wagner Moura e Selton Mello, gira em torno de um mistério envolvendo uma carteira. Confira:

A produção do filme é britânica e brasileira, em uma junção da Working Titles com a O2 Filmes.

Trash – A Esperança vem do Lixo estreia em 9 de Outubro.

Anúncios

Hear Me Roar | Especial GODZILLA (ゴジラ)

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

godzilla2

O rei dos monstros está de volta. Em uma nova chance de popularizar um dos ícones japoneses no cinema americano, a Warner Bros aposta no diretor Gareth Edwards e em grande elenco no novo Godzilla, o que nos leva à chance de conhecer mais sobre sua criação e suas seis décadas de existência nas telas. Vamos lá:

goj3

Um breve sumário sobre o processo de criação do novo filme.

Por que fazer mais um filme de Godzilla?

godzilla_19

 A história começa 10 anos atrás, com o lançamento do último filme de Godzilla produzido pela Toho Co., responsável por todos os filmes japoneses do personagem. De lá pra cá, Hollywood sempre tentou honrar o ícone japonês nas telonas, mas fracassou – tanto em público quanto crítica – com a versão de Roland Emmerich em 1998.

Em 2oo3, a TriStar perde os direitos do personagem e o diretor Yoshimitsu Banno (responsável por um dos filmes da franquia original, veremos abaixo) parte para um projeto em 3D IMAX do personagem, entitulado Godzilla 3D To the MAX. Banno se uniu a produtores americanos em 2007 para dar vida ao projeto, mas uma série de problemas financeiros a respeito com a tecnologia atrasaram o projeto.

Godzilla_2014_Art_of_Destruction_-_Gareth_Edwards_and_LegendaryGoji_Figure
O diretor Gareth Edwards

Entra a Legendary Pictures para ressuscitar o projeto em 2009. A produtora se alia à Toho Co. e à Warner Bros em 2010 para uma nova tentativa de lançar no monstro nos cinemas americanos, contando com Yoshimitsu Banno agora na produção executiva e uma inspiração maior no filme original de 1954. As engrenagens se moveram e o diretor britânico Gareth Edwards (que até então só havia dirigido o independente Monstros) foi o escolhido para comandar o reboot.

Mesmo com diretor fechado já em 2010, a produção permaneceu em estágio de desenvolvimento até 2012, trabalhando no design de criaturas e na visão geral da produção. Já o roteiro passou de diversas mãos até chegar no resultado final: David Callaham (Os Mercenários), David S. Goyer (Trilogia Cavaleiro das Trevas, O Homem de Aço), Max Borenstein e Drew Pearce foram os responsáveis pelos primeiros tratamentos. A versão final do texto ficou a cargo do cineasta Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre, The Walking Dead), que definiu que sua visão trazia:

  1. 1. Godzilla como “um grande fenômeno da natureza”
  2. Drama humano pesado
  3. Uma alternativa contemporânea à metáfora das bombas nucleares

godzilla_17
O novo visual de Godzilla

O design da criatura procurou grande inspiração na criatura original da Toho (ignorando a criticada versão “iguana” de Roland Emmerich), passando ainda por Jurassic Park, Alien, Tropas Estelares e King Kong. Edwards também confirmou que Godzilla não será o único monstro da produção, e que o personagem será mais um anti-herói do que vilão.

As filmagens começaram em 18 de Março de 2013, contando com um elenco estelar e um orçamento aproximado de 160 milhões de dólares. A equipe ainda conta com Seamus McGarvey na direção de fotografia (em 2D, sendo convertido para 3D na pós-produção), Jon Rygiel (trilogia Senhor dos Anéis) na supervisão de efeitos visuais e Alexandre Desplat a cargo da trilha sonora.

Futuro

godzilla_18

Como não se faz um filme atualmente grande sem pensar no futuro, os olhos se voltam para Gareth Edwards. Ainda que prometa que seu filme tem uma conclusão fechada, não descarta reutilizar algumas ideias da franquia original (o diretor já se declarou fã da Ilha Monstro, de 1968) em possíveis continuações. Além disso, o empolgado Guillermo Del Toro ainda sugeriu um crossover entre Godzilla e seu Círculo de Fogo.

No esquema das coisas, não ficaria surpreso se Godzilla fizesse uma ponta em Batman Vs. Superman.

GOJ

Os principais personagens do novo filme:

Ford Brody | Aaron Taylor Johnson

aaron

O tenente americano Ford Brody é especializado no desarmamento de bombas. Casado e pai de um filho pequeno, Brody é logo mandado para o combate novamente quando os ataques de monstros começam a assolar diferentes cidades americanas.

Joe Brody | Bryan Cranston

bordy

Deixando de lado seu alter-ego como Heisenberg na série Breaking Brad, Bryan Cranston vive Joe Brody, cientista chefe da usina nuclear japonesa Janjira. Após uma anomalia misteriosa afetar o lugar e lhe custar uma perda pessoal, Brody fica obcecado em descobrir a verdade encoberta pela empresa e parte atrás de respostas.

Ichiro Serizawa| Ken Watanabe

wata

Maior papel japonês de peso, Watanabe interpreta o Dr. Ichiro Serizawa, cientista que estuda as aparições de Godzilla e outros monstros do tipo há anos. De certa forma responsável pela criação da criatura, ele pode ter a chave para neutralizar a situação.

Elle Brody | Elizabeth Olsen

olsen

Elizabeth Olsen é um nome pra se guardar na cabeça. A talentosa irmã das gêmeas Mary-Kate e Ashley já brilhou em alguns dramas e agora embarca no cinema blockbuster, com a continuação de Os Vingadores e sua Elle Brody em Godzilla. Ela interpreta a esposa de Ford.

Sandra Brody | Juliette Binoche

bin

Maior surpresa no elenco, a atriz francesa Juliette Binoche interpreta a esposa de Joe Bordy, Sandra, que também é uma funcionária da Janjira. Os trailers meio que já entregaram o destino trágico da personagem, envolvendo um acidente na usina nuclear.

Godzilla | Andy Serkis

gojita

Esperava por essa? Isso aí. Mesmo que seja uma criação computadorizada, Godzilla tem um intérprete de captura de performance: ninguém menos do que o especialista no ramo, Andy Serkis (Gollum, César de Planeta dos Macacos e o King Kong de Peter Jackson). E o que dizer sobre seu personagem? Uma fera gigantesca e destruidora, que promete trazer dor de cabeça à humanidade e sair na mão com mais alguns monstros gigantes.

goj2

Let’s put it simple: Godzilla tem filmes pra cacete. Mais que o James Bond. São filmes lançados desde 1954, com o reboot de Gareth Edwards marcando o 60º aniversário do personagem e sua 31ª incursão nas telas do cinema.

Não assisti a nem um quarto dos filmes de Godzilla, por isso me limitei a apresentar um breve sumário sobre cada longa – ao invés de avaliá-los criticamente. Uma questão complexa na franquia é a diferença dos títulos japoneses para os americanos, então trouxe aqui as versões de cada idioma.

Comece:

A ERA SHÔWA (1954-1975)

Godzilla (1954)

JAPÃO: Gojira

Gojira_1954_Japanese_poster

O filme que começou tudo. Gojira foi criado pelo executivo da Toho, Tomoyuki Tanaka e pelo diretor Ishiro Honda, ganhando vida pelas mãos do técnico de efeitos especiais Eiji Tsubaraya e pela icônica música de Akira Ifukube. O primeiro filme aposta pesado na mensagem contra ao desenvolvimento de bombas nucleares da época, trazendo também ecos fortíssimos da destruição de Hiroshima e Nagasaki. A trama aposta no ataque da criatura à cidade de Tóquio, e as tentativas da humanidade de eliminá-lo.

Godzilla Raids Again (1955)

JAPÃO: Gojira no gyakushû

gojira2

Sequência imediata para o sucesso de 1954, o filme de Motoyoshi Oda traz Godzilla atacando o Japão novamente, mas dessa vez introduz o primeiro monstro secundário da franquia: Anguirus. Na trama, o monstrão ainda não tinha o caráter de anti-herói, e a destruição de Osaka simplesmente fica no meio de seu confronto com Anguirus.

King Kong Vs. Godzilla (1962)

JAPÃO: Kingu Kongu tai Gojira

king_kong_vs_godzilla

Enquanto a Marvel Studios e a DC Comics vão trabalhando em seus universos expandidos e crossover, o monstro japonês já encontrava outros ícones da cultura pop há muito tempo. A onde começou quando Godzilla enfrentou o gorila gigante King Kong, no filme dirigido por Ishiro Honda, em uma trama que primeiro brinca com a rivalidade de cada um na imprensa, para depois se dedicar ao mano a mano. Quem vence o duelo é Kong, graças a poderes elétricos garantidos após uma tempestade de raios.

Godzilla Contra a Ilha Sagrada(1964)

JAPÃO: Mosura tai Gojira

EUA: Godzilla Vs. Mothra, Godzilla Vs. The Thing

MosuraTaiGojira1964Poster

Novamente dirigido por Ishiro Honda, A Ilha Sagrada é responsável por introduzir um dos personagens mais icônicos do “Godzillaverso”: a mariposa gigante Mothra, que é o principal antagonista da produção – considerada pelos fãs como um dos pontos altos da franquia.

Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964)

JAPÃO: San daikaijû: Chikyû saidai no kessen

EUA: Ghidrah, the Three-Headed Monster

ghidrah_poster_01

Seguindo a ameaça de Mothra, a Toho começa a apostar em novos oponentes para o lagarto radioativo, agora apostando no popular Rei Ghidrah, um dragão de três cabeças vindo do espaço. Além do inimigo tricéfalo, temos o retorno de Mothra e a aparição de Rodan, o famoso pcterodáctil gigante (outro lucrativo personagem da Toho). Foi a única ocasião em que dois filmes de Godzilla foram lançados no mesmo ano.

A Guerra dos Monstros (1965)

JAPÃO: Kaijû daisensô

EUA: Godzilla Vs. Monster Zero

godzilla_vs_monster_zero_poster_01

Último filme comandado por Ishiro Honda, A Guerra dos Monstros aposta em uma civilização alienígena, os Xiliens, como elemento central da trama; onde a tal raça clama pela ajuda da Terra para destruir uma criatura mortal conhecida como “Monstro Zero” – que no fim, revela-se como o Rei Ghidrah do filme anterior. Rodan também retorna, servindo como aliado de Godzilla.

Ebirah, Terror dos Abismos (1966)

JAPÃO: Gojira, Ebirâ, Mosura: Nankai no daiketto

EUA: Godzilla Versus the Sea Monster; Godzilla, Mothra, and Ebira, Horror of the Deep

godzilla_vs_sea_monster_poster_02

Com a saída de Ishiro Honda, o diretor Jun Fukuda substitui o clima de ficção científica estabelecido por seu antecessor por um pautado na ação/aventura. A trama se desenrola em uma ilha tropical, e traz um novo monstro para ser combatido por Godzilla: Ebirah, que é uma espécie de lagosta gigante. Não bastasse a ameaça marinha, Mothra também retorna para atormentar o protagonista.

Son of Godzilla (1967)

JAPÃO: Kaijûtô no kessen: Gojira no musuko

son_of_godzilla_poster_01

Chega uma hora em que praticamente todo grande ícone pop encara a paternidade, não? Na segunda investida de Jun Fukunda na franquia, Godzilla descobre seu filho recém-nascido (que ainda suspeito ser um descendente perdido da Família Dinossauro) e o ajuda na “arte de ser um monstro”, incluindo conselhos sobre o controle de seu bafo radioativo e… Seja lá qual for a moral de um lagarto radioativo gigante. Um dos oponentes memoráveis da produção é Kumonga, uma aranha gigante.

O Despertar dos Monstros (1968)

JAPÃO: Kaijû sôshingeki

EUA: Destroy All Monsters

destroy_all_monsters_poster_001

Niguém contava com o retorno de Ishiro Honda, que resolveu trazer consigo tudo quanto é tipo de monstro (basta reparar no cartaz acima) para o novo filme, que traz todos os kaijus da Terra confinados em uma “Monstrolândia”. Quando a situação sai do controle, Godzilla, Rodan, Mothra, Gorosaurus, Anguirus, Kumonga, Manda, Baragon e Varan começam a atacar diversas capitais mundiais. Pra piorar, entra uma raça alienígena (os Kilaaks) para tentar amenizar a situação, usando de uma poderosa arma secreta… O Rei Ghidrah! (Again).

Godzilla’s Revenge (1969)

JAPÃO: Gojira-Minira-Gabara: Oru kaijû daishingeki

godzillas_revenge_poster_01

Considerado pela base fã como a pior entrada na franquia, o filme de Ishiro Honda assume abertamente seu caráter mais infantil, com direito até a lição de moral no fim. Toda a trama é a imaginação de um menino atormentado por valentões (calma, não é um plot twist), que se imagina ao lado de Godzilla, seu filho e uma porrada de monstros em uma ilha.

Godzilla Vs. Hedorah (1971)

JAPÃO: Gojira tai Hedorâ

godzilla_vs_hedorah_poster_02

Honda sai mais uma vez e deixa a cadeira de diretor para Yoshimitsu Banno, que introduz um dos monstros mais grotescos da franquia: Hedorah, uma substância alienígena que chega à Terra e acaba por se transformar em uma criatura horrenda ao entrar em contato com a poluição do planeta (em uma clara mensagem ecológica). Além do visual elaborado, o vilão ainda tem a capacidade de disparar ácido e raios laser, o que o torna um dos mais letais oponentes de Godzilla.

Godzilla Vs. Gigan (1972)

JAPÃO: Chikyû kogeki meirei: Gojira tai Gaigan

godzilla_vs_gigan_poster_01

Com Banno demitido pelo chefão da Toho (que detestou seu trabalho com o filme anterior), Jun Fukuda retorna para o décimo-segundo filme da franquia, que envolve uma nova raça de alienígenas planejando a extinção da Humanidade, a fim de tornar a Terra um ambiente pacífico (acho interessante como traz ecos até hoje). Para isso, usam mais uma vez do Rei Ghidorah e do inédito Gigan – considerado também um dos melhores oponentes do protagonista.

Godzilla Vs. Megalon (1973)

JAPÃO: Gojira tai Megaro

godzilla_vs_megalon_poster_02

Fukunda novamente assume a direção para que Godzilla enfrente um novo inimigo: Megalon, protetor de uma civilização exótica (Seatopians). A criatura se alia a Gigan, mas o protagonista conta com a ajuda do ciborgue Jet Jaguar (um Ultraman genérico). Foi um dos poucos filmes da franquia que assisti, e faço de questão de compartilhar um de seus momentos mais insanos, que revelam como Godzilla é bom de briga:

 https://www.youtube.com/watch?v=JuEa6Hum0b4

Godzilla Vs. Mechagodzilla (1974)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

godzilla_vs_mechagodzilla_poster_05

Guarde esse nome: MecaGodzilla. Se a Toho usava e abusava das participações do Rei Ghidorah, não vai largar da criatura cibernética, uma criação de (claro) raças alienígenas estranhas. A trama ainda traz elementos míticos ao incluir profecias, e lendas míticas de Okinawa, mas o grande foco é o conflito entre Godzilla e MecaGodzilla.

Terror of Mechagodzilla (1975)

JAPÃO: Mekagojira no gyakushu

terror_of_mechagodzilla_poster_01

Continuação direta do anterior, o filme de Ishiro Honda aproveita novamente o vilão MecaGodzilla e apresenta também Titanossauro. Com o cinema japonês em baixa pela competição com a TV – aliado às crises energéticas dos anos 70 -, a Era Shõwa chegara ao fim, e a também a franquia de Godzilla.

ERA HEISEI (1984-1995)

Godzilla 1985 (1985)

JAPÃO: Gojira

EUA: Godzilla – The Legend is Reborn

godzilla_1984_poster_02

Ou assim pensávamos! Uma década após o último filme, Godzilla 1985 dá início à Era Heisei (ainda que alguns incluam a produção como parte da Shõwa), visando recuperar o clima sombrio do original; ignorando todas as continuações no processo. O filme de Koji Hashimoto é ambientado 30 anos após os eventos de 1954, trazendo o monstro atacando Tóquio novamente.

Godzilla Vs. Biollante (1989)

JAPÃO: Gojira Vs. Biorante

godzilla_vs_biollante_poster_01

Escrito e dirigido por Kazuki Omori, o 17º filme da franquia começa logo após os eventos do filme anterior, e traz muita genética para uma trama que envolve a criação de uma criatura (o Biollante, do título) através das células de Godzilla, uma rosa (é, a flor) e de uma das personagens humanas do longa. Tretas de monstros pra lá e pra cá, o novo filme foi elogiado por ter trazido elementos mais criativos.

Godzilla Vs. King Ghidorah (1991)

JAPÃO: Gojira vs. Kingu Gidorâ

godzilla-ghidorah

Kazuki Omori retorna e já marca a primeira aparição do icônico Rei Ghidorah na era Heisei, em uma trama que agora aposta em viagens no tempo. Além do famoso monstro tricéfalo do título, o filme nos apresenta ao Godzillassauro (o estágio anterior de Godzilla, antes de este ser contaminado pela radiação) e à combinação dos dois oponentes mais utilizados pela Toho: o Meca-Rei Ghidorah. Haja fôlego.

Godzilla & Mothra: The Battle for Earth (1992)

JAPÃO: Gojira Vs. Mosura

mosura

Sai Kazuki Omori, entra Takao Okawara na direção para a introdução de Mothra na Era Heisei, em um filme que traz ainda o monstro Battra (basicamente, um gêmeo maligno de Mothra, também uma criatura voadora) e telepatas. De grande destaque visual, o longa é conhecido por uma batalha final em um parque de diversões.

Godzilla Vs. Mechagodzilla II (1993)

JAPÃO: Gojra Vs. Mekagojira

godzilla_vs_mechagodzilla_1993_poster_01

Não há muitas novidades (como você já deve vir percebendo) no próximo filme de Takao Okawara, que traz de volta, novamente, mais uma vez o MecaGodzilla para lutar com o protagonista. Rodan aparece, a ONU cria um organização para combater o lagarto gigante e Godzilla aceita adotar um “Godzilla baby” como seu filho, o que trará consequências no futuro.

Godzilla Vs. Spacegodzilla (1994)

JAPÃO: Gojira VS Supesugojira

space
Obs: Numa escala de 10 a 10, o quão lindo é esse pôster?

Quando você acha que não dá pra inventar mais nada, eis que surge o GODZILLA DO ESPAÇO! A ameaça cósmica tem um dos visuais mais elaborados de toda a franquia, e chega para dar mais dor de cabeça à Godzilla, que ainda conta com seu filho para ajudá-lo no conflito. Quem comandou a brincadeira foi Kensho Yamashita.

Godzilla Vs. Destoroyah (1995)

JAPÃO: Gojira vs. Desutoroiâ

godzilla_vs_destroyer_poster_01

Novamente enfrentando o monstro Destoroyah, o filme de Takao Okawara aposta bastante no filho do protagonista, que transforma-se no núcleo central da trama. Não por acaso, já que Godzilla é morto no final, deixando o legado para seu jovem descendente. Um final apropriado para a Era Heisei, que não deixaria a franquia congelada por um hiato tão grande quanto o da Shõwa.

ERA MILLENNIUM (1999-2004)

Godzilla 2000 (1999)

JAPÃO: Gojira ni-sen mireniamu

godzilla_2000_poster_01

Após o fracasso da versão americana em 1998, a Toho voltou para fazer justiça ao personagem, lançando Godzilla 2000 para iniciar a Era Millennium. O filme de Takao Okawara ignora todos os anteriores, estabelecendo uma trama básica onde o monstro ataca Tóquio mais uma vez, além de trazer elementos alienígenas e o monstro Orga.

Godzilla Vs. Megaguirus (2000)

JAPÃO: Gojira tai Megagirasu: Jî shômetsu sakusen

godzilla_vs_megaguirus_poster_01

Masaaki Tezuka entra à bordo da franquia, em uma continuação direta do filme anterior. Agora, me acompanhem bem de perto: um satélite experimental com capacidade de criar mini-buracos negros acaba gerando um buraco de minhoca, servindo de entrada no presente para uma libélula pré-histórica que, por sua vez, acaba por depositar centenas de ovos nas águas de Tóquio. Nascem então os monstros Meganulons, comandados pela rainha Megaguirus.

Godzilla, Mothra, King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack (2001)

JAPÃO: Gojira, Mosura, Kingu Gidorâ: Daikaijû sôkôgeki

godzilla_mothra_and_king_ghidorah_2001_poster_01

Shūsuke Kaneko comanda mais um super encontro de Godzilla e seus ferozes oponentes em mais uma trama de grandes batalhas. O monstrão anti-herói enfrenta novamente Mothra, Rei Ghidarah e Baragon.

Godzilla Against Mechagodzilla (2002)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

1374381477

MAIS uma aparição do MecaGodzilla, mas agora sob o codinome de Kiryu, uma arma cibernética criada pelos humanos para combater Godzilla. Masaaki Tezuka é o diretor.

Godzilla: Tokyo S.O.S. (2003)

JAPÃO: Gojira tai Mosura tai Mekagojira: Tôkyô S.O.S

tumblr_meilb8E0391rk06glo1_500

Masaaki Tezuka volta para a continuação direta de Godzilla Against MechaGodzilla: Tokyo S.O.S., que  traz de volta Mothra (mas agora como inimigo do protagonista) e introduz Kamoebas (uma espécie de tartaruga gigante) na história, novamente envolvendo uma batalha entre Godzilla e seu equivalente mecânico.

Godzilla: Final Wars (2004)

JAPÃO: Gojira: Fainaru uôzu

Godzilla Final Wars POSTER

Se hoje temos X-Men: Dias de um Futuro Esquecido para unir tudo o que já foi feito na franquia mutante da Fox, em 2004 a Toho usou todas as suas cartas para um final épico e explosivo para sua franquia de Godzilla, que marcaria o fim da Era Millennium e também das produções japonesas do personagem. O filme de Ryuhei Kitamura surge mais como uma homenagem ao universo-zilla do que um filme em si, repleto de batalhas contra os monstros mais memoráveis da franquia – e inclui também uma luta contra o Godzilla americano do filme de Roland Emmerich! Ainda não assisti, mas parece obrigatório.

ERA AMERICANA

Godzilla, O Monstro do Mar (1956)

godzilla_king_of_the_monsters_xlg

Basicamente, é uma refilmagem americana do original de 1954. Terry Morse dirigiu O Monstro do Mar, que mostrou-se um sucesso considerável tanto nos EUA quanto no Japão.

Godzilla (1998)

159613

E esta é provavelmente a primeira (e talvez única) versão de Godzilla que a maioria de vocês já assistiu. O cineasta Roland Emmerich foi o escolhido para comandar uma possível franquia do personagem para a Sony, mas o fracasso de crítica e bilheteria botaram o monstro para dormir – e os direitos do personagem acabaram sendo vendidos para a Warner. Sobre o filme de Emmerich, assistia muito quando criança e talvez seja esse o motivo de ter um certo carinho por este. Claro, os efeitos são precários, o roteiro é risível e o monstro não faz jus ao legado, mas todo o clima chuvoso de Nova York e o tom exagerado agradam. É um guilty pleasure.

goj5

Alguns dos “companheiros” americanos de Godzilla nas telonas:

King Kong

King_Kong_2005

Monstro gigante mais popular da cultura americana, o gorila gigante King Kong já ganhou três versões em sua terra natal (no Japão, ele já encarou Godzilla, como vimos acima), sendo elas em stop motion (1933), roupa (1972) e computação gráfica (2005). Causou pânico ao ficar à solta nas ruas de Nova York, mas Kong é um ser com coração, movido apenas pelo amor que sente à bela humana Ann.

Cloverfield

colverfield-monster-neville-page

Projeto surpresa de J.J. Abrams comandado por Matt Reeves, Cloverfield – Monstro introduz a estética de found footage ao gênero de monstros gigantes, retratando o assombroso ataque de uma criatura misteriosa em Nova York. O monstro do título é impressionante e faz um belo estrago na cidade americana, podendo ser considerado o “Godzilla Ianque”. Muito se falou sobre uma continuação, mas nunca saiu do papel.

Círculo de Fogo

 Pacific-Rim-kaiju

Responsável por alguns dos maiores orgasmos nerd no ano passado, a aventura sci fi de Guillermo Del Toro é uma verdadeira homenagem ao gênero kaiju, trazendo a humanidade utilizando de robôs gigantescos para combater monstros colossais. Super divertido e caprichadíssimo no design de suas criaturas.

Bem, esse foi o breve especial sobre Godzilla (quem dera ter uns dois meses para assistir a todos os filmes). Assisto ao novo filme na Quinta-Feira, volte aqui para conferir o veredito.

Até lá!

| Noé | Épico bíblico com assinatura de Darren Aronofsky

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

NOAH
Noé radical: Barbona e máquina zero

Ao passear pela carreira do cineasta americano Darren Aronofsky, nem poderíamos imaginar que futuramente encontraríamos Noé entre as produções, geralmente centradas em personagens problemáticos que enfrentam grandes dilemas morais e surtos psicológicos. Mas terminada a sessão, é bem claro que o personagem-título deste novo filme é uma figura que se encaixa perfeitamente na carreira do diretor e que, fiel ou não ao material bíblico, oferece um estudo complexo e fascinante.

A trama adapta o icônico conto bíblico da Arca de Noé, quando Deus (ou, o Criador aqui) estava insatisfeito com a maldade do Homem e resolveu enviar um dilúvio para extinguir a humanidade e recomeçar do zero. A fim de garantir a sobrevivência dos animais, o Criador recorre ao ser humano que este julga como mais puro e digno da tarefa: Noé (vivido por Russell Crowe).

Eu realmente temia pelo futuro de Aronofsky quando este anunciou Noé como seu próximo projeto. Não só os grandes épicos bíblicos parecem esquecidos por Hollywood (curiosamente, agora mais produções do gênero estão para chegar nos próximos anos), mas também pelo inevitável embate cineasta autoral vs. grande estúdio americano. Felizmente, o diretor – que assina o roteiro ao lado de Ari Handel – faz uso de todas as ferramentas megalomaníacas de uma produção blockbuster para compor uma história esperta e permeada por discussões filosóficas mais complexas do que o esperado. A fotografia de Matthew Libatique é eficaz ao capturar lindíssimas imagens de ambientes primordiais (a razão de aspecto expandida da tela ajuda), o design de produção de Mark Friedberg impressiona pelo escopo e realismo da robusta arca e o figurinista Michael Wilkinson merece aplausos pela releitura radical no visual de seus personagens: desde um Noé barbudo e careca até o antagonista Tubal Cain (Ray Winstone), cujas vestes de couro se sobressaem diante de seus colegas de cena.

Tecnicamente impecável (com exceção daquelas horrorosas pombas digitais, que garantem uma premonição do que o remake de Os Pássaros nos aguarda), Noé realmente chama a atenção por seus significados. Classificá-lo como uma produção apelativa à religião seria um equívoco, até porque o filme traz diversos elementos da teoria evolucionista (que inclui uma das montagens aceleradas mais lindas já feitas, e que certamente deu dor de cabeça ao talentoso montador Andrew Weisblum). Nas mãos de Aronofsky (que, mera curiosidade, é ateu), Noé é um sujeito complexo e cuja devoção cega ao Criador o testa a refletir e contrariar sobre as mais delicadas questões: seriam todos os humanos mortos pelo dilúvio dignos de tal aniquilação? Definitivamente não. O momento em que Noé e sua família tentam se confortar no interior da arca, com os desesperados gritos abafados ecoando pelas paredes é um dos pontos altos da produção, já que quebra qualquer maniqueísmo em relação às motivações de seus personagens – incluindo as do próprio Criador.

O jogo fica ainda mais intrigante quando o roteiro nos revela até onde a devoção do protagonista a seu superior pode levá-lo, revelando facetas assustadoras – que Russell Crowe é excepcional ao exibí-las e contrastá-las com o retrato bondoso e amigável de Noé que vira traçando na primeira metade do longa. Sem entrar muito em detalhes, mas as decisões tomadas pelo protagonista no desfecho de tal evento são sutilmente refletidas nas figuras dos Guardiões – gigantes de pedra que parecem ter saído de uma escultura rupestre – que representam os anjos caídos; expulsos do Paraíso pelo Criador por sua compaixão à Adão. Quando se analisa a decisão final de Noé no longa, é um paralelo muito viável.

Embalado pela belíssima trilha sonora do mestre Clint Mansell, Noé é um épico cuja preocupação com os dilemas de seus personagens impressiona tanto quanto o espetáculo visual. Nas mãos de um cineasta do calibre de Darren Aronofksy, é uma obra rica e capaz de iniciar as mais diferentes discussões. Não importando qual religião ou crença.

Obs: O 3D convertido não machuca, mas também não oferece nada demais.

| Rush: No Limite da Emoção | Ron Howard traça envolvente perfil de ícones da Fórmula 1

Posted in Ação, Críticas de 2013, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

Rush

Nunca me interessei muito por fórmula 1. Pra falar a verdade, nem mesmo outras modalidades esportivas são capazes de me despertar verdadeiro interesse ou a empolgação presente em grande parcela da população. Mas independente de meus gostos pessoais, é de se impressionar com o que o bom cinema é capaz de fazer: ao longo das 2 horas de Rush – No Limite da Emoção, fui um fanático pelo esporte e suas figuras.

A trama é centrada nos anos 70 (especialmente nas corridas do sexto ano da década), um dos apogeus da Fórmula 1 mundial. Nesse cenário perigoso e que “traz uma média de 2 a 3 mortos por competição”, encontramos a rivalidade entre dois tipos completamente de pilotos: o britânico James Hunt (Chris Hemsworth) e o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl).

Ron Howard parece ter um dom natural para retratar com eficiência (ou ao menos criar bom entretenimento no material) acontecimentos envolvendo fatos/pessoas verídicas. Depois do matemático esquizofrênico John Nash em Uma Mente Brilhante e as lendárias entrevistas televisivas que movem Frost/Nixon (além de outras inúmeras produções), Howard surpreende ao optar por um tema que envolve cenas de ação grandiosas e um complexo trabalho de recriação de época. No último quesito, o design de produção de Mark Digby e o figurino de Julian Day acertam ao manter a fidelidade à época e ainda se beneficiam da fotografia granulada e quase documental de Anthony Dod Mantle – recurso que torna quase impossível diferenciar as diversas imagens de arquivo que o filme traz – e quanto à direção, Howard é hábil em criar sequências automobilísticas capazes de prender o espectador na cadeira.

Além da impecabilidade técnica, Rush conta também com excelentes performances. A começar pela antítese entre os corredores protagonistas: Chris Hemsworth se sai muito bem ao absorver a personalidade festeira e agitada de Hunt enquanto Daniel Brühl surge quase como uma réplica do Lauda real. O ator austríaco até faz uso de uma prótese a fim de tornar seus dentes similares ao do piloto, mas a força do personagem é admirável graças a seu ótimo trabalho e o sotaque bem aplicado. É interessante observar como o roteiro de Peter Morgan utiliza-se de pequenos detalhes para ilustrar o contraste entre essas duas figuras imperfeitas, como trazer uma grande festa para o casamento de Hunt enquanto o de Lauda contenta-se em uma breve união feita em cartório. Vale apontar também que o texto de Morgan (que trabalhara com Howard em Frost/Nixon) se destaca por retratar ambos os pilotos como figuras humanas repletas de virtudes e defeitos próprios, optando sabiamente por não rotular Lauda ou Hunt como herói ou vilão – e quando vemos os dois competindo, é difícil escolher por quem torcer.

Temperado pela bela trilha sonora do sempre genial Hans Zimmer, Rush: No Limite da Emoção é uma excelente adição ao gênero esportivo. Envolvente como longa de ação e emocionante ao retratar os conflitos entre seus personagens, o filme agrada também por oferecer um significado interessante ao conceito de rivalidade – e a importância desta.

Obs: Que subtítulozinho mais infeliz e sessão da tarde esse “No Limite da Emoção”, hein?

Perseguindo a Luz Verde | Especial O GRANDE GATSBY

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

GATSB

Um dos grandes clássicos da literatura americana ganha sua mais luxuosa (e melhor?) versão para as telonas. Baz Luhrmann traz uma pegaada pop e inovadora para O Grande Gatsby, e preparei este especial para analisar a produção e o impacto geral da obra – além de outras curiosidades que geralmente encontro. Vamos lá, old sport:

GAT6

Uma brevíssima olhada sobre a importância e significado do romance O Grande Gatsby

gatsby-original-cover-art
A capa original do romance de 1925, pela Scribner’s

Escrito pelo americano Francis Scott Fitzgerald em 1925, O Grande Gatsby é considerada uma das melhores obras literárias de todos os tempos – e é vista como “um dos Grandes Romances Americanos” do Século XX. O livro ainda é leitura obrigatória em diversas escolas dos EUA e tema de análises que se extendem até hoje, sendo possido delimitar seus temas em dois tópicos principais: o sonho americano e a perseguição ao passado.

Ná época em que todos seguiam o “american way of life”, os EUA seguiam um ritmo festeiro que ficou conhecido como Era do Jazz – graças, também, à ascenção do estilo musical. O que os estudiosos em literatura apontaram, é como Fitzgerald captura o vazio na alta classe (Gatsby só dá todas as enormes festas para atrair seu amor perdido, perseguindo uma memória) e meio que “prevê” a quebra da bolsa de valores em 1929.

green
A luz verde: símbolo da ambição de Gatsby, do passado

Mas o que realmente me faz identificar com a trama (afinal, não sou estadunidense nem vivi na década de 20), é a questão do passado. Gatsby quer que quer recuperar os tempos gloriosos que passou com Daisy, é obcecado em alcançar a luz verde no fim do cais. É um desejo tão poderoso que o cega da realidade que habita.

O sentido vai além disso, então deixo aqui a mais poderosa escrita do livro para vocês tirarem suas próprias ideias:

Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a ano recua a nossa frente. Ele nos escapara então, mas isso não importava – amanhã correremos mais rápido, estenderemos mais adiante nossos braços… E numa bela manhã –

E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.

gat1

Quem são os jogadores na Geração Perdida de Fitzgerald:

Jay Gatsby | Leonardo DiCaprio

jgats

Veterano da Primeira Guerra Mundial, o misterioso Jay Gatsby mudou sua vida ao abandonar seu passado de pobre para se tornar um poderoso milionário, mas com ligações suspeitas com a máfia de Nova York.  Na esperança de reencontrar seu amor perdido, ele administra uma série de festas gigantescas em sua luxuosa propriedade no West Egg da cidade, na imortal esperança de que um dia Daisy Buchanan apareça.

Daisy Buchanan | Carey Mulligan

daisyb

Daisy conheceu Jay Gatsby anos atrás, durante a guerra, e tornaram-se amantes até o momento em que este foi forçado a abandoná-la. Anos depois, ela está casada com o ricaço Tom Buchanan e mãe de duas filhas na propriedade de East Egg. Não demora para que ela reinicie seu romance com Gatsby quando os dois se reencontram, mas a moça encontra-se pressionada por seus dois amantes.

Nick Carraway | Tobey Maguire

nickc

Aspirante a escritor, Nick Carraway viaja para Nova York a fim de encontrar conexões de negócios. Se instalando no West Egg, ele aluga uma casa vizinha à mansão de Jay Gatsby e logo torna-se amigo do milionário, já que possui algo de seu interesse: é primo de Daisy Buchanan, e também servirá de ligação entre os dois. Carraway é o narrador da história e, no filme de Baz Luhrmann, escreve os eventos em um sanatório.

Tom Buchanan | Joel Edgerton

tomb

Colega de Nick Carraway e ex-jogador de futebol americano na faculdade, Tom é um sujeito de temperamento explosivo. Casado com Daisy e protetivo em relação a ela, esconde uma relação extra-conjugal com a esposa de seu colega mecânico, Myrtle. Com a entrada do misterioso Jay Gatsby em seu mundo, ele inicia uma investigação para encontrar os podres do sujeito.

Myrtle Wilson | Isla Fisher

myrtle

Presa em um casamento infeliz com o mecânico George Wilson, Myrtle encontra pequenos momentos de felicidade ao encontrar seu amante Tom na cidade. Mantendo um apartamento escondido com este, ela espera embarcar em uma vida de maior glamour.

George Wilson | Jason Clarke

wilson

Um dos menores personagens da trama, é um mecânico proprietário de uma pequena oficina na cidade. Tem um casamento infeliz com sua esposa Myrtle, e nem desconfia do adultério. Fiquem de olho, ele será muito importante na resolução da história.

GAT2

Uma breve análise sobre a trilha sonora pop do filme:

THE GREAT GATSBY
Tobey Maguire e Elizabeth Debicki curtem a balada do Gatsby

Em maio do ano passado, surgia o primeiro trailer de O Grande Gatsby. Além das belas imagens concebidas pelo diretor Baz Luhrmann, chamou muito à atenção a opção musical para embalar a prévia: uma canção pop de Jay-Z e Kanye West (No Church in the Wild) e outra rock de Jack White (em um cover de “Love is Blindness, do U2). Esse era apenas o passo inicial para a gigante coletânea que Luhrmann preparara para seu filme, uma das mais aguardadas dos últimos anos.

A história de Fitzgerald é ambientada na Nova York dos anos 20, embalada pela famosa “Era do Jazz”. Então, o que Florence + the Machine, Lana Del Rey, Beyoncé e tantos outros estão fazendo aí? A intenção de Baz Luhrmann ao trazer músicas modernas para um longa de época era justamente emular o efeito que o jazz causava nas pessoas, 90 anos atrás (porque, infelizmente, o jazz já não é mais tão popular atualmente).

Atrás do espírito festeiro, Luhrmann aliou-se ao músico Shawn “Jay-Z” Carter para recrutar os grandes talentos musicais da atualidade. Carter serve como produtor executivo do longa e ajudou no processo de gravação do álbum, que traz canções originais, covers e – o mais interessante – mixagens ao estilo jazz de músicas modernas (vide  “Crazy in Love, que recebe saxofones e baterias em sua nova composição). Além do lado mais pop, Craig Armstrong entra para fornecer uma trilha sonora instrumental.

Confira a tracklist do álbum:

100$ Bill – Jay-Z

Quando toca: Gatsby apresenta Nick ao mafioso Meyer Wolfshiem

Back to Black – Beyoncé X André 3000 (Cover de Amy Winehouse)

Quando toca: O Flashback que revela a riqueza de Gatsby

Young and Beautiful – Lana Del Rey

Quando toca: Diversas vezes, a melhor delas, quando Gatsby apresenta sua mansão

Love is Blindness – Jack White

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Atropelamento de Myrtle

Crazy in Love – Emeli Sandé & The Bryan Ferry Orchestra (Cover de Beyoncé Knowles)

Quando toca: Gatsby enche a casa de Nick com flores

Bang Bang – will.i.am

Quando toca: Primeira música na festa de Gatsby

A Little Party Never Killed Nobody – Fergie, Q-Tip & GoonRock

Quando toca: Segunda música na festa de Gatsby

Love is the Drug – The Bryan Ferry Orchestra

Quando toca: Brevemente, quando um dos personagens liga o rádio

Heart’s a Mess – Gotye

Quando toca: Segunda música nos créditos finais

Where the Wind Blows – Coco O.

Quando toca: Rapidamente, quando Tom encontra Nick e Gatsby em um restaurante

No Church in the Wild – Jay Z & Kanye West

Quando toca: Apresentação dos anos 20

Over the Love – Florence + The Machine

Quando toca: No pós-festa de Gatsby

Together – The XX

Quando toca: Diversas vezes, geralmente quando há menção à luz verde. E nos créditos finais.

Into the Past – Nero

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Morte do Gatsby

Kill and Run – Sia

Quando toca: Última música durante os créditos finais

gat3

Por que Baz Luhrmann resolveu gravar o filme em 3D?

THE GREAT GATSBY
Os hipster pira: óculos 3D um pouco mais saudosistas

Quando foi anunciada uma nova adaptação para o romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, muitos foram intrigados com a presença da tecnologia 3D na realização do projeto. O filme dirigido por Baz Luhrmann é o primeiro da nova leva de estereoscopia que não é utilizada em uma produção fantasiosa ou que apresente explosões e super-heróis.

Logo fica a questão sobre como o 3D, um artifício cujo propósito é diretamente ligado ao espetáculo, se encaixaria num longa ambientado nos anos 20. Bem, não é a primeira vez que o cineasta australiano promove adaptações radicais para obras clássicas (basta lembrar-se de seu ultra pop Romeu + Julieta), e aqui ele pretende fazer uso dos óculos tridimensionais para servir à narrativa. Inspirado pelo trabalho de Alfred Hitchcock em Disque M para Matar, Luhrmann afirmou que o 3D o ajudará na questão do distanciamento humano que a trama tanto prega.

Entrevistado na Cinemacon deste ano, onde exibira as primeiras imagens em 3D do filme, o diretor apostou nas atuações do filme como seu “grande efeito especial”. Ainda na comparação com o filme de Alfred Hitchcock, ele ressaltou a beleza que era apenas observar seu elenco atuando sob os efeitos tridimensionais, fornecidos pelas novas câmeras Red Epic 3Ality 3D rigs.

A presença do 3D em O Grande Gatsby nos faz lembrar o que James Cameron dissera em 2009, quando afirmou que “até mesmo dramas como Juno ficariam melhores no formato”.

GAT5

Conheça as versões que a obra de Fitzgerald já ganhou para o cinema:

1926

26gatsb

Primeira adaptação da obra para o cinema – em plena década de 20, que timing – e também a mais fiel, de acordo com quem assistiu. Infelizmente nós do século XXI só podemos imaginar, já que o rolo de filme do longa encontra-se perdido. A única evidência de imagens é o breve trailer abaixo:

Até o Céu tem Limites (1949)

49gatsby

Como o filme de 1926 está perdido, pode-se dizer que esta é a versão mais antiga de O Grande Gatsby. Não assisti ao filme, mas ele traz Alan Ladd, Betty Field e Macdonald Carey como o trio protagonista de Gatsby, Daisy e Nick. Curiosamente, o longa de Elliot Nugent chegou ao Brasil com o título Até o Céu tem Limites.

1974

74gatsby

Certamente a mais popular de todas, o filme de Jack Clayton, com roteiro de Francis Ford Coppola, traz Robert Redford como Gatsby e Mia Farrow como sua amada Daisy. É uma adaptação fiel e que supera a versão de Baz Luhrmann no quesito roteiro, simplesmente por conseguir oferecer maior profundidade aos personagens secundários (como Myrtle e George Wilson). Mas só ganha nessa categoria, pois o filme – apesar da bela produção – desenrola-se com uma lentidão imprópria para algo situado na Era do Jazz.

2000

00gatsby

Feita como telefilme para a rede A&E, esta versão traz Paul Rudd (quando seu rosto não estava associado apenas às comédias de Judd Apatow) na pele do escritor Nick Carraway e Toby Stephens (que seria o vilão de 007 – Um Novo Dia para Morrer) como o milionário protagonista. É uma boa adaptação, ainda que Stephens não tenha nada do protagonista, portando um sorriso um tanto que maníaco – não é à toa que acabou enfrentando James Bond posteriormente.

G – Triângulo Amoroso (2002)

02g

Única versão que troca a década de 20 por um período atual, o filme de Christopher Scott Cherot não é uma adaptação assumida da obra de Fitzgerald, mas traz claros elementos desta. A história preserva o personagem rico que almeja reconquistar um amor perdido, só que agora toma lugar na Hamptons dos anos 2000 – e conta com quase todo o elenco negro. G – Triângulo Amoroso foi pouquíssimo divulgado, o que torna tão difícil de encontrá-lo.

GAT4

Com Baz Luhrmann fornecendo uma áurea pop ao Grande Gatsby, relembremos aqui outros casos de adaptações radicais:

Anna Karenina (2012)

ak

Clássico da literatura russa de Leo Tolstói, Anna Karenina ousou em sua sexta adaptação ao trazer fortíssimos elementos teatrais para sua narrativa. Na versão de Joe Wright para a trama de adultério nas altas classes, a história se desenrola toda dentro de um palco de teatro, rendendo diversos momentos memoráveis ao fazer uso de cortinas, cenários de pano e outros esquipamentos do teatro. Pena que essa ousadia não foi o bastante para salvar o filme.

De Olhos Bem Fechados (1999)

eyes

Stanley Kubrick sempre foi conhecido por suas adaptações que diferem radicalmente da obra original. Talvez o exemplo mais forte dessa característica esteja em seu longa final, De Olhos Bem Fechados, que parte de um romance alemão ambientado na Viena da virada do Século XX. Kubrick atualizou a história em um século, mas manteu a questão sobre adultério – e o baile mascarado – em seu núcleo.

Romeu + Julieta (1996)

romeo-juliet

Também de Baz Luhrmann, é a mais popular versão para o clássico de William Shakespeare. A abordagem aqui inclui uma atualização da história para a década de 90-  inserindo gangues, intrigas corporativas e armas de fogo na trama – mas mantendo a linguagem original da peça. A trilha sonora também adquire esse teor pop de O Grande Gatsby, mas é um caso de “ame ou odeie”. E eu odeio.

Menção Honrosa: Maria Antonieta (2006)

marie

Trata-se de um roteiro original, e não de um adaptação literária, mas impossível não deixar de fora o filme de Sofia Coppola sobre a rainha Maria Antonieta. Aqui, é mantida a linguagem da época e todos os figurinos, mas Coppola oferece um tratamento pop (novamente) à trilha sonora – que inclui canções do tipo “I Want Candy” e The Cure – e no tratamento adolescente à protagonista; deixando até um par de all stars como easter eggs.

O especial de O Grande Gatsby vai ficando por aqui, mas não deixe de conferir a crítica do filme aqui no blog amanhã. Espero que tenham curtido, até mais, Old Sports!

| Os Miseráveis | Tom Hooper faz o elenco todo cantar ao vivo, mas não perdoa nos excessos

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Musical with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

LesMiserables

De cabelo picotado e olhar melancólico, Anne Hathaway provoca a maior reação emocional do longa

Já disse isso no ano passado e não vejo mal em repetir: não gosto de filmes musicais. No entanto, a versão de Tom Hooper para Os Miseráveis traz um elenco muito carismático e 8 indicações para o Oscar deste ano, logo merece ser conferido até mesmo por aqueles que acham repentinos números musicais intrusivos em longa-metragens. Dito isso, o longa impressiona pela escala de sua produção e o talento de seu elenco, que se transforma realmente em um grupo de cantores.

A trama é mais uma adaptação da cultuada obra de Victor Hugo (que já ganhou bem sucedidas versões nos palcos da Broadway), que traz uma série de personagens em meio ao período da Revolução Francesa do século XVIII. No centro deles está Jean Valjean (Hugh Jackman), um condenado que foge de sua condicional e aspira por uma vida melhor, ao mesmo tempo em que é perseguido pelo cruel inspetor Javert (Russell Crowe) e se compromete em cuidar da jovem Cosette (Isabelle Allen, jovem, e Amanda Seyfried, adulta).

O que é realmente interessante sobre o novo filme é sua técnica inovadora. Primeiramente que cerca de 90% dos diálogos do roteiro não são pronunciados, e sim recitados em forma de canções – o que difere dos musicais habituais, onde a narrativa segue de forma padrão e é momentaneamente quebrada para a entrada de um número musical, onde impera determinada canção. Aqui, Hooper insere a cantoria como algo habitual desse “universo”, em uma clara tentativa de torná-las orgânicas, algo que não me recordo de ter visto em produções do tipo. Mesmo que seja uma iniciativa intrigante, o resultado é exaustivo de se acompanhar, já que o espectador é atacado com uma enxurrada de canções, uma atrás da outra. Há até uma cena em que acompanhamos diversas músicas diferentes ao mesmo tempo; o que, ainda que contribua para a preparação de uma batalha, soa como uma cacofonia incomodante.

Mas certamente é de se dar créditos ao novo método de interpretação das canções. Geralmente o elenco se reúne em um estúdio para gravar todo o trabalho vocal separadamente, para depois atuar durante as filmagens tendo essas gravações de áudio como referência. Em Os Miseráveis, o elenco canta ao vivo, sendo no mínimo, ousado. E os resultados são absurdamente perceptíveis em cena, já que as interpretações ganham muito mais intensidade. A começar pelo protagonista Hugh Jackman, que abandona todo o teor cômico/durão de seu Wolverine para encarnar o complexo Valjean, personagem que passa por transformações físicas notáveis e o ator desaparece nelas, fortalecendo assim sua excelente (e esforçada) performance e comprovando sua imensa carga dramática (e também revelando sua habilidade para cenas de canto).

Favorita ao Oscar de Atriz Coadjuvante, Anne Hathaway de fato merece todos os elogios e prêmios que vem recebendo. Mesmo tendo pouco tempo em tela, sua Fantine é a figura mais trágica e marcante da projeção, e a atriz se despe de toda vaidade e ignora todos os clichês que poderiam surgir ao encarnar uma mulher que perde lar, cabelos e dentes e recorre à prostituição para sustentar sua única filha. Suja e com um olhar destruidor, Hathaway protagoniza o melhor momento do longa ao cantar “I Dreamed a Dream” em uma melodia melancólica e frustrada – e o fato de Hooper manter a cena sem cortes e focalizar a câmera em seu rosto, a torna ainda mais poderosa e emocionante.

A grandiosidade dos cenários também é de se admirar, sendo todos eles uma fiel recriação da Paris daquele período. O demérito vai para a junção artificial de ambientes reais e digitais, como a cantoria solo de Russell Crowe sobre um telhado da cidade, cujo uso óbvio de green screen compromete o bom trabalho do ator. Em efeito contrário, é justamente a artificialidade que favorece alguns fatores da fita, em especial as exageradas vestimentas e caricatas maquiagens dos vigaristas vividos por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen (coincidentemente, ambas figuras igualmente cartunescas no ótimo Sweeney Todd de Tim Burton), que contribuem para o desempenho da dupla – que funciona como um divertido alívio cômico.

Com 168 minutos que se movem com notável lentidão, Os Miseráveis apresenta uma ótima história e um elenco espetacular, mas que é ofuscada em meio ao excesso de canções. O novo método escolhido por Tom Hooper favoreceu aos intérpretes, que dão o seu melhor em apresentações intensas, mas rendeu uma experiência difícil de se acompanhar. Nas palavras do comediante Jerry Seinfeld: “Não gosto desses musicais, não entendo por que cantar, quem canta? Se tem alguma coisa pra dizer, diga!”

Obs: Essa crítica foi publicada durante minha viagem para Los Angeles, em 29 de Janeiro de 2013.

| O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | É isto o que significa uma boa adaptação?

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , on 15 de dezembro de 2012 by Lucas Nascimento

3.0

The Hobbit - An Unexpected JourneyO carismático Martin Freeman é Bilbo Bolseiro

Um filme enorme, um terço de livro

A primeira coisa que as pessoas me falam quando admito a elas não ser fã de O Senhor dos Anéis é “Mas você precisa admitir que os efeitos da produção são ótimos”. Admito isso sem medo, pois enxergo plenamente a qualidade técnica da trilogia comandada por Peter Jackson e até simpatizo com toda a mitologia criada em torno do Um Anel, mas meu problema é que simplesmente não me encanto com o gênero de Terra-Média (não como a ficção científica, por exemplo). O Hobbit: Uma Jornada Inesperada apresenta grandes avanços tecnológicos, mas ainda não conseguiu me seduzir pelo universo de J. R. R. Tolkien.

A trama é ambientada antes dos eventos da Trilogia do Anel e acompanha o jovem hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) embarcando em uma aventura com o mago Gandalf (Ian Mckellen) e uma companhia de 13 anões (não vou citar todos os nomes, porque não lembro de nenhum) para reinvindicar uma terra roubada pelo poderoso dragão Smaug.

Para aqueles que (dificilmente) não sabem, Uma Jornada Inesperada é a primeira parte de uma nova trilogia. E são nada menos do que três filmes para servir de adaptação a um único livro, a primeira ingressão de Tolkien no universo que logo se expandirira monstruosamente em mais quatro obras. Fica claro ao longo dos 169 minutos de projeção do longa que Jackson e seus roteiristas não tinham muito material para sustentar uma trama que encosta nas 3 horas. Não é uma questão de o quão fiel o filme consegue ser ao livro, é pura questão de ritmo.

Para não acharem que é marcação minha com a saga, tomemos como exemplo A Sociedade do Anel (filme que adoro, independente de minha descrença no gênero), que é muito mais filme que O Hobbit. Sua duração é mais extensa e, ainda assim, consegue desenvolver muito mais sua história e seus personagens. Claro que o filme de 2001 adapta o livro inteiro, ao passo em que o deste ano só se concentra em 1/3 da obra (e até apêndices, pelo que li) e com todo o tempo disponível, a equipe criativa o desperdiça miseravelmente.

O que fazem os personagens de O Hobbit durante quase três horas? Caminham e pouco, muito pouco, de relevante acontece. Jackson erroneamente aposta em cenas dramáticas onde o protagonista enfrenta a morte (de que adianta o drama, se logo nos segundos iniciais o vemos envelhecido preparando-se para contar a história?) e todas as situações de perigo são resolvidas praticamente da mesma forma, aumentando a repetição e extendendo a narrativa sem necessidade. Fica a impressão de que se Jackson tivesse se preocupado mais com o rumo da trama do que em fazer conexões com a trilogia original, Uma Jornada Inesperada poderia ter resolvido muito mais rápido; mas ao mesmo tempo, tais momentos são alguns dos melhores do longa (como a dicussão com os três trolls, que é divertidíssima, mas inútil em termos de história) e impossível não arrepiar quando o diretor traz uma referência visual muito clara com um dos planos mais famosos de A Sociedade do Anel.

Mas se O Hobbit falha como narrativa, acerta pela inovação.

48 Frames por Segundo

O monstro Andy Serkis novamente traz vida ao Gollum

Você deve ter ouvido muito falar do tal 48 FPS de O Hobbit. História longa abreviada, trata-se de um recurso que possibilita a visualização de imagem mais nítida, realista. Os filmes que vemos habitualmente no cinema são exibidos em 24 frames por segundo, logo o dobro de quadros permite que o olho humano enxergue um número maior de imagens. O resultado é claramente perceptível na tela: as cenas movem-se com impressionante nitidez e sua resolução é de uma definição impecável . Em diversos momentos, há um certo estranhamento pela velocidade (tem se uma impressão de que o projetor acionou o modo “fast foward”), mas logo o espectador se acostuma.

Ganham pontos com isso as deslumbrantes locações e visuais que Peter Jackson habitualmente confere às suas produções. Sejam digitais ou reais, todos os cenários são maravilhosamente retratados pela equipe, seja na toca aconchegante de Bilbo (cuja fotografia de Andrew Lesnie sempre lhe confere acertados tons quentes) ou na sombria caverna onde testemunhamos a primeira aparição do icônico Smeágol. E se na trilogia original o trabalho de captura de performance de Andy Serkis já era ótimo, aqui ele é ainda mais realista e palpável, sendo possível enxergar claramente as feições de seu intérprete.

Com Martin Freeman extremamente carismático como Bilbo e Ian Mckellen divertidíssimo como Gandalf, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada inicia de forma lenta e maçante a nova trilogia de Peter Jackson, e fica níveis abaixo da trilogia do Anel. Com três filmes para um livro, torcemos apenas que os próximos tenham uma história que de fato sustente sua longa duração.

Obs: O uso que Peter Jackson faz do 3D é incrível.