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Veja o trailer de TRASH – A ESPERANÇA VEM DO LIXO

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , , on 21 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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Talvez você se lembre que, no ano passado o diretor Stephen Daldry (Billy ElliotAs Horas e Tão Forte e Tão Perto) estava com Rooney Mara e Martin Sheen no Rio de Janeiro gravando um filme. Bem, é levantada a cortina e Trash – A Esperança vem do Lixo ganha seu primeiro trailer que, com as participações de Wagner Moura e Selton Mello, gira em torno de um mistério envolvendo uma carteira. Confira:

A produção do filme é britânica e brasileira, em uma junção da Working Titles com a O2 Filmes.

Trash – A Esperança vem do Lixo estreia em 9 de Outubro.

Hear Me Roar | Especial GODZILLA (ゴジラ)

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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O rei dos monstros está de volta. Em uma nova chance de popularizar um dos ícones japoneses no cinema americano, a Warner Bros aposta no diretor Gareth Edwards e em grande elenco no novo Godzilla, o que nos leva à chance de conhecer mais sobre sua criação e suas seis décadas de existência nas telas. Vamos lá:

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Um breve sumário sobre o processo de criação do novo filme.

Por que fazer mais um filme de Godzilla?

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 A história começa 10 anos atrás, com o lançamento do último filme de Godzilla produzido pela Toho Co., responsável por todos os filmes japoneses do personagem. De lá pra cá, Hollywood sempre tentou honrar o ícone japonês nas telonas, mas fracassou – tanto em público quanto crítica – com a versão de Roland Emmerich em 1998.

Em 2oo3, a TriStar perde os direitos do personagem e o diretor Yoshimitsu Banno (responsável por um dos filmes da franquia original, veremos abaixo) parte para um projeto em 3D IMAX do personagem, entitulado Godzilla 3D To the MAX. Banno se uniu a produtores americanos em 2007 para dar vida ao projeto, mas uma série de problemas financeiros a respeito com a tecnologia atrasaram o projeto.

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O diretor Gareth Edwards

Entra a Legendary Pictures para ressuscitar o projeto em 2009. A produtora se alia à Toho Co. e à Warner Bros em 2010 para uma nova tentativa de lançar no monstro nos cinemas americanos, contando com Yoshimitsu Banno agora na produção executiva e uma inspiração maior no filme original de 1954. As engrenagens se moveram e o diretor britânico Gareth Edwards (que até então só havia dirigido o independente Monstros) foi o escolhido para comandar o reboot.

Mesmo com diretor fechado já em 2010, a produção permaneceu em estágio de desenvolvimento até 2012, trabalhando no design de criaturas e na visão geral da produção. Já o roteiro passou de diversas mãos até chegar no resultado final: David Callaham (Os Mercenários), David S. Goyer (Trilogia Cavaleiro das Trevas, O Homem de Aço), Max Borenstein e Drew Pearce foram os responsáveis pelos primeiros tratamentos. A versão final do texto ficou a cargo do cineasta Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade, À Espera de um Milagre, The Walking Dead), que definiu que sua visão trazia:

  1. 1. Godzilla como “um grande fenômeno da natureza”
  2. Drama humano pesado
  3. Uma alternativa contemporânea à metáfora das bombas nucleares

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O novo visual de Godzilla

O design da criatura procurou grande inspiração na criatura original da Toho (ignorando a criticada versão “iguana” de Roland Emmerich), passando ainda por Jurassic Park, Alien, Tropas Estelares e King Kong. Edwards também confirmou que Godzilla não será o único monstro da produção, e que o personagem será mais um anti-herói do que vilão.

As filmagens começaram em 18 de Março de 2013, contando com um elenco estelar e um orçamento aproximado de 160 milhões de dólares. A equipe ainda conta com Seamus McGarvey na direção de fotografia (em 2D, sendo convertido para 3D na pós-produção), Jon Rygiel (trilogia Senhor dos Anéis) na supervisão de efeitos visuais e Alexandre Desplat a cargo da trilha sonora.

Futuro

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Como não se faz um filme atualmente grande sem pensar no futuro, os olhos se voltam para Gareth Edwards. Ainda que prometa que seu filme tem uma conclusão fechada, não descarta reutilizar algumas ideias da franquia original (o diretor já se declarou fã da Ilha Monstro, de 1968) em possíveis continuações. Além disso, o empolgado Guillermo Del Toro ainda sugeriu um crossover entre Godzilla e seu Círculo de Fogo.

No esquema das coisas, não ficaria surpreso se Godzilla fizesse uma ponta em Batman Vs. Superman.

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Os principais personagens do novo filme:

Ford Brody | Aaron Taylor Johnson

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O tenente americano Ford Brody é especializado no desarmamento de bombas. Casado e pai de um filho pequeno, Brody é logo mandado para o combate novamente quando os ataques de monstros começam a assolar diferentes cidades americanas.

Joe Brody | Bryan Cranston

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Deixando de lado seu alter-ego como Heisenberg na série Breaking Brad, Bryan Cranston vive Joe Brody, cientista chefe da usina nuclear japonesa Janjira. Após uma anomalia misteriosa afetar o lugar e lhe custar uma perda pessoal, Brody fica obcecado em descobrir a verdade encoberta pela empresa e parte atrás de respostas.

Ichiro Serizawa| Ken Watanabe

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Maior papel japonês de peso, Watanabe interpreta o Dr. Ichiro Serizawa, cientista que estuda as aparições de Godzilla e outros monstros do tipo há anos. De certa forma responsável pela criação da criatura, ele pode ter a chave para neutralizar a situação.

Elle Brody | Elizabeth Olsen

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Elizabeth Olsen é um nome pra se guardar na cabeça. A talentosa irmã das gêmeas Mary-Kate e Ashley já brilhou em alguns dramas e agora embarca no cinema blockbuster, com a continuação de Os Vingadores e sua Elle Brody em Godzilla. Ela interpreta a esposa de Ford.

Sandra Brody | Juliette Binoche

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Maior surpresa no elenco, a atriz francesa Juliette Binoche interpreta a esposa de Joe Bordy, Sandra, que também é uma funcionária da Janjira. Os trailers meio que já entregaram o destino trágico da personagem, envolvendo um acidente na usina nuclear.

Godzilla | Andy Serkis

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Esperava por essa? Isso aí. Mesmo que seja uma criação computadorizada, Godzilla tem um intérprete de captura de performance: ninguém menos do que o especialista no ramo, Andy Serkis (Gollum, César de Planeta dos Macacos e o King Kong de Peter Jackson). E o que dizer sobre seu personagem? Uma fera gigantesca e destruidora, que promete trazer dor de cabeça à humanidade e sair na mão com mais alguns monstros gigantes.

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Let’s put it simple: Godzilla tem filmes pra cacete. Mais que o James Bond. São filmes lançados desde 1954, com o reboot de Gareth Edwards marcando o 60º aniversário do personagem e sua 31ª incursão nas telas do cinema.

Não assisti a nem um quarto dos filmes de Godzilla, por isso me limitei a apresentar um breve sumário sobre cada longa – ao invés de avaliá-los criticamente. Uma questão complexa na franquia é a diferença dos títulos japoneses para os americanos, então trouxe aqui as versões de cada idioma.

Comece:

A ERA SHÔWA (1954-1975)

Godzilla (1954)

JAPÃO: Gojira

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O filme que começou tudo. Gojira foi criado pelo executivo da Toho, Tomoyuki Tanaka e pelo diretor Ishiro Honda, ganhando vida pelas mãos do técnico de efeitos especiais Eiji Tsubaraya e pela icônica música de Akira Ifukube. O primeiro filme aposta pesado na mensagem contra ao desenvolvimento de bombas nucleares da época, trazendo também ecos fortíssimos da destruição de Hiroshima e Nagasaki. A trama aposta no ataque da criatura à cidade de Tóquio, e as tentativas da humanidade de eliminá-lo.

Godzilla Raids Again (1955)

JAPÃO: Gojira no gyakushû

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Sequência imediata para o sucesso de 1954, o filme de Motoyoshi Oda traz Godzilla atacando o Japão novamente, mas dessa vez introduz o primeiro monstro secundário da franquia: Anguirus. Na trama, o monstrão ainda não tinha o caráter de anti-herói, e a destruição de Osaka simplesmente fica no meio de seu confronto com Anguirus.

King Kong Vs. Godzilla (1962)

JAPÃO: Kingu Kongu tai Gojira

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Enquanto a Marvel Studios e a DC Comics vão trabalhando em seus universos expandidos e crossover, o monstro japonês já encontrava outros ícones da cultura pop há muito tempo. A onde começou quando Godzilla enfrentou o gorila gigante King Kong, no filme dirigido por Ishiro Honda, em uma trama que primeiro brinca com a rivalidade de cada um na imprensa, para depois se dedicar ao mano a mano. Quem vence o duelo é Kong, graças a poderes elétricos garantidos após uma tempestade de raios.

Godzilla Contra a Ilha Sagrada(1964)

JAPÃO: Mosura tai Gojira

EUA: Godzilla Vs. Mothra, Godzilla Vs. The Thing

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Novamente dirigido por Ishiro Honda, A Ilha Sagrada é responsável por introduzir um dos personagens mais icônicos do “Godzillaverso”: a mariposa gigante Mothra, que é o principal antagonista da produção – considerada pelos fãs como um dos pontos altos da franquia.

Ghidrah, O Monstro Tricéfalo (1964)

JAPÃO: San daikaijû: Chikyû saidai no kessen

EUA: Ghidrah, the Three-Headed Monster

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Seguindo a ameaça de Mothra, a Toho começa a apostar em novos oponentes para o lagarto radioativo, agora apostando no popular Rei Ghidrah, um dragão de três cabeças vindo do espaço. Além do inimigo tricéfalo, temos o retorno de Mothra e a aparição de Rodan, o famoso pcterodáctil gigante (outro lucrativo personagem da Toho). Foi a única ocasião em que dois filmes de Godzilla foram lançados no mesmo ano.

A Guerra dos Monstros (1965)

JAPÃO: Kaijû daisensô

EUA: Godzilla Vs. Monster Zero

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Último filme comandado por Ishiro Honda, A Guerra dos Monstros aposta em uma civilização alienígena, os Xiliens, como elemento central da trama; onde a tal raça clama pela ajuda da Terra para destruir uma criatura mortal conhecida como “Monstro Zero” – que no fim, revela-se como o Rei Ghidrah do filme anterior. Rodan também retorna, servindo como aliado de Godzilla.

Ebirah, Terror dos Abismos (1966)

JAPÃO: Gojira, Ebirâ, Mosura: Nankai no daiketto

EUA: Godzilla Versus the Sea Monster; Godzilla, Mothra, and Ebira, Horror of the Deep

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Com a saída de Ishiro Honda, o diretor Jun Fukuda substitui o clima de ficção científica estabelecido por seu antecessor por um pautado na ação/aventura. A trama se desenrola em uma ilha tropical, e traz um novo monstro para ser combatido por Godzilla: Ebirah, que é uma espécie de lagosta gigante. Não bastasse a ameaça marinha, Mothra também retorna para atormentar o protagonista.

Son of Godzilla (1967)

JAPÃO: Kaijûtô no kessen: Gojira no musuko

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Chega uma hora em que praticamente todo grande ícone pop encara a paternidade, não? Na segunda investida de Jun Fukunda na franquia, Godzilla descobre seu filho recém-nascido (que ainda suspeito ser um descendente perdido da Família Dinossauro) e o ajuda na “arte de ser um monstro”, incluindo conselhos sobre o controle de seu bafo radioativo e… Seja lá qual for a moral de um lagarto radioativo gigante. Um dos oponentes memoráveis da produção é Kumonga, uma aranha gigante.

O Despertar dos Monstros (1968)

JAPÃO: Kaijû sôshingeki

EUA: Destroy All Monsters

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Niguém contava com o retorno de Ishiro Honda, que resolveu trazer consigo tudo quanto é tipo de monstro (basta reparar no cartaz acima) para o novo filme, que traz todos os kaijus da Terra confinados em uma “Monstrolândia”. Quando a situação sai do controle, Godzilla, Rodan, Mothra, Gorosaurus, Anguirus, Kumonga, Manda, Baragon e Varan começam a atacar diversas capitais mundiais. Pra piorar, entra uma raça alienígena (os Kilaaks) para tentar amenizar a situação, usando de uma poderosa arma secreta… O Rei Ghidrah! (Again).

Godzilla’s Revenge (1969)

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Considerado pela base fã como a pior entrada na franquia, o filme de Ishiro Honda assume abertamente seu caráter mais infantil, com direito até a lição de moral no fim. Toda a trama é a imaginação de um menino atormentado por valentões (calma, não é um plot twist), que se imagina ao lado de Godzilla, seu filho e uma porrada de monstros em uma ilha.

Godzilla Vs. Hedorah (1971)

JAPÃO: Gojira tai Hedorâ

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Honda sai mais uma vez e deixa a cadeira de diretor para Yoshimitsu Banno, que introduz um dos monstros mais grotescos da franquia: Hedorah, uma substância alienígena que chega à Terra e acaba por se transformar em uma criatura horrenda ao entrar em contato com a poluição do planeta (em uma clara mensagem ecológica). Além do visual elaborado, o vilão ainda tem a capacidade de disparar ácido e raios laser, o que o torna um dos mais letais oponentes de Godzilla.

Godzilla Vs. Gigan (1972)

JAPÃO: Chikyû kogeki meirei: Gojira tai Gaigan

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Com Banno demitido pelo chefão da Toho (que detestou seu trabalho com o filme anterior), Jun Fukuda retorna para o décimo-segundo filme da franquia, que envolve uma nova raça de alienígenas planejando a extinção da Humanidade, a fim de tornar a Terra um ambiente pacífico (acho interessante como traz ecos até hoje). Para isso, usam mais uma vez do Rei Ghidorah e do inédito Gigan – considerado também um dos melhores oponentes do protagonista.

Godzilla Vs. Megalon (1973)

JAPÃO: Gojira tai Megaro

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Fukunda novamente assume a direção para que Godzilla enfrente um novo inimigo: Megalon, protetor de uma civilização exótica (Seatopians). A criatura se alia a Gigan, mas o protagonista conta com a ajuda do ciborgue Jet Jaguar (um Ultraman genérico). Foi um dos poucos filmes da franquia que assisti, e faço de questão de compartilhar um de seus momentos mais insanos, que revelam como Godzilla é bom de briga:

 https://www.youtube.com/watch?v=JuEa6Hum0b4

Godzilla Vs. Mechagodzilla (1974)

JAPÃO: Gojira tai Mekagojira

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Guarde esse nome: MecaGodzilla. Se a Toho usava e abusava das participações do Rei Ghidorah, não vai largar da criatura cibernética, uma criação de (claro) raças alienígenas estranhas. A trama ainda traz elementos míticos ao incluir profecias, e lendas míticas de Okinawa, mas o grande foco é o conflito entre Godzilla e MecaGodzilla.

Terror of Mechagodzilla (1975)

JAPÃO: Mekagojira no gyakushu

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Continuação direta do anterior, o filme de Ishiro Honda aproveita novamente o vilão MecaGodzilla e apresenta também Titanossauro. Com o cinema japonês em baixa pela competição com a TV – aliado às crises energéticas dos anos 70 -, a Era Shõwa chegara ao fim, e a também a franquia de Godzilla.

ERA HEISEI (1984-1995)

Godzilla 1985 (1985)

JAPÃO: Gojira

EUA: Godzilla – The Legend is Reborn

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Ou assim pensávamos! Uma década após o último filme, Godzilla 1985 dá início à Era Heisei (ainda que alguns incluam a produção como parte da Shõwa), visando recuperar o clima sombrio do original; ignorando todas as continuações no processo. O filme de Koji Hashimoto é ambientado 30 anos após os eventos de 1954, trazendo o monstro atacando Tóquio novamente.

Godzilla Vs. Biollante (1989)

JAPÃO: Gojira Vs. Biorante

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Escrito e dirigido por Kazuki Omori, o 17º filme da franquia começa logo após os eventos do filme anterior, e traz muita genética para uma trama que envolve a criação de uma criatura (o Biollante, do título) através das células de Godzilla, uma rosa (é, a flor) e de uma das personagens humanas do longa. Tretas de monstros pra lá e pra cá, o novo filme foi elogiado por ter trazido elementos mais criativos.

Godzilla Vs. King Ghidorah (1991)

JAPÃO: Gojira vs. Kingu Gidorâ

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Kazuki Omori retorna e já marca a primeira aparição do icônico Rei Ghidorah na era Heisei, em uma trama que agora aposta em viagens no tempo. Além do famoso monstro tricéfalo do título, o filme nos apresenta ao Godzillassauro (o estágio anterior de Godzilla, antes de este ser contaminado pela radiação) e à combinação dos dois oponentes mais utilizados pela Toho: o Meca-Rei Ghidorah. Haja fôlego.

Godzilla & Mothra: The Battle for Earth (1992)

JAPÃO: Gojira Vs. Mosura

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Sai Kazuki Omori, entra Takao Okawara na direção para a introdução de Mothra na Era Heisei, em um filme que traz ainda o monstro Battra (basicamente, um gêmeo maligno de Mothra, também uma criatura voadora) e telepatas. De grande destaque visual, o longa é conhecido por uma batalha final em um parque de diversões.

Godzilla Vs. Mechagodzilla II (1993)

JAPÃO: Gojra Vs. Mekagojira

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Não há muitas novidades (como você já deve vir percebendo) no próximo filme de Takao Okawara, que traz de volta, novamente, mais uma vez o MecaGodzilla para lutar com o protagonista. Rodan aparece, a ONU cria um organização para combater o lagarto gigante e Godzilla aceita adotar um “Godzilla baby” como seu filho, o que trará consequências no futuro.

Godzilla Vs. Spacegodzilla (1994)

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Obs: Numa escala de 10 a 10, o quão lindo é esse pôster?

Quando você acha que não dá pra inventar mais nada, eis que surge o GODZILLA DO ESPAÇO! A ameaça cósmica tem um dos visuais mais elaborados de toda a franquia, e chega para dar mais dor de cabeça à Godzilla, que ainda conta com seu filho para ajudá-lo no conflito. Quem comandou a brincadeira foi Kensho Yamashita.

Godzilla Vs. Destoroyah (1995)

JAPÃO: Gojira vs. Desutoroiâ

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Novamente enfrentando o monstro Destoroyah, o filme de Takao Okawara aposta bastante no filho do protagonista, que transforma-se no núcleo central da trama. Não por acaso, já que Godzilla é morto no final, deixando o legado para seu jovem descendente. Um final apropriado para a Era Heisei, que não deixaria a franquia congelada por um hiato tão grande quanto o da Shõwa.

ERA MILLENNIUM (1999-2004)

Godzilla 2000 (1999)

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Após o fracasso da versão americana em 1998, a Toho voltou para fazer justiça ao personagem, lançando Godzilla 2000 para iniciar a Era Millennium. O filme de Takao Okawara ignora todos os anteriores, estabelecendo uma trama básica onde o monstro ataca Tóquio mais uma vez, além de trazer elementos alienígenas e o monstro Orga.

Godzilla Vs. Megaguirus (2000)

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Masaaki Tezuka entra à bordo da franquia, em uma continuação direta do filme anterior. Agora, me acompanhem bem de perto: um satélite experimental com capacidade de criar mini-buracos negros acaba gerando um buraco de minhoca, servindo de entrada no presente para uma libélula pré-histórica que, por sua vez, acaba por depositar centenas de ovos nas águas de Tóquio. Nascem então os monstros Meganulons, comandados pela rainha Megaguirus.

Godzilla, Mothra, King Ghidorah: Giant Monsters All-Out Attack (2001)

JAPÃO: Gojira, Mosura, Kingu Gidorâ: Daikaijû sôkôgeki

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Shūsuke Kaneko comanda mais um super encontro de Godzilla e seus ferozes oponentes em mais uma trama de grandes batalhas. O monstrão anti-herói enfrenta novamente Mothra, Rei Ghidarah e Baragon.

Godzilla Against Mechagodzilla (2002)

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MAIS uma aparição do MecaGodzilla, mas agora sob o codinome de Kiryu, uma arma cibernética criada pelos humanos para combater Godzilla. Masaaki Tezuka é o diretor.

Godzilla: Tokyo S.O.S. (2003)

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Masaaki Tezuka volta para a continuação direta de Godzilla Against MechaGodzilla: Tokyo S.O.S., que  traz de volta Mothra (mas agora como inimigo do protagonista) e introduz Kamoebas (uma espécie de tartaruga gigante) na história, novamente envolvendo uma batalha entre Godzilla e seu equivalente mecânico.

Godzilla: Final Wars (2004)

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Se hoje temos X-Men: Dias de um Futuro Esquecido para unir tudo o que já foi feito na franquia mutante da Fox, em 2004 a Toho usou todas as suas cartas para um final épico e explosivo para sua franquia de Godzilla, que marcaria o fim da Era Millennium e também das produções japonesas do personagem. O filme de Ryuhei Kitamura surge mais como uma homenagem ao universo-zilla do que um filme em si, repleto de batalhas contra os monstros mais memoráveis da franquia – e inclui também uma luta contra o Godzilla americano do filme de Roland Emmerich! Ainda não assisti, mas parece obrigatório.

ERA AMERICANA

Godzilla, O Monstro do Mar (1956)

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Basicamente, é uma refilmagem americana do original de 1954. Terry Morse dirigiu O Monstro do Mar, que mostrou-se um sucesso considerável tanto nos EUA quanto no Japão.

Godzilla (1998)

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E esta é provavelmente a primeira (e talvez única) versão de Godzilla que a maioria de vocês já assistiu. O cineasta Roland Emmerich foi o escolhido para comandar uma possível franquia do personagem para a Sony, mas o fracasso de crítica e bilheteria botaram o monstro para dormir – e os direitos do personagem acabaram sendo vendidos para a Warner. Sobre o filme de Emmerich, assistia muito quando criança e talvez seja esse o motivo de ter um certo carinho por este. Claro, os efeitos são precários, o roteiro é risível e o monstro não faz jus ao legado, mas todo o clima chuvoso de Nova York e o tom exagerado agradam. É um guilty pleasure.

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Alguns dos “companheiros” americanos de Godzilla nas telonas:

King Kong

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Monstro gigante mais popular da cultura americana, o gorila gigante King Kong já ganhou três versões em sua terra natal (no Japão, ele já encarou Godzilla, como vimos acima), sendo elas em stop motion (1933), roupa (1972) e computação gráfica (2005). Causou pânico ao ficar à solta nas ruas de Nova York, mas Kong é um ser com coração, movido apenas pelo amor que sente à bela humana Ann.

Cloverfield

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Projeto surpresa de J.J. Abrams comandado por Matt Reeves, Cloverfield – Monstro introduz a estética de found footage ao gênero de monstros gigantes, retratando o assombroso ataque de uma criatura misteriosa em Nova York. O monstro do título é impressionante e faz um belo estrago na cidade americana, podendo ser considerado o “Godzilla Ianque”. Muito se falou sobre uma continuação, mas nunca saiu do papel.

Círculo de Fogo

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Responsável por alguns dos maiores orgasmos nerd no ano passado, a aventura sci fi de Guillermo Del Toro é uma verdadeira homenagem ao gênero kaiju, trazendo a humanidade utilizando de robôs gigantescos para combater monstros colossais. Super divertido e caprichadíssimo no design de suas criaturas.

Bem, esse foi o breve especial sobre Godzilla (quem dera ter uns dois meses para assistir a todos os filmes). Assisto ao novo filme na Quinta-Feira, volte aqui para conferir o veredito.

Até lá!

| Noé | Épico bíblico com assinatura de Darren Aronofsky

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Noé radical: Barbona e máquina zero

Ao passear pela carreira do cineasta americano Darren Aronofsky, nem poderíamos imaginar que futuramente encontraríamos Noé entre as produções, geralmente centradas em personagens problemáticos que enfrentam grandes dilemas morais e surtos psicológicos. Mas terminada a sessão, é bem claro que o personagem-título deste novo filme é uma figura que se encaixa perfeitamente na carreira do diretor e que, fiel ou não ao material bíblico, oferece um estudo complexo e fascinante.

A trama adapta o icônico conto bíblico da Arca de Noé, quando Deus (ou, o Criador aqui) estava insatisfeito com a maldade do Homem e resolveu enviar um dilúvio para extinguir a humanidade e recomeçar do zero. A fim de garantir a sobrevivência dos animais, o Criador recorre ao ser humano que este julga como mais puro e digno da tarefa: Noé (vivido por Russell Crowe).

Eu realmente temia pelo futuro de Aronofsky quando este anunciou Noé como seu próximo projeto. Não só os grandes épicos bíblicos parecem esquecidos por Hollywood (curiosamente, agora mais produções do gênero estão para chegar nos próximos anos), mas também pelo inevitável embate cineasta autoral vs. grande estúdio americano. Felizmente, o diretor – que assina o roteiro ao lado de Ari Handel – faz uso de todas as ferramentas megalomaníacas de uma produção blockbuster para compor uma história esperta e permeada por discussões filosóficas mais complexas do que o esperado. A fotografia de Matthew Libatique é eficaz ao capturar lindíssimas imagens de ambientes primordiais (a razão de aspecto expandida da tela ajuda), o design de produção de Mark Friedberg impressiona pelo escopo e realismo da robusta arca e o figurinista Michael Wilkinson merece aplausos pela releitura radical no visual de seus personagens: desde um Noé barbudo e careca até o antagonista Tubal Cain (Ray Winstone), cujas vestes de couro se sobressaem diante de seus colegas de cena.

Tecnicamente impecável (com exceção daquelas horrorosas pombas digitais, que garantem uma premonição do que o remake de Os Pássaros nos aguarda), Noé realmente chama a atenção por seus significados. Classificá-lo como uma produção apelativa à religião seria um equívoco, até porque o filme traz diversos elementos da teoria evolucionista (que inclui uma das montagens aceleradas mais lindas já feitas, e que certamente deu dor de cabeça ao talentoso montador Andrew Weisblum). Nas mãos de Aronofsky (que, mera curiosidade, é ateu), Noé é um sujeito complexo e cuja devoção cega ao Criador o testa a refletir e contrariar sobre as mais delicadas questões: seriam todos os humanos mortos pelo dilúvio dignos de tal aniquilação? Definitivamente não. O momento em que Noé e sua família tentam se confortar no interior da arca, com os desesperados gritos abafados ecoando pelas paredes é um dos pontos altos da produção, já que quebra qualquer maniqueísmo em relação às motivações de seus personagens – incluindo as do próprio Criador.

O jogo fica ainda mais intrigante quando o roteiro nos revela até onde a devoção do protagonista a seu superior pode levá-lo, revelando facetas assustadoras – que Russell Crowe é excepcional ao exibí-las e contrastá-las com o retrato bondoso e amigável de Noé que vira traçando na primeira metade do longa. Sem entrar muito em detalhes, mas as decisões tomadas pelo protagonista no desfecho de tal evento são sutilmente refletidas nas figuras dos Guardiões – gigantes de pedra que parecem ter saído de uma escultura rupestre – que representam os anjos caídos; expulsos do Paraíso pelo Criador por sua compaixão à Adão. Quando se analisa a decisão final de Noé no longa, é um paralelo muito viável.

Embalado pela belíssima trilha sonora do mestre Clint Mansell, Noé é um épico cuja preocupação com os dilemas de seus personagens impressiona tanto quanto o espetáculo visual. Nas mãos de um cineasta do calibre de Darren Aronofksy, é uma obra rica e capaz de iniciar as mais diferentes discussões. Não importando qual religião ou crença.

Obs: O 3D convertido não machuca, mas também não oferece nada demais.

| Rush: No Limite da Emoção | Ron Howard traça envolvente perfil de ícones da Fórmula 1

Posted in Ação, Críticas de 2013, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

Rush

Nunca me interessei muito por fórmula 1. Pra falar a verdade, nem mesmo outras modalidades esportivas são capazes de me despertar verdadeiro interesse ou a empolgação presente em grande parcela da população. Mas independente de meus gostos pessoais, é de se impressionar com o que o bom cinema é capaz de fazer: ao longo das 2 horas de Rush – No Limite da Emoção, fui um fanático pelo esporte e suas figuras.

A trama é centrada nos anos 70 (especialmente nas corridas do sexto ano da década), um dos apogeus da Fórmula 1 mundial. Nesse cenário perigoso e que “traz uma média de 2 a 3 mortos por competição”, encontramos a rivalidade entre dois tipos completamente de pilotos: o britânico James Hunt (Chris Hemsworth) e o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl).

Ron Howard parece ter um dom natural para retratar com eficiência (ou ao menos criar bom entretenimento no material) acontecimentos envolvendo fatos/pessoas verídicas. Depois do matemático esquizofrênico John Nash em Uma Mente Brilhante e as lendárias entrevistas televisivas que movem Frost/Nixon (além de outras inúmeras produções), Howard surpreende ao optar por um tema que envolve cenas de ação grandiosas e um complexo trabalho de recriação de época. No último quesito, o design de produção de Mark Digby e o figurino de Julian Day acertam ao manter a fidelidade à época e ainda se beneficiam da fotografia granulada e quase documental de Anthony Dod Mantle – recurso que torna quase impossível diferenciar as diversas imagens de arquivo que o filme traz – e quanto à direção, Howard é hábil em criar sequências automobilísticas capazes de prender o espectador na cadeira.

Além da impecabilidade técnica, Rush conta também com excelentes performances. A começar pela antítese entre os corredores protagonistas: Chris Hemsworth se sai muito bem ao absorver a personalidade festeira e agitada de Hunt enquanto Daniel Brühl surge quase como uma réplica do Lauda real. O ator austríaco até faz uso de uma prótese a fim de tornar seus dentes similares ao do piloto, mas a força do personagem é admirável graças a seu ótimo trabalho e o sotaque bem aplicado. É interessante observar como o roteiro de Peter Morgan utiliza-se de pequenos detalhes para ilustrar o contraste entre essas duas figuras imperfeitas, como trazer uma grande festa para o casamento de Hunt enquanto o de Lauda contenta-se em uma breve união feita em cartório. Vale apontar também que o texto de Morgan (que trabalhara com Howard em Frost/Nixon) se destaca por retratar ambos os pilotos como figuras humanas repletas de virtudes e defeitos próprios, optando sabiamente por não rotular Lauda ou Hunt como herói ou vilão – e quando vemos os dois competindo, é difícil escolher por quem torcer.

Temperado pela bela trilha sonora do sempre genial Hans Zimmer, Rush: No Limite da Emoção é uma excelente adição ao gênero esportivo. Envolvente como longa de ação e emocionante ao retratar os conflitos entre seus personagens, o filme agrada também por oferecer um significado interessante ao conceito de rivalidade – e a importância desta.

Obs: Que subtítulozinho mais infeliz e sessão da tarde esse “No Limite da Emoção”, hein?

Perseguindo a Luz Verde | Especial O GRANDE GATSBY

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 3 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

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Um dos grandes clássicos da literatura americana ganha sua mais luxuosa (e melhor?) versão para as telonas. Baz Luhrmann traz uma pegaada pop e inovadora para O Grande Gatsby, e preparei este especial para analisar a produção e o impacto geral da obra – além de outras curiosidades que geralmente encontro. Vamos lá, old sport:

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Uma brevíssima olhada sobre a importância e significado do romance O Grande Gatsby

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A capa original do romance de 1925, pela Scribner’s

Escrito pelo americano Francis Scott Fitzgerald em 1925, O Grande Gatsby é considerada uma das melhores obras literárias de todos os tempos – e é vista como “um dos Grandes Romances Americanos” do Século XX. O livro ainda é leitura obrigatória em diversas escolas dos EUA e tema de análises que se extendem até hoje, sendo possido delimitar seus temas em dois tópicos principais: o sonho americano e a perseguição ao passado.

Ná época em que todos seguiam o “american way of life”, os EUA seguiam um ritmo festeiro que ficou conhecido como Era do Jazz – graças, também, à ascenção do estilo musical. O que os estudiosos em literatura apontaram, é como Fitzgerald captura o vazio na alta classe (Gatsby só dá todas as enormes festas para atrair seu amor perdido, perseguindo uma memória) e meio que “prevê” a quebra da bolsa de valores em 1929.

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A luz verde: símbolo da ambição de Gatsby, do passado

Mas o que realmente me faz identificar com a trama (afinal, não sou estadunidense nem vivi na década de 20), é a questão do passado. Gatsby quer que quer recuperar os tempos gloriosos que passou com Daisy, é obcecado em alcançar a luz verde no fim do cais. É um desejo tão poderoso que o cega da realidade que habita.

O sentido vai além disso, então deixo aqui a mais poderosa escrita do livro para vocês tirarem suas próprias ideias:

Gatsby acreditava na luz verde, no futuro orgástico que ano a ano recua a nossa frente. Ele nos escapara então, mas isso não importava – amanhã correremos mais rápido, estenderemos mais adiante nossos braços… E numa bela manhã –

E assim prosseguimos, barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado.

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Quem são os jogadores na Geração Perdida de Fitzgerald:

Jay Gatsby | Leonardo DiCaprio

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Veterano da Primeira Guerra Mundial, o misterioso Jay Gatsby mudou sua vida ao abandonar seu passado de pobre para se tornar um poderoso milionário, mas com ligações suspeitas com a máfia de Nova York.  Na esperança de reencontrar seu amor perdido, ele administra uma série de festas gigantescas em sua luxuosa propriedade no West Egg da cidade, na imortal esperança de que um dia Daisy Buchanan apareça.

Daisy Buchanan | Carey Mulligan

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Daisy conheceu Jay Gatsby anos atrás, durante a guerra, e tornaram-se amantes até o momento em que este foi forçado a abandoná-la. Anos depois, ela está casada com o ricaço Tom Buchanan e mãe de duas filhas na propriedade de East Egg. Não demora para que ela reinicie seu romance com Gatsby quando os dois se reencontram, mas a moça encontra-se pressionada por seus dois amantes.

Nick Carraway | Tobey Maguire

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Aspirante a escritor, Nick Carraway viaja para Nova York a fim de encontrar conexões de negócios. Se instalando no West Egg, ele aluga uma casa vizinha à mansão de Jay Gatsby e logo torna-se amigo do milionário, já que possui algo de seu interesse: é primo de Daisy Buchanan, e também servirá de ligação entre os dois. Carraway é o narrador da história e, no filme de Baz Luhrmann, escreve os eventos em um sanatório.

Tom Buchanan | Joel Edgerton

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Colega de Nick Carraway e ex-jogador de futebol americano na faculdade, Tom é um sujeito de temperamento explosivo. Casado com Daisy e protetivo em relação a ela, esconde uma relação extra-conjugal com a esposa de seu colega mecânico, Myrtle. Com a entrada do misterioso Jay Gatsby em seu mundo, ele inicia uma investigação para encontrar os podres do sujeito.

Myrtle Wilson | Isla Fisher

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Presa em um casamento infeliz com o mecânico George Wilson, Myrtle encontra pequenos momentos de felicidade ao encontrar seu amante Tom na cidade. Mantendo um apartamento escondido com este, ela espera embarcar em uma vida de maior glamour.

George Wilson | Jason Clarke

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Um dos menores personagens da trama, é um mecânico proprietário de uma pequena oficina na cidade. Tem um casamento infeliz com sua esposa Myrtle, e nem desconfia do adultério. Fiquem de olho, ele será muito importante na resolução da história.

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Uma breve análise sobre a trilha sonora pop do filme:

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Tobey Maguire e Elizabeth Debicki curtem a balada do Gatsby

Em maio do ano passado, surgia o primeiro trailer de O Grande Gatsby. Além das belas imagens concebidas pelo diretor Baz Luhrmann, chamou muito à atenção a opção musical para embalar a prévia: uma canção pop de Jay-Z e Kanye West (No Church in the Wild) e outra rock de Jack White (em um cover de “Love is Blindness, do U2). Esse era apenas o passo inicial para a gigante coletânea que Luhrmann preparara para seu filme, uma das mais aguardadas dos últimos anos.

A história de Fitzgerald é ambientada na Nova York dos anos 20, embalada pela famosa “Era do Jazz”. Então, o que Florence + the Machine, Lana Del Rey, Beyoncé e tantos outros estão fazendo aí? A intenção de Baz Luhrmann ao trazer músicas modernas para um longa de época era justamente emular o efeito que o jazz causava nas pessoas, 90 anos atrás (porque, infelizmente, o jazz já não é mais tão popular atualmente).

Atrás do espírito festeiro, Luhrmann aliou-se ao músico Shawn “Jay-Z” Carter para recrutar os grandes talentos musicais da atualidade. Carter serve como produtor executivo do longa e ajudou no processo de gravação do álbum, que traz canções originais, covers e – o mais interessante – mixagens ao estilo jazz de músicas modernas (vide  “Crazy in Love, que recebe saxofones e baterias em sua nova composição). Além do lado mais pop, Craig Armstrong entra para fornecer uma trilha sonora instrumental.

Confira a tracklist do álbum:

100$ Bill – Jay-Z

Quando toca: Gatsby apresenta Nick ao mafioso Meyer Wolfshiem

Back to Black – Beyoncé X André 3000 (Cover de Amy Winehouse)

Quando toca: O Flashback que revela a riqueza de Gatsby

Young and Beautiful – Lana Del Rey

Quando toca: Diversas vezes, a melhor delas, quando Gatsby apresenta sua mansão

Love is Blindness – Jack White

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Atropelamento de Myrtle

Crazy in Love – Emeli Sandé & The Bryan Ferry Orchestra (Cover de Beyoncé Knowles)

Quando toca: Gatsby enche a casa de Nick com flores

Bang Bang – will.i.am

Quando toca: Primeira música na festa de Gatsby

A Little Party Never Killed Nobody – Fergie, Q-Tip & GoonRock

Quando toca: Segunda música na festa de Gatsby

Love is the Drug – The Bryan Ferry Orchestra

Quando toca: Brevemente, quando um dos personagens liga o rádio

Heart’s a Mess – Gotye

Quando toca: Segunda música nos créditos finais

Where the Wind Blows – Coco O.

Quando toca: Rapidamente, quando Tom encontra Nick e Gatsby em um restaurante

No Church in the Wild – Jay Z & Kanye West

Quando toca: Apresentação dos anos 20

Over the Love – Florence + The Machine

Quando toca: No pós-festa de Gatsby

Together – The XX

Quando toca: Diversas vezes, geralmente quando há menção à luz verde. E nos créditos finais.

Into the Past – Nero

Quando toca: SPOILER, selecione para ler -> Morte do Gatsby

Kill and Run – Sia

Quando toca: Última música durante os créditos finais

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Por que Baz Luhrmann resolveu gravar o filme em 3D?

THE GREAT GATSBY
Os hipster pira: óculos 3D um pouco mais saudosistas

Quando foi anunciada uma nova adaptação para o romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald, muitos foram intrigados com a presença da tecnologia 3D na realização do projeto. O filme dirigido por Baz Luhrmann é o primeiro da nova leva de estereoscopia que não é utilizada em uma produção fantasiosa ou que apresente explosões e super-heróis.

Logo fica a questão sobre como o 3D, um artifício cujo propósito é diretamente ligado ao espetáculo, se encaixaria num longa ambientado nos anos 20. Bem, não é a primeira vez que o cineasta australiano promove adaptações radicais para obras clássicas (basta lembrar-se de seu ultra pop Romeu + Julieta), e aqui ele pretende fazer uso dos óculos tridimensionais para servir à narrativa. Inspirado pelo trabalho de Alfred Hitchcock em Disque M para Matar, Luhrmann afirmou que o 3D o ajudará na questão do distanciamento humano que a trama tanto prega.

Entrevistado na Cinemacon deste ano, onde exibira as primeiras imagens em 3D do filme, o diretor apostou nas atuações do filme como seu “grande efeito especial”. Ainda na comparação com o filme de Alfred Hitchcock, ele ressaltou a beleza que era apenas observar seu elenco atuando sob os efeitos tridimensionais, fornecidos pelas novas câmeras Red Epic 3Ality 3D rigs.

A presença do 3D em O Grande Gatsby nos faz lembrar o que James Cameron dissera em 2009, quando afirmou que “até mesmo dramas como Juno ficariam melhores no formato”.

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Conheça as versões que a obra de Fitzgerald já ganhou para o cinema:

1926

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Primeira adaptação da obra para o cinema – em plena década de 20, que timing – e também a mais fiel, de acordo com quem assistiu. Infelizmente nós do século XXI só podemos imaginar, já que o rolo de filme do longa encontra-se perdido. A única evidência de imagens é o breve trailer abaixo:

Até o Céu tem Limites (1949)

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Como o filme de 1926 está perdido, pode-se dizer que esta é a versão mais antiga de O Grande Gatsby. Não assisti ao filme, mas ele traz Alan Ladd, Betty Field e Macdonald Carey como o trio protagonista de Gatsby, Daisy e Nick. Curiosamente, o longa de Elliot Nugent chegou ao Brasil com o título Até o Céu tem Limites.

1974

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Certamente a mais popular de todas, o filme de Jack Clayton, com roteiro de Francis Ford Coppola, traz Robert Redford como Gatsby e Mia Farrow como sua amada Daisy. É uma adaptação fiel e que supera a versão de Baz Luhrmann no quesito roteiro, simplesmente por conseguir oferecer maior profundidade aos personagens secundários (como Myrtle e George Wilson). Mas só ganha nessa categoria, pois o filme – apesar da bela produção – desenrola-se com uma lentidão imprópria para algo situado na Era do Jazz.

2000

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Feita como telefilme para a rede A&E, esta versão traz Paul Rudd (quando seu rosto não estava associado apenas às comédias de Judd Apatow) na pele do escritor Nick Carraway e Toby Stephens (que seria o vilão de 007 – Um Novo Dia para Morrer) como o milionário protagonista. É uma boa adaptação, ainda que Stephens não tenha nada do protagonista, portando um sorriso um tanto que maníaco – não é à toa que acabou enfrentando James Bond posteriormente.

G – Triângulo Amoroso (2002)

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Única versão que troca a década de 20 por um período atual, o filme de Christopher Scott Cherot não é uma adaptação assumida da obra de Fitzgerald, mas traz claros elementos desta. A história preserva o personagem rico que almeja reconquistar um amor perdido, só que agora toma lugar na Hamptons dos anos 2000 – e conta com quase todo o elenco negro. G – Triângulo Amoroso foi pouquíssimo divulgado, o que torna tão difícil de encontrá-lo.

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Com Baz Luhrmann fornecendo uma áurea pop ao Grande Gatsby, relembremos aqui outros casos de adaptações radicais:

Anna Karenina (2012)

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Clássico da literatura russa de Leo Tolstói, Anna Karenina ousou em sua sexta adaptação ao trazer fortíssimos elementos teatrais para sua narrativa. Na versão de Joe Wright para a trama de adultério nas altas classes, a história se desenrola toda dentro de um palco de teatro, rendendo diversos momentos memoráveis ao fazer uso de cortinas, cenários de pano e outros esquipamentos do teatro. Pena que essa ousadia não foi o bastante para salvar o filme.

De Olhos Bem Fechados (1999)

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Stanley Kubrick sempre foi conhecido por suas adaptações que diferem radicalmente da obra original. Talvez o exemplo mais forte dessa característica esteja em seu longa final, De Olhos Bem Fechados, que parte de um romance alemão ambientado na Viena da virada do Século XX. Kubrick atualizou a história em um século, mas manteu a questão sobre adultério – e o baile mascarado – em seu núcleo.

Romeu + Julieta (1996)

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Também de Baz Luhrmann, é a mais popular versão para o clássico de William Shakespeare. A abordagem aqui inclui uma atualização da história para a década de 90-  inserindo gangues, intrigas corporativas e armas de fogo na trama – mas mantendo a linguagem original da peça. A trilha sonora também adquire esse teor pop de O Grande Gatsby, mas é um caso de “ame ou odeie”. E eu odeio.

Menção Honrosa: Maria Antonieta (2006)

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Trata-se de um roteiro original, e não de um adaptação literária, mas impossível não deixar de fora o filme de Sofia Coppola sobre a rainha Maria Antonieta. Aqui, é mantida a linguagem da época e todos os figurinos, mas Coppola oferece um tratamento pop (novamente) à trilha sonora – que inclui canções do tipo “I Want Candy” e The Cure – e no tratamento adolescente à protagonista; deixando até um par de all stars como easter eggs.

O especial de O Grande Gatsby vai ficando por aqui, mas não deixe de conferir a crítica do filme aqui no blog amanhã. Espero que tenham curtido, até mais, Old Sports!

| Os Miseráveis | Tom Hooper faz o elenco todo cantar ao vivo, mas não perdoa nos excessos

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Musical with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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De cabelo picotado e olhar melancólico, Anne Hathaway provoca a maior reação emocional do longa

Já disse isso no ano passado e não vejo mal em repetir: não gosto de filmes musicais. No entanto, a versão de Tom Hooper para Os Miseráveis traz um elenco muito carismático e 8 indicações para o Oscar deste ano, logo merece ser conferido até mesmo por aqueles que acham repentinos números musicais intrusivos em longa-metragens. Dito isso, o longa impressiona pela escala de sua produção e o talento de seu elenco, que se transforma realmente em um grupo de cantores.

A trama é mais uma adaptação da cultuada obra de Victor Hugo (que já ganhou bem sucedidas versões nos palcos da Broadway), que traz uma série de personagens em meio ao período da Revolução Francesa do século XVIII. No centro deles está Jean Valjean (Hugh Jackman), um condenado que foge de sua condicional e aspira por uma vida melhor, ao mesmo tempo em que é perseguido pelo cruel inspetor Javert (Russell Crowe) e se compromete em cuidar da jovem Cosette (Isabelle Allen, jovem, e Amanda Seyfried, adulta).

O que é realmente interessante sobre o novo filme é sua técnica inovadora. Primeiramente que cerca de 90% dos diálogos do roteiro não são pronunciados, e sim recitados em forma de canções – o que difere dos musicais habituais, onde a narrativa segue de forma padrão e é momentaneamente quebrada para a entrada de um número musical, onde impera determinada canção. Aqui, Hooper insere a cantoria como algo habitual desse “universo”, em uma clara tentativa de torná-las orgânicas, algo que não me recordo de ter visto em produções do tipo. Mesmo que seja uma iniciativa intrigante, o resultado é exaustivo de se acompanhar, já que o espectador é atacado com uma enxurrada de canções, uma atrás da outra. Há até uma cena em que acompanhamos diversas músicas diferentes ao mesmo tempo; o que, ainda que contribua para a preparação de uma batalha, soa como uma cacofonia incomodante.

Mas certamente é de se dar créditos ao novo método de interpretação das canções. Geralmente o elenco se reúne em um estúdio para gravar todo o trabalho vocal separadamente, para depois atuar durante as filmagens tendo essas gravações de áudio como referência. Em Os Miseráveis, o elenco canta ao vivo, sendo no mínimo, ousado. E os resultados são absurdamente perceptíveis em cena, já que as interpretações ganham muito mais intensidade. A começar pelo protagonista Hugh Jackman, que abandona todo o teor cômico/durão de seu Wolverine para encarnar o complexo Valjean, personagem que passa por transformações físicas notáveis e o ator desaparece nelas, fortalecendo assim sua excelente (e esforçada) performance e comprovando sua imensa carga dramática (e também revelando sua habilidade para cenas de canto).

Favorita ao Oscar de Atriz Coadjuvante, Anne Hathaway de fato merece todos os elogios e prêmios que vem recebendo. Mesmo tendo pouco tempo em tela, sua Fantine é a figura mais trágica e marcante da projeção, e a atriz se despe de toda vaidade e ignora todos os clichês que poderiam surgir ao encarnar uma mulher que perde lar, cabelos e dentes e recorre à prostituição para sustentar sua única filha. Suja e com um olhar destruidor, Hathaway protagoniza o melhor momento do longa ao cantar “I Dreamed a Dream” em uma melodia melancólica e frustrada – e o fato de Hooper manter a cena sem cortes e focalizar a câmera em seu rosto, a torna ainda mais poderosa e emocionante.

A grandiosidade dos cenários também é de se admirar, sendo todos eles uma fiel recriação da Paris daquele período. O demérito vai para a junção artificial de ambientes reais e digitais, como a cantoria solo de Russell Crowe sobre um telhado da cidade, cujo uso óbvio de green screen compromete o bom trabalho do ator. Em efeito contrário, é justamente a artificialidade que favorece alguns fatores da fita, em especial as exageradas vestimentas e caricatas maquiagens dos vigaristas vividos por Helena Bonham Carter e Sacha Baron Cohen (coincidentemente, ambas figuras igualmente cartunescas no ótimo Sweeney Todd de Tim Burton), que contribuem para o desempenho da dupla – que funciona como um divertido alívio cômico.

Com 168 minutos que se movem com notável lentidão, Os Miseráveis apresenta uma ótima história e um elenco espetacular, mas que é ofuscada em meio ao excesso de canções. O novo método escolhido por Tom Hooper favoreceu aos intérpretes, que dão o seu melhor em apresentações intensas, mas rendeu uma experiência difícil de se acompanhar. Nas palavras do comediante Jerry Seinfeld: “Não gosto desses musicais, não entendo por que cantar, quem canta? Se tem alguma coisa pra dizer, diga!”

Obs: Essa crítica foi publicada durante minha viagem para Los Angeles, em 29 de Janeiro de 2013.

| O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | É isto o que significa uma boa adaptação?

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , on 15 de dezembro de 2012 by Lucas Nascimento

3.0

The Hobbit - An Unexpected JourneyO carismático Martin Freeman é Bilbo Bolseiro

Um filme enorme, um terço de livro

A primeira coisa que as pessoas me falam quando admito a elas não ser fã de O Senhor dos Anéis é “Mas você precisa admitir que os efeitos da produção são ótimos”. Admito isso sem medo, pois enxergo plenamente a qualidade técnica da trilogia comandada por Peter Jackson e até simpatizo com toda a mitologia criada em torno do Um Anel, mas meu problema é que simplesmente não me encanto com o gênero de Terra-Média (não como a ficção científica, por exemplo). O Hobbit: Uma Jornada Inesperada apresenta grandes avanços tecnológicos, mas ainda não conseguiu me seduzir pelo universo de J. R. R. Tolkien.

A trama é ambientada antes dos eventos da Trilogia do Anel e acompanha o jovem hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) embarcando em uma aventura com o mago Gandalf (Ian Mckellen) e uma companhia de 13 anões (não vou citar todos os nomes, porque não lembro de nenhum) para reinvindicar uma terra roubada pelo poderoso dragão Smaug.

Para aqueles que (dificilmente) não sabem, Uma Jornada Inesperada é a primeira parte de uma nova trilogia. E são nada menos do que três filmes para servir de adaptação a um único livro, a primeira ingressão de Tolkien no universo que logo se expandirira monstruosamente em mais quatro obras. Fica claro ao longo dos 169 minutos de projeção do longa que Jackson e seus roteiristas não tinham muito material para sustentar uma trama que encosta nas 3 horas. Não é uma questão de o quão fiel o filme consegue ser ao livro, é pura questão de ritmo.

Para não acharem que é marcação minha com a saga, tomemos como exemplo A Sociedade do Anel (filme que adoro, independente de minha descrença no gênero), que é muito mais filme que O Hobbit. Sua duração é mais extensa e, ainda assim, consegue desenvolver muito mais sua história e seus personagens. Claro que o filme de 2001 adapta o livro inteiro, ao passo em que o deste ano só se concentra em 1/3 da obra (e até apêndices, pelo que li) e com todo o tempo disponível, a equipe criativa o desperdiça miseravelmente.

O que fazem os personagens de O Hobbit durante quase três horas? Caminham e pouco, muito pouco, de relevante acontece. Jackson erroneamente aposta em cenas dramáticas onde o protagonista enfrenta a morte (de que adianta o drama, se logo nos segundos iniciais o vemos envelhecido preparando-se para contar a história?) e todas as situações de perigo são resolvidas praticamente da mesma forma, aumentando a repetição e extendendo a narrativa sem necessidade. Fica a impressão de que se Jackson tivesse se preocupado mais com o rumo da trama do que em fazer conexões com a trilogia original, Uma Jornada Inesperada poderia ter resolvido muito mais rápido; mas ao mesmo tempo, tais momentos são alguns dos melhores do longa (como a dicussão com os três trolls, que é divertidíssima, mas inútil em termos de história) e impossível não arrepiar quando o diretor traz uma referência visual muito clara com um dos planos mais famosos de A Sociedade do Anel.

Mas se O Hobbit falha como narrativa, acerta pela inovação.

48 Frames por Segundo

O monstro Andy Serkis novamente traz vida ao Gollum

Você deve ter ouvido muito falar do tal 48 FPS de O Hobbit. História longa abreviada, trata-se de um recurso que possibilita a visualização de imagem mais nítida, realista. Os filmes que vemos habitualmente no cinema são exibidos em 24 frames por segundo, logo o dobro de quadros permite que o olho humano enxergue um número maior de imagens. O resultado é claramente perceptível na tela: as cenas movem-se com impressionante nitidez e sua resolução é de uma definição impecável . Em diversos momentos, há um certo estranhamento pela velocidade (tem se uma impressão de que o projetor acionou o modo “fast foward”), mas logo o espectador se acostuma.

Ganham pontos com isso as deslumbrantes locações e visuais que Peter Jackson habitualmente confere às suas produções. Sejam digitais ou reais, todos os cenários são maravilhosamente retratados pela equipe, seja na toca aconchegante de Bilbo (cuja fotografia de Andrew Lesnie sempre lhe confere acertados tons quentes) ou na sombria caverna onde testemunhamos a primeira aparição do icônico Smeágol. E se na trilogia original o trabalho de captura de performance de Andy Serkis já era ótimo, aqui ele é ainda mais realista e palpável, sendo possível enxergar claramente as feições de seu intérprete.

Com Martin Freeman extremamente carismático como Bilbo e Ian Mckellen divertidíssimo como Gandalf, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada inicia de forma lenta e maçante a nova trilogia de Peter Jackson, e fica níveis abaixo da trilogia do Anel. Com três filmes para um livro, torcemos apenas que os próximos tenham uma história que de fato sustente sua longa duração.

Obs: O uso que Peter Jackson faz do 3D é incrível.

| Argo | O primeiro trabalho excepcional de Ben Affleck como diretor

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , on 10 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento


Estranhos no ninho: Ben Affleck e os reféns em meio a multidão

O que acontece quando a agência de segurança da CIA se alia com a indústria cinematográfica de Hollywood para resgatar um grupo de reféns americanos no Irã? É o que Argo, nova investida de Ben Affleck como diretor, retrata em sua narrativa envolvente e bem executada, conseguindo tratar de um tema controverso com admirável maturidade.

A trama, baseada em uma história real, se passa durante a Crise dos Reféns em 1979, quando a embaixada norte-americana do Irã é invadida por rebeldes que clamam pelo retorno do xá Mohammad Reza Pahlavi (asilado nos EUA após ser deposto) para ser julgado e executado. Tendo cerca de 50 reféns americanos mantidos em cativeiro (e outros 6 escondidos na embaixada canadense) a CIA se alia a Hollywood e o governo canadense para por em prática um resgate incomum e arriscado (“a melhor ideia ruim que tivemos”).

É esse tipo de história que parece fantástica demais para ser real. Certamente há muita ficção em Argo (especialmente no terceiro ato, que traz uma intensa sequência em um aeroporto), mas o conceito por trás da operação, que ficou conhecida como “Canadian Caper”, é fascinante só por sua ousada iniciativa – e o roteiro de Chris Terrio lhe confere elementos dignos de um bom thriller de espionagem, apresentando um impressionante balanço entre humor (devemos este aos ótimos John Goodman e Alan Arkin, que interpretam o maquiador John Chambers e o produtor Lester Siegel, respectivamente) e suspense de pular da cadeira.

Esse mérito é todo do diretor Ben Affleck, que mostra-se aqui muito mais seguro e criativo do que em seu longa anterior, Atração Perigosa. Tais características se comprovam logo nos momentos iniciais quando, em pouco mais de 1 minuto, consegue estabelecer a origem e o pretexto sobre o qual se encontrava o Irã naquele período, através de uma inteligente mistura de cenas reais e desenhos de storyboards; e tal efeito (a realidade através de um recurso cinematográfico) serve de alegoria para o filme todo. Affleck mantém a câmera sempre agitada ao passo em que  o design de produção faz um excelente trabalho de reconstrução da Los Angeles dos anos 70 (seja no quarto do filho do protagonista, rodeado de pôsteres e brinquedos do primeiro Star Wars, seja no trailer repleto de máscaras de monstros de Chambers).

E Affleck, felizmente, é bem factual. Um filme sobre um resgate americano em território iraniano renderia uma propaganda ufanista e exagerada nas mãos de um diretor “Michaelbayano”, mas o diretor-ator merece aplausos por apresentar uma relativa neutralidade diante da questão abordada – questionando tanto a incapacibilidade da CIA diante do sequestro (“De inteligência esta agência não tem nada!”), quanto a violência executada pelos revolucionários (a tomada de um sujeito enforcado em um guindaste é perturbadora). É claro que, ao desfecho da missão, alguns clichês são inevitáveis – mas depois da incrível tensão provocada, estes são bem-vindos quase como uma catarse.

Argo é uma ótima dramatização de um inusitado capítulo da história da CIA, tratando seus temas de forma aprofundada e acessível, além de mostrar que Ben Affleck não é só um bom diretor, mas sim um ótimo cineasta.

Brincando com Fogo | Especial MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

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O novo filme de David Fincher. A nova versão da espetacular trilogia de Stieg Larsson. O filme mais esperado de 2011. MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres vai se aproximando de sua estreia nos cinemas (internacionais), com direito a um especial gigante aqui no blog. Aproveitem:

Se você não conhece a trilogia de Stieg Larsson, aí vai um breve sumário sobre a história de Os Homens que Não Amavam as Mulheres:

Suécia, Estocolmo


Henrik Vanger (Christopher Plummer) e Mikael Blomkvist (Daniel Craig)

O jornalista Mikael Blomkvist acaba de perder uma batalha judicial contra o poderoso empresário Hans Eric-Wennerström, sendo senteciado a três meses de cadeia. Co-editor da revista Millennium, o golpe faz com ele retire-se temporariamente de seu cargo. Paralelamente, a problemática hacker Lisbeth Salander é contratada para realizar uma investigação sobre o passado de Blomkvist, mergulhando fundo em sua vida pessoal e profissional.

Por trás da investigação de Salander encontra-se Dirch Fode, empregado pessoal e confidente de Henrik Vanger, um aposentado idoso e patriarca de uma das famílias mais influentes da Suécia. Vanger oferece a Mikael Blomkvist um trabalho perigosíssimo e quase impossível: o mistério do desaparecimento de sua sobrinha Harriet, há 40 anos atrás.

O Mistério de Harriet Vanger


A última aparição de Harriet Vanger (Moa Garpendal)
antes de seu desaparecimento

Em 24 de Setembro de 1963, todos os membros da família Vanger reuníram-se na propriedade de Henrik, enquanto Harriet e suas amigas saíam para assistir ao desfile do Dia das Crianças no centro da cidade, em Hedeby. Paralelamente, um terrível acidente de carro ocorre na ponte que liga a ilha de Hedestad com o resto do país,  isolando o local. Entre resgates e auxílio aos envolvidos, a jovem de 16 anos desaparece misteriosamente, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Homícido é logo apontado como a explicação para o sumiço de Harriet, mesmo que não tenham sido encontradas provas ou evidências.

Somado a tragédia, Henrik começa a receber anualmente uma flor emoldurada (presente que sua sobrinha sempre o enviara como presente de aniversário), sem remetente ou endereço de envio. As suspeitas do idoso apontam que o assassino de Harriet esteja por trás das enigmáticas entregas, em uma tentativa de enlouquecê-lo.


Mikael Blomkvist (Daniel Craig) e Lisbeth Salander (Rooney Mara)

A missão faz com que Blomkvist mude-se para a ilha de Hedestad, em uma estadia aproximada de um ano. Durante esse período, ele investigará o vasto passado da família Vanger e todos os seus mais obscuros segredos – que vão de corrupção até nazismo. Em meio a tanta informação, ele recebe a ajuda da mesma pessoa que anteriormente o havia investigado: Lisbeth Salander, com quem inicia uma curiosa parceiria no intuito de descobrir o que realmente aconteceu com Harriet Vanger.

E o quão longe eles poderão chegar…

Abertura (do show)


A capa do roteiro de Steven Zaillian

O sucesso da trilogia literária sueca escrita por Stieg Larsson há alguns anos atrás certamente chamaria a atenção de Hollywood. Mesmo com uma bem-sucedida franquia dirigida por Niels Arden Opley e Daniel Alfredson, a indústria norte-americana lançou seu olhar sobre o material e deu sinal verde para uma nova versão.

Com a Sony em domínio dos direitos da história, os produtores logo chamaram David Fincher – que trabalhou com a produtora em A Rede Social – para dirigir o primeiro capítulo de uma (possível) trilogia. Sobre retornar ao gênero que o tornou conhecido, ele diz: “Quando o projeto apareceu, eu pensei ‘não, eu não posso fazer outro filme sobre serial killer. Preciso parar com isso’. Mas pelo lado do estúdio nasceu essa ideia de que poderia existir… Eu tinha uma esperança de que pudesse existir uma franquia de filmes para adultos. E eu pensei ‘eu trabalhei muito por 20 anos, esperando que alguém dissesse algo desse tipo’. Quando você tem uma oportunidade dessas, é ótimo.

Quem não gostou nada dessa ideia de nova versão foi o diretor da franquia sueca, que declarou sua opinião sobre o assunto: “A única coisa que me irrita é a máquina da Sony tentar colocar a Lisbeth Salander deles como a Lisbeth Salander real. É injusto, porque Noomi incorporou o papel e deveria sempre ser apenas ela. É seu legado de um modo em que eu não vejo ninguém competindo com ela. Espero que ela seja indicada ao Oscar. Sei que vários membros da Academia viram o filme e gostaram, porque sempre vêm falar comigo sobre meu filme. Até em Hollywood parece existir uma aversão ao tal remake, do tipo, ‘ porque eles vão fazer o remake de um filme quando eles podem assistir o original’. O que você preferiria, a versão francesa de La Femme Nikita ou a americana? Espera-se que Fincher faça um trabalho melhor”. Opley tem todo o direiro de discordar, mas é de David Fincher que estamos falando…

O diretor norte-americano aliás, elogiou o trabalho de Opley na adaptação sueca da trilogia, dizendo ter se impressionado com o resultado (levando em consideração o orçamento limitado da produção europeia).


De Bond a Blomkvist: Daniel Craig no set

O produtor Scott Rudin foi quem convidou Fincher para a direção, informando-o que o roteiro estava sendo escrito e que seria bom que ele lesse o livro. Fincher leu o livro e surpreendeu-se com o fato de algo tão pesado quanto a literatura de Larsson tivesse alcançado o grande público (leia a trilogia, e você entenderá o motivo de tanto sucesso), complementando também que Dragon Tattoo apresenta tanto características positivas quanto negativas.

O roteiro foi escrito por Steven Zaillian (A Lista de Schindler, Gangues de Nova York), que deve voltar caso a Sony aprove as continuações, e promete algumas diferenças do livro, assim como um final completamente diferente. E, então, o longo processo de escalação de elenco teve início. Para o jornalista Mikael Blomkivst, Johnny Depp, Brad Pitt, George Clooney e Viggo Mortensen foram considerados, mas quem acabou ficando com o papel foi Daniel Craig (uma ótima escolha, devo acrescentar) que quase recusou a oferta em decorrência de seus compromissos com 007 – Skyfall.

Em entrevista ao site Omelete, o ator comenta os motivos que o levaram a interpretar Blomkvist no filme de Fincher: “Eu queria trabalhar com David há muito tempo. Eu conhecia os livros mas não tinha assistido à versão sueca do filme. Aí eles me mandaram o roteiro, que eu achei fantástico. Steven Zaillian fez um ótimo trabalho e foi isso que realmente definiu minha decisão – eu disse sim logo de cara.” e também: “Uma das razões pela qual eu escolhi fazer Millennium é que é um filme impróprio para menores. A franquia já é um sucesso e espero que o filme incentive outros estúdios a se envolverem com projetos como esse. Tomara que comecem a fazer filmes decentes, para adultos.”

A Garota (com a Tatuagem de Dragão)


Rooney Mara na pele de Lisbeth Salander

Mas o grande desafio era encontrar a intérprete perfeita para a grande personagem da série: a hacker Lisbeth Salander. Interpretada brilhantemente por Noomi Rapace na versão sueca da trilogia, a atriz foi apoiada por uma forte campanha – apadrinhada pelo lendário crítico Roger Ebert – para retornar ao papel na nova adaptação. A campanha foi tão bem-sucedida, que Fincher a convidou, mas ela recusou, afirmando que – depois de três anos na personagem –  não seria capaz de repetir o papel nas mesmas histórias.

E a busca pela nova Lisbeth Salander continua. As candidatas incluíram Carey Mulligan, Ellen Page, Emily Browning, Kristen Stewart, Keira Knightley, Mia Wasikowska, Anne Hathaway, Olivia Thirby, Jennifer Lawrence, Eva Green, Scarlett Johansson, Natalie Portman, Sophie Lowe, Sarah Snooke, Katie Jarvis, Emma Watson, Evan Rachel Wood e Rooney Mara. Dentre elas, os estúdios reduziram as opções a Johansson (que mesmo tendo um ótimo teste, foi considerada sexy demais para o papel), Portman (que recusou devido a exaustidão), Lawrence (que foi considerada alta demais) e Mara, que acabou ganhando o cobiçado papel.

Assim que ganhou o papel, a atriz fez algumas declarações sobre o trabalho para a revista W: “Antes de ler o livro, não achei que eu conseguiria. Eu me tranquei em um quarto por uma semana e li os três livros, e eu decidi que queria mesmo ser Lisbeth. Mas achei que não tinha a menor chance”. A sorte sorriu para Mara, já que Fincher a apontou como a escolha ideal, afirmando que “Haviam muitas diferentes versões de Salander, mas quem tinha mais camadas dela era Rooney. Eu pensei, essa é uma pessoa pra seguir” .

“Eu senti que havia algo no núcleo da Lisbeth que também tinha no meu. Eu posso me identificar com isso, eu não sou muito uma pessoa de grupo, ou time. Quando ele [David Fincher] me ofereceu o papel, ele explicou que esse filme tinha potencial para mudar a minha vida, não necessariamente pra melhor.” – TotalFilm

“Haviam certas coisas das quais eu tinha medo de fazer, mas nunca achei que não estava a par do desafio. O lance da motocicleta era a coisa que eu realmente não queria fazer. Sabe, você vai ser estuprada, aparecer nua… Mas logo que ele disse ‘você vai ter que andar de moto’, eu fiquei tipo ‘ai, sério?’ – Entertainment Weekly

Eu pessoalmente acho que a personagem esteja melhor representada (visualmente) por Rooney Mara do que por Noomi Rapace, mas veremos se sua interpretação vai poder se equiparar à de sua antecessora.


A alienação de Lisbeth Salander

No que diz respeito à personalidade da personagem, Fincher deu um bom depoimento à Revista Empire: “Houveram discussões onde as pessoas diziam coisas do tipo ‘ela é uma super-heroína!’ aí você diz ‘não, ela não é. Super-heróis vivem num mundo de bom e mau, e ela é bem mais complexa do que um super-herói. Ela esteve compromissada. Ela foi subjulgada. Ela foi marginalizada. Ela foi jogada no esgoto e ela teve uma parte nele. Ela se veste que nem lixo porque ela é alguém que foi traída e machucada de forma tão pesada, por forças além de seu controle, que simplesmente decidiu se fechar. Ela pode se sentar onde quiser no ônibus, porque ninguém quer nada com ela.

A fidelidade na composição de Salander não reside apenas no talento de sua intérprete ou seus traços psicológicos, mas também no impactante visual da personagem. A figurinista Trish Summervile comenta em entrevista para a revista W sobre o trabalho na composição de Salander: “Eu acho que Salander tem um pouquinho da síndrome de Aspberg: ela tem sua própria rotina e regime. Até mesmo o designer de produção Don Burt- que é um gênio – a forma que ele fez o apartamento dela, [parece que] ela nunca joga nada fora, ela é um roedor compulsivo, mas de alguma forma você sabe que ela sabe onde tudo está guardado, mesmo que mais ninguém saiba. Eu tentei encaixar a personagem nesse ambiente.

Sobre os figurinos e vestimentas, ela completa: “Uma das coisas que eu descobri é esta insana loja de roupas usadas na Suécia, que foi no que eu tentei basear a maioria das roupas dela. Você pode comprar ótimas peças de roupa por preços bem acessíveis e em perfeitas condições. Além disso, porque [Rooney] Mara é bem magrinha e pequena, nós desenhamos jaquetas e mandamos fazer. Ela tem dois casaquinhos principais no filme, um de uma empresa chamada Cerre e o outro foi feito por uma mulher chamada Agatha Blois. Ela trabalha com isso há uns 20, 25 anos. A história de fundo na minha cabeça é que ela tem esses dois casacos de couro por anos, são bem confortáveis pra ela. Já que ela é tão isolada e não tem muita interação com o mundo, esses são os escudos dela. E ela se sente confortável com eles. São como a casa dela quando ela sai de casa.”

O resultado certamente agradou a todos, já que Summerville lançou uma linha de roupas inspiradas nos figurinos de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist para a H&M.

O (pesado) tom


David Fincher concentrado no set de MILLENNIUM

As filmagens começaram em Setembro de 2010, com locações congelantes em Estocolmo, na Suécia, e Zurich, na Suíça – ambientes extremamente importantes na opinião de Fincher para a construção da narrativa e do tom de “noir sueco”. A produção então, continuou nos estúdios da Sony e Paramount, Los Angeles. Praticamente toda a equipe de A Rede Social retorna: Jeff Cronenweth na direção de fotografia, Kirk Baxter e Angus Wall na montagem e Trent Reznor e Atticus Ross na trilha sonora, ainda mais sombria e inovadora do que a de seu trabalho anterior. Clique aqui para ouvir toda a trilha musical do filme.

E Fincher sendo Fincher, manteu seu habitual perfeccionismo e continuou com suas repetidas tomadas de uma única cena (em A Rede Social, o diálogo entre Mark e Erica teve 99 takes antes de ficar pronta) durante as filmagens de MILLENNIUM. O ator Stellan Skarsgard – intérprete de Martin Vanger – comentou sobre o estilo do diretor e elogiou seu trabalho: “David Fincher disse pra mim quando nos conhecemos, ‘Isso não vai ser divertido, porque às vezes eu faço uns 40 takes de cada cena’ e eu disse ‘é bom que seja divertido, e eu não me importo de fazer 40 takes, então vamos fazer 40 takes divertidos’. Eu gostei mesmo. Ele é muito completo, mas não é uma coisa anal. Você pode pode realmente fazer 40 takes que são 40 versões de uma cena, o que a traz a vida. Ele trabalha duro e rápido. o que significa que você filma o tempo todo. Você não senta e fica esperando, ou algo do gênero”.

Sobre o tom sombrio e adulto do longa, os envolvidos prometem que será autêntico. Em entrevista para a revista Esquire, Craig diz: “É tão adulto quanto pode ser. Isso é um drama adulto. Eu cresci, assim como todos nós, assistindo filmes como O Poderoso Chefão, que eram feitos para adultos. E este é um filme censura (16, 18 anos no Brasil) de orçamento de 100 milhões de dólares (pra se ter uma ideia, é o quadrúplo do orçamento dos três filmes da versão sueca da trilogia). Ninguém mais faz isso. E o Fincher, não está pegando leve. Eles deram carta branca pra ele. Recentemente ele me mostrou algumas cenas e eu, cobrindo a boca com a minha mão, disse ‘porra, você ta falando sério?'”.

Rooney Mara, entrevistada pela revista Entertainment Weekly, também comenta sobre o tom pesado do filme e a cena mais polêmica da história: “Foi incrivelmente intenso. Fizemos tudo em uma semana – do dia dos Namorados, estranhamente. Nós trabalhamos 16 horas por dia, e foi muito, muito desafiador, não só emocionalmente, mas também fisicamente. Mas é uma cena tão importante. Nós queríamos fazer o possível para acertar”. Se você leu o livro, sabe exatamente de qual cena ela está falando…

E o diretor, entrevistado pela revista francesa Le Monde, adverte: “Meu filme não é bonito, é brutal. E a violência dele faz todo o sentido na atmosfera imaculada da Suécia. Estamos tentando merecer a nossa censura R”.

Posteriormente, o longa recebeu uma pesada censura R por “Brutal violência incluindo tortura e estupro, nudez gráfica, forte sexualidade e linguagem”.

O (sensacional) marketing


O controverso pôster que traz Rooney Mara de topless (clique para ampliar)

David Fincher é muito sigiloso quanto ao marketing. Após as primeiras imagens de Rooney Mara caracterizada como Lisbeth serem divulgadas oficialmente na revista W, um trailer bootleg (filmado dentro de um cinema) caiu na rede. O curioso, é que o tal trailer possuía um áudio impecável e a conta que postou o vídeo no YouTube foi criada exatamente no dia em que o vídeo foi postado. Não há dúvidas de que foi a própria Sony que soltou o trailer, em uma curiosa jogada de marketing. Mas quanto ao trailer, é um dos melhores já feitos até hoje. Montado agressivamente e embalado com um remix de “Immigrant Song” de Led Zeppelin, o vídeo não revela nada da trama e ainda deixa com muita vontade de ver; todo trailer deveria ser desse jeito…

Pra aumentar a controvérsia, um polêmico cartaz que mostra Rooney Mara de topless foi divulgado na mesma semana. A arte em preto-e-branco é o primeiro da caprichada leva de pôsteres que o filme ganhou posteriormente – contrastando com a campanha de A Rede Social, que só apresentava duas artes.


A sala de montagem do filme, fornecida pelo blog Mouth Taped Shut

Posteriormente, um blog chamado “Mouth Taped Shut” foi lançado na rede, trazendo diversas atualizações sobre a produção do longa, fotos do set e vídeos da edição do longa. Assim como o teaser bootleg, o tal blog também faz parte do marketing da Sony para o filme – e, devo acrescentar, que finalmente entendi o objetivo dessa campanha publicitária: considerando que MILLENNIUM envolve investigações e quebra de segurança, o efeito de informações “vazadas” (característica muito comum entre os protagonistas da trilogia) tenta ser reproduzido tanto pelo trailer filmado no cinema quanto pelo blog. Jogada inteligente, sem dúvidas.

De surpresa também, foi o lançamento de um novo trailer do filme no Festival de Toronto desse ano. Jornalistas de diversos sites e seguidores da conta @Mouthtapedshut no Twitter receberam uma dica via e-mail quanto a exibição do remake Sob o Domínio do Mal, dizendo que algo interessante seria mostrado antes do longa. Para o espanto geral, uma prévia de 8 minutos de MILLENNIUM foi exibida e, semanas depois um novo trailer de 3 minutos e meio foi divulgado na internet.

Ao longo em que o Mouth Taped Shut divulgava fotos da produção diaramente, um novo site viral foi descoberto através de uma das tais imagens. A nova peça em questão chama-se Comes Forth in the Thaw, uma página bem teaser que mostra alguns screenshots do último trailer sob uma camada de gelo, que vai derretendo-se e apresentando breves trechos de efeitos sonoros e diálogos do longa; além de novas faixas musicais compostas pela dupla Reznor-Ross.


Uma das flores emolduradas encontradas

Foram só alguns dias depois de “Thaw”, que a campanha ficou realmente agressiva. Em uma postagem do “Mouth-Taped”, foi divulgado um vídeo que mostrava cenas de um acidente de carro (uma peça-chave da trama), e nele haviam algumas surpresas. Sumarizando todo o tempo dedicado a resolução do mistério por alguns usuários, a gravação abria outro site, o “What is hidden in Snow”, que iniciou uma “caça ao tesouro”; na qual o prêmio era uma flor emoldurada , como as que aparecem no longa. Ao todo, foram 40 quadros espalhados pelo mundo (inclusive no Brasil, em São Paulo) – além de outros brindes, como o diário de Harriet Vanger e a jaqueta de couro de Salander.

A campanha viral terminou no dia 9 de Dezembro (veja todos os brindes encontrados aqui), culminando em exibições prévias do filme em cidades dos EUA, Canadá e Suécia. Realmente, ótimo marketing.

Milennium com (ou sem) Oscar?


A violência do filme pode impedi-lo de marcar presença no Oscar

Considerando que MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um filme de David Fincher, as especulações sobre prêmios e Oscar são inevitáveis. De fato, obervando pelo trailer, é inegável a beleza da direção de fotografia do filme e também a transformação de Rooney Mara para o papel principal (que muitos já apontam a uma indicação como Melhor Atriz). Mas o que Fincher, o diretor, tem a dizer?

“Acho que tem muito estupro anal pro Oscar. Realmente, não é esse tipo de filme.”

A Sony Pictures já se pronunciou e prometeu fazer campanha pela indicação do longa – e Fincher deixou claro que não vê problema nisso, já que com A Rede Social a enxurrada de prêmios e celebrações veio como surpresa, ele afirma. Só o tempo dirá.

A Equação (Fincher) para o sucesso de MILLENNIUM:

O tom pesado de serial killer de Se7en + a direção magistral de Clube da Luta + os travellings criativos de Quarto do Pânico + a habilidade em retratar longas investigações de Zodíaco + o visual belíssimo de O Curioso Caso de Benjamin Button + a espetacular direção de atores de A Rede Social = sucesso de MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres.

Finalização (da seção)

MILLENNIUM vai dar certo com David Fincher? Alcançará um público maior? Vai ser um grande filme? Tem tudo pra cumprir tudo isso e muito mais. Tenho completa confiança no cineasta e acho que vem coisa grande por aí. Mas nós brasileiros, teremos que esperar até Janeiro para ver o resultado…

Fonte das entrevistas: Revista Empire, Total Film The Hollywood Reporter, Revista W (2), Entertainment Weekly (2), Revista Esquire, Digital Spy, Collider e Omelete.

As principais peças do quebra-cabeças de MILLENNIUM:

Mikael Blomkvist | Daniel Craig

Mikael Blomkvist

Jornalista dedicado e radical (especializado em expor corrupção no interior de grandes empresas, o que lhe garantiu o apelido “Super-Blomkvist”), Mikael Blomkvist é o fundador da revista Millennium e encontra-se em um péssimo momento quando é sentenciado à prisão por ameaçar o poderoso empresário Hans-Eric Wennerström, fazendo-o sair de seu cargo na revista por uns tempos. A situação muda quando ele é contratado pelo magnata Henrik Vanger para resolver um misterioso desaparecimento na isolada ilha de Hedestad, onde receberá a chance de revidar contra o golpe de Wennerström e conhecerá a pessoa mais peculiar de sua vida.

Lisbeth Salander | Rooney Mara

Lisbeth Salander

Antisocial, violenta, psicologicamente perturbada e com o corpo repleto de tatuagens e piercings, Lisbeth Salander é uma hacker genial e capaz de resolver qualquer problema. Em decorrência de um passado violento, ela necessita de um tutor legal que controle suas finanças – um grande ataque a sua privacidade, em sua opinião. Ela trabalha como investigadora na empresa Milton Security e, ao ser contratada para investigar Mikael Blomkvist, embarca mais fundo na vida do jornalista ao auxiliá-lo no trabalho proposto por Henrik Vanger.

Henrik Vanger | Christopher Plummer

Henrik Vanger

Um dos poucos membros da família Vanger que ainda lida com os negócios da empresa, Henrik é um bondoso e obcecado idoso. Durante 40 anos, ele tem procurado incessamente por sua sobrinha Harriet, além de receber misteriosas plantas emolduradas (uma lembrança a qual Harriet o presenteava anualmente) de um entregador desconhecido. Desesperado, ele resolve – antes que sua hora chegue – contratar o jornalista Mikael Blomkvist para dar conta do trabalho. Em troca, ele oferece uma recompensa milionária e vingança contra o empresário Wennerström.

Erika Berger | Robin Wright

Erika Berger

Melhor amiga de Mikael e também editora-chefe da revista Millennium, Erika é tão dedicada à profissão quanto seu colega, que ela conhece desde os tempos de faculdade. Ela é casada, mas mantém uma curiosa relação (essencialmente sexual) com Blomkvist – mesmo com a aprovação de seu marido. Com seu colega partindo para uma misteriosa missão na ilha de Hedestad, ela enfrenta problemas na editoria da revista.

Dirch Frode | Steven Berkoff

Dirch Frode

Frode tem sido durante anos, o assistente e advogado pessoal de Henrik Vanger. Leal e cuidadoso quanto à saúde de seu patrão e os negócios da empresa, é ele quem contrata Blomkvist para a missão de Henrik, servindo também de conselheiro para o jornalista durante sua estadia.

Martin Vanger | Stellan Skarsgard

Martin Vanger

O atual CEO das empresas Vanger, Martin é um dos poucos membros da família que, aparentemente, não apresenta alguma irregularidade ou segredo obscuro. Com passado marcado por diversos problemas com seu pai, ele recebe bem o jornalista Mikael Blomkvist, mas completamente isento de informações sobre o desaparecimento de sua irmã Harriet.

Dragan Armansky | Goran Visnjic

Dragan Armansky

Dragan Armansky é o CEO da Milton Security, uma empresa que oferece serviços de proteção, segurança e investigações para empresas e indivíduos. Ele é o patrão de Lisbeth Salander, e um dos únicos que conseguiu certa socialização com a jovem que ele considera sua investigadora mais brilhante, mas também uma das pessoas mais estranhas que conhece.

Holger Palmgren | Bengt Cw Carlsson

Holger Palmgren

Tutor legal de Lisbeth Salander, é o primeiro que consegue estabelecer uma boa relação com a jovem, garantindo-a um emprego na Milton Security e liberdade sobre seu dinheiro. Quando este sofre um derrame e é mandado para uma instituição médica, a vida de Salander mudará completamente.

Nils Bjurman | Yorick Van Wageningen

Nils Bjurman

Após o tutor legal de Lisbeth Salander, Holger Palmgrem, sofrer um derrame e ficar impossibilitado de continuar seu serviço, Nils Bjurman entra em seu lugar. Com total poder sobre a vida da jovem, ele promete não ser tão agradável quanto seu antecessor e passa a usar de seu poder para abusar de Salander.

Cecilia Vanger | Geraldine James

Cecilia Vanger

Prima dos irmãos Martin e Harriet, Cecilia não é muito próxima dos outros membros da família Vanger. É chegada à Henrik e com a chegada do jornalista que promete revirar os segredos de seus acestrais, ela desaprova a situação- mas isso não impede que ela (no livro) envolva-se com Blomkivst.

Annika Blomkvist Giannini | Embeth Davidtz

Annika Blomkvist

Irmã caçula de Mikael, Annika é uma advogada que trabalha especificamente em casos de violência contra a mulher. Não marca muita presença nesse primeiro capítulo, mas é essencial nos próximos volumes (especialmente na conclusão da trilogia).

Anita Vanger | Joely Richardson

Anita Vanger

Irmã mais nova e confidente de Harriet Vanger, Anita talvez seja uma das últimas pessoas a ver a jovem antes de seu misterioso desaparecimento. Não se dando bem com toda a família Vanger, Anita partiu para Londres aos 18 anos, evitando contatos com seus familiares – e provavelmente possui informações sobre o destino de Harriet.

Isabella Vanger | Inga Landgré

Isabella Vanger

Mãe de Harriet e Martin, Isabella Vanger encontra-se em uma idade avançada. É agressiva, fria e calculista com todos os membros da família e essas “virtudes” são multiplicadas com a chegada do jornalista Mikael Blomkvist.

Anna Nygren | Eva Fritjofson

Anna foi a empregada doméstica de Henrik Vanger desde o início de sua vida adulta, permanecendo até o presente momento como cozinheira e faxineira de sua grande propriedade. Ela estava presente com a família no dia em que Harriet desapareceu.

Miriam Wu | Elodie Yung

Lésbica e perita em algumas artes marciais, Miriam Wu (ou “Mimi” para os mais íntimos) conhece Lisbeth Salander em uma boate e inicia uma espécie de caso com a jovem, mesmo sem saber nada sobre sua vida ou profissão; também isentando de questionar os hábitos peculiares de sua parceira. Tem mais destaque na continuação.

Detetive Gustaf Morell | Donald Sumter

Det. Gustaf Morell

Gustaf Morell é o detetive-inspetor responsável pela resolução do caso Harriet. Interrogando os suspeitos no dia do desaparecimento da jovem, ele passou 40 anos investigando sobre o caso – um dos únicos sob sua responsabilidade que jaz sem resolução – mas não está nem perto da verdade. Mantém constante contato com Henrik Vanger, na esperança de solucionar também o mistério das plantas emolduradas.

Hans-Erik Wennerström | Ulf Friberg

Hans-Erik Wennerström

Fundador e presidente de uma empresa bilionária baseada em seu próprio nome, Wennerström triunfa sob as acusações de Blomkvist e com sucesso consegue jogá-lo na prisão, afastando-o de seu cargo na revista Millennium. Isso não significa que o sujeito não tenha esqueletos no armário, claro…

Harriet Vanger | Moa Garpendal

Harriet Vanger

Filha de Gottfried e Isabella Vanger, e irmã de Martin, a jovem Harriet passava grande parte do tempo na propriedade de seu tio Henrik, com quem tem uma relação melhor do que com seus pais. Em 1966, um terrível acidente de trânsito isolou a ilha de Hedestad e, em meio ao caos, a jovem desapareceu, sem deixar vestígios que revelem seu destino. Aqueles mais próximos de Harriet afirmam que ela estaria agindo de forma muito estranha, adquirindo uma estranha obsessão religiosa.

A Biografia de Stieg Larsson


Stieg Larsson: Jornalista e autor da Trilogia Millennium

Por trás do sucesso internacional da trilogia Millennium, encontramos o jornalista Stieg Larsson; nascido em Västerbotten, na Suécia em 1954.  Foi criado por seus avós (em decorrência das dificuldades financeiras enfrentadas por seus pais) e foi de seu avô que veio a grande inspiração e modelo para o jovem Stieg.

Extremamente anti-fascista, Severin Boström ensinou seu neto sobre a importância da democracia e da liberdade de expressão. Aos 12 anos, Stieg ganhou sua primeira máquina de datilografar – na qual ele passou horas e madrugadas escrevendo incessamente, prática que ele usaria para ganhar a vida futuramente. Aos 18 conheceu Eva Galbrielsson, que viria a se tornar sua esposa até o momento de sua morte.

Após terminar a escola e seu serviço militar, Larsson arrumou um emprego em um correio. Durante esse período, foi membro ativo de um movimento esquerdista e chegou até a editar uma revista sobre Leon Trotsky. Mas foi em 1977 que ele teve sua primeira experiência duradoura como jornalista, quando trabalhou, por 22 anos, como designer no provedor de notícias TT. Durante os anos na TT ele foi se interessando cada vez mais em extremismo de direita, iniciando um mapa da situação na Suécia, que posteriormente transformou-se em seu primeiro livro, Extremhögern.

O livro causou barulho em sua época de lançamento. Tanto que um jornal neo-nazista publicou um artigo em 1993 fornecendo dados e endereço de Larsson e seus colegas, promovendo um ataque ao jornalista. O editor do jornal foi detido e preso por 4 meses, enquanto Larsson – sem parecer assustado com a ameaça – continuaria sua luta ao fundar a revista Expo, em 1995.

Equilibrado entre o trabalho na revista e com livros de política, Larsson encontrou um passatempo na forma da trilogia Millennium, que ele passou a escrever em suas horas de descanso. Stieg Larsson morreu precocemente em 9 de Novembro de 2004, de ataque cardíaco que ocorreu após uma longa subida por escadas de seu escritório; deixando os manuscritos de 3 livros de Millennium e metade de um quarto livro – chegaremos nesse assunto depois.

Infelizmente, Larsson não viveu para ver o sucesso estrondoso de sua criação, que já foi chamado de “a maior franquia desde Harry Potter“.

Um olhar mais aprofundado no processo de criação da trilogia Millennium:

O desejo de Stieg Larsson de escrever uma história policial veio nos anos 1990. Fã de literatura anglo-saxônica, conhecia bem os ingredientes que uma boa narrativa detetive deveria possuir – e com isso, acrescentou um pouco de sexualidade, visando agradar os leitores.

A grande inspiração por trás da protagonista da série veio através de dois fatores importantes:

1. Uma conversa entre Larsson e um colega de trabalho. O assunto da tal conversa era uma divagação sobre como seriam personagens de contos infantis na vida real e crescidos, onde Larsson apresentou sua versão de Pippi Longstocking (protagonista de uma série de livros suecos), com todas as características que vieram a compor Lisbeth Salander.

2. Quando tinha 15 anos, Stieg Larsson presenciou o estupro de uma jovem por uma gangue e não fez nada para interferir no crime. Cheio de culpa, ele pediu perdão a vítima, que recusou e mergulhou Larsson em uma culpa enorme, dizem os amigos do autor. Talvez esse seja o motivo pelo qual o jornalista sempre explorou o tema de violência contra mulheres em livros e artigos de sua revista. E sabem qual era o nome da vítima? Lisbeth.

No quesito história, o trabalho como jornalista certamente serviu como fonte de conteúdo para os livros (quem leu a trilogia percebe uma grande presença de geografia e economia da Suécia). Antes de começar a escrever, em 1997, ele preparou sinopse para vindouros dez livros, e posteriormente escreveu Os Homens que não Amavam as Mulheres e A Menina que Brincava Fogo. Foi começando o terceiro que ele fez contato com a editora Piratförlaget, que recusou os dois manuscritos duas vezes e levou Larsson a assinar, alguns anos mais tarde, um contrato de três livros com a Nordstedts.


As caprichadas capas brasileiras da trilogia

Enquanto escrevia o quarto livro, veio a morte precoce de Larsson. Apenas alguns meses depois, os livros foram publicados e foram recebidos com estrondosa aprovação, transformando-se rapidamente em um best-seller internacional (no Brasil eles estão disponíveis pela Companhia das Letras) e colecionando diversos prêmios literários. Com mérito, a trilogia de Larsson é um impecável trabalho de narrativa, um dos melhores livros que já li.

Mas e o que acontece com o quarto livro? A metade que Larsson escreveu é propriedade de Eva Galbriesson, sua companheira por 32 anos (eles nunca se casaram devido ao riscos da profissão de Larsson). Em entrevistas recentes, ela afirmou que é capaz de terminar o livro, entitulado God’s Revenge, que aprofunda a relação de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

A Tradução


O Segundo capítulo da série é o único que mantém o título original, tanto em ingês, quanto português

Pois bem, você sabe que o filme de Fincher chama-se  The Girl with the Dragon Tattoo em inglês, mas que no Brasil o título é MILLENNIUM: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. O uso de “Millennium” é para indicar continuações, mas a frase sobre “Os Homens” não é uma piração das editoras e distribuidoras nacionais, trata-se da tradução mais literal da obra de Larsson.

Man Söm Hatar Kvinnor significa em português Homens que Odeiam Mulheres – termo utilizado com frequência por Lisbeth Salander na trilogia – e passa longe de A Garota com a Tatuagem de Dragão, um título claramente mais comercial (e estiloso, sem dúvida) do que o original. Quanto às continuações, temos Flickan Som Lekte Med Elden, que é traduzido literalmente tanto para o português quanto inglês, como A Menina que Brincava com Fogo e Luftslottet Som Sprangdes (O Castelo de Ar que Explodiu, na tradução literal) que virou The Girl who Kicked the Hornet’s Nest (A Menina que Chutou o Ninho de Vespas) em inglês e A Rainha do Castelo de Ar em português.

O bacana das traduções para o inglês é a formação de uma estrutura, todas com “The Girl…”

Graphic Novel

Em Outubro deste ano, foi anunciado que a Vertigo (filiada da DC Comics) iria começar uma série de graphic novels baseada na trilogia de Larsson; adaptando fielmente cada livro em dois volumes para cada um. A ideia é muito interessante e o lançamento ocorrerá em 2012, 2013 e 2014.

Uma breve análise sobre a adaptação sueca da obra de Larsson, concebido como uma minissérie de TV – indicada ao Emmy, por sinal. Obs: A Rainha do Castelo de Ar não está disponível comercialmente no Brasil – agradeça às distribuidoras por isso – e por esse motivo, ele ficou de fora da avaliação. Enfim:

Os Homens que não Amavam as Mulheres (2009)

Enquanto muitos apontam a primeira adaptação da obra de Stieg Larsson como uma obra-prima, eu insisto que o longa não faz jus ao tremendo material que sua fonte oferece. O diretor Niels Arden Oplev faz um trabalho mediano, não apresentando uma narrativa bem estruturada – muitas vezes ela torna-se cansativa – e um ritmo empolgante como o do livro. O grande acerto porém, é a atuação Noomi Rapace. A atriz arrasa como Lisbeth Salander, incorporando corretamente o estilo agressivo da personagem (apesar de eu achar o visual diferente do apresentado no livro).

A Menina que Brincava com Fogo (2009)

Mesmo com a troca de diretor (quem assume agora é Daniel Alfredson), o problema narrativo que prejudicou o longa anterior permanece. A trama não engatilha um ritmo empolgante e peca na emoção (tanto que cena na qual o pugilista Paolo Roberto encara o brutamontes Niedermann soa sem graça e artificial), ainda que consiga traduzir para as telas o complexo segundo livro da saga com eficiência e elabore bons diálogos. Sobre as atuações, Noomi Rapace continua formidável e Michael Nyqvist, intérprete de Mikael Blomkvist, mostra-se mais confortável no papel. O filme foi exibido no canal Max, de TV a cabo.

Algumas das tatuagens mais memoráveis do cinema:

Max Cady em Cabo do Medo

Um dos grandes papéis de Robert DeNiro, aqui ele interpreta um criminoso repleto de tatuagens sinistras (uma cruz gigante em suas costas, corações partidos, entre outros), que certamente ajudam a intimidar o advogado que este persegue.

Francis Dolarhyde em Dragão Vermelho

É realmente arrepiante olhar para este magnífico trabalho de arte. O principal antagonista do terceiro suspense de Hannibal Lecter nas telas, orgulha-se de ter uma gigante tatuagem de um dragão em suas costas – ele até se autodenomina o Dragão Vermelho.

Leonard em Amnésia

No intrincado suspense de Christopher Nolan, o protagonista precisa encontrar o assassino de sua mulher. O problema, é que o sujeito apresenta uma irregularidade na memória de curto-prazo e a solução encontrada para manter as pistas do caso é usar o próprio corpo como caderno de anotações.

Derek Vinyard em A Outra História Americana

Na pele do neonazista, Edward Norton brilha naquele que é um dos melhores trabalhos de sua carreira. Características que certamente marcam seu personagem, são as tatuagens – que incluem uma grande suástica no peito.

Darth Maul em Star Wars: Episódio I – A Ameaça Fantasma

Sem comentários, o misterioso aprendiz sith de A Ameaça Fantasma é um dos vilões com visual mais sinistro e memorável dos últimos anos, possuindo todo o rosto tatuado por bizarras pinturas que o assemelham a um demônio.

Lily em Cisne Negro

Mesmo que apareça pouco e não seja o foco da narrativa, a sensual tatuagem da bailarina Lily (Mila Kunis) chama a atenção, especialmente em seus movimentos – criados digitalmente- na polêmica cena de sexo com Natalie Portman.

Stu Price em Se Beber, Não Case! – Parte II

Resultado de uma (segunda) bebedeira fora de controle, o dentista Stu Prince libera sua besta interior mais uma vez e faz uma tatuagem igual a do Mike Tyson. O uso do desenho, aliás, foi motivo de processo contra a Warner vindo do tatuador de Tyson, que exigiu pagamento de direitos autorais.

Alguns dos melhores filmes sobre jornalismo investigativo:

Cidadão Kane

Quando o tema é jornalismo, impossível deixar de fora a obra-prima de Orson Wells. Mesmo que não seja um tipo perigoso, o poder da mídia é muito bem representado no longa, ora pelo império poderoso de Kane ou pelas obsessões do jornalista Jerry Thompson em descobrir o passado do magnata, tomando como pista o misterioso “Rosebud”.

Todos os Homens do Presidente

Certamente um dos melhores filmes sobre o tema, Robert Redford e Dustin Hoffman interpretam os jornalistas Woodward e Bernstein, responsáveis pela exposição do caso Watergate. As performances principais são excelentes (e a química é de matar), assim como a narrativa bem conduzida e o roteiro impecável.

Zodíaco

Eu considero Zodíaco o “Todos os Homens do Presidente Moderno”. Magistralmente executado, o filme de David Fincher acerta na elaboração do suspense e atmosfera – especialmente por tratar-se de um assassino real que nunca foi pego – apostando no longo diálogo e nos fatos verídicos do caso, assim como em ótimas performances.

Frost/Nixon

Mais um sobre o caso Watergate (pra ver como o acontecimento foi importante para a Sétima Arte), o filme de Ron Howard foca-se em fervorosos debates entre o entrevistador de TV David Frost e o recém renunciado presidente Richard Nixon.

Intrigas de Estado

Misturando conspirações governamentais e muita investigação jornalística, o longa apresenta uma narrativa ágil e empolgante – além de apresentar um excelente personagem, interpretado com muita dedicação por Russel Crowe.

O Escritor Fantasma

Um dos últimos filmes de Roman Polanski, O Escritor Fantasma é um eficiente thriller político e extremamente bem construído, especialmente na ambientação e no tom misterioso em torno do protagonista e seu arriscado trabalho. Um grande filme que, mesmo não contando especificamente com o jornalismo, lida bem com o tema de investigação.

Um rápido flashback na carreira da atriz Rooney Mara:

Ganhando os holofotes em 2010, a atriz Rooney Mara promete surpreender ao encarar a nova versão da hacker Lisbeth Salander no novo filme de David Fincher.

Nascida em 1985, na cidade de Bedford, Nova York, ela começou a trabalhar em seriados de TV fazendo pequenas participações, até que finalmente entrou para o cinema com Tanner Hall, seu primeiro longa como protagonista. Passando pela comédia Youth in Revolt e os independentes Dare e The Winning Season, Mara foi escalada para estrelar a nova versão de A Hora do Pesadelo e o bom resultado de bilheteria pode levá-la a continuações da saga de Freddy Krueger.


Mesmo que breve, sua participação em A Rede Social foi muito elogiada

Ainda em 2010, Mara conseguiu uma participação de luxo em A Rede Social de David Fincher, onde interpreta a ex-namorada de Mark Zuckerberg. Mesmo que pequena a interpretação da atriz chamou muita atenção (houve até especulação sobre uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante), tanto que Fincher a contratou para o papel de Lisbeth Salander em Os Homens que Não Amavam as Mulheres. Papel que irá testar o talento da atriz e poderá lhe render infinitas oportunidades no ramo.

Alguns exemplos recentes de remakes (ou versões alternativas, como preferir), que só aconteceram – ou vão acontecer – pelo medo americano de legendas:

Os Infiltrados

Dirigido por Martin Scorsese, o longa policial garantiu ao cineasta o primeiro Oscar de sua (invejável) carreira, e também uma nova versão para o longa chinês Conflitos Internos. Aí não vejo problema, já que ambos os filmes apresentam suas próprias características – sejam elas narrativas ou visuais.

Quarentena

Vindo da Espanha, um assombroso e magistral filme de terror do estilo “filmagem encontrada” chamado [Rec] assustou plateias do mundo todo e ganhou uma franquia própria. Chega Hollywood e o refaz no péssimo Quarentena, que estraga a história com explicações desnecessárias, efeitos exagerados do nívell Resident Evil e uma terrível e forçada Jennifer Carpenter no papel principal.

Deixe-me Entrar

O fantástico conto de vampiros de John Ajvide Lindqvist gerou dois filmes; primeiro o sueco Deixa ela Entrar de Tomas Alfredson e depois o americano Deixe-me Entrar de Matt Reeves (curioso como a situação lembra bastante a de Millennium), mesmo com apenas dois anos de diferença um do outro. Polêmicas a parte, ambos os filmes são ótimos e sobrevivem de forma independente – aliás, alguns elementos da versão americana são até melhores do que o da sueca, e vice-versa.

Oldboy

Tudo bem, tudo bem. Eu até não vejo grande problema em remakes mas refilmar o japonês Oldboy é um completamente desnecessário! Josh Brolin foi confirmado como protagonista e Spike Lee foi contratado para dirigir, mas – mesmo sendo um diretor competente – jamais Hollywood vai conseguir refazer a icônica cena do martelo ou a dos polvos.

O Segredo dos seus Olhos

Vindo da Argentina, o excelente suspense policial também está na lista de Hollywood para ser refilmado. O longa de Juan José Campanella ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, mas isso não parece ser motivo para impedir Billy Ray de apresentar sua própria visão da história. Desnecessário, e boa sorte para superar o plano-sequência do estádio de futebol…

Pra evitar comentários sobre hipocrisia, deixo bem claro que a versão de Fincher de Millennium é necessária, porque o ótimo material de Larsson merece destino melhor do que a mediana trilogia sueca.

Aproveitando o tema, confira o post no blog cujo tema é de remakes e novas adaptações. Clique aqui.

Com Rooney Mara praticamente irreconhecível como Lisbeth Salander, relembremos aqui outros atores que também passaram por surpreendentes transformações no cinema:

Christian Bale – O Operário

Considerado um recorde na indústria cinematográfica, Christian Bale perdeu 29 quilos para interpretar o perturbado Trevor em O Operário. De 79kg, o ator atingiu os 49kg, em uma dieta que consistiu de apenas uma lata de atum e uma maçã por dia. De quebra, ainda conseguiu entrar em forma para Batman Begins, um ano depois.

Robert DeNiro – Touro Indomável

Além de treinar boxe com extrema dedicação para viver o boxeador Jake LaMotta (com direito até a participações em torneios de verdade), Robert DeNiro ganhou aproximadamente 28 quilos para a fase decadente do lutador, surpreendendo a todos nas filmagens de Touro Indomável. O esforço, no entanto, valeu a pena, já que DeNiro faturou seu segundo Oscar por sua memorável performance.

Vincent D’Onofrio Nascido para Matar

Para viver o perturbado recruta Pyle, Vincent D’Onofrio ganhou 30kg em Nascido para Matar, de Stanley Kubrick. O ganho de peso do ator se deu em 4 meses e a perda do mesmo em 9, com diversos exercícios físicos.

Charlize Theron – Monster

Linda de morrer, Charlize Theron literalmente transforma-se em um monstro ao viver a assassina Aileen Wuornos em Monster – Desejo Assassino. Para isso, a atriz ganhou 14 quilos e submeteu-se a muitas sessões de maquiagem. A transformação deu a Theron o Oscar de Melhor Atriz.

Nicole Kidman – As Horas

Para viver a escritora Virginia Woolf, Nicole Kidman usou um nariz falso que a deixa praticamente irreconhecível, além de pintar o cabelo e aprender a escrever com a mão esquerda; visando um retrato fidelíssimo da famosa autora. Mais uma vez, a mudança garantiu um Oscar de Melhor Atriz para Kidman.

Laranja Mecânica

Logo nos minutos inicias da obra-prima de Stanley Kubrick, o espectador é levado a um mundo de violência através dos olhos do adolescente Alex. Junto com sua gangue, provocam atos de vandalismo, briga entre gangues e uma marcante cena de estupro que provocou grande polêmica nos países onde foi exibido – sendo até banido de alguns.

Irreversível

O longa francês de Gaspar Noé é dos mais difícies de assistir. A trama acompanha uma intrincada saga de vingança, contada de trás para frente e com a câmera do diretor captando cada detalhe. Os momentos mais extremos incluem um gráfico assassinato com um extintor de incêndio e uma perturbadora cena de estupro (que dura 9 minutos) em um túnel. Durante as exibições de Irreversível, muitos abandonaram as salas de cinema.

Violência Gratuita

Em ambos os longas de Michael Haneke (que também se aplica na categoria de versões estrangeiras), a violência é bem presente na trama, mas ao apresentar-se de ocorre de forma tão serena, quase cotidiana, o efeito é ainda mais perturbador.

Pulp Fiction

Pérola de Quentin Tarantino, a narrativa intrincada oferece diversos personagens memoráveis que, de alguma forma, estão ligados à violência – que aparece diversas vezes como algo comum, quase rotineira (um belo exemplo é a cena inicial com os assaltantes Pumpkin e Honeybunny.

Como uma sequência está nos planos da Sony, listo aqui alguns atores (hollywoodianos) que eu adoraria ver interpretando os novos personagens da saga, que aparecem em A Menina que Brincava com Fogo. Claro que Fincher (se diretor do restante da trilogia), provavelmente optará por atores desconhecidos, mas não custa nada sonhar…

Dag Svensson

O jornalista novato que elabora a incendiária exposição do tráfico de sexo que move o segundo capítulo é um ótimo papel para Jake Gyllenhaal. Se o ator fornecesse a mesma carga dramática e ambiciosa de Zodíaco (mais uma vez, também de David Fincher), seria bem interessante, mesmo sendo um papel relativamente curto na trama.

Inspetor Jan Bublanski

Um dos melhores atores da atualidade, Jeff Bridges no papel do inspetor encarregado de resolver o mistério em torno dos assassinatos que movem o livro 2 seria no mínimo interessante. O cara fica bom em qualquer papel e, sob o olhar meticuloso de Fincher, o resultado pode ser épico. Uma outra ideia seria Ricardo Darín, que encaixou-se bem na categoria de policial em O Segredo dos seus Olhos.

Hans Faste

Enquanto lia o livro, sempre visualizava Tom Hardy como o machista Faste, que tem diversas piadinhas ao longo da narrativa; um sarcasmo divertido que o ator fez bem em A Origem.

Sonja Modig

Se Angelina Jolie pintasse o cabelo de loiro como estava na primeira metade de Salt, a atriz seria a escolha perfeita para a única mulher na equipe de Bublanski. Durona e obcecada, tem momentos conturbados com Faste e uma relação de aliança com Bublanski.

Alexander Zalachenko

No papel do monstruoso pai de Lisbeth Salander – com cicatrizes e tensas marcas de queimaduras – um ator que seria ideal é Anthony Hopkins, que pode finalmente ter um bom papel que não envolva ser um mero coadjuvante e o faça sair do piloto-automático em que atualmente encontra-se. Outra boa opção é Malcom McDowell…

Paolo Roberto

E não podemos nos esquecer de Paolo Roberto! O boxeador tem um empolgante papel na trama, tendo participado da adaptação sueca do livro, e certamente precisa retornar caso a Sony aposte nas continuações. Mas se ele recusar, Bruce Willis seria uma escolha interessante – para um lutador fictício, mas perderia-se o elemento de surpresa.

Quais são os próximos projetos na fila de David Fincher?

20.000 Léguas Submarinas

A nova versão do clássico de Júlio Verne será o próximo filme de Fincher. A produção é descrita como grandiosa e pouco relevante com o conto original, além de estar programado para ser gravado em 3D; com efeitos visuais que  serão utilizados em quase 70% do filme. No entanto, as filmagens devem demorar pois, considerando o longo trabalho de CG que será usado, a pré-produção será extensa. Vontade de ver: 5/5

Cleópatra

Nunca houve um envolvimento oficial de Fincher com o projeto, mas seu nome circula entre os possíveis candidatos. Quem protagoniza a (nova) biografia da famosa rainha Cleópatra é Angelina Jolie, que só está esperando um diretor para começar as filmagens. Sinceramente? Território arriscado para Fincher. Vontade de ver: 3/5

Encontro com Rama

Baseado no livro de Arthur C. Clarke, trata-se de uma complexa ficção científica onde uma misteriosa nave alienígena paira no Sistema Solar, e os humanos resolvem explorá-lo para descobrir as intenções desta. Fincher declarou que a história é ótima e que Morgan Freeman teria um grande papel aqui. O filme ainda não aconteceu porque não houve um roteiro bom o suficiente. Vamos lá roteiristas! Vontade de ver: 5/5

Panic Attack

Mais um “panic” para Fincher (refiro-me a O Quarto do Pânico), na história de um psicanalista que mata um sujeito que invadiu sua casa, tendo que lidar posteriormente com a pressão da mídia e a ameaça do cúmplice do invasor a sua família. Interessante, é o tipo de gênero que o diretor domina muito bem. Vontade de ver: 4/5

Millennium

Ainda não está confirmado, mas Fincher deve retornar para os dois capítulos restantes da trilogia Millennium. Seria ótimo e mais que apropriado que ele voltasse, terminando o que começou. Até o momento, porém, ainda não há planos para a realização das continuações. Vontade de ver: 5/5

O sensacional teaser trailer de MILLENNIUM inspirou diversas pessoas a porem a mão na massa e misturarem a canção “Immigrant Song” da prévia do filme de Fincher com clipes de seus filmes preferidos. Reuni abaixo alguns dos melhores vídeos amadores que pude encontrar.

E já que você vai ouvir a música muitas vezes, acompanhe o som com a letra da versão remixada:

We come from the land of the ice and snow
from the midnight sun where the hot springs blow

The hammer of the gods will drive our ships to new lands
To fight the horde and sing and cry, Valhalla, I am coming

On we sweep with, with threshing oar
Our only goal will be the western shore

So now you better stop and rebuild all your ruins
for peace and trust can win the day despite of all you’re losin’

Os Muppets (este lançado oficialmente como uma paródia direta do trailer

Batman – O Cavaleiro das Trevas

Jurassic Park

A Rede Social

A Origem

O Pentelho

Clube da Luta

Laranja Mecânica (este feito por quem vos escreve)

Bem, o especial acaba aqui. MILLENNIUM: Os Homens que não Amavam as Mulheres só estreia no Brasil em 27 de Janeiro, mas devido a minha viagem para os EUA, assistirei o longa lá e publicarei a crítica por volta do dia 12 de Janeiro. Espero que tenham gostado!

Suposto teaser trailer de THE DARK KNIGHT RISES

Posted in Trailers with tags , , , , , on 17 de junho de 2011 by Lucas Nascimento

Com The Dark Knight Rises, novo Batman de Christopher Nolan, atualmente na produção crescem os rumores e boatos sobre a trama e diversas imagens fakes caem na rede diariamente. No entanto, um suposto trailer filmado em uma sessão de Lanterna Verde nos EUA chegou ao YouTube.

A Warner Bros ainda não fez nenhuma declaração sobre o vídeo que, verdadeiro ou não, é um teaser perfeito. Confira:

The Dark Knight Rises estreia em Julho de 2012

ATUALIZAÇÃO: O trailer realmente é falso. O verdadeiro deve sair (se sair) anexado às cópias de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, em Julho. Um elemento no vídeo que comprova seu amadorismo é a mensagem da MPAA, que é diferente da verdadeira; troca-se apenas “Appropriate” por “All” o autor da farsa quase acertou…