Arquivo para reboot

A HORA DO PESADELO ganhará um novo reboot

Posted in Notícias with tags , , , , , , on 5 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

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Olha, esses reboots e remakes desnecessários de obras clássicas realmente comprovam o desgaste criativo de Hollywood. Mas eu simplesmente não consigo resistir à ideia de um novo filme de Freddy Krueger, que é disparado meu monstro preferido do cinema. Poxa, vocês que me seguem aqui sabem que até engoli o péssimo remake de 2010, por puro amor ao personagem.

Pois bem, a Warner e a New Line vão tentar trazer o serial killer dos sonhos mais uma vez com um novo reboot de A Hora do Pesadelo. David Leslie Johnson (de A Órfã) foi contratado para cuidar do roteiro, e essa é a única informação concreta acerca do projeto.

Eu realmente espero que saia coisa boa daí. Freddy Krueger é bom demais para ficar afastado.

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Drew Goddard vai dirigir e escrever o novo HOMEM-ARANHA

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 2 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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Não tivemos muitas novidades sobre o reboot que a Marvel Studios e a Sony irão fornecer para o Homem-Aranha.

Até agora.

O Latino Review informa que Drew Goddard (de O Segredo da Cabana) vai escrever e dirigir o novo filme solo do herói, que chegará às telas em 2017. Vale apontar que Goddard estava envolvido com Sexteto Sinistro, da Sony, que parece-me um projeto morto agora.

 

Primeiro trailer do novo QUARTETO FANTÁSTICO!

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 27 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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FINALMENTE! Depois de meses e meses sem nenhum tipo de divulgação ou informação, o arriscado reboot de Quarteto Fantástico que Josh Trank dirige para a Fox ganhou seu primeiro trailer. A atmosfera é sombria e dramática, e brevemente nos apresenta ao elenco formado por Miles Teller, Michael B. Jordan, Kate Mara e Jamie Bell.

Confira:

Quarteto Fantástico estreia em 6 deAgosto.

| Planeta dos Macacos: O Confronto | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Drama, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Malcom e Cesar

Se já é difícil fazer um reboot funcionar, imagina então a continuação de um reboot. Eu pessoalmente nem consigo acreditar que a Fox tenha acertado em cheio com Planeta dos Macacos: A Origem em 2011, sendo uma das grandes surpresas daquele ano e uma das mais eficientes retomadas de franquias até o momento. E se o trabalho de Rupert Wyatt já era competente o bastante, Matt Reeeves elegantemente eleva o nível da série com Planeta dos Macacos: O Confronto.

A trama se passa 10 anos após os eventos do anterior, com a humanidade praticamente devastada após a epidemia da Gripe Símia. Nos arredores do que um dia foi São Francisco, encontramos um grupo de humanos liderados por Dreyfus (Gary Oldman) lutando para sobreviver e obter novas fontes de energia. A solução é dada na forma de uma antiga represa hidrelétrica, que pode vir a reabastecer a eletricidade do grupo, mas no caminho está uma imensa colônia de macacos inteligentes liderada por Cesar (Andy Serkis). A fim de manter uma trégua, Malcom (Jason Clarke) e sua família são enviados para negociar.

Para um blockbuster de verão americano, Planeta dos Macacos: O Confronto é muito mais inteligente do que se poderia esperar. Compará-lo com uma obra como Transformers: A Era da Extinção, por exemplo, é um caso revelador: o filme de Michael Bay preocupa-se puramente em fazer rios de dinheiros com seu espetáculo de merchandising e emburrecer o espectador com sua ação retardada, enquanto o de Matt Reeves surpreende por oferecer um cuidado maior a seu roteiro e seus personagens. O texto de Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver é simples em estrutura e temática, aprofundando-se sobre os frágeis laços que humanos e macacos tentam formar a fim de coexistir, mas a História nos ensina que é uma situação quase impossível de se manter de forma estável. O trio engenhosamente equilibra os pontos de vistas de humanos e símios, e até cria belos paralelos entre as posturas de César e Malcom (ambos evitam conflito, lidam com companheiros radicais que o provocam e são pais).

E o roteiro ganha ainda mais força graças à direção precisa de Matt Reeves. Já percebi que o cara era talentoso em Deixe-me Entrar (mas por ser remake, as pessoas tendem a esquecer), e aqui ele tem a chance de brilhar em um filme que provavelmente será visto por muitos. Com uma razão de aspecto maior (1:85:1) a fotografia de Michael Seresin é certeira ao criar um mundo pós-apocalíptico crível, sempre apostando em tons frios e azulados – e  também as luzes alaranjadas que Reeves adora – garantindo um clima incômodo à produção, que também se beneficia de uma belíssima direção de arte. E mesmo que Reeves seja capaz de criar alguns dos mais lindos momentos do ano (que incluem pequenos gestos e ações entre humanos e macacos), ele logo nos lembra do real status da situação: uma cena silenciosa e contemplativa do filho de Malcom (Kodi Smith-McPhee, como cresceu o moleque) lendo com um orangotango é brutalmente cortada por uma onde dois humanos praticam artilharia com metralhadoras, em um exemplo da tensão existente entre os dois lados.

É um trabalho tão consistente e profundo, que confesso ter ficado um tanto desinteressado quando a ação enfim chega. Digo, os efeitos visuais de motion capture são absolutamente perfeitos, conferindo expressão e emoções a seus personagens símios (e Reeves é corajoso ao apostar em diversos momentos em que estes comunicam-se apenas por sinais), além de oferecer mais uma chance de Andy Serkis mostrar seu incomparável carisma. O que reclamo, é que as batalhas não me comoveram tanto quanto os eventos que culminam nestas, ainda que Reeves consiga tornar a invasão símia à base humana uma cena tensa, bem montada e temperada com a ótima trilha sonora de Michael Giacchino – que aqui se inspira claramente no trabalho de Jerry Goldsmith, responsável pela música do filme de 1968.

Planeta dos Macacos: O Confronto é um dos melhores filmes da franquia, corajosamente apostando em momentos intimistas e em uma longa construção atmosférica. Os efeitos estão melhores do que nunca, e é revelador notar que estes chegam a empalidecer diante daquele que é o grande triunfo do longa: o coração.

Certamente é uma evolução do blockbuster americano.

Obs: O 3D, mesmo que “nativo” é decente, mas não acrescenta muita coisa.

A Franquia do PLANETA DOS MACACOS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , on 18 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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Com a estreia de Planeta dos Macacos: O Confronto na semana que vem (já estão sendo exibidas algumas pré-estreias), pela primeira vez parei para assistir a todos os filmes da franquia da Fox, que desde 1968 vem surpreendendo. Confira:

O Planeta dos Macacos (1968)

4.0

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Baseado na obra de Pierre Boulle, O Planeta dos Macacos transformou-se em um dos maiores clássicos da ficção científica pelas mãos do diretor Franklin J. Schaffner. Com a história sombria de um grupo de astronautas que se encontra em um misterioso planeta dominado por macacos, a trama se desenrola com eficiência para uma das maiores e mais icônicas reviravoltas da História do Cinema. Vale lembrar também dos incríveis bordões de Charlton Heston e do revolucionário trabalho de maquiagem de John Chambers.

De Volta ao Planeta dos Macacos (1970)

2.0

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Seguir a conclusão arrasadora do original não é tarefa fácil, e não é de se admirar que a primeira da série de continuações falhe miseravelmente. O filme de Ted Post tenta recriar visualmente diversos aspectos do anterior, desde o protagonista humano que vai aprendendo sobre a comunidade símia até os cenários americanos devastados. Merece créditos por oferecer um rumo completamente inesperado com a comunidade de seres radioativos que cultua um míssil (em uma metáfora interessante da tensão atômica da Guerra Fria), mas o resultado é bem esquecível.

Fuga do Planeta dos Macacos (1971)

4.0

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Mostrando ainda mais ousadia, a franquia agora inventa de brincar com viagem no tempo. E o resultado é surpreendentemente uma das melhores adições da série, já que agora pode mostrar como se deu o processo de dominância mundial dos macacos; e na tradição das melhores obras do gênero, que foi invariavelmente causado pela própria viagem no tempo. Tem um excelente roteiro permeado por questões sociais, e uma conclusão brutal e corajosa.

A Conquista do Planeta dos Macacos (1972)

3.0

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Ligeira fonte de inspiração para o reboot de 2011, o quarto filme revela quando de fato os macacos iniciam o processo de revolução. Tem ainda mais subtexto político do que o anterior, buscando agora um esperto paralelo com a escravidão dos negros, mas carece do impacto. É um bom filme, mas não traz a inteligência visual nem o senso de surpresa que os outros trazem, ficando apenas acima da média.

A Batalha do Planeta dos Macacos (1973)

2.5

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Último filme da franquia original, percebe-se como a fórmula estava fraca. A história, que mostra o grupo símio de César lidando com rebeliões militares e a ameaça de um grupo de mutantes humanos, não empolga. É provavelmente o roteiro mais fraco e sem grandes ambições da série (mesmo ruim, o segundo filme ao menos se arriscava), que só encontra nas medianas cenas de batalha um atrativo.

Planeta dos Macacos (2001)

2.5

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O infame remake de Tim Burton para o clássico de 1968. Pessoalmente, não achei o monstro tão feio como o a maioria, apesar de não faltarem alguns momentos ridículos e diversos elementos incongruentes. O filme acerta pelo visual, contando com o inacreditável trabalho de maquiagem do mestre Rick Baker, que cria macacos e gorilas expressivos. Dou créditos também à coragem de oferecer um final ainda mais enigmático do que o original, mas perde por não fazer tanto sentido.

Planeta dos Macacos: A Origem (2011)

4.0

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Uma das grandes surpresas de 2011 e inegavelmente um dos reboots mais bem-sucedidos de todos os tempos. O filme de Rupert Wyatt ignora a cronologia original, ainda que deixe as devidas homenagens visuais e dê pistas sobre o futuro, que certamente levará à dominação planetária dos símios. A tecnologia de captura de performance funciona e Andy Serkis dá mais um show como o macaco César, mas o que realmente surpreende é a humanidade com que é tratada a trama – graças à relação entre o protagonista e seu pai adotivo, vivido por James Franco.

Bem, já assisti ao novo filme e publicarei a crítica ainda hoje. Até lá!

Fiquem aí com uma menção honrosa genial:

Universal vai criar um universo cinematográfico de Monstros

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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A Marvel Studios começou em 2008 o seu próprio Universo Cinematográfico de super-heróis, começando com Homem de Ferro até chegar em Os Vingadores, e agora muitos outros. A DC Comics tentou com Lanterna Verde em 2011, mas fracassou, e depois conseguiu com O Homem de Aço uma forma de construir seu universo da Liga da Justiça. Até a Sony insiste em fazer um do Homem-Aranha, com o reboot Espetacular rendendo derivados de Venom e do Sexteto Sinistro.

Agora, é a vez da Universal. Mas se engana quem pensa que é a primeira vez, já que o estúdio fazia isso muito antes da Marvel engatinhar. Na década de 30, o estúdio prosperava com longas do Conde Drácula, Frakenstein, Lobisomem, Múmia, Homem-Invisível e até o Fantasma da Ópera, e muitas vezes ganhávamos crossovers entre eles (aliás, confira o sensacional box em blu-ray que o estúdio lançou).

Pois agora, com o sucesso da Marvel, o estúdio aposta em Chris Morgan (Velozes e Furiosos 3, 4, 5, 6 e 7) e Alex Kurtzman (Star Trek, O Espetacular Homem-Aranha 2) para dar vida nova aos icônicos monstros, começando com o reboot de A Múmia que acontecerá em 2016.

A questão é: como fazer funcionar? Qual a abordagem certa? Teríamos um tom dark e de terror ou uma reinvenção retardada como a vista em Frankenstein: Entre Anjos e Demônios? Eu torço para a primeira opção, não acho que a ação funciona com esse tipo de personagem.

Bom, se tudo der errado sempre teremos os filmes originais e mais temporadas de Penny Dreadful.

| Godzilla | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

Godzilla
Godzilla is back

Criado por executivos da Toho Co em 1954, Godzilla é um dos mais adorados ícones da cultura pop da cultura mundial, sendo um dos grandes representantes do gênero japonês Kaiju. Serviu como metáfora inteligente para a questão nuclear que se intensificava na época de seu lançamento e rendeu 28 longas em sua terra natal, além de duas versões americanas. No aniversário de 60 anos do lagartão radioativo, a Warner aposta na visão de Gareth Edwards no reboot Godzilla, que agrada ao resgatar elementos clássicos da franquia, mas erra no tom.

A trama traz os eventos para os dias atuais, com um cientista (vivido por Bryan Cranston) vasculhando para descobrir um segredo encoberto pela empresa japonesa na qual trabalhava antes da morte de sua esposa (Juliette Binoche). Ao mesmo tempo em que seu filho militar (Aaron Taylor-Johnson) retorno para os EUA, estranhos acontecimentos culminam no aparecimento de monstros gigantes que ameaçam cidades americanas – despertando Godzilla, que parte para detê-los.

É isso aí que você leu: Godzilla é, de certa forma, o herói do filme. É uma novidade para as pessoas não familiarizadas com o legado do personagem, mas tal decisão já foi usada diversas vezes ao longo de seus longas japoneses (o monstrão já teve até filhos, parceiros e crossovers) e serve como um diferencial interessante. A forma como o roteirista Max Borenstein (que seguiu ideias de Frank Darabont e David Goyer) descreve a criatura como “uma força da natureza que visa estabelecer equilíbrio no meio natural” é estimulante, assim como a ideia de trazer oponentes que não humanos – ainda que a criatura gigantesca represente uma ameaça à população. Vale elogiar também o design da criatura, que mantém a postura lenta e “gordozilla” do original.

Responsável pelo indenpendente Monstros, Gareth Edwards acerta quando aposta no espetáculo, principalmente quando Godzilla sai na mão com algum de seus oponentes. O diretor ainda brinca com o espectador ao sempre adiar o encontro entre as criaturas, como uma grande porta se fechando antes do combate ou vislumbres em uma televisão. O senso de tamanho é igualmente importante, e ver coisas como um plano plongé que traz o protagonista nadando ao lado de um cargueiro, transformando os humanos em meras formigas, é animador.  Também ajuda na revelação de seus monstros a trilha sonora surpreendentemente épica de Alexandre Desplat, que acertadamente escolhe trombetas e flautas japonesas para compor a narrativa.

Mas se Godzilla impressiona no visual, decepciona em seu roteiro.

Não que seja sensato esperar uma história genial vinda de um filme que traz monstros gigantes batalhando entre prédios, mas se você está disposto a concentrar mais da metade do tempo de projeção em subtramas humanas, ao menos torne-as envolventes. Borenstein fica preso à clichês e convenções (o militar voltando para casa, intrigas pai e filho, mulher e marido…), pecando ainda por seus diálogos expositivos (“Não pai, eu sou do esquadrão antibombas. Eu desarmo bombas, não construo”) e a unidimensionalidade de seus personagens; algo que também não ajuda o elenco. É só notar a diferença de qualidade entre a cena mais dramática entre Bryan Cranston e Juliette Binoche e aquelas entre Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen (ainda que eu fosse capaz de assistir a uma trilogia só com a atriz rindo graciosamente).

“Ora seu… Clichês e arquétipos são típicos do Godzilla original!” Exatamente, mas Edwards erra ao levá-los tão a sério. Se não quisesse apelar para o cartunesco (como fez tão bem Guillermo Del Toro com seus humanos em Círculo de Fogo ou o Godzilla original, que trazia até um cientista de tapa-olho), então que oferecesse algo a mais, ou bem feito. Acompanhar figuras vazias por tanto tempo quase torna a experiência entediante, e esse não é o adjetivo esperado para uma produção do gênero. Nem mesmo o tom alarmante e assustador prometido pelos trailers marca presença aqui, já que nunca temos uma reação global aos eventos catastróficos.

Em termos bem simples, Godzilla é sensacional quando temos cenas com o protagonista, e simplesmente medíocre quando não o temos – o que é algo em torno de 70% da produção. Existem coisas que não precisam ser levadas tão a sério.

Obs: Ainda que o 3D convertido traga momentos de profundidade, é demasiado escuro e descartável.