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| Jurassic Park 3D | Revisitando um dos grandes filmes de Spielberg

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , on 24 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

5.0

JurassicPark3D
A apresentação do T-Rex: aula de cinema

Quando era criança, Jurassic Park – Parque dos Dinossauros era um de meus filmes preferidos. Ao ter a notícia de que o filme seria relançado nos cinemas no formato 3D, evitei ao máximo assistir ao filme novamente (algo que não fazia há uns 5-6 anos até a estreia nos cinemas, neste ano). Com isso, voltei a ser aquela criança cujo queixo chegava até o chão ao contemplar essa maravilhosa aventura de Steven Spielberg e seus espetaculares dinossauros.

A trama, você bem sabe, envolve a criação de um parque temático com dinossauros reais. Graças à descoberta de um mosquito fossilizado, o milionário John Hammond (Richard Attenborough) torna possível a clonagem de uma amostra de sangue do período jurássico e, consequentemente, a criação genética de dinossauros. Acompanhado de dois paleontólogos (Sam Neill e Laura Dern) e de um cientista cool (Jeff Goldblum), Hammond promove uma visita ao local – que, obviamente, sai do controle.

Lançado originalmente em 1993, Jurassic Park continua impressionante. A mistura de efeitos digitais com animatrônicos (do falecido mestre Stan Winston) é perfeita e, mesmo 20 anos depois e com tecnologias superiores, faz jus ao espetáculo: a antológica primeira aparição do imponente T-Rex permanece uma aula de cinema acerca da criação do suspense (nada mais justo, já que é comandada pelo gênio responsável por Tubarão) e, confesso, por alguns momentos acreditei que aquilo era real – é o poder da magia da Sétima Arte. Ainda sobre execução, é triste olhar Jurassic Park e perceber que Steven Spielberg não faz mais filmes assim: o cineasta agora parece mais preocupado com dramas e biografias e, mesmo que não sejam de qualidade ruim, ficam abaixo do talento do diretor em criar imbatíveis tons de aventura e humor.

John Williams segue a mesma linha. Um dos maiores compositores musicais de todos os tempos, tem aqui um de seus mais icônicos temas (convenhamos, o cara manja quando o assunto é criação de temas icônicos) e faixas que ajudam a maravilhar as espetaculares imagens. E tais imagens ficam absurdamente bem ressaltadas na conversão em 3D do filme, que chega a chocar de tão eficiente – ficando até melhor do que aquela feita no relançamento de Titanic, supervisionada pelo próprio James Cameron.

Certamente um dos melhores filmes da carreira de Steven Spielberg, Jurassic Park – Parque dos Dinossauros é uma obra divertidíssima e que merece ser revisitada nas telonas novamente. Até mesmo seu diretor poderia fazê-lo, e lembrar-se de como seu talento para o gênero pode ser divino.

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Super Soldado: Especial CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de julho de 2011 by Lucas Nascimento

Capitão América – O Primeiro Vingador chega aos cinemas brasileiros prometendo uma bela diversão e mais um capítulo da saga dos Vingadores. Aproveite o (pequeno e breve) especial:


E você achando que o filme de 2011 foi a primeira tentativa com o personagem…

A ideia de um filme sobre o bandeiroso super-herói Capitão América já existe há um bom tempo. Tanto que, antes de ser a mega-produção estrelada que estreia nesta Sexta-Feira, o personagem ganhou um  medíocre filme em 1990.

O longa, dirigido por Albert Pyun, conta a origem do capitão e sua batalha com um (rídiculo) Caveira Vermelha, sendo posteriormente congelado e depois acordando no mundo moderno. O filme foi recebido negativamente em sessões-teste e banido do circuito de salas de cinema, sendo lançado diretamente em vídeo. Quanto ao resultado, quem assistiu diz que é uma porcaria ao nível do primeiro Quarteto Fantástico (é, aquele de 1990 mesmo) e o bacana é que a MGM está relançando o filme em DVD, claramente acompanhando o lançamento do novo filme.

Agora ao negócio sério: Depois de resolver algumas complicações (como uma disputa pelos direitos do personagem) e a Marvel finalmente tornar-se um estúdio independente, o novo Capitão América começara a ganhar vida. A trama começou a ser desenvolvida e fora decidido que o longa manteria a origem do herói na Segunda Guerra Mundial (convenhamos, um cara vestido de bandeira norte-americana correndo por aí não é uma ideia tão facilmente aceitável atualmente…) e um lançamento em 2008.


O diretor Joe Johnston no set do filme

O responsável para comandar o projeto fora Jon Favreau, mas ele optou por trabalhar com outro personagem da Marvel – o Homem-de-Ferro -, deixando assim o caminho livre para uma série de cineastas que incluia, entre outros, o francês Louis Leterrier – este acabou dirigindo, veja só, O Incrível Hulk para a mesma empresa no mesmo ano. Eventualmente, o escolhido foi Joe Johnston (que dirigiu Jurassic Park 3 O Lobisomem), que apontou Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida como principal inspiração de tom.

Depois de muita controvérsia e desaprovação dos fãs, Chris Evans foi escalado para viver o Capitão América, assinando um contrato de nove filmes (que incluem uma trilogia do personagem, Os Vingadores e sabe-se lá o que mais) com a Marvel. Hugo Weaving (que trabalhara com Johnston em O Lobisomem) foi contratado para o papel do Caveira Vermelha – cuja maquiagem levava 2h e meia para ser aplicada – e Hayley Atwell, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones, Sebastian Stan e Dominic Cooper preenchem a vaga de coadjuvantes.

As filmagens começaram em Junho do ano passado, passando por diversos locais do Reino Unido (que incluíram Liverpool, Manchester e Londres) que serviram como dublê para a Manhattan da década de 1940. Você já sabe, mas vamos lá: após o encerramento das gravações, o produtor Kevin Feige – o poderoso chefão da Marvel Studios – anunciou um lançamento em 3D convertido (assim como aconteceu com Thor).


Chris Evans digitalmente encolhido para interpretar Steve Rogers

Sobre os efeitos visuais, é interessante apontar a transformação física de Chris Evans. Enquanto o ator teve que ganhar uma pesada musculatura, seu personagem Steve Rogers é um menino magricela e fraco que posteriormente transforma-se no Capitão. Para esse efeito, foram utilizadas duas técnicas: um encolhimento digital do ator e a já conhecida substituição de cabeça (o mesmo efeito usado em O Curioso Caso de Benjamin Button). Finalizando a parte técnica, Alan Silvestri foi chamado para compor a trilha sonora.

Um problema curioso enfrentado pela divulgação do filme foi o título. Enquanto Capitão América – O Primeiro Vingador permanece na maior parte do mundo, na Rússia, Coréia do Sul e Ucrânia ele será conhecido apenas como O Primeiro Vingador, enquanto na China o longa nem vai dar as caras (por um motivo que inclui um limite anual de exibição de longas estrangeiros). O título é fácil de mudar, mas qual a relevância se o filme inteiro gira em torno de um personagem que veste a bandeira americana?

Resta saber se Capitão vai se sair melhor do que Thor e continuar a saga dos Vingadores no cinema e, mais importante do que isto, ser um bom filme.

Os principais personagens do longa:

Steve Rogers/Capitão América | Chris Evans

Steve Rogers era um garoto magricela e fraco, mas com muita coragem e desejo de ajudar seu país na Segunda Guerra Mundial. Suas virtudes psicológicas lhe garantem uma vaga no Programa SuperSoldado, onde é submetido a uma experiência que lhe garante agilidade e força descomunais. Sob o codinome Capitão América, ele lidera o grupo Comando Selvagem para combater nazistas.

Johann Schmidt/Caveira Vermelha | Hugo Weaving

Líder da organização nazista HYDRA, é especializado na exploração de novas tecnologias e armamentos que possam ajudar a vencer a Guerra. Implacável, um experimento mal-sucedido deformou seu rosto, deixando seu crânio exposto e com uma bizarra coloração vermelha. Seu objetivo é encontrar e tomar posse do Cubo Cósmico, um artefato místico que pode lhe garantir poder ilimitado.

Peggy Carter | Hayley Atwell

Durona e glamourosa, a oficial inglesa ajuda os americanos e torna-se interesse amoroso do Capitão América, auxilhando-o em seu treinamento e também em missões.

James ‘Bucky’ Barnes | Sebastian Stan

Órfão e amigo de Steve Rogers antes de este tornar-se um super-herói, ele vira seu parceiro quando o amigo é promovido à Capitão América e ajuda-o no Comando Selvagem.

Howard Stark | Dominic Cooper

Não tem filme da Marvel sem menção à família Stark… O empresário Howard Stark (pai do Tony) é um dos responsáveis pelo programa do SuperSoldado, tendo contribuido na construção e desenvolvimento do uniforme do Capitão América.

Algumas das mais bizarras reviravoltas cinematográficas que já aconteceram na Segunda Guerra Mundial.

Indiana Jones

Na mitologia do famoso arqueólogo, os nazistas renderam duas aventuras que envolviam objetos paranormais (Os Caçadores da Arca Perdida e A Última Cruzada), sendo eles a Arca da Aliança e o Santo Graal. Ambos com uma intenção maléfica e que visa dominar o mundo, mas o resultado sempre foi a favor de Jones. Lembram da abertura da Arca?

Hellboy

A participação dos nazistas no filme é breve, mas muito interessante. Usando uma espécie de portal, os alemães trazem o demônio Hellboy para a Terra, visando utilizá-lo para seus próprios fins. Claro que isso não acontece e o vermelhão trabalha ao lado dos humanos. Destaque para aquele oficial nazista com as facas…

Bastardos Inglórios

E claro, nada de sobrenatural aqui, apenas uma visão completamente doida dos eventos da Segunda Guerra Mundial. Entre os diálogos tarantinescos e muitos escalpos, o longa termina com todo o Terceiro Reich de Adolf Hitler sendo exterminado em uma sessão de cinema.

Alguns dos filmes mais patriotas dos últimos anos.

Independence Day

Pois bem, na ficção científica de Roland Emmerich, os alienígenas invadem o planeta e saem quebrando tudo em diversas regiões. Cabe então, ao exército norte-americano salvar a humanidade. Até aí tudo bem, mas tinha que ser bem no dia 4 de Julho?

Qualquer um do Michael Bay

Transformers, Armageddon, Pearl Harbor e por aí vai… Os filmes de Bay em certos momentos parecem até propaganda do exército (perceba na trilogia dos robôs gigantes a quantidade de tanques, helicópteros e soldados correndo em câmera lenta num cenário de pôr-do-sol).

Outros heróis dos quadrinhos que já se alistaram nas telonas:

Watchmen

Ambientado na Guerra Fria, a presença do Comediante e do Dr. Manhattan na Guerra do Vietnã é fundamental para a vitória dos americanos e acaba por mudar o curso da História. Ninguém foi páreo para o poder ilimitado de Manhattan

X-Men

Aqui fica incluso dois filmes da série dos mutantes: Origens: Wolverine (que mostra Hugh Jackman encarando a Guerra Civil, a Primeira e Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã) e Primeira Classe (aqui, com os X-Men do Professor Xavier impedindo uma catástrofe nuclear na Crise dos Mísseis Cubanos).

Bem, o especial vai ficando por aqui. Perdoem a falta de ideias para o post, mas não deixem de ler a crítica de Capitão América na Sexta-Feira. Até mais!

Avatar: O Novo Star Wars

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , on 14 de outubro de 2010 by Lucas Nascimento

 

Aproveitando o relançamento de Avatar, gostaria de discutir nesse post os motivos pelo qual eu acho que a aventura sci-fi de James Cameron tem potencial para se tornar o Star Wars de nossa geração.

Trama

Ao falar da trama de Avatar, é desenterrado aquele velho assunto: o clichê que acompanha o desenvolver da história do filme. A verdade é que trata-se de uma história clássica que foi reciclada com elementos fantásticos, assim como o primeiro Star Wars, que é uma simples história de resgate à princesa.

Se Cameron explorar mais a mitologia da floresta e o poder de Eywa, a história pode ganhar rumos interessantes, mais sombrios e  complexos; basicamente, tudo o que George Lucas fez em O Império Contra-Ataca, onde mostrou mais sobre a Força, por isso podemos esperar um “lado negro de Eywa” no próximo Avatar? Hehe.

Além disso, queria mais destaque para a Terra futurista, seria interessante voltar a este assunto.

Biodiversidade Alienígena

Assim como em Star Wars, Cameron apresenta ao espectador uma variedade gigantesca de alienígenas, criaturas e ambientes. Além disso, contratou especialistas para criar uma língua, ou seja, os atores não ficaram meramente balbuciando qualquer coisa.

Tudo bem que é fácil se perder em meio a tanto animal bizarro, mas Cameron ainda pode inventar criaturas mais icônicas e mortais. Isso sem falar em outros planetas; ver a trama sair de Pandora seria algo empolgante.

Personagens

Tudo bem, os personagens de Avatar não são criativos quanto os da saga de George Lucas, mas são humanos. Cameron gasta o tempo necessário com o desenvolvimento de cada personagem, humano ou alienígena. A trajetória de Jake Sully é crível e muito verdadeira e o personagem pode ter um futuro interessante pela frente.

Os Na’vi também devem ter uma história interessante, mas eu queria ver os humanos retornando para um segundo round, porque é óbvio que eles não iriam sossegar depois da primeira derrota. E francamente, Cameron seria corajoso ao mostrá-los vencendo.

Efeitos Visuais

Não poderia deixar de mencionar os grandiosos efeitos visuais, que marcam uma nova era de tecnologia no cinema. Como Star Wars em sua época, o trabalho de computação gráfica de Avatar é um divisor de águas no ramo.

Bem, esses são apenas alguns motivos; concordando ou não, é indiscutível a qualidade de Avatar e a diferença que fez na tecnologia do cinema.

Avatar: Novidades, reestreia e cenas inéditas

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 9 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

Já que faz tempo que não escrevo sobre Avatar, vai aí um post sumarizando todas as novidades. O filme, você já deve estar sabendo, será relançado nos cinemas (já?) em 15 de Outubro; com 8 minutos de cenas extras, que incluem caçadas, novas criaturas, drama e a aguardada cena de sexo Jake e Neytiri.

Sobre as sequências, James Cameron vai esperar para publicar o livro que servirá de prelúdio para o primeiro filme. O cineasta cogita a possibilidade de filmar duas continuações simultâneamente, alegando que seria mais fácil para uma produção de captura de movimentos.

Aguardemos por mais novidades.