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A HORA DO PESADELO ganhará um novo reboot

Posted in Notícias with tags , , , , , , on 5 de agosto de 2015 by Lucas Nascimento

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Olha, esses reboots e remakes desnecessários de obras clássicas realmente comprovam o desgaste criativo de Hollywood. Mas eu simplesmente não consigo resistir à ideia de um novo filme de Freddy Krueger, que é disparado meu monstro preferido do cinema. Poxa, vocês que me seguem aqui sabem que até engoli o péssimo remake de 2010, por puro amor ao personagem.

Pois bem, a Warner e a New Line vão tentar trazer o serial killer dos sonhos mais uma vez com um novo reboot de A Hora do Pesadelo. David Leslie Johnson (de A Órfã) foi contratado para cuidar do roteiro, e essa é a única informação concreta acerca do projeto.

Eu realmente espero que saia coisa boa daí. Freddy Krueger é bom demais para ficar afastado.

Confira o primeiro trailer de CAÇADORES DE EMOÇÃO: ALÉM DO LIMITE

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 26 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

É isso mesmo. Temos um remake de Caçadores de Emoção, épico de ação que marcou a década de 90, se aproximando ao horizonte.

Olha, não coloco fé na produção, que traz um elenco pouco promissor e um diretor novato, mas confesso estar impressionado pelas cenas de ação no primeiro trailer – que parecem trocar o surf por perseguições de carro e skydivings ainda mais perigosos.

Confira:

Caçadores de Emoção: Além do Limite estreia no Brasil em Janeiro de 2016.

| Poltergeist: O Fenômeno | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

2.0

Poltergeist
Kennedi Clements assume o papel icônico de Heather O’Rourke

Quando parei para assistir ao Poltergeist original de 1982, me surpreendi com a capacidade do filme em combinar com maestria o gênero do terror com um de aventura para toda a família. O filme dirigido por Tobe Hooper e co-escrito por Steven Spielberg era uma pérola oitentista, detentora de um clima único daquele período saudoso. Infelizmente, o novo Poltergeist: O Fenômeno falha feio ao se mostrar relevante.

A trama é exatamente igual a do filme original (e de 80% dos filmes do gênero), começando quando a família Bowen (Sam Rockwell, Rosemarie DeWitt, Saxon Sharbino, Kyle Catlett e Kennedi Clements) se muda para uma nova casa, graças a dificuldades financeiras. Estranhos acontecimentos passam a ocorrer, especialmente com a caçula Madison, que acaba sendo transportada por espíritos para uma outra dimensão, acessível por aparelhos eletrônicos. Desesperada, a família recorre a investigadores paranormais.

Durante toda a projeção, só pensava numa coisa: já vi isso, e já vi melhor. Não só pela óbvia comparação ao filme de 1982, mas também em perceber como esse Poltergeist empalidece diante dos melhores exemplares contemporâneos do gênero, especialmente os filmes de James Wan ou até mesmo o sólido remake de A Morte do Demônio, que adotava o espírito e atualizava a técnica. Aqui, o diretor Gil Kenan (estreando no live action após A Casa Monstro e Cidade das Sombras) demonstra domínio de alguns travellings digitais inventivos e bons movimentos de câmera, mas não sabe se dirige um terror ou uma comédia – as piadinhas são tão óbvias, que olha…

Nem o terror é acertado, já que Kenan abusa do design de som para criar jump scares artificiais provocados por ações comuns, como uma mão no ombro ou inocentes batidas em portas. Já quando se arrisca a recriar duas das ameaças mais icônicas do original (o galho de árvore e o palhaço sinistro), o diretor parece não saber o que faz, trazendo efeitos digitais sem graça e uma “briga” entre o garoto e o palhaço que chega a ser risível. Mas admito que o diretor acerta na elaboração visual da dimensão “poltergeist” durante o clímax (composta por incontáveis “zumbis fantasmas” que impressionam em seu design), que também funciona muito bem em 3D.

O tom fica no balanço entre humor e terror, mas o espírito aventureiro para toda a família do original é esquecido, já que nenhum dos personagens tem o mínimo de carisma para criar um interesse por parte do espectador. Sam Rockwell é um bom ator que funciona bem no piloto automático, mas a esposa vivida por Rosemarie DeWitt é desinteressante e todos os três filhos não convencem (com exceção da jovem Kennedi Clements, que assume com competência o papel da falecida Heather O’Rourke). Só Jared Harris que consegue acrescentar um pouco de charme a seu investigador Carrigan Burke, ainda que o personagem seja só mais um arquétipo batido do gênero. Poxa, o original tinha uma caça-fantasmas anã, sem falar na poderosa crítica ao preconceito ianque contra os nativo-americanos. Este aqui? Nada de inovador, a não ser um bocado de aparelhos da Apple.

Poltergeist: O Fenômeno é uma obra que não parece se decidir entre o terror e o humor, falhando miseravelmente em ambos. Pode até trazer um visual elaborado, mas não há nada aqui que justifique a visita ou sua existência, ainda mais quando o original está aí e envelheceu tão bem.

Primeiro trailer do novo FÉRIAS FRUSTRADAS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 7 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

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Uma espécie de continuação/reboot da franquia estrelada por Chevy Chase, o novo Férias Frustradas trará Ed Helms como o filho crescido Rusty, que pretende reviver suas desastrosa viagem para o Wally World com sua família. O primeiro trailer acaba de sair, e parece bem decente. Confira:

O elenco ainda traz Christina Applegate, Leslie Mann, Chris Hemsworth e o retorno de Chevy Chase e Beverly D’Angelo.

Férias Frustradas estreia em 29 de Julho nos EUA.

Primeiro trailer do remake de POLTERGEIST

Posted in Trailers with tags , , , , , , on 5 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Um dos clássicos oitentistas do terror, Poltergeist – O Fenômeno ganhará um remake pela produtora de Sam Raimi. O filme é dirigido por Gil Kenan (A Casa Monstro) e promete seguir o original à risca, como nos revela o primeiro trailer.

Confira:

Poltergeist – O Fenômeno estreia em 30 de Julho no Brasil.

David Fincher e Ben Affleck vão refazer PACTO SINISTRO

Posted in Notícias with tags , , , , , , on 13 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Uau. Com o sucesso comercial e crítico de Garota Exemplar, David Fincher e Ben Affleck se reunirão em Strangers, projeto da Warner que serve como “reimaginação” do clássico Pacto Sinistro, de Alfred Hitchcock.

Gillian Flynn, de Garota Exemplar fica a cargo do roteiro, que promete algumas mudanças em relação ao filme original. Aqui, o personagem de Affleck será um ator que cruza o país em uma campanha para o Oscar. Quando seu jatinho particular quebra, ele pega carona com um estranho rico, que eventualmente oferecerá o “pacto sinistro” da troca de assassinatos…

Brincar com Hitchcock não é sábio, mas eu não poderia estar mais EMPOLGADO com o projeto.

Sem previsão de estreia. Será que 2016 é muito cedo?

| Planeta dos Macacos: O Confronto | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Drama, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

DawnApes
Malcom e Cesar

Se já é difícil fazer um reboot funcionar, imagina então a continuação de um reboot. Eu pessoalmente nem consigo acreditar que a Fox tenha acertado em cheio com Planeta dos Macacos: A Origem em 2011, sendo uma das grandes surpresas daquele ano e uma das mais eficientes retomadas de franquias até o momento. E se o trabalho de Rupert Wyatt já era competente o bastante, Matt Reeeves elegantemente eleva o nível da série com Planeta dos Macacos: O Confronto.

A trama se passa 10 anos após os eventos do anterior, com a humanidade praticamente devastada após a epidemia da Gripe Símia. Nos arredores do que um dia foi São Francisco, encontramos um grupo de humanos liderados por Dreyfus (Gary Oldman) lutando para sobreviver e obter novas fontes de energia. A solução é dada na forma de uma antiga represa hidrelétrica, que pode vir a reabastecer a eletricidade do grupo, mas no caminho está uma imensa colônia de macacos inteligentes liderada por Cesar (Andy Serkis). A fim de manter uma trégua, Malcom (Jason Clarke) e sua família são enviados para negociar.

Para um blockbuster de verão americano, Planeta dos Macacos: O Confronto é muito mais inteligente do que se poderia esperar. Compará-lo com uma obra como Transformers: A Era da Extinção, por exemplo, é um caso revelador: o filme de Michael Bay preocupa-se puramente em fazer rios de dinheiros com seu espetáculo de merchandising e emburrecer o espectador com sua ação retardada, enquanto o de Matt Reeves surpreende por oferecer um cuidado maior a seu roteiro e seus personagens. O texto de Mark Bomback, Rick Jaffa e Amanda Silver é simples em estrutura e temática, aprofundando-se sobre os frágeis laços que humanos e macacos tentam formar a fim de coexistir, mas a História nos ensina que é uma situação quase impossível de se manter de forma estável. O trio engenhosamente equilibra os pontos de vistas de humanos e símios, e até cria belos paralelos entre as posturas de César e Malcom (ambos evitam conflito, lidam com companheiros radicais que o provocam e são pais).

E o roteiro ganha ainda mais força graças à direção precisa de Matt Reeves. Já percebi que o cara era talentoso em Deixe-me Entrar (mas por ser remake, as pessoas tendem a esquecer), e aqui ele tem a chance de brilhar em um filme que provavelmente será visto por muitos. Com uma razão de aspecto maior (1:85:1) a fotografia de Michael Seresin é certeira ao criar um mundo pós-apocalíptico crível, sempre apostando em tons frios e azulados – e  também as luzes alaranjadas que Reeves adora – garantindo um clima incômodo à produção, que também se beneficia de uma belíssima direção de arte. E mesmo que Reeves seja capaz de criar alguns dos mais lindos momentos do ano (que incluem pequenos gestos e ações entre humanos e macacos), ele logo nos lembra do real status da situação: uma cena silenciosa e contemplativa do filho de Malcom (Kodi Smith-McPhee, como cresceu o moleque) lendo com um orangotango é brutalmente cortada por uma onde dois humanos praticam artilharia com metralhadoras, em um exemplo da tensão existente entre os dois lados.

É um trabalho tão consistente e profundo, que confesso ter ficado um tanto desinteressado quando a ação enfim chega. Digo, os efeitos visuais de motion capture são absolutamente perfeitos, conferindo expressão e emoções a seus personagens símios (e Reeves é corajoso ao apostar em diversos momentos em que estes comunicam-se apenas por sinais), além de oferecer mais uma chance de Andy Serkis mostrar seu incomparável carisma. O que reclamo, é que as batalhas não me comoveram tanto quanto os eventos que culminam nestas, ainda que Reeves consiga tornar a invasão símia à base humana uma cena tensa, bem montada e temperada com a ótima trilha sonora de Michael Giacchino – que aqui se inspira claramente no trabalho de Jerry Goldsmith, responsável pela música do filme de 1968.

Planeta dos Macacos: O Confronto é um dos melhores filmes da franquia, corajosamente apostando em momentos intimistas e em uma longa construção atmosférica. Os efeitos estão melhores do que nunca, e é revelador notar que estes chegam a empalidecer diante daquele que é o grande triunfo do longa: o coração.

Certamente é uma evolução do blockbuster americano.

Obs: O 3D, mesmo que “nativo” é decente, mas não acrescenta muita coisa.