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| Resident Evil 4: Recomeço | Nem o 3D salva

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

2.0

  Alice in Zombieland: Milla Jovovich corre de uma multidão de mortos-vivos

O mais recente capítulo da franquia Resident Evil, baseada em uma série de games que pouco se assemelha com a adaptação, chegou e a impressão que fica é a mesma acerca da franquia Crepúsculo: a trama não avança à lugar nenhum, pouco acontece. A diferença, é que o sistema de câmeras 3D de James Cameron está presente, como um efeito muito divertido.

Para esse quarto filme, foi trazido de volta Paul W.S. Anderson (diretor do primeiro filme) e ele realmente não aprendeu nada sobre direção. Razoável em comandar cenas de ação (a maioria delas, cópias de Matrix), não desenvolve ou torna interessante a narrativa pedestre do longa e parece estar completamente à deriva de cenários digitais e de eficientes efeitos 3D (que em certos momentos chegam a ser melhor do que os de Avatar); o descontrole reina, ele parece não saber como contar sua limitada história.

Nem mesmo as cenas de ação, que são repetitivas e cansativas, ajudam. Não há emoção, nenhum tipo de suspense ou terror digno, não apenas dos games, mas de qualquer filme de zumbis que se preze. Aliás, são tão poucos zumbis no longa, que o diretor parece ter esquecido de que as criaturas foram as responsáveis por todo o caos no planeta. Temos um ou outro monstro interessante (como o Exucutioner e seu machado gigante), mas nenhum ganha devida atenção.

Sobre o elenco, Milla Jovovich continua inexpressiva e sua personagem cada vez mais patética. Por exemplo: logo no início, Alice ataca a Umbrella Corporation auxiliada por suas clones (que são completamente descartáveis à trama) e logo após uma batalha eficiente – que só fica melhor com os efeitos em 3D – ela perde seus poderes. A emoção é tão inexistente no roteiro, que a protagonista nem sequer expressa algum tipo de sentimento quanto a essa transformação e mesmo sem poderes, continua lutando e atirando como uma super-heroína, não uma humana.

Os coadjuvantes são tão patéticos e descartáveis que não merecem o comentário (Ali Larter e Wentworth Miller estão péssimos), apesar de Shawn Roberts se sair bem como o vilão Wesker, apresentando o personagem de forma bem caricata e similar ao do game, mesmo que empreste muito da atuação de Hugo Weaving em Matrix.

Alice e seus parceiros seguem estourando e aniquilando (poucos) zumbis, mutantes e machados enormes, mas o rumo que a trama tenta seguir nunca convence, nunca justifica e sempre soa incoerente. Infelizmente, o gancho para um quinto filme está lá e não posso imaginar que bizarrices virão a seguir.

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Remakes: Reconstruindo ou destruindo o cinema?

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de setembro de 2010 by Lucas Nascimento

Em pleno Festival de Toronto, estão sendo exibidos filmes que eu antecipo muito. Um deles, é o remake de Deixa Ela Entrar, Let Me In, dirigido por Matt Reeves. Surpreendentemente, as primeiras críticas sobre o longa são muito boas (alguns chegam a preferir o remake ao original), o que é raro para um remake, principalmente de um filme tão prestigiado.

Remakes aliás, são muito mais comuns agora do que antigamente. Sua existência é mesmo justificada pela oportunidade de apresentar uma nova “visão” sobre o filme? Ou seria a falta de ideias originais? Vale a pena dar uma olhada na qualidade e nos tipos de refilmagens que já tivemos.

A Nova Visão

Alguns remakes até que conseguem entregar o que realmente prometem: uma nova visão sobre o filme original. Muitos não sem bem-sucedidos, mas é possível encontrar produções recentes nessa categoria. Geralmente, não é um “remake oficial”, apenas a premissa é aproveitada, mas ela pode caminhar de modos diferentes e se passar em épocas diferentes. O melhor exemplo? Paranóia, claramente baseado em Janela Indiscreta.

Atualizando o suspense da década de 50 para os dias de hoje e o fotógrafo de perna quebrada para um adolescente cumprindo prisão domiciliar, o longa é bem produzido, cativante e, mais importante, não tenta se igualar ao magnífico filme de Alfred Hitchcock, criando sua própria estrutura e voltando-se especificamente ao público mais jovem; isso é ótimo, o remake pode servir como passagem para o original, uma maneira de descobri-lo.

Nem tudo dá certo, claro. O que me vêm a cabeça agora, é O Dia em que a Terra parou, que ousou refilmar o clássico da década de 50, trocando a discussão sobre a Guerra Fria e o perigo iminente de destruição nuclear por uma trama ecológica (que poderia ter funcionado) com argumentação muito fraca. Únicos pontos positivos residem na boa atuação de Keanu Reeves e no novo visual do GORT.

A Cópia

Quando um filme praticamente refaz quadro-a-quadro o original, não há muito o que discutir: Só existe porque provavelmente a obra é estrangeira e o diretor do remake só quer cortar algumas legendas… O melhor exemplo de um remake cópia que refaz o original exatamente como era, mas não o entende, é o medíocre Quarentena.

A trama segue exatamente o mesmo caminho, o cenário é idêntico ao do original, mas toda a simplicidade que resultava em um filme assustador é banalizada com maquiagens forçadas, cachorros infectados (o quê? Resident Evil?) e uma péssima protagonista. Se for pra fazer remake assim, não faça.

Por outro lado, alguns conseguem manter aqualidade do material original, refazendo-o quadro a quadro pelo mesmo diretor dos dois filmes, como por exemplo, o psicodélico Violência Gratuita de Michael Haneke, que simplesmente trocou o elenco alemão por um americano.

Ambos possuem o mesmo tom, os mesmos enquadramentos de cena e, basicamente, o mesmo roteiro. E devo admitir, se em Quarentena Jennifer Carpenter errou feio ao tentar se igualar à Manuela Velasco de [REC], Michael Pitt não só captou a persona de Frank Giering, mas entrega um trabalho tremendamente inspirado e até melhor, que por algum motivo insano como seu personagem, não recebeu nenhum prêmio.

A Homenagem

Basicamente, é aquele tipo de remake que faz ligeiras mudanças na história, ampliando-a e ganhando o toque pessoal do diretor. É o tipo mais comum de se encontrar e também o mais bem sucedido. Vale destacar dois filmes que, na minha opinião, ficaram melhores que o original.

A Fantástica Fábrica de Chocolate, por exemplo, teve seu remake dirigido por Tim Burton, que aperfeiçonou o original em todo aspecto possível. Têm mais estilo, é mais divertido, mais engraçado e o roteiro acrescenta informações interessantes, como um final mais elaborado e origens de alguns personagens. Claro, a canção dos oompa-loompas não se iguala a do original…

Podem me atacar e criticar a vontade, mas acho o blockbuster de Peter Jackson muito superior ao bem produzido longa de 1933. Além do óbvio avanço tecnológico, o remake é mais bonito, empolgante e tem muito mais coração do que o original.

O diretor recriou cenas clássicas, controlou um  elenco é espetacular (Naomi Watts, perfeita. Jack Black, excelente) e fez uma bela homenagem ao original, que já tinha ganho uma nova versão com Kurt Russel, mas é melhor parar por aqui…

O Reboot

Não confundam, remakes e reboots são coisas diferentes. Semelhantes, mas distintas. Um reboot significa recomeçar uma franquia de maneira diferente, como está sendo feito com Homem-Aranha e Quarteto Fantástico e como foi feito brilhantemente na nova franquia de Batman.

Não sei decidir se os novos filmes de Sexta-Feira 13 e A Hora do Pesadelo entram nessa categoria ou na anterior, já que recomeçam a franquia, recriam algumas cenas, mas não seguem exatamente a mesma estrutura… Se alguém puder, comente e dê sua opinião.

Let Me In

Voltando ao caso de Let Me In, já comentei minhas expectativas na Primeira Olhada do filme, mas acredito que, além de conter uma nova visão, irá prestar uma bela homenagem ao sueco Deixa ela Entrar. O filme estreia em 8 de Outubro nos EUA e está sendo exibido atualmente no Festival de Toronto.

O filme ainda não tem previsão de estreia no Brasil.

Fan Boys: Deadpool

Posted in Fan Boys with tags , , , , , , , , on 27 de junho de 2010 by Lucas Nascimento

Hei, alguém ainda lembra de que Deadpool vai ganhar um filme-solo? É bom ninguém esquecer, principalmente porque o filme está sendo roteirizado pela dupla de Zumbilândia e melhor ainda: há rumores de que Robert Rodriguez pode trabalhar no projeto, seja como diretor ou produtor.

Achei um trailer fã que certamente tem o tom correto para um toque de Robert Rodriguez, ou até mesmo Tarantino. O vídeo mistura cenas de Resident Evil com os filmes X-Men. Ryan Reynolds está confirmado no papel do mercenário mutante. Aproveite e ignore o dedo médio no fim do vídeo…

Primeiro Trailer de Resident Evil: Afterlife

Posted in Trailers with tags , , , , on 3 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

Caiu na rede uma prévia de Resident Evil: Afterlife, quarto filme da série baseada no popular videogame de zumbis. A qualidade não é das melhores, já que o vídeo foi gravado por algum fã na WonderCon (em breve a versão oficial estará disponível). Se você, por acaso, tiver algum óculos 3D aí na sua casa, coloque-os, já que a prévia é em 3D. O filme estreia em 10 de Setembro. Confira:

ATUALIZAÇÃO: Confira agora a versão em imagem melhor, não em 3D…