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Novo trailer de A TRAVESSIA

Posted in Trailers with tags , , , , , on 4 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

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Depois de um breve teaser que preparava muito bem o terreno, A Travessia ganha seu primeiro completo. O filme de Robert Zemeckis conta a história real de Philippe Petit, um equilibrista francês que ficou iconizado por andar entre as torres do WTC em uma corda bamba. Joseph Gordon Levitt estrela.

Confira:

Olha? Será obrigatório ver na maior tela possível…

A Travessia estreia em 8 de Outubro

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| De Volta Para o Futuro | Crítica Clássicos

Posted in Aniversário, Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 15 de março de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

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Michael J. Fox na arte icônica de Drew Struzan

Quando se fala de viagem no tempo no cinema, a trilogia De Volta para o Futuro é a primeira referência de muita gente, dada a eficiência e popularidade da obra de Robert Zemeckis. É uma ficção científica que consegue mesclar a inteligência, humor e aventura como poucas obras do cinema hollywoodiano.

A imortal trama assinada por Zemeckis e Bob Gale começa quando Marty McFly (Michael J. Fox) acompanha seu amigo, o excêntrico Dr. Emmett Brown (Christopher Llyod) em seu mais recente experimento científico: uma máquina do tempo construída na forma de um DeLorean. As coisas dão errado e Marty acaba viajando de volta para a década de 50, onde interfere no romance de seus pais (Crispin Glover e Lea Thompson), colocando sua própria existência em risco.

É um tipo de ideia que infelizmente não encontramos com muita frequência agora. Todos os diferentes temas e gêneros se misturam com maestria no roteiro super bem amarrado de Zemeckis e Gale, equilibrando o humor com os “complexos” conceitos de viagem no tempo e os paradoxos do espaço-tempo continuum, além da crescente tensão para que Marty conserte a bagunça que fez. As piadas envolvendo o homem fora de sua época são obrigatórias e funcionam excepcionalmente, desde um cosplay elaborado de Darth Vader até uma inebriante performance de “Johnny Be Good” que se revela, literalmente, anos a frente de seu tempo (“Mas seus filhos vão adorar!”). E falando em música, o que dizer do vibrante tema assinado por Alan Silvestri?

A improvável situação de um jovem acabar atraindo a versão mais jovem de sua mãe também é engraçadíssima, mesmo que um tanto doentia. Daí a performance insanamente carismática e confusa de Michael J. Fox se sobressai, tanto na relação com Lea Thompson quanto com seu pai, vivido de forma nerd por Crispin Glover. Aliás, é Glover quem tem o arco de personagem mais interessante da produção, passando do nerd inseguro e bobão para um sujeito mais seguro, alterando completamente – e literalmente – seu futuro, numa das mais gratas surpresas do longa.

Mas claro, a dupla dinâmica é Fox e o ótimo Christopher Lloyd, que abraça de forma divertida o estereótipo do cientista louco sem transformá-lo numa caricatura total (mesmo que surja sempre com uma descabelada peruca branca ou engenhocas fraudulentas para leitura mental). A improvável parceria dos dois é o que move toda a história, e é muito curioso pensar sob quais circunstâncias a dupla teria se conhecido em 1985, mas entra o elemento da viagem no tempo para criar uma espécie de paradoxo: ao ser mandado de volta para 1955, Marty é forçado a iniciar uma amizade com Doc para se salvar, justificando como a aliança dos dois começara antes mesmo de Marty nascer. Confuso? Nem tanto.

De Volta para o Futuro é um clássico imortal que permanece como um dos melhores exemplares de cinema hollywoodiano blockbuster de qualidade, facilmente transitando entre o humor e o suspense em sua leve, porém inteligente, trama de ficção científica.

E estamos só começando…

Veja Joseph Gordon-Levitt como Edward Snowden

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 3 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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Além de retratar o famoso ato de Phillipe Petit em A Travessia, de Robert Zemeckis, Joseph Gordon-Levitt também viverá o polêmico Edward Snowden em uma cinebiografia de Oliver Stone, batizada simplesmente de Snowden. O ator publicou hoje as primeiras imagens na pele do personagem:

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O elenco também traz Shailene Woodley, Nicolas Cage, Melissa Leo, Tom Wilkinson e Zachary Quinto.

Snowden estreia em 25 de Dezembro nos EUA.

Veja o primeiro trailer de THE WALK

Posted in Trailers with tags , , , , on 9 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Robert Zemeckis prepara sua primeira incursão no live action 3D! Ele conta com Joseph Gordon Levitt para protagonizar The Walk, inspirado na história real do equilibrista que andou entre as torres do World Trade Center em uma corda bamba. Confira o primeiro trailer:

The Walk estreia em 25 de Outubro de 2015.

O novo filme de Robert Zemeckis

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 6 de maio de 2014 by Lucas Nascimento

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Foi só hoje que de fato me debrucei sobre o próximo trabalho do diretor Robert Zemeckis (que retornou ao live action com o eficiente O Voo, em 2012). Zemeckis cuida no momento de To Reach the Clouds, uma adaptação em 3D sobre a vida do equilibrista Philippe Petit, que foi retratado no documentário oscarizado O Equilibrista, ganhando as feições de Joseph Gordon-Levitt.

Petit ficou famoso mundialmente por andar em uma corda bamba entre as duas torres do World Trade Center, evento que deve ser um dos pontos altos da produção.

To Reach the Clouds tem estreia marcada para 2 de Outubro de 2015.

| O Voo | Denzel Washington é a alma do retorno de Robert Zemeckis ao Live-Action

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , on 8 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

3.5

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Teste do bafômetro? Denzel Washington é Whip Whitaker

Após 12 anos trabalhando apenas com animações em captura de performance, Robert Zemeckis (que já nos presenteou com pérolas como Forrest Gump – O Contador de Histórias e a trilogia De Volta para o Futuro) retorna aos longas live-action com O Voo. No entanto, ainda que seja um longa eficiente, seu sucesso deve-se mais ao talento de seu protagonista do que à história em si.

Esta traz em seu núcleo o piloto William “Whip” Whitaker (Denzel Washington), que ganha uma repentina imagem de herói após aterrissar (com uma manobra invertida impressionante) uma aeronave que se despedaçava em pleno ar e salvar a esmagadora maioria de seus tripulantes. Mas a bravura de Whip vai logo se desvanecendo quando a perícia levanta a suspeita de que Whip estava sob a influência de álcool e drogas durante o incidente, acusação que pode lhe render um encarceramente perpétuo.

A premissa apresentada pelo roteiro de John Gatins é muito, muito instingante, mas me perguntei como seria possível mantê-la e desenvolvê-la por suas mais de 2 horas de duração. E, de fato, Gatins não é bem sucedido ao estender sua ideia, introduzindo a personagem completamente descartável da bela Kelly Reilly (a esposa de Watson no Sherlock Holmes de Guy Ritchie), uma viciada em drogas que se envolve com o protagonista e que traz uma jornada de superação similar a de Whip; cujo alcoolismo é outra escapatória de Gatins, uma que este contorna com clichês típicos do tema, mas que funcionam graças à ótima performance de Denzel Washington.

Sempre versátil, e exibindo uma aura simpática que nos permite identificar-mos com seu personagem – apesar de seus hábitos detestáveis – o ator é a alma de O Voo. Quando aparece em cena embriagado, o resultado não é cômico (ainda que a trilha incidental tente suavizar o tema ao trazer diversas canções do Rolling Stones), mas sim triste pelo fato de ser uma derrota para Whip, já que entendemos e simpatizamos com seu esforço em livrar-se do vício – e ver seu fracasso (ainda mais  com os olhares tristes de Washington) é realmente frustrante.

E Robert Zemeckis exacerba essa sensação de forma genial em determinado momento, quando Whip encara uma geladeira repleta de bebidas alcoólicas. Lutando contra seus impulsos, ele segura uma pequena garrafa de vodca e hesita sobre suas ações, largando-a em cima do eletrodoméstico e saindo do plano capturado pela câmera (que mantém a bebida em foco). Toda essa preparação e formulaica cena de superação apenas para que Whip desista e assistimos sua mão apanhar a garrafa bruscamente. Aí, sim, Zemeckis foi brilhante e também destaco sua tensa execução durante o desastre aéreo que marca a narrativa: uma cena que só não é melhor porque os efeitos visuais envolvidos nesta são terrivelmente artificiais (para alguém que trabalhou por anos com tecnologias digitais, era de se esperar algo melhor).

Ainda que funcione como um bom estudo de personagem, O Voo deve mais a Denzel Washington do que a qualquer outro envolvido. Robert Zemeckis conduz bem a trama, mas esta carece de um roteiro melhor e que falha em lhe fornecer algo tão fascinante quanto sua premissa.