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| Capitão América 2: O Soldado Invernal | Uma das produções mais personalísticas da Marvel Studios

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

CaptainAmericaTheWinterSoldir
Aí sim: o Capitão enfim traz um uniforme decente

Em meu texto sobre Thor: O Mundo Sombrio, reclamei sobre a falta de personalidade dos diretores que assumiam projetos dentro do Universo Cinematográfico da Marvel Studios, que mais pareciam produtos sob encomenda do chefão Kevin Feige (não que isso comprometesse por completo o resultado final destes). Mas em Capitão América 2 – O Soldado Invernal, a produtora parece ter dado mais liberdade aos irmãos Anthony e Joe Russo, que entregam um projeto radicalmente diferente dos anteriores e capaz de se destacar como um dos pontos altos da trajetória do estúdio – ainda que imperfeito.

A trama é ambientada em Washington, e segue o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) trabalhando em conjunto com a Viúva Negra (Scarlett Johansson) para a SHIELD, sob seu pseudônimo bandeiroso. Após uma missão duvidosa, Nick Fury (Samuel L. Jackson) é atacado pelo misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan) e o herói começa a questionar sua lealdade com a agência, que pode estar sofrendo de corrupção em seus departamentos internos.

De cara, já se percebe a intenção dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely em conferir uma trama mais adulta e política ao herói da Segunda Guerra. Confesso que me preocupava com a forma com que o personagem renderia um filme-solo nos dias atuais (já que Rogers é essencialmente um homem de seu tempo), mas a dupla acerta ao trazer elementos de espionagem internacional e a paranóia do governo americano em manter seus “inimigos” sob completa vigilância, o que entra em choque com a personalidade maniqueísta de “preto e branco” do personagem criado na guerra contra os nazistas. A performance de Chris Evans é bem mais interessante aqui, já que permite ao ator não só brincar com a ideia de um sujeito fora de seu tempo (inúmeras referências, reparem no caderninho), mas também questionar seu próprio papel nesse mundo.

E é justamente por tais virtudes que é uma pena ver o filme tomar as decisões erradas ao explorar sua ameaça invisível. Partindo do ótimo personagem-subtítulo, que surge como um oponente letal e visualmente criativo (ajuda também que a inspirada trilha sonora de Henry Jackman lhe confira um tema arrepiante), o roteiro de Markus e McFeely decepciona ao trazer de volta ameaças do primeiro filme do herói. Entendo ser um elemento essencial dos quadrinhos do Capitão América, mas se já é trabalhoso fazer funcionar um sujeito trajando a bandeira dos EUA em pleno século XXI, o que dizer de uma divisão científica nazista? Funciona com o Capitão, mas no caso da HIDRA, é apenas mais uma agência querendo dominar o mundo – o que não combina com a abordagem oferecida pelos roteiristas na metade inicial do filme.

Mas, se em seu núcleo a produção apresenta seus problemas, ao menos pode orgulhar-se de soar mais como um filme em sua pura forma do que seus antecessores. O humor é muito melhor distribuído aqui (nada como a palhaçada de Thor ou Homem de Ferro 3) e, como havia comentado ali em cima, os irmãos Russo mudam completamente o estilo dos filmes da Marvel ao apostar em cenas de ação agitadas, com cortes rápidos e muita câmera na mão; uma decisão acertadíssima (e claramente inspirada na trilogia Bourne, de Paul Greengrass) e que garante a O Soldado Invernal seus melhores momentos, que certamente impressionarão o espectador com coreografias excepcionalmente elaboradas e perseguições de carro empolgantes.

No fim, Capitão América 2: O Soldado Invernal revela-se uma das produções mais adultas e bem colocadas da Marvel Studios, ainda que seja comprometida por incongruências temáticas. Empolga pelo espetáculo e alguns momentos de tensão genuína, tornando-se um dos filmes mais interessantes do estúdio até o momento.

Obs: Como de costume em um filme da Marvel, há cenas adicionais após os créditos. Uma no meio e outra no fim.

Obs II: Stan Lee está lá também, duh. E também algumas referências a outros Vingadores. E um inédito…

Obs III: Graças a Odin, minha sessão era em 2D, por isso não tenho como julgar a qualidade da conversão em 3D.

Leia esta crítica em inglês.

| RoboCop | José Padilha faz o Policial do Futuro do seu jeito

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de março de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

robocopp
Farda preta? O novo RoboCop segue a linha do Cavaleiro das Trevas

Se um brasileiro dirigir um filme em Hollywood já é arriscado, imaginem então um brasileiro dirigindo um blockbuster de 200 milhões de dólares em Hollywood – que, além disso, é também um remake de um cult americano. A sorte de José Padilha foi que a Sony decidiu lançar seu RoboCop no começo do ano, evitando-o de bater de frente com as grandes produções do verão dos EUA. Mas sorte mesmo é de quem conseguiu enxergar o que este novo filme de fato é: uma inteligente e bem-executada reinvenção do original.

A trama mantém a premissa e estrutura do filme de 1987, ambientando-se em uma violenta Detroit de 2029. O governo americano estuda as possibilidades da implantação de inteligência artificial para o policiamento das cidades, enquanto a empresa Omnicorp busca uma forma de ganhar a aprovação do público. A resposta vem na forma do detetive Alex Murphy (Joel Kinnaman), que após sofrer um atentado mortal, tem seu corpo e mente fundidos a uma máquina inteligente.

Confesso que temia pelo resultado. A impressão que me assombrava antes de conferir o filme era a de que Padilha fosse ficar à mercê dos produtores e transformar o novo longa do Policial do Futuro em uma sucessão de cenas de ação, efeitos visuais e praticamente tudo o que faz um remake ruim (todo tipo de blockbuster, na verdade). Do início ao fim, fica claro que o brasileiro tinha total controle sobre o projeto. Em muitos aspectos, é um trabalho bastante similar a Tropa de Elite 2: a influência da mídia sensacionalista, a luta da polícia em departamentos além de sua autoridade e os esquemas sujos organizados por grandes corporações. Adicione à equação uma bem formulada discussão a respeito da robótica e a Ética desta com a humanidade, e temos o novo RoboCop.

Acho até compreensível que o resultado do filme nos EUA não tenha sido arrasador em termos econômicos, afinal, este passa longe de ser um filme de ação. Quando presentes, agradam pela boa condução (especialmente a montagem de Daniel Rezende e Peter McNulty), mas empalidecem diante do excelente roteiro do estreante Joshua Zetumer, que não só oferece uma temática apropriada, como também povoa a história com personagens expressivos para discutí-los. Gary Oldman, Michael Keaton e Samuel L. Jackson surgem todos impecáveis em seus distintos papéis (a ética científica, a megalomania empresarial e Datena… Quer dizer, a mídia tendenciosa) e Padilha consegue aproveitar  ao máximo o talento de cada um e distribuir-lhes tempo de cena apropriados.

A questão humana também domina grande parte da narrativa. Os confrontos internos entre o Alex humano e o Alex máquina são interessantíssimos de se analisar, rendendo grandes momentos (o primeiro reencontro do protagonista com seu filho é de dar nó na garganta) e oportunidades para que o diretor brinque com as expectativas do público. Seria impossível um exemplo tão eficiente quanto a sequência que se segue após a aprovação do tratamento de Alex após seu acidente, que traz uma legenda indicando “3 meses depois” e a família Murphy se divertindo ao som de Frank Sinatra – oferecendo a falsa ilusão de que Alex teria se recuperado milagrosamente  -, apenas para nos revelar ser um sonho do protagonista.

Não é como o filme de Paul Verhoeven (confesso que é decepcionante ver o icônico ED-209 sendo resumido a mero “chefe de fase”), mas o RoboCop de José Padilha é perfeitamente capaz de se sustentar sozinho. Oferece um sustento filosófico e sociológico que raramente encontramos em produções hollywoodianas desse porte, quase deixando a ação de lado no processo. No fim, José Padilha fez o filme que quis.

E eu agradeço.

Primeiro trailer do remake de ROBOCOP

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , on 5 de setembro de 2013 by Lucas Nascimento

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A aguardada versão do brasileiro José Padilha para o cult RoboCop acaba de ganhar seu primeiro trailer! O vídeo impressiona pelos efeitos visuais e as inovações presentes na trama original. O elenco traz Joel Kinnaman no papel-título e ainda conta com Gary Oldman, Abbie Cornish, Samuel L. Jackson e Michael Keaton nos coadjuvantes. Não sei vocês, mas estou empolgado. Confira:

RoboCop estreia no Brasil em 21 de Fevereiro.

| Django Livre | O divertido e sanguinário faroeste de Quentin Tarantino

Posted in Ação, Cinema, Comédia, Críticas de 2013, Faroeste, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , on 9 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

DJANGO UNCHAINED
Christoph Waltz é o Dr. King Schultz e Jamie Foxx é Django

Desde que estreiou na direção de longa-metragens em 1992 com Cães de Aluguel, Quentin Tarantino foi se mostrando um dos mais talentosos e influentes cineastas de seu tempo. Dono de um estilo único, seu currículo traz histórias de criminosos, noivas que lutam kung-fu e até um espetacular desvirtuamento da Segunda Guerra Mundial; e agora ele embarca no gênero com o qual vinha flertando há anos: o faroeste. E com Django Livre, adiciona mais uma pérola à sua filmografia.

Ambientado no sul dos EUA (por esse motivo, seria um equívoco classificar o longa como western) dois anos antes da Guerra Civil, a trama segue o recém-libertado escravo Django (Jamie Foxx) e o caçador de recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz) em uma série de caçadas por procurados pelo país. Posteriormente, a dupla deverá invadir a fazenda do desprezível Calvin Candie (Leonardo DiCaprio) a fim de resgatar a esposa de Django, Bruhmilde (Kerry Washington).

Em todas as suas obras, Tarantino mostra o quão vasto é seu repertório cultural (fruto de seus anos como balconista de locadora) e estas sempre vêm recheadas de referências, especialmente em sua escolha musical. Logo em seus segundos iniciais (onde vale destacar o uso de um logo antigo da Columbia Pictures) acompanhamos uma marcha de escravos ao som do tema de Django, western spaghetti que serve como uma das muitas inspirações do filme e na metade da projeção, uma “participação amigável” de Franco Nero, astro do mesmo. E a escolha musical no restante da projeção é das mais inspiradas: de Ennio Morricone a Johnny Cash, até o estilo black e hip-hop, a trilha incidental é mais uma pérola do cineasta.

Trazendo também sutis referências temáticas (minha preferida envolve um dos personagens associando involuntariamente o sofrimento com uma música de Bethoveen, remetendo ao protagonista de Laranja Mecânica), a trama do longa começa a se desenrolar de forma simples. Não há um elemento estilístico agressivo como o de Pulp Fiction ou reviravoltas históricas como a de Bastardos Inglórios, mas a narrativa segue um rumo divertido e agradável (ainda que instável em alguns momentos, mas chegaremos a isso depois), graças à bem construída relação entre os dois protagonistas e a química de seus intérpretes.

Surgindo novamente impecável – e mostrando que Tarantino talvez seja o único capaz de explorar seu potencial ao máximo – Christoph Waltz faz de King Schultz uma figura memorável e é admirável a postura cortês que lhe é conferida (sua dicção ao proclamar as palavras de um vocabulário acertadíssimo, aliadas a expressões em alemão e francês, é espetacular), mantendo-a até mesmo quando a violência é a única alternativa restante; como fica claro na cena em que executa um sujeito ameaçador de forma controlada e ainda lhe explica o motivo de suas ações.

De forma similar, o Django de Jamie Foxx também surge como uma implacável máquina de matar, mas também é muito interessante observar como o ator constrói suas camadas mais suaves. Vítima da escravidão e obcecado em encontrar sua esposa Bruhmilde, percebe-se um silêncio nas atitudes do personagem e ainda assim, uma chama de esperança; reparem em como sua empolgação quase infantil (e também na forma como se senta) quando Schultz se prepara para contar-lhe uma história ou sua felicidade ao descobrir que poderá escolher suas próprias vestimentas. Mas não desconfiem das habilidades de Django como pistoleiro, ou de seu poder de persuasão.

DJANGO UNCHAINED
Leonardo DiCaprio é Calvin J. Candie

E é graças a essa dupla extremamente carismática que o longo primeiro ato do longa funciona, já que a primeira “missão” dos dois é simples e serve mais como apresentação de ambos, perdendo considerável parte do tempo em algumas sequências desnecessárias. Por exemplo, a cena em que um grupo Ku Klux Klan discute a ineficácia de suas máscaras é uma das mais engraçadas de todo o filme, mas não apresenta uma justificativa para estar aqui, já que tais personagens simplesmente aparecem e desaparecem da história sem propósito algum. Quando Django e Schultz partem para o resgate de Bruhmilde (e Tarantino faz belo uso de um letreiro retrô para ilustrar a passagem do tempo, logo seguido de outro que traz a localização da dupla com letras grandes e ameaçadoras, enfatizando o perigo que enfrentarão), a trama encontra seu principal objetivo e encontra um antagonista marcante na forma de Leonardo DiCaprio.

Vivido pelo ator de forma brilhantemente repulsiva, Calvin Candie é mais uma personagem que surpreende com suas explosões de violência (a cena do martelo, preparem-se para a fúria!), fruto de um aborrecido narcisismo que por sua vez pode ser consequência da bajulação que este teve em toda sua vida (observe como um de seus empregados o parabeniza pelo simples fato de este ter conseguido assinar uma carta sozinho), mas também podendo ser facilmente repreendido por sua irmã, uma das únicas figuras que este claramente respeita. A outra seria Stephen, seu ajudante pessoal, vivido por Samuel L. Jackson de uma forma que nunca o havíamos visto: extremamente caricato, mas muito (muito) engraçado.

E ainda que Django Livre seja um filme muito divertido, ele tem a capacidade de chocar com suas fortes cenas que retratam a opressão a escravos. A cena em que uma personagem é retirada de uma “hot box” é particularmente difícil de se assistir, principalmente por acompanharmos a reação de outros envolvidos na cena e pela direção segura de Tarantino, que retrata o momento sem maneirismos ou efeitos cômicos (algo raro em sua carreira): real e cru. Nesse sentido, é importante ressaltar também o uso excessivo da palavra “nigger” (traduzida pela legenda como “crioulo”) um termo pejorativo, mas cuja presença é necessária para retratar o fluxo do racismo presente na época em questão.

Movendo-se com um bom ritmo até uma conclusão um tanto exagerada, Django Livre é mais um ótimo trabalho de Quentin Tarantino, e ainda que não alcance a perfeição de Bastardos Inglórios ou Pulp Fiction, comprova a facilidade do diretor em navegar com seu estilo através de diferentes gêneros. Vejamos o que ele vai aprontar a seguir…

Obs: Esta crítica foi publicada após a cabine de imprensa do filme, realizada no dia 8 de Janeiro no shopping Pátio Paulista.

Obs II: Há uma curta, porém divertida, cena após os créditos finais.

Obs III: Como de costume, Tarantino participa do filme. E por um bom tempo, até.

| Os Vingadores – The Avengers | O filme-evento da Marvel Studios é, enfim, lançado

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de abril de 2012 by Lucas Nascimento


Os Vingadores (Capitão América, Homem-de-Ferro, Hulk, Gavião Arqueiro, Thor e a Viúva Negra) em pose de batalha

Os Vingadores – The Avengers tem sua jornada iniciada lá em 2008, quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) surgiu misteriosamente em uma cena depois dos créditos de Homem-de-Ferro. Quatro filmes e quatro anos depois, a superequipe da Marvel Studios enfim ganha forma no divertido e desenfreado longa de Joss Whedon.

A trama continua os eventos mostrados em Homem-de-Ferro 2, O Incrível Hulk, Thor e Capitão AméricaO Primeiro Vingador, tendo ponto de partida quando o perverso Loki (Tom Hiddleston) invade a Terra e rouba um poderoso artefato que pode acarretar na destruição do planeta. A ameaça faz com que Nick Fury reúna a equipe conhecida como os Vingadores, uma coleção de indivíduos especiais.

Juntar tantos super-heróis em um filme só é complicado. Ainda mais quando estes vêm de franquias individuais (bem, a Marvel tem se focado no projeto tanto que a história dos longas anteriores sofreu um desfoque a seus personagens) e apresentam-se completamente diferentes um do outro. Esses momentos, quase surreais, aparecem de forma grandiosa na tela e rendem explosivas cenas de ação (os embates entre Thor e Hulk, Homem-de-Ferro e Thor são memoráveis), as quais Whedon conduz muito bem – a execução de um plano-sequência durante a batalha final é impressionante – e fornece a cada herói seu devido espaço.

Esse talvez seja o grande mérito do roteiro do próprio Whendon: a organização e equilíbrio das inúmeras figurinhas. É um choque de egos e personalidades e a interação entre o elenco é fantástica, com cada intérprete defendendo com talento e carisma seus personagens. Robert Downey Jr. continua perfeito com seu Tony Stark, e dessa vez ele oferece algo nunca visto antes: uma vulnerabilidade emocional no vingador dourado (sua reação durante a morte de pessoa x é bárbara). Chris Evans faz o politicamente correto Capitão América, Chris Hemsworth acerta no sotaque de Thor e até Scarlett Johansson consegue fazer da Viúva Negra mais do que um belo rosto. Quem é novo aqui é Mark Ruffalo, mais recente intérprete de Bruce Banner/Hulk, e certamente foi o ator que entregou o desempenho mais satisfatório para o monstro verde – que surge aqui muito mais cômico.


Tom Hiddleston como o vilão Loki

Há espaço de sobra para Tom Hiddleston, que faz de Loki um dos vilões mais interessantes da mitologia da Marvel. O ator se mostra muito mais determinado e melhor explorado do que em Thor, e faíscas explodem quando este tem um confronto verbal com o narcisista Tony Stark. Vale lembrar também de Samuel L. Jackson, que revela traços até então desconhecidos sobre o misterioso diretor da SHIELD (agência por trás da formação da equipe), tal como seu comprometimento com a justiça e ambição em alcançar seus objetivos – mesmo que tenha que usar da morte de um agente ou explodir aviões de sua própria armada.

Na parte técnica, Vingadores não deixa a desejar. Os efeitos visuais são ótimos (enfim acertaram no Hulk!), a música de Alan Silvestri pontua bem os momentos épicos e os mais dramáticos e até a conversão para 3D saiu decente. No entanto, o design de algumas criaturas (especialmente aquelas “serpentes” voadoras) me lembraram muito Transformers – O Lado Oculto da Lua, que apresentava um clímax de destruição e abertura de dimensões muito similar. Mas a semelhança acaba por aí, porque Whedon é muito melhor diretor do que Michael Bay e sabe trabalhar a ação de forma mais engenhosa.

Os Vingadores – The Avengers é um sonho realizado para os fãs da Marvel. Mesmo que imperfeito, é uma das adaptações de quadrinhos mais grandiosas e divertidas já lançadas até o momento. E aguardem, pois a cena pós-créditos promete um espetáculo ainda maior.

Aguardemos pela próxima aparição de Fury…

Observação: Gwyneth Paltrow e Stellan Skarsgard reprisam seus papéis de Homem-de-Ferro e Thor!

Spoiler-Observação: Caso não saiba (tudo bem, tampouco sabia eu até umas horas atrás) a figura que aparece na cena pós-créditos é Thanos, um vilão intergaláctico do universo Marvel.

Leia esta crítica em inglês.

25 pistas para OS VINGADORES – THE AVENGERS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de abril de 2012 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Os Vingadores já nesta sexta, fiz um pequeno especial para marcar a ocasião. Aqui, reúni 25 pistas, escondidas nos filmes anteriores da Marvel, que dão indícios da formação da maior equipe de super-heróis da Terra. Aproveite:

Cronologia dos eventos:

Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)| Homem-de-Ferro (2008) | Homem-de-Ferro 2 (2010) | Thor (2011) | O Incrível Hulk (2008)

(só lembrando que alguns eventos são simultâneos)

HOMEM-DE-FERRO (2008)

Pista #1

Logo no começo do filme, após o prólogo da captura de Tony Stark (Robert Downey Jr.), vemos um flashback onde ele é entrevistado pela repórter Christine Everhart (Leslie Bib). Na conversa, ele menciona o envolvimento de seu pai Howard em eventos da Segunda Guerra Mundial. É uma deixa para Capitão América.

Pista #2

Com seu retorno aos EUA, Stark prepara uma coletiva de imprensa após seus meses de captura. Dentre repórteres e jornalistas, é a primeira vez que vemos o Agente Coulson (Clark Gregg), representante da misteriosa empresa SHIELD. Na breve cena, ele deseja saber “as circunstâncias da fuga de Stark”.

Pista #3

Avançando quase ao fim do longa, a próxima pista aparece quando Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) surpreende Stark quando este está desmontando sua armadura do Homem-de-Ferro. Bem ao fundo, é possível observar o escudo do Capitão América em estágio de desenvolvimento.

Pista #4

Preparando-se para a coletiva de imprensa onde revelará sua identidade de Homem-de-Ferro, Tony Stark encontra-se novamente com o agente Coulson. Ele promete ficar de olho na situação.

Pista #5

Terminada a projeção, uma cena pós-créditos revela o diretor da SHIELD, Nick Fury (Samuel L. Jackson) aparecendo na residência de Stark. Muito breve, ele fala sobre a Iniciativa Vingadores.

O INCRÍVEL HULK (2008)

Pista #6


Nos créditos de abertura, há referências às Indústrias Stark. O nome de Nick Fury também aparece.

Pista #7

O General Ross (William Hurt) recruta Emil Blonsky (Tim Roth), e esse é submetido ao Soro do Super-Soldado, o mesmo responsável pela criação do Capitão América.

Pista #8

Nos minutos derradeiros do longa, Tony Stark faz uma aparição-surpresa e se encontra com o General Ross, oferecendo uma “ajuda” para o problema Hulk. Ele menciona que uma equipe está sendo formada.

HOMEM-DE-FERRO 2 (2010)

Pista #9

Tony Stark contrata Natalie Romanoff (Scarlett Johanssom) como sua nova assistente. A moça, na verdade, é uma agente da SHIELD que atua sob o codinome de Viúva Negra e marca presença na equipe dos Vingadores.

Pista #10

O agente Coulson retorna, e já solta referências aos dois próximos heróis a surgir: ele encontra o escudo do capitão América na oficina de Stark e menciona uma missão no Novo México…

Pista #11

Nick Fury aparece novamente, e Natalie revela sua real identidade. O diretor da SHIELD tenta convencer Stark a juntar-se à sua Iniciativa. Ele ainda ajuda a encontrar uma cura para sua infecção, trazendo informações deixadas por seu pai (revelado também como um dos fundadores da misteriosa organização).

Pista #12

Ao fim do filme, Stark é visto em um escritório da SHIELD folheando o relatório do projeto dos Vingadores. Ao fundo, podemos pegar relances de uma televisão que mostra o campus da universidade onde Bruce Banner (Edward Norton) foi encurraldo pelo exército em O Incrível Hulk.  A cena se desenrola até o ponto de Stark ser recusado como membro da equipe, servindo apenas como um consultor.

Pista #13

Na cena pós-créditos, o agente Coulson está no Novo México. Ele liga para Nick Fury, dizendo ter encontrado o martelo de Thor preso em uma cratera.

THOR (2011)

Pista #14

As referências em Thor são muito mais diretas. Loki (Tom Hiddleston), irmão do protagonista, já é apresentado como um sujeito traçoeiro desde o início da trama, e sua relação com o Deus do Trovão (Chris Hemsworth) não é das melhores.

Pista #15

Com o banimento de Thor para o Novo México, o agente Coulson é enviado para monitorar a situação.

Pista #16

O professor Andrews Selvig (Stellan Skarsgard) menciona que um colega famoso por trabalhar com radiações em gama (sim, ele está falando do Hulk) se envolveu com a tal SHIELD e nunca mais foi visto.

Pista #17

A fim de recuperar seu martelo, Thor invade a instalação da SHIELD e é capturado. Essa é a primeira vez que vemos o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), agente da organização e futuro membro dos Vingadores.

Pista  #18

Loki envia o Destruidor à Terra para matar Thor. Ele é “recebido” pelo agente Coulson e outros empregados da SHIELD, que perguntam se o robô seria propriedade de Tony Stark. Coulson responde: “eu não sei, o cara nunca me fala nada”.

Pista #19

Tendo derrotado o gigante Destruidor, Thor forma uma aliança com o agente Coulson.

Pista #20

Depois de finalmente retornar à Asgard, Thor enfrenta Loki na Ponte do Arco-Íris e o confronto culmina com a destruição da mesma (cortando assim, a ligação entre Aasgard e a Terra) e o destino incerto de Loki, que cai na escuridão do Universo e é sugado para outro Reino.
Vale anotar: Com a Ponte do Arco-Íris destruída, é impossível que Thor retorne à Terra. Boa sorte para os roteiristas de Os Vingadores resolverem essa.

Pista #21

Na cena pós-créditos, encontramos Nick Fury conversando com o professor Andrews. O diretor da SHIELD revela o objeto místico conhecido como Cubo Cósmico, um dos tesouros de Aasgard. Logo descobrimos que Andrews está sob controle de Loki.

CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (2011)

Pista #22

Nas cenas inciais, o Caveira Vermelha está em um caçada em busca do Cubo Cósmico, visto no final de Thor.

Pista #23

O jovem Steve Rogers visita a exposição de Howard Stark (Dominic Cooper), e logo se envolve no projeto do Super-Soldado. Nasce o Capitão América, tendo o pai de Tony Stark por trás da tecnologia e uniforme do herói.

Pista #24

Já no clímax do filme, o Capitão confronta o Caveira Vermelha em uma batalha pela conquista do Cubo. No fim, o nazista é misteriosamente sugado para dentro do objeto (é até possível ver um deslumbre de Aasgard), em um desfecho similar ao de Loki. Será que podemos contar com o Caveira em Os Vingadores?

Pista #25

O Capitão é congelado após o conflito com Caveira Vermelha, e depois recuperado 70 anos no futuro. Seu salvador: Nick Fury, que aparece a fim de recrutá-lo para sua equipe.

Conectores

Como extra de seus blu-rays, a Marvel lançou alguns curta-metragens que ajudam a conectar os filmes pré-Vingadores. Os dois são bem divertidos e objetivos, e trazem o Agente Coulson como protagonista. Confira:

The Consultant (Liga Homem-de-Ferro 2 a O Incrível Hulk)

A Funny Thing Happened on the Way to Thor’s Hammer (Liga Homem-de-Ferro 2 a Thor)

As caras de Stan Lee

Perdeu o icônico Stan Lee, co-criador de alguns dos super-heróis mais famosos da Marvel, em algum dos filmes? Vai aí um reminder:

Homem-de-Ferro: Confundido com Hugh Heffner

O Incrível Hulk: Vítima do refrigerante radioativo

Homem-de-Ferro 2: Confundido com Larry King

Thor: Motorista do caminhão que tenta levantar o Mjolnir

Capitão América – O Primeiro Vingador: Coronel que aguarda a condecoração do Capitão.

Observou alguma coisa que não está nesse post? Comente!

Agora é só esperar, Os Vingadores – The Avengers estreia em 27 de Abril.

Diretores: M. Night Shyamalan

Posted in Diretores with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 17 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento

Semana que vem, estreia o novo filme de Manoj Nelliyattu Shyamalan, cineasta que teve um ótimo início de carreira, mas que atualmente se encontra no fundo do poço. O Último Mestre do Ar é seu primeiro trabalho adaptado de outra mídia, no caso, o desenho da Nickelodeon. Vamos relembra a carreira do cineasta, que era uma grande promessa:

O Sexto Sentido (1999)

O primeiro grande filme de Shyalaman é sem dúvida seu melhor trabalho. O roteiro é original, tenso e muito interessante; sem falar que há diversos sustos e muita emoção. O pequeno Haley Joel Osment surpreende na ótima performance de Cole, que imortalizou a frase “I see dead people”. E o final surpreendente virou marca do diretor.

Onde está Manoj: Assim como Hitchcock, Shyamalan costuma fazer pontas em seus filmes. Nesse, ele é o psicólogo a quem a mãe de Cole pede ajuda.

Corpo Fechado (2000)

Se você procura por super-heróis realistas, Corpo Fechado é mais uma ótima sugestão. O filme é muito sombrio e lida com a questão de super-poderes e a ética de um herói de maneira espetacular. Mostra que o cineasta respeita e entende o que é uma história em quadrinhos, já que o enquadramento e a fotografia são completamente inspirados por gibis. As atuações são perfeitas e está pau a pau com O Sexto Sentido como obra-prima de Shyamalan.

Onde está Manoj: É o traficante de drogas interrogado por David no estádio.

Sinais (2002)

A cena acima é muita curiosa. Todos que viram levaram um grande susto, mesmo sabendo que, obviamente, alguma coisa iria acontecer. Interessante como Shyalaman sabe criar suspense, é basicamente o que ele faz nesse filme de alienígenas genial. O clima de invasão é devastador, assim como as perfomances de Mel Gibson e Joaquin Phoenix.

Onde está Manoj: Ele interpreta Ray Reeddy, que matou a esposa de Graham em um acidente de carro.

A Vila (2004)

É aqui que o cineasta começa a tropeçar… Com uma premissa muito interessante e um clima sombrio e aterrador, A Vila tinha tudo para dar certo, mas o diretor se deixou levar por algumas situações absurdas, clichês e um suspense bem morno. Ao menos acertou no visual; tanto das criaturas quanto do vilarejo.

Onde está Manoj: É o guarda lendo jornal na cidade.

A Dama na Água (2006)

Ridículo. Define muito bem o que é a “história de ninar” de Shyamalan e sua ninfa da piscina. O roteitro é fraco, bobo e desinteressante. O elenco é caricato e exagerado demais… A única boa cena é a morte do crítico de cinema que, com um belo uso de metalinguagem, explica exatamente a razão de sua morte.

Onde está Manoj: Rouba a cena como um dos moradores do prédio, um escritor.

Fim dos Tempos (2008)

Não é tão ruim quanto A Dama na Água, mas está longe de ser um bom filme. Bons enquadramentos de cena e arrepiantes imagens de suicídio não escondem o roteiro babaca, as atuações deploráveis e as situações constrangedoras. Você já deve estar careca de saber mas, Mark Whalberg conversa com uma planta. De plástico.

Onde está Manoj: Ele interpreta Joey, que liga para Zooey Deschanel no trem.

Bem, Shyamalan tem outros projetos na gaveta, como um misterioso sobrenatural sobre um pai com poderes e a série Night Chronicles, mas O Último Mestre do Ar chega ao Brasil nesta Sexta-feira, dia 20 de Agosto. Aguardemos.