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| Cinderela | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

cinderella
Lily James é Cinderela

Quando tivemos o anúncio de que Kenneth Branagh dirigiria uma versão live action do clássico Cinderela, acredito que não estava sozinho quando deduzi ser uma ideia desnecessária. Não só a animação da Disney se sustenta sozinha até hoje, como também a icônica história já ganhou diversas interpretações e reimaginações ao longo dos anos (sério, confiram o absurdo de adaptações aqui) levando muitos a se perguntarem o que Branagh poderia trazer de novidades. A resposta: nada. Mas justamente por se ater à história em sua pura forma, seu filme funciona maravilhosamente bem.

A trama… Precisa mesmo? Explicar essa história? OK, não custa nada. Chris Weitz assina o roteiro, que nos apresenta à jovem Ella (Lily James) a partir do momento em que sua mãe (Hayley Atwell) falece subitamente, deixando-a sozinha com seu pai (Ben Chaplin). Posteriormente, ele se casa com uma viúva (Cate Blanchett) que se torna a madrasta de Ella, levando também suas duas filhas para a casa da moça. Vivendo como uma criada doméstica após a morte do pai, Ella acaba conhecendo um Príncipe (Richard Madden) na floresta, e o resto é história.

Fada Madrinha! Carruagem de abóbora! Baile! Sapatinho de cristal! Tudo e mais um pouco estão aí, sem exceção. Weitz respeita cada virada da história, acrescentando algumas boas subtramas (como a relação entre a Madrasta e o Grão Duque vivido por Stellan Skarsgard) e uma constante martelada na lição de moral que prega “coragem e gentileza”, que – mesmo repetindo-se com assustadora frequência – ajuda a envolver todas as pontas da história, já que diferentes personagens passam a adotar tal filosofia.

Branagh não se arrisca com pretensões estilísticas (como seu uso descontrolado do ângulo holandês em Thor), mas é capaz de conduzir com firmeza ótimas sequências, como todo o núcleo da transformação mágica de Ella até a espetacular cena do baile, beneficiada também pelo vibrante design de produção do veterano Dante Ferretti e os figurinos coloridos de Sandy Powell – a maneira como o vestido azul parece “engolir” o Príncipe durante a valsa rende um lindo visual.

Branagh também acerta na direção de seu ótimo elenco, trazendo um pouco de sua fase shakesperiana (todos com devidos sotaques britânicos) mas também um toque cartunesco, aplicando-se às irmãs vividas por Sophie McShera e Holliday Grainger. Cate Blanchett como a Madrasta é um destaque à parte, permitindo que a excelente atriz divirta-se numa performance assumidamente maléfica, mas que não se leva pelo maniqueísmo: a Madrasta é má, mas um breve monólogo explica seus motivos nada absurdos.

Mas é realmente Lily James quem rouba o show. Além de estonteante e uma maravilha de se olhar, é uma explosão de carisma e presença em tela. A bondade e igenuidade da personagem são absorvidos completamente pela atriz, sempre sorridente e leviana. Não importando o quão brega possam parecer algumas situações (algumas das transformações de animais em humanos, por exemplo), ver a expressão de surpresa e felicidade no rosto de Allen é inebriante. Além disso, tem uma química real e forte com o príncipe de Richard Madden (e ver justamente esse ator de Game of Thrones tão perto da coroa é, no mínimo, irônico), que mostra-se também muito versátil; especialmente em uma cena específica com seu pai, vivido por Derek Jacobi.

Cinderela é uma adaptação que funciona justamente por sua narrativa sincera e bem contada, não precisando de alterações ou inovações gritantes para funcionar. Um elenco acertado, produção caprichada e genuíno sentimento são mais do que suficientes.

Obs: Disney, obrigado por não converter esse aqui para 3D. Mesmo. Que a bolada de dinheiro arrecadado com este aqui sirva de lição para a desnecessidade do recurso danoso.

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Esse é Mesmo o Oscar 2012? | VOLUME II: Categorias Técnicas

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 22 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar 2012! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

O Artista | Guillaume Schiffman

Depois da indicação do alemão A Fita Branca, mais um longa consegue presença com uma fotografia em preto-e-branco. O que destaca o trabalho em O Artista é como Guillaume Schiffman se sai bem ao resgatar o visual retratado em filmes mudos, adotando também a janela de projeção da tela (em 1:31, menor do que as habituais). Os enquadramentos são criativos, os planos-sequência são maravilhosos e encaixam-se perfeitamente na mise en scéne (prestem atenção na sequência onde George Valentin e Peppy Miller conversam numa escadaria, culminando com a subida dela e a descida do astro). O Artista, de fato, parece um filme daquela época.

A Árvore da Vida | Emmanuel Lubezki

Ausente em diversas categorias no Oscar, o novo filme de Terrence Malick certamente merece sua vitória aqui. A fotografia de Lubezki é linda e claramente deu muito trabalho, já que estamos falando de um longa que captura até mesmo a origem do Universo e da Vida (a sequência de tal, é um dos pontos altos do longa). É notável o uso das luzes fortes e da variedade na paleta de cores. Já que a narrativa maluca de A Árvore da Vida não me prendeu, pelo menos deu pra apreciar essas maravilhosas imagens.
Ganhou o ASC de Melhor Fotografia.

Cavalo de Guerra | Janusz Kaminski

Cinematógrafo habitual de Steven Speilberg, Janusz Kaminski retorna aos campos de batalha e mantém sua boa técnica. Ainda que menos forte e contrastante do que Soldado Ryan (já que o longa é bem mais adulto e pesado do que este), Kaminski consegue equilibrar a vivacidade das paisagens campestres, o terror da Primeira Guerra Mundial, principalmente nas sombrias trincheiras, e a emoção do reecontro entre dois personagens; que se dá sob uma sutil caída de neve. Além disso, a cena final faz uma bela homenagem visual à …E o Vento Levou.

A Invenção de Hugo Cabret | Robert Richardson

O talentoso Robert Richardson se úne novamente ao diretor Martin Scorsese, capturando com perfeição o semi-fantasioso mundo habitado por Hugo Cabret. Agora contando com a tecnologia 3D adotada pelo cineasta, Richardson usa uma paleta de cores fortes e vívidas, acentuando as características fantasiosas do longa com um visual espetacular. Vale destaque observar a mudança de iluminação nos flashbacks, que surgem mais radiantes do que o comum.

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres | Jeff Cronenweth

O trabalho de Jeff Cronenweth na primeira parte da trilogia Millennium é magnífico. Predominantemente sombria – e até remetendo sutilmente à de Clube da Luta, também de David Fincher – , captura a atmosfera gélida da Suécia onde serial killers se escondem em luxuosas residências e hackers tatuadas fazem justiça com as próprias mãos… O visual todo é espetacular e preserva diversos detalhes da trama e da investigação central, especialmente no flashback, em um lindo tom de sépia, que apresenta o desaparecimento de Harriet Vanger (reparem no relógio que marca sua última aparição). Magistral.

FICOU DE FORA: O Espião que Sabia Demais | Hoyte van Hoytema

Responsável também pela fria Suécia de Deixa Ela Entrar, Hoyte van Hoytema se une novamente ao cineasta Tomas Alfredson, agora para embarcar no enigmático mundo da espionagem da Guerra Fria. Adotando planos abertos (como a investigação de Ricki Tarr, em uma janela) e uma iluminação predominantemente fria, Hoytema consegue capturar o espiritio da época e rende ótimos momentos; como o tenso confronto verbal à frente de um avião em rota de pouso.

APOSTA: A Árvore da Vida

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

O Artista | Laurence Bennett & Robert Gould

Situada na Hollywood dos anos 20-30, o design de produção de O Artista captura com perfeição a época que mudou a História do Cinema. Os grandes letreiros na entrada de teatros, as imensas salas de projeção com telas absurdas e até mesmo o uso dos famosos matte paintings (fundos de cidade, cenários, etc). Dentro do contexto da trama, é interessante observar o contraste entre as moradias de George Valentin e Peppy Miller (característica que o figurino também preserva, como veremos em alguns instantes), destacando o luxo da mansão de Miller (e a ironia de possuir artefatos que eram de propriedade do astro em decadência) sobre a pobre residência de Valentin.

Cavalo de Guerra | Rick Carter & Lee Sandales

Ambientado na época da Primeira Guerra Mundial, o que mais vemos em Cavalo de Guerra são fazendas e campos de batalhas. Além de retratarem tais ambientes com fidelidade Histórica, é interessante como a fazenda dos Narracott é desenhada a ser pequena mas aconchegante, enquanto as trincheiras são apertadas, sujas e assustadoras. Spielberg já pode ser chamado de especialista em cenários de guerra…

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Stuart Craig & Stephenie McMillan

O grande final da saga Harry Potter não inova tanto quanto seu antecessor, mas ganha pontos por trazer de volta ambientes e locações dos longas anteriores. A Sala Precisa agora parece muito mais bagunçada (e a decoradora de set diverte-se ao inserir objetos vistos antes, como as gigantescas peças de xadrez do primeiro filme), o banco Gringotes revela-se uma assustadora caverna por baixo de seus luxuosos saguões e a destruição do castelo de Hogwarts explora com inteligência inúmeros locais. O trabalho aqui é excelente, mas não o melhor da saga.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme de Fantasia

A Invenção de Hugo Cabret | Dante Ferretti & Francesca Lo Schiavo

Sem dúvida, o melhor dentre os indicados. A direção de arte e o design de produção aqui transformam a Paris da década de 30 em uma ambiente fantástico e que simplesmente enche os olhos em cada tijolo, janela ou engrenagem de relógio que aparecem. A estação de trem, onde a maior parte da trama é situada, é sentida como um lugar real – considerando que grande parte dela foi consteruída em escala real – e o trabalho com esta me fizeram entrar completamente na história. Isso sem falar que Ferretii e Lo Schiavo tiveram um desafio ao recriar filmes e sets de filmagens de Georges Méliès.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme de Época.

Meia-Noite em Paris | Anne Seibel & Hélène Dubreuil

Não é difícil caprichar nos cenários quando você tem a Cidade das Luzes como locação principal. Com a beleza da arquitetura parisiense a parte, Anne Seibel e Hélène Dubreuil tiveram o desafio de recriar ambientes da década de 20, como restaurantes, bares e até a casa de Gertrude Stein. Todos os ambientes funcionam no contexto da história de Woody Allen, e impressionam por sua atenção aos detalhes.

FICOU DE FORA: Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres | Donald Graham Burt e K.C. Fox

Mesmo que contemporâneo na maior parte de sua projeção (a única exceção é uma série de flashbacks que nos mostram rapidamente os anos 60), o design de produção de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres é soberbo por retratar bem a beleza da Suécia e também seus cantos obscuros. Desde a enorme mansão Vanger, passando pela espaçosa residência de Martin até o bagunçado apartamento de Salander, vemos que Donald Graham Burt e K.C. Fox souberam falar sobre seus personagens através dos cenários. E isso é raro atualmente.
Ganhou o ADG de Melhor Direção de Arte em Filme Contemporâneo

APOSTA: A Invenção de Hugo Cabret

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Artista

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

O Artista | Anne-Sophie Bion & Michel Hazanavicius

Até na montagem Michel Hazanavicius consegue honrar o cinema mudo. Com ajuda de Anne-Sophie Bion, ele usa de transições clássicas (como a de círculo, desvaneios, entre outros) e outras bem criativas, como a inserção de imagens dentro de outras (como na imagem acima, onde os pôsteres de Peppy vão servindo como transição de cena). Maneirismos requintados à parte, os cortes de Hazanavicius e Bion também acentuam apropriadamente a tensão (como no clímax, onde a vida de um dos personagens está em jogo) e momentos mais emotivos.
Ganhou o ACE Eddie Awards de Montagem em Filme de Comédia/Musical.

Clipe

Os Descendentes | Kevin Tent

A meu ver, o trabalho de montagem de Os Descendentes é muito, muito simples. Kevin Tent equilibra bem os personagens quando encontram-se engajados em diálogos (de acordo com a intensidade, os cortes são mais frequentes) e na apresentação da trama – onde Tent dá espaço também a diversas paisagens havaianas – nos minutos iniciais. Tirando isso, não vejo nada de espetacular que justifique a indicação do longa; é um trabalho bom, mas simples demais.
Ganhou o ACE Eddie Awards de Montagem em Filme de Drama.

Clipe

O Homem que Mudou o Jogo | Christopher Tellefsen

O interessante aqui é como Christopher Tellefsen insere na trama de O Homem que Mudou o Jogo, imagens reais de jogadores de beisebol. A passo que Peter Brandt (Jonah Hill) explica o “Moneyball” para Billy Beane (Brad Pitt), o montador faz um ótimo trabalho ao introduzir fotos de jogadores, estatísticas de computador e, principalmente, consegue tornar claro não só para o personagem, mas para o espectador. Além disso, a trama secundária da carreira de Beane mostra-se bem aplicada, surgindo nos momentos apropriados (que rendem uma certa reflexão com as cenas do presente).

Clipe

A Invenção de Hugo Cabret | Thelma Schoonmaker

Parceira habitual de Scorsese (desde Touro Indomável, em 1980), Thelma Schoonmaker monta A Invenção de Hugo Cabret de forma precisa e controlada, quase como as engrenagens de um relógio, ironicamente. A veterana equilibra os momentos de humor e cria um bom ritmo, conseguindo dar espaço a diversos personagens (que ganham tramas secundárias bem divertidas) e situações. O atrativo no entanto, é como Schoonmaker e Scorsese inserem trechos de longas mudos antigos, como George Méliès e Charles Chaplin. Muito bom.

Clipe

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres | Kirk Baxter & Angus Wall

Sem dúvida a mais habilidosa dentre os indicados, Kirk Baxter e Angus Wall (vencedores por A Rede Social no ano passado) dão pulso e ritmo a Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres. De início, a dupla equilibra com maestria as duas tramas paralelas principais (a dos personagens de Daniel Craig e de Rooney Mara), ao ponto em que estas vão encontrando, e ainda conta com inúmeros flashbacks (que rendem transições inspiradas, como a passagem de tempo através do acender de um cigarro) e narrações em off (como na imagem acima). Infelizmente, Baxter e Wall não têm muita chance de levar a segunda estatueta de suas carreiras.

Clipe

FICOU DE FORA: Contágio | Stephen Mirrione

Ausente em praticamente todas as premiações, Contágio de Steven Soderbergh merecia mais atenção, principalmente por sua habilidosa montagem que intercala diversos personagens – adotando até mesmo o recurso de telas divididas. Estética e estilos a parte, é esperto como o longa começa com o segundo dia da infecção, deixando para a cena final a explicação para o vírus que assombra o longa. Poderia facilmente entrar no lugar de Os Descendentes.

APOSTA: O Artista

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Os Descendentes

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Observação: se duvidavam que a Academia dava preferência a figurinos de época, veja os indicados deste ano:

Anônimo | Lisy Christl

Roland Emmerich dá um tempo nos filmes-catástrofes e aventura-se em um thriller no período shakeasperiano. Anônimo ainda não estreiou por aqui, mas os figurinos retratam com fidelidade a (maravilhosa) época em questão.

O Artista | Mark Bridges

Ambientando-se na Hollywood dos anos 20-30, Mark Bridges escolhe os figurinos apropriados em O Artista. Smokings e vestidos elegantes predominam como vestimentas principais, todas elas bem desenhadas e produzidas. Mas o interessante, é a evolução do personagem George Valentin, que começa o longa com ternos luxuosos e – a medida que vai decaindo profissionalmente – vai trajando roupas mais desgastadas, perdendo todo seu prestígio.

Jane Eyre | Michael O’Connor

Na minha singela opinião figurinista, os trajes de Michael O’Connor para a adaptação Jane Eyre são os melhores da categoria. Apresentam detalhes minuciosos em seus longos vestidos, boas colorações e combinações interessantes. De longe, o que merece a estatueta.

A Invenção de Hugo Cabret | Sandy Powell

Também ambientado nos anos 30, Sandy Powell faz do figurino de Hugo Cabret algo bem colorido e destacante. Tais vestimentas casam perfeitamente com o universo quase que cartunesco da história, ainda que contenha características mais realistas (como os trajes de Georges Méliès) que servem para retratar bem a época em questão. Uma curiosidade, vale observar que Hugo usa o mesmo suéter o filme todo – com exceção de uma única cena.

W.E. – O Romance do Século | Arianne Phillips

E o filme da Madonna consegue abocanhar uma indicação por seu figurino, que captura o romance entre o rei Edward III e a americana Wallis Simpson. Eu também não assisti a W.E., então deixo o comentário superficial de que os trajes estão bonitos. Aposto nele pois levou o CDG de Melhor Figurino em Filme de Época.

FICOU DE FORA: X-Men: Primeira Classe | Sammy Sheldon

Sim, Primeira Classe é uma adaptação de quadrinhos. Ainda anseio para ver uma produção que conta com uniformes coloridos ser indicada, mas não foi isso que me chamou a atenção no figurino do mais novo X-Men, e sim sua fiel e chiquérrima representação dos trajes seiscentistas; demonstrando uma pesquisa história muito maior do que se vê na maioria das produções sobre o tema.

APOSTA: W.E. – O Romance do Século

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jane Eyre

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Albert Nobbs | Martial Corneville, Lynn Johnston e Matthew W. Mungle

O que chama a atenção aqui, é como Glenn Close foi transformada em um homem de forma realista e sutil. Ainda é possível perceber os traços da atriz quando esta encarna o mordomo Albert Nobbs, não sendo uma transição tão espetacular, mas que assiste à trama de forma apropriada.

A Dama  de Ferro | Mark Coulier e J. Roy Helland

Meryl Streep encarou horas de sessões de maquiagem para viver Margaret Thatcher em A Dama de Ferro, e isso – somado a sua excelente performance – a transformou na sósia da Ex-Primeira Ministra Britânica. O que mais ganha destaque aqui, é o envelhecimento da personagem, que ganha moldes impecáveis da equipe de maquiagem.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 | Nick Dudman, Amanda Knight e Lisa Tomblin

Será que esse vai ser o único Oscar que a saga Harry Potter vai ganhar em todos os seus 10 anos de existência? Dentre os indicados, os duendes de Relíquias da Morte – Parte 2 são infinitamente superiores e melhores trabalhados. Cerca de 20 figurantes foram maquiados para se transformar nas criaturas que controlam o banco Gringotes, e em momento algum eles soam artificiais. Se perder, é injusto.

FICOU DE FORA: Capitão América – O Primeiro Vingador

Encarnando mais um vilão memorável, Hugo Weaving agora aparece escondido por camadas de maquiagem em sua performance do Caveira Vermelha. É injusto o trabalho não ter sido indicado, já que além de manter os traços e feições de seu ator intactos, fornece toda a monstruosidade que o personagem merece, e o transporta para um mundo real e crível; sem parecer uma criação cartunesca.

APOSTA: Harry Potter

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Dama de Ferro

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Gigantes de Aço

Ainda não assisti a Gigantes de Aço, mas só por imagens e vídeos é possível reparar no perfeito trabalho de CGI nos robôs boxeadores, que tem perfeita interação com os atores; além de movimentos naturais e texturas bem realistas.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2



O último filme da saga Harry Potter impressiona com suas batalhas bem elaboradas, que trazem maravilhosos planos digitais (que permitem uma interatividade e imersão maiores) da destruição de Hogwarts, e criaturas monstruosas – dragões, ogros, aranhas e fantasmas – que sempre convencem.

A Invenção de Hugo Cabret

Usados mais como ferramenta do que espetáculo, os efeitos visuais de Hugo Cabret podem ser observados nos maravilhosos planos digitais (como aquele que abre o filme, passando por dentro da estação de trem até encontrar o pequeno Hugo) e na criação da Paris dos anos 30, vista ao fundo em técnica de greenscreen. Bonito e eficiente em seu propósito, mas temos candidatos melhores.

Planeta dos Macacos: A Origem

A WETA Digital mais uma vez atinge a perfeição na criação do macaco César, interpretado pelo ótimo Andy Serkis, na mais avançada utilização de captura de movimentos já feita. Além do protagonista, dezenas de outros símios são criados através da mesma tecnologia, e o resultado é mais do que satisfatório.
Ganhou maior número de prêmios no Visual Effects Society.

Transformers – O Lado Oculto da Lua

Sempre muito realistas, os robôs de Transformers aparecem mais perfeitos do que nunca no terceiro filme da franquia, contando também com cenas de ação melhores elaboradas, que incluem o impressionante colapso de um edifício – e a atenção aos detalhes, como telefones e canecas entre os destroços, é admirável.

FICOU DE FORA: Capitão América – O Primeiro Vingador

Capitão América merecia a indicação na categoria meramente por um elemento: o encolhimento de Chris Evans. Antes de se tornar o herói bandeiroso que nomeia o longa, o jovem Steve Rogers não passava de um jovem miúdo e frágil, e a equipe de efeitos visuais usou a mesma tecnologia de O Curioso Caso de Benjamin Button para transformar o ator.

APOSTA: Planeta dos Macacos: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Invenção de Hugo Cabret

Isso aí, fim da parte 2. O terceiro post será publicado amanhã… Fiquem ligados!

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte II | Categorias Técnicas

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E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

A Origem | Wally Pfister

Mais uma vez trabalhando com Christopher Nolan e mais uma vez sendo indicado ao Oscar, Wally Pfister se supera na composição visual do complexo mundo de A Origem. Vale destacar o uso de reflexos e espelhos, que ajudam a simbolizar a constante discussão de sonho e realidade e como a paleta de cores alterna em cada estágio da missão: frios, quentes, pasteis, sombrios, claros…

A Rede Social | Jeff Cronenweth

Mais um exemplo de mistura de tons, só que dessa vez eles se misturam em uma única tomada, como na foto acima, que mistura cores fortes e coloridas em um ambiente quente, em um mise en scène fabuloso que utiliza-se de diversos computadores espalhados pelo cenário e usuários praticamente hipnotizados; simbolizando uma boa amostra sobre o uso excessivo da tecnologia. Sendo Fincher na direção, o filme tem uma aparência de gênero policial…

Bravura Indômita | Roger Deakins 

Grande Deakins, fotógrafo habitual dos irmãos Coen, mais uma vez marca presença nas indicações ao transpor às telas o bem-humorado faroeste de vingança. Deakins apresenta uma paisagem mais bela do que a outra, retratando aquele período com tons pasteis nas cenas diurnas e sombras elegantes nas noturnas, contribuindo para a construção emocional – especialmente no clímax – e visual.

Cisne Negro | Matthew Libatique

A base é praticamente uma só: o constraste entre luz e sombras. A fotografia traduz de forma eficaz essa dualidade, apresentando um tom predominantemente frio e sombrio. Destaco (mais uma vez), os planos em que é possível acompanhar a ação de um personagem e a reação de outro, graças ao espelho.

O Discurso do Rei | Danny Cohen

Não possui muita relevância nas cores ou nas luzes, mas contribue narrativamente na visão do protagonista. Sempre nos cantos da tela, sua falta de orientação muitas vezes é simbolizada pela neblina (nesses casos, temos uma bela fotografia) e os mise en scènes que em diversos momentos, mostram a fraqueza de Bertie perto dos outros personagens.

Ficou de fora: Deixe-me Entrar | Greig Fraser

Predominantemente sombria, as noites geladas do Novo México são capturadas com perfeição e beleza pelo. Tons quentes, posicionamentos estilosos e uma cena de capotagem inesquecível deveriam ter sido lembrados.

APOSTA: Bravura Indômita

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Robert Stromberg e Karen O’Hara

Mesmo achando Alice um filme lindo e repleto de cenários maravilhosos, a Academia já premiou Avatar ano passado e dar o prêmio para o novo de Tim Burton sairia repetitivo (como têm acontecido categoria de Figurinos). Ainda assim, são paisagens dinâmicas e psicodélicas.

A Origem | Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Douglas A. Mowat

Predominantemente contemporâneos, os magníficos cenários de A Origem chamam a atenção por sua aparente normalidade, mas logo percebe-se a estranheza de locações (como os paradoxos da escada de penrose) e o esplêndido trabalho de arquitetura, quase sempre oferecendo lugares luxuosos e sofisticados. E, claro, todos eles (menos o surreal Limbo) foram construídos de verdade. Clique aqui para mais cenários.

Bravura Indômita | Jess Gonchor e Nancy Haigh

Recriar o Velho Oeste nunca é fácil (se errado, o filme pode se tornar um desastre), mas a equipe de Bravura Indômita faz um trabalho autêntico. A pequena cidade em que se passa grande parte da trama é quase palpável devido a tamanha atenção aos detalhes, mas também como os diretores fazem bom uso dela, sempre mostrando-a de diversos ângulos. As demais paisagens, são excelentes e ganham atenção especial pela fotografia de Roger Deakins.

O Discurso do Rei | Eve Stewart e Judy Farr

A Inglaterra do Século XVIII é bem recriada aqui, acertando nos objetos de cena – como telefones e pratarias – e nos luxuosos cômodos do Rei George VI. No entanto, a produção poderia ter feito uso melhor deles, considerando que muitas cenas se passam no consultório de Lionel (bem simples) e os verdadeiros cenários luxuosos que caracterizam a monarquia aparecem pouco.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1Stuart Craig e Stephenie McMillan

É bom ver a saga de Harry Potter ganhando reconhecimento por seus grandiosos cenários. No design do penúltimo filme, destaca-se o Ministério da Magia, presente desde o quinto filme (mas esnobado na categoria), apresentando um visual dark, meio de época e gótico. Os outros cenários também são caprichados.

Ficou de Fora: Ilha do Medo

Com imensos valores técnicos, o suspense de Scorsese destaca-se por – além de muitos outros fatores, obviamente – seus caprichados cenários e paisagens, de época, mas com um leve toque sinistro; quase gótico, alguns chegando a ser labirínticos (com a Ala C). A computação gráfica ajuda sutilmente, a criar ambientes memoráveis.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

127 Horas | John Harris

Tiremos o elefante da sala: 127 Horas roubou a indicação de A Origem. Deixando a polêmica de lado, a edição do longa de Danny Boyle é trabalhosa por focar-se em um único personagem ao longo de quase todo o filme. Ágil e dinâmica, é um trabalho que brinca com as possibilidades e desejos de Aron, exibindo flashbacks e telas divididas.

A Rede Social | Kirk Baxter e Angus Wall

Elegante e rápida, a edição de A Rede Social preserva os extensos diálogos entre os personagens, ao fazer um belo uso de ação e reação. Mas o destaque é por, constantemente, apresentar flashbacks e flashfowards, que mostram a criação do Facebook ao mesmo tempo em que seu fundador é processado em 2 processos legais – característica do roteiro, que fica ainda melhor nas telas.

Cisne Negro | Andrew Weisblumg

A montagem aqui é usada relativamente pouco. Não entenda mal, o longa é eficaz em sua edição, mas o diretor preserva algo que eu gosto muito: planos-sequência, tomadas longas sem cortes. Quanto a edição, vale destacar a cena da balada ao efeito de ecstasy, que torna-se quase assustadora, além de conter frames de pouquíssimos segundos do Cisne Negro e outras “surpresas”.

O Discurso do Rei | Tariq Anwar

Muito comum, a montagem oferece alguns momentos de verdadeira maestria. Os melhores, aqueles em que várias cenas são intercaladas, como a sequência de treinamento de fala (o uso do sofá como mudança de cena é magnífico) que mescla-se com os primeiros discursos do protagonista.

O Vencedor |  Pamela Martin

A montagem aqui é bem simples, mas as cenas de luta ganham destaque por serem editadas como um programa de TV, dando uma sensação de realismo e imersão à cena maior. A Academia adora esse tipo de trabalho – vide Rocky e Touro Indomável -, mas acho um bom trabalho e só.

Ficou de Fora: A Origem | Lee Smith

Impressionante como a edição de A Origem foi esquecida. Lee Smith teve trabalho ao juntar todas as linhas narrativas – que incluem 4 níveis de sonhos simultâneos – e dar-lhes ritmo, nunca tornando o longa cansativo. Talvez seja muito complexo para a Academia…

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Colleen Atwood

Mesclando o universo fantasioso de Lewis Carrol com a visão maluca de Tim Burton, Atwood desenvolve figurinos espetaculares que, não só são lindos, mas também obedecem a uma estética específica, como por exemplo o vestido que Alice usa quando vai alternando seu tamanho.

Bravura Indômita | Mary Zophres

Aqui temos figurinos de velho oeste autênticos (vide a piada de De Volta para o Futuro 3) e caprichados. A maioria casacos escuros e pesados, mas também belos vestidos da época, um berrante uniforme Texas Ranger usado por Matt Damon e um estúpidamente divertido traje de urso. Um ótimo trabalho.

O Discurso do Rei | Jenny Beavan

Figurinos de realeza! Sempre conquistam a estatueta – merecidamente -, mas acho que esse ano a tradição muda. O guarda-roupa de O Discurso do Rei oferece vestuários de época autênticos e caprichados, com destaque às roupas de Helena Bonham Carter. O problema, é que Alice é um candidato mais forte e superior.

I Am Love | Antonella Cannarozzi

Bem contemporâneos, diga-se de passagem, o figurino de I Am Love é estiloso, mas não merecia a indicação. Dentre os exemplos que vi, não achei nada de espetacular ou acima da média. A Origem e A Rede Social ofereciam ternos mais bacanas…

The Tempest | Sandy Powell

A veterna Sandy Powell costura vestimentas bacanas nessa nova adaptação do conto de Shakespeare. São competentes, não vi grande coisa – a menos no principal traje de Helen Mirren, que é bem feito.

Ficou de Fora: Cisne Negro

A maioria dos vestimentos são contemporâneos, merecendo atenção aos belos trajes de balé usados por Nina ao longo da produção. Mais do que puro enfeite, o figurino também respeita a necessidade narrativa, ao apresentar a personagem de Lily apenas com roupas pretas, destacando sua personalidade sombria.

APOSTA: Alice no País das Maravilhas

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Caminho da Liberdade | Edouard F. Henriques, Greg Funk e Yolanda Toussieg

Não vi o filme, mas percebi maquiagens decentes aplicadas em alguns personagens. Ed Harris conseguiu uma barba convincente e as queimaduras de sol em Jim Sturgess o disfarçam completamente. Mas não é nada espetacular a ponto de levar a estatueta.

O Lobisomem | Rick Baker e Dave Elsey

O mestre das maquiagens ataca novamente! Rick Baker, especialista em filmes de monstros, empresta seu talento à composição da nova versão do Lobisomem. Perfeita, o trabalho é a melhor coisa do longa. Já ganhou. Se perder, é absurdo.

Minha Versão para o Amor | Adrien Morot

Certo, colocaram uma barba no Paul Giamatti. Uma barba (!) garantiu uma indicação ao Oscar… Brincadeiras a parte, como o filme ainda não estreou por aqui, fica a dúvida se a trama possui algum salto temporal, envelhecimento do protagonista, etc.

Ficou de Fora: Alice no País das Maravilhas

Realmente, achei que as bizarrices de Tim Burton seriam indicadas este ano. Johnny Depp ficou irreconhecível, e a maquiagem aplicada é relativamente simples.

APOSTA: O Lobisomem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Minha Versão do Amor

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Além da Vida

Não assisti o novo filme de Clint Eastwood, mas o barulho provocado pela cena do Tsunami chegou aos meus ouvidos e pude conferir alguns trechos dela no Youtube e gostei do resultado, bem orgânico. Mas não é por uma cena boa que se garante a estatueta…

Alice no País das Maravilhas

Alice é mais um Avatar; um mundo bizarro e fantasioso criado a partir de computadores, mas que funciona perfeitamente bem em cena. Alguns personagens digitais – como o Gato de Chenrise, da foto – ficaram excelentes, mas o cavaleiro vivido por Chrispin Glover é claramente reconhecível como efeito digital. A cabeça gigante de Bonham Carter ficou bacana também.

A Origem

Na minha opinião, o melhor efeito da categoria. Não só por serem visualmente perfeitos, mas por serem usados de maneira adequada no filme, contribuindo à narrativa e não aparecendo apenas para mostrar o tamanho do orçamento. Os efeitos são perfeitos, destacam-se o Limbo e a rua dobrada de Paris.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Não achei os efeitos visuais do sétimo Harry Potter grande coisa, mas reconheço o progresso na criação de criaturas digitais, como os elfos Dobby e Monstro. Os dois são o ponto alto no CG do filme, que às vezes soa um tanto mal feito, como na cena em que os dementadores aparecem.

Homem-de-Ferro 2

Continuando a mesma técnica do filme anterior, a armadura do herói-título é completamente feita por computação gráfica, mas dessa vez temos muito mais robôs, chicotes elétricos, entre outros. Não me entenda mal, são bons efeitos, no entanto é fácil encontrar defeitos e algumas criações não ficam perfeitas; ainda acho que a interação armadura-ator precisa melhorar.

Ficou de fora: Cisne Negro

Aplicados de maneira sutil e orgânica, os efeitos digitais de Cisne Negro complementam a trama ao criar imagens perturbadoras e oníricas sobre cisnes e a obsessão da protagonista. São pouco usados no longa, mas funcionam perfeitamente.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Alice no País das Maravilhas

E a Parte II acaba aqui, mas aguardem que ainda tem mais! Amanhã publicarei a terceira parte, sobre os Sons e Músicas que concorrem. Até lá.