Arquivo para sangue

| A Morte do Demônio | Um remake para a saudosistas e novatos agradar

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Terror with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

4.0

EvilDead
I’m singing in the… Wait! A jovem Mia encara uma chuva de sangue

Acho remakes muito interessantes, ainda que majoritariamente desnecessários. Quando Hollywood resolve recontar uma história imortalizada décadas atrás, adaptando-a para um público moderno, é muito comum que o resultado não capture a essência do longa original – e desvalorize seus feitos técnicos ao trazer um excesso de efeitos computadorizados em sua nova versão. Felizmente, o uruguaio Fede Alvarez compreende o que tornou o Evil Dead de Sam Raimi especial e faz de A Morte do Demônio um dos mais estimulantes remakes já feitos.

A trama mantém a premissa do filme de 1981, mas oferece mudanças que contribuem de forma genial ao desenrolar da narrativa. Agora temos um grupo de 5 amigos que se hospeda em uma cabana na floresta, buscando não a diversão, mas sim um auxílio ao processo de desintoxicação de drogas de um deles (expurgar os “demônios interiores”, irônico). Enquanto exploram o local e seus cômodos ocultos, encontram um sinistro livro que acaba despertando espíritos demoníacos que vão possuindo um a um os jovens.

Parte do sucesso deste novo A Morte do Demônio deve-se ao fato de os produtores do original (incluindo seu diretor e astro, Sam Raimi e Bruce Campbell) estarem envolvidos de perto no desenvolvimento do projeto. Alvarez remete ao longa de Raimi com maneirismos elegantes, como ao trazer gravações de áudio (atenção à cena do “One by one, we will take you!”) do primeiro filme e reproduzir nos momentos apropriados a marcante câmera em primeira pessoa avançando rapidamente pela floresta. Estão lá também as motosserras, os colares cujas correntes assumem a forma de um crânio e mais inúmeras pequenas referências que certamente agradarão os saudosistas.

Mas se fosse para simplesmente copiar o filme que já assistimos, a versão de 2013 não valeria o ingresso. Em sua estreia como diretor de longa metragens, Fede Alvarez revela bom olho para tomadas criativas (e a fotografia de Aaron Morton é impecável ao retratar ambientes escuros com limitadas fontes de luz e os planos cobertos por uma névoa acertadamente sinistra) e também evita os sustos mais clichês: há diversas cenas em que o usual jump scare poderia ser utilizado para provocar a platéia, mas o diretor prefere manter-se à tensão, exacerbada com habilidade pela trilha sonora de Roque Baños (que oferece um ótimo efeito sonoro de intensidade crescente, semelhante a um alarme). Por tal motivo, o longa não é de se assustar muito, e opta por chocar o espectador com litros e litros de sangue, que são jogados sem piedade em diversas mutilações, vômitos e até mesmo uma curiosa “chuva” do líquido. Importante ressaltar que o diretor fez considerável uso de efeitos práticos, muito mais impactantes do que imagens computadorizadas.

Como havia escrito no segundo parágrafo, o longa traz mudanças na história que surpreendem por sua eficiência. Todo o núcleo da viciada em drogas Mia (a adorável Jane Levy) é perfeitamente inserido dentro do contexto sobrenatural, já que as experiências iniciais da jovem com os demônios e árvores violentadoras são vistos por seus colegas como “um efeito colateral da abstinência desta”, um argumento que soa muito menos clichê do que a presença do ceticismo. No entanto, se acerta nessa inspirada transposição, o texto de Rodo Sayagues e do próprio Alvarez (além de uma revisão não creditada de Diablo Cody) erra ao nem tentar nos fazer importar com os vazios coadjuvantes e ao oferecer uma solução absurda para o destino de um dos personagens – que soa algo do tipo “por que demoraram tanto tempo para tentar isso?”

Contando ainda com um desfecho que abraça a alma trash da franquia, A Morte do Demônio é um remake que tem potencial para agradar tanto aos fãs do original, quanto à nova geração. O resultado aqui é tão inventivo que até oferece possíveis formas de conectar este filme com a trilogia de Sam Raimi. Fique de olho.

Obs: Durante e após os créditos finais, há dois elementos-chave do filme original que vão trazer um enorme sorriso aos fãs da série. Mas aos não-adeptos, será apenas WTF.

Obs II: Durante minha sessão no shopping Bourbon da Pompeia, a cópia do filme apresentou um defeito vergonhoso que mudou o áudio da fita de legendado para dublado. Permaneceu assim por cerca de 10-15 minutos e depois retornou ao formato original. Uma exibição com erro desse tipo é uma ofensa para aqueles que pagam ingresso para assistir o filme da forma desejada. Espero sinceramente que a falha tenha sido reparada.

Read this review in english here.

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Groovy Business | Especial A MORTE DO DEMÔNIO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

Groovy Business | Especial A MORTE DO DEMÔNIO

Preparem-se adoradores da trasheira! A Morte do Demônio, remake para o cult clássico de Sam Raimi enfim estreia no Brasil. Preparei aqui um breve especial (eu teria aprofundado-o, não fosse meu computador rebelar-se contra mim) com algumas informações sobre o novo filme e também uma revisitada na trilogia original. Confira:

POR TRÁS

DA

SANGUEIRA

O novo filme é uma continuação?

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Não… E sim. Trata-se de um remake do primeiro filme da trilogia de Sam Raimi, onde um grupo de 5 amigos resolve passar um fim de semana em uma cabana abondanada na floresta. Ao explorar o local, descobrem um sinistro livro que acaba libertando espíritos demoníacos que possuem um a um os integrantes. No entanto, o diretor Fede Alvarez não descarta a possibilidade de seu novo filme ser, de fato, uma continuação que se ambienta 30 anos depois do original. De acordo com ele, o único problema nessa definição seria na semelhança dos eventos entre um filme e outro; mas que veria a solução nos poderes sobrenaturais do Livro dos Mortos. Uma “Remaquência”, então?

Quem são os envolvidos?

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A Sony Pictures já planejava trazer Evil Dead de volta aos cinemas há muito. Com um roteiro que passou por algumas revisões (a última delas, pela oscarizada Diablo Cody) e a presença do diretor Sam Raimi e do ator Bruce Campbell (dupla da trilogia original) na produção, o remake optou por um diretor novato. O escolhido foi o uruguaio Fede Alvarez, que também colaborou no roteiro ao lado de Rodo Sayagues.

Quais serão as diferenças principais entre o remake e o original?

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Primeiramente, é importante reparar no tom. Levando em consideração apenas os trailers e clipes divulgados, já se percebe a intenção de produzir um longa muito mais assustador que o de 1981 – que flertava com o humor constantemente, e o abraçou em suas duas continuações . Vale notar também a ausência do herói da trilogia original: Ash Williams, que foi vivido pelo amigo e colaborador de Sam Raimi, Bruce Campbell. O ator explicou que os produtores resolveram deixar seu personagem de fora por considerá-lo “único”, não sendo justo substituí-lo por outro. Em seu lugar, entra o núcleo da viciada em drogas Mia.

Com o avanço da tecnologia em Hollywood, é de se esperar muito CG no filme?

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É a pergunta (e até mesmo preocupação) que passa pela cabeça de todo fã gore. Felizmente, Fede Alvarez afirmou que efeitos digitais tiveram o mínimo possível de uso durante a produção, que contou litros e litros de sangue falso, maquiagens e até mesmo truques de ilusionismo.

O que é o Livro dos Mortos encontrado pelos protagonistas?

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É difícil dizer se o novo filme vai manter a mitologia do original, mas de acordo com esta, o Livro dos Mortos (ou Necronomicon Ex mortis em sua língua nativa) é uma coleção de encantos e rituais que tem o poder de abrir portais na Terra para a entrada e saída demônios de uma ordem conhecida como Canda. Feito de pele humana e escrito com sangue, o livro teria desaparecido em meados de 1300 D.C. – para depois ser encontrado por um arqueólogo que o levou para estudar na tal cabana.

O novo A Morte do Demônio iniciará uma trilogia?

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Como toda produção que se é feita atualmente, continuações sempre estão nos planos do estúdio. Com A Morte do Demônio tendo dobrado seu custo de produção em apenas um fim de semana (o longa foi “barato”, 14 milhões de dólares), é quase certo que a Sony dê um sinal verde para a sequência. No entanto, Fede Alvarez – que já trabalha no roteiro – disse que trilhará novos caminhos, e que Uma Noite Alucinante (a continuação do filme original) não será uma fonte de inspiração. Isso quer dizer que não veremos a Idade Média novamente?

Sam Raimi vai, ou não, fazer Evil Dead 4?

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Excelente pergunta. Até o lançamento de Oz: Mágico e Poderoso, Sam Raimi já deixava claro sua vontade de retornar à franquia que o consagrou e decolou sua carreira em Hollywood. As últimas declarações do diretor não confirmavam a realização do projeto, mas que ele e seu irmão Ted estariam “bolando ideias” para um novo Evil Dead. Bruce Campbell disse que participaria de qualquer coisa que Raimi faria e até brincou (?) ao sugerir que poderia ser Army of Darkness 2 (que nos levaria novamente à Idade Média do terceiro filme). Houve até mesmo a discussão sobre um possível crossover entre as duas franquias, com as histórias de Ash e Mia se encontrando. Groovy…

É verdade que o filme teve que ser cortado?

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Todo filme passa por inúmeros cortes antes de se alcançar seu resultado final, então não é nada demais dizer que A Morte do Demônio teve alterações antes de seu lançamento. O interessante nesse quesito, é que o filme era MUITO sangrento e chegou a receber uma classificação NC-17 (a mais alta dos EUA, que até faz a maioria dos cinemas evitarem exibições de filmes taxados com essa censura). Obviamente, um filme assim não daria lucro, então este sofreu ajustes para conseguir uma classificação R. Mas ele ainda será para maiores de 18 anos aqui no Brasil.

PERSONAGENS

O sangue novo (que logo será jorrado…) de Evil Dead:

Mia | Jeny Levy

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Principal núcleo do novo filme, Mia é uma viciada em ópio que enfrenta um tratamento. A fim de se livrar do vício, ela e um grupo de amigos se isolam em uma cabana na floresta. Como os trailers já entregaram, é ela quem sofre mais influência dos espíritos libertados.

David | Shiloh Fernandez

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Irmão de Mia, David tem uma relação conturbada com esta e, sua presença na cabana é uma surpresa para a jovem. Difícil dizer mais coisas, mas ele parece ser o equivalente ao Ash desse filme (já que aparece nos trailers e fotos divulgados portando a icônica motosserra).

Eric | Lou Taylor Pucci

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Amigo de Mia, trabalha como professor em um colégio. Provavelmente pela busca por sabedoria que seu ofício provoca (aposto que é professor de História, hehe), ele encontra o Livro dos Mortos na cabana e acaba por pronunciar as palavras que despertarão os demônios.

Olivia | Jessica Lucas

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Namorada de David, Olivia trabalha como enfermeira. Faz sentido ter uma praticante da Medicina quando isolado numa cabana com demônios, certo?

Natalie | Elizabeth Blackmore

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Natalie é namorada de David, trabalhando na loja de autopeças deste. Será que ela vai ganhar um colar de presente? (Entendedores entenderão).

A TRILOGIA

ORIGINAL

Uma revisada pelos três filmes da franquia original:

(Ignorem a lambança que as distribuidoras fizeram com a numeração…)

The Evil Dead – A Morte do Demônio (1981)

4.0

theevildead

A estreia de Sam Raimi na direção de longa metragens inaugura o subgênero de “cabana na floresta sinistra”. Com orçamento limitado e uma simplicidade ímpar em seu roteiro, Evil Dead é uma experiência envolvente por nos permitir observar as diferentes escolhas de Raimi como cineasta: desde seus posicionamentos e movimentos de câmera até as maquiagens trash dos demônios. Eu, como cineasta amador, fiquei encantado com o resultado.

Uma Noite Alucinante (1987)

4.0

evildead2

Com mais dinheiro e confiança do estúdio, Sam Raimi extrapola (realmente, EXTRAPOLA) todos os elementos do original para gerar uma das melhores sequências de todos os tempos. Repetindo a estrutura da cabana, Uma Noite Alucinante transforma-se em uma impressionante mistura de humor e terror, trazendo maquiagens ainda mais cartunescas e apostando na figura de Bruce Campbell como um herói de ação (decisão mais acertada da franquia), o filme enfim se supera ao trazer um gancho surpreendente para a continuação.

Uma Noite Alucinante 3 (1992)

3.5

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Partindo do incrível desfecho do anterior (que me fez lembrar um pouco a fórmula do terceiro De Volta para o Futuro), Uma Noite Alucinante 3 mostra o herói Ash voltando no tempo e enfrentando demônios em 1300 DC. Ainda que fuja radicalmente da proposta dos outros filmes, o longa diverte graças à exagerada performance de Bruce Campbell (sem falar de seus bordões, que deixariam Schwarzenegger com inveja) e os novos conceitos que Raimi apresenta aqui. Não fosse sua conclusão apressada, receberia a mesma nota dos outros filmes.

Bem, foi um especial curto mas espero que tenha servido como “esquenta” para a estreia de A Morte do Demônio, que estreia na próxima sexta-feira. Não deixe de conferir a crítica aqui, até!

Sangue no Gelo: Especial DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

O remake do melhor filme sobre vampiros já feito enfim chega no Brasil, depois de quase 4 meses de atraso. Anseio muito pelo longa, acompanhem abaixo o primeiro especial do ano:

Desde que o projeto foi anunciado, foi massacrado e mal encorajado; principalmente pela já existente qualidade do original (pra quê refazer?) e o medo de transformá-lo em um Crepúsculo da vida. Felizmente, o diretor Matt Reeves não queria mudar nada da história, apenas dar seu toque pessoal e homenagear o original.

O remake foi desaprovado por Tomas Anderson (diretor de Deixe Ela Entrar), consistindo em como era uma refilmagem desnecessária. Entretanto, os direitos foram adquiridos e Reeves começou as filmagens, movendo a trama de Estocolmo para o Novo México. O cineasta também pediu para o elenco principal não assistisse ao original, para que sua versão não fosse uma mera cópia do filme sueco.

Apesar de manter fidelidade à obra e ao filme original, Reeves comentou em entrevistas sobre alguns elementos acrescentados na trama e detalhes visuais. A fotografia por exemplo, é mais escura e quente do que a gelada e branca paisagem sueca. A sombria trilha sonora ficou sob cargo do vencedor do Oscar do ano passado Michael Giacchino.

Deixe-Me Entrar estreou nos EUA em 1º de Outubro, rendendo muito pouco e ficando em 8º lugar no ranking de bilheteria da semana. Apesar disso, o longa foi incrivelmente bem recebido pela crítica, que duvidava da qualidade do filme.

O autor do livro em que se baseiam ambos os filmes, John Ajvide Lindqvist, ficou muito orgulhoso e aprovou os dois filmes, afirmando que possuem similaridades mas também características próprias.

 

Abby (Chloe Moretz)

 Com mais de 250 anos de idade, a vampira Abby se muda com seu servo para o Novo México, onde procura fazer mais vítimas. Ela se torna amiga do tímido Owen e logo se interessa nele. Mas suas intenções nunca são claras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Owen (Kodi Smith-McPhee)

 Solitário e distante de seus pais, o frágil Owen sofre com o bullying cruel em sua escola, sempre imaginando uma vingança cruel contra os agressores. Tudo muda quando ele conhece Abby e se apaixona, sem saber que ela é uma vampira assassina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pai (Richard Jenkins)

 Misterioso guardião de Abby, nunca têm seu nome ou origem revelada, apesar de muitos o confundirem como pai da jovem. A noite, sai para matar estranhos e coletar sangue para sua protegida.

 

 


Bullying e suas consequências

A história de Abby e Owen/ Eli e Oskar não limita-se a um simples conto de vampiros, mas também retrata de maneira realista e cruel o bullying e suas consequências nas vítimas.

As cenas em Deixa ela Entrar são muito fortes e frias e o cineasta também mostra o medo de Oskar em relatar para sua mãe – sempre distante – as agressões sofridas. A consequência é o interesse do menino em violência e assassinatos, recortando manchetes de jornais e jurando falsas ameaças com uma faca, sempre imaginando vingança. Sutil, mas muito eficiente, como Matt Reeves acrescentou elementos como a máscara (acima, na foto) e o voyerismo, visto no trailer.


Amor, interesse ou ambos?

E (spoiler se você não viu o filme original!) isso é ótimo para a vampira Eli, que encontra nesse frágil garoto, um futuro serial killer que possa substituir seu cansado guardião e continuar matando para ela, para sempre. Essa é uma das interpretações que o fim do longa apresenta; a outra, seria simplesmente o amor entre os protagonistas ou até mesmo, ambas.

As principais características do vampiro clássico:

Sangue

Você deve achar meio óbvio mas, vampiros se alimentam de sangue..! Isso mesmo, sem esse milagroso tecido líquido que corre pelo sistema vascular de todos os vertebrados, os dentuços não podem sobreviver.

Presas

Que saudade das icônicas presas! Nem Crepúsculo nem Deixa ela Entrar preservou a principal ferramenta para extração de sangue, que também era a assinatura dos vampiros. Só a série True Blood parece ter se lembrado delas.

Idade

Acho que essa serve para praticamente todas as caracterizações vampirescas já produzidas; as criaturas não envelhecem e nunca morrem de causas naturais. Possuem a aparência que tinham ao se tornar vampiros.

Luz do Sol

Eu acho a invenção da Stephanie Meyer ridícula. Vampiros clássicos não brilham na luz da sol, eles pegam fogo; o que é a principal justificativa de serem considerados criaturas noturnas.

Deixe-me entrar

Não sou muito expert no assunto, por isso não sei se o elemento que nomeia tanto Deixa ela Entrar quanto Deixe-Me Entrar já fazia parte das “tradições vampirescas”, mas acho genial. Se o vampiro entrar em algum lugar sem permissão, o resultado não é nada agradável

Estaca

A maneira mais famosa de liquidar um vampiro curiosamente não aparece em nenhuma das adaptações atuais sobre as criaturas. Muito sutil: uma estacada no coração acaba com o sanguessuga.

Alho

Pode parecer absurdo e bobagem, mas o alho é acolhido por muitas obras de ficção e literatura como uma arma eficáz contra vampiros, ajudando a repeli-los.

O grande trunfo de Deixa ela Entrar – e ele deve ser respeitado no remake – é a atmosfera, o tom criado pelo diretor. É um longa quieto, mas com uma crescente sensação de perigo se alastra sobre os personagens. Alguns exemplos de outros filmes com esse genial elemento:

Sinais

Grande parte do mérito vai para a inquietante trilha sonora de James Newton Howard, que tempera de maneira sombria esse silencioso filme de alienígenas. É um filme silencioso, os personagens sempre acompanham os eventos da invasão (que nunca é detalhada) pela televisão, o que faz o espectador imaginar como estaria o mundo fora desta pequena fazenda.

Janela Indiscreta

Mesmo sendo mais divertido do que a maioria de seus representantes no assunto, o clássico de Hitchcock é um eficáz suspense que consegue formar o tom apropriado por dois motivos básicos: o fato de o filme inteiro se passar no apartamento de James Stuart e a premissa; um vizinho assassino, que ajuda a criar a sensação de perigo em todo lugar.

Zodíaco

Reforçando a sensação de perigo de Janela, o retrato do serial killer que aterrorizou São Francisco nos anos 60 é inquietante por a) se tratar de um caso policial verídico que nunca teve o culpado capturado; b) pela fotografia escura e a direção de David Fincher, especialmente no ataque do taxi que começa com uma pessoa qualquer chamando-o e passa para um longo plano-sequência do taxi percorrendo a cidade. Brilhante.

Sem dúvida a mais talentosa atriz mirim da atualidade, a jovem Chloe Grace Moretz encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em Fevereiro de 1997, começou com papeis pequenos na televisão, em seriados e telefilmes, até chamar a atenção em 2005 no remake Horror em Amityville, onde foi indicada ao Young Artist Awards. Depois de papeis de mais destaque em filmes maiores (porém mais fracos), Moretz contracenou com Joseph Gordon Levitt em (500) Dias com Ela, fazendo o papel da irmã do protagonista.


Hit-Girl: Até agora, sua performance mais memorável

Mas a bomba estourou em 2010, quando a atriz estrelou Kick-Ass: Quebrando Tudo, no papel da polêmica vigilante de 12 anos Hit-Girl. Grande performance, carismática e natural, foi elogiada por todos que assistiram o filme. E também, Deixe-Me Entrar, mais um grande papel e sua atuação foi muito bem recebida.

Confira abaixo seu teste para a vampira Abby:

Fiquem de olho nessa menina, têm talento e carisma e promete ser um dos grandes nomes de Hollywood no futuro.

Confiram abaixo o vídeo sobre o filme que montei já faz uns dois meses. Aproveitem.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de ler a crítica, que deve ser publicada na Sexta-Feira.

| Machete | Divertido e violento ao extremo

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2010 with tags , , , , , , , , on 11 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento


You don’t mess with Machete!

Depois de fazer pontas na saga Pequenos Espiões e roubar a atenção nos trailers falsos do projeto Grindhouse, o homicida mexicano Machete enfim ganha um filme só pra ele. A grande surpresa é o eficiente roteiro escrito por Robert Rodriguez que, apesar de ser muito trash, é empolgante e até lógico.

Machete não sai matando bandidos a toa com todos os recursos possíveis (de cair o queixo e gargalhar) e de maneira extremamente violenta; tudo o que acontece no longa, cada corpo no chão tem um motivo, fazem parte de uma série de eventos políticos que envolvem a corrupção e a imigração ilegal no México-EUA e que, olhe só, fazem sentido e despertam genuíno interesse do espectador.

Com um leque de personagens caricatos e superficiais, o elenco é liderado por Danny Trejo, que compõe o mexicano do título de maneira esplêndida; equlibrando expressões de durão com de derrotado. O elenco coadjuvante acerta também, Jessica Alba e Michelle Rodriguez estão estonteantes como sempre e os vilões Steven Segal e Robert DeNiro, convencem. Não posso deixar de mencionar o impressionante padre que dispensa comentários.

Sangue falso jorra a todo instante e piadas estúpidas surgem como facas no casaco de Machete, e o espectador tem uma diversão inofensiva, empolgante e agradável. Mais um filme trash que entendeu sua função, aliás, muito melhor do que o Planeta Terror de Rodriguez. Agora ele aprendeu.

Sobre vampiros e lobos | Especial A SAGA CREPÚSCULO: ECLIPSE

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Muitos amam, muitos adoram e muitos detestam A Saga Crepúsculo, e a estreia da terceira parte, Eclipse já acontece nessa Quarta-Feira (30/06). Fã da série ou não, espero que aproveite esse especial. Vamos lá:

A história

A história começa com uma série de assassinatos em Seattle, todos causados por um grupo de vampiros recém-transformados, liderados por Victoria, que pretendem ir atrás de Bella e matá-la. Enquanto isso, a jovem precisa fazer sua escolha entre Edward e seu amigo Jacob.

Minha honesta opinião: Minha expectativa está relativamente baixa em relação a Eclipse. Me parece que será uma grande enrolação e a única coisa boa, será a batalha final. Claro, eu posso estar errado, é esperar para ver.

Personagens Principais

Isabella Swan (Kristen Stewart)

Dividida entre o vampiro Edward e o lobisomem Jacob, Bella precisa fazer sua escolha, sabendo que sua decisão pode desencadear uma guerra entre as criaturas. Como se não bastasse, precisa lidar com a ameaça de Victoria, que planeja vingança.

 

 

 

 

Edward Cullen (Robert Pattinson)

Após a proposta de casamento, Edward continua discutindo com Bella as consequências de sua escolha; e as dores que ela pode sofrer. Ele e sua família deverão se unir com os lobisomens.

 

 

 

 

Jacob Black (Taylor Lautner)

Na luta pelo coração de Bella, o jovem lobisomem deverá ajudar os Cullen a impedir o ataque do exército de Victoria, reunindo o clâ dos lobos. Jacob continua tendo uma relação de ódio contra Edward.

 

 

 

 

Victoria (Bryce Dallas Howard) 

Determinada a vingar a morte de seu namorado, a ruiva reúne um exército de vampiros recém-formados para ir atrás de Bella; não importando quantos lobisomens ou outros sangue-sugas tenha que destruir pra cumprir sua missão.

 

 

 

 

Os Cullen e a Tribo Quileute

Quando a situação fica muito perigosa, a família Cullen e a tribo dos lobisomens devem por suas diferenças de lado e se unir para defender Bella do ataque de vampiros recém-transformados. Rosalie e Jasper ganharão mais destaque, tendo seus passados revelados.

Os Volturi

Dessa vez, não veremos as grandiosas paisagens de Volterra, na Itália… Apenas quatro integrantes do grupo aparecem no filme, sempre observando a situação dos ataques em Seattle e botando pressão na transformação de Bella. Pena que Michael Sheen não volta, ótimo ator.

O Exército Recém-Transformado

Sem dúvida o elemento que mais me chama atenção no terceiro filme. O exército é formado por vampiros-recém transformados, o que significa que são mais selvagens e possuem pouco controle de sua sede de sangue. O grupo, formado por Victoria, é liderado pelo jovem Riley, um dos responsáveis pelos ataques em Seattle.

Fita Partida: Os novos rumos da Saga

A capa do livro de Eclipse, que mostra uma fita vermelha se partindo, simboliza o pacto entre os vampiros e lobisomens sendo destruído. É basicamente isso que vai acontecer no terceiro filme, mas que rumos tomará a história depois?

Quero deixar bem claro que nunca li Amanhecer (pra ser sincero, nenhum dos livros), então não sei como a história acaba. Vão aqui as minhas (malucas) sugestões para o fim da Saga Crepúsculo:

1- Bella vira vampira, mas é caçada por Van Helsing

Imagine uma versão juvenil do Dr. Van Helsing. Quero dizer, alguns podem detestar a ideia, mas eu acho que a série poderia ganhar muito mais adrenalina com o eterno caçador de Drácula.

2 – Os volturi exterminam os Cullen e os Lobos

Com Edward quebrando o acordo com os Volturi ao não transformar Bella em vampira, o grupo reúne seus súditos e parte para Forks, onde uma grande batalha ocorre, terminando com a vitória de Dakota Fening e seu grupo.

3- Crossover

Temendo o ataque de lobisomens, os Cullen se aliam com Bill e os vampiros de True Blood, que apresentam a famosa bebida de sangue sintético aos sanguessugas de Forks, acabando de uma vez por todas as rivalidades entre vampiros normais e a família de Edward.

Vampiros Clássicos, Lobisomens fodas

Claro, os vampiros e lobisomens da Saga Crepúsculo são versões mais “light” dos famosos monstros do terror. E tudo bem, mas vamos relembrar algumas das boas e velhas criaturas da noite…

Drácula de Bram Stoker

Inegavelmente (mais uma vez), inegavelmente o melhor vampiro já criado. Retratado de muitas maneiras, mas acredito que sua melhor versão seja a de Francis Ford Coppola, em Drácula de Bram Stoker. Interpretado por um impressionante Gary Oldman, o conde nunca teve um visual tão ameaçador e, ao mesmo tempo, charmoso.

Nosferatu

O Nosferatu é uma das únicas figuras do cinema que realmente me assustam. Não sou muito fã do primeiro filme (de 1922), mas o personagem é memorável e muito sinistro.

Entrevista com o Vampiro

Os vampiros de Tom Cruise e Brad Pitt são bem agradáveis e eficientes, mas a força do elenco vem de uma jovem Kirsten Dunst, no papel de Claudia. Uma performance memorável e sem dúvida a melhor de sua carreira até hoje.

30 dias de noite

Despindo-se de todo o charme e sedução que a maioria dos vampiros apresenta, os dentuços desse massacre no Alaska são bem sinistros; além de possuírem olhos negros e dentes de piranha, se comunicam entre si através de contorcidos ruídos. Curiosidade: o diretor de 30 Dias de Noite é quem comanda Eclipse, será que rola um banho de sangue? Duvido…

Um Lobisomem Americano em Londres

              Isso sim é um lobisomem!

Aqui está a prova de que lobisomens são bem melhores á moda antiga: sem CG, a boa e velha maquiagem de monstros. A criatura do filme de 1981 é tudo que um lobisomem deve ser: aterrador só de olhar para ele.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Ok, o lobisomem de Harry Potter não é assustador e nem tão selvagem assim, mas há uma coisa nele que me fez colocá-lo nessa lista: sua transformação. A cena é uma das melhores do gênero dos lobisomens, o CG é bem sutil e a imagem do professor Lupin uivando para a lua é memorável.

Lobisomem de Benicio Del Toro

Tudo bem que a versão desse ano do lobisomem vitoriano foi muito irregular e fraca, mas em um aspecto o filme chamou minha atenção: a violência. O lobisomem é uma máquina de matar de sanguionolenta e o diretor não tem medo de fazer belas mortes violentas e trash. Por isso, vale destacar esse lupino.

Twilighters: O impacto da saga na cultura pop

É irrevelante dizer que Crepúsculo é a sensação teen do momento, porque todo mundo já sabe disso. Esse tópico é dedicado a algumas artes caprichadas que eu achei pela internet. Fato: o pessoal de marketing poderia contratar alguns “twilighters” (nome dado aos fãs da saga) para fazer o design dos pôsteres. As criações de fãs são muito superiores aos sem graça e idênticos cartazes oficiais.

                      Sem dúvida o melhor pôster, considerando fãs e oficiais, da saga

A razão pela qual eu acho Crepúsculo uma boa história, é sua associação com alguns aspectos da adolescência. Odeio muitas das invenções de Meyer, como o brilho na luz dos vampiros e os lobisomens descamisados, mas a relação da história com o sexo na adolescência é bem interessante. Bella é uma jovem que quer que seu amado a morda, mas ele quer se casar primeiro. Concordam? Não? Tudo bem, não sou filósofo…

                      Banners mais “artísticos” chamariam mais a atenção

Além das relações e dos simbolismos, a história de Meyer faz o mesmo que Harry Potter fez há alguns anos atrás; transforma ícones do terror em personagens adolescentes, e devo dizer que algumas ideias são interessantes, como por exemplo todo o legado da família Cullen e a organização política dos Volturi (que mereciam um filme-solo).

Muse: A Banda Oficial da Saga

Eu gosto do som da banda Muse, possuem ótimos álbuns (Black Holes e Revelation) e agradam. Todos os filmes da saga tem ao menos uma música na trilha sonora, vamos relembrá-las:

Crepúsculo – Supermassive Black Hole

É tocada na cena do jogo de beisebol. A guitarra é sensacional e o vocal bacana, mas a música meio que fica na mesma. Nota: 7,5

Lua Nova – I Belong to You

A melhor contribuição do grupo na franquia, I Belong To You toca brevemente em uma mudança de cena, merecendo mais destaque. Mais empolgante e agradável, é uma ótima canção. Nota: 9,0

Eclipse – Neutron Star Collision

A mais “leve”, com um óbvio tom romântico nas letras e na execução. É uma boa música, bom solo de guitarra e possui alguns traços de músicas antigas (e melhores) da banda, como a bateria, que lembra muito a da excepcional Knights of Cydonia. Nota: 7,5

Críticas da Saga

Relembre o veredicto dos capítulos anteriores da Saga Crepúsculo:

Crepúsculo

Lua Nova

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas a crítica vai pro ar ainda essa semana (se eu conseguir achar ingressos…). Até lá.

Trailers Memoráveis#10: O Iluminado

Posted in Sessão Trailers Memoráveis with tags , , , , , on 23 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

Provavelmente um dos trailers mais perturbadores de todos os tempos, a única prévia de O Iluminado, de Stanley Kubrick não mostra cenas do filme, apenas a sequência arrepiante do sangue saindo do elevador. Isso sem falar na amedrontadora trilha de fundo, que até hoje me dá calafrios. Confira: