Arquivo para seth rogen

Novo trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 1 de julho de 2015 by Lucas Nascimento

steve-jobs-movie-michael-fassbender-slice

Uau. Michael Fassbender promete brilhar como o fundador da Apple em Steve Jobs, assim como a direção de Danny Boyle e o roteiro de Aaron Sorkin. Confira o novo trailer:

Kate Winslet, Seth Rogen, Jeff Daniels e Katherine Waterson completam o elenco.

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA. No Brasil, só em 21 de Janeiro…

Anúncios

Primeiro trailer de STEVE JOBS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , on 17 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

E acaba de sair o trailer teaser de Steve Jobs, projeto sobre o fundador da Apple escrito por Aaron Sorkin e dirigido por Danny Boyle. Michael Fassbender, Kate Winslet, Seth Rogen e Jeff Daniels são apresentados na prévia, que é breve, mas muito eficiente: sinto uma vibe de A Rede Social.

Confira:

Steve Jobs estreia em 9 de Outubro nos EUA.

STEVE JOBS vai sair ainda em 2015

Posted in Notícias with tags , , , , , , , on 4 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

JOBS

Depois de atrasar as filmagens e o início da produção, o biopic de Steve Jobs, que Danny Boyle dirige e Aaron Sorkin escreve, teve sua estreia adiantada. Muitos esperavam um lançamento em 2016, mas a Universal confirmou que o filme sairá nos EUA em 9 de Outubro deste ano, em plena temporada de prêmios.

Michael Fassbender intepreta Jobs e Seth Rogen seu melhor amigo, Steve Wozniak. O elenco conta ainda com Kate Winslet, Jeff Daniels, Katherine Waterston, Sarah Snook e Michael Stuhlbarg.

Steve Jobs estreia nos EUA em 9 de Outubro. Sem previsão no Brasil…

| A Entrevista | Crítica

Posted in Comédia, Críticas de 2014, DVD with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

TheInterview
James Franco descobre um novo lado de Kim Jong-un

Você provavelmente deve ter ouvido muito sobre A Entrevista, nova comédia de Seth Rogen e James Franco, nos últimos dias. O filme foi proibido, ameaçado de terrorismo, supostamente a causa de um cyberataque maciço e agora conseguiu voltar aos cinemas americanos e também disponível num eficaz serviço de video on demand pela internet. Muito barulho por uma com

Elaborada por Rogen e seu amigo Evan Goldenberg e roteiriziada por Dan Sterling, a trama gira em torno do apresentador de TV David Skylark (Franco), cuja audiência cresce graças à seu trabalho fútil de exposição do mundo das celebridades, num típico “TV Fama” ou “TMZ” da vida. Quando seu produtor, Aaron Rapaport (Rogen) descobre que Kim Jong-un (Randall Park) é um fã do programa, ele consegue uma entrevista exclusiva com o líder da Coréia do Norte. Porém, a CIA intervém e pede que a dupla use o evento como oportunidade para assassinar Kim Jong Un.

Da mesma forma como escrevi na minha crítica de Vizinhos, Seth Rogen é o cara com as ideias mais absurdas que entra no escritório do produtor e consegue persuadi-lo de qualquer coisa. Imagino ele entrando no escritório de Amy Pascal ou algum outro executivo da Sony e falando “um filme em que eu o James Franco vamos matar o ditador da Coréia do Norte!”. E aposto que Rogen está com ainda mais notoriedade por lá, dada a controvérsia global de seu A Entrevista. A verdade é que é uma comédia inofensiva que não precisava sofrer tudo o que sofreu, ainda que o roteiro da dupla traga sua dose de “seriedade” ao ridicularizar programas de tablóide e o governo de Kim Jong-un, mesmo que de forma morna.

Aliás, o personagem Kim Jong-un criado aqui é sensacional. Mesmo que Randall Park não seja exatamente parecido ou com um rosto engraçado como o do Un real, ele entrega uma performance divertidíssima como um jovem introvertido fã de Katy Perry que dispara mísseis nucleares para ser levado a sério. É também um manipulador nato, o que o coloca como bom antagonista para os “heróis” de Seth Rogen e James Franco, que repetem a mesma química bem-sucedida de Segurando as Pontas. O primeiro mantém sua áurea séria mas inadvertivelmente cômica, enquanto Franco se entrega completamente ao caricato na pele de Skylark, uma mistureba dos tipos mais escandalosos de apresentadores de TV. Aliás, não deixa de ser curioso como tanto A Entrevista quanto o thriller O Abutre discutam, de certa forma, a função do jornalismo.

E também como Segurando as Pontas, o filme faz um balanço eficiente entre as piadas e o humor. Num momento estamos vendo Franco soltar inúmeras referências ao Senhor dos Anéis (“Eu sou gollum, e você é o meu precioso”) e no outro temos um clímax gigantesco que envolve tanques de guerra, metralhadoras e ogivas nucleares. Goldenberg e Rogen evoluem muito como diretores depois do mediano É o Fim (sim, vocês bem sabem que sou um dos poucos que acho o filme só OK), e até aprendem um humor mais sutil ao fotografar a cena da entrevista do título da mesma forma como no ótimo Frost/Nixon (“Daqui a 10 anos, Ron Howard vai fazer um filme sobre nós!”).

A Entrevista é uma comédia divertidíssima que certamente vai agradar aos fãs do humor de Seth Rogen e companhia. Foi injustamente afetado por uma polêmica exagerada, mas não tira o fato de ser uma obra eficiente. Se Kim Jong-un não gostar, problema dele.

Obs: O filme está disponível em VOD em diversos serviços de streaming, mas a estreia no Brasil ainda não definida.

Obs II: Temos algumas participações especiais muito divertidas.

| Vizinhos | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , on 21 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

Neighbors
Zac Efron e Seth Rogen na pista de dança

Acho muito satisfatório quando uma comédia consegue ser bem atual, adotando as inovações culturais/tecnológicas da sociedade em suas dezenas de piadas. Judd Apatow (O Virgem de 40 AnosLigeiramente Grávidos, entre outros) é um especialista nesse quesito, e mesmo que seu dedo não esteja presente em Vizinhos, não é difícil encontrar influências do diretor/roteirista. Ainda que escrachada, vulgar e essencialmente um longa com propósito para fazer rir, é possível encontrar um inesperado subtexto sobre justamente isso: inovação.

A trama começa quando uma república de estudantes, liderada por Teddy (Zac Efron), se muda para a casa vizinha à do casal Radner (Seth Rogen e Rose Byrne), que vai lidando com os desafios iniciais de serem pais. Com as constantes e barulhentas festas promovidas pelo grupo, o casal logo inicia uma guerra contra os universitários.

Ao pensar nessa premissa, só imagino os roteiristas estreantes Andrew J. Cohen e Brandon O’Brien pelos corredores da Universal vendendo a ideia de um filme sobre “um casal vizinho de uma fraternidade universitária”, e como a amizade com Seth Rogen deve ter ajudado. É uma boa ideia no papel, mas difícil de se fazer um longa que se sustente em aproximadamente 90 minutos, que é justamente onde Vizinhos patina: estrutura. O roteiro da dupla é problemático ao fornecer uma narrativa fluente, dado que em certo momento da trama o casal “vence” a fraternidade, mas resolve voltar a atacá-los simplesmente pelo ócio. Não faz sentido também a briga que o casal tem durante outro ponto da história, que não leva a absolutamente lugar algum e é resolvida sem grande dificuldade.

Mas tudo bem, já que Vizinhos tem muito mais qualidades que o redimem. Falar sobre comédia sempre é uma tarefa engrata, já que é o gênero mais relativo de todos: uns vão rir horrores com frases do tipo “ele parece uma estátua esculpida por cientistas gays”, já outros vão ficar completamente enojados com a rápida imagem de um pênis enorme enrolado no pescoço de uma mulher ou uma bizarra cena de ordenha. Saiba o tipo de filme em que está entrando, é uma comédia suja. Vizinhos me arrancou muitas risadas, especialmente pela facilidade do roteiro em capturar em cheio o período atual, sobrando referências para séries como Breaking Bad (“Sorria, bebê Heisenberg”) e Game of Thrones, a maciça inclusão digital como artifício narrativo e momentos de puro nonsense, como a luta entre Rogen e Zac Efron.

Aliás, como antigo hater do ator marcado por High School Musical, reconheço sua ótima performance como o presidente da fraternidade Delta Psi. Não só é um completo maluco e marginal quando a trama o requer assim, mas também carrega uma faceta dramática escondida – que traz à tona o embate novo/velho e o futuro incerto em um interessante diálogo – que ajuda a tornar seu personagem crível, ao invés de simplesmente um antagonista unidimensional. Ao seu lado temos o cada vez mais carismático Dave Franco como um de seus amigos, o sempre hilário Seth Rogen e a revelação cômica na forma de Rose Byrne, que simplesmente rouba todas as cenas com um brilhante sotaque australiano. E o diretor Nicholas Stoller (Ressaca de Amor e O Pior Trabalho do Mundo) é inteligente ao fornecer bastante espaço para improvisos, além de comandar bem as sequências envolvendo baladas e suas luzes coloridas, e até brincar com diferentes formatos de vídeo em alguns rápidos flashbacks sobre a origem da fraternidade: anos 30, filme mudo; anos 70, razão de super 8; anos 80, VHS.

No fim, Vizinhos é uma experiência divertida e que certamente vai arrancar risadas se você curtir esse tipo de humor, e também surpreende com seu esperto e inesperado subtexto. Considerando que este é um filme onde a ereção é usada como golpe de luta, é no mínimo surpreendente.

Obs: Alguém dê um biscoito para quem teve a ideia de uma festa temática Robert De Niro.

| É o Fim | Comédia apocalíptica falha ao explorar seu potencial

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , on 19 de outubro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

ThisistheEnd
James Franco, Jonah Hill, Craig Robinson, Seth Rogen, Jay Baruchel e Danny McBride

Não faz sentido que É o Fim seja lançado nos cinemas nacionais. Além de ter perdido completamente o timing da piada central (algo que também aconteceu nos EUA, o filme deveria ter sido lançado em dezembro do ano passado), o filme traz uma série de comentários e referências que o público brasileiro certamente não vai entender, já que a maioria dos trabalhos do elenco principal foi lançada diretamente para o home video. Isso sem falar que o resultado é bem mediano.

A trama é ambientada na Los Angeles “do mundo real”, trazendo todo o elenco interpretando a si mesmo. Jay Baruchel se encontra com o amigo Seth Rogen para que ambos compareçam a uma festa na casa de James Franco. Lá, se juntam a celebridades como Jonah Hill, Craig Robinson, Emma Watson e Danny McBride. No meio da diversão, a cidade é dominada por uma série de terremotos e incêndios que logo se revela como o Apocalipse.

Sinceramente, eu fiquei muito empolgado com a ideia desse filme. Lembro de ver os primeiros trailers em dezembro do ano passado (e, novamente, fazia muito mais sentido graças ao contexto) e pensar que esta seria uma das comédias mais geniais dos últimos anos; cometi o erro de extrapolar as expectativas. É o Fim se beneficia das cenas em que claramente há muita piada interna (como o fato de Jay Baruchel e Jonah Hill não se suportarem) e das invenções que acabam com a imagem de alguns atores (sem comentários para o hilário Michael Cera que surge aqui como um pervertido viciado em cocaína), proporcionando diversos momentos de improviso. É até difícil dizer o que é atuação e o que é espotaniedade dos atores: Seth Rogen, por exemplo, surge exatamente da mesma forma que o vemos em outros filmes (uma observação divertida apontada por Danny McBride) e também em suas entrevistas fora do set.

O problema começa quando o roteiro de Rogen e do amigo Evan Goldenberg (a mesma dupla responsável por Superbad e Segurando as Pontas) se entrega de corpo e alma ao ridículo, procurando explorar os motivos e elementos por trás da catástrofe que assola Los Angeles. Apostando no Apocalipse mais “tradicional” possível, é de se espantar com a presença de criaturas cartunescas e demônios colossais com membros enormes (sério, me lembrou Sua Alteza, e o próprio James Franco diz aqui para nunca repetir esse filme) que dominam o último ato com a ajuda de efeitos visuais medíocres. A qualidade técnica nem prejudicaria se o resultado fosse realmente engraçado, mas não passa do ridículo – e não em sua forma positiva.

Dá pra se divertir e dar risadas em É o Fim, mas o grande trunfo da produção está nas piadas menores e em suas auto-referências (eu pagaria pra ver aquela ideia pra Segurando as Pontas 2, mesmo, mesmo!). Levando em conta o potencial gigantesco aqui, é uma triste decepção.

Obs: Há diversas participações especiais aqui, mas nenhuma delas é tão engraçada quanto a de Channing Tatum.

| 50% | As chances de gostar são bem maiores

Posted in Comédia, Críticas de 2012, Drama, DVD with tags , , , , , , , , , , , , , on 31 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento


Joseph Gordon Levitt raspa a cabeça de verdade

Não há nada engraçado sobre câncer. Tendo isso em mente, como seria possível realizar uma comédia sobre a doença terminal mais letal do planeta? Pois é exatamente o que o roteirista Will Reiser – que baseou o filme em sua própria experiência – consegue fazer com 50%, que traz uma equipe habilidosa e uma performance espetacular de Joseph Gordon-Levitt.

A trama gira em torno do bondoso Adam, que trabalha em um programa de rádio e é completamente surpreso quando descobre ser portador de um câncer terminal que lhe oferece 50% de chances de sobrevivência. Diante da imprevisibilidade da situação, ele tenta lidar com o problema com a ajuda de seus amigos e familiares.

É essa a originalidade do texto de Reiser: a forma com que a doença é tratada por seus personagens. Enquanto Adam a vê como uma catástrofe (mesmo ele insistindo para todos que continua confortável em relação ao mesmo), seu amigo Kyle (Seth Rogen, em uma d) enxerga isso como uma forma, absurda, de atrair mulheres. O câncer com nome inopronunciável move toda a trama, e Levitt explode como ator ao retratar todas as ações de Adam diante do problema – com destaque para o antológica cena do corte de cabelo, onde este o faz de verdade – e suas divertidas/dramáticas consequências (uma cena próxima do fim, com o personagem dentro de um carro revela todo o talento inquestionável do ator).

O diretor novato Jonathan Levine comanda o filme de modo a deixá-lo totalmente livre para seu talentoso elenco, mas ainda assim trabalha de forma inteligente na qualificação visual de seus personagens; como na imagem de bom moço de Adam quando este aparece, logo no início do longa, correndo pelas ruas e pára no sinal vermelho antes de atravessar, mesmo não havendo carro algum.  Destaque também para o design de produção, que traz o escritório da jovem dra. Katie (Anna Kendrick, carismática como de costume) com prateleiras repletas de livros – comprovando sua imensa dedicação à medicina – a passo que o apartamento de Adam, outrora limpo e radiante, surge assombrosamente mais escuro após a descoberta do tumor (palmas para o diretor de fotografia Terry Stacey).

Tratando a doença mais mortal do mundo de forma original e descontraída, 50% é um filme honesto e que não tem medo/vergonha de tomar os rumos que toma. Joseph Gordon Levitt impressiona, assim como a combinação incomum entre drama e comédia que torna o filme tão maravilhoso. As chances de gostar são de, no mínimo, 90%.