Arquivo para shailene woodley

Veja Joseph Gordon-Levitt como Edward Snowden

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 3 de março de 2015 by Lucas Nascimento

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Além de retratar o famoso ato de Phillipe Petit em A Travessia, de Robert Zemeckis, Joseph Gordon-Levitt também viverá o polêmico Edward Snowden em uma cinebiografia de Oliver Stone, batizada simplesmente de Snowden. O ator publicou hoje as primeiras imagens na pele do personagem:

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O elenco também traz Shailene Woodley, Nicolas Cage, Melissa Leo, Tom Wilkinson e Zachary Quinto.

Snowden estreia em 25 de Dezembro nos EUA.

| A Culpa é das Estrelas | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , on 4 de junho de 2014 by Lucas Nascimento

3.0

TheFaultinOurStars
Love is the drug: Ansel Egort e Shailene Woodley

Ao escrever sobre a comédia 50% em 2012, me surpreendi pela capacidade deste em oferecer uma abordagem original e bem-humorada para um tema tão delicado: o câncer. Foi inevitável para mim traçar o paralelo entre o filme dirigido por Jonathan Levine e A Culpa é das Estrelas, adaptação cinematográfica do best seller milionário de John Green, que também aposta em uma visão alternativa para a doença terminal mais letal do planeta; mas se rende ao óbvio show de lágrimas exageradas.

A trama é adaptada por Scott Neustadter e Michael H. Weber (responsáveis pelos ótimos (500) Dias com Ela e The Spectacular Now), e se concentra na jovem Hazel Grace (Shailene Woodley), diagnosticada aos 13 anos com um tumor letal em seu pulmão. Em uma das reuniões de um grupo de apoio a doenças terminais, Hazel conhece o galanteador Augustus Waters (Ansel Egort), jovem que teve uma de suas pernas amputadas para vencer o câncer, e logo inicia um arriscado romance com este.

“Gus, eu sou uma granada”, alerta Hazel Grace em determinado momento da história. É um lembrete de que, em meio às fofuras açucaradas experienciadas pelos protagonistas durante boa parte da trama, existe um perigo real em A Culpa é das Estrelas. É certamente o aspecto mais chamativo da história (tanto aqui quanto no livro de Green, que li e gostei), traduzido com habilidade pelo roteiro acertado de Neustadter e Weber: os fãs não têm o que reclamar, todos os eventos centrais são transpostos fielmente, linhas de diálogos foram praticamente duplicadas e o espírito/humor de seus personagens está no lugar.

Todas as metáforas funcionam muitíssimo bem (como o cigarro de Gus e o livro fictício lido por Hazel), sendo um bônus contar com a talentosa Shailene Woodley para dar vida a uma personagem feminina forte e determinada e também com Ansel Egort, que se mostra mais do que um mero rosto bonitinho ao fazer de seu Augustus um jovem otimista e divertido. Vale mencionar também a presença de Willem DaFoe, que consegue fazer do autor fictício Peter Van Houten uma figura complexa e multifacetada, agradando pela surpresa de sua revelação (e a designer de produção Molly Hughes é inteligente ao deixar inúmeras cartas de fãs espalhadas pelo chão da casa do autor).

É ao diretor novato Josh Boone (cujo único projeto anterior fora Ligados pelo Amor) que devo apontar os dedos. Mesmo com bom material em mãos, Boone mostra-se determinado a arrancar lágrimas do público das formas mais brutais possíveis: da mesma forma como um jump scare surge como recurso barato no terror, o uso de trilha sonora forçada (no caso, mais canções teen com gemidos angelicais) e a palhaçada que Boone e seu diretor de fotografia pouco imaginativo fazem com os desfoques das lentes nas cenas mais pesadas (o tempo todo!) são alguns fatores que transformam A Culpa é das Estrelas em uma obra mais melodramática do que o necessário – falta um pouco de sutileza, menos exagero. E entendo que a direção do filme vise se concentrar no elenco (o que justifica a razão de aspecto de 1:85:1, sem as “barrinhas” na tela), mas é visualmente tão pobre que soa mais como uma transcrição do livro do que como cinema em si – ainda que aqui e ali Boone consiga agradar com planos bonitos, como aquele em que sua câmera revela a perna amputada de Augustus em meio às de Hazel.

No fim, A Culpa é das Estrelas agrada por seu senso de humor inteligente e o elenco, mas peca quando seu diretor opta por transformar a experiência em uma orquestra sinfônica de lágrimas e fungadas de nariz, um caminho óbvio e que deixa a desejar diante de seu lado mais humorístico. Bom, mas poderia ser muito mais.

| Divergente | Franquia literária falha ao tentar repetir sucesso de Jogos Vorazes

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

DIVERGENT
Shailene Woodley é Tris: Talentosa

Como foi rápido. A bem sucedida franquia Jogos Vorazes ainda está no segundo capítulo e Hollywood já assumiu que governos autoritários são a nova moda, apostando agora na trilogia young adult Divergente, de Veronica Roth. O problema é que, ao contrário da série protagonizada por Jennifer Lawrence, o filme de Neil Burger não chega nem perto no quesito de oferecer boas discussões sociais e também falha como espetáculo, limitando-se a se concentrar no aspecto teen de sua história.

A trama, adaptada por Evan Daugherty e Vanessa Taylor, apresenta uma sociedade distópica futurista dividida em cinco facções: Abnegação, Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza, cada uma com suas características e funções sociais diferentes. Nesse cenário, a jovem Tris (Shailene Woodley) acaba por descobrir ser uma Divergente, espécie que não se encaixa em nenhuma das divisões e representa uma ameaça para o governo autoritário de Jeanine (Kate Winslet).

Apesar de uma premissa remotamente interessante (remotamente, eu disse), Divergente desperdiça seus conceitos de ficção científica ao apostar na óbvia trama amorosa entre seus protagonistas. No primeiro momento em que Tris e Quatro (o estreante Theo James) compartilham um primeiro beijo apenas para que a trilha incidental traga uma musiquinha adolescente com gemidos angelicais, me ficou bem evidente o tipo de filme que Neil Burger estava fazendo – e para quem o estava. Ainda que o roteiro acerte ao criar uma protagonista forte e convincente na figura de Tris (e a ótima performance de Shailene Woodley é o que nos faz ter o mínimo de interesse nela), falha miseravelmente ao apresentar uma trama inteligente, transformando os personagens em figuras maniqueístas (afinal, que diabos a personagem de Kate Winslet quer?) e presas à arquétipos batidos: a sidekick Christina (Zoë Kravitz), o instrutor malvado (Jai Courtney) e o colega imbecil provocador (Miles Teller, que desperdício).

Burger até consegue empolgar com a exploração do excelente design de produção futurista de Andy Nicholson e em algumas sequências de ação, especialmente durante o treinamento da facção Audácia, onde sobram referências a Clube da Luta (“a luta só acaba quando um de vocês não aguentar mais”), mas que cativam pela brutalidade e a pontualmente eficiente trilha eletrônica de Junkie XL; outro bom discípulo do mestre Hans Zimmer. Mas ainda que traga uma boa sequência de alucinação aqui e ali (não se esqueçam de que Burger é responsável por Sem Limites), o filme se perde em um terceiro ato bagunçado e que de alguma forma consegue reunir a família INTEIRA da protagonista e um personagem (Marcus, vivido por Ray Stevenson) que o roteiro cisma em oferecer em importância no início, mas é rebaixado a um simples coadjuvante dispensável ao longo da narrativa.

Com certeza fãs do livro argumentariam que tais elementos são importantes dentro do livro ou de suas continuações, mas novamente insisto que cinema e literatura são mídias completamente opostas. E se o filme de Neil Burger não consegue sobreviver sozinho, já é uma evidência de sua irregularidade.

Excessivamente longo e sem graça, Divergente é uma aposta falha para o público maior, sendo limitada apenas aos admiradores do material original. Desperdiça um bom elenco e não chega nem aos pés da franquia que quer ser, carecendo de uma trama alegórica inteligente ou de um espetáculo verdadeiramente convincente.

Primeiro trailer de A CULPA É DAS ESTRELAS

Posted in Trailers with tags , , , , , on 29 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

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A adaptação do best seller de John Green A Culpa é das Estrelas ganhou seu primeiro trailer oficial. Shailene Woodley e o novato Ansel Elgort (de Carrie, A Estranha) estrelam o romance que envolve dois jovens que lutam contra o câncer. Confira:

Gosto do livro de Green e, principalmente, pela dupla de roteiristas envolvidos (responsáveis por 500 Dias com Ela e The Spectacular Now). Tomara que o resultado seja positivo.

A Culpa é das Estrelas estreia em 15 de Agosto no Brasil.

| O Maravilhoso Agora| John Hughes ficaria muito orgulhoso

Posted in Críticas de 2014, DVD, Romance with tags , , , , , , , , , , , , on 6 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

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Miles Teller e Shailene Woodley: Química espetacular

“Crescer não é fácil”. Os melhores filmes adolescentes já feitos são aqueles que abraçam de forma honesta o tema citado, vide as geniais comédias de John Hughes (como Clube dos Cinco, Curtindo a Vida Adoidado e Ela vai ter um Bebê) ou até mesmo o recente As Vantagens de ser Invisível, de Stephen Chbosky. Com O Maravilhoso Agora, o diretor pouco conhecido James Ponsoldt se beneficia de um dos protagonistas mais carismáticos já encontrados no gênero, e pode muito bem incluir sua obra no seleto grupo discutido acima.

A trama é adaptada do livro homônimo de Tim Tharp (excelente, por sinal) por Scott Neustadter e Michael H. Weber, mesma dupla responsável por (500) Dias com Ela e pela vindoura adaptação do romance A Culpa é das Estrelas. O espectador acompanha a vida de Sutter Keely (Miles Teller), jovem no último ano do ensino médio que parece ser incapaz de criar planos ou metas para sua vida, optando por viver naquilo que chama de “spectacular now”, o agora espetacular. Depois de levar um fora da namorada (Brie Larson), ele começa a se envolver com a reclusa Aimee (Shailene Woodley), que pode – ou não – lhe servir como uma influência positiva.

O Maravilhoso Agora é um filme muito difícil de se vender, até mesmo para colegas. Isso porque a premissa não oferece praticamente nada de novo e também carece de eventos marcantes, ou uma situação pré-estabelecida que desenvolva a trama toda. Curiosamente, o filme funciona como seu protagonista: aposta no agora, no cotidiano e no rotineiro de Sutter; nas simples situações que se tornam memoráveis graças à força de seu roteiro, que acertadamente evita o uso de flashbacks para explicitar suas subtramas dramáticas, apostando em seus ótimos diálogos e ao espetacular carisma de seu elenco.

A começar por Miles Teller, ator que rapidamente vai crescendo no cinema (sua estreia aconteceu em 2010, em Reencontrando a Felicidade), e pode se revelar um dos grandes artistas de sua geração. Sua construção como um jovem despreocupado, brincalhão e otimista é das mais convincentes, e é de se espantar com a competência do ator ao subverter completamente essa imagem à medida em que a trama vai encontrando áreas mais dramáticas. Fico feliz também em perceber como James Ponsoldt não se preocupa em esconder as marcas e acnes no rosto do ator, garantindo-lhe uma verdadeira autenticidade como adolescente, ao contrário de diversas produções que exageradamente embelezam seu elenco, resultando na artificialidade. O mesmo se aplica à Brie Larson (outra jovem para se ficar em olho) e a já conhecida Shailene Woodley, cuja excelente e tímida performance é reforçada graças a ausência de maquiagem em seu rosto – exigência da personagem que funciona maravilhosamente bem em cena.

O Maravilhoso Agora é um envolvente estudo de personagem que jamais perde seu foco e oferece um eficaz estudo de personagem que fica ainda melhor graças ao talentoso elenco. Seu tom aproxima-se mais do drama do que da comédia mas, ainda assim, deixaria John Hughes orgulhoso.

Obs: Crítica feita após assistir ao blu-ray do filme, ainda indisponível no Brasil – assim como uma tradução do título.

| Os Descendentes | Honrando a camisa florida

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , on 5 de fevereiro de 2012 by Lucas Nascimento

4.0


George Clooney e Shailene Woodley em um momento crucial da trama

Todo mundo tem uma certa impressão sobre o Havaí. A maioria das pessoas tende a vê-lo como um paraíso tropical, um lugar para relaxar e isentar-se dos problemas rotineiros; imagem estabelecida por inúmeros filmes e seriados de TV. Os Descendentes mostra que sim, o Havaí é lindo e maravilhoso, mas nem por isso são todos os seus habitantes.

A trama gira em torno de Matt King (George Clooney), poderoso homem de negócios que se encontra em um grande problema quando sua mulher entra em coma, deixando-o responsável pelas duas filhas. Além disso, tem que tomar uma decisão importante em uma venda de terras que será definitiva para o estado e com um segredo deixado pela esposa.

Adaptado da obra de Kaui Hart Hemmings, Os Descendentes superou minhas expectativas. Alexander Payne não dirigia um longa desde Sidways – Entre Umas e Outras, e compensa a ausência de 8 anos com a divertida, e ao mesmo tempo dramática, história de Matt King. Com uma perceptível alma indie, Payne comanda o filme com leveza e humor, destacando as paisagens havaianas e criando planos originais (como a cena da piscina, onde as lágrimas de um dos personagens se escondem debaixo da água), assim como respeita algumas tradições típicas do Havaí; como retirar os sapatos antes de entrar em casa e a presença de camisas floridas até em reuniões de negócios. Payne também co-assina o roteiro, com Nat Faxon e Jim Rash e cria passagens memoráveis – o uso da narração em off nos minutos iniciais é bem aplicado e auxilia na introdução à trama e seus personagens – além de trabalhar muitíssimo bem seus personagens.

Merecem aplausos também o talentoso elenco reunido aqui. A começar por George Clooney, que só tem recebido elogios por sua performance aqui, e  ele certamente  os merece; o ator mostra-se muito carismático e consegue fazer de King um personagem realista e natural (com leves toques de bizarrice, como na hilária cena da corrida), ao mesmo tempo em que retrata seu lado frágil. É admirável também a química de Clooney com as intérpretes de suas filhas Scottie e Alexandra, Amara Miller e Shailene Woodley (ambas excelentes, mas Woodley chama mais atenção pela força/vulnerabilidade emocional de sua personagem) e como fica evidente a dificuldade do pai em lidar com as duas. De coadjuvantes, Matthew Lillard faz uma participação memorável como um corretor de imóveis – sem querer estragar uma surpresa da trama.

Os Descendentes é um filme maravilhoso, com um ritmo divertido e emocionante. É difícil para mim colocar em palavras o quanto gostei do filme, então digo apenas que é um longa que merece ser visto e que faz jus às suas indicações ao Oscar. Aloha!