Arquivo para sigourney weaver

| Chappie | Crítica

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , on 17 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

3.5

Chappie
Sharlto Copley é Chappie

Quando Neill Blomkamp anuncia que Chappie será protagonizado por um robô, não é uma grande surpresa. Em Distrito 9, a tecnologia já se manifestava na forma daquelas armaduras robóticas, enquanto Elysium já trazia seguranças androides em plena atividade no planeta. Não me espantaria se Blomkamp revelasse que os três filmes se passam no mesmo universo sul-africano

A trama parte de um conceito original de Blomkamp com Terri Tatchell (com quem escreveu Distrito 9), situando-se numa 2016 que vai se adaptando ao uso de robôs policiais no combate ao crime. Com a tremenda aceitação popular, o cientista Deon Wilson (Dev Patel) trabalha uma maneira de criar uma autêntica inteligência artificial, capaz de pensar e sentir. O resultado é o androide Chappie (Sharlto Copley), que acaba sendo roubado por um grupo marginal – que por sua vez, precisa quitar uma dívida com um bandidão -, ao mesmo tempo em que um competidor da mesma empresa (Hugh Jackman) tenta sabotar seu experimento.

Pela premissa acima, já da pra matar de cara um dos problemas de Blomkamp que retorna em Chappie: excesso. Não chega a ser bagunçado como em Elysium, mas o roteiro aqui realmente se sairia melhor sem alguns elementos narrativos. O filme começa maravilhosamente bem, quando concentra-se no “nascimento” de Chappie e sua genial aprendizagem, que rende ótimos momentos com Sharlto Copley praticamente invisível ali no processo de motion capture, mas 100% capaz de criar uma figura emotiva e realista (os efeitos visuais certeiros também ajudam). O humor funciona muitíssimo bem, já que os sequestradores tentam transformá-lo num robô “gangsta”, adotando gírias e trejeitos típicos.

De maneira similar, Hugh Jackman consegue criar um antagonista que passa longe de ser unidimensional, mesmo que o visual zookeeper com mullet e o fato deste carregar uma bola de futebol no escritório (jockey vs nerd, a eterna luta). Seu Vincent Moore é ambicioso e cruel, mas é impossível não perceber uma tristeza no olhar do personagem por sua invenção ser substituída pela do protagonista Deon, o que de certa forma faz com que o espectador entenda sua fúria e frustração. Quem não tem a mesma sorte é Sigourney Weaver, novamente reduzida a um papel simplista (lembram dela em Êxodo? Tipo assim) que não lhe permite explorar suas habilidades.

E mesmo que sejam atores ruins, os músicos Ninja e Yo-Landi Visse (que intepretam uma versão mais cartunesca de si próprios) rendem ótimos momentos com Chappie, principalmente pelo carisma do personagem e sua inocência absolutamente simpatizante: é fácil sentir pena e compaixão pela máquina, e Blomkamp explora bem esses momentos. Tudo bem que aqui e ali ele exagera na câmera lenta (um vício que se iniciou em Elysium, e rende aqui momentos realmente vergonhosos), mas nada que prejudique totalmente o resultado final. Vale apontar também a vibrante trilha sonora eletrônica de Hans Zimmer, que oferece mais uma chance para que o compositor experimente novos estilos.

O problema é a necessidade de transformar o longa em ação. Estava funcionando muito bem como um drama sci fi que abordava questões interessantes, como a confusão de Chappie ao se deparar com violência, mentiras e traições por parte da raça humana, e da curiosa relação com seu “criador”. No terceiro ato, arma-se um clímax estranhamente parecido com Robocop – O Policial do Futuro (com direito a um robô descaradamente copiado do ED 209) e que consegue ficar pior quando o protagonista apela a um recurso absurdo e sem muito desenvolvimento para amarrar as pontas finais (e outras simplesmente ficam sem solução, como um destrutivo tumulto que se iniciara). Sem querer detalhar demais, apenas imaginem uma mistura louca de Avatar com Transcendence – A Revolução. Um conceito fascinante, mas que é reduzido a um recurso simplista e que, no fim, não faz o menor sentido em relação ao destino de um dos personagens…

Chappie é um filme eficiente e que traz boas ideias e um ritmo agradável, mesmo com suas 2 horas, mas que quase sacrifica tudo com uma conclusão absurda e pouco satisfatória. Porém, seu protagonista radiante faz valer a visita.

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Neill Blomkamp vai dirigir novo filme de ALIEN

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

Elysium - Jul 2013

Uau.

Há alguns meses atrás, o cineasta sul-africano Neill Blomkamp (de Distrito 9, Elysium e Chappie) divulgou em sua conta do Instagram artes conceituais do que parecia ser um novo filme de franquia Alien. Ele depois explicou que a Fox tinha interesse nesse possível projeto, o qual teria discutido com Sigourney Weaver durante as gravações de Chappie.

Agora, o diretor voltou a falar do assunto, publicando em sua rede social uma foto do alien xenomorfo, com a legenda: “então… Eu acho que este é oficialmente meu próximo filme”.

A Fox não soltou nenhum pronunciamento oficial, mas os rumores de que o projeto vai acontecer são fortes, valendo lembrar que o estúdio ainda mantém a continuação de Prometheus em desenvolvimento com Ridley Scott.

Vamos aguardar por novidades, mas Blomkamp já provou que entende muito bem como se faz uma ficção científica.

Confira abaixo as artes conceituais da conta de Neill Blomkamp:

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Uau.

Confira o novo trailer de CHAPPIE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 9 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Neil Blomkamp solta sua nova ficção científica ao mundo! Chappie ganhou seu novo trailer hoje, e explora melhor a história e os personagens de Hugh Jackman, Dev Patel e Sigourney Weaver. Sharlto Copley dubla o protagonista, um robô pensante e com sentimentos.

Confira:

Chappie estreia no Brasil em 16 de Abril.

Primeiro trailer de EXODUS: GODS AND KINGS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , , , on 8 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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Depois dos cartazes, a Fox liberou o primeiro trailer de Exodus: Gods and Kings. Estou espantado com a beleza visual da produção, que tudo indica ser a maior da carreira de Ridley Scott. Confira:

O elenco traz Christian Bale na pele de Moisés, e ainda conta com Sigourney Weaver, Joel Edgerton, Aaron Paul, Ben Kingsley e John Torturro. Bill Collage e Adam Cooper assinam o roteiro, que foi reescrito pelo experiente Steven Zaillian (A Lista de Schindler, Hannibal e O Homem que Mudou o Jogo).

Exodus: Gods and Kings estreia nos EUA em 12 de Dezembro.

 

 

Primeiros pôsteres de EXODUS: GODS AND KINGS

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

Ridley Scott está de volta aos épicos monumentais, gênero no qual não se aventurava desde Robin Hood, em 2010. O projeto da vez é Exodus: Gods and Kings, que reconta a história bíblica do êxodo Moisés, que será interpretado por Christian Bale.

E é ele mesmo, ao lado de Joel Edgerton, quem estampa os primeiros pôsteres da produção. Confira:

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O elenco ainda conta com Sigourney Weaver, Aaron Paul, Ben Kingsley e John Torturro. Bill Collage e Adam Cooper assinam o roteiro, que foi reescrito pelo experiente Steven Zaillian (A Lista de Schindler, Hannibal e O Homem que Mudou o Jogo)

Exodus: Gods and Kings estreia nos EUA em 12 de Dezembro.

Gritos vindo do Espaço | Especial PROMETHEUS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 12 de junho de 2012 by Lucas Nascimento

Na última quinta-feira, tive a oportunidade de assistir a Prometheus e a crítica com minha opinião já está no ar. No entanto, estava preparando um especial sobre o filme e, depois de ter visto o filme, fiz algumas adaptações e espero que gostem.Vamos lá:

Aviso: Há alguns spoilers (mas relaxem, tem um aviso prévio quando se aproximarem de um)

Ao contrário dos outros especiais que escrevi (onde analisava todo o processo de produção do filme), serei um pouco mais objetivo este ano. Aqui, algumas perguntas que vêm rodeando Prometheus – e as respostas que você procura…

O que é Prometheus?

De acordo com a mitologia grega, Prometheus foi o deus responsável por entregar o fogo – até então uma posse estritamente divina – aos humanos, tendo seu banimento (e uma tortura horrenda) como consequência. Já na ficção científica de Ridley Scott, Prometheus é o nome da nave principal, que tem como objetivo explorar os mais obscuros cantos do espaço, em busca daqueles que possam ser os criadores da vida na Terra.

Prometheus foi filmado em 3D?

Felizmente, sim. 3D e Câmeras RED Epic. O 3D do filme funciona de forma muito sutil, não se destaca mas também não prejudica a sessão.

Qual a ligação entre PrometheusAlien – O Oitavo Passageiro?


O Space Jockey enfim ganha uma explicação

Ainda não está clara, mas Scott afirma que os eventos mostrados em Prometheus antecedem os de Alien. Aliás, quem é fã da franquia somou facilmente o dois mais dois visto nos inúmeros trailers e comerciais de TV do filme, e é inegável que este filme serve de prelúdio para o filme de 1979. O observador mais atento notou que a empresa por trás da expedição espacial é a Weyland Corporation (mesma da frnaquia original) e reparou na presença do misterioso Space Jockey, um ser alienígena que apareceu repentinamente no longa original (quando a equipe da Nostromos descobre os ovos do Alien) e que provavelmente vai ganhar mais destaque aqui.

O texto acima foi escrito antes de eu ver o filme. Não vou entregar nada, mas aviso: fique de olho no Space Jockey…

O que a equipe da Prometheus descobriu? [SPOILER]


O salão com o obelisco gigante e os misteriosos vasos

Os roteiristas Damon Lindelof e Jon Spaiths já haviam comentado que a trama envolveria a origem da humanidade. Após assistir ao filme, é revelado que os cientistas Elizabeth Shaw e Charlie Holloway descobriram uma raça alienígena – que eles chamam de Engenheiros – que pisou na Terra durante o início dos tempos e acabou por criar a raça humana. Durante a viagem espacial, eles encontram o planeta LV-223, onde os tais criadores teriam estado pela última vez. Não falo mais nada!

O Alien Xenomorfo está em Prometheus? [SPOILER]


Um dos parasitas alienígenas encontrados em LV-223

SPOILER SPOILER; Ao longo de Prometheus, vamos conhecendo variados elementos alienígenas. Não vou entrar em detalhes, mas ao fim da projeção uma criatura muito (muito) similar ao alien xenomorfo perfura o peito de um Space Jockey.Então, pode-se dizer que o xenomorfo está sim no filme.

Prometheus terá continuações?

A julgar pelo final do filme, eu espero que sim! Mas antes, devemos aguardar pelo desempenho do filme nas bilheterias. Todavia, nenhum dos envolvidos tem contrato assinado para continuações.

Os principais personagens de Prometheus:

Dra. Elizabeth Shaw | Noomi Rapace

Obcecada pesquisadora e cientista, Elizabeth Shaw descobre junto com seu marido Holloway, pictogramas que ela acredita ser um convite de seres extraterrestres superiores (a quem ela se refere como “Engenheiros”). É forte e movida por fé e o desejo de conhecer seus criadores.

David | Michael Fassbender

A oitava versão de sua geração, David é um andróide de inteligência artificial que auxilia a equipe da Prometheus em sua jornada épica. Suas funções vão de pesquisa e tradução de línguas desconhecidas até análise medicinal de elementos alienígenas. Para saber mais sobre ele, assista ao vídeo na seção “Viral”, em alguns parágrafos abaixo.

Logan Marshall-Green | Charlie Holloway

Marido de Elizabeth, Holloway é um cientista mais aventureiro e que prefere expedições à bibiliotecas, arriscando-se ao extremo para obter as respostas que procura. Junto com sua mulher, formulou a teoria sobre os Engenheiros

Meredith Vickers | Charlize Theron

Funcionária da Companhia Weyland (e filha de seu president, Peter Weyland), Meredith Vickers é representante da mesma na tripulação da Prometheus. Por tomar uma postura mais burocrática (e sempre exigir que tudo saia a sua maneira), ela constantemente entra em conflito com a equipe; não se importando em cancelar a missão se a situação fuja do controle.

Peter Weyland | Guy Pearce

Ambicioso e poderoso, Peter Weyland é o presidente da Companhia Weyland, responsável por incomparáveis avanços tecnológicos e pela iniciativa de exploração espacial – principalmente na forma do Projeto Prometheus. Weyland vê a humanidade como deuses, e não medirá esforços para alcançar seu objetivo. No filme, encontra-se em idade avançada mas ainda esperançoso de seu objetivo.

As principais mentes responsáveis pela criação do alien xenomorfo.

O Roteirista


Dan O’Bannon: o homem que imaginou um alienígena estuprador

Visando uma ficção científica assustadora, os roteiristas Dan O’Bannon e Ronald Shusett trabalhavam no roteiro que viria a se tornar Alien – O Oitavo Passageiro. Idealizando a história e a criatura, O ‘Bannon queria que o alienígena se infiltrasse na espaçonave principal por meio de uma relação sexual com um dos tripulantes – elemento que, sendo melhor desenvolvido posteriormente, daria origem à famosa cena do chestburster (perfura-peito).

Tendo seu complexo ciclo de vida terminado, a criatura de Alien foi concebida como uma analogia ao estupro, e o roteiro assinado por Dan O’Bannon fora completado.

O Surrealista


O artista H. R. Giger e sua sinistra criação

Enquanto estava na França auxiliando o diretor Alejandro Jodorowsky com um projeto conhecido como Dune, Dan O’Bannon conheceu um dos responsáveis pelo design de produção: o artista surrealista suíço H. R. Giger. Impressionado com seu trabalho, que traz imagens sombrias e com forte presença sexual, Giger foi logo sinalizado para o estúdio da Fox.

Com Ridley Scott contratado para a direção do filme, o novato cineasta logo se encantou pelo trabalho de Giger, recrutando-o imediatamente – contra a vontade do estúdio, que considerava seu trabalho pornográfico – para definir a aparência do xenomorfo. A principal inspiração para a criatura alienígena foi a obra Necronom IV, que Giger pegou e adaptou-a até chegar no visual final da criatura. De acordo com o artista, seus desenhos dessa coleção são baseados em seus pesadelos.


Necronom IV: A inspiração decisiva para o visual do xenomorfo

A contribuição do surrealista para Alien – O Oitavo Passageiro ficaria apenas na fisionomia da criatura, mas no fim ele deu vida à criatura, os ovos, o facehugger, o design do planeta alienígena (batizado de LV-426) e também o do Space Jockey. Giger, de fato, tem uma criatividade perversamente genial.

H. R. Giger também contribuiu para o visual de alguns elementos de Prometheus.


Uma das artes conceituais finais do Xenomorfo

Uma análise breve sobre o complexo ciclo de vida do Alien:

1. Ovo: Produzidos pela Rainha Alien, os ovos ficam protegidos por uma névoa com sensor de movimentos. Assim, qualquer forma de vida que atravessá-lo, dá um alerta para que o ovo se abra.

2. Facehugger (“Abraça-Rosto”): De dentro do ovo sai o facehugger, estágio inicial da criatura alienígena. O bicho gruda no ser (independendo se for humano ou não, já que o alien é um xenomorfo) e fica plantado lá por um bom tempo, plantando uma espécie de “semente” em seu hospedeiro; portando também de um sistema de defesa baseado na expelição de ácido. Após tal processo, ele é descartado.

3. Chestburster (“Perfura-Peito”): Após a semente do facehugger se desenvolver, o pequeno alien perfura o peito de seu hospedeiro e começa seu acelererado desenvolvimento para a fase adulta. Vamos relembrar essa fase com a clássica cena do primeiro filme, onde vemos o chestburster pela primeira vez. Aqui.

4. O “Cachorro”: Quando o Alien usa um cachorro como hospedeiro, a criatura assume uma forma quadrúpede – similar ao da forma adulta a seguir.

5. Fase Adulta: Adulto, o alien é uma máquina de matar implacável. Usando como arma sua afiada cauda ou a “segunda boca” para perfurar suas vítimas ou oponentes, ele ainda conta com o mecanismo de defesa ácido.

6. Rainha: Estágio mais desenvolvido da criatura, apresenta um considerável aumento de tamanho em sua estrutura, assim como mutações na cabeça. A rainha é mais forte e também é capaz de botar os ovos, que reiniciam o ciclo.

ANOMALIAS

Híbrido

Visto em Alien: A Ressurreição, a criatura híbrida nasceu após o DNA do xenomorfo ter sido combinado com o de um clone de Ripley. É, em minha opinião, o bicho mais sinistro de toda a franquia…

Predalien

Na medonha franquia Alien vs. Predador (que muitos, eu incluso, não consideram como parte da mitologia original de ambos os personagens), um facehugger escolhe um predador como hospedeiro, e o resultado é o chamado “Predalien. A criatura traz características de ambos os alienígenas, e mostra-se ainda mais perigosa e mortal. Seu fim é dado pelas mãos de um solitário Predador em Alien Vs. Predador 2.

Alien – O Oitavo Passageiro (1979)

Marco absoluto no cinema de ficção científica (e também no de terror, inubitavelmente), Alien lançou o talento de Ridley Scott e o belo rosto de Sigourney Weaver para Hollywood. Silencioso e até um pouco parado, o longa trabalha minuciosamente a criação do suspense e da claustrofobia, partindo de um bom roteiro e um elenco competente. Um clássico, sem falar que criou um dos alienígenas mais icônicos do cinema.

Aliens – O Resgate (1986)

Um dos melhores exemplos de sequência “maior e melhor”, James Cameron abraça a mitologia introduzida por Ridley Scott em O Oitavo Passageiro e substitui o terror claustrobófico por épicas batalhas entre humanos e alienígenas. Em um espetáculo de efeitos visuais e práticos (a Rainha Alien, projetada pelo falecido Stan Winston, é o ponto alto nesse quesito), Aliens – O Resgate é o meu preferido da série.

Alien³ (1992)

Estreia de David Fincher na direção cinematográfica, o terceiro Alien é uma decepção perto do épico de James Cameron. Com um roteiro confuso, sem cuidado com sua narrativa ou personagens (inúmeras desavenças entre estúdio e diretor sacrificaram a boa premissa do longa, que nos apresenta a um planeta-prisão), o que se salva aqui é o belo visual – que vai desde o uso inteligente de sombras até a imagem marcante de Ripley careca.

Alien – A Ressurreição (1997)

Ambientando-se 200 (!) anos após o anterior, Alien – A Ressurreição realmente não precisava ter sido feito. É exagerado, estranho e não apresenta quase nenhuma similaridade com os outros filmes, apesar de trazer algumas boas ideias (como o uso do Alien como arma biológica e a criatura híbrida). Sigourney Weaver faz uma Ripley diferente e muito menos admirável do que a original.

Alien vs Predador (2004-2008)

Trazendo outro monstro sagrado da Fox, o Predador, o embate entre os dois alienígenas prometia muito. No entanto, ambos os filmes são de qualidade ruim e muito abaixo do potencial dos personagens, sendo apenas um feito técnico (no primeiro filme). O primeiro de Paul W. S. Anderson é até assistível, mas a continuação de Colin e Greg Strause é um dos piores filmes que já assisti. Tamanha bagunça, que tanto Predadores (retomada do personagem, de 2010) quanto Prometheus ignoram os eventos de AVP.

Abaixo, reuni alguns vídeos de viral do filme (acredite, eles complementam muito a experiência).

Peter Weyland discursa na TED 2023

Conheça David 8

Pedido de financiamento da Dra. Elizabeth Shaw

Gostaram? Espero que sim. Prometheus estreia no Brasil nesta Sexta. Leia a crítica do filme aqui.

Sexy Beast | Especial SUCKER PUNCH – MUNDO SURREAL

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O novo filme de Zack Snyder chegou aos cinemas brasileiros! Prometendo muita ação e visuais sublimes, Sucker Punch – Mundo Surreal também é o tema deste especial. Aproveite:


Zack Snyder na Comic-Con do ano passado

Depois de comandar duas grandes adaptações de HQs – 300 e Watchmen – o cineasta Zack Snyder prepara-se para lançar seu novo filme; primeiro trabalho que parte de um argumento original, a questão é: vale a pena ou será apenas um longa visualmente bonito?

Snyder começou a idealizar o projeto em 2007, mas deixou-o de lado para filmar Watchmen. Terminada a adaptação, ele fez a animação A Lenda dos Guardiões e, finalmente, o épico de metralhadoras, mulheres e dragões . O que o cineasta queria era “um filme com cenas de ação que desafiem as limitações reais, mas que não perdesse a história”. A Warner deu sinal verde após o sucesso comercial de Watchmen, e Sucker Punch ganhava vida.

Em Março de 2009, começou a escalação de elenco, composto predominantemente por mulheres. Após selecionadas, as atrizes treinaram, por cerca de 12 semanas, diferentes tipos de coreografias de luta; todas suficiente para encarar as diferentes cenas de ação em cenários distintos que o longa promete.


Snyder dirigindo Emily Browing no set

Dando vida a esses cenários, está Rick Carter (na direção de arte) e as empresas de efeitos visuais Animal Logic e Moving Picture Company, que criaran a maioria dos ambientes pela tela verde – Snyder já é especialista no assunto após gravar 300 e Watchmen com essa técnica -, através da computação gráfica. Isso ficaria bacana em 3D não é? Não é o que o diretor, felizmente, acha; descrevendo a conversão para o formato como “problemática”.

Sucker Punch é sobre uma viagem cheia de ação ao interior da mente humana, onde não há regras ou limites físicos, podendo materializar armas e itens necessários (só eu lembrei da Origem?), para fugir de um hospício. É também o segundo filme de Snyder que não pega a censura R (que equivale a 16 ou 18 anos no Brasil), classificando-se como PG-13.

Se o filme funcionar ou não, o grande trabalho de Snyder ainda está por vir: o novo Superman está nas mãos dele.

As belas e perigosas protagonistas do filme (Perdoem a falta de informações, realmente há pouco disponível sobre elas):

Babydoll | Emily Browning

Após a morte de seus entes queridos, Babydoll é aprisionada em um hospício por seu cruel padrasto – após uma tentativa frustrada de estupro. Lá, conhece as outras internas e descobre o mundo imaginário onde ela deverá lutar para sobreviver e libertar-se da prisão.

Blondie | Vanessa Hudgens

A mais experiente em combates.

Sweet Pea | Abbie Cornish

Provavelmente a mais estressada e pé-n0-chão do filme, contradiz às ideias e o plano de Babydoll, não confiando no seu sucesso, mas embarca na aventura como proteção às suas amigas.

Amber | Jamie Chung

Uma leal companheira, é o braço direito de Babydoll

Rocket | Jena Malone

Sincera e sem rodeios, diz tudo o que pensa e é muito determinada, ficando do lado de Babydoll o tempo todo. É também grande amiga de Sweet Pea.

Não é difícil encontrar filmes com lindo visual, por isso recordo aqui 4 excepcionais cenários criados por computador:

Grécia – 300

O primeiro grande sucesso de Snyder, 300 apresenta tons pastéis que parecem dar vida a uma pintura. Alto contraste e com grande uso da luz solar, é um filme belíssimo.

Pandora – Avatar

Abocanhando ambos os Oscars de Fotografia e Direção de Arte, Avatar é o primeiro filme com cenários totalmente digitais a ganhar na primeira categoria. Os efeitos visuais são espetaculares, cenas diurnas apresentam uma variedade impressionante de cores, enquanto nas noturnas, é uma estupefata bioluminescência de tons azuis. Lindo.

Londres – Sweeney Todd

A Londres vitoriana já foi recriada digitalmente muitas vezes (destaque para Sherlock Holmes), mas ganha um peculiar toque sinistro no suspense musical de Tim Burton. O céu, sempre nublado e cinzento apresenta-se como grande responsável pelo tom sombrio da narrativa.

Marte – Watchmen – O Filme

Mais um vindo de Snyder (falo sem medo, ele é o melhor quando se trata de visual), a adaptação dos quadrinhos de Alan Moore ganha cenários autênticos e fieis à história, mas destaca-se o vermelho do planeta Marte. A mistura com o azul luminoso do Dr. Manhattan causa um ótimo efeito.

Como Sucker Punch é um filme onde são as garotas quem chutam traseiros, recordemos aqui outras mulheres que deram trabalho aos vilões:

A Noiva

Na pele de Uma Thurman, a Noiva foi traída por seu grupo criminoso, atacando-a no dia de seu ensaio de casamento. Recuperada, ela vai atrás de cada um deles, enfrentando gangues yakuza, cobras, assassinos, venenos e até uma sepultura. E sempre com estilo…

Trinity

Sempre com apertadíssimo couro preto, Trinity arrebenta programas e agentes com suas invejáveis habilidades marciais, que incluem Kung Fu e Jiu-Jitsu. Também usa muitas armas de fogo e pilota desde motos até helicópteros.

Hit-Girl

Com apenas 12 anos de idade, a letal Hit-Girl é perita em combates corpo-a-corpo, armas de fogo e até espadas. Retalha uma gangue de traficantes e encara sozinha um corredor repleto de mafiosos armados e vê isso como grande diversão. Orgulho de Big Daddy.

Tenente Ripley

Começando como vítima em perigo em grande parte do primeiro filme, a Tenente Ripley transformou-se no desafio supremo dos aliens nos vindouros filmes da franquia. Sigourney Weaver traça a persona correta e adequada – tendo sido indicada ao Oscar pelo segundo filme.

Como parte da divulgação do filme, foram lançados alguns curtas animados, inspirados em elementos e personagens do filme. A animação foi feita por Ben Hibon e é uma boa curiosidade e material de universo expandido. Confira:

As Trincheiras

Dragão

Planeta Distante

Guerreiros Feudais

 

Um pouco sobre o som de Sucker Punch:

Compositor habitual de Zack Snyder, Tyler Bates retorna para trabalhar na trilha original do filme. A lista de faixas ainda não foi divulgada, mas sim uma com canções interessantes, que prometem novas versões de músicas existentes, veja-a:

  1. Sweet Dreams (Are Made Of This) – Emily Browning
  2. Army of Me (Sucker Punch Remix) – Björk featuring Skunk Anansie
  3. White Rabbit” – Emiliana Torrini

  4. I Want It All”/We Will Rock You – Queen with Armageddon Aka Geddy
  5. Search And Destroy – Skunk Anansie
  6. Tomorrow Never Knows – Alison Mosshart and Carla Azar
  7. Where Is My Mind? – Yoav featuring Emily Browning

  8. Asleep – Emily Browning

  9. Love Is The Drug – Carla Gugino and Oscar Isaac

Por enquanto, apenas 30 segundos de cada faixa estão disponíveis, elas podem ser ouvidas aqui:

Sweet Dreams com a voz sexy de Emily Browing é disparado minha preferida.

Bem, o especial acaba por aqui – realmente não sei mais sobre o que falar -, mas aguardemos a crítica do filme, pra ver se todo o esforço visual valerá a pena.

Ficha técnica