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Batalha pelo Oscar 2011 | Parte II | Categorias Técnicas

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E chegamos à parte II do especial sobre o Oscar! Aqui, daremos uma olhada nas sempre interessantes categorias técnicas, sem as quais o filme não seria o mesmo. Vamos lá:

Ajudando a transformar a visão do diretor em realidade, o diretor de fotografia possui um dos mais importantes cargos, analisando luzes, cores, sombras, mise en scène, entre muitos outros… Os indicados são:

A Origem | Wally Pfister

Mais uma vez trabalhando com Christopher Nolan e mais uma vez sendo indicado ao Oscar, Wally Pfister se supera na composição visual do complexo mundo de A Origem. Vale destacar o uso de reflexos e espelhos, que ajudam a simbolizar a constante discussão de sonho e realidade e como a paleta de cores alterna em cada estágio da missão: frios, quentes, pasteis, sombrios, claros…

A Rede Social | Jeff Cronenweth

Mais um exemplo de mistura de tons, só que dessa vez eles se misturam em uma única tomada, como na foto acima, que mistura cores fortes e coloridas em um ambiente quente, em um mise en scène fabuloso que utiliza-se de diversos computadores espalhados pelo cenário e usuários praticamente hipnotizados; simbolizando uma boa amostra sobre o uso excessivo da tecnologia. Sendo Fincher na direção, o filme tem uma aparência de gênero policial…

Bravura Indômita | Roger Deakins 

Grande Deakins, fotógrafo habitual dos irmãos Coen, mais uma vez marca presença nas indicações ao transpor às telas o bem-humorado faroeste de vingança. Deakins apresenta uma paisagem mais bela do que a outra, retratando aquele período com tons pasteis nas cenas diurnas e sombras elegantes nas noturnas, contribuindo para a construção emocional – especialmente no clímax – e visual.

Cisne Negro | Matthew Libatique

A base é praticamente uma só: o constraste entre luz e sombras. A fotografia traduz de forma eficaz essa dualidade, apresentando um tom predominantemente frio e sombrio. Destaco (mais uma vez), os planos em que é possível acompanhar a ação de um personagem e a reação de outro, graças ao espelho.

O Discurso do Rei | Danny Cohen

Não possui muita relevância nas cores ou nas luzes, mas contribue narrativamente na visão do protagonista. Sempre nos cantos da tela, sua falta de orientação muitas vezes é simbolizada pela neblina (nesses casos, temos uma bela fotografia) e os mise en scènes que em diversos momentos, mostram a fraqueza de Bertie perto dos outros personagens.

Ficou de fora: Deixe-me Entrar | Greig Fraser

Predominantemente sombria, as noites geladas do Novo México são capturadas com perfeição e beleza pelo. Tons quentes, posicionamentos estilosos e uma cena de capotagem inesquecível deveriam ter sido lembrados.

APOSTA: Bravura Indômita

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Para povoar a história de personagens e situações, cenários – sejam digitais ou construídos – são essenciais, assim como a equipe que os desenha/projeta antes de construí-los. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Robert Stromberg e Karen O’Hara

Mesmo achando Alice um filme lindo e repleto de cenários maravilhosos, a Academia já premiou Avatar ano passado e dar o prêmio para o novo de Tim Burton sairia repetitivo (como têm acontecido categoria de Figurinos). Ainda assim, são paisagens dinâmicas e psicodélicas.

A Origem | Guy Hendrix Dyas, Larry Dias e Douglas A. Mowat

Predominantemente contemporâneos, os magníficos cenários de A Origem chamam a atenção por sua aparente normalidade, mas logo percebe-se a estranheza de locações (como os paradoxos da escada de penrose) e o esplêndido trabalho de arquitetura, quase sempre oferecendo lugares luxuosos e sofisticados. E, claro, todos eles (menos o surreal Limbo) foram construídos de verdade. Clique aqui para mais cenários.

Bravura Indômita | Jess Gonchor e Nancy Haigh

Recriar o Velho Oeste nunca é fácil (se errado, o filme pode se tornar um desastre), mas a equipe de Bravura Indômita faz um trabalho autêntico. A pequena cidade em que se passa grande parte da trama é quase palpável devido a tamanha atenção aos detalhes, mas também como os diretores fazem bom uso dela, sempre mostrando-a de diversos ângulos. As demais paisagens, são excelentes e ganham atenção especial pela fotografia de Roger Deakins.

O Discurso do Rei | Eve Stewart e Judy Farr

A Inglaterra do Século XVIII é bem recriada aqui, acertando nos objetos de cena – como telefones e pratarias – e nos luxuosos cômodos do Rei George VI. No entanto, a produção poderia ter feito uso melhor deles, considerando que muitas cenas se passam no consultório de Lionel (bem simples) e os verdadeiros cenários luxuosos que caracterizam a monarquia aparecem pouco.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1Stuart Craig e Stephenie McMillan

É bom ver a saga de Harry Potter ganhando reconhecimento por seus grandiosos cenários. No design do penúltimo filme, destaca-se o Ministério da Magia, presente desde o quinto filme (mas esnobado na categoria), apresentando um visual dark, meio de época e gótico. Os outros cenários também são caprichados.

Ficou de Fora: Ilha do Medo

Com imensos valores técnicos, o suspense de Scorsese destaca-se por – além de muitos outros fatores, obviamente – seus caprichados cenários e paisagens, de época, mas com um leve toque sinistro; quase gótico, alguns chegando a ser labirínticos (com a Ala C). A computação gráfica ajuda sutilmente, a criar ambientes memoráveis.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

Se há um departamento que é essencial – e também um dos meus preferidos – é a montagem. É preciso habilidade para montar o filme, lhe fornecer o ritmo e tom apropriado e, claro, eliminar cenas desnecessárias. Os indicados são:

127 Horas | John Harris

Tiremos o elefante da sala: 127 Horas roubou a indicação de A Origem. Deixando a polêmica de lado, a edição do longa de Danny Boyle é trabalhosa por focar-se em um único personagem ao longo de quase todo o filme. Ágil e dinâmica, é um trabalho que brinca com as possibilidades e desejos de Aron, exibindo flashbacks e telas divididas.

A Rede Social | Kirk Baxter e Angus Wall

Elegante e rápida, a edição de A Rede Social preserva os extensos diálogos entre os personagens, ao fazer um belo uso de ação e reação. Mas o destaque é por, constantemente, apresentar flashbacks e flashfowards, que mostram a criação do Facebook ao mesmo tempo em que seu fundador é processado em 2 processos legais – característica do roteiro, que fica ainda melhor nas telas.

Cisne Negro | Andrew Weisblumg

A montagem aqui é usada relativamente pouco. Não entenda mal, o longa é eficaz em sua edição, mas o diretor preserva algo que eu gosto muito: planos-sequência, tomadas longas sem cortes. Quanto a edição, vale destacar a cena da balada ao efeito de ecstasy, que torna-se quase assustadora, além de conter frames de pouquíssimos segundos do Cisne Negro e outras “surpresas”.

O Discurso do Rei | Tariq Anwar

Muito comum, a montagem oferece alguns momentos de verdadeira maestria. Os melhores, aqueles em que várias cenas são intercaladas, como a sequência de treinamento de fala (o uso do sofá como mudança de cena é magnífico) que mescla-se com os primeiros discursos do protagonista.

O Vencedor |  Pamela Martin

A montagem aqui é bem simples, mas as cenas de luta ganham destaque por serem editadas como um programa de TV, dando uma sensação de realismo e imersão à cena maior. A Academia adora esse tipo de trabalho – vide Rocky e Touro Indomável -, mas acho um bom trabalho e só.

Ficou de Fora: A Origem | Lee Smith

Impressionante como a edição de A Origem foi esquecida. Lee Smith teve trabalho ao juntar todas as linhas narrativas – que incluem 4 níveis de sonhos simultâneos – e dar-lhes ritmo, nunca tornando o longa cansativo. Talvez seja muito complexo para a Academia…

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A menos que seja um filme pornô, os atores precisam de roupas; que variam de época, tamanho e estilo, adequando-se à sua narrativa e ao personagem. Os indicados são:

Alice no País das Maravilhas | Colleen Atwood

Mesclando o universo fantasioso de Lewis Carrol com a visão maluca de Tim Burton, Atwood desenvolve figurinos espetaculares que, não só são lindos, mas também obedecem a uma estética específica, como por exemplo o vestido que Alice usa quando vai alternando seu tamanho.

Bravura Indômita | Mary Zophres

Aqui temos figurinos de velho oeste autênticos (vide a piada de De Volta para o Futuro 3) e caprichados. A maioria casacos escuros e pesados, mas também belos vestidos da época, um berrante uniforme Texas Ranger usado por Matt Damon e um estúpidamente divertido traje de urso. Um ótimo trabalho.

O Discurso do Rei | Jenny Beavan

Figurinos de realeza! Sempre conquistam a estatueta – merecidamente -, mas acho que esse ano a tradição muda. O guarda-roupa de O Discurso do Rei oferece vestuários de época autênticos e caprichados, com destaque às roupas de Helena Bonham Carter. O problema, é que Alice é um candidato mais forte e superior.

I Am Love | Antonella Cannarozzi

Bem contemporâneos, diga-se de passagem, o figurino de I Am Love é estiloso, mas não merecia a indicação. Dentre os exemplos que vi, não achei nada de espetacular ou acima da média. A Origem e A Rede Social ofereciam ternos mais bacanas…

The Tempest | Sandy Powell

A veterna Sandy Powell costura vestimentas bacanas nessa nova adaptação do conto de Shakespeare. São competentes, não vi grande coisa – a menos no principal traje de Helen Mirren, que é bem feito.

Ficou de Fora: Cisne Negro

A maioria dos vestimentos são contemporâneos, merecendo atenção aos belos trajes de balé usados por Nina ao longo da produção. Mais do que puro enfeite, o figurino também respeita a necessidade narrativa, ao apresentar a personagem de Lily apenas com roupas pretas, destacando sua personalidade sombria.

APOSTA: Alice no País das Maravilhas

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

A arte de enfeitar e disfarçar um artista, resultando em uma transformação do personagem, seja para envelhece-lo ou transformá-lo em um monstro. Os indicados são:

Caminho da Liberdade | Edouard F. Henriques, Greg Funk e Yolanda Toussieg

Não vi o filme, mas percebi maquiagens decentes aplicadas em alguns personagens. Ed Harris conseguiu uma barba convincente e as queimaduras de sol em Jim Sturgess o disfarçam completamente. Mas não é nada espetacular a ponto de levar a estatueta.

O Lobisomem | Rick Baker e Dave Elsey

O mestre das maquiagens ataca novamente! Rick Baker, especialista em filmes de monstros, empresta seu talento à composição da nova versão do Lobisomem. Perfeita, o trabalho é a melhor coisa do longa. Já ganhou. Se perder, é absurdo.

Minha Versão para o Amor | Adrien Morot

Certo, colocaram uma barba no Paul Giamatti. Uma barba (!) garantiu uma indicação ao Oscar… Brincadeiras a parte, como o filme ainda não estreou por aqui, fica a dúvida se a trama possui algum salto temporal, envelhecimento do protagonista, etc.

Ficou de Fora: Alice no País das Maravilhas

Realmente, achei que as bizarrices de Tim Burton seriam indicadas este ano. Johnny Depp ficou irreconhecível, e a maquiagem aplicada é relativamente simples.

APOSTA: O Lobisomem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Minha Versão do Amor

Dando vida ao que não existe, a equipe de efeitos visuais trabalha para criar personagens e ambientes digitais, buscando o realismo perfeito. Os indicados são:

Além da Vida

Não assisti o novo filme de Clint Eastwood, mas o barulho provocado pela cena do Tsunami chegou aos meus ouvidos e pude conferir alguns trechos dela no Youtube e gostei do resultado, bem orgânico. Mas não é por uma cena boa que se garante a estatueta…

Alice no País das Maravilhas

Alice é mais um Avatar; um mundo bizarro e fantasioso criado a partir de computadores, mas que funciona perfeitamente bem em cena. Alguns personagens digitais – como o Gato de Chenrise, da foto – ficaram excelentes, mas o cavaleiro vivido por Chrispin Glover é claramente reconhecível como efeito digital. A cabeça gigante de Bonham Carter ficou bacana também.

A Origem

Na minha opinião, o melhor efeito da categoria. Não só por serem visualmente perfeitos, mas por serem usados de maneira adequada no filme, contribuindo à narrativa e não aparecendo apenas para mostrar o tamanho do orçamento. Os efeitos são perfeitos, destacam-se o Limbo e a rua dobrada de Paris.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Não achei os efeitos visuais do sétimo Harry Potter grande coisa, mas reconheço o progresso na criação de criaturas digitais, como os elfos Dobby e Monstro. Os dois são o ponto alto no CG do filme, que às vezes soa um tanto mal feito, como na cena em que os dementadores aparecem.

Homem-de-Ferro 2

Continuando a mesma técnica do filme anterior, a armadura do herói-título é completamente feita por computação gráfica, mas dessa vez temos muito mais robôs, chicotes elétricos, entre outros. Não me entenda mal, são bons efeitos, no entanto é fácil encontrar defeitos e algumas criações não ficam perfeitas; ainda acho que a interação armadura-ator precisa melhorar.

Ficou de fora: Cisne Negro

Aplicados de maneira sutil e orgânica, os efeitos digitais de Cisne Negro complementam a trama ao criar imagens perturbadoras e oníricas sobre cisnes e a obsessão da protagonista. São pouco usados no longa, mas funcionam perfeitamente.

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Alice no País das Maravilhas

E a Parte II acaba aqui, mas aguardem que ainda tem mais! Amanhã publicarei a terceira parte, sobre os Sons e Músicas que concorrem. Até lá.

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Análise Blu-ray: A ORIGEM

Posted in Análise Blu-ray with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

Disco 1

O Filme

Não há dúvidas, é o melhor filme de 2010. Um espetáculo de ideias e cenas de ação arrebatadoras que constroem um entretenimento genuíno e inteligente, resultando no filme mais original dos últimos anos. Crítica

Extraction Mode

Todos os Blu-rays da Warner possuem a opção interativa de assistir ao filme e, em certos momentos, ser informado como a cena foi realizada, curiosidades, etc. Em A Origem, esse acessório funciona muitíssimo bem (as animações de transições entre filme e documentário são ótimas) e o material informativo é satisfatório.

Acompanhamos o desenvolvimento das espetaculares cenas de ação, design dos cenários, processo de criação da história, a sensacional música de Hans Zimmer e o trabalho para “distorcer” a gravidade nas cenas do hotel. Vale destacar como os efeitos visuais foram usados de maneira sutil; Christopher Nolan mostra sua obsessão em filmar o máximo possível, usand0 CG apenas quando não tinha jeito; o limbo e a rua dobrada em Paris são os grandes exemplos da “cacetada” de efeitos visuais.

É um excelente material extra.

Disco 2

Dreams: Cinema of the Subconscious

O ator Joseph Gordon-Levitt (Arthur) e uma leva de psicólogos e médiuns, mergulham nos estudos sobre os sonhos. É um documentário muito interessante e curioso, apresentando relatos sobre a influência dos sonhos na vida real, o que leva as pessoas a terem certos sonhos, os pesadelos e até como controlar o que você sonha (os chamados sonhos lúdicos). É realmente um ótimo complemento.

Animação: The Cobol Job

O prólogo de A Origem é aquela HQ que a Warner disponibilizou na internet antes de o longa estrear  nos cinemas, só que animada e com trilha sonora de Hans Zimmer. A trama é muito bem elaborada e interessante, ajudando a esclarecer melhor o que Cobb e Arthur queriam em sua Extração de Saito no começo do filme.

Trilha Sonora de Hans Zimmer em 5.1

Basicamente, ao comprar este blu-ray você ganha de brinde a trilha sonora do filme. Este extra permite ouvir as 12 faixas (11, já que falta uma do CD) compostas por Zimmer para o filme, em som 5.1. É ótimo ouvir a trilha sonora, mas é que ela simplesmente toca em um fundo preto; dava pra colocar uma imagem né?

Extras: Desenhos de produção e campanha de marketing

É um título auto-explicativo. Aqui temos duas galerias; uma que contém todos os pôsteres e banners do filme e a outra, diversos desenhos de produção de Guy Hendrix Dyas que mostram os conceitos de cenários e algumas cenas do filme. Pra quem se interessa, é um prato cheio.

Trailers e Tv Spots

Apresenta aqui os três ótimos trailers do filme e 10 comerciais de TV, que embora sejam empolgantes, são muito repetitivos e apresentam um tom diferente ao filme.

Nota Geral:

A Origem é um blu-ray essencial para qualquer cinéfilo que se preze. A qualidade da imagem é ótima e o som é altíssimo, e os extras são caprichados e informativos. Obrigatório.

Preço: R$ 89,90

A ORIGEM: Sonhos em tempo real

Posted in Fan Boys with tags , , , , , , on 7 de dezembro de 2010 by Lucas Nascimento

Algum fã criativo e desocupado de A Origem fez uma montagem em vídeo brilhante que junta as quatro camadas de sonho da missão da Inserção do filme em tempo real, comprimindo e aumentando velocidades de maneira impecável. Se já viu o filme, assista o vídeo:

Falando em Inception, o blu-ray/DVD do filme do ano sai na Quinta-Feira (09/12) para locação e venda. Aguarde a análise aqui.

Luz, Câmera… Porrada! | Especial OS MERCENÁRIOS

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O aguardado filme de ação de Sylvester Stallone chega nos cinemas, sendo marcado por um elenco de sonhos de todo fã de ação, filmagens no Brasil e algumas polêmicas. Acompanhe esse especial:

Making Of

A intenção de Sly (apelido popular de Sylvester Stallone), era reunir um grande elenco de astros de pancadaria para um filme de ação à moda antiga, ou seja, não haverão inovações e sim muitos clichês; mas pra um fã de ação, quem vai ligar, certo?

Parte das filmagens do filme aconteceram no Brasil, no Rio de Janeiro, em Março do ano passado; o cenário do filme é um país fictício. Houve uma polêmica recentemente depois de uma brincadeira sem graça levada a sério demais por aqui. Esquentando a chapa, a O2 Filmes acusou a produtora Millenium de ter deixado uma dívida de 3 milhões. A produção desmentiu a acusação; resta escolher em quem você acredita.

Personagens

Conheça os principais valentões de Os Mercenários:

1. Dan Pine (Steve Austin): Guarda costas do agente da CIA James Monroe.

2. Toll Road (Randy Couture): Especialista em demolições do grupo.

3. Gunnar Jensen (Dolph Lundgren): Atirador sniper da Suécia. Já encarou Stallone em Rocky IV, como o lutador soviético Ivan Drago.

4. Yin Yang (Jet Li): Expert em artes marciais, Yin Yang sempre se aproveita de sua vantagem de ser “pequeno”.

5. Barney “The Schizo” Ross (Sylvester Stallone): Veterano de Operações Especiais dos EUA, Barney é o líder da equipe e especialista em qualquer tipo de combate.

6. Lee Christmas (Jason Statham): Ex-Membro da Cavalaria Aérea americana, Lee é o segundo no comando na equipe; sendo grande amigo de Barney e especialista em combates corpo-a-corpo e com facas.

7. Hale Caesar (Terry Crews): Melhor amigo de Yin, é o alívio cômico da equipe (basta olhar a carreira do comediante) e especialista em armas pesadas.

8. Tool (Mickey Rourke): Ex-Mercenário (Expendable) da equipe de Barney, Tool passa seus dias de aposentadoria vendendo armas de fogo e fazendo tatuagens em seu próprio negócio.

9. Sr. Church (Bruce Willis): Misterioso sujeito que contrata os Mercenários para sua missão. Só possuí uma cena, que dividirá com Sly e Arnold Schwarzennegger.

10. Trench (Arnold Schwarzenneger): Não está na foto, mas vamos contar com sua presença “em espírito”. Trench é um antigo rival de Barney, e ex-líder da equipe original.

Medidor de pancadaria

Uma pequena análise sobre alguns filmes da carreira do trio principal de Os Mercenários:

Boom: Grandes cenas de ação

Confira abaixo algumas cenas de ação que eu acho espetaculares!

Perseguição na via expressa (Matrix Reloaded) 

Sem dúvida uma das melhores perseguições de carros de todos os tempos. Os heróis Morpheus e Trinity tentam fugir com o Chaveiro dos enigmáticos personagens Gêmeos. Atraem a atenção da polícia com tiros, destroem carros, roubam motos e terminam com uma espetacular colisão entre dois gigantescos caminhões. Excelente, sem mencionar a empolgante trilha sonora.

Sonhos dentro de sonhos (A Origem)

Podem me criticar por ser recente demais, mas a missão da equipe de Cobb encara três sonhos em três ambientes completamente diferentes; um hotel que perde sua gravidade, ruas castigadas por uma chuva forte e uma invasão a uma fortaleza na neve. Detalhe; tudo ao mesmo tempo. Coisa de gênio.

O Dia-D ( O Resgate do Soldado Ryan)

Nunca uma batalha de guerra havia ganho um tratamento assim. O realismo cru e frio da abertura do filmaço de Steven Spielberg é perturbador, as mortes violentas e o som é ensurdecedor. Um caprichado trabalho de montagem e de direção, que nos dá uma ideia do quão aterrorizante deve ter sido esse ataque. Nunca haverá uma cena como essa na história dos filmes de guerra.

Perseguição em Madagascar (007 – Cassino Royale)

Não foram carros velozes ou bugigangas bizarras que provaram a competência física de Daniel Craig como James Bond em sua reinvenção; foi uma sensacional perseguição a pé. Atravessando construções, guindastes e hotéis; o agente não mede esforços para capturar um fabricante de bombas (vivido pelo free runner profissional Sebastien Foucan). Um verdadeiro balé de manobras e saltos.

Os Últimos Grande Heróis

John McClane

Protagonizando quatro filmes da série Duro de Matar, o policial vivido por Bruce Willis é com certeza um dos melhores heróis de ação de todos os tempos. Têm muito senso de humor, bordões memoráveis e sabe o que fazer quando tem uma arma.

James Bond

Tendo sido interpretado por seis atores, o melhor e mais famoso espião de todos os tempos é o tipo “mulheres querem transar com ele e homens querems ser igual a ele”. Protagonizou a maior franquia da história do cinema; até agora são 22 filmes, e a série ainda está longe de acabar.

Indiana Jones

Suas aventuras atrás dos maiores tesouros da civilização são as melhores do gênero. O chapéu e o chicote são marcas registradas, Harrison Ford interpreta  o arqueólogo cheio de personalidade e senso de humor. Clique aqui para entender como o herói encara uma ameaça.

Rocky Balboa

Não é o único personagem memorável vivido por Stallone (há também John Rambo), mas é o mais crível e realista, sendo muito mais fácil de se identificar. Lutando nas ruas e nos ringues, encarando lutadores egocêntricos e, até mesmo artificiais, Rocky pode não ter matado ninguém, mas é ícone do cinema de ação.

O Exterminador

De vilão no primeiro filme para herói no segundo, o robô quase indestrutível é meu personagem favorito de Schwarzenegger. Acerta por conseguir dar humanidade a uma máquina, desenvolvendo-o e, é claro, chutando bundas em ótimas cenas de ação. Desculpe, eu tenho de dizer isso: Hasta la vista, Baby.

Bem, o especial vai ficando por aqui, mas pretendo assistir a Os Mercenários essa semana. Aguarde pela crítica!

| A Origem | Labirinto complexo e inteligente

Posted in Ação, Aventura, Cinema, Críticas de 2010, Drama, Ficção Científica, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 7 de agosto de 2010 by Lucas Nascimento


Gravidade zero: Cena do corredor móvel entra para a História

Antes de começar a falar sobre o filme, deixa eu me certificar de que o despertador está ativado, me beliscar… É, tudo certo. Muito pouco se sabia sobre o projeto de Christopher Nolan, ele é referido popularmente como “aquele que o Dicaprio invade os sonhos”. Não que seja tão simples assim, mas é recomendável que você não saiba nada além disso; a surpresa é um fator constante durante a projeção.

Tomando elementos de diversos gêneros e subgêneros, especialmente o “heist movie”, A Origem (palmas para a tradução tosca de “Inception) é mais complexo e complicado do que parece, mas ainda assim, perfeitamente compreensível se você dedicar a atenção necessária. Genial, oferece um exercício de narrativa fabuloso (sonhos dentro de sonhos) e ideias originais. Do início ao fim, é sempre trabalho do espectador entender o que está acontecendo; principalmente na cena final.

Não apenas com ótimas ideias e conceitos verdadeiros (quem nunca teve um “chute” de sonho?), Nolan dá pulso ao filme com boas cenas de ação, visuais espetaculares e uma estética impressionante que, sem trocadilhos, sonha alto. Os sonhos não são tão malucos quanto você pode imaginar, aliás o ambiente precisa ser apropriado para o roubo (ou inserção) ocorrer com eficiência, trabalho de um dos membros da equipe.

 
Réquiem para um Sonho: Cobb ensina a Ariadne os truques do mundo dos sonhos

Leonardo DiCaprio lidera o elenco com seu perturbado Cobb, trabalho que conduz com maestria e talento; mostrando que ainda é um ótimo ator merecendo de um oscar na estante… Ellen Page assumi com carisma o papel da Arquiteta, Joseph Gordon-Levitt se sai bem como o Armador e Tom Hardy diverte como o Falsificador. Ken Watanabe, Marion Cottilard e Cillian Murphy (ator que merece destaque) agradam como coadjuvantes, e o roteiro magnifíco nunca se esquece da devida atenção a cada um deles.

Magnífico aliás, são os valores técnicos da produção. Os efeitos visuais estão sempre presentes, mas de maneira bem sutil e realista. Mais uma vez comandanda por Wally Pfister, a fotografia é sensacional e difere de paisagens urbanas até montanhas cobertas de neve. O montador Lee Smith também teve trabalho; sempre ágil nas cenas de ação, merece créditos por editar cenas que envolvem ações paralelas em sonhos diferentes. Para fechar, a trilha sonora de Hans Zimmer está excelente e provocadora como sempre.

Nos tempos em que blockbusters só se preocupam em explosões e fazer dinheiro, Christopher Nolan apresenta um trabalho inovador, empolgante e muito inteligente; buscando novos meios de contar histórias e desenvolvendo metódos tradicionais. Realmente, A Origem é o sonho de todo amante do bom cinema.

Sweet Dreams: Especial A ORIGEM

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Um dos filmes mais esperados do ano e aquele que promete também ser o melhor e mais criativo. Acompanhe o especial sobre o mais novo filme de Christopher Nolan.

O Misterioso Projeto de Christopher Nolan

A ideia para A Origem veio do fascínio de Nolan pelos sonhos e seus estudos. O conceito original de dividir um sonho em um mundo e ter esses sonhos e pensamentos roubados foi a diparada para o início do projeto.

Antes tido como um filme de terror ( mas depois transformado em thriller), Nolan escreveu um roteiro prévio de 80 páginas, custando de 9 a 10 anos; mas teve de ir pra gaveta por não se adequar aos padrões da época e o diretor foi trabalhar com filmes grandes, como Batman Begins e O Cavaleiro das Trevas. Nas palavras do diretor “Ao se tratar de sonhos, o potencial da mente humana é infinito, então a escala do filme tem que ser infinita. Tem que parecer que ele pode ir para absolutamente qualquer lugar ao fim do filme.” Ou seja, o orçamento teria que ser grande…

Mas nem a metade do absurdo de Avatar, que chegou aos 500 milhões de dólares. A Origem custou 200 milhões, foi filmado Tóquio, Los Angeles, Marrocos, Paris, Canadá e Inglaterra.

Mas pelo visto, o esforço valeu a pena. Além de um resultado satisfatório nas bilheterias (o filme encontra-se atualmente liderando nos EUA por sua terceira semana consecutiva), a recepção crítica do filme foi arrasadora, rendendo muitos elogios e dando início a inúmeras discussões e apostas para o próximo Oscar.

Personagens

Dom Cobb (Leonardo DiCaprio)

Profissão: O Extrator

Função: Especializa-se na segurança do subconsciente, roubando ideias de seus clientes.

O que sabemos: Depois de muitas missões que o tornaram um dos melhores Extratores do mundo da espionagem industrial, o trabalho da Inserção poderá ser sua chance de redenção, podendo retomar tudo o que será perdido.

 

  

 

Arthur (Joseph Gordon-Levitt)

Profissão: O Armador

Função: Responsável por pesquisar sobre os alvos do grupo.

 O que sabemos: Sócio de Cobb há algum tempo (como a HQ The Cobol Job sugere), Arthur é o principal companheiro do líder da equipe.

 

 

 

 

 

Ariadne (Ellen Page)

Profissão: A Arquiteta

Função: Constrói e projeta o mundo dos sonhos.

O que sabemos: Foi contratada por Cobb por recomendação do Professor Miles (Michael Caine), que ensinou os segredos de Extração para Cobb. 

 

 

 

Eames (Tom Hardy)

Profissão: O Falsificador

Função: Personifica o alvo no mundo dos sonhos e forja uma identidade física.

O que sabemos: Até agora, nada.

 

 

 

 

 

 

Mallorie Cobb (Marion Cottilard)

Profissão: A Sombra

O que sabemos: Esposa de Cobb, ela não tem uma função especificada na equipe, mas aparece constantemente nos sonhos de seu marido.

 

 

 

 

 

Marketing Inteligente

 

Uma coisa é certa: Os filmes de Christopher Nolan sempre rendem uma ótima campanha publicitária. Basta lembrar do barulho que os sites de O Cavaleiro das Trevas fizeram em 2007 e 2008, todos muito bem produzidos e até com jogos interativos de verdade (houve uma “caça ao tesouro na Av. Paulista).

Com A Origem não foi diferente. Não só conseguiu chamar a atenção e não revelar quase nada sobre o filme; o resultado sem dúvida será uma experiência imprevisível e misteriosa…

Em seu novo projeto, vale destacar o jogo online Mind Crime, onde você é um extrator que caminha por um mundo virtual evitando “policiais” e a eficiente HQ online The Cobol Job, que serve de prelúdio para o filme.

Tecnologia antiética

A tecnologia é usada para invadir sonhos e mentes em A Origem. Para que outros fins antiéticos ela já foi utilizada?

Laranja Mecânica

Testada no deliquente Alex, o Tratamento Ludovic é uma cruel forma de lavagem cerebral. Amarrado com camisa-de-força, pálpebras presas para sem manterem abertas e sob o efeito de drogas, o “paciente” é forçado a assistir imagens violentas e pertubadoras, causando uma experiência próxima da morte. 

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças

Todo mundo já quis esquecer desesperadamente de uma pessoa. A Corporação Lacuna oferece essa possibilidade: o tratamente de amnésia lacuna, que apaga, literalmente, todas as lembranças de determinada pessoa da mente humana.

Matrix

É mais um caso de tecnologia x humanidade. O interessante é a própria Matrix, criada pelas máquinas (mais especificamente, o Arquiteto) para simular o mundo real e aprisionar os humanos, sem saberem do realmente se trata. Uma ótima versão moderna do Mito da Caverna de Platão.

A.I. – Inteligência Artificial

Uma premissa muito interessante que poderia ter sido melhor aproveitada. No filme dirigido por Spielberg, robôs idênticos à humanos podem ser comprados; uma família compra um deles para assumir o lugar de seu filho falecido. Argumento poderoso.

Bem, o especial vai ficando por aqui, não quero revelar muita coisa sobre o filme porque realmente não há muito o que dizer sem entregar spoilers e eu, assim como vocês (espero eu), quero ter uma grande surpresa no cinema. Aguardem pela crítica!

Primeira olhada: A Origem

Posted in Primeira Olhada with tags , , , , , , , , , on 13 de maio de 2010 by Lucas Nascimento

O novo filme de Christopher Nolan, A Origem, promete ser um dos grandes filmes do ano. O problema é que muita gente não entendeu muito bem a trama (pra ser sincero, nem eu). Vou fazer este post para que possamos entender melhor esse misterioso projeto.

  Dom Cobb e sua equipe roubam ideias dentro dos sonhos

O sensacional novo trailer já ajuda a ter uma ideia melhor sobre a história. Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) e sua equipe invadem sonhos e roubam ideias, é possível notar uma máquina dentro de uma maleta que auxilia no roubo. É um processo ilegal chamado de Extração. Há também a menção de um mundo de sonhos e que nele, você pode fazer o que quiser (tome como exemplo o final do último trailer). O que acontece no filme, é que Cobb deve fazer o oposto, que é inserir uma ideia dentro de uma mente e essa missão pode, sabe-se la como, levá-lo de volta para sua amada (Marion Cottilard).

  Dom Cobb e Freddy Krueger são personagens semelhantes

Os cenários, locações e visual são impressionantes, assim como as cenas de ação. Uma compração interessante pode ser feita entre o personagem Freddy Krueger e Dom Cobb. Ambos são capazes de invadir sonhos e fazer o que quiserem dentro dele. A diferença é que A Hora do Pesadelo é um terror e A Origem é uma ficção científica bem mais inteligente. Podemos dizer que é A Hora do Pesadelo com cérebro.

Se o filme der certo, Christopher Nolan pode entrar na lista dos maiores diretores de cinema da atualidade, mas na minha opinião, já está.

Confira o mais recente trailer abaixo:

A Origem tem estreia marcada para Agosto no Brasil.