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Traços da Ressaca | Especial SE BEBER, NÃO CASE!

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

Hang

A estreia de Se Beber, Não Case! Parte III já é na próxima sexta. Assisti ao filme na cabine de imprensa e, realmente, a fórmula tradicional dos dois primeiros não está lá. Com mais detalhes em minha crítica, deixo aqui uma comparação entre o primeiro e segundo filme da trilogia de Todd Phillips, analisando alguns aspectos em comum. Confiram:

(Spoilers, MUITOS spoilers)

SE BEBER, NÃO CASE! (2009)

Cenário: Las Vegas, EUA

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O Desaparecido: Doug, o noivo

doug

A Noiva: Tracy

tracy

Música do Danzig na Abertura: Thirteen

Música do time lapse: “Yeah”, de Usher (vídeo junto ao Despertar)

Música do Despertar: “Fever”, de The Cramps

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: Concussão na cabeça

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Sacanagem do Alan: Simula a masturbação de um bebê

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Merda que o Stu faz: Arranca o próprio dente

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Prostituta da vez: A stripper Jade

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Ponta do Bryan Callen: O casamenteiro Eddie

eddie

Animal: Tigre do Mike Tyson

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Música cantada por Mike Tyson: “I can feel it in the air”

Canção do Stu: “Doug”, no piano

Evidência em video da noitada: Câmeras de segurança do Mike Tyson

mike

O Gângster: Sr. Chow

chow

Causa da perda de memória: Os “roofies” comprados erroneamente por Alan

Momento ousadia irrelevante: Faturar 80.000 dólares para criminosos contando cartas, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido.

card counting

Paradeiro do sumido: Terraço do Ceaser’s Palace

rooftop

Danos ao sumido: Queimaduras de sol

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo deserto de Las Vegas a bordo do carro dos Garner

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Fotos: Na câmera de Stu

cam

Música do Flo Rida nos créditos: Right Round

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011)

Cenário: Bangcoc, Tailândia

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O Sumido: Teddy, o cunhado

teddy

A Noiva: Lauren, noiva de Stu

lauren

Música do Danzig na abertura: Black Hell

Música do time lapse: “Monster”, de Kanye West, Rick Ross, Jay-Z, Bon Iver e Nicki Minaj

Música do despertar: “The Beast in Me”, de Johnny Cash

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: É baleado por traficantes russos

shot

Sacanagem do Alan: Simula sexo oral entre um idoso e um macaco

monk

Merda que o Stu faz: Tatua o rosto

tattoo

Prostituta da vez: O travesti Kimmy

kimmy

Ponta do Bryan Callen: O traficante Samir

samir

Animal: O macaco traficante

monkey

Música cantada pelo Mike Tyson: “One Night in Bangkok”

Canção do Stu: “Alantown”, no violão

Evidência em video da noitada: Celular do tatuador

cell

O Gângster: Kinglsey (kind of)

kingsley

Perda de memória: A bizarra mistura de remédios e laxante de Alan

Momento Ousadia Irrelevante: Se meter numa perseguição de carro para recuperar um macaco com código para criminosos, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido

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Paradeiro do sumido: Elevador enguiçado do hotel

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Danos ao sumido: Amputação do dedo anular

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo Golfo da Tailândia a bordo da lancha do sr. Chow

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Fotos: No Iphone de Teddy

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Música do Flo Rida nos créditos: Turn Around

Não é difícil encontrar as semelhanças entre os filmes, certo?

Se Beber, Não Case! Parte III estreia no dia 30 de Abril. A crítica sai amanhã!

| Se Beber, Não Case! Parte II | Um remake internacional

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 29 de maio de 2011 by Lucas Nascimento


Dejà vu: O “Bando de Lobos” e o Sr. Chow em mais confusões desmemorizadas

Em certo ponto do filme (aliás, vários), um dos personagens melancolicamente pronuncia: “Não acredito que está acontecendo de novo”. Sinceramente, quando fiquei sabendo de que seria feita a sequência para a brilhante comédia de 2009, não esperava que tudo acontecesse de novo e sim uma estrutura narrativa diferente.

O filme traz de volta os amigos Phill (Bradley Cooper), Stu (Ed Helms), Alan (Zach Galifianakis) e Doug (Justin Bartha), que agora viajam para a Tailândia, onde o dentista Stu vai se casar com a bela Lauren (Jamie Chung). No entanto, as coisas dão errado durante a despedida de solteiro e o irmão da noiva agora é o desaparecido da vez. Os três tentam relembrar o que fizeram na noite passada, dessa vez na exótica Bangcoc.

Pois é, exatamente igual ao primeiro não? Troque Las Vegas por Bangcoc e você tem Se Beber, Não Case! Parte II, que repete a mesma fórmula e estrutura do original. Há o prólogo da ligação desesperada (que eu acho brilhante em ambos os filmes), os créditos de abertura, flashback para os planos de casamento, bebedeira, acordando de uma ressaca sem memória alguma em um quarto destruído… Faltou originalidade dos roteiristas, que apostam grande parte de seu humor em piadas preconceituosas, apelativas e… macacos. Eu não sei quanto a vocês, mas não vejo a menor graça em um macaco traficante que é viciado em cigarros.

O diretor Todd Phillips até repete alguns ângulos e enquadramentos do primeiro filme (como a sequência do elevador e o plano final das fotos), provavelmente tentando “homenagear” o primeiro filme, mas acaba transformando-se em uma espécie de remake internacional. No entanto, a fotografia acerta em retratar Bangcoc como um lugar perigoso e mortal, usando-se de cores acizentadas e luzes fortes, o que contribui para a sensação de perigo.


Ah sim, temos fotos ainda mais constrangedoras do que as do primeiro filme

O elenco (ou parte dele) pelo menos continua com seu charme. Zach Galifianakis ainda é divertidíssimo com seu barbudo Alan, agora mais infantil do que nunca (a cena do choro é ótima). Já Ed Helms, entrega seu Stu ao caricato e gritos afeminados, exagerando nas caretas e agindo de modo simplesmente estúpido (mas a tatuagem foi uma boa ideia). Bradley Cooper continua o estilo sossegado e Justin Bartha tem tanto destaque aqui quanto no primeiro filme. E claro, temos Ken Jeong como o impagável Sr. Chow, agora ajudando o “bando de lobos”.

Mesmo com essa quantidade enorme de defeitos, confesso que não foi uma viagem ruim. Um dos elementos do primeiro filme que, felizmente, está de volta é a sensação de perigo. Tirando todas as piadas, tanto o primeiro Se Beber, Não Case! quanto a continuação resultariam em um eficiente thriller e em Bangcoc o perigo é muito maior; senti verdadeiro remorso de algumas situações enfrentadas pelos personagens (a pior delas envolvendo um travesti) e esse talvez seja o grande trunfo da continuação: o medo e preocupação do espectador pelo grupo.

Se Beber, Não Case! Parte II repete exatamente a mesma estrutura do original, apostando em piadas pouco inspiradas e crueis, perdendo o elemento de surpresa presente no primeiro filme. Mas Phillips aumenta o perigo da trama e Zach Galifianakis continua afiado na arte da fazer rir. Só por isso já vale a visita, mesmo que você já saiba o filme inteiro.