Arquivo para stellan skarsgard

| Cinderela | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

cinderella
Lily James é Cinderela

Quando tivemos o anúncio de que Kenneth Branagh dirigiria uma versão live action do clássico Cinderela, acredito que não estava sozinho quando deduzi ser uma ideia desnecessária. Não só a animação da Disney se sustenta sozinha até hoje, como também a icônica história já ganhou diversas interpretações e reimaginações ao longo dos anos (sério, confiram o absurdo de adaptações aqui) levando muitos a se perguntarem o que Branagh poderia trazer de novidades. A resposta: nada. Mas justamente por se ater à história em sua pura forma, seu filme funciona maravilhosamente bem.

A trama… Precisa mesmo? Explicar essa história? OK, não custa nada. Chris Weitz assina o roteiro, que nos apresenta à jovem Ella (Lily James) a partir do momento em que sua mãe (Hayley Atwell) falece subitamente, deixando-a sozinha com seu pai (Ben Chaplin). Posteriormente, ele se casa com uma viúva (Cate Blanchett) que se torna a madrasta de Ella, levando também suas duas filhas para a casa da moça. Vivendo como uma criada doméstica após a morte do pai, Ella acaba conhecendo um Príncipe (Richard Madden) na floresta, e o resto é história.

Fada Madrinha! Carruagem de abóbora! Baile! Sapatinho de cristal! Tudo e mais um pouco estão aí, sem exceção. Weitz respeita cada virada da história, acrescentando algumas boas subtramas (como a relação entre a Madrasta e o Grão Duque vivido por Stellan Skarsgard) e uma constante martelada na lição de moral que prega “coragem e gentileza”, que – mesmo repetindo-se com assustadora frequência – ajuda a envolver todas as pontas da história, já que diferentes personagens passam a adotar tal filosofia.

Branagh não se arrisca com pretensões estilísticas (como seu uso descontrolado do ângulo holandês em Thor), mas é capaz de conduzir com firmeza ótimas sequências, como todo o núcleo da transformação mágica de Ella até a espetacular cena do baile, beneficiada também pelo vibrante design de produção do veterano Dante Ferretti e os figurinos coloridos de Sandy Powell – a maneira como o vestido azul parece “engolir” o Príncipe durante a valsa rende um lindo visual.

Branagh também acerta na direção de seu ótimo elenco, trazendo um pouco de sua fase shakesperiana (todos com devidos sotaques britânicos) mas também um toque cartunesco, aplicando-se às irmãs vividas por Sophie McShera e Holliday Grainger. Cate Blanchett como a Madrasta é um destaque à parte, permitindo que a excelente atriz divirta-se numa performance assumidamente maléfica, mas que não se leva pelo maniqueísmo: a Madrasta é má, mas um breve monólogo explica seus motivos nada absurdos.

Mas é realmente Lily James quem rouba o show. Além de estonteante e uma maravilha de se olhar, é uma explosão de carisma e presença em tela. A bondade e igenuidade da personagem são absorvidos completamente pela atriz, sempre sorridente e leviana. Não importando o quão brega possam parecer algumas situações (algumas das transformações de animais em humanos, por exemplo), ver a expressão de surpresa e felicidade no rosto de Allen é inebriante. Além disso, tem uma química real e forte com o príncipe de Richard Madden (e ver justamente esse ator de Game of Thrones tão perto da coroa é, no mínimo, irônico), que mostra-se também muito versátil; especialmente em uma cena específica com seu pai, vivido por Derek Jacobi.

Cinderela é uma adaptação que funciona justamente por sua narrativa sincera e bem contada, não precisando de alterações ou inovações gritantes para funcionar. Um elenco acertado, produção caprichada e genuíno sentimento são mais do que suficientes.

Obs: Disney, obrigado por não converter esse aqui para 3D. Mesmo. Que a bolada de dinheiro arrecadado com este aqui sirva de lição para a desnecessidade do recurso danoso.

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| Ninfomaníaca: Volume 1 | Uma satisfatória aliança técnica-narrativa

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de janeiro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

nYMPH
Stacy Martin tem maior tempo em tela na pele da jovem Joe

Fiquei muito impressionado com o interesse popular que se criou ao redor do novo filme do dinamarquês Lars Von Trier. Não só pela inteligente campanha de marketing da produção, mas pelo tema que atrai universalmente todo tipo de pessoa: sexo. Com Ninfomaníaca (o primeiro volume), Trier parte para mais uma de suas peculiares análises psicológicas – que certamente afastarão muitos – mas acaba se saindo melhor quando oferece uma série de metáforas para suas questões.

A trama começa quando o solitário Seligman (Stellan Skarsgard) encontra Joe (Charlotte Gainsbourgh) ferida e largada em uma rua próxima à sua casa. Acolhendo-a, ela começa a contar a longa história de sua autodiagnosticada ninfomania. O volume 1 traz os cinco primeiros capítulos da história.

Logo em seus segundos iniciais, Lars Von Trier quebra a cara daqueles que esperam simplesmente por pornografia, ao trazer uma longa introdução que primeiro aposta num fundo preto para depois lentamente apresentar detalhes do cenário onde a ação se desenrolará. Passado o “choque” inicial, a narrativa começa de forma eficiente ao trazer “Führe Mich”, da banda de metal alemã Rammstein, como tema principal da produção e apresentação de sua complexa protagonista. Ao longo dos primeiros cinco capítulos que este primeiro volume abrange, Lars Von Trier oferece diferentes metáforas e associações (as quais não entrarei muito em detalhe) a respeito do sexo. Seja na pescaria, geometria (é) ou na composição musical de Bach, as escolhas do diretor são acertadas e bem acompanhadas por uma série de digressões do inconsciente (como clipes de peixes mordendo iscas ou um “placar” que traz a pontuação de uma curiosa competição) que sempre complementam a ideia oferecida pela reflexão de Trier.

Pode soar mais como um exercício de estilo do que uma reflexão propriamente dita, mas impossível não se entreter pela excepcional montagem de Molly Marlene Stensgaard, que não só oferece as digressões em seus momentos corretos, mas também oferece muito mais dinanismo visual à Ninfomaníaca. Stensgaard, aliada pela metáfora de Trier e por uma composição de Bach, faz um dos usos mais belos e geniais de tela dividida que já vi; onde acompanhamos a mais elaborada metáfora da narrativa, um feito técnico maravilhoso – além de servir também como bem colocado artifício de humor negro. Ainda sobre o bem sucedido uso da técnica como narrativa, Trier diminui a razão de aspecto da tela (transformando-a em um pequeno quadrado) ao trazer o segmento centrado na personagem de Uma Thurman, uma decisão que mostra-se acertada levando em consideração o teor intimista e sufocante deste.

Mas ainda que seja possível conferir Ninfomaníaca meramente por sua competência técnica, a pergunta que não quer calar é: e as cenas de sexo? Foi divulgado publicamente que o diretor usaria dublês de corpos para as cenas mais pesadas, substituindo os rostos pelo de seus atores digitalmente. A verdade é que tais cenas não são polêmicas como a divulgação prometeu (a menos a claro, que a verdadeira sujeira esteja guardada para o Volume 2) e servem seu propósito narrativo eficientemente, raramente soando como um excesso ou quebra de ritmo (ao contrário da polêmica cena envolvendo Azul é a Cor Mais Quente, para efeito de comparação tola). Vemos lá os corpos de Shia LaBeouf, Stacy Martin (um achado) e uma colagem de fotos de pênis que deixaria Tyler Durden com inveja e, sim, é explícito para o espectador habitual, mas longe de ser um pornô à la XVideos como muitos imaginavam.

Ninfomaníaca – Volume 1 é uma experiência satisfatória. Impressionante pela competência narrativa e os elementos audiovisuais que seu diretor contou para apresentar suas ideias (ainda que estas não impactem com a mesma proporção da forma com que foram exibidas). Deixa a polêmica de lado e enxergue o filme como um competente exercício. Agora, resta esperar por seu desfecho.

Obs: Durante os créditos finais, são exibidos alguns clipes do Volume 2, que estreia em Março.

Amanda Seyfried vai fundo no primeiro trailer de LOVELACE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 3 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

lovelace

Uma das surpresas do Festival de Sundance deste ano, Lovelace traz Amanda Seyfried na pele da atriz pornô Linda Lovelace. A trama mergulha em sua controversa relação com o marido (Stellan Skarsgard) e os motivos que a levaram a protagonizar Garganta Profunda, um dos “clássicos” do gênero. A performance da atriz – que certamente envolveu cenas mais pesadas – foi bastante elogiada pela crítica. Confira:

Lovelace estreia no Brasil em 30 de Agosto.

25 pistas para OS VINGADORES – THE AVENGERS

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de abril de 2012 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Os Vingadores já nesta sexta, fiz um pequeno especial para marcar a ocasião. Aqui, reúni 25 pistas, escondidas nos filmes anteriores da Marvel, que dão indícios da formação da maior equipe de super-heróis da Terra. Aproveite:

Cronologia dos eventos:

Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)| Homem-de-Ferro (2008) | Homem-de-Ferro 2 (2010) | Thor (2011) | O Incrível Hulk (2008)

(só lembrando que alguns eventos são simultâneos)

HOMEM-DE-FERRO (2008)

Pista #1

Logo no começo do filme, após o prólogo da captura de Tony Stark (Robert Downey Jr.), vemos um flashback onde ele é entrevistado pela repórter Christine Everhart (Leslie Bib). Na conversa, ele menciona o envolvimento de seu pai Howard em eventos da Segunda Guerra Mundial. É uma deixa para Capitão América.

Pista #2

Com seu retorno aos EUA, Stark prepara uma coletiva de imprensa após seus meses de captura. Dentre repórteres e jornalistas, é a primeira vez que vemos o Agente Coulson (Clark Gregg), representante da misteriosa empresa SHIELD. Na breve cena, ele deseja saber “as circunstâncias da fuga de Stark”.

Pista #3

Avançando quase ao fim do longa, a próxima pista aparece quando Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) surpreende Stark quando este está desmontando sua armadura do Homem-de-Ferro. Bem ao fundo, é possível observar o escudo do Capitão América em estágio de desenvolvimento.

Pista #4

Preparando-se para a coletiva de imprensa onde revelará sua identidade de Homem-de-Ferro, Tony Stark encontra-se novamente com o agente Coulson. Ele promete ficar de olho na situação.

Pista #5

Terminada a projeção, uma cena pós-créditos revela o diretor da SHIELD, Nick Fury (Samuel L. Jackson) aparecendo na residência de Stark. Muito breve, ele fala sobre a Iniciativa Vingadores.

O INCRÍVEL HULK (2008)

Pista #6


Nos créditos de abertura, há referências às Indústrias Stark. O nome de Nick Fury também aparece.

Pista #7

O General Ross (William Hurt) recruta Emil Blonsky (Tim Roth), e esse é submetido ao Soro do Super-Soldado, o mesmo responsável pela criação do Capitão América.

Pista #8

Nos minutos derradeiros do longa, Tony Stark faz uma aparição-surpresa e se encontra com o General Ross, oferecendo uma “ajuda” para o problema Hulk. Ele menciona que uma equipe está sendo formada.

HOMEM-DE-FERRO 2 (2010)

Pista #9

Tony Stark contrata Natalie Romanoff (Scarlett Johanssom) como sua nova assistente. A moça, na verdade, é uma agente da SHIELD que atua sob o codinome de Viúva Negra e marca presença na equipe dos Vingadores.

Pista #10

O agente Coulson retorna, e já solta referências aos dois próximos heróis a surgir: ele encontra o escudo do capitão América na oficina de Stark e menciona uma missão no Novo México…

Pista #11

Nick Fury aparece novamente, e Natalie revela sua real identidade. O diretor da SHIELD tenta convencer Stark a juntar-se à sua Iniciativa. Ele ainda ajuda a encontrar uma cura para sua infecção, trazendo informações deixadas por seu pai (revelado também como um dos fundadores da misteriosa organização).

Pista #12

Ao fim do filme, Stark é visto em um escritório da SHIELD folheando o relatório do projeto dos Vingadores. Ao fundo, podemos pegar relances de uma televisão que mostra o campus da universidade onde Bruce Banner (Edward Norton) foi encurraldo pelo exército em O Incrível Hulk.  A cena se desenrola até o ponto de Stark ser recusado como membro da equipe, servindo apenas como um consultor.

Pista #13

Na cena pós-créditos, o agente Coulson está no Novo México. Ele liga para Nick Fury, dizendo ter encontrado o martelo de Thor preso em uma cratera.

THOR (2011)

Pista #14

As referências em Thor são muito mais diretas. Loki (Tom Hiddleston), irmão do protagonista, já é apresentado como um sujeito traçoeiro desde o início da trama, e sua relação com o Deus do Trovão (Chris Hemsworth) não é das melhores.

Pista #15

Com o banimento de Thor para o Novo México, o agente Coulson é enviado para monitorar a situação.

Pista #16

O professor Andrews Selvig (Stellan Skarsgard) menciona que um colega famoso por trabalhar com radiações em gama (sim, ele está falando do Hulk) se envolveu com a tal SHIELD e nunca mais foi visto.

Pista #17

A fim de recuperar seu martelo, Thor invade a instalação da SHIELD e é capturado. Essa é a primeira vez que vemos o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), agente da organização e futuro membro dos Vingadores.

Pista  #18

Loki envia o Destruidor à Terra para matar Thor. Ele é “recebido” pelo agente Coulson e outros empregados da SHIELD, que perguntam se o robô seria propriedade de Tony Stark. Coulson responde: “eu não sei, o cara nunca me fala nada”.

Pista #19

Tendo derrotado o gigante Destruidor, Thor forma uma aliança com o agente Coulson.

Pista #20

Depois de finalmente retornar à Asgard, Thor enfrenta Loki na Ponte do Arco-Íris e o confronto culmina com a destruição da mesma (cortando assim, a ligação entre Aasgard e a Terra) e o destino incerto de Loki, que cai na escuridão do Universo e é sugado para outro Reino.
Vale anotar: Com a Ponte do Arco-Íris destruída, é impossível que Thor retorne à Terra. Boa sorte para os roteiristas de Os Vingadores resolverem essa.

Pista #21

Na cena pós-créditos, encontramos Nick Fury conversando com o professor Andrews. O diretor da SHIELD revela o objeto místico conhecido como Cubo Cósmico, um dos tesouros de Aasgard. Logo descobrimos que Andrews está sob controle de Loki.

CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR (2011)

Pista #22

Nas cenas inciais, o Caveira Vermelha está em um caçada em busca do Cubo Cósmico, visto no final de Thor.

Pista #23

O jovem Steve Rogers visita a exposição de Howard Stark (Dominic Cooper), e logo se envolve no projeto do Super-Soldado. Nasce o Capitão América, tendo o pai de Tony Stark por trás da tecnologia e uniforme do herói.

Pista #24

Já no clímax do filme, o Capitão confronta o Caveira Vermelha em uma batalha pela conquista do Cubo. No fim, o nazista é misteriosamente sugado para dentro do objeto (é até possível ver um deslumbre de Aasgard), em um desfecho similar ao de Loki. Será que podemos contar com o Caveira em Os Vingadores?

Pista #25

O Capitão é congelado após o conflito com Caveira Vermelha, e depois recuperado 70 anos no futuro. Seu salvador: Nick Fury, que aparece a fim de recrutá-lo para sua equipe.

Conectores

Como extra de seus blu-rays, a Marvel lançou alguns curta-metragens que ajudam a conectar os filmes pré-Vingadores. Os dois são bem divertidos e objetivos, e trazem o Agente Coulson como protagonista. Confira:

The Consultant (Liga Homem-de-Ferro 2 a O Incrível Hulk)

A Funny Thing Happened on the Way to Thor’s Hammer (Liga Homem-de-Ferro 2 a Thor)

As caras de Stan Lee

Perdeu o icônico Stan Lee, co-criador de alguns dos super-heróis mais famosos da Marvel, em algum dos filmes? Vai aí um reminder:

Homem-de-Ferro: Confundido com Hugh Heffner

O Incrível Hulk: Vítima do refrigerante radioativo

Homem-de-Ferro 2: Confundido com Larry King

Thor: Motorista do caminhão que tenta levantar o Mjolnir

Capitão América – O Primeiro Vingador: Coronel que aguarda a condecoração do Capitão.

Observou alguma coisa que não está nesse post? Comente!

Agora é só esperar, Os Vingadores – The Avengers estreia em 27 de Abril.

Coletivas em Estocolmo de MILLENNIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 25 de novembro de 2011 by Lucas Nascimento

A estreia internacional de Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres está chegando, logo, começam as coletivas de imprensa e entrevistas em Estocolmo, na Suécia, relacionadas ao filme. O canal de tv sueco Aftonbladet fez diversas matérias sobre o evento e, mantendo seus créditos, legendei uma parte da coletiva, onde David Fincher, Rooney Mara e Stellan Skarsgard comentam o processo de filmagem. Confira:

Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres estreia no Brasil em 27 de Janeiro.