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| Simplesmente Complicado | Vale pela dupla principal

Posted in Comédia, Críticas de 2010, DVD, Romance with tags , , , , , , , , on 5 de julho de 2010 by Lucas Nascimento

   Os Normais: Alec Baldwin e Meryl Streep são o que o filme tem de melhor

Atualmente é difícil encontrar uma boa comédia romântica que não caia nos clichês ou que realmente faça divertir, especialmente vindo de Nancy Meyers. O que me atraiu para esse Simplesmente Complicado foram os muitos elogios que ouvi para Meryl Streep e Alec Baldwin que, de fato, são o grande atrativo do filme.

O roteiro é um tanto desleixado e previsível, apesar de conter algumas boas ideias, como a própria premissa: uma mulher que tem um caso com seu ex-marido; nas mãos apropriadas, o filme poderia ter se saido muito melhor. Os personagens principais são interessantes e seus intérpretes parecem estar muito a vontade (Mas isso não é uma surpresa, claro) e divertem. Do outro lado, Steve Martin está completamente deslocado e apagado da trama, parecendo estar no filme errado.

Quando não consegue inventar novos rumos à seus personagens, o filme simplesmente recorre ao ridículo e aí entram maconha, nudez, internet e outras besteiras sem graça, que aliás já foram utilizadas repetidas vezes e não entendo porque ainda são usadas.

Simplesmente Complicado é muito simples, previsível e, em certos momentos, cansativo. Faz bom uso de Meryl Streep e Alec Baldwin; ambos fantásticos e carismáticos, mas isso não é o suficiente para que ele seja recomendado.

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Oscar 2010 cai no “Armário da dor”

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de março de 2010 by Lucas Nascimento

Ontem aconteceu em Los Angeles a 82ª Entrega do Oscar. Quem acompanhou a transmissão ao vivo sabe quem ganhou. Bem, estou aqui para dar meus comentários e opiniões sobre os vencedores (houveram muitas injustiças!). Acompanhe.

  Alec Baldwin e Steve Martin tornaram a noite muito divertida

Depois de uma inesperada participação de Neil Patrick Harris, os apresentadores Alec Baldwin e Steve Martin lançaram muitas piadas e brincadeiras com os indicados ( a provocação com George Clooney foi hilária). Ainda fizeram uma paródia genial de Atividade Paranormal, que foi exibida após uma homenagem aos grandes filmes de terror.

   Jeff Bridges e Christoph Waltz com seus prêmios

Bem, sobre os prêmios. Primeiro quero começar falando sobre Roteiro Original… Alguém me explica, como que o roteiro mediano de Guerra ao Terror ganhou do brilhante e sensacional Bastardos Inglórios? O que Mark Boal escreveu de tão genial para bater Quentin Tarantino? É um absurdo, a injustiça da noite! Guerra ao Terror não merecia nem metade do que ganhou. O que me alegrou, foi ver Christoph Waltz levar a estatueta de Ator Coadjuvante; seu discurso foi elegante e simples, o cara merece. E como era esperado, Jeff Bridges levou sua estatueta de melhor ator.

  Sandra Bullock e Mo’Nique ganham seus primeiros Oscars

Mo’Nique era a favorita (e com justiça) por seu papel em Preciosa – Uma História de Esperança, e confirmou seu favoritismo ao levar o prêmio e ignorar o “discurso de 45 segundos”. Uma surpresa da noite foi a vitória do Roteiro Adaptado de Preciosa; Geoffrey Flethcer estava muito emocionado, ninguém esperava por essa. E temos Sandra Bullock, que ficou emocionada ao receber sua primeira estatueta. Curioso é que na noite anterior, ela tinha ganho um prêmio de Pior Atriz.

Avatar e Guerra ao Terror eram os grandes favoritos da noite, com cada um com 9 indicações. O resultado foi que Avatar faturou 3 prêmios (Direção de Arte, Efeitos Visuais e Fotografia) e Guerra ao Terror levou 6, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. Na minha opinião, Guerra ao Terror merecia apenas Montagem e Mixagem de Som, o resto seria ou de Avatar, ou Bastardos Inglórios (o grande injustiçado!). Mas sobre a disputa Bigelow-Cameron, a diretora até que mereceu, tornando-se a primeira mulher a ganhar o Oscar de Melhor Diretor, mas ainda acho o trabalho espetacular de James Cameron de criar mundos inteiros, bem superior. E Ben Stiller estava impagável como um “avatar”.

“The Hurt Locker” ou “Armário da Dor” (Título original de Guerra ao Terror) é uma expressão metafórica sobre o lugar em que uma pessoa se encontra ao falhar em uma tarefa. O Oscar bem que podia mudar um pouco e começar a premiar filmes empolgantes e mais agitados; filmes que dão prazer de assistir. Por isso, Avatar ou Bastardos Inglórios deveria ter levado. Para mim, o Oscar se encontra (já há algum tempo) dentro do Armário da Dor, e resta torcer para que ele crie juízo e saia de lá.