Arquivo para ted

| Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola | Crítica

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 21 de setembro de 2014 by Lucas Nascimento

2.5

AMillionWaystoDieintheWest
Seth MacFarlane diverte Charlize Theron e Liam Neeson

Com o sucesso de Uma Família da Pesada na TV e a aceitação de seu divertido Ted, nem em um milhão de anos eu apostaria que Seth MacFarlane apostaria em uma comédia de faroeste como seu próximo projeto. E mesmo que o comediante tenha lá suas boas tiradas e venha evoluindo como diretor, Um Milhão de Maneiras de Pegas na Pistola não é exatamente engraçado ou memorável.

A trama é centrada em um fazendeiro covarde (MacFarlane) que está em depressão após o término com sua namorada Louise (Amanda Seyfried). Quando ele conhece a misteriosa forasteira Anna (Charlize Theron), ela concorda em treiná-lo para ser um exímio pistoleiro, desafiando o novo companheiro de Louise (Neil Patrick Harris) para um duelo.

Primeiramente, vamos só enfatizar o quão idiota e equivocado é esse título nacional: “Pegar na pistola”. Sério mesmo? O próprio protagonista diz em certo ponto que existem “um milhão de maneiras de morrer no Oeste”, e essa é a principal questão do filme, não as diferentes maneiras que existem de se sacar um revólver. Bom, elefante da sala removido, meu problema como o filme transcende o título. Seth MacFarlane não sabia que tipo de filme estava fazendo; é uma comédia, mas também acaba se levando a sério nos momentos errados, como a repentina perseguição de cavalos pelo deserto. Minha teoria é a de que MacFarlane tivesse ficado tão impressionado com as belas imagens capturadas (e são realmente belíssimas) que resolveu fazer algo épico, nem um pouco a ver com sua proposta inicial. Vejam por exemplo Anjos da Lei 2, que aposta em diversas cenas de ação, mas jamais se esquecesse do gênero em que está.

O roteiro assinado por MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wild (mesma trinca responsável por Ted) acerta ao tornar o universo e seus personagens completamente anacrônicos, utilizando termos e dialetos que jamais estariam no Velho Oeste, mas sim nos dias atuais. Tal artíficio quase transforma o filme em um desenho animado, que também se traduz nos figurinos simplórios (mocinho usa core mais claras, vilão usa só preto, etc) e no design de produção cartunesco, marcado também por diversos cenários pintados e em greenscreen. A verdade é que MacFarlane parece mais fã de De Volta Para o Futuro: Parte III do que os clássicos do faroeste, já que muitas viradas e situações no roteiro – além da própria trilha sonora de Joel McNeely – lembram muito as do filme de Robert Zemeckis, além de trazer uma saudosa participação especial. Aliás, participações especiais são o que o filme tem de melhor.

O elenco também se sai bem. Especialmente Charlize Theron, que oferece uma construção agradável para sua pistoleira Anna: é ao mesmo tempo destemida e durona, mas também dócil e nada modesta em relação a seus atributos (“Eu tenho peitos incríveis, óbvio”). Já Seth MacFarlane revela-se melhor dublador do que ator, ainda que seu sarcasmo seja bem colocado. E se Liam Neeson como herói durão já é o suficiente para comprar um ingresso, vê-lo como um vilão genérico é bem divertido.

Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola impressiona pela quantidade de trabalho técnico e visual dedicados a uma comédia, mas não faz bonito naquilo que seria sua única prioridade: fazer rir, seja na perda de foco ou na insistência em humor barato.

Poxa, alguém aí ainda acha piadas com peido e diarreia tão hilariantes?

Obs: Fiquem durante E depois dos créditos, há uma participação especial imperdível.

Anúncios

O Incógnito Oscar 2013 | Volume III: Sons & Música

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 20 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

oscar3

E chegamos ao volume 3 do especial Oscar 2013. Aqui, analisaremos as categorias de som e as musicais. Vamos nessa:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada filme já garantiu na respectiva categoria

som1

Uma explosão não é uma explosão se ela não tiver um som ensurdecedor, certo? Manipular o som criado ou capturado é uma tarefa complicada, mas o resultado pode ser impactante. Os indicados são:

007 – Operação Skyfall | Per Hallberg e Karen M. Baker

som_skyfall

O trabalho de edição de som é sempre muito eficiente nos longas de 007, considerando que estes sempre trazem tiroteios, explosões e perseguições nos mais variados veículos. Em Skyfall, já iniciamos o filme com uma corrida de motocicletas que culmina em uma luta no topo de um trem em movimento e até mesmo uma escavadeira destruindo a traseira de um dos vagões. O design de produção é habilidoso durante toda a projeção e sabe organizar a intensidade e volume de determinados efeitos; exemplo, a explosão do MI6, que é uma eficaz quebra nas camadas silenciosas estabelecidas na cena anterior.

  • Melhores Efeitos Sonoros e Foley no Motion Picture Sound Editors

Argo | Erik Aadahl e Ethan Van der Ryn

som_argo

Não há explosões ou tiroteios em Argo, mas o trabalho de edição sonora do filme merece créditos puramente por sua pesquisa histórica, e a maneira como esta é aplicada diferentemente. O melhor exemplo encontra-se nos gritos iranianos das multidões, e como a equipe aumenta ou diminui tais camadas sonoras; a cena em que Tony Mendez e os reféns atravessam uma manifestação dentro de uma van ajuda a esclarecer os diferentes níveis a que são editadas as cantorias, contribuindo para o exacerbamento da tensão. Um trabalho competente.

As Aventuras de Pi | Eugene Gearty e Philip Stockton

som_pi

Um dos principais elementos de As Aventuras de Pi é a manutenção de um zoológico, logo podemos esperar uma vasta diversidade de animais aqui. A equipe de desenho de som acerta na captura e manipulação de sons, grunhidos, rugidos e todo outra manifestação sonora das mais diferentes espécies de animais (eu particularmente nunca tinha ouvido o choro de uma zebra antes) e sabe como usá-los apropriadamente, fazendo muito barulho – por exemplo – na cena em que os peixes voadores atravessam o bote de Pi ou nos ensurdecedores rugidos do tigre Richard Parker.

  • 2 Vitórias no Motion Picture Sound Editors

Django Livre | Wylie Stateman

som_django

Como é de costume nos filmes de Quentin Tarantino, a violência sempre explode inesperadamente e tal característica é muito bem representada pelo trabalho de som. Em Django Livre, estamos no Velho Oeste (Sul), então não faltam tiroteios e explosões surgindo a níveis altíssimos, onde o design de som é particularmente criativo ao mostrar o sangue jorrando de corpos e pelo uso de efeitos sonoros caricatos (como as balas ricocheteando). Sem esquecer das “onomatopéias” que surgem quando a câmera de Tarantino utiliza o zoom rápido, gerando um efeito muito divertido.

A Hora Mais Escura | Paul N.J. Ottosson

som_0dark30

Assim como 007 – Operação Skyfall, a edição de som de A Hora Mais Escura traz muitas “explosões” sonoras, que surgem inesperadamente para causar tensão. Aqui o impacto é maior, já que grande parte da primeira metade do filme sobre a caçada por Bin Laden é ambientada em escritórios e bases secretas, e a equipe faz um bom trabalho com as cenas que envolvem atentados terroristas, torturas e tiroteios. Mas o ápice do filme é também o da edição de som, que consegue adicionar efeitos discretos (mas destrutivos) aos rifles que o exército usa para invadir o esconderijo de Bin Laden.

FICOU DE FORA: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

som_tdkr

Eu já estava meio que conformado com a possibilidade de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge passar despercebido entre as categorias principais, mas a ausência de seu trabalho de edição de som é simplesmente irracional. Com eficientes efeitos sonoros para a moto e veículo voador do protagonista (sendo ambos impecavelmente modificados a fim de atingir um volume altíssimo), a equipe ainda criou uma das vozes mecânicas mais icônicas desde o Darth Vader de Star Wars: Bane. O filme provavelmente foi esquecido porque os americanos tiveram problema em entender a voz do personagem. Ah, tá.

APOSTA: As Aventuras de Pi

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Skyfall

MEU VOTO: Django Livre

som2

Ok, o filme está pronto, editado, os efeitos visuais estão finalizados e os sons no lugar. Agora vem o grande desafio da pós-produção: juntar todos os efeitos sonoros com a trilha sonora, dando espaço a cada um deles de forma apropriada. Os indicados são:

007 – Operação Skyfall | Scott Millan, Greg P. Russell e Stuart Wilson

mix_skyfall

Assim como a edição de som é fundamental para um filme de ação, a mixagem é igualmente importante, principalmente para garantir verossimilhança aos inúmeros tiroteios e a um confronto entre metralhadoras e helicópteros. Mas o que mais me interessou na mixagem de Operação Skyfall foram suas sutilezas, como uma delicada transição que é demarcada pelo som da chuva mesclando-se com o de uma cachoeira ou pela genial cena do prédio em Xangai, em que todas as camadas sonoras são diminuídas para dar espaço à trilha de Thomas Newman e ao silêncio – seguido pelo crescimento do suspense – que o momento requer.

Argo | John Reitz, Gregg Rudloff e Jose Antonio Garcia

mix_argo

Sendo em sua maior parte um filme de diálogos (com exceção de algumas cenas mais agitadas, como a a invasão à embaixada e as perseguições pelo Grande Bazar e o aeroporto), a mixagem de som de Argo é bem sucedida nestes quesitos básicos – além de acertar na condução sonora das cenas de ação. Um belo exemplo onde o departamento faz jus à indicação é quando acompanhamos de forma intrincada três discursos diferentes: as exigências políticas iranianas, as respostas americanas a estas e a leitura do roteiro do “Argo”. Todos eles juntos e bem divididos – e com a adequada trilha sonora de Alexandre Desplat – fazem desta uma das mais poderosas cenas do filme.

As Aventuras de Pi | Ron Bartlett, Doug Hemphill e Drew Kunin

mix_pi

Com a bela música de Mychael Danna dando o toque necessário em seus momentos apropriados, os inúmeros efeitos sonoros animais, discutidos na seção de Edição de Som, são bem mesclados aqui. O ápice da mixagem em minha opinião, ocorre na cena do naufrágio do navio que transporta o zoológico da família Patel, onde esta traz ensurdecedores alarmes de emergência, o som da água invadindo as ocupações da embarcação e os gritos de desespero de seus variados tripulantes animais… Tudo ao mesmo tempo, e a equipe merece palmas por não sacrificar a compreensão dessas diferentes camadas.

Lincoln | Andy Nelson, Gary Rydstrom e Ronald Judkins

mix_lincoln

A indicação de Lincoln aqui é justificada pela indicação do longa no maior número de categorias, certamente. Mas também porque a Academia adora prestigiar filmes com muitos diálogos aqui, o que é o caso da cinebiografia de Spielberg para o presidente que nomeia o longa. A mixagem acerta ao inserir diversas discussões paralelas que tomam lugar no Congresso americano e considerando que a trilha sonora de John Williams não é das mais eloquentes, não é difícil equilibrá-la com o trabalho vocal do elenco. Um trabalho cuja indicação só é justificada para glorificar o filme, realmente.

Os Miseráveis | Andy Nelson, Mark Paterson e Simon Hayes

mix_lesmis

Sendo Os Miseráveis um longa musical, é essencial um trabalho de som efetivo. Aliada a esse comum requisito, vem o fato de esta nova versão trazer o elenco todo cantando ao vivo, e não durante a pós-produção, logo a trilha musical precisa ser encaixada de forma a preservar o trabalho vocal de seus intérpretes – tarefa que a equipe realiza muitíssimo bem. O problema, em minha opinião, surge quando a mixagem tenta ousar demais, em especial na cena em que acompanhamos múltiplas canções simultaneamente. O resultado não é incompreensível, mas confuso de se acompanhar e levemente cacofônico.

  • Cinema Audio Society
  • BAFTA

APOSTA: Os Miseráveis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: As Aventuras de Pi

MEU VOTO: Skyfall

trilha

Um longa-metragem não funciona da mesma maneira sem música. A trilha sonora ajuda a criar o tom, manter o ritmo e encher o espectador de emoção, complementando o que está na tela. Os indicados são:

007 – Operação Skyfall | Thomas Newman

trilha_newman

O tema original de James Bond criado por John Barry é um dos mais icônicos da História do cinema. Tendo isso em mente, é de se admirar que o compositor Thomas Newman tenha preenchido 007 – Operação Skyfall com ótimos acordes sem precisar fazer uso excessivo do trabalho de Barry, trazendo-o apenas em momentos-chave (observem o final de Granborough Road). Em seu lugar, Newman traça uma trilha elegante e empolgante que traduz musicalmente alguns elementos da trama, desde a atmosfera agitada de Istambul (Grand Bazaar), a presença tecnológica na espionagem (Quartermaster), a sensualidade (Close Shave) e os cantos mais obscuros do passado de 007 (Skyfall). A trilha de Newman funciona em todos os requisitos, e seria muito interessante vê-lo na franquia novamente.

Faixa preferida: Quartermaster

  • BAFTA

Anna Karenina | Dario Marianelli

trilha_marianelli

Além das tradicionais melodias russas (Dance with Me) e também de uma linda canção tradicional (The Girl and the Birch), o compositor Dario Marianelli traz de volta em Anna Karenina alguns elementos que lhe garantiram o Oscar por seu ótimo trabalho na trilha sonora de Desejo & Reparação (também do diretor do Joe Wright): o uso de sons para produzir uma música. Aqui, por exemplo, o barulho de uma locomotiva pelos trilhos vai se transformando em uma série de batidas  que ajudam a preparar o terreno no início da narrativa (Clerks). A música de Marianelli é charmosa e inventiva, e demasiada superior às trilhas que comumente encontramos em longas do gênero.

Faixa Preferida: She is of Heavens

Argo | Alexandre Desplat

trilha_desplat

O trabalho de Alexandre Desplat em Argo funciona muito bem isoladamente, mas em tela não é dos mais notáveis. Primeiro porque o francês usa seus acordes em poucos – mas apropriados – momentos e geralmente opta por instrumentos de cultura árabe (Main Theme) ou batidas rápidas. Sua música é eficiente ao provocar as reações emocionais apropriadas, tanto o ápice do desespero (Breaking Through the Gates) como a emoção do sucesso (Cleared Iranian Airspace). É, sim, um bom trabalho, mas que empalidece diante da excelente trilha sonora incidental escolhida por Ben Affleck, que vai de Van Halen a Led Zeppelin.

Faixa Preferida:

As Aventuras de Pi | Mychael Danna

trilha_danna

Em um filme com poucas locações como é As Aventuras de Pi, a trilha sonora é essencial para estabelecer o tipo de ação que ocorre e o tom desta. Felizmente, Mychael Danna acerta em cheio e oferece um trabalho que apresenta uma fantástica mistura de instrumentos e culturas. Seja na presença francesa (Pondicherry), passando por manifestações do belo (Which Story do you Prefer?), divertido (Flying Fish) ou desesperador (God’s Storm), a música de Danna sempre traz composições criativas e que funcionam tanto isoladamente quanto em cena.

Faixa preferida: Set Your House in Order

  • Globo de Ouro

Lincoln | John Williams

trilha_williams

Olha aí o compositor onipresente! Em sua 48ª indicação (e marcando 40 anos de colaboração com o diretor Steven Spielberg), Williams deixa o espetáculo de lado e procura melodias mais contidas na cinebiografia de Abraham Lincoln. Fazendo uso do piano a fim de criar um tema melancólico para o protagonista (With Malice toward None), o veterano ainda traz algumas faixas com forte presença da gaita (Race to the White House ) que ajudam a traduzir o período em questão. Mesmo que sejam boas composições, é um trabalho muito tímido de Williams (o que é compreensível, devido à abordagem de Spielberg ao longa) e que se encaixa como uma das mais esquecíveis de sua carreira.

Faixa Preferida: The Blue and Grey

FICOU DE FORA: A Viagem | Tom Tykwer, Reinhold Heil & Johnny Klimek

trilha_cloud

Mesmo aqueles que desaprovaram o intrincado A Viagem, devem admitir que o trabalho de Tom Tykwer, Reinhold Heil e Johnny Klimek na composição musical é de primeira linha. Além de criarem temas elegantes que passam pela aventura, drama, comédia e romance, o trio acerta ao mixar de formas variadas o “Sexteto Cloud Atlas”, que ora surge na forma de piano, ora transforma-se em uma grande orquestra. Essa peça musical é um dos pontos-chave do filme, sendo composta por – nas palavaras do personagem de Ben Whishaw – “movimentos em que pessoas diferentes se encontram novamente e novamente em épocas diferentes, vidas diferentes”. Magistral.

Faixa Preferida: All Boundaries are Conventions

APOSTA: As Aventuras de Pi

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Skyfall

MEU VOTO: Skyfall

canção

E eu achando que a categoria seria anulada (após terem sido indicadas apenas duas obras no ano passado), pelo menos temos boas canções este ano, lembrando que as que surgem nos créditos finais não são consideradas pela Academia. Os indicados são:

“Before my time” – Música e Letra por J. Ralph | Chasing Ice

cancao_chasingice

Acho estranho a presença de “Before my Time” entre os indicados, já que a canção desempenhada por Scarlett Johanssom e x acontece durante os créditos do documentário Chasing Ice; o que a Academia considera como inválido para concorrer ao prêmio. Mas enfim, burocracias à parte, a música aqui é bem agradável e adequa-se ao tema proposto pelo longa, especialmente sobre o derretimento de geleiras. Mas sinceramente, Johanssom é uma cantora muito mediana.

Letra:

Cold feet, don’t fail me now

So much left to do

If I should run ten thousand miles home

Would you be there?



Just a taste of things to come

I still smile


But I don’t want to die alone
I don’t want to die alone
Way before my time



Keep calm and carry on
No worse for the wear



I don’t want to die alone
I don’t want to die alone
Way before my time

Is it any wonder
All this empty air
I’m drowning in the laughter
Way before my time has come

“Everybody needs a Best Friend” – Música por Walter Murphy e Letra por Seth McFarlane | Ted

cancao_ted

Com divertidas melodias e um ótimo ritmo, “Everybody needs a Best Friend” é uma canção enértica que ganha força graças à sua boa parte instrumental e a bela voz de Norah Jones. Sua presença em Ted é muito eficiente para marcar a passagem do tempo nas cenas iniciais, ao passo em que o protagonista vai crescendo junto com seu colega de pelúcia. Claro que a canção só entrou aqui porque Seth McFarlane é o apresentador da cerimônia, mas gostei de ela ter sido lembrada.

Letra:
My words are lazy
My thoughts are hazy
But this is one thing I’m sure of
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

You got a double
Who brings you trouble
And though you’re better without me
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

A fool could see decidedly
That you’re a ten and I’m a three
A royal breed is what you need
So how did you come to be stuck with a bummer like me

Oh you got a head full of someone dreadful
But how that someone adores you
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

A fool could see decidedly
That you’re a ten and I’m a three
A royal breed is what you need
So how did you come to be stuck with a bummer like me

Oh you got a head full of someone dreadful
And yet at last that someone adores you
Everybody needs a best friend
I’m happy I’m yours

I’m just a clown
And I’ll bring you down
But you just don’t care
‘Cause your best friend is me

“Pi’s Lullaby” – Música por Mychael Danna e Letra de Bombay Jayashri| As Aventuras de Pi

cancao_pi

Aliada aos eficazes acordes de Mychael Danna para “Pi’s Lullaby” está a linda voz da cantora indiana Bombay Jayashri. Mesmo que traga versos breves, a canção é muito bem usada na cena de abertura do filme – que vai apresentando diversas figuras da flora e fauna do protagonista, ressaltando a beleza dessas criaturas. Gosto do resultado, mas acho que o mérito é mais para Danna do que para a cantoria de Jayashri, me parecendo mais uma composição do que uma canção propriamente dita.

Letra (em indiano):

Kanne
Kanmaniye
Kann urangayo kanne
Mayilo togai mayilo
Kuyilo koovum kuyilo
Nilavo nilavin oliyo
Imayo imayin kanavo
Malaro malarin amudo
Kaniyo kaniyin suvayo

“Skyfall” – Música e Letra por Adele Adkins e Paul Epworth | 007 – Operação Skyfall

cancao_skyfall

As canções-tema dos filmes de 007 já se firmaram como uma das muitas assinaturas da série, e no aniversário de 50 anos da estreia de James Bond nos cinemas, o tema de Operação Skyfall não poderia passar batido. Cantada com a linda voz da britânica Adele, “Skyfall” é uma bela composição que evoca o estilo que predominava na franquia durante seus anos dourados – e nisso, traz uma adorável nostalgia. Além da impecável parte instrumental (que inicia-se com um melancólico piano), a letra escrita pela cantora e Paul Epworth adequa-se perfeitamente ao tom do filme e à temática do fim de um ciclo. Uma das melhores canções da série.

Letra:

This is the end
Hold your breath and count to ten
Feel the earth move and then
Hear my heart burst again

For this is the end
I’ve drowned and dreamt this moment
So overdue I owe them
Swept away, I’m stolen

Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall
Face it all together

Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall
Face it all together
At skyfall
That skyfall

Skyfall is where we start
A thousand miles and poles apart
Where worlds collide and days are dark
You may have my number, you can take my name
But you’ll never have my heart

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together
At skyfall

[x2:]
(Let the sky fall
When it crumbles
We will stand tall)

Where you go I go
What you see I see
I know I’d never be me
Without the security
Of your loving arms
Keeping me from harm
Put your hand in my hand
And we’ll stand

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together

Let the sky fall (let the sky fall)
When it crumbles (when it crumbles)
We will stand tall (we will stand tall)
Face it all together
At skyfall

Let the sky fall
We will stand tall
At skyfall
Oh

  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

“Suddenly” – Música por Claude-Michel Schönberg e Letra por Herbert Kretzmer e Alain Boublil | Os Miseráveis

cancao_miserables

Todas as canções da badalada versão da Broadway para Os Miseráveis estão no filme de Tom Hooper, mas apenas uma foi criada especialmente para o novo filme. Cantada suavemente por Hugh Jackman, “Suddenly” serve para marcar de forma sentimenal uma mudança na jornada de seu personagem, já que a canção surge logo após este adotar a jovem Cosette e enfim “descobrir o significado do amor”, como este próprio diz posteriormente. Em minha opinião, surge como uma quebra no ritmo agitado que a projeção vinha estabelecendo – fincando aquém de outras canções – mas é importante para ressaltar a vindoura transformação de Jean Valjean.

Letra:

Suddenly I see
Suddenly it starts
When two anxious hearts
Beat as one.
Yesterday I was alone
Today you walk beside me
Something still unclear
Something not yet here
Has begun.
Suddenly the world
Seems a different place
Somehow full of grace
And delight.
How was I to know
That so much love
Was held inside me?
Something fresh and young
Something still unsung
Fills the night.
How was I to know at last
That happiness can come so fast?
Trusting me the way you do
I’m so afraid of failing you
Just a child who cannot know
That danger follows where I go
There are shadows everywhere
And memories I cannot share
Nevermore alone
Nevermore apart
You have warmed my heart
Like the sun.
You have brought the gift of life
And love so long denied me.
Suddenly I see
What I could not see
Something suddenly
Has begun.

FICOU DE FORA: “Who Did that to You?” – John Legend | Django Livre

cancao_django

É muito raro que Quentin Tarantino traga canções originais para seus filmes, e com Django Livre foram nada menos do que 4 músicas do tipo. Todas elas excelentes, mas minha preferida é de longe “Who Did That to You?”, que na empolgada voz de John Legend adiciona uma camada de epicidade à cena em que aparece (no caso, a fuga do protagonista de um grupo australiano) e imediatamente taxa Django como um dos mais icônicos heróis da filmografia de Tarantino. Sem falar que é um deleite de se ouvir.

Letra:

Now I’m not afraid to do the Lord’s work,
You say vengeance is his but Imma do it first.
I’m gonna handle my business in the name of the law.

Now if he made you cry, oh, I gotta know,
If he’s not ready to die, he best prepare for it.
My judgement’s divine, I’ll tell you who you can call,
You can call.

You better call the police, call the coroner,
Call up your priest, have him warn ya.
Won’t be no peace when I find that fool
Who did that to you, yeah,
Who did that to you, my baby,
Who did that to you,
Gotta find that fool who did that to you.

Now I don’t take pleasure in a man’s pain,
But my wrath will come down like the cold rain.
And there won’t be no shelter, no place you can go.

It’s time to put your hands up, time for surrender,
I’m a vigilante, my love’s defender,
You’re a wanted man, here everybody knows.

You better call the police, call the coroner,
Call up your priest, have him warn ya.
Won’t be no peace when I find that fool
Who did that to you, yeah,
Who did that to you, my baby,
Who did that to you,
Gotta find that fool who did that to you.

Now he’ll keep on running, but I’m closing in,
I’ll hunt him down ‘til the bitter end,
If you see me coming near, who you gonna call?

You better call the police, call the coroner,
Call up your priest, have him warn ya.
Won’t be no peace when I find that fool

You better call the doctor, call the lawyer,
I chase ‘em all the way to California,
Get my best trying to find that fool
Who did that to you

APOSTA: Skyfall

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Suddenly

MEU VOTO: Skyfall

E aqui se encerra a terceira parte do especial Oscar 2013. Preparem o papel e a caneta, pois amanhã publicarei a postagem que discute as categorias principais, incluindo melhor filme e diretor. Até lá!

Volume I – Atuações

Volume II – Categorias Técnicas

Indicados ao ACE EDDIE AWARDS 2013

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , on 11 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

Zero-Dark-Thirty_1

indicados divulgou MONTAGEM seus O de hoje para sindicato 2013. Confira!

MONTAGEM – FILME DE DRAMA

007 – Operação Skyfall – Stuart Baird

Argo – William Goldenberg

As Aventuras de Pi – Tim Squyres

A Hora Mais EscuraWilliam Goldenberg & Dylan Tichenor

LincolnMichael Khan

MONTAGEM – MUSICAL OU COMÉDIA

O Exótico Hotel Marigold – Chris Gill

O Lado Bom da VidaJay Cassidy e Crispin Struthers

Os MiseráveisChris Dickens

Moonrise Kingdom – Andrew Weisblum

Ted – Jeff Freeman

MONTAGEM – FILME DE ANIMAÇÃO

Detona Ralph – Tim Mertens

Frankenweenie – Chris Lebenzon

A Origem dos Guardiões – Joyce Arrastia

Valente – Nicolas C. Smith

Os vencedores serão anunciados em 16 de Fevereiro.

| Ted | A fábula moderna de Seth MacFarlane

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , on 23 de setembro de 2012 by Lucas Nascimento

Ted já é divertido desde sua criativa proposta: trazer uma espécie de continuação para os arquétipos contos de fada em que objetos/animais falam com seus donos solitários, apresentando sua versão para o que viria a seguir. Nas mãos do comediante Seth MacFarlane, criador da série animada Uma Família da Pesada (que não acompanho por falta de tempo, não interesse), a “fábula” transforma-se num bromance chulo e sem escrúcupulos.

Partindo da premissa discutida acima, a trama acompanha John Bennett (Mark Whalberg), que depois de um amizade de 27 anos com seu ursinho falante Ted (MacFarlane), precisa encontrar espaço em sua vida para sua namorada Lori (Mila Kunis), e encontrar um propósito para sua vida.

É a já conhecida estrutura do jovem adulto que precisa assumir as responsabilidades e enfim amadurecer. Não há nada de inovador nos rumos tomados pelo roteiro de MacFarlane, Alec Sulkin e Wellesley Wid, que apela a soluções bem clichês (aquele velho exemplo onde o protagonista fracassa e sua namorada lhe dá outra chance, um dispensável antagonista com interesse amoroso pela mesma) e torna a experiência previsível em pontos-chave. O que faz a diferença é o engraçadíssimo leque de referências pop que o texto traz à tona: um atestado de amor ao seriado Flash Gordon e as citações de filmes (“Merda, tô parecendo o robô do Aliens – O Resgate“) e, principalmente, a piada final com uma celebridade em particular, estão entre os destaques.

Claro que isso de nada adiantaria se Ted não ganhasse o afeto do público. E com um trabalho de motion capture verossímil e o trabalho vocal espetacular de MacFarlane (convenhamos, o sujeito tem uma das vozes mais engraçadas do planeta), o bicho de pelúcia fala e faz coisas que nunca imaginaríamos vir de uma figura tão dócil e ingênua – e é justamente isso que o torna tão memorável. Vale comentar também a bela performance de Mark Whalberg, que abraça com eficiência o perfil infantil que o personagem requer, e da sempre deslumbrante e talentosa Mila Kunis.

Não se deixe enganar pelos cartazes de divulgação, Ted é uma comédia para adultos. Seth MacFarlane faz uma bela estreia no cinema e ainda que o filme seja imperfeito (o a conclusão traz soluções que, mesmo dentro do universo de ursos falantes, não convencem), é uma experiência divertida que nos apresenta a um personagem que ficará na memória.

Imaginem Ted em Toy Story