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| Vingadores: Era de Ultron | Crítica

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

3.0

AvengersAgeofUltron
James Spader dá vida ao vilão Ultron

Em certo momento do clímax, diante de uma situação ameaçadora e completamente fantasiosa, o Gavião Arqueiro de Jeremy Renner vira-se para um companheiro, explicando “O mundo tá acabando, tem um exército de robôs e eu só tenho um arco-e-flecha, isso não faz o menor sentido”. Numa rara situação, a Marvel Studios consegue soltar uma piada inteligente que reflete não só a posição do personagem B, mas da própria saga que culmina em Vingadores: Era de Ultron.

A trama começa no 220 quando encontramos a equipe formada por Homem de Ferro (Robert Downey Jr), Capitão América (Chris Evans), Thor (Chris Hemsworth), Hulk (Mark Ruffalo), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e o Gavião Arqueiro (Renner) invadindo uma base de HIDRA para recuperar um bem valioso. A descoberta faz com que Tony Stark comece a trabalhar num programa de inteligência artificial, que resulta na criação do maligno Ultron (James Spader), obcecado em destruir a humanidade.

Os Maiores Super-Heróis da Terra. Como dar continuação a um dos filmes de super-heróis mais ambiciosos e grandiosos de todos os tempos? Infelizmente, o diretor Joss Whedon e sua equipe apostaram na filosofia do “Maior e Melhor”, só que o segundo elemento deu lugar ao primeiro, transformando Era de Ultron num festival de excessivas cenas de ação, sempre a fim de encontrar poses mirabolantes para seus protagonistas, tal como nas ilustrações de quadrinhos. Explosões, porradarias e antagonistas que não acabam mais, que certamente irão agradar quem procura o espetáculo de sempre. É só que ,depois de quase uma década assistindo a variações do gênero, essa fórmula já não me satifaz como antes.

Digo, é preciso uma grande ameaça para reunir os Vingadores, mas só eu já cansei dessa eterna história de destruir o mundo? A série que a Marvel lançou em parceria com o Netflix esse ano, Demolidor, facilmente se desponta como uma de suas melhores produções, justamente por adotar uma abordagem mais intimista e concentrar-se em fatores mais… simples – ainda que o Demolidor seja um personagem mais realista do que o supergrupo, claro. A ameaça de Ultron é superficial, e o roteiro de Whedon elabora diálogos com pouco nexo algum para o vilão (vamos agitar um jogo de shot para cada vez que um vilão trazer a Arca de Noé à mesa? E de onde vem esse lance de Pinóquio?), mesmo que Spader garanta uma presença imponente – aliada a efeitos visuais de ponta – e que seu “instrumento de destruição” seja bem original. Admito, porém, que a questão da inteligência artificial é muito bem explorada aqui, ainda mais com as interações entre Ultron e JARVIS, e também da interessante figura do Visão (Paul Betanny sob excelente maquiagem).

AAOU
Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen

O carismático é extenso, mas Whedon habilidosamente equilibra todos os jogadores, de forma a não deixar ninguém sobrando: o Gavião, por exemplo, ganha muito mais destaque do que no primeiro filme, sendo facilmente a figura mais identificável do projeto (até mesmo detalhes de sua surpreendente vida pessoal são revelados). Entram no jogo Elizabeth Olsen e Aaron Taylor-Johnson como os gêmeos Maximoff, respectivamente, Feiticeira Escarlate e Mercúrio (que também fez uma aparição em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, mas intepretado por Evan Peters), personagens interessantes, mas que certamente merecem um pouco mais de tempo – a Feiticeira de Olsen é particularmente fascinante, e seus poderes assombrosos, capazes de provocar alucinações nos heróis, garantem a melhor sequência do filme.

Quando Whedon aprofunda-se na relação entre os personagens, especialmente a de Bruce Banner e Natasha Romanoff, é uma excelente intenção. O diretor e roteirista tenta humanizá-los, mesmo que estejamos falando de seres superpoderosos capazes de demolir prédios e transformar-se em monstros verdes, o que geralmente funciona com o humor (a cena em que os heróis tentam levantar o martelo de Thor numa festa é divertidíssima) e ajuda a causar empatia por estes quando são transformados em bonecos digitais para as absurdas cenas de ação. Só o drama que não funciona com a mesma eficiência, prejudicado por clichês e algumas subtramas pouco exploradas (especialmente uma que envolve Thor e elementos místicos um tanto… exóticos).

Dentro do universo que a Marvel estabeleceu, Era de Ultron oferece conexões confusas, ainda que deixe portas abertas para possibilidades empolgantes. Primeiramente, não há menção alguma ao fato de que Tony Stark claramente abandonou a identidade de Homem de Ferro no terceiro filme, mas aqui está ele em ação como se o filme de Shane Black nunca tivesse acontecido – assim como Don Cheadle usar a armadura do Máquina de Combate, não do Patriota de Ferro. De maneira similar, o gancho de O Soldado Invernal é ignorado apenas para que o Capitão possa se juntar aos Vingadores; aliás, como eles se juntam novamente é um mistério, já que o filme já dispara com a equipe junta nos segundos iniciais, num efeito duplo: desastroso por deixar um buraco na continuidade, mas impactante ao oferecer uma apresentação poderosa. Por fim – mas sem spoilers – Whedon deixa as portas abertas para empolgantes possibilidades no futuro.

Vingadores: Era de Ultron se perde na necessidade de oferecer um espetáculo grandioso demais, saindo inchado e incoerente dentro do próprio universo. Ainda assim, tem um ótimo elenco bem entrosado e uma trama central bem explorada, que certamente traz empolgantes possibilidades para o futuro.

Obs: Stan Lee, cena pós créditos (no meio), vocês sabem…

Obs II: Eu evitaria o 3D convertido, mas que não é dos piores.

Patty Jenkins vai dirigir MULHER MARAVILHA

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , on 15 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

Jenkins

E foi rápido. Após a saída de Michelle MacLaren, Patty Jenkins (Monster: Desejo Assassino) assume a função de diretora em Mulher Maravilha, com Gal Gadot.

Vale apontar que Jenkins seria a diretora de Thor: O Mundo Sombrio, mas que também saiu por diferenças criativas.

Enfim, vamos torcer para um bom resultado.

Mulher Maravilha estreia em 23 de Junho de 2017.

| Cinderela | Crítica

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2015, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 8 de abril de 2015 by Lucas Nascimento

4.0

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Lily James é Cinderela

Quando tivemos o anúncio de que Kenneth Branagh dirigiria uma versão live action do clássico Cinderela, acredito que não estava sozinho quando deduzi ser uma ideia desnecessária. Não só a animação da Disney se sustenta sozinha até hoje, como também a icônica história já ganhou diversas interpretações e reimaginações ao longo dos anos (sério, confiram o absurdo de adaptações aqui) levando muitos a se perguntarem o que Branagh poderia trazer de novidades. A resposta: nada. Mas justamente por se ater à história em sua pura forma, seu filme funciona maravilhosamente bem.

A trama… Precisa mesmo? Explicar essa história? OK, não custa nada. Chris Weitz assina o roteiro, que nos apresenta à jovem Ella (Lily James) a partir do momento em que sua mãe (Hayley Atwell) falece subitamente, deixando-a sozinha com seu pai (Ben Chaplin). Posteriormente, ele se casa com uma viúva (Cate Blanchett) que se torna a madrasta de Ella, levando também suas duas filhas para a casa da moça. Vivendo como uma criada doméstica após a morte do pai, Ella acaba conhecendo um Príncipe (Richard Madden) na floresta, e o resto é história.

Fada Madrinha! Carruagem de abóbora! Baile! Sapatinho de cristal! Tudo e mais um pouco estão aí, sem exceção. Weitz respeita cada virada da história, acrescentando algumas boas subtramas (como a relação entre a Madrasta e o Grão Duque vivido por Stellan Skarsgard) e uma constante martelada na lição de moral que prega “coragem e gentileza”, que – mesmo repetindo-se com assustadora frequência – ajuda a envolver todas as pontas da história, já que diferentes personagens passam a adotar tal filosofia.

Branagh não se arrisca com pretensões estilísticas (como seu uso descontrolado do ângulo holandês em Thor), mas é capaz de conduzir com firmeza ótimas sequências, como todo o núcleo da transformação mágica de Ella até a espetacular cena do baile, beneficiada também pelo vibrante design de produção do veterano Dante Ferretti e os figurinos coloridos de Sandy Powell – a maneira como o vestido azul parece “engolir” o Príncipe durante a valsa rende um lindo visual.

Branagh também acerta na direção de seu ótimo elenco, trazendo um pouco de sua fase shakesperiana (todos com devidos sotaques britânicos) mas também um toque cartunesco, aplicando-se às irmãs vividas por Sophie McShera e Holliday Grainger. Cate Blanchett como a Madrasta é um destaque à parte, permitindo que a excelente atriz divirta-se numa performance assumidamente maléfica, mas que não se leva pelo maniqueísmo: a Madrasta é má, mas um breve monólogo explica seus motivos nada absurdos.

Mas é realmente Lily James quem rouba o show. Além de estonteante e uma maravilha de se olhar, é uma explosão de carisma e presença em tela. A bondade e igenuidade da personagem são absorvidos completamente pela atriz, sempre sorridente e leviana. Não importando o quão brega possam parecer algumas situações (algumas das transformações de animais em humanos, por exemplo), ver a expressão de surpresa e felicidade no rosto de Allen é inebriante. Além disso, tem uma química real e forte com o príncipe de Richard Madden (e ver justamente esse ator de Game of Thrones tão perto da coroa é, no mínimo, irônico), que mostra-se também muito versátil; especialmente em uma cena específica com seu pai, vivido por Derek Jacobi.

Cinderela é uma adaptação que funciona justamente por sua narrativa sincera e bem contada, não precisando de alterações ou inovações gritantes para funcionar. Um elenco acertado, produção caprichada e genuíno sentimento são mais do que suficientes.

Obs: Disney, obrigado por não converter esse aqui para 3D. Mesmo. Que a bolada de dinheiro arrecadado com este aqui sirva de lição para a desnecessidade do recurso danoso.

Marvel Studios anuncia Fase 3 de seus filmes

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

Quem é fã de filmes de quadrinhos está tendo um baita mês. Depois do anúncio dos filmes da DC Comics até 2020, a Marvel Studios agora anuncia os filmes que farão parte de sua Fase 3 nos cinemas. Confira, um a um:

Capitão América: Guerra Civil (6 de Maio de 2016)

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O Capitão América enfrenta o Homem de Ferro na adaptação da famosa história que separa os super-heróis.

Doutor Estranho (4 de Novembro de 2016)

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Benedict Cumberbatch será o protagonista do longa que promete flertar com o sobrenatural e abrir novas portas no universo da editora.

Guardiões da Galáxia 2 (5 de Maio de 2017)

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O grande sucesso surpresa de 2014 ganhará sua continuação, prometendo trazer o mesmo grupo do original e apresentar caras novas.

Thor: Ragnarok (28 de Julho de 2017)

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Depois de 4 anos, o Deus do Trovão está de volta em um filme solo, agora enfrentando um clone que foi criado por Tony Stark.

Pantera Negra (3 de Novembro de 2017)

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Chadwick Boseman (de 42 – O Milagre) será o herói africano. Confira o visual:

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Capitã Marvel (6 de Julho de 2018)

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O primeiro filme da Marvel Studios protagonizado por uma mulher, a Capitã Marvel. Ainda sem atriz ou equipe confirmada.

Os Inumanos (2 de Novembro de 2018)

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A Marvel novamente aposta em um grupo fora do mainstream, esperando repetir o sucesso de Guardiões da Galáxia.

E por último, mas nem de longe menos importante:

Os Vingadores: A Guerra do Infinito – Parte 1 e 2 (Maio de 2018 e Maio de 2019)

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Uma divisão em duas partes para o longa final (?) dos Vingadores, que finalmente os colocorá frente a frente com o poderoso Thanos.

Preparem as carteiras…

Why So Serious? O humor nos filmes da DC

Posted in Artigos with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

DC

Ontem, saiu um rumor que vem levantando algumas dúvidas e provocando polêmicas. A informação é a de que os executivos da Warner Bros não querem piadas em seus filmes de heróis da DC, diferenciando-se do tom mais cômico adotado pela Marvel Studios da Disney e. também procurando evitar os erros do fracassado Lanterna Verde.

Bom, acho que primeiramente vale frisar que Lanterna Verde não morreu por causa das piadinhas, mas sim porque era um roteiro falho. A Marvel de Kevin Feige esta aí com seu currículo bilionário para provar que o público adora humor, desde que seja bem feito.

O que me leva a uma discussão ainda mais abrangente: o humor nos filmes de super-heróis.

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O humor em Guardiões funciona porque é necessário

Todo mundo adora rir, certo? Quem não gosta? Meu problema com esse elemento em filmes do gênero, é – por falta de termo melhor – a apelação. Muitas piadas nos filmes da Marvel Studios funcionam, e o recente Guardiões da Galáxia é o exemplo que melhor ilustra esse cenário; justamenteporque a aventura espacial já assumia o tom de galhofa desde o princípio, além de trazer personagens coloridos que precisavam de muito humor para funcionar.

Do outro lado, e também recente, Capitão América 2 – O Soldado Invernal ajuda a exemplificar um dos grandes problemas na Marvel. O filme dos irmãos Russo está longe de ser ruim (está mais perto de ser ótimo, isso sim), e seus problemas estão relacionados a outros aspectos, mas ainda há problemas com a pontualidade do humor. Dois exemplos: Depois de ser emboscado na rua por agressores disfarçados de policiais, Nick Fury luta para sobreviver em seu “super-carro”, e quando nenhum de seus acessórios funciona, ele pergunta retoricamente se “alguma coisa está funcionando”. O computador de bordo responde “O ar-condicionado está em perfeito estado”. Uma piada dessas não só é bem besta, como também desvia a atenção do espectador de uma cena que é, sim, tensa. Outro exemplo é quando Steve Rogers e a Viúva Negra estão em uma loja da Apple rastreando a localização de um sinal, e o filme INTERROMPE a trama para investir em uma piadinha com o atendente da loja.

Isso pra citar casos menos graves, não vem nem começar a falar de Homem de Ferro 2, que conseguiu transformar o sério problema de alcoolismo de Tony Stark em uma piada idiota, ou os filmes protagonizados por Thor – ainda que o primeiro seja bem mais apelativo que a continuação.

Pra não ficar preso só à Marvel Studios, vejam como a franquia X-Men lida bem com essa questão. O próprio Dias de um Futuro Esquecido acerta ao selecionar personagens específicos para provocar ou envolver em situações cômicas (no caso, o Mercúrio de Evan Peters), ao invés de simplesmente transformar qualquer personagem em um comediante. O Professor Xavier não faz piadinha, mas até Thor, Deus do Trovão e Príncipe de Asgard, é vítima de algum tipo de galhofa.

O LADO NEGRO DA FORÇA

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Sad Batman

Então agora, a DC não quer piadas em seus filmes. Muito provavelmente querem seguir à risca a trilogia Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan e abraçar um tom mais dramático e realista, como o próprio Homem de Aço já apresentou no ano passado. Acho uma decisão bem admirável, e que certamente vai servir para diferenciar Marvel e DC, e talvez até jogar um ar fresco no gênero que vai ficando cada vez mais repetitivo.

Mas o que muita gente não entendeu, é que isso não significa que os filmes da DC não terão humor. O pesado e denso Batman – O Cavaleiro das Trevas tinha seus pontuais momentos de humor (e não me refiro ao Coringa só pra deixar claro), e a própria natureza do Batman é uma mais soturna, que exige uma certa maturidade. O Flash certamente permanecerá um piadista, claro e certamente teremos lá algumas piadas, mais contidas. Mas se a intenção é fazer algo mais dark, eu aprovo.

Quando vou ver um filme de super-heróis, não é pensando na comédia que eu compro o ingresso. É muito bem-vinda, desde que seja utilizada apropriadamente.

Batman V Superman: Dawn of Justice estreia em 26 de Março de 2016.

Marvel Studios Top 10

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

MarvelTop10

A estreia de Guardiões da Galáxia na última quinta-feira marca o 10º filme lançado pela Marvel Studios. Seis anos desde que Kevin Feige e cia lançaram o estúdio, com Homem de Ferro e O Incrível Hulk – e eu estive lá, conferindo todos no cinema(aliás, o blog também teve início em 2008).

Hoje, todos querem ser Marvel. A Warner corre atrás com a DC, a Sony tenta fazer algum sentido com seu Espetacular Homem-Aranha e até os monstros da Universal visam um universo compartilhado.

Enfim, enquanto tudo isso acontece, resolvi rankear pela primeira vez os 10 filmes do estúdio, de acordo com minha opinião pessoal.

Confira:

10. Homem de Ferro 3 (2013)

2.5

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Filme que inicia a Fase 2 da Marvel Studios no cinema, também encerra a trilogia de Tony Stark e traz a função de seguir o sucesso de Os Vingadores. Não é de se espantar que Homem de Ferro 3 seja irregular, mas impressiona o quão medíocre foi o resultado atingido. Não vou nem me referir à polêmica do Mandarim de Ben Kingsley (ou Guy Pearce, ou seja lá quem ele for de verdade), basta apontar as decisões que Shane Black tomou ao apostar em um longa centrado em Stark, perdido numa trama sem graça e entediante, dependente do carisma de Robert Downey Jr. Depois desse filme, cansei de Homem de Ferro solo.

Crítica

9. Thor (2011)

3.0

thor

O filme responsável por introduzir os elementos de magia à série traz um resultado irregular. Por um lado, as cenas mais fantásticas do Deus do Trovão e seus companheiros em Asgard funcionam (especialmente a relação deste com o ótimo Loki de Tom Hiddleston), mas quando acompanhamos o conceito de “peixe fora da água” vivido por Thor na Terra, o longa abraça sem vergonha o humor escrachado ao inserir diversas piadas com o personagem. Tendo em vista o vasto universo do personagem – que foi sacrificado para se concentrar nos Vingadores – era de se esperar mais de Thor.

Crítica

8. Homem de Ferro 2 (2010)

3.0

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Em uma sequência que tinha tudo para ser melhor que o original, Homem de Ferro 2 começa a série de problemas que se estenderiam até o lançamento de Os Vingadores. O grande problema foi a necessidade de ligar peças com outros filmes do estúdio, deixando pistas ali e aqui (e até tornando Nick Fury um dos principais coadjuvantes) para culminar no longa da superequipe. Não fosse tal complicação, o longa é praticamente uma comédia não assumida; já que é todo movido por piadas e diálogos irônicos, sacrificando o bom elenco aqui reunido (e transformando o alcoolismo de Stark em motivo de chacota). Pelo menos Downey Jr segura o show.

Crítica

7. Thor – O Mundo Sombrio (2013)

3.0

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Com o universo e os poderes do Deus do Trovão já estabelecidos, a continuação aprimora o anterior em praticamente todos os aspectos. Desde a direção mais estilosa de Alan Taylor (responsável por alguns episódios de Game of Thrones) até o maior destaque fornecido ao Loki de Hiddleston, O Mundo Sombrio agrada pela fantasia e a ação. Decepciona no quesito vilão (o sem sal Malekith, vivido por Christopher Eccleston) e inicia o aparente esgotamento da fórmula Marvel; que sempre precisa de uma grande batalha e uma ameaça à Terra no final.

Crítica

6. Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)

3.5

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E o “primeiro vingador” foi o último a ser apresentado nos cinemas, curiosamente. Ainda que traga consigo os mesmos erros dos filmes anteriores (que chega a ser gritante na cena final), Capitão América – O Primeiro Vingador agrada por seus elementos de filme-B e a ambientação de Segunda Guerra Mundial. Traz um vilão carismático na pele de Hugo Weaving e também mostra que, mesmo tendo sido muito criticado durante sua contratação, Chris Evans consegue segurar o filme tranquilamente na pele do protagonista.

Crítica

5. Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

3.5

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Uma das grandes surpresas do estúdio, O Soldado Invernal impressiona pela abordagem crua e sombria, incomum na maioria das produções do estúdio. Os irmãos Anthony e Joe Russo claramente se inspiram em filmes como Três dias do Condor e a Trilogia Bourne para criar um thriller político de espionagem, com direito a conspirações, paranóias e cenas de ação que despontam como as melhores. Tenho meus problemas com a presença da Hydra no filme (algo que não vejo sentido nem coerência no século XXI), mas o resultado é bem eficiente.

Crítica

4. O Incrível Hulk (2008)

4.0

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Com o fracasso do Hulk de Ang Lee, entra Edward Norton para estrelar um reboot do personagem. E O Incrível Hulk é o que o novo Homem-Aranha deveria ter sido: não gasta muito tempo explicando novamente as origens do monstro verde, desenvolve uma trama completamente diferente do anterior e consegue ser melhor do que o original. As cenas de ação são muito melhores e o roteiro acerta ao apostar em uma história intimista de perseguição. Só o visual do verdão que fica devendo, sendo melhor resolvido na versão com Mark Ruffalo.

Crítica

3. Os Vingadores – The Avengers (2012)

4.0

avengers

E foi tudo para isto! Em 2012, aquele que foi taxado como o “mais ambicioso filme de super-heróis de todos os tempos” enfim foi lançado. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores – The Avengers vale a espera e rende uma experiência muito divertida (mas sem apelar ao humor idiota) e repleta de ótimas cenas de ação, bem suportadas pelo eficiente trabalho com efeitos visuais. O entrosamento entre os heróis – ainda que Robert Downey Jr seja o rouba-cenas da vez – é certamente o motivo do sucesso.

Crítica

2. Guardiões da Galáxia (2014)

4.0

guardioes

Uma das apostas mais arriscadas do estúdio, e que funciona maravilhosamente bem. Quem me acompanha aqui sabe que foram necessárias duas exibições para que eu realmente aproveitasse aquilo que Guardiões da Galáxia tinha a oferecer, que é uma divertida aventura espacial regada a trilha sonora dos anos 80, sobrando doses de nostalgia. Tem seus problemas na história, mas traz alguns dos personagens mais carismáticos que o estúdio já viu, e tem seu sucesso garantido graças às performances e interações destes. Quem é Tony Stark perto de Rocket Raccoon?

Crítica

1. Homem de Ferro (2008)

4.5

IronMan

Já se passaram 6 anos, e a Marvel ainda é incapaz de superar o feito de seu filme de estreia. Com um super-herói desconhecido pelo público geral e uma performance monstruosamente carismática que ressuscitou Robert Downey Jr, a editora inicia positivamente sua jornada para dominar o mundo, impressionando com a qualidade dessa aventura que mistura ação, humor e bons personagens em uma trama muito bem amarrada. O melhor filme do estúdio, e um dos melhores do gênero a aparecer nos ultimos tempos.

Crítica

E aí, qual o seu top 10? Comente!

| Capitão América 2: O Soldado Invernal | Uma das produções mais personalísticas da Marvel Studios

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Cinema, Críticas de 2014 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 10 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

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Aí sim: o Capitão enfim traz um uniforme decente

Em meu texto sobre Thor: O Mundo Sombrio, reclamei sobre a falta de personalidade dos diretores que assumiam projetos dentro do Universo Cinematográfico da Marvel Studios, que mais pareciam produtos sob encomenda do chefão Kevin Feige (não que isso comprometesse por completo o resultado final destes). Mas em Capitão América 2 – O Soldado Invernal, a produtora parece ter dado mais liberdade aos irmãos Anthony e Joe Russo, que entregam um projeto radicalmente diferente dos anteriores e capaz de se destacar como um dos pontos altos da trajetória do estúdio – ainda que imperfeito.

A trama é ambientada em Washington, e segue o Capitão Steve Rogers (Chris Evans) trabalhando em conjunto com a Viúva Negra (Scarlett Johansson) para a SHIELD, sob seu pseudônimo bandeiroso. Após uma missão duvidosa, Nick Fury (Samuel L. Jackson) é atacado pelo misterioso Soldado Invernal (Sebastian Stan) e o herói começa a questionar sua lealdade com a agência, que pode estar sofrendo de corrupção em seus departamentos internos.

De cara, já se percebe a intenção dos roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely em conferir uma trama mais adulta e política ao herói da Segunda Guerra. Confesso que me preocupava com a forma com que o personagem renderia um filme-solo nos dias atuais (já que Rogers é essencialmente um homem de seu tempo), mas a dupla acerta ao trazer elementos de espionagem internacional e a paranóia do governo americano em manter seus “inimigos” sob completa vigilância, o que entra em choque com a personalidade maniqueísta de “preto e branco” do personagem criado na guerra contra os nazistas. A performance de Chris Evans é bem mais interessante aqui, já que permite ao ator não só brincar com a ideia de um sujeito fora de seu tempo (inúmeras referências, reparem no caderninho), mas também questionar seu próprio papel nesse mundo.

E é justamente por tais virtudes que é uma pena ver o filme tomar as decisões erradas ao explorar sua ameaça invisível. Partindo do ótimo personagem-subtítulo, que surge como um oponente letal e visualmente criativo (ajuda também que a inspirada trilha sonora de Henry Jackman lhe confira um tema arrepiante), o roteiro de Markus e McFeely decepciona ao trazer de volta ameaças do primeiro filme do herói. Entendo ser um elemento essencial dos quadrinhos do Capitão América, mas se já é trabalhoso fazer funcionar um sujeito trajando a bandeira dos EUA em pleno século XXI, o que dizer de uma divisão científica nazista? Funciona com o Capitão, mas no caso da HIDRA, é apenas mais uma agência querendo dominar o mundo – o que não combina com a abordagem oferecida pelos roteiristas na metade inicial do filme.

Mas, se em seu núcleo a produção apresenta seus problemas, ao menos pode orgulhar-se de soar mais como um filme em sua pura forma do que seus antecessores. O humor é muito melhor distribuído aqui (nada como a palhaçada de Thor ou Homem de Ferro 3) e, como havia comentado ali em cima, os irmãos Russo mudam completamente o estilo dos filmes da Marvel ao apostar em cenas de ação agitadas, com cortes rápidos e muita câmera na mão; uma decisão acertadíssima (e claramente inspirada na trilogia Bourne, de Paul Greengrass) e que garante a O Soldado Invernal seus melhores momentos, que certamente impressionarão o espectador com coreografias excepcionalmente elaboradas e perseguições de carro empolgantes.

No fim, Capitão América 2: O Soldado Invernal revela-se uma das produções mais adultas e bem colocadas da Marvel Studios, ainda que seja comprometida por incongruências temáticas. Empolga pelo espetáculo e alguns momentos de tensão genuína, tornando-se um dos filmes mais interessantes do estúdio até o momento.

Obs: Como de costume em um filme da Marvel, há cenas adicionais após os créditos. Uma no meio e outra no fim.

Obs II: Stan Lee está lá também, duh. E também algumas referências a outros Vingadores. E um inédito…

Obs III: Graças a Odin, minha sessão era em 2D, por isso não tenho como julgar a qualidade da conversão em 3D.

Leia esta crítica em inglês.