Arquivo para tom hiddleston

Novo trailer de A COLINA ESCARLATE

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 13 de maio de 2015 by Lucas Nascimento

crimson-peak-image-mia-wasikowska-empire

Um dos projetos em longa gestação do cineasta Guillermo Del Toro, A Colina Escarlate ganhou seu trailer internacional, que detalha um pouco mais a trama de terror protagonizada por Mia Wasikowska, Tom Hiddleston e uma misteriosa Jessica Chastain. O visual parece lindo, e o marketing promete a obra prima de Del Toro. Veremos:

A Colina Escarlate estreia em 26 de Novembro no Brasil.

Primeiro trailer de CRIMSON PEAK

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

jessica-chastain-crimson-peak-header

O novo filme de Guillermo del Toro vai ser um terror cheio de classe. Crimson Peak traz Tom Hiddleston, Mia Wasikowska e Jessica Chastain, e o primeiro trailer promete a obra-prima do cineasta mexicano. Confira:

Crimson Peak estreia em 16 de Outubro nos EUA.

| Amantes Eternos | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

OLLA
Tilda Swinton e Tom Hiddleston, perfeitos como o casal protagonista

Em 2008, o sucesso de Crepúsculo fez com que o mito dos vampiros levantassem de seus caixões, em uma dominação em massa da indústria cultural. Dentre a péssima saga de Stephanie Meyer, séries de TV como True Blood e The Vampire Diaries e algumas raras exceções no cinema – posto preenchido pelas adaptações sueca e americana de Deixa Ela Entrar – o vampiro novamente tomava conta do imaginário, mas não da forma como merecia. Atrasado alguns anos, o cineasta Jim Jarmusch traz sua visão para as criaturas noturnas com Amantes Eternos. E eu agradeço a ele por ter tornado o vampiro interessante novamente.

A trama é concentrada no casal de vampiros Adam (Tom Hiddleston) e Eve (Tilda Swinton). Vivendo com continentes de distância, os dois se reaproximam quando Adam enfrenta uma depressão e a irmã de Eve, Ava (Mia Wasikowska), chega na cidade.

 Não é exatamente a mais elaborada das premissas, e talvez por isso mesmo o filme se saia tão bem. Não é um de eventos, de acontecimentos, mas sim de contemplamentos e reflexões – mas sem optar para uma experiência onírica, mantendo uma narrativa convencional. Para isso, Jarmusch preenche a obra com fascinantes diálogos e monólogos sobre a existência humana ao longo dos séculos, transformando o filme em um estudo profundo – e ao mesmo tempo acessível – e rendendo alguns momentos divertidos, como quando o personagem de John Hurt insinua que William Shakespeare roubara todos os seus trabalhos. Também vale mencionar as sensacionais sutilezas, tal como a própria revelação das presas dos personagens, os copos antigos ou o momento em que Eve fita uma ilustração do “Pecado Original”, em mais uma referência (além dos próprios nomes) de que ela e Adam poderiam ser o casal primordial da Bíblia.

É muito interessante que o filme toque tanto na questão da produtividade cultural. Hurt tem seus bons momentos para falar sobre literatura, mas é realmente a música quem rouba os holofotes da produção. Adam e Eve são grandes admiradores musicais, e o próprio é responsável por algumas produções pessoais e experimentais. Elementos estes rendem a Amantes Eternos uma das experiências sonoras mais inspiradas do ano, que vão desde a coleção de vinis de Adam até suas hipnotizantes composições, que colocam o filme em uma áurea difícil de se colocar em palavras, totalmente única. E sendo criaturas imortais, é uma decisão genial fazê-los apaixonados por aquela que é a única presença imortal do mundo: a cultura.

Cultura, como o sangue ingerido incessavelmente pelos vampiros, é quase uma droga. A cena em que o fiel companheiro vivido por Anton Yelchin passa três discos de vinil para um comprador, é capturada por Jamursch quase como um contrabando, em mais uma pista do tipo de mundo onde é situada a história: uma Detroit desolada e obscura, diversas citações a uma vindoura guerra por água, escassez de recursos… Jamursch captura o contexto e o coloca sob as lentes superiores de seus protagonistas, que claramente enxergam os humanos (“zumbi” é um termo recorrente) como seres condenados.

Envolvente do início ao fim, Amantes Eternos é uma experiência belíssima e hipnotizante, uma história inteligente povoada por figuras ricas e absolutamente memoráveis. Como seus protagonistas, merece encontrar a imortalidade.

Marvel Studios Top 10

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 4 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

MarvelTop10

A estreia de Guardiões da Galáxia na última quinta-feira marca o 10º filme lançado pela Marvel Studios. Seis anos desde que Kevin Feige e cia lançaram o estúdio, com Homem de Ferro e O Incrível Hulk – e eu estive lá, conferindo todos no cinema(aliás, o blog também teve início em 2008).

Hoje, todos querem ser Marvel. A Warner corre atrás com a DC, a Sony tenta fazer algum sentido com seu Espetacular Homem-Aranha e até os monstros da Universal visam um universo compartilhado.

Enfim, enquanto tudo isso acontece, resolvi rankear pela primeira vez os 10 filmes do estúdio, de acordo com minha opinião pessoal.

Confira:

10. Homem de Ferro 3 (2013)

2.5

iron3

Filme que inicia a Fase 2 da Marvel Studios no cinema, também encerra a trilogia de Tony Stark e traz a função de seguir o sucesso de Os Vingadores. Não é de se espantar que Homem de Ferro 3 seja irregular, mas impressiona o quão medíocre foi o resultado atingido. Não vou nem me referir à polêmica do Mandarim de Ben Kingsley (ou Guy Pearce, ou seja lá quem ele for de verdade), basta apontar as decisões que Shane Black tomou ao apostar em um longa centrado em Stark, perdido numa trama sem graça e entediante, dependente do carisma de Robert Downey Jr. Depois desse filme, cansei de Homem de Ferro solo.

Crítica

9. Thor (2011)

3.0

thor

O filme responsável por introduzir os elementos de magia à série traz um resultado irregular. Por um lado, as cenas mais fantásticas do Deus do Trovão e seus companheiros em Asgard funcionam (especialmente a relação deste com o ótimo Loki de Tom Hiddleston), mas quando acompanhamos o conceito de “peixe fora da água” vivido por Thor na Terra, o longa abraça sem vergonha o humor escrachado ao inserir diversas piadas com o personagem. Tendo em vista o vasto universo do personagem – que foi sacrificado para se concentrar nos Vingadores – era de se esperar mais de Thor.

Crítica

8. Homem de Ferro 2 (2010)

3.0

iron2

Em uma sequência que tinha tudo para ser melhor que o original, Homem de Ferro 2 começa a série de problemas que se estenderiam até o lançamento de Os Vingadores. O grande problema foi a necessidade de ligar peças com outros filmes do estúdio, deixando pistas ali e aqui (e até tornando Nick Fury um dos principais coadjuvantes) para culminar no longa da superequipe. Não fosse tal complicação, o longa é praticamente uma comédia não assumida; já que é todo movido por piadas e diálogos irônicos, sacrificando o bom elenco aqui reunido (e transformando o alcoolismo de Stark em motivo de chacota). Pelo menos Downey Jr segura o show.

Crítica

7. Thor – O Mundo Sombrio (2013)

3.0

thor2

Com o universo e os poderes do Deus do Trovão já estabelecidos, a continuação aprimora o anterior em praticamente todos os aspectos. Desde a direção mais estilosa de Alan Taylor (responsável por alguns episódios de Game of Thrones) até o maior destaque fornecido ao Loki de Hiddleston, O Mundo Sombrio agrada pela fantasia e a ação. Decepciona no quesito vilão (o sem sal Malekith, vivido por Christopher Eccleston) e inicia o aparente esgotamento da fórmula Marvel; que sempre precisa de uma grande batalha e uma ameaça à Terra no final.

Crítica

6. Capitão América – O Primeiro Vingador (2011)

3.5

capp

E o “primeiro vingador” foi o último a ser apresentado nos cinemas, curiosamente. Ainda que traga consigo os mesmos erros dos filmes anteriores (que chega a ser gritante na cena final), Capitão América – O Primeiro Vingador agrada por seus elementos de filme-B e a ambientação de Segunda Guerra Mundial. Traz um vilão carismático na pele de Hugo Weaving e também mostra que, mesmo tendo sido muito criticado durante sua contratação, Chris Evans consegue segurar o filme tranquilamente na pele do protagonista.

Crítica

5. Capitão América 2: O Soldado Invernal (2014)

3.5

wsold

Uma das grandes surpresas do estúdio, O Soldado Invernal impressiona pela abordagem crua e sombria, incomum na maioria das produções do estúdio. Os irmãos Anthony e Joe Russo claramente se inspiram em filmes como Três dias do Condor e a Trilogia Bourne para criar um thriller político de espionagem, com direito a conspirações, paranóias e cenas de ação que despontam como as melhores. Tenho meus problemas com a presença da Hydra no filme (algo que não vejo sentido nem coerência no século XXI), mas o resultado é bem eficiente.

Crítica

4. O Incrível Hulk (2008)

4.0

hulkk

Com o fracasso do Hulk de Ang Lee, entra Edward Norton para estrelar um reboot do personagem. E O Incrível Hulk é o que o novo Homem-Aranha deveria ter sido: não gasta muito tempo explicando novamente as origens do monstro verde, desenvolve uma trama completamente diferente do anterior e consegue ser melhor do que o original. As cenas de ação são muito melhores e o roteiro acerta ao apostar em uma história intimista de perseguição. Só o visual do verdão que fica devendo, sendo melhor resolvido na versão com Mark Ruffalo.

Crítica

3. Os Vingadores – The Avengers (2012)

4.0

avengers

E foi tudo para isto! Em 2012, aquele que foi taxado como o “mais ambicioso filme de super-heróis de todos os tempos” enfim foi lançado. Dirigido por Joss Whedon, Os Vingadores – The Avengers vale a espera e rende uma experiência muito divertida (mas sem apelar ao humor idiota) e repleta de ótimas cenas de ação, bem suportadas pelo eficiente trabalho com efeitos visuais. O entrosamento entre os heróis – ainda que Robert Downey Jr seja o rouba-cenas da vez – é certamente o motivo do sucesso.

Crítica

2. Guardiões da Galáxia (2014)

4.0

guardioes

Uma das apostas mais arriscadas do estúdio, e que funciona maravilhosamente bem. Quem me acompanha aqui sabe que foram necessárias duas exibições para que eu realmente aproveitasse aquilo que Guardiões da Galáxia tinha a oferecer, que é uma divertida aventura espacial regada a trilha sonora dos anos 80, sobrando doses de nostalgia. Tem seus problemas na história, mas traz alguns dos personagens mais carismáticos que o estúdio já viu, e tem seu sucesso garantido graças às performances e interações destes. Quem é Tony Stark perto de Rocket Raccoon?

Crítica

1. Homem de Ferro (2008)

4.5

IronMan

Já se passaram 6 anos, e a Marvel ainda é incapaz de superar o feito de seu filme de estreia. Com um super-herói desconhecido pelo público geral e uma performance monstruosamente carismática que ressuscitou Robert Downey Jr, a editora inicia positivamente sua jornada para dominar o mundo, impressionando com a qualidade dessa aventura que mistura ação, humor e bons personagens em uma trama muito bem amarrada. O melhor filme do estúdio, e um dos melhores do gênero a aparecer nos ultimos tempos.

Crítica

E aí, qual o seu top 10? Comente!

| Thor: O Mundo Sombrio | Retorno do Deus do Trovão conserta erros do antecessor

Posted in Ação, Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2013 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 1 de novembro de 2013 by Lucas Nascimento

3.0

thor
Jane Foster (Natalie Portman) dá uma bronca em Thor (Chris Hemsworth)

Um problema quase que unânime nos filmes do Universo Cinematográfico Marvel é a impessoalidade de seus respectivos diretores. Em seus 8 filmes lançados até agora, foi raro encontrar ali um diretor que demonstrasse criatividade no ramo de contar histórias, seja narrativa ou puramente visual; a exceção fica com Joss Whedon em Os Vingadores e Kenneth Branagh em Thor – mas esse último perde pontos por se entregar puramente à estética. Achei que seria diferente com Thor – O Mundo Sombrio, mas parece que a Marvel novamente dominou o lado criativo. O resultado, no entanto, não é nada mal.

A trama assinada a seis mãos é ambientada após os eventos de Os Vingadores, com Loki (Tom Hiddleston, roubando o show mais uma vez) sendo confinado às masmorras de Asgard por seu pai (Anthony Hopkins) e Thor (Chris Hemsworth) lutando para restaurar a paz entre os Nove Reinos. Paralelo a isso, a perigosa raça dos Elfos Negros, liderada pelo grotesco Malekith (Christopher Eccleston), acorda quando um misterioso artefato de seu povo é descoberto pela cientista Jane Foster (Natalie Portman) na Terra. Para salvar o reino e sua amada terráquea, Thor deverá formar uma frágil aliança com seu irmão Loki para impedir Malekith de… destruir o Universo, é.

De início de conversa, já é quase que evidente atestar a superioridade deste novo filme em relação ao de 2011. O diretor Alan Taylor não impressiona por sua criatividade, mas ao menos merece méritos por fornecer uma abordagem mais medieval e suja ao universo do Deus do Trovão, deixando de lado o visual clean e shakespeariano de Kenneth Branagh – algo também proporcionado pelo excelente trabalho de direção de arte, que mescla elementos vikings com artilharias dignas de Star Wars (os efeitos sonoros, aliás, remetem muito à saga de George Lucas. Com a Disney bancando as duas franquias, deve ser fácil ter acesso à biblioteca de Ben Burtt). Outra correção essencial é o tom da produção: enquanto o primeiro se perdia em seus excessos de humor (outro recorrente problema no universo Marvel), O Mundo Sombrio sabe exatamente quando e onde encaixar suas piadas, gerando um bom timing graças à pequenos detalhes cômicos; como o herói “pendurando” seu martelo na parede de um apartamento.

O grande problema fica na história mesmo. Ainda que mais empolgante e complexa do que a de seu antecessor, os roteiristas criam uma série de conceitos que se perdem dentro da própria lógica (nem o tal do Mundo Sombrio do título ganha uma explicação eficiente). Toda a questão de passagens entre diferentes dimensões faz sentido no início, mas é completamente extrapolada em seu clímax (o que rende uma boa cena de ação, mas sacrifica a compreensão “científica” do espectador). Quem sai perdendo também é a Sif de Jaimie Alexander, que ganha considerável destaque no primeiro ato da projeção – surgindo como potencial interesse amoroso – simplesmente para ser esquecida da metade pro fim, enquanto o vilão de Christopher Eccleston chama a atenção meramente por seu visual elaborado, já que encarna uma figura essencialmente maniqueísta e sem motivações devidamente exploradas.

No fim, Thor: O Mundo Sombrio é um bom filme, mesmo com seus muitos problemas. Diverte, demonstra uma evolução no “Marvel way of cinema” ao corrigir problemas de tom e, felizmente, não cai na armadilha de simplesmente servir como prelúdio ao eventual Os Vingadores 2. Mas mais do que a segunda união da superequipe, é a continuação da trama de Asgard que desperta mais interesse.

Isso nos revela como o Deus do Trovão pode se virar sozinho na tela grande.

Obs: Há DUAS cenas adicionais após o filme. Uma durante os créditos finais e outra no término destes. Não iniciados certamente ficarão no ar com a primeira cena, então aí vai uma explicação: aquela cena nos apresenta ao universo de Os Guardiões da Galáxia, arriscada aposta da Marvel no gênero da ficção científica, que ganhará as telonas em Agosto do ano que vem.

Obs II: Como de costume, Stan Lee faz uma rápida aparição especial. E ele não é o único, mas paro por aqui para não estragar uma GRANDE surpresa…

Obs III: O 3D convertido é absolutamente descartável.

Leia esta crítica em inglês.

THOR: O MUNDO SOMBRIO ganha empolgante trailer

Posted in Trailers with tags , , , , , , , on 7 de agosto de 2013 by Lucas Nascimento

thr

Sinceramente, não botava muita fé em Thor: O Mundo Sombrio. Mas depois do novo trailer divulgado hoje, a expectativa aumentou bastante e agora fico ansiosamente no aguardo da nova aventura do Deus do Trovão vivido por Chris Hemsworth – que o colocará lado a lado com o maligno irmão Loki (Tom Hiddleston) e trará a cientista de Natalie Portman para seu mundo. Confira:

Thor: O Mundo Sombrio estreia em 1º de Novembro.

Deus do trovão solta os raios no primeiro pôster de THOR: O MUNDO SOMBRIO

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 19 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

Com a estreia de Homem de Ferro 3 se aproximando a cada minuto, a Marvel Studios começa a agora a trabalhar na divulgação de seu próximo lançamento. Assim, hoje tivemos o primeiro pôster oficial de Thor: O Mundo Sombrio, que traz uma arte estilosa onde o herói de Chris Hemsworth envolto de raios. Boa arte, ainda que pouco reveladora. Confira:

thor2_p1

Ainda não se sabe muito sobre a trama da continuação, apenas que trará mais cenas em Aasgard do que na Terra, prometendo ser muito mais épico e viking. Pra comandar o barco, está o diretor Alan Taylor (que já cuidou de vários episódios da série Game of Thrones). Tom Hiddleston, Natalie Portman e Anthony Hopkins reprisam seus respectivos papéis.

Thor: O Mundo Sombrio estreia em 8 de Novembro.

| Cavalo de Guerra | Steven Spielberg comanda mais um drama de guerra

Posted in Cinema, Críticas de 2012, Drama, Guerra, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , on 7 de janeiro de 2012 by Lucas Nascimento


O menino e seu cavalo: O potro Joey e seu dono Albert em um momento de reflexão

Steven Spielberg é um dos nomes mais populares do cinema. Depois de ficar um pouco afastado das telas (desde Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal), ele retorna em 2011 com dois promissores projetos: Cavalo de Guerra e As Aventuras de Tintim – mas esse último já é assunto pra outra semana. Quanto ao épico de guerra, o resultado é clichê e até apelativo, mas inegavelmente satisfatório.

A trama segue o potro Joey, que é vendido para uma fazenda e logo treinado pelo jovem Albert, com que cria um vínculo indestrutível. Quando o animal é forçado a servir de montaria na Primeira Guerra Mundial, os dois seguem caminhos diferentes, enquanto a coragem e resistência do cavalo vai ganhando atenção durante o combate.

Esse é daqueles filmes que, quando anunciado, a expectativa é a de um torturante melodrama feito com a clara intenção de arrancar lágrimas de seus espectadores. Por um lado até que é verdade – já que em diversos momentos do filme, nem Spielberg nem o mediano roteiro de Richard Curtis e Lee Hall recorrem situações ou (péssimos) diálogos dramalhões – todavia pelo outro, a história é contada de forma leve e suficientemente agradável, acertando nos momentos apropriados.

Sendo centrado constantemente no cavalo do título, é interessante como o longa “troca” de narradores ao longo de sua projeção, ao mostrar os diferentes donos que Joey coleciona durante sua estadia nas fazendas e campos de batalha. O roteiro da dupla citada no parágrafo anterior é artificial na criação de seus diálogos, mas bem-sucedido quando o objetivo é transitar os diferentes personagens no cenário, mostrando os horrores da guerra através de diferentes olhos (soldados ingleses, alemães e fazendeiros) e situações, mesmo que o próprio não apresente um desenvolvimento tão profundo nas mesmas – desse jeito, o longa seria mais comprido do que já é.

E Spielberg sabe como montar e executar o espetáculo. Experiente após longas de guerra como O Resgate do Soldado Ryan e A Lista de Schindler, não é nenhuma surpresa vê-lo retratando com o mesmo talento os terríveis conflitos durante a Primeira Guerra, especialmente aqueles que tomaram lugar nas trincheiras; e mesmo que não sendo tão violento e explícito (quanto Ryan, por exemplo), o diretor consegue criar uma atmosfera tensa, graças a ajuda da habilidosa montagem de Michael Khan e da linda fotografia de Janusz Kaminski – esta última cria um dos planos mais memoráveis do ano, onde uma execução é mostrada através de um moinho de vento. Não posso esquecer também de John Williams que, mesmo não sendo tão inventivo como antes, acerta na emocionante trilha sonora.

Com um elenco com poucas performances que valham a pena mencionar (a melhor delas sendo a de Tom Hiddleston, o oficial inglês que compra Joey), Cavalo de Guerra é um drama eficiente que, mesmo utilizando artifícios clichês e já explorados, consegue mostrar o poder de uma amizade em meio a uma guerra terrível, onde a inocência do animal – e a compaixão humana por este – surge como um tocante cessar-fogo.

Próximo da Fila: Steven Spielberg (I)

Posted in Próximo da Fila with tags , , , , , , , , , on 3 de julho de 2011 by Lucas Nascimento

Sim, Steven Spielberg está de volta ao cinemão! Além de As Aventuras de Tintin (que você já deve estar cansado de saber), o diretor prepara o drama Cavalo de Guerra, que foca-se na relação entre um fazendeiro e seu cavalo que é obrigado a servir nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

O primeiro teaser trailer saiu essa semana e o resultado é bastante promissor. Spielberg reúne-se com o genial maestro John Williams para adaptar o livro de Michael Morpugo e promete chamar atenção na temporada de prêmios…

O elenco conta com o desconhecido Jeremy Irvine no papel principal do fazendeiro,  enquanto os talentosos Tom Hiddleston (o Loki de Thor) e David Thewlis (o professor Lupin da saga Harry Potter), devem fazer bem como coadjuvantes.

Cavalo de Guerra estreia em 3 de Janeiro de 2012 no Brasil, e parece ser um belo filme.

| Thor | O humor martelou o épico

Posted in Adaptações de Quadrinhos, Aventura, Cinema, Críticas de 2011 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 30 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

 


Os Irmãos Odin: Chris Hemsworth e Tom Hiddleston capricham nas performances de Thor e Loki

Thor, você já deve estar cansado de ouvir, é mais um passo para a construção dos Vingadores da Marvel, cujo projeto é movido com grande ambição pelo estúdio. O filme que apresenta a versão super-herói do Deus do Trovão é um divertido entretenimento mas com sérios problemas de roteiro e tom.

Condensando toda a mitologia do personagem em um filme (funcionando, acrescento), a trama mostra o exílio de Thor à Terra, após despertar uma guerra entre seu reino de Asgard e o dos Gigantes de Gelo, e lutando para recuperar seus poderes e aprender uma lição de humanidade, ao mesmo tempo em que seu irmão Loki (Tom Hiddleston) ganha poder no reino.

Marcando o retorno do irlandês Kenneth Branagh na direção de projetos grandes, o cineasta oferece um bom domínio da narrativa e uma característica visual interessante, com a câmera inclinada (técnica conhecida como “ângulo holandês”), simbolizando de forma eficiente o exílio do personagem-título e sua sensação de “estranho no ninho”. O roteiro infelizmente não desenvolve-a de forma coerente, sendo muito apressado e incapaz de estabelecer relações fortes entre seus personagens (especialmente Thor e a Dra. Jane Foster) , apelando para o humor pastelão.

E esse é um dos principais problemas de Thor: o desequilíbrio de tom. Leva-se a sério nas cenas de Asgard, onde Branagh oferece ângulos e movimentos de câmera criativos e o elenco recita seus diálogos de forma quase shakespeareana; o design de produção aliás, é espetacular e definitivamente contribui nesse conceito. Do outro lado, quando na Terra, o filme transforma-se em uma comédia; piadas e referências brotam constantemente no roteiro (algumas são divertidinhas, claro), em uma óbvia e patética tentativa de alcançar um público maior.


Natalie Portman e Kat Dennings: forçada presença cômica

Não que humor seja descartável (no primeiro Homem-de-Ferro por exemplo, ele funciona muitíssimo bem, nos momentos certos), mas quando você tem coadjuvantes como Natalie Portman e Kat Dennings, ele torna-se insuportável. Aliás, Portman preenche a Dra. Jane Foster com uma euforia tão extrema e inapropriada, que suspeitei do uso de drogas da personagem; e Dennings mostra seu forçado (e descartável) teor cômico logo em sua cena inicial. Quanto a Anthony Hopkins na pele de Odin, basta dizer que ele continua em seu habitual piloto-automático, mas agradável.

Em contrapartida, o semi-desconhecido Chris Hemsworth (ele fez uma breve aparição como pai de Kirk no último Star Trek) dá vida a Thor de forma carismática e eficiente, caracterizando sua arrogância no primeiro ato – especialmente na ótima batalha contra os Gigantes de Gelo – e sua mudança de hábito com suavidade, além de dominar um bom sotaque. E temos Tom Hiddleston, cujo Loki é um dos pontos mais interessantes do filme; com olhar manipulador e ambíguo, é um dos vilões mais bem desenvolvidos do universo Marvel.

Faço questão de mostrar o progresso em relação a Homem-de-Ferro 2; enquanto este era sobrecarregado de referências à SHIELD (agência por trás dos Vingadores), Thor resolve o problema ao fazê-la parte fundamental da trama, de forma muito mais construtiva do que o filme de John Favreau. Aliás, Jeremy Renner faz uma ponta bacana (mas deslocada) como o Gavião Arqueiro.

Com medianos efeitos visuais e ótimas cenas de ação, Thor é um bom entretenimento e característico blockbuster, mas que desequilíbra seu tom entre épico e humor, além de possuir um roteiro apressado. Resta aguardar agora o Capitão América e Os Vingadores para ver como a brincadeira vai terminar.

PS: Há uma importante cena pós-créditos que define o filme dos Vingadores.

Leia esta crítica em inglês.