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O Incógnito Oscar 2013 | Volume I: Atuações

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E chegou a hora da 85º cerimônia dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Ao contrário de algumas edições passadas, o Oscar deste ano promete trazer surpresas entre seus indicados principais (principalmente pela ausência de figuras importantes que vêm se destacando em prêmios de sindicatos), por isso é certo dizer que o Oscar 2013 é uma incógnita em algumas áreas. Começaremos, como sempre, pelas categorias de atuação:

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada ator/atriz para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada ator/atriz já garantiu esse ano

ator

Bradley Cooper | O Lado Bom da Vida

cooper

Personagem: Pat Solitano Jr.

Quem diria que de coadjuvante antagonista em Penetras Bons de Bico até protagonista de um dos filmes de comédia mais lucrativos da atualidade, Bradley Cooper se transformaria em indicado ao Oscar? Na pele de um sujeito diagnosticado com transtornos de personalidade, o ator impressiona por sua eficiente capacidade de alternar de humor naturalmente; hora furioso, resta um elogio sobre sua forma física para fazê-lo sorrir e esquecer seu problema. Mesmo que mantenha certo carisma cômico (característica que se encaixa aqui), é sua dramaticidade que realmente surpreende, assim como sua bela química com Jennifer Lawrence.

Daniel Day-Lewis | Lincoln

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Personagem: Abraham Lincoln

Um dos melhores atores em atividade, Daniel Day-Lewis é um monstro de atuação e caracterização. Entrando na pele do 16º presidente dos EUA, Lewis cria diversos elementos para sua composição; desde o andar meio manco até a suave voz (o ator teve que elaborar uma, já que não existem gravações sonoras de Abraham Lincoln), sendo responsável por todo o mérito de Lincoln. Não é uma performance que domina a tela o tempo todo (afinal, o longa aborda diversas personagens), mas que suga toda a atenção quando aparece. É uma vitória certa e, mesmo não sendo meu preferido entre os indicados, merecida.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Drama
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Hugh Jackman | Os Miseráveis

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Personagem: Jean Valjean

Libertando-se das garras de Wolverine por alguns instantes (afinal, este ano o ator reprisa o papel do mutante imortal), Hugh Jackman solta a voz como protagonista da versão de Tom Hooper de Os Miseráveis. Honrando o título do longa ao surgir de aparência decadente nos minutos iniciais, o ator também soltou a voz e cantou ao vivo durante as gravações do filme; e seu trabalho talvez seja o mais evidente, já que este tem diversas canções em que aparece sozinho e com a câmera o acompanhando sem cortes.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Joaquin Phoenix | O Mestre

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Personagem: Freddie Quell

Após sua brincadeira sem graça como rapper barbudo, Joaquin Phoenix retornou àquilo que faz muitíssimo bem. Na pele de um desequilibrado ex-fuzileiro naval, Phoenix se entrega de corpo e alma e garante uma performance tanto física quanto psicológica, especialmente por manter o mesmo tom de voz, os acessos descontrolados de risadas e por manter um lado de seu rosto torto, quase deformado. É realmente impressionante a dedicação de Phoenix ao personagem, e também como oferece indícios de um possível distúrbio mental de Quell.

Denzel Washington | O Voo

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Personagem: William “Whip” Whitaker

Ainda bem que Denzel Washington é o protagonista de O Voo. O filme de Robert Zemeckis não é ruim, mas o que o torna cativante até o final da projeção é a performance do excelente ator, que encarna um piloto de avião com problemas de alcoolismo – tornando-se uma figura heróica após aterrissar uma aeronave que se despedaçava nos céus. O carisma e ar simpático de Washington nos fazem identificar com Whip e também com sua difícil luta contra o vício – tratado com elementos clichês que o roteiro de John Gatins apresenta, e que só funcionam graças ao ator.

FICOU DE FORA: Jean-Louis Trintignant | Amor

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Personagem: Georges

A Anne de Emmanuelle Riva é o centro de Amor, mas quem realmente acompanha o espectador durante a projeção, é seu marido vivido por Jean-Louis Trintignant. O veterano ator francês acerta ao conseguir transpor todo a sua dedicação à Anne em uma série de ações e também pela paciência que demonstra. Quando este perde a paciência em certo momento (e também em sua decisão inesperada ao fim da projeção), vemos a versatilidade do ator, que imediatamente choca-se com seu feito e pede desculpas. Amor é bem sucedido graças a junção de Trintignant e Riva.

APOSTA: Daniel Day Lewis

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Quando Daniel Day-Lewis quer um Oscar, quem vai ficar em seu caminho?

MEU VOTO: Joaquin Phoenix

atriz

Jessica Chastain | A Hora Mais Escura

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Personagem: Maya

A Maya de Jessica Chastain talvez seja uma das figuras femininas mais badass dos últimos anos. Inspirada em uma agente real da CIA, a responsável por organizar e liderar a caçada pelo terrorista Osama Bin Laden é incrivelmente determinada e jamais perde seu foco, características que a atriz transpõem bem ao exibir o cansaço da personagem através do olhar e a ausência de glamour em sua caracterização. É de se admirar quando Chastain tira o problema de sua inquestionável beleza ficar à frente de sua integridade, adotando uma aura forte e persistência, não hesitando em levantar a voz ou usar palavrões à frente de seus superiores. Não vai ser dessa vez que a atriz levará o ouro, mas só comprova que ela veio pra ficar.

  • Globo de Ouro – Drama

Jennifer Lawrence | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Tiffany Maxwell

Eu me apaixonei por Jennifer Lawrence após vê-la nesta divertida e irresistível performance. Adotando as características excêntricas de Tiffany, Lawrence acerta ao compor sua performance com uma série de nuances faciais (os dentes cerrados quando está nervosa, e  sua risada irônica são arrebatadores) e por atribuir à personagem muita força e uma aura durona – características que a tornam quase que invulnerável emocionalmente. Mas a atriz também acerta quando encontramos os sentimentos que jaziam ocultos dentro de Tiffany, o que revelam as facetas mais complexas desta. Também é um colírio para os olhos vê-la dançando de forma sensual ao som de Stevie Wonder.

  • SAG
  • Globo de Ouro – Musical/Comédia

Emmanuelle Riva | Amor

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Personagem: Anne

Atriz mais velha a ser indicada ao Oscar nesta categoria, a francesa Emmanuelle Riva talvez converta-se também na mais velha vencedora. No papel de uma idosa que é repentinamente atacada por um derrame, a atriz merece créditos por retratar a doença de forma real – sem cair à caricaturas ou clichês – e o resultado é incomodante, de tão verossímil que é seu trabalho. Simpática e adorável quando saudável, a performance da atriz vai melhorando ao passo em que a doença de Anne piora (como quando ela luta para formular algumas palavras).

  • BAFTA

Quvenzhané Wallis | Indomável Sonhadora

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Personagem: Hushpuppy

E Quvenzhané Wallis (desafio vocês a soletrarem o primeiro nome sem trapaça) torna-se a mais jovem atriz a ser indicada na categoria, com apenas 9 anos de idade. Como Indomável Sonhadora só estreia no Brasil na próxima sexta (22), ainda não posso comentar o desempenho da atriz, mas atualizarei assim que assistir ao filme.

  • Critics Choice Awards – Atriz Estreante

Naomi Watts | O Impossível

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Personagem: Maria

Quando O Impossível estreiou, me passou despercebido como um candidato ao Oscar. Dessa forma, não consegui ver o desempenho de Naomi Watts, que interpreta uma mãe que ajuda pessoas desoladas quando um tsunami ataca seu resort na Tailândia. Parece o tipo de papel que requer uma interpretação intensa e desesperadora de sua atriz, mas não posso avaliar o desempenho desta sem ter visto o filme, então…

FICOU DE FORA: Helen Mirren | Hitchcock

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Personagem: Alma Reville

Eu ainda não assisti a Hitchcock, mas a ausência de Helen Mirren foi uma surpresa – já que a veterana esteve presente em quase todas as outras premiações. Dando sua interpretação da esposa de Alfred Hitchcock, Alma Reville, dizem que Mirren conseguiu tomar o filme todo para ela, conseguindo até deixar a elogiada performance de Anthony Hopkins em segundo plano. E pelos trailers (mas não se deve tomá-los como única referência, claro), a atriz parece estar ótima. Anseio pelo dia 1º de Março para ver se a Academia fez um erro, ou não, ao deixá-la de fora.

APOSTA: Emmanuelle Riva (além de se converter em ganhadora mais velha, faz aniversário no dia premiação. Como resistir?)

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Jennifer Lawrence

MEU VOTO: Jennifer Lawrence

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Alan Arkin | Argo

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Personagem: Lester Siegel

Ao lado de John Goodman, Alan Arkin é o alívio cômico perfeito do thriller de Ben Affleck. Assumindo o jeito e os óculos escuros do fictício Lester Siegel, o ator trava os diálogos mais divertidos do filme e assume uma irreverência sem precedentes, mostrando-se como grande entendedor dos negócios em Hollywood (seu confronto verbal com um produtor é seu ponto alto) e uma sátira a esse tipo de figura tão popular nos anos 70, e o ator afirmou que sua principal inspiração foi o produtor Jack Warner. Arkin está ótimo no papel, e nos relembra como funciona bem como um coadjuvante cômico.

Robert De Niro | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Pat, Sr.

Depois de 21 anos sem uma indicação Oscar (e muitos papéis estereótipos em comédias fracas), eis Robert DeNiro é lembrado por seu personagem supersticioso e viciado em futebol americano. E é uma indicação justa, já que o ator enfim sai do piloto-automático e consegue divertir com essa figura honesta e surpreende em uma cena específica em que este finalmente se abre com o filho; revelando que muitas de suas ações eram um mero pretexto para que os dois se reaproximem. DeNiro surge aqui com muita paixão e carisma, e nos lembra daquele ator fantástico que foi no passado. Bom saber que ele ainda existe.

Phillip Seymour Hoffman | O Mestre

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Personagem: Lancaster Dodd

Dando vida ao “mestre” do título, Phillip Seymour Hoffman entrega mais uma performance muito competente. Tendo seu personagem inspirado no escritor de ficção científica L. Ron Hubbard (o fundador da Cientologia na década de 50), o ator inicialmente o preenche com um ar simpático e acolhedor e ao passo que o roteiro de Paul Thomas Anderson vai dando indícios de que  Dodd é um charlatão, Hoffman vai fazendo as mudanças necessárias. Reparem em sua explosiva ira e apelo a agressões verbais quando tem suas ideias contestadas por terceiros. Hoffman faz de Dodd um sujeito ambíguo, uma decisão acertadíssima que é essencial para o sucesso do longa.

  • Critics Choice Awards

Tommy Lee Jones | Lincoln

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Personagem: Thaddeus Stevens

É difícil acompanhar uma presença monstruosa como a de Daniel Day-Lewis, mas Tommy Lee Jones talvez seja o que mais conseguiu se sustentar. Roubando a cena quando não acompanhamos Abraham Lincoln, seu Thaddeus Stevens é uma figura forte e que exala sarcasmo em seus ótimos discursos (e é também o responsável por não torná-los uma chatice total). Jones mantém sua persona rabungenta, mas é na última cena de seu personagem que enfim entendemos suas motivações; e é impossível não seguí-lo quando abre um sorriso muito satisfeito.

  • SAG

Christoph Waltz | Django Livre

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Personagem: Dr. King Schultz

Repetindo a parceria com Quentin Tarantino, o austríaco Christoph Waltz oferece mais um personagem memorável. Na pele do caçador de recompensas alemão King Schultz, o ator traz de volta diversos traços de sua performance em Bastardos Inglórios, como a elegante dicção de um vocabulário elegante, sua educação cortês e sua invejável capacidade de falar múltiplos idiomas com facilidade. E como o único personagem branco que despreza a escravidão no faroeste Django Livre, Schultz ora utiliza de métodos ortodoxos para a resolução de problemas, mas também utiliza a violência quando estes falham. Waltz é um monstro de ator, e Tarantino parece ser o único que aproveita o máximo de seu potencial.

  • Globo de Ouro
  • BAFTA

APOSTA: Christoph Waltz

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tommy Lee Jones

MEU VOTO: Christoph Waltz

FICOU DE FORA: Leonardo DiCaprio | Django Livre

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Personagem: Calvin J. Candie

Sempre injustiçado pela Academia, Leonardo DiCaprio vem experimentando um papel melhor atrás do outro nos últimos anos. No faroeste de Quentin Tarantino, ele assume o primeiro vilão de sua carreira ao interpretar o cruel fazendeiro Calvin Candie e se sai incrivelmente bem. Livrando-se de qualquer trajeto típico de trabalhos anteriores, DiCaprio transforma-se num sujeito narcisista e malévolo, chocando com suas explosões de violência.

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Amy Adams | O Mestre

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Personagem: Peggy Dodd

Com as poderosas atuações de seus colegas Joaquin Phoenix e Phillip Seymour Hoffman (e também pelo maior tempo que o roteiro dedica a estes personagens), não há muito destaque para Amy Adams em O Mestre. A talentosa atriz interpreta a esposa do “mestre” Lancaster Dodd e o que chama a atenção em sua performance é sua mudança de atitude: simpática e acolhedora como o marido em suas primeiras cenas, Peggy logo repudia as ações de Dodd e é aversisva a crescente relação deste com Freddie Quell. A atriz trata bem essas características, mas sua melhor cena é quando fornece prazer a Dodd no banheiro; sua impassibilidade diante da situação (e a dominância sobre o sujeito) é espantosa.

Sally Field | Lincoln

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Personagem: Mary Todd Lincoln

Depois de passar um bom tempo dedicando-se a trabalhos na televisão, a carismática Sally Field retorna ao cinema em 2012 com dois papéis maternos e é lembrado nas premiações por um deles. Claro que não me refiro a sua Tia May de O Espetacular Homem-Aranha mas sim à Mary Todd Lincoln, esposa radical do personagem-título. E assim como Tommy Lee Jones, a atriz consegue seguir a linha de Daniel Day-Lewis com sua adorável preocupação com os filhos e engaja poderosas discussões com Lincoln pela segurança destes. Adoro o momento em que Field vai lentamente destruindo Thaddeus Stevens em uma festa, onde ela o faz com uma dicção dócil e um sorriso imutável.

Anne Hathaway | Os Miseráveis

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Personagem: Fantine

Não querendo menosprezar o filme, mas eu não daria tanta atenção a ele sem a presença poderosa de Anne Hathaway. Mesmo aparecendo em cena por pouco mais de 20 minutos, sua performance é a melhor coisa de Os Miseráveis e, assim como todo o restante do elenco, a atriz protagonizou as cenas de canto ao vivo e seu desempenho nestas é dos mais intensos. Seu tour de fource é definitivamente a canção “I Dreamed a Dream”, onde Hathaway surge completamente vulnerável fisicamente e entrega uma melodia triste e de partir o coração com sua voz fragilizada. Uma performance espetacular.

  • Globo de Ouro
  • SAG
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Helen Hunt | As Sessões

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Personagem: Sheryl

E quase consigo completar o especial, só me falta assistir As Sessões. Sobre a indicação de Helen Hunt, posso afirmar que é corajoso que a atriz participe de diversas cenas de nudez frontal e desempenhe um papel delicado como “terapeuta sexual” de um sujeito paralítico.

Jacki Weaver | O Lado Bom da Vida

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Personagem: Dolores Solitano

Jacki Weaver certamente foi indicada apenas para que O Lado Bom da Vida garantisse indicações nas 4 categorias de atuação (algo que não acontecia a 31 anos, com ), já que sua personagem se destaca pouco no filme. A atriz faz um bom trabalho como a mãe carinhosa que está sempre lá para apoiar o filho (e até retirá-lo da instituição mental antes do planejado) e também a controlar as ações de seu marido. Weaver está eficiente, mas as ações da personagem falam mais alto do que a performance em si.

FICOU DE FORA: Judi Dench | 007 – Operação Skyfall

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Personagem: M

É certo que em 007 – Operação Skyfall quem rouba a cena entre os coadjuvantes é o vilão Silva de Javier Bardem. No entanto, é a primeira vez em que a personagem de Judi Dench tem mais a fazer do que simplesmente dar ordens, e sua relação com James Bond é muito mais explorada aqui. É o que torna a M de Skyfall uma curiosa figura materna, e Dench faz um ótimo trabalho. Sendo sua última participação na franquia, a veterana merecia ser lembrada.

APOSTA: Anne Hathaway

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Se há uma certeza sobre este ano é a de que ninguém tirará o prêmio de Hathaway.

MEU VOTO: Anne Hathaway

Por hoje é só, mas amanhã sai o volume 2 (meu preferido, devo acrescentar) com as categorias técnicas. Até lá!

Atualização:

Volume II: Categorias Técnicas

Volume III: Sons & Músicas

Volume IV: Categorias Principais

Os vencedores do SAG 2013

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , on 28 de janeiro de 2013 by Lucas Nascimento

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E o Sindicato dos Atores divulgou hoje seus resultados. Como estou viajando aqui em Los Angeles, não pude transmitir o evento ao vivo mas vão aí os vencedores nas categorias de cinema:

MELHOR ELENCO

Argo

MELHOR ATOR

Daniel Day-Lewis – Lincoln

MELHOR ATRIZ

Jennifer Lawrence – O Lado Bom da Vida

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Tommy Lee Jones – Lincoln

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Anne Hathaway – Os Miseráveis

MELHOR EQUIPE DE DUBLÊS

007 – Operação Skyfall

É quase certo apostar que os vencedores acima também vão faturar o Oscar no mês que vem. Aguardemos…

| MIB – Homens de Preto 3 | Um bem-vindo (e satisfatório) retorno

Posted in Cinema, Comédia, Críticas de 2012, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , on 26 de maio de 2012 by Lucas Nascimento


Túnel do tempo: O agente J (Will Smith) e o rejuvenescido agente K (Josh Brolin)

No quarto parágrafo, há algumas revelações sobre a trama (nada muito revelador, mas esteja avisado)

Viagem no tempo sempre foi um dos temas mais interessantes da ficção científica no cinema, tendo ganhado boas obras que fazem jus a seu imenso potencial – a maior delas, sem dúvidas é a trilogia De Volta para o Futuro. E é justamente dessa fonte da qual MIB – Homens de Preto 3 toma bastante inspiração, rendendo uma aventura divertida e que rende ótimos momentos.

A trama traz o agente J (Smith) voltando para o ano de 1969, na tentativa de salvar seu parceiro K (Jones) do perigoso alienígena Boris, o Animal (Jemaine Clement) que após assassiná-lo no passado, criou uma realidade alternativa onde a Terra é vítima de uma invasão. Com a ajuda do rejuvenescido K (Josh Brolin), J deverá impedir o vilão e salvar o mundo.

Foram dez anos desde o último MIB, e se o longa anterior não alcançava o mesmo nível do original, já é um progresso notar como o terceiro filme já é um aprimoramento. O roteiro de Etan Cohen, David Koepp, Jeff Nathanson e Michael Soccio (apesar de apenas Cohen ser creditado) mostra-se mais forte e melhor trabalhado, ousando (e divertindo-se) com os conceitos de viagem no tempo. Muitas vezes na forma de Griffin (o relaxado Michael Stulhbarg, de Um Homem Sério), o texto cria discussões interessantes ao mesmo tempo em que brinca com a ideia de que uma simples ação pode mudar o futuro de meios inimagináveis (vide a piada com K esquecendo a gorjeta).

Dentro dessa lógica de viagens no tempo, é importante ressaltar que o diretor Barry Sonnenfeld não as leve tão a sério (e nem deveria, já que isso é uma comédia). No entanto, isso não impede que os roteiristas cometam erros enormes de continuidade. Exemplo: quando J luta contra Boris no clímax, ele usa o dispositivo de viagem no tempo para retornar há alguns minutos atrás e aprender os golpes de seu oponente. Mas ao voltar no tempo, deveria haver dois agentes J (da mesma forma como acontece com Boris, que retorna e alia-se com sua própria versão de 1969) e não um agente J que tenha a consciência da informação que acabou de obter. Não sou nenhum expert no assunto, mas há uma irregularidade aí.

Ainda assim, com o cenário seiscentista bem estabelecido (há espaço para boas gags envolvendo celebridades da época), o elenco consegue trabalhar à vontade. Will Smith está habitualmente carismático e Tommy Lee Jones mantém sua boa presença – mesmo que em tempo consideravelmente menor em tela – mas quem chama a atenção é o ótimo Josh Brolin, que recria com sucesso e maestria os maneirismos de Jones como o jovem K, conseguindo também acrescentar uma camada de sentimentalidade ao personagem e uma química genuína com Smith – merecendo uma indicação ao Oscar pela impecável performance. Do lado alienígena do elenco, Jemaine Clement faz de Boris um belo vilão, mesmo que o mérito de sua presença fique mais em sua caracterização do que atuação.

Acertando também nas sempre incríveis maquiagens de Rick Baker, MIB – Homens de Preto 3 é um belo entretenimento e que traz conceitos de viagem no tempo muito interessantes e momentos sentimentais convincentes. Citando Griffin, essa é uma realidade na qual o terceiro filme se sai até melhor do que o primeiro.

Revisitando MIB – HOMENS DE PRETO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , on 25 de maio de 2012 by Lucas Nascimento

Com MIB – Homens de Preto 3 chegando aos cinemas de todo o mundo hoje, publiquei esse post a fim de reavaliar os longas anteriores da franquia. Vamos lá:

MIB – Homens de Preto (1997)

Impulsionado principalmente pelo ótimo carisma e interação entre Will Smith e Tommy Lee Jones, o primeiro filme da trilogia é um mix perfeito entre comédia e ficção científica. A trama é bem divertida e caricaturial (seja no visual bizarro dos alienígenas, seja na sátira aos setores governamentais secretos dos EUA) e oferece um genuíno entretenimento, além da já mencionada química entre os protagonistas. Filme de origem, acompanhamos o processo de seleção e treinamento do agente J (Smith), que em parceiria com K (Jones) deve salvar o mundo de uma criatura-inseto.

MIB – Homens de Preto II (2002)

Cinco anos depois, Barry Sonnenfeld reune sua equipe para a continuação. Com um considerável intervalo de tempo entre um filme e outro, era de se esperar uma história mais decente do que a que vemos em Homens de Preto II. A primeira metade da projeção é praticamente uma cópia do antecessor (com um personagem alienado à existência da organização MIB, aprendendo sobre a existência de vida extraterrestre) e traz algumas ideias que não passam do ridículo. Traz, no entanto, boas cenas de ação e um coadjuvante de luxo na forma do cachorro Frank.

Agora só falta o terceiro! Amanhã tem crítica aqui no blog.

Primeiro trailer de HOMENS DE PRETO 3

Posted in Trailers with tags , , , , on 12 de dezembro de 2011 by Lucas Nascimento

Depois de quase 10 anos do segundo filme, chega a continuação da franquia Homens de Preto. O terceiro filme ganhou hoje seu primeiro e divertido trailer (“ele sorri assim” foi bacana), trazendo de volta Will Smith e Tommy Lee Jones como os agentes que protegem a Terra de ameaças alienígenas. Confira:

Homens de Preto 3 estreia em 25 de Maio de 2012.

Super Soldado: Especial CAPITÃO AMÉRICA – O PRIMEIRO VINGADOR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de julho de 2011 by Lucas Nascimento

Capitão América – O Primeiro Vingador chega aos cinemas brasileiros prometendo uma bela diversão e mais um capítulo da saga dos Vingadores. Aproveite o (pequeno e breve) especial:


E você achando que o filme de 2011 foi a primeira tentativa com o personagem…

A ideia de um filme sobre o bandeiroso super-herói Capitão América já existe há um bom tempo. Tanto que, antes de ser a mega-produção estrelada que estreia nesta Sexta-Feira, o personagem ganhou um  medíocre filme em 1990.

O longa, dirigido por Albert Pyun, conta a origem do capitão e sua batalha com um (rídiculo) Caveira Vermelha, sendo posteriormente congelado e depois acordando no mundo moderno. O filme foi recebido negativamente em sessões-teste e banido do circuito de salas de cinema, sendo lançado diretamente em vídeo. Quanto ao resultado, quem assistiu diz que é uma porcaria ao nível do primeiro Quarteto Fantástico (é, aquele de 1990 mesmo) e o bacana é que a MGM está relançando o filme em DVD, claramente acompanhando o lançamento do novo filme.

Agora ao negócio sério: Depois de resolver algumas complicações (como uma disputa pelos direitos do personagem) e a Marvel finalmente tornar-se um estúdio independente, o novo Capitão América começara a ganhar vida. A trama começou a ser desenvolvida e fora decidido que o longa manteria a origem do herói na Segunda Guerra Mundial (convenhamos, um cara vestido de bandeira norte-americana correndo por aí não é uma ideia tão facilmente aceitável atualmente…) e um lançamento em 2008.


O diretor Joe Johnston no set do filme

O responsável para comandar o projeto fora Jon Favreau, mas ele optou por trabalhar com outro personagem da Marvel – o Homem-de-Ferro -, deixando assim o caminho livre para uma série de cineastas que incluia, entre outros, o francês Louis Leterrier – este acabou dirigindo, veja só, O Incrível Hulk para a mesma empresa no mesmo ano. Eventualmente, o escolhido foi Joe Johnston (que dirigiu Jurassic Park 3 O Lobisomem), que apontou Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida como principal inspiração de tom.

Depois de muita controvérsia e desaprovação dos fãs, Chris Evans foi escalado para viver o Capitão América, assinando um contrato de nove filmes (que incluem uma trilogia do personagem, Os Vingadores e sabe-se lá o que mais) com a Marvel. Hugo Weaving (que trabalhara com Johnston em O Lobisomem) foi contratado para o papel do Caveira Vermelha – cuja maquiagem levava 2h e meia para ser aplicada – e Hayley Atwell, Stanley Tucci, Tommy Lee Jones, Sebastian Stan e Dominic Cooper preenchem a vaga de coadjuvantes.

As filmagens começaram em Junho do ano passado, passando por diversos locais do Reino Unido (que incluíram Liverpool, Manchester e Londres) que serviram como dublê para a Manhattan da década de 1940. Você já sabe, mas vamos lá: após o encerramento das gravações, o produtor Kevin Feige – o poderoso chefão da Marvel Studios – anunciou um lançamento em 3D convertido (assim como aconteceu com Thor).


Chris Evans digitalmente encolhido para interpretar Steve Rogers

Sobre os efeitos visuais, é interessante apontar a transformação física de Chris Evans. Enquanto o ator teve que ganhar uma pesada musculatura, seu personagem Steve Rogers é um menino magricela e fraco que posteriormente transforma-se no Capitão. Para esse efeito, foram utilizadas duas técnicas: um encolhimento digital do ator e a já conhecida substituição de cabeça (o mesmo efeito usado em O Curioso Caso de Benjamin Button). Finalizando a parte técnica, Alan Silvestri foi chamado para compor a trilha sonora.

Um problema curioso enfrentado pela divulgação do filme foi o título. Enquanto Capitão América – O Primeiro Vingador permanece na maior parte do mundo, na Rússia, Coréia do Sul e Ucrânia ele será conhecido apenas como O Primeiro Vingador, enquanto na China o longa nem vai dar as caras (por um motivo que inclui um limite anual de exibição de longas estrangeiros). O título é fácil de mudar, mas qual a relevância se o filme inteiro gira em torno de um personagem que veste a bandeira americana?

Resta saber se Capitão vai se sair melhor do que Thor e continuar a saga dos Vingadores no cinema e, mais importante do que isto, ser um bom filme.

Os principais personagens do longa:

Steve Rogers/Capitão América | Chris Evans

Steve Rogers era um garoto magricela e fraco, mas com muita coragem e desejo de ajudar seu país na Segunda Guerra Mundial. Suas virtudes psicológicas lhe garantem uma vaga no Programa SuperSoldado, onde é submetido a uma experiência que lhe garante agilidade e força descomunais. Sob o codinome Capitão América, ele lidera o grupo Comando Selvagem para combater nazistas.

Johann Schmidt/Caveira Vermelha | Hugo Weaving

Líder da organização nazista HYDRA, é especializado na exploração de novas tecnologias e armamentos que possam ajudar a vencer a Guerra. Implacável, um experimento mal-sucedido deformou seu rosto, deixando seu crânio exposto e com uma bizarra coloração vermelha. Seu objetivo é encontrar e tomar posse do Cubo Cósmico, um artefato místico que pode lhe garantir poder ilimitado.

Peggy Carter | Hayley Atwell

Durona e glamourosa, a oficial inglesa ajuda os americanos e torna-se interesse amoroso do Capitão América, auxilhando-o em seu treinamento e também em missões.

James ‘Bucky’ Barnes | Sebastian Stan

Órfão e amigo de Steve Rogers antes de este tornar-se um super-herói, ele vira seu parceiro quando o amigo é promovido à Capitão América e ajuda-o no Comando Selvagem.

Howard Stark | Dominic Cooper

Não tem filme da Marvel sem menção à família Stark… O empresário Howard Stark (pai do Tony) é um dos responsáveis pelo programa do SuperSoldado, tendo contribuido na construção e desenvolvimento do uniforme do Capitão América.

Algumas das mais bizarras reviravoltas cinematográficas que já aconteceram na Segunda Guerra Mundial.

Indiana Jones

Na mitologia do famoso arqueólogo, os nazistas renderam duas aventuras que envolviam objetos paranormais (Os Caçadores da Arca Perdida e A Última Cruzada), sendo eles a Arca da Aliança e o Santo Graal. Ambos com uma intenção maléfica e que visa dominar o mundo, mas o resultado sempre foi a favor de Jones. Lembram da abertura da Arca?

Hellboy

A participação dos nazistas no filme é breve, mas muito interessante. Usando uma espécie de portal, os alemães trazem o demônio Hellboy para a Terra, visando utilizá-lo para seus próprios fins. Claro que isso não acontece e o vermelhão trabalha ao lado dos humanos. Destaque para aquele oficial nazista com as facas…

Bastardos Inglórios

E claro, nada de sobrenatural aqui, apenas uma visão completamente doida dos eventos da Segunda Guerra Mundial. Entre os diálogos tarantinescos e muitos escalpos, o longa termina com todo o Terceiro Reich de Adolf Hitler sendo exterminado em uma sessão de cinema.

Alguns dos filmes mais patriotas dos últimos anos.

Independence Day

Pois bem, na ficção científica de Roland Emmerich, os alienígenas invadem o planeta e saem quebrando tudo em diversas regiões. Cabe então, ao exército norte-americano salvar a humanidade. Até aí tudo bem, mas tinha que ser bem no dia 4 de Julho?

Qualquer um do Michael Bay

Transformers, Armageddon, Pearl Harbor e por aí vai… Os filmes de Bay em certos momentos parecem até propaganda do exército (perceba na trilogia dos robôs gigantes a quantidade de tanques, helicópteros e soldados correndo em câmera lenta num cenário de pôr-do-sol).

Outros heróis dos quadrinhos que já se alistaram nas telonas:

Watchmen

Ambientado na Guerra Fria, a presença do Comediante e do Dr. Manhattan na Guerra do Vietnã é fundamental para a vitória dos americanos e acaba por mudar o curso da História. Ninguém foi páreo para o poder ilimitado de Manhattan

X-Men

Aqui fica incluso dois filmes da série dos mutantes: Origens: Wolverine (que mostra Hugh Jackman encarando a Guerra Civil, a Primeira e Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã) e Primeira Classe (aqui, com os X-Men do Professor Xavier impedindo uma catástrofe nuclear na Crise dos Mísseis Cubanos).

Bem, o especial vai ficando por aqui. Perdoem a falta de ideias para o post, mas não deixem de ler a crítica de Capitão América na Sexta-Feira. Até mais!

Homens de Preto 3 chega em 3D

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , on 21 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

O diretor Barry Sonnefield acaba de confirmar que Will Smith e Tommy Lee Jones voltarão para a terceira parte da divertida franquia MIB (Homens de Preto), que será rodada em 3D. Josh Brolin esteve contado para substituir Jones e Sacha Baron Cohen pode aparecer no filme.

Ainda não há nenhuma informação sobre a trama, mas o filme será lançado em 2011. Será que o pug Frank volta?