Arquivo para toy story 3

| Divertida Mente | Crítica

Posted in Animação, Aventura, Cinema, Críticas de 2015 with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de junho de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

InsideOut
Raiva, Nojinho, Alegria, Medo e Tristeza

Ao escrever sobre Universidade Monstros em 2013, discorri sobre como a Pixar manteve uma inacreditável série de sucessos consecutivos que caiam nas graças do público e da crítica – geralmente com uma vitória no Oscar como último estágio. Sem entregar algo realmente digno de sua qualidade habitual desde Toy Story 3, em 2010, o estúdio de volta à boa forma com aquele que pode muito bem ser seu melhor trabalho: Divertida Mente.

A trama é concentrada nas emoções da jovem Riley: Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Nojinho (Mindy Kalling), Medo (Bill Hader) e Raiva (Lewis Black). Estas são responsáveis por controlar o humor, as memórias e a personalidade da garota, dentro de sua mente. Quando Riley enfrenta uma dura fase com uma mudança de cidade, nova escola e colegas, o grupo precisa evitar que esta sucumba a uma depressão.

Só pela premissa já é possível prever que a Pixar almeja por temas mais maduros aqui. Pete Docter (Monstros S.A. e Up: Altas Aventuras) e o co-diretor Ronaldo Del Carmen optam por uma animação com traços mais realistas e orgânicos para suas criações humanas (bem diferentes daqueles vistos em Os Incríveis, por exemplo), e o roteiro assinado por Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley mergulha fundo na psique humana e cria um universo riquíssimo e original, onde ideias e memórias são representadas visualmente através de ilhas, labirintos e grandes desfiladeiros – trazendo à memória os trabalhos de David Lynch (como a brilhante sequência do pensamento abstrato), Tudo o que Você Sempre quis Saber sobre Sexo E tinha Medo de Perguntar (na própria representação de elementos emotivos como figuras físicas) e até A Origem (os labirintos, as grandes construções e o onírico).

Todo o sistema no qual os personagens interagem e se manifestam (até na distribuição de cores, com Raiva assumindo o vermelho e Alegria um forte tom de amarelo) funciona sem se perder na complexidade que certamente deixaria algumas crianças mais confusas. Logo na memorável primeira cena, aprendemos sem nenhuma linha de diálogo como cada emoção reveza a função na “Sala de Comando” e como os elementos inconscientes podem ser afetados por, por exemplo, a protagonista cair no sono – como o Trem do Pensamento. Também encontramos divertidas soluções dos roteiristas para fenômenos comum, tal como uma vinheta antiga que subitamente invade a memória e não sai dali ou a brilhante abordagem à produção de sonhos.

Mesmo que mais maduro do que poderíamos esperar, o filme ainda é uma aventura empolgante com emoções genuínas. É hilário quando necessita (muito se deve a um personagem colorido que prefiro deixar como surpresa) e também emocionante e catártico quando a história avança por terrenos mais complexos, de uma forma que há tempos o estúdio não era capaz de entregar. O inteligente roteiro também é ousado por manter Alegria e Tristeza juntos a maior parte do tempo, ilustrando de uma forma honesta e simples como as duas precisam uma da outra para coexistir, e não numa relação de antagonismo; residindo aí o grande trunfo da produção. E vale apontar que, depois do razoável Tomorrowland e do esquecível Jurassic World, Michael Giacchino enfim traz um grande trabalho este ano com a maravilhosa trilha sonora.

Engraçado, poderoso e completamente imaginativo, Divertida Mente representa o renascimento da Pixar de suas cinzas, finalmente recuperando seu alto posto com uma narrativa corajosa e envolvente. Ah, como é bom estar de volta…

Obs: Fique durante os créditos finais, vale muito a pena.

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Oscar 2011: Transmissão ao Vivo

Posted in Prêmios, Transmissão ao Vivo with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 27 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Atualizado com as fotos da cerimônia.

Já está no ar. Logo após as celebridades terminarem de desfilar com suas variadas vestimentas, começo com a transmissão e comentários.

21:55h –  Boa noite! No momento, a TNT faz uma retrospectiva dos dez filmes indicados.

21:58h – Gostei do O Vencedor, mas considero-o intruso na categoria Melhor Filme…

22:03h – Ah não. A cerimônia só começa às 22:00h. Ou seja, mais meia hora de pré-show… No momento, entrevistas com o co-apresentador James Franco. Ele parece seguro.

22:22h – Ótimo. Todo mundo se ajeitando no Kodak Theater. A Premiação começa em 7 min.

22:27h – Provavelmente, o último intervalo comercial antes do início da cerimônia. 3 min.

22:32h – Começou. James Franco e Anne Hathaway brincam ao aparecer dentro dos filmes indicados. Começando por A Origem. Muito bacana por enquanto…

22:33h – Ok, estou gostando muito!

22:35 – Deu até Morgan Freeman e Alec Baldwin nas participações especiais…

22:36h – Tá. “Pato Marrom” como sátira de Cisne Negro foi ridículo…

22:37h – Ponta bacana do De Volta para o Futuro.

22:38h – E Anne Hathaway e James Franco aparecem no palco!

22:40h – As piadas estão mornas, mas os dois estão carismáticos. Franco parece meio Pineapple Express…

22:41h – Tom Hanks chega para apresentar Direção de Arte e Fotografia. Apostas: A Origem e Bravura Indômita, respectivamente.

22:43h – Hanks dá bons exemplos de filmes vencedores na categoria.

22:45h – Alice no País das Maravilhas ganha Melhor Direção de Arte. Ou seja, Avatar ganhou de novo…

22:46h – Agora Fotografia. Vamo Deakins!

22:47h – Uau. A Origem ganha Melhor Fotografia! Merece, merece. Wally Pfister é demais.

22:48h – Intervalos comerciais. Roger Deakins e sua fotografia de Bravura Indômita realmente mereciam o prêmio, mas hoje, estou feliz por qualquer prêmio que A Origem levar. Quanto à Direção de Arte, Alice é muito bonito, mas fica repetitivo depois de Avatar ganhar ano passado.

22:52h – Voltamos. O grande Kirk Douglas sobe ao palco, jogando charme na Anne Hathaway.

22:53h – E ele vai apresentar Melhor Atriz Coadjuvante. Torço pela Hailee Steinfeld do Bravura Indômita.

22:57h – Kirk Douglas tá demais!

22:57h – Melissa Leo ganha Atriz Coadjuvantem, por O Vencedor. Que bom…

23:58h – “Oh, Oh, Oh Uau!”

23:00h – Ok, legal. Próximo: Justin Timberlake e a (linda) Mila Kunis subindo no palco.

23:02h – Vão apresentar Melhor Animação e Curta de Animação. Toy Story 3 ganha, obviamente. Curta? Não tenho ideia, mas aposto em Day & Night.

23:03h – E Melhor Curta de Animação vai para The Lost Thing.

23:05h – E agora, Melhor Filme de Animação. Toy Story 3, claro.

23:06h – Toy Story 3 ganha Melhor Animação.

23:08h – Brake! Melissa Leo está boa em O Vencedor, mas nem de longe está melhor que Hailee Steinfeld. Toy Story 3 merece Animação e Kirk Douglas fez uma participação memorável e divertidíssima.

23:12h – Voltamos e com retrospectiva da primeira cerimônia do Oscar da História! 1929, onde Asas venceu Melhor Filme.

23:13h – Agora, Josh Brolin e Javier Bardem apresentam os prêmios de Roteiro Adaptado e Original. Apostas: A Rede Social e O Discurso do Rei, respectivamente.

23:14h – A Rede Social ganha Melhor Roteiro Adaptado. Nenhuma surpresa, extremamente merecido.

23:16h – Agora, Roteiro Original. Como eu queria que A Origem ganhasse…

23:18h – O Discurso do Rei ganha Melhor Roteiro Original.

23:20h – Mais intervalo. Bem, A Rede Social indubitavelmente é digno do prêmio, sem contradições. Agora, O Discurso do Rei possui ótimos diálogos e monólogos, mas nem de longe é a ideia original que é A Origem.

23:23h – Já voltou? Que rápido. Anne Hathaway fazendo número musical. Canta bem e faz uma divertida piada com Hugh Jackman.

23:25h – James Franco vestido de mulher. Ta forçando hein…?

23:26h – Helen Mirren e Russell Brand apresentam Melhor Filme Estrangeiro.

23:27h – Em um Mundo Melhor ganha Melhor Filme Estrangeiro (ufa, apostei nele num bolão).

23:29h – Reese Whiterspoon apresenta Melhor Ator Coadjuvante. Christian Bale, claro.

23:32h – Christian Bale ganha Melhor Ator Coadjuvante, por O Vencedor.

23:33h – Gostei do terno dele. Muito bom gosto, mesmo.

23:35h – Mais intervalos. Christian Bale realmente merece o Oscar, sua performance em O Vencedor é o que o filme tem de melhor. Quanto à Filme Estrangeiro, não vi nenhum dos indicados – que vergonha…

23:38h – Voltamos. Exatamente 3 minutos de comerciais! E agora vem discurso do Presidente da Academia. Ótimo…

23:40h – Hugh Jackman e Nicole Kidman apresentam categorias de Som. Boa retrospectiva sobre a evolução do som no cinema.

23:41h –  Existe compositor melhor do que John Williams?

23:42h – Agora vem Trilha Sonora. Ou Discurso do Rei, Rede Social ou Origem. O que ganhar está ótimo.

23:44h – Boa. A Rede Social ganha Melhor Trilha Sonora. Trent Reznor e Atticus Ross recebem as estatuetas.

23:45h – Scarlett Johanssom e Matthew McCoughney apresentam Edição de Som e Mixagem de Som. Deve ser A Origem nas duas.

23:47h – A Origem ganha Melhor Mixagem de Som. Boa.

23:49h – A Origem ganha Melhor Edição de Som. BRAUMMMMMMMMMMMMMM

23:50h – Intervalos. A Rede Social tem uma trilha muito boa e original, merece. A Origem, sem comentários é uma maestria sonora.

23:54h – Voltamos. Marisa Tomei sobre ao palco, pra falar sobre The Cientific Awards.

23:55h – Cate Blanchett apresenta Melhor Maquiagem e Figurino.

23:56h – O Lobisomem ganha Maquiagem. Realmente, nenhum dos outros indicados poderia vencer (ou até mesmo ser indicados).

23:58h – E agora, Figurino. Alice, claro.

23:59h – Alice no País das Maravilhas ganha Melhor Figurino. Só merecia esse prêmio mesmo…

00:01h – Uma homenagem à músicas de filmes. Nem faço ideia da minha preferida…

00:02h – Kevin Spacey no palco.

00:03h – Ahh, começam as performances das canções indicadas… Greaaat! (Sarcasmo)

00:04h – “We Belong Together” do Toy Story 3 é bacana…

00:06h – “I See the light” do Enrolados é mediana.

00:07h – Mais intervalos. Bem, Alice realmente capricha nos figurinos e a maquiagem do Lobisomem é sensacional.

00:10h – E essa propaganda de perfume da Natalie Portman… Uou.

00:11h – Estamos de volta. Amy Adams e Jake Gyllenhaal vão apresentar Curta-Metragem e Documentário em Curta-Metragem.

00:13h – Strangers no More ganha Melhor Documentário em Curta-Metragem.

00:14h – God of Love ganha Melhor Curta-Metragem.

00:17h – Montagem bizarra de canção em vários filmes. Realmente bizarra…

00:19h – Oprah Winfrey sobe no palco para apresentar Melhor Documentário.

00:21h – Trabalho Interno ganha Melhor Documentário.

00:23h – Mais intervalos. Poxa, The Crush merecia Curta-Metragem… E a co-produção brasileira Lixo Extraordinário perdeu para o documentário sobre a recente crise econômica.

00:26h – Voltamos, com Billy Cristal!

00:30h – Um belo discurso e uma retrospectiva bacana sobre o Oscar em preto-e-branco pela primeira vez, na TV.

00:31h – A dupla de Shrelock Holmes Robert Downey Jr. e Jude Law apresentam Efeitos Visuais. Robert está engraçado como sempre.

00:32h – Mas Law não está ofuscado…

00:33h – A Origem ganha Melhores Efeitos Visuais. Boa!³

00:34h – Agora, Melhor Montagem. Essa deve ficar com A Rede Social.

00:35h – Isso mesmo, A Rede Social ganha Melhor Montagem.

00:37h – Intervalos. A Origem faz ótimo uso dos efeitos visuais – são bem sutis. A Rede Social era de fato o melhor dentre os indicados em Montagem, bem rápida e esperta.

00:41h – Voltamos, com mais apresentações das Canções indicadas.

00:42h – “If I Rise”, do 127 Horas até que é boa, mas a parte instrumental é bem superior à cantoria.

00:44h – Gwyneth Paltrow canta bem em “Coming Home” do Country Song, mas não gosto da música…

00:46h – “We Belong Together” de Toy Story 3 ganha Melhor Canção Original. Era o melhor mesmo, Randy Newman recebe o prêmio.

00:48h – Intervalos comerciais.

00:52h – Socorro. Voltamos e já com a Celine Dion cantando…

00:53h – Homenageando todos aqueles que morreram em 2010. Sally Menke, Leslie Nielsen, Blake Edwards, Dennis Hooper… Tantos outros que partiram…

00:56h – Agora, tributo à Lena Horne.

00:58h – Intervalos, só faltam as principais categorias.

01:01h – Voltamos, com Hilary Swank e Kathryn Bigelow apresentando Melhor Diretor. Acho que o David Fincher ganha.

01:02h – Tom Hooper ganha Melhor Diretor, por O Discurso do Rei. Quebrei a cara.

01:05h – Entra Annette Bening pra falar sobre o Governors Awards. Aproveite, acho difícil ela subir no palco novamente…

01:08h – Mais um intervalo. Bem, Tom Hooper fez um trabalho bacana em O Discurso do Rei, mas – dentre os indicados – David Fincher era o melhor, sem dúvida.

01:10h – De volta, com Melhor Atriz sendo apresentado pelo meu ídolo, Jeff Bridges.

01:16h – Natalie Portman vence Melhor Atriz, por Cisne Negro!

01:20h – Agora, Sandra Bullock apresenta Melhor Ator. Colin Firth vai ganhar, claro.

01:24h – Colin Firth vence Melhor Ator, por O Discurso do Rei.

01:28h – Intervalo comercial, faltando apenas Melhor Filme.

01:31h – Steven Spielberg apresenta Melhor Filme. O vencedor vai ser O Discurso do Rei.

01:34h – A montagem dos indicados ficou muito boa.

01:36h – O Discurso do Rei ganha Melhor Filme.

01:39h – Agora, um número musical para fechar a noite. A música: “Somewhere over the rainbow”, cantada por um coral de crianças.

01:41h – Bem, acaba a 83ª Entrega do Oscar. Amanhã (ou melhor, hoje mais tarde), faço um post sobre a cerimônia. Agora, dormir, porque amanhã (ou melhor, hoje mais tarde) tem aula e eu não sei como aguentarei acordar tão cedo… Até mais pessoal, agradeço a presença!

SALDO FINAL:

A Origem – 4 Oscars

O Discurso do Rei – 4 Oscars

A Rede Social – 3 Oscars

O Vencedor – 2 Oscars

Alice no País das Maravilhas – 2 Oscars

Toy Story 3 – 2 Oscars

Cisne Negro – 1 Oscar

O Lobisomem – 1 Oscar

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte IV | Categorias Principais

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 24 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Qual é o parasita mais resistente? Uma ideia. Uma ideia completamente original é muito difícil de ser encontrada atualmente, mas de vez em quando, algumas muito boas aparecem em determinados roteiros. Os indicados são:

Another Year – Mike Leigh

Mais um filme que provavelmente vai passar longe dos cinemas brasileiros… Mike Leigh é um profissional talentoso e acho a premissa de Another Year, que acompanha um casal de meia-idade e suas relações com amigos e familiares. Resta esperar pelo DVD/Blu-ray…

Quotação Memorável:Você não pode sair por aí com uma grande anúncio dizendo, não se apaixone por mim, sou casada.” – Mary

A Origem | Christopher Nolan

Christopher Nolan sempre soube escrever roteiros e ter ótimas ideias, mas ele alcança o topo de sua carreira com A Origem, ao mostrar um grupo de indivíduos que entra na mente de empresários procurando segredos e plantando ideias. A trama se desenvolve com adrenalina e leva a situações complexas e imprevisíveis.

Quotação Memorável: “No estado de sonho as seguranças do subconsciente estão baixas, deixando seus pensamentos vulneráveis ao roubo. Se chama Extração.” – Arthur

O Discurso do Rei | David Seidler

O roteiro de David Seidler acerta em colocar a gaguice do protagonista como foco central do filme, e depois os metódos e serviços de realeza. Desenvolve bem as relações entre seus personagens e escreve diálogos memoráveis e elegantes, com direito à citações de Shakespeare.

Quotação Memorável:Se eu sou Rei, onde está meu poder? Posso declarar guerra? Formar um governo? Criar um imposto? Não! E ainda sim sou o foco das autoridades porque acham que quando eu falo, falo por eles. Mas não sei falar.” – Rei George VI

Minhas Mães e meu Pai | Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

Pois é, não consegui assistir Minhas Mães e Meu Pai, mas a premissa de mostrar um casal de lésbicas que têm filhos através de inseminação artificial – e depois lidar com a aparição do doador – é muito interessante e, pelo visto, tratada com bom humor.

Quotação Memorável:Bem, eu preciso das suas observações do mesmo jeito que preciso de um pau na minha bunda!” – Nic

O Vencedor | Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

 

Original? Não, é pura fórmula dos filmes de esporte – especificamente os de boxe – e não adiciona elemento inédito algum, apenas a relação do boxeador com sua família desequilibrada e consegue criar alguns bons diálogos, mas… Não iria doer colocar Cisne Negro no lugar deste.

Quotação Memorável: “Eu tive que ler o filme inteiro. Maldita legenda” – Charlene Fleming

Ficou de fora: Cisne Negro | Mark Heyman, Andres Heinz e John J. McLaughlin

De fato, Cisne Negro não possui diálogos tão memoráveis, mas merecia a indicação por seu simbolismo e complexidade narrativa ao apresentar a bailarina dividia Nina Sayers. Tomando o balé como plano de fundo, o jogo psicológico é tão intrincado que é difícil distinguir o real do imaginário.

Quotação Memorável:A única pessoa no seu caminho é você mesma” – Thomas Leroy

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Origem

Quando uma ideia completamente original está em falta, resta recorrer à livros, peças ou fazer continuações; podendo simplesmente adaptá-la à tela grande, ou criar algo novo a partir de seu argumento. Os indicados são:

127 Horas | Danny Boyle & Simon Beaufoy

Adaptado de: Livro Between a rock and a Hard Place, de Aron Ralston

Mais uma vez trabalhando com Simon Beaufoy, Boyle e seu parceiro traçam uma narrativa empolgante a partir de uma situação difícil que se passa em um único cenário. Criam bons diálogos em que Aron conversa consigo mesmo e inserem flashbacks/delírios com eficácia.

Quotação Memorável: Essa pedra tem me esperado a minha vida inteira. À sua vida inteira, desde que era uma parte de um meteorito, bilhões de anos atrás. No espaço. Estava me esperando chegar aqui. Bem aqui, nesse lugar. Eu me dirigi a ela minha vida inteira. Desde o minuto que nasci, cada respiro, cada ação tem me levado a esse buraco na superfície. – Aron Ralston

A Rede Social | Aaron Sorkin 

Adaptado de: Livro Bilionários por Acaso, de Ben Mezrich

Que texto. O talentoso Aaron Sorkin traça e conduz uma história sobre a fundação de um site de maneira espetacular, criando diálogos brilhantes, longos, analogias geniais e repleto de referências pop. Grande trunfo também, é a narrativa não linear, que vai e volta no tempo (que a montagem traduz à tela impecavelmente) e acrescenta um tom investigativo à história de Mark Zuckerberg e seu Facebook. O melhor roteiro dos últimos anos.

Quotação Memorável: “Escute, você provavelmente vai ser uma pessoa de computadores de muito sucesso. Mas vai passar a vida inteira achando que as garotas não gostam de você porque você é um nerd. Mas eu quero que você saiba, do fundo do meu coração que isso não vai ser verdade. Vai ser porque você é um babaca.” – Erica Albright

Bravura Indômita | Joel Coen & Ethan Coen

Adaptado de: Livro Bravura Indômita, de Charles Portis

Beirando o excêntrico, o texto dos irmãos Coen apresenta ótimos personagens com motivações cativantes e diálogos excepcionais, que utilizam-se de muito humor negro, piadas e até referências à figuras da época. A bizarrice também marca presença: as longas pausas, os coadjuvantes non-sense e as habituais surpresas…

Quotação Memorável: “O solo está congelado. Se queriam um bom enterro deveriam ter morrido no verão” – Rooster Cogburn

Inverno da Alma | Debra Granik & Anne Rosellini

Adaptado de: Livro Winter’s Bone, de Daniel Woodrell

O texto de Inverno da Alma é bem formulado e tem clima de misterio, mesmo mantendo-se preso do início ao fim à realidade enfrentada pela protagonista. A composição de cada personagem é genial (também gostei dos nomes, como Teardrop) e o destino de cada um é coerente.

Quotação Memorável: “Eu estaria perdida sem o peso de vocês nas minhas costas. Não vou a lugar nenhum” – Ree Dolly

Toy Story 3 | Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich

Adaptado de: Sequência de Toy Story e Toy Story 2

Aceitando o desafio de criar uma história à altura dos primeiros filmes, Michael Arndt escreveu uma trama bem humorada, com emoções fortes e personagens impagáveis (Ken e Lotso entram para a história), conseguindo retratar com eficiência a transição de criança para adolescente, alcançando resultados magníficos.

Quotação Memorável: “Até mais, parceiro.” – Woody

Ficou de fora: O Escritor Fantasma | Robert Harris & Roman Polansky

Provavelmente foi a polêmica prisão do diretor Roman Polansky que evitou que o ótimo Escritor Fantasma recebesse merecidas indicações. A maior delas, seria mesmo o roteiro que provine diálogos formidáveis e elegantes. A trama desenvolve-se bem e apresenta diversas reviravoltas chocantes.

Quotação Memorável: “Um fantasma em um lançamento de seu livro é como uma amante em um casamento” – O Fantasma

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Ninguém. Mesmo.

Já vimos dezenas de categorias nas quatro partes deste especial. Mas apenas uma pessoa pode ter o controle absoluto sobre ela, mudar o que quiser e comandar para atingir o resultado desejado: o diretor. Os indicados são:

David Fincher | A Rede Social

Esnobado por obras-primas como Seven e Clube da Luta, Fincher finalmente recebeu sua indicação em 2009, com Benjamin Button e sua segunda pelo filme mais “comum” de sua carreira. Mesmo mais contido na direção, Fincher dirige o elenco muito bem e compoe sequências extraordinárias; como a cena do hacking (que parece um assalto a banco) e a psicodélica Henley Royal Regatta.

Comentário do diretor sobre seu filme:Eu o vejo como o Cidadão Kane dos filmes de John Hughes” – Entrevista à New York Magazine

Joel Coen & Ethan Coen | Bravura Indômita

Exibindo suas habituais características incomuns ao longo do filme, a dupla merece créditos por, pela primeira vez, não distorcer o gênero em que trabalha, sem enchê-lo de cinismo ou anormalidade. A trama é conduzida de forma empolgante e divertida, recuperando um espírito cinematográfico que eu não via há muito tempo.

Comentário do diretor Ethan Coen sobre o filme: “Claro, Bravura Indômita é um Western, mas nunca consideramos nosso filme como um Western Clássico, e honestamente nunca pensamos nesse gênero em nenhum momento.” – Entrevista ao The Telegraph

Darren Aronfosky | Cisne Negro

O controverso Darren Aronofsky é outro grande cineasta que já estava merecendo uma indicação. Ao contar a história da bailarina Nina, o diretor usa todos os seus traços habituais; como imagens perturbadoras, cenas envolvendo drogas (ninguém faz isso como ele), ousadia, sensualidade e arranca mais uma performance principal excepcional.

Comentário do diretor sobre seu filme: “É do caralho!” – Entrevista no Festival de Toronto.

Tom Hooper | O Discurso do Rei

Vencedor do Directors Guild Awards, Hooper é o favorito para levar a estatueta. O inglês realiza um trabalho elegante ao mesclar técnicas cinematográficas com elementos de TV. Mas seu grande acerto é criar a atmosfera sufocante em torno do protagonista – graças aos enquadramentos; nas cenas em que ele discursa a tensão criada é enorme.

Comentário do diretor sobre o filme: “Eu queria uma visão diferente da Monarquia. Subverter as noções sobre as cerimônias que rodeiam circunstâncias de reis.” – Entrevista ao Below the Voice

David O. Russell | O Vencedor

O quase-desconhecido David O. Russell é visualmente criativo na composição de O Vencedor, acertando em diversos enquadramentos e movimentos de câmera. Faz um bom trabalho, mas nem de longe se compara ao de Christopher Nolan em A Origem, que poderia facilmente tomar a vaga…

Comentário do diretor sobre o filme:

Ficou de Fora: Christopher Nolan | A Origem

Realmente não dá pra descrever a ignorância da Academia em esnobar um dos maiores cineastas do nosso tempo. Filmou um longa de grande escala, viajou a 5 países e é mestre no que faz, sempre intrigando o espectador e impressionando-o. Um dia, ele terá seu momento.

Comentário do Diretor sobre o filme: “A Origem é sobre o potencial da mente humana e o que ela pode criar, e queremos ver isso em grande escala.” – Comentário no Blu-ray do filme

APOSTA: David Fincher | A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Tom Hooper | O Discurso do Rei

Os indicados desse ano são melhores do que os do ano passado, com certeza. Muitos com nota máxima, realmente merecendo, mas apenas um levará o ouro. Os indicados são:

127 Horas

Danny Boyle entrega um de seus melhores trabalhos (até mesmo superior ao Quem quer ser um Milionário?) ao contar a notável história real de Aron Ralston. Equilibrando perfeitamente o tom de humor e drama, é uma experiência dinâmica e (re)apresenta ao mundo o talento de James Franco. Crítica

A Origem

Todo ano, tem aquele filme que é subestimado pela Academia… Aquele que deveria ser o verdadeiro campeão do Oscar. Dessa vez é  A Origem filmaço que resgata elementos do bom cinema, como filmar em locações exóticas, apresentar ideias originais e intrigantes e proporcionar emoções únicas. Inteligente, ousado e repleto de ação de cair o queixo. Crítica

A Rede Social

 

Batendo defrente com O Discurso do Rei como favorito ao grande prêmio, a saga de processos legais e aulas de informática sobre a criação do Facebook é um filme memorável. Com um roteiro esplêndido e excelentes atores, a trama é agitada, emocionante e intrincada. Quem diria que um filme sobre um site chegasse nesse patamar? Crítica

Bravura Indômita

Recuperando um espírito aventureiro a muito não visto, o faroeste dos irmãos Coen é empolgante e divertido, surpreendendo por suas reviravoltas e o perfeito trabalho em conjunto do elenco. Repleto de humor negro e ação, Bravura Indômita é um filme inesquecível e com potencial de clássico. Crítica

Cisne Negro

Provavelmente o mais ousado entre os indicados, Cisne Negro é um filme reflexivo, lotado de simbolismo e sensualidade. Uma visão perturbadora da batalha luz vs. trevas, apresentada em uma narrativa complicada e que nunca é o que parece; sempre pelos olhos de Natalie Portman. Crítica

O Discurso do Rei

Grande favorito (tem PGA, DGA e BAFTA nas mãos), O Discurso do Rei é o melhor filme sobre a realeza já feito. Subverte todos os elementos do gênero e apresenta um olhar diferente à História, por focar-se no problema de gaguice do Rei George VI e tratá-lo com bom humor. Um filme elegante, emocionante e com ótimo elenco. Crítica

Inverno da Alma

Memorável por seu realista retrato das dificuldades enfrentadas por uma família disfuncional no sul dos EUA, Inverno da Alma é um filme dramático e pesado, sendo um pouco monótono em alguns momentos, mas contando com performances admiráveis de seu elenco desconhecido. Crítica

Minhas Mães e Meu Pai

Como tradição, há sempre um indicado que eu não consigo ver… Dessa vez, é a saga familiar lésbica de Minhas Mães e Meu Pai. A premissa é muito interessante, mas é impossível traçar uma análise baseado em premissas, certo? Não me rendo ao download, então verei o filme apenas em seu lançamento em DVD/Blu-ray.

Toy Story 3

Mais uma vez a Pixar marca presença na categoria de Melhor Filme, agora com os brinquedos de Toy Story 3 que se despedem em um filme agradável, repleto de humor, personagens e situações memoráveis e um conclusão de encher os olhos. Crítica

O Vencedor

A mais recente entrada no gênero de boxe não apresenta grandes novidades ou consegue fugir de alguns clichês típicos da premissa. Ganha méritos por retratar de maneira inédita a relação familiar entre o lutador e também pelo elenco estelar, liderado pelo inspirado Christian Bale. Crítica

Ficou de fora: Ilha do Medo

Apresentando níveis de realidade quase tão complexos quanto os de A Origem (eu disse quase), o suspense de Martin Scorsese é uma obra perturbadora e surpreendente, repleta de boas atuações e valores de produção altíssimos e sofisticados. Tão tenso quanto O Iluminado, de Kubrick. Crítica

APOSTA: O Discurso do Rei

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Rede Social

Bem, o especial Oscar 2011 acaba aqui. Apostas feitas, aguardemos a premiação, que vai acontecer no domingo (27) e será transmitida na TNT e Globo, mas você também pode acompanhar uma transmissão aqui pelo blog. Até lá, mas antes, deem sua opinião sobre o grande vencedor da noite:

Batalha pelo Oscar 2011 | Parte III | Sons e Música

Posted in Especiais, Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Conseguimos! Chegamos na parte 3 do especial sobre o Oscar e agora vamos analisar sons, músicas e canções. Vamos lá:

Uma explosão não é uma explosão se ela não tiver um som ensurdecedor, certo? Manipular o som criado ou capturado é uma tarefa complicada, mas o resultado pode ser emocionante. Os indicados são:

A Origem | Richard King

Logo em seus segundos iniciais já é possível se impressionar pelo som de A Origem. É um filme barulhento e muito alto, com tiros, explosões, rachaduras, batidas de carros, trens entre muitos outros. Destaque também às cenas em câmera lentíssima, que exigiram uma distorção sonora trabalhosa. Richard King merece a estatueta e provavelmente vai levá-la.

Bravura Indômita | Skip Lievsay e Craig Berkey

Aqui temos um trabalho notável. Os sons utilizados nas cenas de tiroteios são bem altos e cristalinos, capturando a essência da época, mas dando-lhe um toque moderno. Cavalgadas, pancadas e ecos são editados perfeitamente, merecendo a indicação.

Incontrolável | Mark P. Stoeckinger

Além de acertar na hora das explosões e nas transições de cena, a equipe de Incontrolável merece créditos por contribuir na composição do trem do título como um personagem, distorcendo seus efeitos sonoros até ficarem similares aos de animais, alcançando um resultado monstruoso.

Toy Story 3 | Tom Myers e Michael Silvers

Repleto de sequências empolgantes, a edição sonora ajuda muito. Não me recordo no momento de muitos exemplos, mas a aterradora cena da fornalha é memorável por suas emoções fortes, mas também pelo som que vai aumentando conforme a cena progride.

Tron – O Legado | Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague

Mesmo assistindo no IMAX, não vi grande coisa na edição sonora de Tron. De fato, os efeitos sonoros criados são excelentes, dignos de Ben Burtt, mas o som alto que empolga raramente se destaca; apenas na corrida de motos luminosas temos uma boa experiência sonora.

Ficou de fora: Cisne Negro

O memorável no som de Cisne Negro é como os efeitos são distorcidos – mais ou menos como em A Origem e Incontrolável – para atingir um resultado onírico e assustador, complementando a metamorfose da protagonista de maneira impactante.

Vídeo:

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Acho dificílimo, mas se não for A Origem, Bravura Indômita merece.

Ok, o filme está pronto, editado, os efeitos visuais estão finalizados e os sons no lugar. Agora vem o grande desafio da pós-produção: juntar todos os efeitos sonoros com a trilha sonora, dando espaço a cada um deles de forma apropriada. Os indicados são:

A Origem  |Lora Hirschberg, Gary Rizzo e Ed Novick

A mixagem aqui é arrasadora, um marco. Além de manter intacto o barulhento trabalho da edição de som, o filme vai mesclando diversos sons ao mesmo tempo, sem nunca prejudicá-los ou confundi-los, como na cena em que Ariadne (Ellen Page) passa pelas camadas do sonho; há a trilha sonora de Hans Zimmer, os efeitos sonoros de explosões e batidas e ainda a música de Edith Piaf. Um marco sonoro que executa-se com perfeita maestria.

A Rede Social | Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick e Mark Weingarten

Ao longo do filme, o trabalho de mixagem é consideravlemente simples, porém uma ou duas sequências se destacam. Exemplo: o diálogo entre Mark e Sean em uma balada; o som da cena é perfeito, deixando a música de fundo levemente mais alta do que a conversa, o que faz o espectador “entrar” na cena, como se estivesse de fato dentro de uma balada com som alto.

Bravura Indômita | Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff e Peter F. Kurland

Sendo um filme dos Coen, em muitos momentos o diálogo ou até o silêncio tomará conta da cena. A equipe de mixagem acerta por inserir sutilmente sons de fundo, como fogueiras, rangidos, e também o som das botas de Matt Damon, cujo detalhe da estrela metálica emite um ruído que facilita a identificação de sua presença em cena. Trabalho eficáz.

O Discurso do Rei | Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley

Sinceramente, não vi grande coisa na mixagem aqui. A edição sonora até merecia destaque (pelas cenas em que o protagonista fala pelo microfone), mas trata-se um trabalho sutil e simples. A trilha sonora encaixa-se bem e nunca temos confusões sonoras.

Salt | Jeffrey J. Haboush, William Sarokin, Scott Millan e Greg P. Russell

Não assisti Salt, mas pelos clipes que assisti parece ser uma boa edição, típica de um blockbuster de ação. Trilha sonora, tiros e gritos de Angelina Jolie mesclam-se com sutileza.

Ficou de Fora: Deixe-me Entrar | Ed White, Will Files e Rick Kline

É um trabalho simples, mas eficáz. Contribuindo na construção da aura dark e sinistra do longa, o sons são perfeitamente juntados à trilha e resultam em uma experiência assustadora. Vale lembrar também dos pequenos detalhes; como na maravilhosa cena da capotagem (olha ela de novo!) que mescla os efeitos dos pneus grinchando no asfalto, o rádio ligado, o vidro se quebrando… Tudo na medida certa para garantir uma indicação…

Vídeo:

APOSTA: A Origem

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Bravura Indômita

Um longa metragem não funciona da mesma maneira sem música. A trilha sonora ajuda a criar o tom, manter o ritmo e encher o espectador de emoção, complementando o que está na tela. Os indicados são:

127 Horas | A.R. Rahman

Depois de ganhar o Oscar por seu trabalho em Quem quer ser um Milionário?, o indiano Rahman mantém o ritmo musical de seu país na agitada trilha de 127 Horas. São poucas faixas, e três delas possuem o mesmo acorde (diferentes variações de Liberation), mas a música é intensa e original; conseguindo capturar o espírito do longa e de seu protagonista.

Melhor Faixa: Liberation in a Dream

Clique aqui para ouvir todas as faixas.

A Origem | Hans Zimmer

Vejam bem; o brilhante compositor alemão começou a desenvolver a trilha sonora de A Origem através da leitura do roteiro, não do filme propriamente terminado. Um grande trabalho, que resulta em uma trilha grandiosa, com tons de misterio (One Simple Idea), épica, que combina elementos (Dream is Collapsing) e adequa-se magistralmente a cada cena do filme, passando pelas de ação até as de emoção (Time), que ajudam a arrepiar qualquer espectador.

Melhor faixa: One Simple Idea

Clique aqui para ouvir todas as faixas. 

A Rede Social | Trent Reznor & Atticus Ross

Provando-se como uma das trilhas mais originais dos últimos anos, os sons eletrônicos da dupla representam o futuro; é interessante observar como em várias faixas (especialmente a memorável Hand Covers Bruise) a presença de sons de computador, batidas, a ponta de uma caneta no vidro, rugidos animais (Magnetic) e até uma bela homenagem eletrônica à In the Hall of the Mountain King. Faixas dinâmicas, sombrias e que fazem toda a diferença no filme.

Melhor Faixa: A Familiar Taste

Clique aqui para ouvir todas as faixas.

Como Treinar o seu Dragão | Jim Powell

Gostei muito do trabalho musical de Jim Powell. Suas composições são sempre alegres, mas com ritmo e muita empolgação, tomando muitas referências célticas e irlandesas, conseguindo equilibrar emoção, drama e tons mais épicos que funcionam muitíssimo bem.

Melhor Faixa: Battling the Green Death

Clique aqui para ouvir todas as faixas.

O Discurso do Rei | Alexandre Desplat

Como de costume, o genial francês Alexandre Desplat compõem uma maravilhosa trilha, cujas faixas são predominatemente delicadas, com uso excessivo – e perfeito – do piano para temperar a música, contribuindo na criação de um estado emotivo único do filme.

Melhor Faixa: My Kingdom, My Rules

Clique aqui para ouvir todas as faixas

Ficou de Fora: Tron – O Legado | Daft Punk

Enquanto o roteiro apresenta falhas enormes e os efeitos visuais não alcançam a perfeição desejada, o grande trunfo de Tron – O Legado é mesmo sua trilha sonora eletrônica, assinada pela dupla francesa Daft Punk. As faixas são empolgantes e fazem o possível para tentar deixar o filme interessante; mas a atenção é voltada para os acordes techno-bizarros.

Melhor Faixa: Derezzed

APOSTA: A Rede Social

QUEM PODE VIRAR O JOGO: O Discurso do Rei

Se for um filme predominantemente musical, canções são inevitáveis, mas nos outros gêneros, não vejo muita relevaância na categoria… Os indicados são:

“If I Rise”| 127 Horas

“If I Rise” acerta pela parte instrumental (mais uma vez, com forte referência musical indiana), mas falha pela cantoria desanimada e principalmente pelo coral ridículo ao fundo. A letra até que se adequa ao filme, porém, é uma canção mediana.

“Coming Home ” | Country Song

Ah como eu adoro música country. Not!

“I See the Light” | Enrolados

Bem alegre, bem conduzida e bonitinha. Perdoem a falta de comentários, eu realmente não sou fã dessa categoria…

We Belong Together” | Toy Story 3

De lavar a alma, a canção do último filme dos brinquedos é divertida e empolgante. A letra de Randy Newman adequa-se perfeitamente à trama e o cara sabe cantar. Porque não levar a estatueta?

Ficou de Fora: “Black Sheep” – Clash at the Demonhead | Scott Pilgrim contra o Mundo

A excelente adaptação dos quadrinhos de Scott Pilgrim oferece uma seleção musical de primeira, introduzindo diversas canções de bandas fictícias da trama. A melhor delas, sem dúvida, a Black Sheep do Clash at the Demonhead. A versão do filme, com a dócil voz de Brie Larson, é muito superior à do Metric e também traça um grande paralelo com a narrativa central do filme. Nunca seria indicada, mas vale a lembrança…

APOSTA: Toy Story 3 (We Belong Together)

QUEM PODE VIRAR O JOGO: 127 Horas (If I Rise)

Bem, acaba aqui a Parte 3. Fiquem de olho, na Sexta-Feira tem a última parte, com as categorias principais. Até lá!

A Rede Social leva o ACE Awards

Posted in Prêmios with tags , , , , , , on 20 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

O Editors Guild Awards – e seu prêmio ACE – premiaram ontem A Rede Social como Melhor Montagem em filme de drama, o que aumenta consideravelmente suas chances de vitória no Oscar. Abaixo, a lista completa de vencedores em cinema:

Filme de Drama

A Rede Social

Filme de Musical ou Comédia

Alice no País das Maravilhas

Filme de Animação

Toy Story 3

Diversão no Oscar 2011

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , on 7 de fevereiro de 2011 by Lucas Nascimento

Com a 83ª cerimônia dos Prêmios da Academia se aproximando, alguns talentosos desocupados – eu inclusive – montaram divertidas imagens sobre os indicados à Melhor Filme. Confira:

Lego

Todos os 10 indicados na categoria de Melhor Indicado tiveram cenas recriadas em lego; trabalho de um estudante muito talentoso. Confira:

127 Horas

Cisne Negro

O Vencedor

A Origem

Minhas Mães e Meu Pai

O Discurso do Rei

A Rede Social

Toy Story 3

Bravura Indômita

Inverno da Alma

Simpsons

Como fã incondicional da famosa família amarela, tentei traçar referências entre os 10 indicados e algumas cenas de alguns episódios da série. Confira:

O Oscar será entregue em 27 de Fevereiro.

Oscar 2011: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

Saíram os indicados ao Oscar 2011. Confira abaixo:

Melhor Filme

127 Horas

A Origem 

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Inverno da Alma

Minhas Mães e Meu Pai

Toy Story 3

O Vencedor

Melhor Diretor

David Fincher – A Rede Social

Joel e Ethan Coen – Bravura Indômita

Darren Aronofsky – Cisne Negro

Tom Hooper – O Discurso do Rei

David O. Russel – O Vencedor

Melhor Ator

Javier Bardem – Biutiful

Jeff Bridges – Bravura Indômita

Jesse Eisenberg – A Rede Social

Colin Firth – O Discurso do Rei

James Franco – 127 Horas

Melhor Atriz

Annette Bening – Minhas Mães e meu Pai

Jennifer Lawrence – Inverno da Alma

Nicole Kidman – Reencontrando a Felicidade

Natalie Portman – Cisne Negro

Michelle Williams – Blue Valentine

Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale – O Vencedor

John Hawkes – Inverno da Alma

Jeremy Renner – Atração Perigosa

Mark Ruffalo – Minhas Mães e Meu Pai

Geoffrey Rush – O Discurso do Rei

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams – O Vencedor

Helena Bonham Carter – O Discurso do Rei

Melissa Leo – O Vencedor

Hailee Steinfeld – Bravura Indômita

Jacki Weaver – Animal Kingdom

Melhor Roteiro Original

Another Year – Mike Leigh

A Origem – Christopher Nolan

O Discurso do Rei – David Seidler

Minhas Mães e meu Pai – Lisa Cholodenko & Stuart Blumberg

O Vencedor – Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson

Melhor Roteiro Adaptado

127 Horas – Danny Boyle & Simon Beaufoy

A Rede Social – Aaron Sorkin

Bravura Indômita – Joel Coen & Ethan Coen

Inverno da Alma – Debra Granik & Anne Rosellini

Toy Story 3 – Michael Arndt

Melhor Animação

Como Treinar o seu Dragão

O Mágico

Toy Story 3

Melhor Filme Estrangeiro

Biutiful

Dente Canino

Em um Mundo Melhor

Fora-da-Lei

Incendies

Melhor Direção de Arte

Alice no País das Maravilhas

A Origem

O Discurso do Rei

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Tron – O Legado

Melhor Fotografia

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

Cisne Negro

O Discurso do Rei

Melhor Montagem

 

127 Horas

A Rede Social

Cisne Negro

O Discurso do Rei

O Vencedor

Melhor Figurino

Alice no País das Maravilhas

Bravura Indômita

O Discurso do Rei

I Am Love

The Tempest

Melhor Maquiagem

Caminho da Liberdade

Minha Versão do Amor

O Lobisomem

Melhores Efeitos Visuais

 

Além da Vida

Alice no País das Maravilhas

A Origem

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Homem-de-Ferro 2

Melhor Edição de Som

A Origem

Bravura Indômita

Incontrolável

Toy Story 3

Tron – O Legado

Melhor Mixagem de Som

A Origem

A Rede Social

Bravura Indômita

O Discurso do Rei

Salt

Melhor Trilha Sonora

127 Horas – A.R. Rahman

A Origem – Hans Zimmer

A Rede Social – Trent Reznor & Atticus Ross

Como Treinar o seu Dragão – John Powell

O Discurso do Rei – Alexandre Desplat

Melhor Canção Original

“If I Rise” – 127 Horas

“Coming Home” – Country Song

“I See the Light” – Enrolados

“We Belong Together” – Toy Story 3

Melhor Documentário

Exit Through the Gift Shop

Gasland

Lixo Extraordinário

Restrepo

Trabalho Interno

Melhor Documentário Curta Metragem

Killing in the Name

Poster Girl

Strangers No More

Sun Come Up

The Warriors of Quigang

Melhor Curta-Metragem

The Confession

The Crush

God of Love

Na Wewe

Wish 143

Melhor Curta de Animação

Dia & Noite

The Grufallo

Let’s Pollute

The Last Thing

Madagascar, carnet de voyage

Como esqueceram Christopher Nolan em Melhor Diretor? A Academia tem problemas, claro… Os vencedores serão anunciados em 27 de Fevereiro, durante a cerimônia de premiação.