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| Clube de Compras Dallas | Matthew McConaughey é o novo rei do mundo

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Indicados ao Oscar with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 23 de fevereiro de 2014 by Lucas Nascimento

3.5

DallasBuyersClub

A incrível transformação de Matthew McConaughey

Há uns 10 anos atrás, nunca pensaríamos em Matthew McConaughey como um profissional a ser levado a sério. Protagonista de inúmeras comédias românticas encharcadas de clichês e filmes de ação de qualidade duvidosa (quem lembra de Sahara, hein?), o ator repentinamente deu início a uma série de performances eficientes em ótimas produções (incluindo também a excelente série True Detective), culminando em sua primeira indicação ao Oscar com Clube de Compras Dallas; um bom filme, mas cujo mérito reside na força de seu protagonisga

A trama é inspirada na vida real de Ron Woodroof, um eletricista que descobre ter contraído o vírus da AIDS em 1985, período em que a doença ainda era lidada com preconceitos e métodos pouco eficientes. Tendo os dias contados, Woodroof acaba experimentando medicamentos ilegais nos EUA e, notando resultados superiores aos obtidos pelo tratamento convencional, inicia uma organização a fim de tratar pacientes com AIDS pelo uso de drogas clandestinas.

Dirigido com firmeza pelo canadense Jean Marc-Vallée, Clube de Compras Dallas claramente não traz um tema fácil. A AIDS até hoje permanece uma questão delicada, e o roteiro da black-list (seleção dos melhores roteiros não produzidos) assinado por Craig Borten e Melisa Wallack acertadamente traz críticas a respeito da burocracia governamental da época, o despreparo do sistema médico, a homofobia e o preconceito – temas distintos amarrados através de diálogos eficientes e até mesmo um senso de humor bem colocado. O elemento inesperado surge da curiosa relação entre o protagonista e a travesti Rayon, vivido com maestria pelo favorito ao Oscar Jared Leto: Woodroof é machista e homofóbico, enquanto Leto faz do personagem transexual uma figura energética, divertida e trágica, impressionando também por sua pesada caracterização.

Mas em termos de performance e caracterização, é mesmo Matthew McConaughey quem toma o show para si. Com uma perda de peso visível e chocante, o ator mergulha fundo na pele de Ron Woodroof e consolida de vez sua nova fase como ator dramático. Seja nas diferentes relações com Leto, Jennifer Garner ou o policial vivido por Steve Zahn, McConaughey segura o filme até mesmo quando este perde o fôlego; algo que acontece quando a projeção atinge sua meia hora final, que se desenrola de forma lenta e que certamente fluiria melhor caso os montadores Martin Pensa e o diretor Vallée chegassem direto ao ponto – algo que realizam tão bem ao cobrir as passagens de tempo nas sequências em que Woodroof obtém e distribui as drogas experimentais.

Ao fim, Clube de Compras Dallas é uma história cativante sobre um sujeito interessante, sendo favorecida pelas esforçadas performances de seu elenco principal. O resultado seria melhor com alguns minutos a menos, mas felizmente Matthew McConaughey é bem sucedido ao carregar o filme todo nas costas.

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Traços da Ressaca | Especial SE BEBER, NÃO CASE!

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

Hang

A estreia de Se Beber, Não Case! Parte III já é na próxima sexta. Assisti ao filme na cabine de imprensa e, realmente, a fórmula tradicional dos dois primeiros não está lá. Com mais detalhes em minha crítica, deixo aqui uma comparação entre o primeiro e segundo filme da trilogia de Todd Phillips, analisando alguns aspectos em comum. Confiram:

(Spoilers, MUITOS spoilers)

SE BEBER, NÃO CASE! (2009)

Cenário: Las Vegas, EUA

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O Desaparecido: Doug, o noivo

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A Noiva: Tracy

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Música do Danzig na Abertura: Thirteen

Música do time lapse: “Yeah”, de Usher (vídeo junto ao Despertar)

Música do Despertar: “Fever”, de The Cramps

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: Concussão na cabeça

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Sacanagem do Alan: Simula a masturbação de um bebê

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Merda que o Stu faz: Arranca o próprio dente

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Prostituta da vez: A stripper Jade

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Ponta do Bryan Callen: O casamenteiro Eddie

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Animal: Tigre do Mike Tyson

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Música cantada por Mike Tyson: “I can feel it in the air”

Canção do Stu: “Doug”, no piano

Evidência em video da noitada: Câmeras de segurança do Mike Tyson

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O Gângster: Sr. Chow

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Causa da perda de memória: Os “roofies” comprados erroneamente por Alan

Momento ousadia irrelevante: Faturar 80.000 dólares para criminosos contando cartas, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido.

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Paradeiro do sumido: Terraço do Ceaser’s Palace

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Danos ao sumido: Queimaduras de sol

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo deserto de Las Vegas a bordo do carro dos Garner

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Fotos: Na câmera de Stu

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Música do Flo Rida nos créditos: Right Round

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011)

Cenário: Bangcoc, Tailândia

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O Sumido: Teddy, o cunhado

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A Noiva: Lauren, noiva de Stu

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Música do Danzig na abertura: Black Hell

Música do time lapse: “Monster”, de Kanye West, Rick Ross, Jay-Z, Bon Iver e Nicki Minaj

Música do despertar: “The Beast in Me”, de Johnny Cash

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: É baleado por traficantes russos

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Sacanagem do Alan: Simula sexo oral entre um idoso e um macaco

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Merda que o Stu faz: Tatua o rosto

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Prostituta da vez: O travesti Kimmy

kimmy

Ponta do Bryan Callen: O traficante Samir

samir

Animal: O macaco traficante

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Música cantada pelo Mike Tyson: “One Night in Bangkok”

Canção do Stu: “Alantown”, no violão

Evidência em video da noitada: Celular do tatuador

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O Gângster: Kinglsey (kind of)

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Perda de memória: A bizarra mistura de remédios e laxante de Alan

Momento Ousadia Irrelevante: Se meter numa perseguição de carro para recuperar um macaco com código para criminosos, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido

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Paradeiro do sumido: Elevador enguiçado do hotel

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Danos ao sumido: Amputação do dedo anular

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo Golfo da Tailândia a bordo da lancha do sr. Chow

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Fotos: No Iphone de Teddy

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Música do Flo Rida nos créditos: Turn Around

Não é difícil encontrar as semelhanças entre os filmes, certo?

Se Beber, Não Case! Parte III estreia no dia 30 de Abril. A crítica sai amanhã!