Arquivo para trilogia

| De Volta Para o Futuro | Crítica Clássicos

Posted in Aniversário, Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 15 de março de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

bttf
Michael J. Fox na arte icônica de Drew Struzan

Quando se fala de viagem no tempo no cinema, a trilogia De Volta para o Futuro é a primeira referência de muita gente, dada a eficiência e popularidade da obra de Robert Zemeckis. É uma ficção científica que consegue mesclar a inteligência, humor e aventura como poucas obras do cinema hollywoodiano.

A imortal trama assinada por Zemeckis e Bob Gale começa quando Marty McFly (Michael J. Fox) acompanha seu amigo, o excêntrico Dr. Emmett Brown (Christopher Llyod) em seu mais recente experimento científico: uma máquina do tempo construída na forma de um DeLorean. As coisas dão errado e Marty acaba viajando de volta para a década de 50, onde interfere no romance de seus pais (Crispin Glover e Lea Thompson), colocando sua própria existência em risco.

É um tipo de ideia que infelizmente não encontramos com muita frequência agora. Todos os diferentes temas e gêneros se misturam com maestria no roteiro super bem amarrado de Zemeckis e Gale, equilibrando o humor com os “complexos” conceitos de viagem no tempo e os paradoxos do espaço-tempo continuum, além da crescente tensão para que Marty conserte a bagunça que fez. As piadas envolvendo o homem fora de sua época são obrigatórias e funcionam excepcionalmente, desde um cosplay elaborado de Darth Vader até uma inebriante performance de “Johnny Be Good” que se revela, literalmente, anos a frente de seu tempo (“Mas seus filhos vão adorar!”). E falando em música, o que dizer do vibrante tema assinado por Alan Silvestri?

A improvável situação de um jovem acabar atraindo a versão mais jovem de sua mãe também é engraçadíssima, mesmo que um tanto doentia. Daí a performance insanamente carismática e confusa de Michael J. Fox se sobressai, tanto na relação com Lea Thompson quanto com seu pai, vivido de forma nerd por Crispin Glover. Aliás, é Glover quem tem o arco de personagem mais interessante da produção, passando do nerd inseguro e bobão para um sujeito mais seguro, alterando completamente – e literalmente – seu futuro, numa das mais gratas surpresas do longa.

Mas claro, a dupla dinâmica é Fox e o ótimo Christopher Lloyd, que abraça de forma divertida o estereótipo do cientista louco sem transformá-lo numa caricatura total (mesmo que surja sempre com uma descabelada peruca branca ou engenhocas fraudulentas para leitura mental). A improvável parceria dos dois é o que move toda a história, e é muito curioso pensar sob quais circunstâncias a dupla teria se conhecido em 1985, mas entra o elemento da viagem no tempo para criar uma espécie de paradoxo: ao ser mandado de volta para 1955, Marty é forçado a iniciar uma amizade com Doc para se salvar, justificando como a aliança dos dois começara antes mesmo de Marty nascer. Confuso? Nem tanto.

De Volta para o Futuro é um clássico imortal que permanece como um dos melhores exemplares de cinema hollywoodiano blockbuster de qualidade, facilmente transitando entre o humor e o suspense em sua leve, porém inteligente, trama de ficção científica.

E estamos só começando…

Anúncios

Primeiro trailer de O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 28 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

hobbit3_02

A menos que a Warner e a Marvel sejam carinhosas e disponibilizem os vídeos de Batman v Superman e Os Vingadores 2: A Era de Ultron, esse primeiro trailer de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é a última “relíquia” da Comic-Con deste ano. A prévia do último capítulo da trilogia de Peter Jackson é um teaser em essência, mas tem mais imagens do dragão Smaug e preparações para a grande batalha do título.

Confira:

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos estreia em 11 de Dezembro.

Confirmado o elenco de STAR WARS VII

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 29 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

20140429-151748

Após mais de UM ANO desde o anúncio da produção, o diretor J.J. Abrams finalmente soltou a lista oficial com o elenco de Star Wars: Episódio VII. Como já era esperado, nomes pouco conhecidos compartilham terreno com alguns veteranos da franquia. Confira:

Old School: retornam Mark Hamill (Luke Skywalker), Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Leia Organa), Anthony Daniels (C-3PO), Peter Mayhew (Chewbacca) e Kenny Baker (R2-D2).

A Nova Turma:

Andy Serkis (O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos)

???????????

Adam Driver (série Girls e Inside Llewyn Davis)

driver

Max Von Sydow (veterano de diversos filmes de Ingmar Berman, e indicado ao Oscar por Tão Forte e Tão Perto)

max

Oscar Isaac (Inside Llewyn Davis, Drive)

Oscar-Isaac

Domhnall Gleeson (Bravura Indômita, Questão de Tempo)

gleeson

John Boyega (Ataque ao Prédio)

jo

Daisy Ridley (das séries Mr Selfridge e Silent Witness)

daisy

Como já era algo esperado, houve um sábio balanço entre nomes pouco conhecidos e o elenco da trilogia original. E agora, o que esperar? As filmagens já estão começando, e mais informações devem sair em breve. Ou não, vocês conhecem o JJ.

Star Wars: Episódio VII estreia em 18 de Dezembro de 2015.

Confira o trailer de BOYHOOD, de Richard Linklater

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 25 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

Boyhood-17abr2014-01

Responsável pela indispensável trilogia do Antes (Amanhecer, Pôr do Sol e Meia-Noite), o cineasta Richard Linklater nos apresenta a outro projeto que incorpora longos espaços temporais em sua história (a saga de Jesse e Celine teve um filme a cada nove anos). O filme da vez é Boyhood, no qual Linklater trabalha desde 2002, e concentra-se no crescimento e amadurecimento de um garoto (Ellar Salmon) ao longo de 12 anos.

Confira o primeiro trailer:

Projeto ambicioso, recebeu diversos elogios em sua exibição no Festival de Sundance. Promissor.

Boyhood estreia no Brasil em 30 de Outubro.

| Divergente | Franquia literária falha ao tentar repetir sucesso de Jogos Vorazes

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

DIVERGENT
Shailene Woodley é Tris: Talentosa

Como foi rápido. A bem sucedida franquia Jogos Vorazes ainda está no segundo capítulo e Hollywood já assumiu que governos autoritários são a nova moda, apostando agora na trilogia young adult Divergente, de Veronica Roth. O problema é que, ao contrário da série protagonizada por Jennifer Lawrence, o filme de Neil Burger não chega nem perto no quesito de oferecer boas discussões sociais e também falha como espetáculo, limitando-se a se concentrar no aspecto teen de sua história.

A trama, adaptada por Evan Daugherty e Vanessa Taylor, apresenta uma sociedade distópica futurista dividida em cinco facções: Abnegação, Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza, cada uma com suas características e funções sociais diferentes. Nesse cenário, a jovem Tris (Shailene Woodley) acaba por descobrir ser uma Divergente, espécie que não se encaixa em nenhuma das divisões e representa uma ameaça para o governo autoritário de Jeanine (Kate Winslet).

Apesar de uma premissa remotamente interessante (remotamente, eu disse), Divergente desperdiça seus conceitos de ficção científica ao apostar na óbvia trama amorosa entre seus protagonistas. No primeiro momento em que Tris e Quatro (o estreante Theo James) compartilham um primeiro beijo apenas para que a trilha incidental traga uma musiquinha adolescente com gemidos angelicais, me ficou bem evidente o tipo de filme que Neil Burger estava fazendo – e para quem o estava. Ainda que o roteiro acerte ao criar uma protagonista forte e convincente na figura de Tris (e a ótima performance de Shailene Woodley é o que nos faz ter o mínimo de interesse nela), falha miseravelmente ao apresentar uma trama inteligente, transformando os personagens em figuras maniqueístas (afinal, que diabos a personagem de Kate Winslet quer?) e presas à arquétipos batidos: a sidekick Christina (Zoë Kravitz), o instrutor malvado (Jai Courtney) e o colega imbecil provocador (Miles Teller, que desperdício).

Burger até consegue empolgar com a exploração do excelente design de produção futurista de Andy Nicholson e em algumas sequências de ação, especialmente durante o treinamento da facção Audácia, onde sobram referências a Clube da Luta (“a luta só acaba quando um de vocês não aguentar mais”), mas que cativam pela brutalidade e a pontualmente eficiente trilha eletrônica de Junkie XL; outro bom discípulo do mestre Hans Zimmer. Mas ainda que traga uma boa sequência de alucinação aqui e ali (não se esqueçam de que Burger é responsável por Sem Limites), o filme se perde em um terceiro ato bagunçado e que de alguma forma consegue reunir a família INTEIRA da protagonista e um personagem (Marcus, vivido por Ray Stevenson) que o roteiro cisma em oferecer em importância no início, mas é rebaixado a um simples coadjuvante dispensável ao longo da narrativa.

Com certeza fãs do livro argumentariam que tais elementos são importantes dentro do livro ou de suas continuações, mas novamente insisto que cinema e literatura são mídias completamente opostas. E se o filme de Neil Burger não consegue sobreviver sozinho, já é uma evidência de sua irregularidade.

Excessivamente longo e sem graça, Divergente é uma aposta falha para o público maior, sendo limitada apenas aos admiradores do material original. Desperdiça um bom elenco e não chega nem aos pés da franquia que quer ser, carecendo de uma trama alegórica inteligente ou de um espetáculo verdadeiramente convincente.

Batman vai estar em O HOMEM DE AÇO 2

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 20 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

bat

Puta merda. Mais uma bomba vindo da Comic-Con: a novidade da vez é de que o Cavaleiro das Trevas vai se unir ao Superman para a continuação de O Homem de Aço em 2015. É esperado um anúncio mais direto no painel da Warner Bros que vai acontecer hoje, assim como a confirmação dos retornos de Zack Snyder, David S. Goyer e Christopher Nolan.

Vale lembrar que, mesmo com o retorno do Batman, a trilogia de Nolan fica isolada da mitologia de O Homem de Aço; afinal, o próprio Christian Bale já afirmou que vestiu a capa do Morcego pela última vez no ano passado.

Mas tudo pode acontecer. Aguardemos por mais novidades.

ATUALIZAÇÃO: É oficial! Batman vai estar no próximo filme do Superman. Snyder e Goyer retornam na direção e roteiro, Nolan agora assume o cargo de produtor-executivo.

Além disso, a Warner planeja lançar um filme do Flash em 2016 para lançar Liga da Justiça só em 2017. Mas quem precisa de Liga da Justiça quando se têm os dois super-heróis mais populares da História num único filme? Responsa, hein, Zack Snyder.

_1374352275

| Antes da Meia-Noite | Uma última visita ao mais espontâneo casal do cinema moderno

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , on 20 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

BeforeMidnight
Química explosiva: Julie Delpy e Ethan Hawke voltam para mais longas conversas e caminhadas

Eu nunca havia assistido os primeiros exemplares da trilogia de Richard Linklater sobre os encontros e desencontros de um casal apaixonado que conversa praticamente durante toda a projeção. Acontece que Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol (lançados, respectivamente, em 1995 e 2004) são dois dos mais belos e apaixonantes filmes de romance que já tive o prazer de conhecer, e sua terceira parte, Antes da Meia-Noite, representa a lógica evolução da saga de seus personagens.

A trama se passa (como de costume) nove anos desde o último encontro entre Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), com os dois mantendo uma relação estável e filhas gêmeas. De férias na Grécia, o casal trava mais diálogos longos sobre o amor e acabam descobrindo divergências no estágio atual de seu relacionamento – principalmente pela tristeza de Jesse em ficar afastado de seu filho do casamento anterior e a tentadora oferta de trabalho oferecida a Celine.

É difícil falar sobre Antes da Meia-Noite sem entrar em detalhes muito grandes, afinal – assim como em seus antecessores – Linklater opta por longuíssimos planos que temos o casal de protagonistas conversando sobre diversos assuntos, onde o prazer encontra-se na observação. Não apenas impressiona a qualidade do texto (que aqui consegue passar sobre temas como a morte, o avanço da tecnologia nas relações sociais e até o papel do governo com o meio ambiente), mas a naturalidade esbanjada por Hawke e Delpy ao proferi-los. Dezoito anos após o primeiro filme e os dois permanecem os mesmos (percebam o sutil detalhe da capa de celular de Celine, um daqueles modelos que traz o desenho de uma fita de música, que combina perfeitamente com seu estilo alternativo) ainda que demonstrem um perceptível envelhecimento – e o fato de ambos zombarem dessas transformações físicas constantemente acrescenta mais verossimilhança (e afeto) à relação.

E se os personagens e a dialética permanecem iguais, este terceiro filme é radicalmente diferente dos anteriores à sua forma. A começar pela presença de vários coadjuvantes que participam das conversas dos protagonistas (como bem se lembra, Amanhecer e Pôr-do-Sol traziam Jesse e Celine dominando praticamente cada minuto do filme juntos), o que é fundamental para alcançar um desenvolvimento maior em assuntos mais robuscados, como a discussão acerca do papel da tecnologia em uma relação, ou em uma eficiente forma de mostrar os diferentes “lados” dos protagonistas. Outro fator inédito é a ausência de um elemento delimitador de tempo: Jesse não tem um voo marcado dessa vez, o que inova a proposta da franquia ao substituir o conceito de “rápido caso amoroso” por um amadurecimento por parte de seus personagens e realizadores. Jesse e Celine começam a enfrentar brigas e conflitos que chocam; mas todos com a mesma inteligência e sentimento de seus habituais diálogos.

Antes da Meia-Noite vem para contestar que mesmo as mais perfeitas relações amorosas se deparam com inevitáveis desgastes e divergências. Jesse e Celine já não têm mais aquela áurea de contos de fadas, e Richard Linklater os transporta para um mundo mais real e com o qual certamente muitos podem se identificar . E aí, será que em nove anos encontraremos essas figuras apaixonantes novamente?