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| De Volta Para o Futuro | Crítica Clássicos

Posted in Aniversário, Aventura, Cinema, Clássicos, Críticas de 2015, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , on 15 de março de 2015 by Lucas Nascimento

5.0

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Michael J. Fox na arte icônica de Drew Struzan

Quando se fala de viagem no tempo no cinema, a trilogia De Volta para o Futuro é a primeira referência de muita gente, dada a eficiência e popularidade da obra de Robert Zemeckis. É uma ficção científica que consegue mesclar a inteligência, humor e aventura como poucas obras do cinema hollywoodiano.

A imortal trama assinada por Zemeckis e Bob Gale começa quando Marty McFly (Michael J. Fox) acompanha seu amigo, o excêntrico Dr. Emmett Brown (Christopher Llyod) em seu mais recente experimento científico: uma máquina do tempo construída na forma de um DeLorean. As coisas dão errado e Marty acaba viajando de volta para a década de 50, onde interfere no romance de seus pais (Crispin Glover e Lea Thompson), colocando sua própria existência em risco.

É um tipo de ideia que infelizmente não encontramos com muita frequência agora. Todos os diferentes temas e gêneros se misturam com maestria no roteiro super bem amarrado de Zemeckis e Gale, equilibrando o humor com os “complexos” conceitos de viagem no tempo e os paradoxos do espaço-tempo continuum, além da crescente tensão para que Marty conserte a bagunça que fez. As piadas envolvendo o homem fora de sua época são obrigatórias e funcionam excepcionalmente, desde um cosplay elaborado de Darth Vader até uma inebriante performance de “Johnny Be Good” que se revela, literalmente, anos a frente de seu tempo (“Mas seus filhos vão adorar!”). E falando em música, o que dizer do vibrante tema assinado por Alan Silvestri?

A improvável situação de um jovem acabar atraindo a versão mais jovem de sua mãe também é engraçadíssima, mesmo que um tanto doentia. Daí a performance insanamente carismática e confusa de Michael J. Fox se sobressai, tanto na relação com Lea Thompson quanto com seu pai, vivido de forma nerd por Crispin Glover. Aliás, é Glover quem tem o arco de personagem mais interessante da produção, passando do nerd inseguro e bobão para um sujeito mais seguro, alterando completamente – e literalmente – seu futuro, numa das mais gratas surpresas do longa.

Mas claro, a dupla dinâmica é Fox e o ótimo Christopher Lloyd, que abraça de forma divertida o estereótipo do cientista louco sem transformá-lo numa caricatura total (mesmo que surja sempre com uma descabelada peruca branca ou engenhocas fraudulentas para leitura mental). A improvável parceria dos dois é o que move toda a história, e é muito curioso pensar sob quais circunstâncias a dupla teria se conhecido em 1985, mas entra o elemento da viagem no tempo para criar uma espécie de paradoxo: ao ser mandado de volta para 1955, Marty é forçado a iniciar uma amizade com Doc para se salvar, justificando como a aliança dos dois começara antes mesmo de Marty nascer. Confuso? Nem tanto.

De Volta para o Futuro é um clássico imortal que permanece como um dos melhores exemplares de cinema hollywoodiano blockbuster de qualidade, facilmente transitando entre o humor e o suspense em sua leve, porém inteligente, trama de ficção científica.

E estamos só começando…

Primeiro trailer de O HOBBIT: A BATALHA DOS CINCO EXÉRCITOS

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , on 28 de julho de 2014 by Lucas Nascimento

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A menos que a Warner e a Marvel sejam carinhosas e disponibilizem os vídeos de Batman v Superman e Os Vingadores 2: A Era de Ultron, esse primeiro trailer de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos é a última “relíquia” da Comic-Con deste ano. A prévia do último capítulo da trilogia de Peter Jackson é um teaser em essência, mas tem mais imagens do dragão Smaug e preparações para a grande batalha do título.

Confira:

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos estreia em 11 de Dezembro.

Confirmado o elenco de STAR WARS VII

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 29 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Após mais de UM ANO desde o anúncio da produção, o diretor J.J. Abrams finalmente soltou a lista oficial com o elenco de Star Wars: Episódio VII. Como já era esperado, nomes pouco conhecidos compartilham terreno com alguns veteranos da franquia. Confira:

Old School: retornam Mark Hamill (Luke Skywalker), Harrison Ford (Han Solo), Carrie Fisher (Leia Organa), Anthony Daniels (C-3PO), Peter Mayhew (Chewbacca) e Kenny Baker (R2-D2).

A Nova Turma:

Andy Serkis (O Senhor dos Anéis, Planeta dos Macacos)

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Adam Driver (série Girls e Inside Llewyn Davis)

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Max Von Sydow (veterano de diversos filmes de Ingmar Berman, e indicado ao Oscar por Tão Forte e Tão Perto)

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Oscar Isaac (Inside Llewyn Davis, Drive)

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Domhnall Gleeson (Bravura Indômita, Questão de Tempo)

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John Boyega (Ataque ao Prédio)

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Daisy Ridley (das séries Mr Selfridge e Silent Witness)

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Como já era algo esperado, houve um sábio balanço entre nomes pouco conhecidos e o elenco da trilogia original. E agora, o que esperar? As filmagens já estão começando, e mais informações devem sair em breve. Ou não, vocês conhecem o JJ.

Star Wars: Episódio VII estreia em 18 de Dezembro de 2015.

Confira o trailer de BOYHOOD, de Richard Linklater

Posted in Trailers with tags , , , , , , , , , on 25 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

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Responsável pela indispensável trilogia do Antes (Amanhecer, Pôr do Sol e Meia-Noite), o cineasta Richard Linklater nos apresenta a outro projeto que incorpora longos espaços temporais em sua história (a saga de Jesse e Celine teve um filme a cada nove anos). O filme da vez é Boyhood, no qual Linklater trabalha desde 2002, e concentra-se no crescimento e amadurecimento de um garoto (Ellar Salmon) ao longo de 12 anos.

Confira o primeiro trailer:

Projeto ambicioso, recebeu diversos elogios em sua exibição no Festival de Sundance. Promissor.

Boyhood estreia no Brasil em 30 de Outubro.

| Divergente | Franquia literária falha ao tentar repetir sucesso de Jogos Vorazes

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2014, Ficção Científica with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de abril de 2014 by Lucas Nascimento

2.0

DIVERGENT
Shailene Woodley é Tris: Talentosa

Como foi rápido. A bem sucedida franquia Jogos Vorazes ainda está no segundo capítulo e Hollywood já assumiu que governos autoritários são a nova moda, apostando agora na trilogia young adult Divergente, de Veronica Roth. O problema é que, ao contrário da série protagonizada por Jennifer Lawrence, o filme de Neil Burger não chega nem perto no quesito de oferecer boas discussões sociais e também falha como espetáculo, limitando-se a se concentrar no aspecto teen de sua história.

A trama, adaptada por Evan Daugherty e Vanessa Taylor, apresenta uma sociedade distópica futurista dividida em cinco facções: Abnegação, Audácia, Amizade, Erudição e Franqueza, cada uma com suas características e funções sociais diferentes. Nesse cenário, a jovem Tris (Shailene Woodley) acaba por descobrir ser uma Divergente, espécie que não se encaixa em nenhuma das divisões e representa uma ameaça para o governo autoritário de Jeanine (Kate Winslet).

Apesar de uma premissa remotamente interessante (remotamente, eu disse), Divergente desperdiça seus conceitos de ficção científica ao apostar na óbvia trama amorosa entre seus protagonistas. No primeiro momento em que Tris e Quatro (o estreante Theo James) compartilham um primeiro beijo apenas para que a trilha incidental traga uma musiquinha adolescente com gemidos angelicais, me ficou bem evidente o tipo de filme que Neil Burger estava fazendo – e para quem o estava. Ainda que o roteiro acerte ao criar uma protagonista forte e convincente na figura de Tris (e a ótima performance de Shailene Woodley é o que nos faz ter o mínimo de interesse nela), falha miseravelmente ao apresentar uma trama inteligente, transformando os personagens em figuras maniqueístas (afinal, que diabos a personagem de Kate Winslet quer?) e presas à arquétipos batidos: a sidekick Christina (Zoë Kravitz), o instrutor malvado (Jai Courtney) e o colega imbecil provocador (Miles Teller, que desperdício).

Burger até consegue empolgar com a exploração do excelente design de produção futurista de Andy Nicholson e em algumas sequências de ação, especialmente durante o treinamento da facção Audácia, onde sobram referências a Clube da Luta (“a luta só acaba quando um de vocês não aguentar mais”), mas que cativam pela brutalidade e a pontualmente eficiente trilha eletrônica de Junkie XL; outro bom discípulo do mestre Hans Zimmer. Mas ainda que traga uma boa sequência de alucinação aqui e ali (não se esqueçam de que Burger é responsável por Sem Limites), o filme se perde em um terceiro ato bagunçado e que de alguma forma consegue reunir a família INTEIRA da protagonista e um personagem (Marcus, vivido por Ray Stevenson) que o roteiro cisma em oferecer em importância no início, mas é rebaixado a um simples coadjuvante dispensável ao longo da narrativa.

Com certeza fãs do livro argumentariam que tais elementos são importantes dentro do livro ou de suas continuações, mas novamente insisto que cinema e literatura são mídias completamente opostas. E se o filme de Neil Burger não consegue sobreviver sozinho, já é uma evidência de sua irregularidade.

Excessivamente longo e sem graça, Divergente é uma aposta falha para o público maior, sendo limitada apenas aos admiradores do material original. Desperdiça um bom elenco e não chega nem aos pés da franquia que quer ser, carecendo de uma trama alegórica inteligente ou de um espetáculo verdadeiramente convincente.

Batman vai estar em O HOMEM DE AÇO 2

Posted in Notícias with tags , , , , , , , , , , , , , , on 20 de julho de 2013 by Lucas Nascimento

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Puta merda. Mais uma bomba vindo da Comic-Con: a novidade da vez é de que o Cavaleiro das Trevas vai se unir ao Superman para a continuação de O Homem de Aço em 2015. É esperado um anúncio mais direto no painel da Warner Bros que vai acontecer hoje, assim como a confirmação dos retornos de Zack Snyder, David S. Goyer e Christopher Nolan.

Vale lembrar que, mesmo com o retorno do Batman, a trilogia de Nolan fica isolada da mitologia de O Homem de Aço; afinal, o próprio Christian Bale já afirmou que vestiu a capa do Morcego pela última vez no ano passado.

Mas tudo pode acontecer. Aguardemos por mais novidades.

ATUALIZAÇÃO: É oficial! Batman vai estar no próximo filme do Superman. Snyder e Goyer retornam na direção e roteiro, Nolan agora assume o cargo de produtor-executivo.

Além disso, a Warner planeja lançar um filme do Flash em 2016 para lançar Liga da Justiça só em 2017. Mas quem precisa de Liga da Justiça quando se têm os dois super-heróis mais populares da História num único filme? Responsa, hein, Zack Snyder.

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| Antes da Meia-Noite | Uma última visita ao mais espontâneo casal do cinema moderno

Posted in Cinema, Críticas de 2013, Indicados ao Oscar, Romance with tags , , , , , , , , , on 20 de junho de 2013 by Lucas Nascimento

4.5

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Química explosiva: Julie Delpy e Ethan Hawke voltam para mais longas conversas e caminhadas

Eu nunca havia assistido os primeiros exemplares da trilogia de Richard Linklater sobre os encontros e desencontros de um casal apaixonado que conversa praticamente durante toda a projeção. Acontece que Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol (lançados, respectivamente, em 1995 e 2004) são dois dos mais belos e apaixonantes filmes de romance que já tive o prazer de conhecer, e sua terceira parte, Antes da Meia-Noite, representa a lógica evolução da saga de seus personagens.

A trama se passa (como de costume) nove anos desde o último encontro entre Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy), com os dois mantendo uma relação estável e filhas gêmeas. De férias na Grécia, o casal trava mais diálogos longos sobre o amor e acabam descobrindo divergências no estágio atual de seu relacionamento – principalmente pela tristeza de Jesse em ficar afastado de seu filho do casamento anterior e a tentadora oferta de trabalho oferecida a Celine.

É difícil falar sobre Antes da Meia-Noite sem entrar em detalhes muito grandes, afinal – assim como em seus antecessores – Linklater opta por longuíssimos planos que temos o casal de protagonistas conversando sobre diversos assuntos, onde o prazer encontra-se na observação. Não apenas impressiona a qualidade do texto (que aqui consegue passar sobre temas como a morte, o avanço da tecnologia nas relações sociais e até o papel do governo com o meio ambiente), mas a naturalidade esbanjada por Hawke e Delpy ao proferi-los. Dezoito anos após o primeiro filme e os dois permanecem os mesmos (percebam o sutil detalhe da capa de celular de Celine, um daqueles modelos que traz o desenho de uma fita de música, que combina perfeitamente com seu estilo alternativo) ainda que demonstrem um perceptível envelhecimento – e o fato de ambos zombarem dessas transformações físicas constantemente acrescenta mais verossimilhança (e afeto) à relação.

E se os personagens e a dialética permanecem iguais, este terceiro filme é radicalmente diferente dos anteriores à sua forma. A começar pela presença de vários coadjuvantes que participam das conversas dos protagonistas (como bem se lembra, Amanhecer e Pôr-do-Sol traziam Jesse e Celine dominando praticamente cada minuto do filme juntos), o que é fundamental para alcançar um desenvolvimento maior em assuntos mais robuscados, como a discussão acerca do papel da tecnologia em uma relação, ou em uma eficiente forma de mostrar os diferentes “lados” dos protagonistas. Outro fator inédito é a ausência de um elemento delimitador de tempo: Jesse não tem um voo marcado dessa vez, o que inova a proposta da franquia ao substituir o conceito de “rápido caso amoroso” por um amadurecimento por parte de seus personagens e realizadores. Jesse e Celine começam a enfrentar brigas e conflitos que chocam; mas todos com a mesma inteligência e sentimento de seus habituais diálogos.

Antes da Meia-Noite vem para contestar que mesmo as mais perfeitas relações amorosas se deparam com inevitáveis desgastes e divergências. Jesse e Celine já não têm mais aquela áurea de contos de fadas, e Richard Linklater os transporta para um mundo mais real e com o qual certamente muitos podem se identificar . E aí, será que em nove anos encontraremos essas figuras apaixonantes novamente?

Traços da Ressaca | Especial SE BEBER, NÃO CASE!

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 28 de maio de 2013 by Lucas Nascimento

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A estreia de Se Beber, Não Case! Parte III já é na próxima sexta. Assisti ao filme na cabine de imprensa e, realmente, a fórmula tradicional dos dois primeiros não está lá. Com mais detalhes em minha crítica, deixo aqui uma comparação entre o primeiro e segundo filme da trilogia de Todd Phillips, analisando alguns aspectos em comum. Confiram:

(Spoilers, MUITOS spoilers)

SE BEBER, NÃO CASE! (2009)

Cenário: Las Vegas, EUA

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O Desaparecido: Doug, o noivo

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A Noiva: Tracy

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Música do Danzig na Abertura: Thirteen

Música do time lapse: “Yeah”, de Usher (vídeo junto ao Despertar)

Música do Despertar: “Fever”, de The Cramps

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: Concussão na cabeça

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Sacanagem do Alan: Simula a masturbação de um bebê

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Merda que o Stu faz: Arranca o próprio dente

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Prostituta da vez: A stripper Jade

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Ponta do Bryan Callen: O casamenteiro Eddie

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Animal: Tigre do Mike Tyson

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Música cantada por Mike Tyson: “I can feel it in the air”

Canção do Stu: “Doug”, no piano

Evidência em video da noitada: Câmeras de segurança do Mike Tyson

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O Gângster: Sr. Chow

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Causa da perda de memória: Os “roofies” comprados erroneamente por Alan

Momento ousadia irrelevante: Faturar 80.000 dólares para criminosos contando cartas, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido.

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Paradeiro do sumido: Terraço do Ceaser’s Palace

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Danos ao sumido: Queimaduras de sol

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo deserto de Las Vegas a bordo do carro dos Garner

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Fotos: Na câmera de Stu

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Música do Flo Rida nos créditos: Right Round

SE BEBER, NÃO CASE! PARTE II (2011)

Cenário: Bangcoc, Tailândia

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O Sumido: Teddy, o cunhado

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A Noiva: Lauren, noiva de Stu

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Música do Danzig na abertura: Black Hell

Música do time lapse: “Monster”, de Kanye West, Rick Ross, Jay-Z, Bon Iver e Nicki Minaj

Música do despertar: “The Beast in Me”, de Johnny Cash

Tomada do Elevador

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Phil no hospital: É baleado por traficantes russos

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Sacanagem do Alan: Simula sexo oral entre um idoso e um macaco

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Merda que o Stu faz: Tatua o rosto

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Prostituta da vez: O travesti Kimmy

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Ponta do Bryan Callen: O traficante Samir

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Animal: O macaco traficante

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Música cantada pelo Mike Tyson: “One Night in Bangkok”

Canção do Stu: “Alantown”, no violão

Evidência em video da noitada: Celular do tatuador

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O Gângster: Kinglsey (kind of)

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Perda de memória: A bizarra mistura de remédios e laxante de Alan

Momento Ousadia Irrelevante: Se meter numa perseguição de carro para recuperar um macaco com código para criminosos, apenas para descobrir que estes não sabem o paradeiro do desaparecido

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Paradeiro do sumido: Elevador enguiçado do hotel

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Danos ao sumido: Amputação do dedo anular

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Retorno em cima da hora: Corrida pelo Golfo da Tailândia a bordo da lancha do sr. Chow

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Fotos: No Iphone de Teddy

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Música do Flo Rida nos créditos: Turn Around

Não é difícil encontrar as semelhanças entre os filmes, certo?

Se Beber, Não Case! Parte III estreia no dia 30 de Abril. A crítica sai amanhã!

Groovy Business | Especial A MORTE DO DEMÔNIO

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de abril de 2013 by Lucas Nascimento

Groovy Business | Especial A MORTE DO DEMÔNIO

Preparem-se adoradores da trasheira! A Morte do Demônio, remake para o cult clássico de Sam Raimi enfim estreia no Brasil. Preparei aqui um breve especial (eu teria aprofundado-o, não fosse meu computador rebelar-se contra mim) com algumas informações sobre o novo filme e também uma revisitada na trilogia original. Confira:

POR TRÁS

DA

SANGUEIRA

O novo filme é uma continuação?

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Não… E sim. Trata-se de um remake do primeiro filme da trilogia de Sam Raimi, onde um grupo de 5 amigos resolve passar um fim de semana em uma cabana abondanada na floresta. Ao explorar o local, descobrem um sinistro livro que acaba libertando espíritos demoníacos que possuem um a um os integrantes. No entanto, o diretor Fede Alvarez não descarta a possibilidade de seu novo filme ser, de fato, uma continuação que se ambienta 30 anos depois do original. De acordo com ele, o único problema nessa definição seria na semelhança dos eventos entre um filme e outro; mas que veria a solução nos poderes sobrenaturais do Livro dos Mortos. Uma “Remaquência”, então?

Quem são os envolvidos?

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A Sony Pictures já planejava trazer Evil Dead de volta aos cinemas há muito. Com um roteiro que passou por algumas revisões (a última delas, pela oscarizada Diablo Cody) e a presença do diretor Sam Raimi e do ator Bruce Campbell (dupla da trilogia original) na produção, o remake optou por um diretor novato. O escolhido foi o uruguaio Fede Alvarez, que também colaborou no roteiro ao lado de Rodo Sayagues.

Quais serão as diferenças principais entre o remake e o original?

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Primeiramente, é importante reparar no tom. Levando em consideração apenas os trailers e clipes divulgados, já se percebe a intenção de produzir um longa muito mais assustador que o de 1981 – que flertava com o humor constantemente, e o abraçou em suas duas continuações . Vale notar também a ausência do herói da trilogia original: Ash Williams, que foi vivido pelo amigo e colaborador de Sam Raimi, Bruce Campbell. O ator explicou que os produtores resolveram deixar seu personagem de fora por considerá-lo “único”, não sendo justo substituí-lo por outro. Em seu lugar, entra o núcleo da viciada em drogas Mia.

Com o avanço da tecnologia em Hollywood, é de se esperar muito CG no filme?

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É a pergunta (e até mesmo preocupação) que passa pela cabeça de todo fã gore. Felizmente, Fede Alvarez afirmou que efeitos digitais tiveram o mínimo possível de uso durante a produção, que contou litros e litros de sangue falso, maquiagens e até mesmo truques de ilusionismo.

O que é o Livro dos Mortos encontrado pelos protagonistas?

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É difícil dizer se o novo filme vai manter a mitologia do original, mas de acordo com esta, o Livro dos Mortos (ou Necronomicon Ex mortis em sua língua nativa) é uma coleção de encantos e rituais que tem o poder de abrir portais na Terra para a entrada e saída demônios de uma ordem conhecida como Canda. Feito de pele humana e escrito com sangue, o livro teria desaparecido em meados de 1300 D.C. – para depois ser encontrado por um arqueólogo que o levou para estudar na tal cabana.

O novo A Morte do Demônio iniciará uma trilogia?

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Como toda produção que se é feita atualmente, continuações sempre estão nos planos do estúdio. Com A Morte do Demônio tendo dobrado seu custo de produção em apenas um fim de semana (o longa foi “barato”, 14 milhões de dólares), é quase certo que a Sony dê um sinal verde para a sequência. No entanto, Fede Alvarez – que já trabalha no roteiro – disse que trilhará novos caminhos, e que Uma Noite Alucinante (a continuação do filme original) não será uma fonte de inspiração. Isso quer dizer que não veremos a Idade Média novamente?

Sam Raimi vai, ou não, fazer Evil Dead 4?

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Excelente pergunta. Até o lançamento de Oz: Mágico e Poderoso, Sam Raimi já deixava claro sua vontade de retornar à franquia que o consagrou e decolou sua carreira em Hollywood. As últimas declarações do diretor não confirmavam a realização do projeto, mas que ele e seu irmão Ted estariam “bolando ideias” para um novo Evil Dead. Bruce Campbell disse que participaria de qualquer coisa que Raimi faria e até brincou (?) ao sugerir que poderia ser Army of Darkness 2 (que nos levaria novamente à Idade Média do terceiro filme). Houve até mesmo a discussão sobre um possível crossover entre as duas franquias, com as histórias de Ash e Mia se encontrando. Groovy…

É verdade que o filme teve que ser cortado?

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Todo filme passa por inúmeros cortes antes de se alcançar seu resultado final, então não é nada demais dizer que A Morte do Demônio teve alterações antes de seu lançamento. O interessante nesse quesito, é que o filme era MUITO sangrento e chegou a receber uma classificação NC-17 (a mais alta dos EUA, que até faz a maioria dos cinemas evitarem exibições de filmes taxados com essa censura). Obviamente, um filme assim não daria lucro, então este sofreu ajustes para conseguir uma classificação R. Mas ele ainda será para maiores de 18 anos aqui no Brasil.

PERSONAGENS

O sangue novo (que logo será jorrado…) de Evil Dead:

Mia | Jeny Levy

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Principal núcleo do novo filme, Mia é uma viciada em ópio que enfrenta um tratamento. A fim de se livrar do vício, ela e um grupo de amigos se isolam em uma cabana na floresta. Como os trailers já entregaram, é ela quem sofre mais influência dos espíritos libertados.

David | Shiloh Fernandez

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Irmão de Mia, David tem uma relação conturbada com esta e, sua presença na cabana é uma surpresa para a jovem. Difícil dizer mais coisas, mas ele parece ser o equivalente ao Ash desse filme (já que aparece nos trailers e fotos divulgados portando a icônica motosserra).

Eric | Lou Taylor Pucci

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Amigo de Mia, trabalha como professor em um colégio. Provavelmente pela busca por sabedoria que seu ofício provoca (aposto que é professor de História, hehe), ele encontra o Livro dos Mortos na cabana e acaba por pronunciar as palavras que despertarão os demônios.

Olivia | Jessica Lucas

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Namorada de David, Olivia trabalha como enfermeira. Faz sentido ter uma praticante da Medicina quando isolado numa cabana com demônios, certo?

Natalie | Elizabeth Blackmore

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Natalie é namorada de David, trabalhando na loja de autopeças deste. Será que ela vai ganhar um colar de presente? (Entendedores entenderão).

A TRILOGIA

ORIGINAL

Uma revisada pelos três filmes da franquia original:

(Ignorem a lambança que as distribuidoras fizeram com a numeração…)

The Evil Dead – A Morte do Demônio (1981)

4.0

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A estreia de Sam Raimi na direção de longa metragens inaugura o subgênero de “cabana na floresta sinistra”. Com orçamento limitado e uma simplicidade ímpar em seu roteiro, Evil Dead é uma experiência envolvente por nos permitir observar as diferentes escolhas de Raimi como cineasta: desde seus posicionamentos e movimentos de câmera até as maquiagens trash dos demônios. Eu, como cineasta amador, fiquei encantado com o resultado.

Uma Noite Alucinante (1987)

4.0

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Com mais dinheiro e confiança do estúdio, Sam Raimi extrapola (realmente, EXTRAPOLA) todos os elementos do original para gerar uma das melhores sequências de todos os tempos. Repetindo a estrutura da cabana, Uma Noite Alucinante transforma-se em uma impressionante mistura de humor e terror, trazendo maquiagens ainda mais cartunescas e apostando na figura de Bruce Campbell como um herói de ação (decisão mais acertada da franquia), o filme enfim se supera ao trazer um gancho surpreendente para a continuação.

Uma Noite Alucinante 3 (1992)

3.5

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Partindo do incrível desfecho do anterior (que me fez lembrar um pouco a fórmula do terceiro De Volta para o Futuro), Uma Noite Alucinante 3 mostra o herói Ash voltando no tempo e enfrentando demônios em 1300 DC. Ainda que fuja radicalmente da proposta dos outros filmes, o longa diverte graças à exagerada performance de Bruce Campbell (sem falar de seus bordões, que deixariam Schwarzenegger com inveja) e os novos conceitos que Raimi apresenta aqui. Não fosse sua conclusão apressada, receberia a mesma nota dos outros filmes.

Bem, foi um especial curto mas espero que tenha servido como “esquenta” para a estreia de A Morte do Demônio, que estreia na próxima sexta-feira. Não deixe de conferir a crítica aqui, até!

| O Legado Bourne | Jeremy Renner corre e briga só para chegar à farmácia

Posted in Ação, Cinema, Críticas de 2012 with tags , , , , , , , , , , , on 7 de setembro de 2012 by Lucas Nascimento


Jeremy Renner assume o legado de Jason Bourne como Aaron Cross

Iniciada por Doug Liman em 2002, e completada por Paul Greengrass em 2007 a trilogia Bourne conseguiu se estabelecer com sucesso em Hollywood e dar nova cara ao gênero de espionagem – provocando mudanças até mesmo no concorrente 007. Com a saída do protagonista Matt Damon, entra Jeremy Renner para assumir O Legado Bourne, uma “sequência independente” que acerta em manter a chama acesa, mas falha na escolha de seu herói.

A trama tem início durante os eventos finais de O Ultimato Bourne e nos apresenta ao agente Aaron Cross (Renner), outra vítima do programa governamental responsável pela criação de super-humanos, como Jason Bourne. Agora que a tal corporação rapidamente tenta exterminar todas as “cobaias”, Cross deverá lutar por sua vida e… Só.

O que move Aaron Cross? O principal problema com O Legado Bourne é a ausência de uma motivação convincente para seu protagonista. Se o Jason Bourne de Matt Damon procurava encontrar respostas sobre seu passado e, então, expor as atrocidades do programa Outcome, a única coisa que me pareceu clara quanto a Cross é sua obsessão em encontrar uns medicamentos. Isso mesmo, a missão do super-agente que escala prédios e pula de telhados é viajar meio mundo para que os comprimidos que garantem seus “poderes” estejam novamente em sua posse.

Difícil acreditar que o competente Tony Gilroy, responsável pelo roteiro dos longas anteriores – e que aqui assume também a direção, tenha criado uma história tão desinteressante para este quarto filme. Ainda que acerte ao manter a linearidade com a trilogia (o nome de Jason Bourne, assim como seu rosto, é visto diversas vezes durante a projeção), Gilroy não encontra um personagem à altura daquele que carrega o nome da franquia, e talvez até o encontraria se mergulhasse mais fundo no tal Cross. Sempre carismático, Jeremy Renner segura o filme com sua boa performance, mas como o personagem nunca ganha uma camada emocional eficiente, o trabalho é gravemente prejudicado.

No lugar de Cross, o longa dá espaço a diversas cenas envolvendo os bastidores da Outcome, que desesperadamente tenta controlar a situação. Há a vantagem de se ter o ótimo Edward Norton, mas o roteiro de Gilroy promove uma série de diálogos expositivos (“Você é o presidente da Agência Central de Inteligência, controle-se!”) e que comprovam a insegurança dos realizadores em promover um jogo inteligente (não é por coincidência que diversos personagens repitam frases como “Você está pensando demais” ou “Pare de pensar!”). Paradoxalmente, o filme se confunde tanto em suas próprias ambições e ações paralelas que até se esquece de algumas delas – e aquele avião que Cross é visto pilotando em certo momento?

Nem ao menos no quesito cenas de ação Gilroy acerta. Seu estilo de câmera inquieta mescla-se de forma horrorosa com os cortes incessantes de John Gilroy, o que torna as cenas de luta praticamente incompreensíveis. Aaron Cross também é infalível sabe sempre pra onde ir ou onde encontrar quem procura e, sem propósito narrativo algum, saca um par de óculos escuros durante uma perseguição de motos (claro que isso é um artifício nada sutil para facilitar o uso de dublês).

Tendo as cenas iniciais no Alaska como ponto alto, O Legado Bourne tenta manter o espírito dos longas anteriores, mas carece de um protagonista comovente como Jason Bourne. Quem sabe a coisa melhore com um encontro entre Jeremy Renner e Matt Damon?