Arquivo para uma história que chocou o mundo

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Quatro | Categorias Principais

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 18 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegamos à ultima parte do especial. Hora de ver quem vai levar a melhor neste Oscar bizarro.

OBSERVAÇÕES:

  • Clique nos nomes de cada profissional para conferir seu histórico de indicações ao Oscar
  • Abaixo de cada perfil estão os prêmios que cada filme já garantiu na respectiva categoria
  • Nas categorias de ROTEIRO ORIGINAL e ROTEIRO ADAPTADO, clique nos títulos de cada filme para seu o roteiro completo em inglês

 

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O Abutre | Dan Gilroy

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Estreia de Dan Gilroy como diretor, ele foi lembrado apenas com seu ótimo roteiro de O Abutre, que gira em torno de um câmera obcecado em registrar tragédias e acidentes a fim de vendê-las para uma rede de telejornalismo. É um texto que critica e denuncia diversos padrões jornalísticos e sensacionalistas que encontramos em qualquer canal de TV, tablóide ou site, e Gilroy canaliza tudo isso em seu poderoso protagonista, Lou Bloom. É um sujeito detestável, mecânico, calculista e inteligente, sempre com excelentes diálogos no qual demonstra o quão acima está de outras pessoas, e o quão perto está da psicopatia. Grande estreia.

Quotação Memorável: “Um amigo é um presente que damos a nós mesmos” – Lou Bloom

Birdman | Alejandro Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris, Jr. & Armando Bo

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A presença de múltiplos roteiristas em um único projeto costuma ser um péssimo sinal, já que comumente resulta num turbilhão de ideias divergentes e diferentes entre si. Não poderia ser mais errado para Birdman, que traz um roteiro genial assinado pelo próprio Alejandro Iñarrítu, Nicólas Giacobone, Alexander Dinelaris Jr e Armando Bo. O texto desse “quarteto fantástico” mergulha nos bastidores de uma peça de teatro ambiciosa, explorando temas como o processo de trabalho de um ator, crítica à cada vez maior obsessão de Hollywood com super-heróis e um estudo de personagem admirável em cima de Riggan Thomson, o alter-ego de Michael Keaton.

“A popularidade é a prima promíscua do prestígio” – Mike Shiner

  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater

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Levemos em consideração que Richard Linklater escreveu um roteiro por mais de uma década. A cada ano de filmagem de Boyhood, o diretor parava e escrevia as cenas que gravaria naquele período de tempo, tendo que ficar atento aos principais eventos de cultura pop (lançamentos de livros de Harry Potter até o novo filme de Star Wars) e também acontecimentos políticos, já que a posse de Obama é constantemente retratada aqui. Mas, como em todo filme de Linklater, o ponto alto do roteiro é o cuidado com que trabalha suas relações humanas, e com Mason o diretor é habilidoso ao provenir os detalhes de seu crescimento e o diferente olhar que este tem com o mundo.

Quotação Memorável: “Eu só achei que haveria mais” – Olivia

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | E. Max Frye e Dan Futterman

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Um dos indicados surpresa da categoria, o roteiro de Foxcatcher é conciso ao trazer os eventos trágicos dessa “história que chocou o mundo”. A dupla de Frye e Futterman aposta em uma narrativa que se aproxima mais do suspense do que de um filme de esportes, criando diálogos intensos com John du Pont, assim como um estudo de personagem que tenta mergulhar em sua mente perturbada, abordando sua aceitação pela mãe. Mais do que isso, o roteiro consegue oferecer uma crítica ao ufanismo americano e o lado destrutivo da filosofia do self made man, assim como o poder do ícone e da imagem.

Quotação Memorável: “Ornitólogo, filatelista, filantropo” – John du Pont

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson e Hugo Guinness

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Tomando inspiração do trabalho de Stefan Zweig (em nenhum trabalho específico, mas sim o espírito de tais histórias) Wes Anderson e Hugo Guiness tecem uma das histórias mais malucas e divertidas dos últimos tempos, numa aventura frenética que ainda flerta com roubo de arte, espionagem, fuga de prisão e sociedades secretas. O Grande Hotel Budapeste também é povoado por figuras típicas da filmografia de Anderson, tendo destaque para o bon vivant M. Gustave, cujos diálogos sofisticados (e ultra bem escritos) sempre trazem citações poéticas, líricas e até um sonoro “holy fuck”. Maravilha de roteiro.

Quotação Memorável: “Viu, ainda há sutis lampejos de civilização neste açogue bárbaro que outrora foi conhecido como Humanidade. De fato, é o que provemos em nossas próprias modestas, humildes, insignificantes… Ah, foda-se.” – M. Gustave

  • WGA
  • BAFTA

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Birdman

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Uma Aventura Lego | Chris Miller & Phil Lord

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Sério, transformar um filme com intenções obviamente comerciais que seriam apenas um veículo para mais vendas de um produto em uma aventura divertida e original? Fácil, reverter o feitiço e apelar para uma metalinguagem auto-depreciativa, fórmula que Chris Miller e Phil Lord já fizeram funcionar com os dois Anjos da Lei. Em Lego, a dupla encara o aspecto capitalista/empresarial e enxerga um universo repleto de possibilidades, participações especiais (quando Batman vai dar uma volta na Millennium Falcon de novo? Ah é, nunca) e uma mensagem sincera e bonita, sem ser piegas.

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O Jogo da Imitação | Graham Moore, baseado no livro Alan Turing: The Enigma”, de Andrew Hodges

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Graham Moore opta por contar a história do matemático Alan Turing em três períodos distintos da sua vida, que se misturam na narrativa inconstante a fim de retratar sua identidade e a delicada questão de sua homossexualidade. Pessoalmente, acho que Moore quebra a narrativa mais interessante (que envolve seus estudos contra a Enigma, durante a Segunda Guerra Mundial) e aposta em subtramas que não conseguem a mesma força – especialmente a investigação do detetive de Rory Kinnear, que representa para mim a maior falha estrutural do roteiro. Tirando isso, O Jogo da Imitação é pura fórmula, mas garante ótimos diálogos, geralmente graças à personalidade intelectual/arrogante de Turing e seu contraste com a divertida Joan Clarke.

Quotação Memorável: “Se eu era Deus? Não. Porque Deus não venceu a guerra. Nós vencemos” – Alan Turing

  • WGA
  • USC Scripter

Sniper Americano | Jason Hall, baseado no livro “American Sniper – The Autobiography Of The Most Lethal Sniper In U.S. Military History”, de Chris Kyle, Scott McEwen e Jim DeFelice

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O roteiro de Sniper Americano é algo interessante, mas que sinceramente não gritava por uma indicação. Jason Hall dramatiza toda a carreira militar do atirador Chris Kyle, começando de sua infância e o desejo de lutar por seu país até sua trágica morte em 2013. Hall até tenta trazer algum questionamento dentro das experiências do protagonista, como sua devoção ao país ao invés de sua família cada vez mais dependente, explorando de forma rasa a psique de Kyle, que surge aqui como um patriota idealista. Gosto de como o roteiro cria situações e até personagens mais característicos, como o terrorista apelidado de “Açogueiro” e o sniper inimigo que persegue Kyle durante sua estadia no Iraque.

Quotação Memorável: “Só quero encontrar o Criador e responder por cada tiro que dei” – Chris Kyle

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten, baseado no livro “Travelling to Infinity: My Life with Stephen”, de Jane Hawking

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Um dos fatores interessantes nessa adaptação da vida de Stephen Hawking, é que o livro em questão foi escrito sob o ponto de vista de sua esposa, Jane Hawking. O roteiro de Anthony McCarten respeita esse elemento e faz de A Teoria de Tudo um filme não apenas sobre o físico, mas sobre a relação do casal em si. Claro que Hawking acaba roubando os holofotes e torna-se de fato o protagonista, mas Jane ganha espaço com algumas sonolentas subtramas que envolvem outros interesses amorosos. O que realmente me agrada no roteiro é que ele aborda alguns dos estudos de Stephen Hawking sobre buracos negros e a origem do Universo, até flertando com a eterna discussão Ciência vs Religião, mesmo que não se aprofunde tanto quanto poderia.

Quotação Memorável: “Me perguntaram em Cambridge se eu era mesmo o Stephen Hawking. Eu disse que não, pois o verdadeiro é bem mais bonito.” – Stephen Hawking

  • BAFTA

Vício Inerente | Paul Thomas Anderson, baseado no livro “Vício Inerente”, de Thomas Pynchon

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Não vai ser possível assistir a Vício Inerente antes do Oscar, já que a Warner empurrou sua estreia no Brasil para 26 de Março, mas é interessante ver o roteiro de Paul Thomas Anderson aqui. Pelo que dizem, é uma tarefa árdua adaptar essa obra de Thomas Pynchon, que se concentra num detetive excêntrico que precisa ajudar sua ex-namorada e desvendar um plano para sumir com seu atual amante, o que o coloca numa jornada para interrogar diferentes suspeitos no auge da paranóia de Los Angeles, na década de 70.

Quotação Memorável: “Tecnicamente ele é judeu, mas quer ser um nazista” – Tia Reet

Whiplash – Em Busca da Pefeição | Damien Chazelle, baseado em seu próprio curta “Whiplash”

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Por um erro bobo da Academia, Whiplash veio parar em Roteiro Adaptado, ao invés de Original (já que o curta em questão fora realizado apenas para conseguir orçamento para o longa), mas fazer o que. O texto de Damien Chazelle traz uma história muito, muito simples, mas que envolve graças à riqueza de seus personagens e o cuidado na trajetória de seu protagonista. Andrew Nyeman é um sonhador ambicioso, mas também um arrogante egocêntrico; Terence Fletcher é um monstro, mas também tem seus motivos nada menos que lógicos. Nesse cenário, Chazelle ainda traz diversas referências ao meio musical, a história do Jazz e também um comentário interessante sobre a nova tendência mundial no meio do entretenimento. Ótimo.

Quotação Memorável: “Não há duas palavras na Língua Inglesa mais nocivas do que ‘bom trabalho'” – Terence Fletcher

APOSTA: O Jogo da Imitação

QUEM PODE VIRAR O JOGO: A Teoria de Tudo

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Gillian Flynn, baseado em seu livro “Garota Exemplar”

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A melhor coisa quando um escritor resolve adaptar sua própria obra para o cinema, é que comentários do tipo “estragaram o livro” ou “o livro foi melhor” são irrelevantes, já que a liberdade criativa está nas mãos do próprio autor. Enfim, o que importa aqui é que Gillian Flynn tem um roteiro impecável para Garota Exemplar, que respeita sua obra e faz as mudanças necessárias para que este funcione como uma narrativa audiovisual. O mistério de Amy Elliot Dunne oferece três estilos de histórias distintas, que vão do circo midiático que cerca o protagonista Nick Dunne, os contos duvidosos de sua esposa e a verdadeira batalha matrimonial que se forma a partir do segundo ato, revelando uma das femme fatales mais perigosas dos últimos tempos. Diálogos, reviravoltas e comentários sociais funcionam muitíssimo bem.

Quotação Memorável: “Quado eu penso na minha esposa, sempre penso na cabeça dela. Me imagino arrebentando seu lindo crânio, desenrolando seu cérebro à procura de respostas. As perguntas essenciais de qualquer casamento: No que está pensando? Como está se sentindo? O que fizemos um ao outro?” – Nick Dunne

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Wes Anderson | O Grande Hotel Budapeste

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Enfim a Academia reconheceu todo o talento e as bizarrices de Wes Anderson, e naquele que considero seu melhor filme. Sua obsessão por planos simétricos e enquadramentos milimetrados permanece presente aqui, onde o diretor explora com habilidade o universo fictício que criou. O uso de miniaturas para cenários mais cartunescos é divertido, assim como as animações e stop motion que surgem abruptamente, como já na famosa perseguição de ski. Outra decisão interessante já comentada no Volume II do especial, é a mudança da razão de aspecto da tela ao longo da projeção, em uma homenagem ao próprio Cinema e sua evolução pelos anos.

Alejandro G. Iñárritu | Birdman

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Alejandro González Iñárritu não é famoso por comédias (aliás, muito pelo contrário), o que torna Birdman a obra mais diferente de sua carreira. Seu comando na sátira à indústria de Hollywood e o mundo do teatro é ousado pelo experimento de simular um plano sequência de 2 horas, juntando planos de até 20 minutos em uma narrativa fluente. O domínio estético de Iñarrítu é invejável, com movimentos de câmera bem elaborados, travellings e uma direção precisa a seu talentoso elenco. Com a vitória de Alfonson Cuarón ano passado e a possível conquista de Iñarrítu nesta edição, uma coisa fica clara: viva Mexico!

  • DGA

Richard Linklater | Boyhood – Da Infância à Juventude

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Um dos autores mais interessantes da atualidade, Richard Linklater já mergulhou nas mais diferentes histórias (o mesmo cara responsável pela trilogia Antes fez Escola de Rock, uau), mas sempre manteve sua visão e humanidade. Com Boyhood – Da Infância à Juventude, Linklater trouxe seu projeto mais ambicioso e arriscado, ao passar 12 anos em uma história sobre o crescimento de um garoto. Sua direção permanece humanista e sem maneirismos, deixando o foco absoluto nas performances do elenco, destacando-se aqui e ali com uma conversa em plano sequência ou momentos mais intensos, como o padrasto alcoólatra no trânsito. Linklater também tem bom olho para belas paisagens.

  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Bennett Miller | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Bennett Miller é a grande surpresa da categoria, ainda mais considerando que seu Foxcatcher não conseguiu uma vaga na categoria principal. Adotando um tom pesado e predominantemente lento, Miller é eficaz ao construir uma atmosfera silenciosa e pré-catástrofe durante toda a projeção do filme, o que certamente vai afastar espectadores que esperam um pouco mais de ação ou elementos chocantes. Há explosões dramáticas aqui e ali, e a câmera de Miller sempre registra de perto, capturando até os mínimos ruídos em um simples diálogo. E se em O Homem que Mudou o Jogo ele se aventurava em cenas de beisebol, aqui ele recria lutas olímpicas e pesados treinamentos. Sua opção por constantemente enquadrar esculturas, quadros e retratar os personagens vidrados na televisão também revela como Foxcatcher estuda o poder do ícone.

  • Festival de Cannes – Melhor Diretor

Morten Tyldum | O Jogo da Imitação

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Morten quem? Pois é, Morten Tyldum é um diretor norueguês (você talvez tenha visto seu ótimo Headhunters, lançado no Brasil em 2012) que fez com O Jogo da Imitação sua estreia no cinema de língua inglesa. A verdade é que acho o trabalho de Tyldum bem eficiente aqui, mas nada que realmente se destaque como um dos melhores do ano, que mereça ser reconhecido pela Academia. É uma condução firme, mas nada de espetacular.

APOSTA: Alejandro G. Inãrritu

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Richard Linklater

MEU VOTO: Alejandro G. Inãrritu

FICOU DE FORA: Damien Chazelle | Whiplash – Em Busca da Perfeição

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Ver um novato como Damien Chazelle gravar um filme todo em 19 dias é uma das coisas que dá inspiração para seguir a carreira de cineasta. Com Whiplash – Em Busca da Perfeição, Chazelle criou uma narrativa simples e intensa, lindamente fotografada e enquadrada (sem conhecimento de planos e foco é assombroso) e povoada por grandes atuações. Quero muito ver o que Chazelle trará no futuro.

filme

Um ator fracassado, uma adolescência inteira, um hotel excêntrico, um matemático brilhante, uma marcha por direitos, um sniper patriota, um físico deficiente e um baterista ambicioso marcam os indicados para Melhor Filme.

Birdman | Alejandro G. Iñárritu, John Lesher e James W. Skotchdopole

4.5

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Birdman é uma obra inteligente e repleta de comentários ácidos sobre a indústria de Hollywood e os bastidores do mundo do teatro, explorando um impecável elenco numa narrativa guiada por uma visão de mestre de Alejandro G. Iñarrítu.

  • PGA
  • SAG – Melhor Elenco

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater e Cathleen Sutherland

4.5

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“Em seus momentos mais profundos, Boyhood: Da Infância à Juventude é capaz de se transformar um espelho, fazendo com que o espectador olhe para si mesmo e identifique-se com os eventos do longa, em busca de uma catarse. Certamente trouxe um forte impacto em mim, não apenas como cinéfilo, mas como ser humano.”

  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson, Scott Rudin, Steven Rales e Jeremy Dawson

5.0

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O Grande Hotel Budapeste é desde já um dos melhores trabalhos de 2014, e comprova que o invencionismo visual de Wes Anderson não atrapalha na condução de uma história que abraça o nonsense. Pelo contrário, ajuda e diverte.
Caramba, talvez seja um dos filmes mais divertidos que eu já vi na vida.”

  • Globo de Ouro – Musical ou Comédia
  • Critics Choice Awards – Melhor Comédia

O Jogo da Imitação | Nora Grossman, Ido Ostrowsky e Teddy Schwarzman

3.5

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O Jogo da Imitação é um bom filme, mas que não vai muito além da fórmula do biopic esperado de uma temporada de prêmios, pouco arriscando-se. Traz um roteiro eficiente, atuações impecáveis e um grande respeito pelo trabalho de Alan Turing, ainda que não seja uma obra excepcional como a de seu biografado.

  • Festival de Toronto – Prêmio do Júri

Selma: Uma Luta por Igualdade | Christian Colson, Oprah Winfrey, Dede Gardner e Jeremy Kleiner

3.5

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“Selma: Uma Luta por Igualdade é um filme eficiente e que carrega consigo uma mensagem atemporal sobre a luta de direitos raciais, carregado por uma direção acertada e uma performance espetacular de David Oyelowo. Pode não ser poderoso quanto os dizeres de Martin Luther King, mas é um belo atestado a este e seus ideais.”

Sniper Americano | Clint Eastwood, Robert Lorenz, Andrew Lazar, Bradley Cooper e Peter Morgan

3.0

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Sniper Americano traz seus bons momentos de tensão e pirotecnicas, mas é arrastado, longo e prejudicado pelo retrato idealista e nacionalista de seu protagonista. Quem diria que, num ano em que Eastwood lança um musical de coral e um filme sobre um atirador, o longa cantado seria melhor?”

A Teoria de Tudo | Tim Bevan, Eric Fellner, Lisa Bruce e Anthony McCarten

3.5

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A Teoria de Tudo é um biopic eficiente que traz excelentes performances do talentoso jovem elenco, ao mesmo tempo em que conta uma grande história de forma convencional, emocional e até formulaica. Poderia ter ido mais longe em seus questionamentos e na vida de Stephen Hawking, mas não deixa de ser uma bela homenagem ao renomado cientista.”

  • BAFTA – Filme Britânico

Whiplash – Em Busca da Pefeição | Jason Blum, Helen Estabrook e David Lancaster

5.0

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Whiplash – Em Busca da Perfeição é uma obra que funciona exatamente como uma orquestra sinfônica. Cada departamento exerce sua função magistralmente, tal como instrumentos musicais, cada um a seu ritmo e sob a conduta de um sujeito inteligente para entregar uma experiência inebriante. Ao final, tudo o que posso dizer é “bravo”.”

  • Festival de Sundance – Grande Prêmio do Júri

APOSTA: Birdman

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Boyhood

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar

5.0

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Garota Exemplar é um filme poderoso e surpreendente, seja por suas reviravoltas imprevisíveis ou pelo humor negro que adota para retratar temas e situações relevantes no momento – sendo a instituição casamento seu principal alvo. Um dos melhores do ano e também da filmografia do sr. David Fincher.”

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ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Dois | Categorias Técnicas

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Hora de avaliar as categorias mais divertidas… Vamos lá:

fotografia

Birdman | Emmanuel Lubezki

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“El Chivo” está de volta, e novamente desponta como o favorito na categoria de Fotografia. Em sua colaboração com Alejandro Iñarritu, Emmanuel Lubezki ajuda-o na complicada tarefa de coordenar e elaborar longuíssimos planos, ajudando a simular o efeito de tomada contínua de Birdman (curiosamente, elementos que também se manifestavam em Gravidade, ano passado), tornando uma experiência vibrante e quase documental – assemelhando-se à estética de uma peça de teatro, também. Lubezki controla as iluminações com eficiência, mudando de um ambiente quente para um frio com suavidade, apostando em time-lapses para avançar a narrativa e até transições espaciais bem camufladas pelo trabalho de montagem. Sensacional.

Razão de Aspecto: 1.85: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa M, Leica Summilux-C and Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT, Leica Summilux-C e Zeiss Master Prime Lenses

  • American Society of Cinematographers
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Ida | Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski

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A maior surpresa entre os indicados, a fotografia do filme polonês Ida é um espetáculo visual que contou com dois diretores de fotografia. Rodado em preto e branco e na razão aspecto menor de 1.33: 1, a fotografia de Ida impressiona pelo cuidado ao nivelar os diferentes níveis de preto, e o contraste deste em cenas com interiores pouco iluminados (com as magistrais cenas no clube de Jazz, evocativas do cinema noir) ou tomadas externas dominadas por uma neve branquíssima. Chama atenção também os enquadramentos da dupla, que sempre parecem rebaixar suas personagens e torná-las menor, em uma proporção de tela já consideravelmente pequena. É um lindo trabalho, e certamente o elemento mais memorável do filme.

Razão de Aspecto: 1.33: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa Plus 4:3, Zeiss Ultra Prime Lenses

O Grande Hotel Budapeste | Robert Yeoman

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Simetria define qualquer trabalho de fotografia em um filme de Wes Anderson. Robert Yeoman, seu fiel escudeiro desde sua estreia no ramo, sempre fica atento ao trabalho de enquadramento, que visa uma perfeição estética que pode servir como uma variante cartunesca da obra de Stanley Kubrick. Em O Grande Hotel Budapeste, o elemento que mais se destaca na fotografia é a variação na razão de aspecto da tela, que alterna de acordo com a época em que a narrativa alcança. Como a maior parte é ambientada na década de 20, Yeoman tem a complicada tarefa de enquadrar as cenas na razão de 1.37: 1, um formato quadrado menor do que o vasto 2.35: 1 (quem diria que, em 2015, teríamos dois indicados com essas especificações) Fica interessante porque nem com a razão menor, Anderson não poupa em tomadas grandiosas, de cenários detalhados e épicas perseguições de ski.

Razão de Aspecto: 1.37: 1 | 1.85: 1 | 2.35: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arricam ST, Technovision/Cooke, Cooke S4, Varotal e Angenieux Optimo Lenses

Invencível | Roger Deakins

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O sempre onipresente diretor de fotografia, Roger Deakins volta para sua 12ª indicação. Dessa vez, porém, confesso que não fui completamente impressionado por seu trabalho (o que geralmente acontece) no drama olímpico/Segunda Guerra/Aventuras de Pi de Angelina Jolie. Deakins adota uma paleta predominantemente cinza e próximo do sépia, ajudando na reconstrução do período. Nesse quesito, as cenas em que o protagonista sobrevive num campo de prisioneiros rendem belas tomadas, como o plano plongée que traz os personagens em um rio sujo de lama. É um trabalho eficiente, mas que pessoalmente não colocaria como um dos melhores de Roger Deakins; ele merece um Oscar por algo mais memorável.

Razão de Aspecto: 2.35: 1

Formato: 35 mm

Câmeras: Arri Alexa XT M, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT Plus, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT Studio, Zeiss Master Prime Lenses
Arri Alexa XT, Zeiss Master Prime Lenses

Sr. Turner | Dick Pope

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É uma pena que Sr. Turner não tenha nem garantido uma data de estreia aqui no Brasil, o que dificulta comentar suas indicações. Mas já fica o mérito de uma biografia sobre um pintor obcecado por luz ter um trabalho de fotografia eficiente, e Dick Pope parece bastante inspirado na técnia de Barry Lyndon, que usou luz natural em 90% de suas cenas.

Razão de Aspecto: 2.35: 1

Formato: Codex

Câmeras: Arri Alexa Plus, Cooke Speed Panchro Lenses
Canon EOS C500, Cooke Speed Panchro Lense

APOSTA: Birdman

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Sr. Turner

MEU VOTO: Birdman

FICOU DE FORA: Interestelar | Hoyte Van Hoytema

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Apaixonado por IMAX, Christopher Nolan sempre emprega o formato gigante em seus filmes, aumentando o escopo e fornecendo uma experiência mais imersiva. Hoyte Van Hoytema substitui o habitual Wally Pfister e ajuda a criar o visual incrível de Interestelar, que vai desde uma Terra rural e engolida por tempestades de poeira até a imensidão do espaço, incluindo remotos planetas – com lindas imagens gravadas na Islândia – e estações espaciais rodopiantes.

Menção Honrosa: Garota Exemplar | Jeff Cronenweth

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Caminhos da Floresta | Dennis Gassner e Anna Pinnock

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Me digam, o que seria dessa categoria sem algum indicado com uma floresta maluca/fantasiosa no meio? Caminhos da Floresta cumpre a cota da Academia, e o trabalho de Dennis Gassner e Anna Pinnock é realmente espetacular. Colocando a maior parte da trama dentro da floresta do título, a dupla é eficaz ao preservar o aspecto teatral da história (como a cachoeira que serve de palco para um número musical dos príncipes) e também referências mais surreais, como o interior imenso da barriga do Lobo.

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen e Anna Pinnock

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Qualquer um que já assistiu a qualquer filme do Wes Anderson repara no Design de Produção, e alguns até passam a saber o que é tal departamento, já que este é um dos personagens dominantes. Em O Grande Hotel Budapeste, Anderson leva sua visão e sua equipe para uma nação européia fictícia dos anos 20, trazendo inspirações da arquitetura russa, alemã e suíça, seja nos interiores do hotel do título, o museu que é palco de uma perseguição ou as cartunescas ambientações em miniatura, que incluem uma pista de ski, um monastério e outros cenários típicos da imaginação do diretor.

  • Art Directors Guild – Filme de Época
  • BAFTA
  • Critics Choice Awards

Interestelar | Nathan Crowley e Gary Fettis

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Ano passado, Gravidade também descolou uma indicação nesta categoria, e Interestelar vai ainda mais além do que apenas interiores de espaçonaves e estações espaciais. A equipe de Nathan Crowley desenvolve sua própria mecânica na criação da nave rodopiante Endurance (cujo formato simboliza um relógio analógico, de grande importância à trama) e seus Rangers aerodinâmicos. Juntamente com o físico Kip Thorne e a equipe de efeitos visuais, eles também trabalharam em cima de uma mecânica na criação dos movimentos e aparência dos buracos gravitacionais, culminando na infinita complexidade do Tesseract descoberto no último ato – que por si só, já valeria a vitória do filme aqui.

O Jogo da Imitação | Maria Djurkovic e Tatiana Macdonald

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Ambientado em três épocas diferentes, as duas designers de produção tiveram que recriar ambientes dos anos 20, 40 e 50. Todos os cenários são eficazes e fiéis em sua reconstrução histórica (o colégio interno dos anos 20 é grandioso), mas o grande destaque do trabalho da dupla é a recriação de Christopher, a máquina que Alan Turing desenvolve para quebrar códigos, que impressiona por sua complexidade.

Sr. Turner | Suzie Davies e Charlotte Watts

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Mais uma indicação para o filme que não estreiou aqui no Brasil… Bom, dá pra dizer que Sr. Turner se dedica a recriar palácios, galerias e ambientações num período de tempo que vai de 1775 a 1851. E como nosso protagonista é um pintor, ateliês e paisagens iluminadas devem fazer parte do pacote aqui. Enfim, díficil julgar sem assistir, mas parece uma indicação justa.

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Caminhos da Floresta

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: Expresso do Amanhã

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Um dos grandes sucessos cult do ano passado, Expresso do Amanhã é todo ambientado dentro de um enorme trem, onde cada vagão traz uma ambientação assustadoramente diferente da outra. Desde a suja ala de prisioneiros, passando pelas estufas verdes, discotecas psicodélicas até salas de máquina que abraçam totalmente o cyberpunk, o design de produção do filme é absolutamente espetacular.

Menções Honrosas: Era Uma Vez em Nova York e Grandes Olhos

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Caminhos da Floresta | Colleen Atwood

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Colleen Atwood é mestre na confecção de figurinos, e ela já mostrou que contos de fada e elementos fantásticos são sua absoluta especialidade. Não teria profissional mais hábil do que Atwood para lidar com os figurinos do “Vingadores dos Contos de Fadas” que é Caminhos da Floresta, musical que reúne Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, João e o Pé de Feijão e outras populares histórias do gênero. O interessante é ver como Atwood retrata de forma inusitada alguns personagens: o Príncipe de Chris Pine, por exemplo, surge com as vestes sempre sujas e desgastadas, enquanto o Lobo de Johnny Depp é outra criação que respeita as raízes teatrais da história.

  • Costume Designers Guild – Filme de Fantasia

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

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A veterana Milena Canonero (ele trabalhou com o Kubrick, uau!) volta para a cerimônia depois de sua vitória por Maria Antonieta, oito anos atrás, com a saga excêntrica de Wes Anderson. A principal porção da trama se passa nos anos 20, mas sendo um filme de Wes Anderson, fidelidade histórica não será exatamente algo a ser seguido à risca. Os trajes são coloridos, cartunescos e às vezes até exprimem de forma literal a função de seus personagens (como o “Lobby Boy” no chapéu de Zero) ou as vestes dos prisioneiros, mais estereotipadas possíveis, com suas listras preto e brancas.

  • BAFTA
  • Costume Designers Guild – Filme de Época
  • Critics Choice Awards

Malévola | Anna B. Sheppard e Jane Clive

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Opa, mais contos de fadas na categoria (porque você bem sabe, ou é conto de fada/fantasia ou figurino de época que desponta aqui), agora com a história de origem da vilã Malévola. Anna B. Sheppard e Jane Clive seguem de perto o traço da animação clássica, adaptando as vestimentas das personagens para um contexto real, ainda que mantendo características fantásticas (todos os vestidos de Malévola, especialmente a de sua fase sombria) e até cartunescas (a roupa bufante e peluda do rei, por exemplo). Bom trabalho, mas muito parecido com o de Caminhos da Floresta.

Sr. Turner | Jacqueline Durran

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Er… Sr. Turner ainda não estreiou. Mas hei, é mais um trabalho de figurinos de época, vindo da talentosa Jacqueline Durran.

Vício Inerente | Mark Bridges

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Outro filme que infelizmente não estreiará a tempo do Oscar, Vício Inerente traz um trabalho de figurino similar ao de Trapaça, no ano passado. Aproveita a psicodelia dos anos 70 para confeccionar uma mistura de fidelidade histórica com excentricidade, que parece ser o clima ideal do novo filme de Paul Thomas Anderson. Não vejo a hora de assistir.

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Caminhos da Floresta

MEU VOTO: Caminhos da Floresta

FICOU DE FORA: Magia ao Luar | Sonia Grande

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Anos 20. Sul da França. Quer mais o quê? A nova comédia de Woody Allen me decepcionou em muitos quesitos, mas o visual certamente não foi um deles. Sonia Grande conseguiu vestir os personagens de Magia ao Luar com classe e elegância, sabendo como deixar a Sophie de Emma Stone mais “fofa” e adorável, enquanto Colin Firth surge como um gentleman boêmio.

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Boyhood: Da Infância à Juventude | Sandra Adair

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Em sua maioria, Boyhood é um filme com um trabalho de montagem praticamente invisível. Não temos grandes transições, digressões, cortes rápidos ou algo muito chamativo no trabalho de Sandra Adair. O que justifica a indicação certamente é a árdua tarefa que Adair teve em selecionar pedaços de 12 anos de material e construir uma narrativa que flua naturalmente e faça sentido ali. E funciona! Os 12 anos da vida de Mason passam com eficiência, sem qualquer tipo de separação textual (“ano 1”, “ano 2”, por exemplo) ou intervenção metalinguística, construindo-se uma narrativa sólida e envolvente.

  • ACE Eddie Awards – Drama

O Grande Hotel Budapeste | Barney Pilling

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A montagem de O Grande Hotel Budapeste segue os elementos clássicos da filmografia de Wes Anderson: cortes inusitados e até secos durante diálogos, a fim de promover um efeito cômico discreto (atire uma pedra quem não riu durante a conclusão da perseguição no museu ou a famosa cena do ski), e uma narrativa linear na maior parte do tempo – contando também com divisões de capítulos. Um bom exemplo da habilidade de Barney Pilling é quando M. Gustave e Zero vão seguindo diversos passos a fim de encontrar um informante, com cada setor da sequência de eventos contendo a frase “Você é M. Gustave?”, criando uma série de repetições que culminam na explosão de Gustave.

  • ACE Eddie Awards – Musical ou Comédia

O Jogo da Imitação | William Goldenberg

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Pois bem… Um dos meus problemas com O Jogo da Imitação é sua estrutura narrativa quebrada, que traz cenas durante a infância de Alan Turing, seu trabalho na Segunda Guerra e a investigação que sofreu nos períodos finais de sua vida. É um elemento do roteiro que pessoalmente acho que tira ritmo da trama central, ainda que William Goldenberg consiga encontrar boas transições e manter a narrativa fluindo quando esta se estabelece num único período. Aprecio como Goldenberg faz a passagem do tempo com cenas de arquivo do combate, ponteiros de relógio (enfatizando a luta contra o tempo) e uma eficiente narração em voice over.

Sniper Americano | Joel Cox e Gary Roach

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Filmes de guerra geralmente são queridos pelos votantes, e Sniper Americano realmente é primoroso no quesito cenas de ação. Quando a câmera nos leva para trás da mira de Chris Kyle, Joel Cox e Gary Roach começam a construir a tensão que passa pela cabeça do protagonista, e a dúvida sobre atirar ou não. Quando a violência explode, a dupla agarra o espectador pela garganta, como na impecável cena em que Kyle encontra o terrorista Açogueiro ao mesmo tempo em que é perseguido por um sniper inimigo. Estruturalmente, a dupla equilibra a carreira militar de Kyle com suas responsabilidades familiares, o que se prova como um dos pontos fracos da narrativa, mas o trabalho de Cox e Roach merece créditos pelas cenas mais intensas.

Whiplash: Em Busca da Perfeição | Tom Cross

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Toda a parte técnica de Whiplash é absolutamente impecável, mas a montagem de Tom Cross certamente é o grande atrativo nesse quesito. Centrado em um baterista, o trabalho de Cross é frenético e rápido, impressionando nas cenas em que Andrew toca o instrumento e os cortes ritimados vão acompanhando a música, quase como se Cross também fosse o baterista. As sequências musicais são fantásticas, e Cross ainda acerta ao conferir velocidade a eventos, como a cena que culmina no acidente de carro do protagonista: cortes rápidos e brutais, mas um longo plano quando o caminhão atinge seu carro. Trabalho perfeito.

  • BAFTA

APOSTA: Boyhood

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Whiplash

MEU VOTO: Whiplash

FICOU DE FORA: Garota Exemplar | Kirk Baxter

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Dessa vez sem o habitual parceiro Angus Wall, Kirk Baxter fica com a complicada tarefa de montar Garota Exemplar. Isso porque é um longa com duas tramas paralelas – a de Nick Dunne, e a da esposa Amy – que caminham diferentemente, enfrentando reviravoltas e até incongruências temáticas. Baxter se sai muito bem ao equilibrá-las, fornecendo transições memoráveis (o corte do beijo para a coleta de DNA é primoroso) e administrando sabiamente os diálogos que vão ficando mais intensos, fornecendo cortes calculados para cada participante. Outra ferramenta notável de Baxter é o fade to black, que o montador acerta ao usá-los rapidamente em cenas mais violentas. Que esnobada…

Menções honrosas: Noé, No Limite do Amanhã e Interestelar

maquiagem

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Bill Corso e Dennis Liddiard

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O grande atrativo na maquiagem de Foxcatcher obviamente é a transformação de Steve Carell em John du Pont. A dupla indicada merece créditos por deixar o ator radicalmente diferente, mas sem transformá-lo em um mero monstro caricato: o nariz é consideravelmente maior, a pele ganhou uma pigmentação mais envelhecida e Carell também usou implantes na boca, a fim de modificar seu modo de falar. Vale a pena ressaltar que a equipe cria uma interpretação do du Pont real, já que o resultado final não é idêntico ao falecido técnico de luta. Um trabalho admirável.

O Grande Hotel Budapeste | Frances Hannon e Mark Coulier

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No que diz respeito a penteados e bigodes, O Grande Hotel Budapeste é Wes Anderson na veia: do bigode pomposo de Bill Murray ao visual mais burguês fresco de Ralph Fiennes, a equipe de maquiagem e cabelo é eficaz ao caracterizar as figuras criadas por Anderson. Mas é mesmo o envelhecimento de Tilda Swinton que justifica a indicação, um trabalho que não tem tanto destaque no filme, mas que merece aplausos pelos detalhes e a transformação pesada da atriz.

  • BAFTA
  • Make Up Artists Guild – Maquiagem de Época
  • Make Up Artists Guild – Cabelo de Época

Guardiões da Galáxia | Elizabeth Yianni-Georgiou e David White

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Quando pensamos em uma ficção científica surtada e cartunesca como Guardiões da Galáxia, imediatamente nos vêm à mente o trabalho de maquiagem. E mesmo que não seja nada ultra elaborado como o trabalho de Rick Baker, Elizabeth Yianni-Georgiou merece parabéns por deixar figuras como Karen Gillan (Nebulosa), Lee Pace (Ronan) e Dave Baustista (Drax) irreconhecíveis, mas ainda assim manter seus bons trabalhos de atuação. Segue um padrão simples, ao meramente trocar a cor de seus atores, rendenco uma certa “sutileza alienígena”.

  • Critics Choice Awards
  • Make Up Artists Guild – Efeitos Especiais de Maquiagem
  • Make Up Artists Guild – Cabelo Contemporâneo

APOSTA: O Grande Hotel Budapeste

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Guardiões da Galáxia

MEU VOTO: Guardiões da Galáxia

efeitosvisuais

Capitão América 2: O Soldado Invernal | Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick

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Vou ser sincero: acho a indicação de Capitão América 2: O Soldado Invernal injusta. A equipe do filme é eficiente ao criar ambientes totalmente digitais e manda bem nas variadas destruições de heliportos, cruzadores e outros veículos aéreos gigantescos. Só acho que sinceramente não é algo muito impressionante, ainda mais considerando os outros indicados da categoria, e até confesso que achei o green screen gritantemente artificial em alguns momentos (a luta entre o Capitão e o Soldado Invernal no clímax). Mas dou mérito ao genial envelhecimento de Hayley Atwell como Peggy Carter.

Guardiões da Galáxia | Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould

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Opa, mais Marvel Studios aqui… Mas essa é bem merecida. A comédia espacial também trabalha muito com ambientes todos digitais, rendendo um bom trabalho de green screen e elaboração de detalhes (a luta com Ronan, em meio à nuvens azuladas brilhantes é espetacular), além de cenas de ação maciças que incluem batalhas áereas e perseguições de naves. O grande destaque, porém, fica com os dois principais personagens digitais: Rocket Raccoon e Groot, que impressionam pelo fotorrealismo e a expressividade de sua animação, jamais soando como criaturas digitais.

Interestelar | Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher

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Science, bitch! Como em todos os filmes de Christopher Nolan, os efeitos visuais são usados de forma orgânica e com um estudo científico que os ajudem a fazer sentido dentro daquele universo. Em Interestelar, a grande contribuição dos efeitos visuais foram a criação do buraco de minhoca e o buraco negro Gargantua, que tiveram orientação do físico Kip Thorne a fim de chegar o mais próximo possível de uma representação da tal anomalia. A equipe de Nolan cria alguma das mais belas imagens vistas em 2014, ajudando também a realçar ambientes reais (como as paisagens da Islândia, que servem como os planetas descobertos) e também a criar locais impossíveis de serem reproduzidos, como as “montanhas de água” e o enigmático Tesseract.

  • BAFTA
  • Visual Effects Society – Melhor Ambiente Digital (Tesseract)

Planeta dos Macacos: O Confronto | Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist

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É chegada a hora dos macacos. A excelente continuação do reboot de 2011 da continuidade ao trabalho da WETA na criação dos símios digitais, no maior uso de captura de performance em locações externas até hoje. Andy Serkis novamente lidera o elenco de mo-cap, e a equipe de Joe Letteri é impecável ao manter as nuances e expressões das performances do elenco, criando macacos ainda mais realistas e expressivos do que os do anterior – o salto da tecnologia, e também o fato de O Confronto ter uma fotografia mais escura, ajuda.

  • Visual Effects Society – Melhores Efeitos Visuais Constantes
  • Visual Effects Society – Melhor Personagem Digital (César)
  • Visual Effects Society – Melhor Composição
  • Critics Choice Awards

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido | Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer

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Uma das mais agradáveis surpresas desse Oscar foi encontrar o ótimo X-Men: Dias de um Futuro Esquecido entre os indicados para efeitos visuais. É a primeira indicação para a franquia, que traz novos personagens e ambientes para poder usufruir de eficientes efeitos de computação gráfica. As Sentinelas são bem criadas e suas adaptações de poderes fazem sentido, assim como os diferentes outros poderes que encontramos aqui (os buracos de minhoca de Blink, rajadas de fogo de Sunspot. Mas é mesmo o velocista Mercúrio que vale a indicação, que protagoniza a melhor cena de ação de 2014 durante sua corrida em câmera lenta, que provou-se um desafio para Bryan Singer e sua equipe.

  • Visual Effects Society – Melhor Fotografia Virtual (Cena da Cozinha)
  • Visual Effects Society – Melhor FX& Simulação de Animação (Cena da Cozinha)

APOSTA: Planeta dos Macacos

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Interestelar

MEU VOTO: Interestelar

FICOU DE FORA: No Limite do Amanhã

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Vejo que a Academia optou por não indicar filmes de 2014 que trouxeram ótimos efeitos visuais, mas que tiveram uma recepção crítica ruim ou bem mediana. É o caso de Transformers: A Era da Extinção e O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, filmes que mereciam sim uma indicação pelo trabalho com CG. Seguindo essa linha da Academia, meu escolhido para entrar seria No Limite do Amanhã, uma excelente ficção científica que trabalha bem os efeitos visuais e cria ambientes, criaturas e cenas de ação muito eficientes.

ESPECIAL OSCAR 2015 Ou (Como Aprendi a Ignorar as Loucuras da Academia e Curtir o Show) | Volume Um | Atuações

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 13 de fevereiro de 2015 by Lucas Nascimento

oscar15

Chegou a hora do Oscar 2015, uma corrida estranha que promete trazer algumas surpresas, apesar de – pra variar – muita coisa já estar indubitavelmente previsível. Vamos lá:

ator

Steve Carell | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Papel: John du Pont

É uma grande mudança para Steve Carell, o que ele faz aqui em Foxcatcher. Na pele do milionário esquizofrênico que torna-se obcecado em ganhar a medalha de ouro para seu time de luta olímpíca, o comediante se transforma em uma figura assombrosa e imprevisível, e não apenas pelas próteses faciais. John du Pont fala baixo, devagar e mantém sempre um olhar fixo quando trava em um diálogo, e Carell é bem-sucedido ao não fazer do personagem uma caricatura, controlando até mesmo sua respiração a favor da performance. Nunca esperaria algo assim do ator.

Bradley Cooper | Sniper Americano

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Papel: Chris Kyle

Terceira indicação ao Oscar consecutiva de Bradley Cooper, o ator meio que entrou de intruso por sua forte performance em Sniper Americano (na teoria, esta seria a vaga de Jake Gyllenhaal, por O Abutre). A real é que Cooper realmente se destaca no filme, ainda mais por seu absurdo ganho de massa muscular, que o transformam em um brutamontes, e o sotaque texano que o ajuda a entrar na pele de Chris Kyle. Mas sinceramente? Não acho digno de uma indicação.

Benedict Cumberbatch | O Jogo da Imitação

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Papel: Alan Turing

Um dos mais simpáticos e talentosos atores de nossa geração, Benedict Cumberbatch conquista sua primeira indicação ao Oscar naquele que certamente é seu papel mais desafiador. Em O Jogo da Imitação, o ator dá vida ao matemático Alan Turing, um sujeito tímido, introvertido e inadvertidamente arrogante, escondendo também sua homossexualidade em uma época difícil. Cumberbatch está excelente ao assumir os trejeitos de Turing sem transformá-lo em uma caricatura, expressando sua inteligência e insegurança em uma performance intensa e comovente.

Michael Keaton | Birdman

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Papel: Riggan Thomson

O Cavaleiro das Trevas ressurge! Michael Keaton literalmente nasceu para vivier o personagem principal de Birdman, já que ele é praticamente uma paródia de si mesmo. O ator esquecido pelo público após desistir de viver um popular super-herói no cinema, agora tentando se reiventar no comando de uma ousada peça de teatro, no qual também é o protagonista. O Riggan Thomson de Keaton é ambicioso e até egocêntrico, mas o ator acerta ao sempre deixar a vulnerabilidade de Thomson em evidência, especialmente quando o vemos contracenar com um ator mais capaz (o Mike Shiner de Edward Norton) ou quando tenta reparar relações com sua filha, Sam. Há ainda espaços para elementos mais cômicos, como o sorriso sádico que Riggan esboça invariavelmente ou suas crises alucinógenas com o fantasma de Birdman.

  • Globo de Ouro – Musical/Comédia
  • Critics Choice Awards

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

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Papel: Stephen Hawking

Eddie Redmayne em A Teoria de Tudo pode soar como “cota de ator interpretando deficiente” da Academia, mas a verdade é que realmente é um trabalho impecável. Obviamente, é um trabalho que exige um comprometimento físico assustador, e Redmayne surpreende ao trazer cada aspecto da doença de Stephen Hawking à tona de forma convicente e pesada, mas sem cair para uma caricatura exagerada. O ator consegue criar nuances sutis dentro do limitado estado da paralisia, seja em um levantar de sobrancelha, uma piscada ou leve tentativa de sorrir, somos capazes de encontrar ali o senso de humor de Hawking, e também seu afeto.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama

APOSTA: Eddie Redmayne

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Michael Keaton

MEU VOTO: Eddie Redmayne

FICOU DE FORA: Jake Gyllenhaal | O Abutre

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Jake Gyllenhaal está cada vez melhor. Já tendo impressionado este ano com seu trabalho incrível em O Homem Duplicado, o ator se transforma fisicamente e mentalmente para viver o perturbado protagonista de O Abutre. Um homem calculista, obcecado e aparentemente incapaz de sentir afeto ou se preocupar com as consequências morais de seus atos, Lou Bloom é um dos personagens mais detestáveis e fascinantes dos últimos tempos, e Gyllenhaal acerta ao se perder completamente neste difícil papel. Trabalho de mestre, e estupidez sem tamanho da Academia não reconhecê-lo, já que ele está melhor do que qualquer um dos indicados…

Menção Honrosa: David Oyelowo | Selma

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Marion Cotillard | Dois Dias, Uma Noite

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Grande surpresa da categoria, Marion Cotillard recebeu sua segunda indicação ao Oscar, 7 anos após sua vitória pelo inebriante Piaf: Um Hino ao Amor. Não assisti a Dois Dias, Uma Noite ainda, mas vale apontar que é uma performance toda em francês (assim como sua vitória por Piaf), algo difícil de ser reconhecido pela Academia.

Felicity Jones | A Teoria de Tudo

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Papel: Jane Hawking

Após assistir A Teoria de Tudo, sinto que quero casar com Felicity Jones e fugir para um chalé nas florestas da Alemanha. Não só por sua beleza radiante e seu sotaque britânico delicioso, mas também pela doçura e determinação que a atriz demonstra no papel de Jane, a incansável esposa de Stephen Hawking. Jones começa como uma jovem apaixonada e delicada, e a doença de Stephen logo testa seus limites, revelando sua força e o iminente desgaste, o que prova que Jane é apenas um ser humano, e não uma super mulher. Ótima performance.

Julianne Moore | Para Sempre Alice

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Papel: Dra. Alice Howland

Eu achei difícil de acreditar que Julianne Moore ainda não tinha um Oscar na estante, mas ela sem dúvida garantirá um com seu trabalho em Para Sempre Alice. É a história real de uma professora universitária que se viu vítima de Alzheimer, e a doença dá a Moore o desafio de representá-la fielmente nas telas.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro – Drama
  • Critics Choice Awards

Rosamund Pike | Garota Exemplar

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Papel: Amy Elliot Dunne

David Fincher precisava de uma atriz muito boa para interpretar Amy Elliot Dunne, a enigmática protagonista de Garota Exemplar. A escolha foi certeira com Rosamund Pike, aquela atriz que você avistou uma vez ou outra em algum papel coadjuvante, que aqui domina cada segundo de cena com uma presença sensual, duvidosa e selvagem. É um papel que exige dedicação e ambiguidade, e Pike nos estimula do primeiro até o último frame da projeção. Sem falar que ela manda muito bem em uma das cenas mais sangrentas que eu já vi na vida.

Reese Witherspoon | Livre

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Papel: Cheryl Strayed

Depois de sua vitória em 2006 por Johnny & June, Reese Witherspoon volta à cerimônia na pele de mais uma mulher esforçada. Cheryl Strayed embarcou num exaustivo walkabout após a morte de sua mãe, caminhando incessavelmente por trilhas especializadas nos EUA. Whiterspoon surge muito bem em cena, sem qualquer luxo ou maquiagem elaborada: suja, suada, arrancando unhas do pé e reações realistas diante de sua jornada: é uma mulher forte e feminista, mas que se assusta ao encontrar uma cobra no meio do deserto – como qualquer um faria.

APOSTA: Julianne Moore

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse é o ano dela.

MEU VOTO: Rosamund Pike

FICOU DE FORA: Sarah Snook | O Predestinado

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Papel: A Mãe Solteira

Nem em um milhão de anos eu esperaria que o trabalho de Sarah Snook no pouco conhecido O Predestinado fosse lembrado pela Academia. O que é uma pena, já que Snook teve um dos papéis mais desafiadores do ano passado, na pela da misteriosa Mãe Solteira, uma jovem que é enganada, tem o coração partido e acaba em uma estranha jornada transexual, colocando-a de frente com o Agente Temporal de Ethan Hawke. Snook é simplesmente impecável.

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Robert Duvall | O Juiz

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Achei impressionante a Academia ter lembrado desse filminho mediano que é O Juiz, representado aqui pela performance do veterano Robert Duvall. O ator interpreta o personagem-título, um renomado juiz que é acusado de homícido, ao mesmo tempo em que lida com a morte de sua esposa, a complicada relação com o filho e um câncer letal. Fórmula perfeita para que Duvall entregue uma boa atuação, mas nada realmente espetacular: é uma indicação apenas para celebrar a carreira deste grande ator.

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

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Papel: Mason Evans Sr.

Como é bom ver Ethan Hawke ser indicado como ator novamente. Em Boyhood, ele meio que reprisa boa parte de seu papel na trilogia de Antes do Amanhecer, fazendo o típico sujeito boa praça e que se dá bem com os filhos, mesmo que seja um adulto irresponsável e não tão bem sucedido. Como o próprio protagonista, Hawke vai amadurecendo e mudando ao longo da narrativa de 12 anos, começando como o arquétipo do sonhador/irresponsável até chegar a um nivel mais estável, representado também por sua mudança fisionômica.

Edward Norton | Birdman

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Papel: Mike Shiner

Que alegria é ver Edward Norton em um papel que lhe permita explorar seu imenso talento. Em Birdman, Norton da vida a um obsessivo ator de Método que trava diversos confrontos com Riggan Thomson, sempre deixando claro como suas capacidades de atuação são melhores, esbanjando egocentrismo. Mas Mike Shiner também é vulnerável como Thomson, especialmente quando se revela incapaz de ter uma ereção, ao menos que esteja no palco. É um retrato de um artista que se perdeu dentro de seu comprometimento obsessivo por viver outras pessoas, e Norton está impecável – e também muito engraçado, nos momentos em que o papel requer.

Mark Ruffalo | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

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Papel: David Schultz

De todos os personagens em Foxcatcher, o David Schultz de Mark Ruffalo é sem dúvida o mais admirável, correto e generoso. Lutador olímpico mais eficiente do que seu irmão Mark, ele não mede esforços pada ajudá-lo no treinamento, e também sempre prioriza sua família. Ruffalo é eficiente ao fazer de Schultz um “cara bacana” e também uma alma verdadeiramente boa, sem arrogância ou ataques de raiva – mesmo que não se entenda com John du Pont, ele nunca perde sua postura.

J.K. Simmons | Whiplash: Em Busca da Perfeição

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Papel: Terence Fletcher

J.K. Simmons consegue aqui sua chance para brilhar em um papel poderoso e inesquecível. Terence Fletcher é o obcecado professor de jazz que acredita em métodos pouco ortodoxos para extrair a melhor performances de seus músicos aprendizes, não poupando nos gritos, esculachos e insultos homofóbicos e racistas. Simmons é impecável ao criar uma figura assustadora, mas também é genial ao não fazer deste uma mera caricatura malvada, dando vida a um personagem enigmático e capaz de nos fazer compreender seus motivos.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

APOSTA: J.K. Simmons

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dele.

MEU VOTO: J.K. Simmons

FICOU DE FORA: Josh Brolin | Vício Inerente

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Papel: Detetive Christian “Bigfoot” Bjornsen

Olha, nem assisti a Vício Inerente (valeu, Warner!) mas só pelo trailer é possível ver o quão divertido Josh Brolin parece estar. Sei que uma suposição por peça de marketing não é o bastante para julgar se ele merecia ou não ser indicado (ele garantiu uma vaga no Critics Choice), mas a cena de seu personagem gritando em chinês já é antológica.

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Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

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Papel: Olivia

Boyhood é todo sobre o jovem Mason, mas o que é um jovem sem sua mãe? Patricia Arquette é certamente uma das grandes presenças no épico indie de Richard Linklater, sendo uma personagem que enfrenta grandes mudanças e diversas fases diferentes ao longo dos 12 anos de produção. É uma mãe solteira forte, confusa e que amadurece à medida em que vai aprendendo a cuidar de seus filhos. A grande redenção, porém, é em sua inesquecível cena final, que discute a finitude da vida.

  • SAG
  • BAFTA
  • Globo de Ouro
  • Critics Choice Awards

Laura Dern | Livre

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Papel: Bobbi

De todas as indicações ao Oscar deste ano, esta é a que faz menos sentido. Pra começar que Laura Dern não tem pouco tempo em cena como a mãe de Cheryl Strayed, aparecendo em curtos flashbacks. Tais momentos revelam uma mulher sonhadora, ingênua e que tenta olhar a vida com otimismo, mesmo quando um câncer ameaça sua saúde. É uma performance eficiente, mas que não traz impacto ou afeto o suficiente para justificar a indicação (não é como Viola Davis em Dúvida, por exemplo), que parece ter acontecido por puro charme.

Keira Knightley | O Jogo da Imitação

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Papel: Joan Clarke

A única mulher que tem um destaque considerável em O Jogo da Imitação, Joan Clarke se mostra tão inteligente quanto o matemático Alan Turing, e Keira Knightley se sai bem ao construir uma personagem adorável e praticamente o oposto do protagonista. Enquanto Turing é um sujeito inadvertidamente arrogante e antissocial, Clarke é carismática e parece tratar suas habilidades matemáticas como uma brincadeira, criando um contraste interessante com Turing.

Emma Stone | Birdman

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Papel: Sam Thomson

Era uma questão de tempo até Emma Stone ter seu talento reconhecido pela Academia. Ela já havia explodido de carisma no subestimado A Mentira, mas em Birdman ela brilha em seu primeiro papel dramático, na pele da filha ex-viciada em drogas de Riggan Thomson. Stone surge emburrada e sarcástica durante a maior parte da projeção, mas é quando ela tem a chance de soltar sua opinião e emoções fortemente que sua performance realmente vem à tona (o esculacho que Sam dá a seu pai certamente é o melhor exemplo). Também é interessante observar como Stone constrói uma dinâmica diferente com o Mike Shiner de Edward Norton, primeiro personagem a realmente entender quem Sam é.

Meryl Streep | Caminhos da Floresta

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Papel: A Bruxa

E com Caminhos da Floresta, Meryl Streep chega a 19 indicações ao Oscar em toda a sua carreira. Sua Bruxa no filme de Rob Marshall, apesar de ser listada aqui como coadjuvante, é a personagem que liga todos os demais. É uma mãe amaldiçoada que desesperadamente luta para quebrar um feitiço, ao mesmo tempo em que tenta ajudar o humilde casal de James Corden e Emily Blunt. Streep sabe como ser assustadora, mas também comovente – como fica claro no número musical que protagoniza ao lado de Rapunzel – o que a torna a personagem mais complexa da produção. É uma ótima performance de Streep, pra variar.

APOSTA: Patricia Arquette

QUEM PODE VIRAR O JOGO: Esse Oscar ninguém tira dela.

MEU VOTO: Emma Stone

FICOU DE FORA: Jessica Chastain | O Ano Mais Violento

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Papel: Ana Morales

Caramba, essa mulher não pára de trabalhar… E eu agradeço! Jessica Chastain atuou em 4 filmes em 2014, e nenhuma de suas performances foi lembrada no Oscar. Não assisti a O Ano Mais Violento, mas a crítica elogiou muito a destemida Ana Morales de Chastain, e eu tenho certeza que a atriz está no mínimo melhor do que Laura Dern… Pena.

O Volume Dois, com as categorias técnicas sairá amanhã!

OSCAR 2015: Os Indicados

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , , , on 15 de janeiro de 2015 by Lucas Nascimento

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Chegou a hora! A Academia de Artes e Ciências soltou os indicados para a 87ª edição do Oscar.

Confira:

MELHOR FILME

Birdman

Boyhood: Da Infância à Juventude

O Grande Hotel Budapeste

O Jogo da Imitação

Selma

Sniper Americano

A Teoria de Tudo

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR DIRETOR

Wes Anderson | O Grande Hotel Budapeste

Alejandro Iñarritu | Birdman

Richard Linklater | Boyhood: Da Infância à Juventude

Bennett Miller | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Morten Tyldum | O Jogo da Imitação

MELHOR ATOR

Steve Carrell | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Bradley Cooper | Sniper Americano

Benedict Cumberbatch | O Jogo da Imitação

Michael Keaton | Birdman

Eddie Redmayne | A Teoria de Tudo

MELHOR ATRIZ

Marion Cottilard | Dois Dias, Uma Noite

Felicity Jones | A Teoria de Tudo

Julianne Moore | Para Sempre Alice

Rosamund Pike | Garota Exemplar

Reese Witherspoon | Livre

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Robert Duvall | O Juiz

Ethan Hawke | Boyhood: Da Infância à Juventude

Edward Norton | Birdman

Mark Ruffalo | Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

J.K. Simmons | Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Patricia Arquette | Boyhood: Da Infância à Juventude

Laura Dern | Livre

Keira Knightley | O Jogo da Imitação

Emma Stone | Birdman

Meryl Streep | Caminhos da Floresta

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

O Abutre | Dan Gilroy

Birdman | Alejandro G. Iñarritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr, Armando Bo

Boyhood: Da Infância à Juventude | Richard Linklater

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | E. Max Frye & Dan Futterman

O Grande Hotel Budapeste | Wes Anderson & Hugo Guiness

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

O Jogo da Imitação | Graham Moore

Sniper Americano | Jason Hall

A Teoria de Tudo | Anthony McCarten

Vício Inerente | Paul Thomas Anderson

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Damien Chazelle

MELHOR ANIMAÇÃO

Os Boxtrolls

Como Treinar o Seu Dragão 2

Song of the Sea

The Tale of Princess Kaguya

Operação Big Hero

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Ida

Leviatã

Relatos Selvagens

Tangerines

Timbuktu

MELHOR FOTOGRAFIA

Birdman | Emmanuel Lubezki

O Grande Hotel Budapeste | Robert Yeoman

Ida | Ryszard Lenczewski e Lukasz Zal

Invencível | Roger Deakins

Sr. Turner | Dick Pope

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO

Caminhos da Floresta | Dennis Gassner, Anna Pinnock

O Grande Hotel Budapeste | Adam Stockhausen, Anna Pinnock

Interestelar | Nathan Crowley, Gary Fettis

O Jogo da Imitação | Maria Djurkovic, Tatiana MacDonald

Sr. Turner | Suzie Davies, Charlotte Watts

MELHOR FIGURINO

Caminhos da Floresta | Colleen Atwood

O Grande Hotel Budapeste | Milena Canonero

Malévola | Anna Sheppard e Jane Clive

Sr. Turner | Jacqueline Durran

Vício Inerente | Mark Bridges

MELHOR MONTAGEM

Boyhood: Da Infância à Juventude | Sandra Adair

O Grande Hotel Budapeste | Barney Pilling

O Jogo da Imitação | Wiliam Goldenberg

Sniper Americano | Joel Cox e Gary Roach

Whiplash – Em Busca da Perfeição | Tom Cross

MELHOR MAQUIAGEM & CABELO

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

O Grande Hotel Budapeste

Guardiões da Galáxia

MELHORES EFEITOS VISUAIS

Capitão América 2 – O Soldado Invernal

Guardiões da Galáxia

Interestelar

Planeta dos Macacos: O Confronto

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido

MELHOR EDIÇÃO DE SOM

Birdman

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos

Interestelar

Invencível

Sniper Americano

MELHOR MIXAGEM DE SOM

Birdman

Interestelar

Invencível

Sniper Americano

Whiplash – Em Busca da Perfeição

MELHOR TRILHA SONORA

O Grande Hotel Budapeste | Alexandre Desplat

Interestelar | Hans Zimmer

O Jogo da Imitação | Alexandre Desplat

Sr. Turner | Gary Yershon

A Teoria de Tudo | Jóhann Jóhannsson

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

“Everything is Awesome | Uma Aventura LEGO

“Glory” | Selma

“Grateful” | Beyond the Lights

“I’m Not Gonna Miss You” | Glen Campbell…I’ll Be Me

“Lost Stars” | Mesmo Se Nada Der Certo

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Citizenfour

Finding Vivian Maier

Last Days in Vietnam

O Sal da Terra

Virunga

MELHOR CURTA-METRAGEM

Aya

Boogaloo and Graham

Butter Lamp

Parvaneh

The Phone Call

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO

The Bigger Picture

The Dam Keeper

Feast

Me and My Moulton

A Single Life

MELHOR DOCUMENTÁRIO CURTA-METRAGEM

Crisis Hotline: Veterans Press 1

Joanna

Our Curse

The Reaper

White Earth

A cerimônia acontece em 22 de Fevereiro.

Preview 2015 | O guia definitivo para os lançamentos do ano

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Bem-vindo 2015, bem-vindo Marty McFly e Doc Brown em sua visita ao mundo futurista! Tudo bem, não temos DeLoreans, carros voadores ou hoverboards, mas temos muitos filmes para assistir (não, também não temos Tubarão 19). Vejamos o que o futuro nos reserva:

(Lembrem-se, posso ter deixado vários filmes de fora e outros certamente enfrentarão adiamentos, atrasos e coisas do gênero. Vocês sabem como é)

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Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba

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O que é: Terceiro (e provavelmente último) capítulo da franquia iniciada em 2007, traz Ben Stiller novamente no papel de um vigia de museu, dessa vez levando a aventura para Londres. Quase todo o elenco – incluindo Robin Williams, Owen Wilson e Steven Coogan – está de volta.

Porque assistir: Eu gosto bastante da série, e fico impressionado em como os produtores são capazes de reunir grande parte do elenco original. Além do mais, é um dos trabalhos finais do grande Robin Williams. Só isso já vale o ingresso.

Desconfianças: Mesmo fã, admito que o frescor do original já se foi há muito tempo. Tomara mesmo que seja o último.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 01 de Janeiro

Whiplash – Em Busca da Perfeição

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O que é: Filme de estreia de Damien Chezzelle, conquistou crítica nos festivais de Sundance e Toronto, despontando como um dos melhores filmes do ano passado. Gira em torno de um jovem bateirista (Miles Teller), que sonha em ser um dos grandes músicos de jazz de sua geração, tendo que enfrentar o duro treinamento de seu severo professor (J.K. Simmons).

Porque assistir: A premissa é excelente, e o filme tem recebido elogios fervorosos por onde foi exibido.

Desconfianças: Acho muito difícil dar errado…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 8 de Janeiro

Invencível

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O que é: Nova investida de Angelina Jolie como diretora, conta a história real de Louis Zamperini, um atleta olímpico americano que é capturado por japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

Porque assistir: Jolie reuniu um time poderoso que inclui o promissor Jack O’Connell, roteiro dos irmãos Coen e fotografia do mestre Roger Deakins.

Desconfianças: Me parece o típico “filme feito para Oscar”, prometendo apelar para o emocional e os diversos clichês do gênero. Eu realmente espero estar errado.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 15 de Janeiro

Livre

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O que é: Depois de comandar o premiado Clube de Compras Dallas, Jean Marc-Vallée bota Reese Witherspoon na natureza selvagem, para adaptar a história de uma mulher que resolve sair para praticar alpinismo e trilhas nos EUA.

Porque assistir: O roteiro é do ótimo Nick Hornby (autor de Alta Fidelidade e indicado ao Oscar por Educação), e esse parece ser o grande retorno de Witherspoon.

Desconfianças: Já vimos essa história um milhão de vezes. Pra mim, soa mais como um veículo de grandes atuações.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 15 de Janeiro

Os Pinguins de Madagascar

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O que é: Spinoff da popular série da Dreaworks, concentra-se numa missão secreta dos misteriosos pinguins, em uma trama para salvar o mundo de um vilão cruel.

Porque assistir: Os pinguins sempre foram um dos elementos mais divertidos em Madagascar.

Desconfianças: Justamente por serem coadjuvantes, o mistério em torno deles era muito mais envolvente. Temo que isso se perca ao colocá-los como protagonistas.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 15 de Janeiro

Vice

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O que é: Mais uma ficção científica com ação estrelada por Bruce Willis, elabora um mundo em que as pessoas podem exercer suas maiores fantasias com habitantes artificiais com a forma humana. Quando um desses seres escapa, uma caçada para capturá-la se inicia. O elenco conta também com Ambyr Childers e Thomas Jane.

Porque assistir: Bruce Willis costuma se sair bem nesse tipo de gênero.

Desconfianças: Já viram o perfil do diretor Brian A Miller no IMDb? Nada animador.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 16 de Janeiro (EUA)

Busca Implacável 3

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O que é: Liam Neeson retorna (mais uma vez) para o agente especial Bryan Mills, que agora é caçado pelo FBI após ser incriminado. Famke Janssen e Maggie Grace retornam, e Forest Whitaker é a principal adição do elenco.

Porque assistir: Liam Neeson chutando bundas, é isso o que importa.

Desconfianças: A real é que nem o primeiro filme me empolga. É uma franquia que se estendeu sem necessidade, e duvido que o terceiro venha trazer algo significativo, de fato.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 22 de Janeiro

Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo

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O que é: Novo filme de Bennett Miller, relata uma história trágica que se desenrolou quando o lutador olímpico Dave Schultz (Channing Tatum) aceitou em representar o time de Foxcatcher para o milionário perturbado John Du Pont (Steve Carell). Esperem indicações ao Oscar.

Porque assistir: É uma ótima história e que levanta questões pertinentes, além de trazer Carell, Tatum e Mark Ruffalo em excelentes performances.

Desconfianças: Quem não curtiu muito o tom lento e atmosférico de Capote e O Homem que Mudou o Jogo vai detestar esse aqui, só fica mais dominante.

Vontade de ver: Já vi! Leia a crítica

Estreia: 22 de Janeiro

Selma

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O que é: Filme que vem surpreendendo na temporada de prêmios, concentra-se na marcha por direitos civis de Martin Luther King Jr., na cidade de Selma, no estado do Alabama. David Oyelowo, Carmen Ejogo, Tim Roth, Cuba Gooding Jr. e Oprah Winfrey estão no elenco.

Porque assistir: Promete ser um dos grandes jogadores do Oscar, além de ser uma história importante que permanece relevante até hoje.

Desconfianças: Espero que não seja só mais um filme de Oscar.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Janeiro

Birdman

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O que é: Michael Keaton interpreta um ator esquecido pelo público após abandonar uma franquia de super-heróis popular. Almejando um grande retorno, ele planeja uma peça na Broadway. Alejandro González Iñarritu é o diretor, e desponta desde já como um dos favoritos ao Oscar.

Porque assistir: A trama metalinguística é magnífica, assim como o elenco envolvido (Emma Stone, Edward Norton e Naomi Watts complementam). Além disso, li que o filme simula um plano sequência por toda a sua projeção. Agora isso é digno de se conferir de perto.

Desconfianças: Por enquanto, nenhuma.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 29 de Janeiro

Caminhos da Floresta

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O que é: Rob Marshall (de Chicago, Nine e o último Piratas do Caribe) entra na onda dos contos de fada ao trazer Meryl Streep na pele de uma bruxa que cruza os caminhos de personagens como Chapeuzinho Vermelho, Cinderela e Rapunzel. O elenco traz também Johnny Depp, Emily Blunt, Anna Kendrick e Chris Pine.

Porque assistir: O elenco – em especial Meryl Streep – parece estar afiado.

Desconfianças: Musical. Ergh.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 29 de Janeiro

Grandes Olhos

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O que é: Tim Burton comanda uma comédia dramática autobiográfica sobre o casal de pintores Margaret e Walter Keane (vividos por Amy Adams e Christoph Waltz, não Johnny Depp), famosos por retratar imagens de crianças marcadas por olhos imensos. A trama explora como todo o crédito pela venda e arte produzidas iam somente para Walter, ofuscando o real talento de sua esposa.

Porque assistir: Vai ser muito bom ver Burton saindo um pouco dos gêneros fantasiosos (porque já fazem 7 anos que ele não entrega nada que preste), e as performances centrais de Waltz e Adams prometem. Lembram da última cinebiografia que Burton dirigiu? Foi Ed Wood, que permanece até hoje como seu melhor filme…

Desconfianças: Não parece uma história realmente empolgante, mas veremos.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 29 de Janeiro

O Jogo da Imitação

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O que é: Filme potencialmente oscarizável, traz Benedict Cumberbatch na pele do matemático Alan Turing, que durante a Segunda Guerra Mundial ajudou os Aliados a quebrar um código nazista essencial para a vitória. Keira Knightley, Mark Strong e Charles Dance também marcam presença.

Porque assistir: Cumberbatch é um ator que está cada vez mais interessante, e esta promete ser sua melhor performance até agora. Além disso, é uma história muito boa.

Desconfianças: Por enquanto, nada.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 29 de Janeiro

A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte

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O que é: Continuação do eficiente terror de 2012, O Anjo da Morte é ambientado 40 anos após os eventos do filme com Daniel Radcliffe, com uma família de refugiados da Segunda Guerra Mundial que encontra abrigo na casa mal assombrada pelo espírito do título. Helen McCory e Jeremy Levine estão no elenco.

Porque assistir: Pelo trailer, parece bem sinistro e certamente vai render uns bons sustos.

Desconfianças: Ninguém do primeiro filme retorna, nem diretor, roteirista ou elenco. Me parece algo completamente avulso ao original, apenas adotando a marca.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 29 de Janeiro

A Teoria de Tudo

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O que é: Biografia sobre o físico Stephen Hawking (interpretado por Eddie Redmayne) e sua relação com a esposa Jane (Felicity Jones), assim como sua doença que impossibilitou sua fala e coordenação motora.

Porque assistir: As performances de Redmayne e Jones parecem excelentes, e os trailers trazem um bem-vindo tom de Uma Mente Brilhante.

Desconfianças: Tenho medo que o filme apele para o melodrama barato, ainda mais por se tratar de um biopic.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 29 de Janeiro

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Bob Esponja: Um Herói Fora d´Água

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O que é: Mais de uma década depois do primeiro filme, Bob Esponja vai retornar aos cinemas. Agora, o habitante da Fenda do Biquini subirá à superfície com seus amigos, a fim de impedir o plano de um pirata maligno (Antonio Banderas).

Porque assistir: Acho o primeiro filme muito bom!

Desconfianças: O estilo de animação em 3D não me empolga muito. E olha, sinceramente, faz muito tempo que eu não assisto a Bob Esponja. Gostava muito quando criança, mas não sei o que esperar agora.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Fevereiro

Corações de Ferro

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O que é: David Ayer (de Marcados para Morrer e o vindouro Esquadrão Suicida) lidera Brad Pitt e um competente elenco (Shia LaBeouf, Michael Peña e Logan Lerman co-protagonizam) em um épico ambientado nos dias finais da Segunda Guerra Mundial, concentrando-se no pelotão de um tanque.

Porque assistir: Ayer é um nome interessante, e será interessante ver Brad Pitt revisitando os campos de batalha.

Desconfianças: Não vejo como o filme pode ser original, é mais uma história que já foi contada exaustivamente.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 5 de Fevereiro

O Destino de Júpiter

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O que é: Nova ficção científica de Andy e Lana Wachowkski, o primeiro trabalho original da dupla desde a trilogia Matrix (já que Speed Racer e A Viagem são adaptações), aposta em um cenário extremamente futurista e povoado por criaturas híbridas de humanos e animais. Aí encontramos o caçador vivido por Channing Tatum, responsável por localizar e proteger a faxineira interpretada por Mila Kunis, que estaria predestinada e mudar o curso do Universo.

Porque assistir: Os Wachowskis estão devendo um trabalho original desde 2003 e se Júpiter for tudo o que está prometendo, vai ser de explodir a cabeça. E ficções científicas originais sempre são bem-vindas.

Desconfianças: Acho que os Wachowskis estão perigosamente flertando com o ridículo aqui. Além disso, o filme foi adiado em quase um ano, e você bem sabe que isso nunca é um bom sinal em Hollywood.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Fevereiro

James Brown

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O que é: Biopic do imensamente popular cantor James Brown, protagonizada por Chadwick Boseman (o futuro Pantera Negra do Universo Marvel). O filme se concentrará na ascenção de Brown da pobreza até o sucesso. Viola Davis, Octavia Spencer, Dan Aykroyd e Craig Robinson também estão no elenco. Tate Taylor (Histórias Cruzadas) é o diretor.

Porque assistir: Taylor reuniu um ótimo elenco para contar a história de um ícone, vamos ver. E fico curioso para ver Chadwick Boseman em ação.

Desconfianças:

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Fevereiro

Accidental Love

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O que é: Projeto problemático de 2008 de David O. Russell, nem será lançado sob sua assinatura. A trama coloca Jessica Biel como uma garçonete que inesperadamente recebe uma pregada na cabeça, o que acaba levando-a até Washington. Lá, ela conhece e se encanta com um excêntrico senador, vivido por Jake Gyllenhaal.

Porque assistir: Mais pra ver Gyllenhaal (cada vez melhor) e se Russell consegue arrancar algo memorável de Biel, que parece ter um papel divertido em mãos.

Desconfianças: Olha, parece ser o filme mais infantil e estúpido da carreira de Russell.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Fevereiro (EUA)

Annie

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O que é: Remake do musical de 1982, traz Quvenzhané Wallis na pele da personagem-título, uma órfã que é acolhida por um ambicioso candidato político (Jamie Foxx)

Porque assistir: Will Gluck é um diretor surpreendentemente eficaz, responsável pelos divertidos A Mentira e Amizade Colorida. E além de trazer nomes de peso na cartela de protagonistas, parece um filme completamente despretensioso.

Desconfianças: A recepção crítica do filme foi muito, muito negativa. Mesmo.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 12 de Fevereiro

Cinquenta Tons de Cinza

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O que é: Adaptação da polêmica trilogia erótica de E.L. James, concentra-se na estudante tímida Anastasia Steele (Dakota Johnson) que se envolve com o misterioso bilionário Christian Grey (Jamie Dorman). O grande barato da história é que Grey louco por sadomaosquismo e sodomia.

Porque assistir: Olha, a Universal soube muito bem vender esse filme. Os trailers são ótimos, a fotografia do ótimo Seamus McGarvey parece linda e há um tom sinistro sugerido pelos vídeos. Estou dentro pelo marketing.

Desconfianças: Convenhamos, o material original é podre. É o fan fiction de Crepúsculo.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 12 de Fevereiro

Magia Estranha

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O que é: Estreia do sonoplasta Gary Rydstrom na direção de um longa metragem animado, Magia Estranha traz argumento de George Lucas em um conto de fadas sobre o primeiro encontro entre duendes, fadas e goblins.

Porque assistir: Visual?

Desconfianças: Sei não, Argumento de George Lucas, direção de um técnico de som… Sem falar que o tema não me atraia nem um pouco.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 12 de Fevereiro

Mortdecai: A Arte da Trapaça

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O que é: Adaptação da obra de Kyril Bonfiglioli, gira em torno de Charles Mortdecai, um negociante de arte que embarca em uma jornada para encontrar uma pintura roubada que estaria ligada a um banco nazista repleto de ouro. Além de Johnny Depp, o elenco traz Gwyneth Paltrow, Ewan McGregor, Olivia Munn, Jeff Goldblum e Paul Bettany. David Koepp (Ghost TownPerigo por Encomenda) dirige.

Porque assistir: Olha, David Koepp é um cara de boas ideias e um estilo visual interessante.

Desconfianças: Não sei se aguento mais uma performance excêntrica-babaca de Johnny Depp.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 12 de Fevereiro

Amaldiçoado

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O que é: Adiado inúmeras vezes, finalmente o terror que traz Daniel Radcliffe na pele de um jovem que repetinamente acorda com chifres demoníacos vai chegar no Brasil. O filme de Alexandre Aja (Piranha 3D) conta também com Juno Temple, Heather Graham e Max Minghella.

Porque assistir: Parece um papel bem interessante para Radcliffe. E estou curioso pra saber qual é a desses chifres.

Desconfianças: Foi adiado muitas vezes e também muito criticado em sua recepção nos EUA. Estejam avisados.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 19 de Fevereiro

Renascida do Inferno

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O que é: Gira em torno de um grupo de estudantes de medicina que descobre uma maneira de trazer pacientes mortos de volta à vida (daí a referência ao Lázaro do título). O elenco conta com Olivia Wilde, Evan Peters, Mark Duplass e Donald Glover, e a direção fica a cargo do novato David Gelb.

Porque assistir: A premissa é bem interessante. E juro que nunca pensei ver Olivia Wilde num papel desses.

Desconfianças: Não estou certo do tipo de filme que quer ser. Parece bom, mas também cheira como “aquele terrorzinho médio” de começo de temporada.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 19 de Fevereiro

A Ressaca 2

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O que é: Fizeram mesmo esse filme, uau. Continuação da divertida comédia de viagem no tempo A Ressaca, traz o trio de amigos (agora sem John Cusack) reencontrando a “jacuzzi máquina do tempo” e viajando não para o passado, mas para 20 anos no futuro a fim de evitar uma tragédia.

Porque assistir: O primeiro foi bem divertido, e a decisão de levá-los para o futuro parece ser mais ainda.

Desconfianças: O atraso de 5 anos revela que foi um projeto conturbado (a ausência de Cusack também).

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 20 de Fevereiro (EUA)

Sniper Americano

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O que é: Projeto anteriormente entregue para Steven Spielberg, ganhou nova forma com a entrada de Clint Eastwood. A história real é baseada na vida de Chris Kyle (vivido aqui por Bradley Cooper), considerado o atirador de elite mais letal da história dos EUA.

Porque assistir: A crítica vem elogiando este como um dos melhores trabalhos de Eastwood nos últimos anos, além de trazer o cada vez melhor Bradley Cooper em um papel desafiador.

Desconfianças: Eastwood acerta e erra constantemente. Torço para que seja mais um acerto depois do divertido Jersey Boys.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 19 de Fevereiro

O Ano Mais Violento

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O que é: Novo filme de J.C. Chandor (Margin Call – O Dia Antes do Fim e Até o Fim), traz Oscar Isaac e Jessica Chastain como um casal que tenta prosperar nos negócios em meio à Nova York de 1981, considerado o ano mais violento da cidade.

Porque assistir: Chandor é um nome que cada vez mais cresce, e este parece ser seu melhor projeto até agora. Sem falar que traz os ótimos Oscar Isaac e Jessica Chastain trabalhando juntos.

Desconfianças: Só acho que esse tema de império criminoso em Nova York/conflitos familiares já foi explorado demais.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 26 de Fevereiro

Golpe Duplo

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O que é: Depois de O Golpista do Ano e Amor a Toda Prova, a dupla de diretores Glenn Ficarra e John Requa coloca Will Smith e a lindíssima Margot Robbie em uma thriller cômico, onde o personagem de Smith é um criminoso veterano que se apaixona por sua aprendiz. Rodrigo Santoro também está no filme.

Porque assistir: Margot Robbie? Tô dentro. Ah, e essa dupla de diretores é muito interessante, e pelo visto, versátil.

Desconfianças: Premissa nada interessante…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 26 de Fevereiro

Para Sempre Alice

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O que é: Filme que promete entregar o tão merecido Oscar à Julianne Moore, é baseado na história real de uma professora de Harvard que precisa lidar com os estágios iniciais do Alzheimer. O elenco traz também Kristen Stewart e Alec Baldwin.

Porque assistir: Julianne Moore promete uma grande performance.

Desconfianças: Como é comum nessa temporada de prêmios, parece mais um filme no qual o único grande destaque será o trabalho da atriz principal.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 26 de Fevereiro

Projeto Almanaque

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O que é: Se você achava que o found footage tinha chegado ao ápice com o gênero de super-heróis, prepare-se pois agora ele embarca no de viagem no tempo. A trama gira em torno de um grupo de jovens que descobre planos secretos de uma máquina do tempo. Ao construírem-na e voltar ao passado para fins pessoais, eles acabam destruindo o futuro.

Porque assistir: Viagem no tempo? Tô dentro.

Desconfianças: Michael Bay é o produtor.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 26 de Fevereiro

Corrente do Mal

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O que é: Quantos filmes de terror você se lembra de terem passado por Cannes nos últimos anos? Não muitos, certo? Corrente do Mal é um elogiado filme indie que gira em torno de uma jovem que passa a ser perseguida por uma entidade misteriosa, que teria sido transmitida por contágio de um misterioso rapaz. O estreante David Robert Mitchell é responsável pelo roteiro e direção.

Porque assistir: Um bom terror sempre é bem-vindo, e a recepção crítica é favorável. A metáfora para DSTs que o longa sugere também pode ser interessante.

Desconfianças: Espero que não confundam terror com terror psicológico (o que me frustrou um pouco no eficiente The Babadook).

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 27 de Fevereiro (Reino Unido)

Knight of Cups

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O que é: Novo filme de Terrence Malick, é um daqueles que foi filmado já há uns dois anos. Traz Christian Bale, Natalie Portman, Cate Blanchett, Antonio Banderas, Jason Clarke, Imogen Poots, Ben Kingsley, entre muitos outros que podem, ou não, aparecer no corte final. A trama, como sempre, permanece nebulosa, mas deve centrar-se na vida de um ator de Hollywood.

Porque assistir: Ótimo elenco, e deve render lindos visuais com a fotografia de Emmanuel Lubezki.

Desconfianças: Não sou fã do Malick, passo.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: Fevereiro (Festival de Berlim)

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Hacker

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O que é: Sem dirigir um longa-metragem desde 2009, com Inimigos Públicos, Michael Mann embarca no mundo do crime cibernético, retratando a caçada de um hacker (Chris Hemsworth) por um criminoso internacional.

Porque assistir: Michael Mann é um dos grandes nomes do cinema de ação contemporâneo, e mal vejo a hora de reencontrar as belíssimas imagens noturnas que ele capta como ninguém.

Desconfianças: Mann é impecável, mas que tema mais genérico e sem graça…

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 5 de Março

Kingsman: Serviço Secreto

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O que é: Novo filme de Matthew Vaughn (de Kick-Ass e X-Men: Primeira Classe), adapta a HQ de Mark Millar que se concentra em uma coorporação secreta de espiões na Inglaterra. Nesse cenário, um veterano (Colin Firth) adota um jovem delinquente (Taron Egerton) para um perigoso processo seletivo. O elenco ainda traz Samuel L. Jackson, Michael Caine, Mark Strong e Mark Hamill.

Porque assistir: Vaughn é um dos poucos diretores da atualidade que entende o que é um blockbuster divertido, inteligente e empolgante. Vê-lo brincar com o universo dos espiões, com um elenco de primeira, é promissor.

Desconfianças: Nenhuma dessas tentativas de “jovem espião” funcionou perfeitamente nos cinemas (jamais esqueçam de Alex Rider contra o Tempo), e me deixa inseguro o fato de o filme ter sido adiado de Outubro para este ano.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 5 de Março

Before I Wake

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O que é: Mike Flanagan (de O Espelho) retorna com mais um terror, agora sobre um jovem órfão cujos pesadelos se manifestam fisicamente enquanto ele dorme. O elenco conta com Kate Bosworth, Thomas Jane e Annabeth Gish.

Porque assistir: Se você assisitu a O Espelho, sabe que Flanagan é um ótimo diretor, e entende bem o gênero. Fico empolgado para ver o que ele fará a seguir.

Desconfianças: Não acho que o elenco é muito inspirado, mas veremos.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 5 de Março (Itália)

The Water Diviner

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O que é: Estreia de Russell Crowe como diretor de longa-metragens, conta a história de um australiano que atravessa a Turquia após a Campanha de Galípoli (um dos episódios mais trágicos da Primeira Guerra Mundial) à procura de seus filhos perdidos.

Porque assistir: Fico curioso para ver como Crowe vai se sair como diretor.

Desconfianças: Me parece muito dramalhão histórico.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 5 de Março

Atividade Paranormal 5: A Dimensão Fantasma

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O que é: Mais um filme de Atividade Paranormal… Sabe-se lá qual vai ser a trama agora, mas será em 3D.

Porque assistir: Se você é fã da saga, não vai querer perder…

Desconfianças: Sério, alguém ainda se empolga com isso?

Vontade de ver: 0/5

Estreia: 12 de Março

O Sétimo Filho

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O que é: Adaptação da obra de fantasia de Joseph Delaney, traz Ben Barnes como um jovem fazendeiro que é escolhido para aprender a combater forças malignas no século XVIII. O elenco traz também Jeff Bridges, Julianne Moore, Djimon Hounsou e Kit Harington.

Porque assistir: O elenco é muito bom, e o espetáculo de efeitos visuais de sempre deve estar presente aqui.

Desconfianças: Lembram de Eragon, Bússola de Ouro, Os Seis Signos da Luz e todas as outras inúmeras franquias que morreram na praia? Prevejo a mesma coisa.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 12 de Março

Cake – Uma Razão para Viver

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O que é: Virada dramática de Jennifer Aniston, ela interpreta uma mulher depressiva e traumatizada, que acaba se envolvendo com o viúvo de uma colega suicida. O elenco traz também Anna Kendrick e Sam Worthington.

Porque assistir: Parece ser o maior desafio de Aniston como atriz, podendo até mesmo levá-la ao Oscar.

Desconfianças: Como história, não chama muito a atenção.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 19 de Março

A Série Divergente: Insurgente

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O que é: Caramba, essa franquia sobreviveu… A trama seguirá de onde o anterior parou, com a protagonista formando alianças para sobreviver a um ataque que pretende destrui-la. Shailene Woodley, Miles Teller, Theo James, Ansel Egort e Kate Winlset reprisam seus papéis. Naomi Watts e Octavia Spencer são as principais adições

Porque assistir: Ah… Shailene Woodley é ótima atriz e tal.

Desconfianças: Na boa, tô fora. Não gostei do primeiro e não me parece que este tenha potencial.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 19 de Março

O Franco-Atirador

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O que é: Sean Penn mergulha de cabeça no gênero de ação, na pele de um espião que precisa limpar seu nome quando sua antiga organização começa a persegui-lo. O elenco traz ainda Idris Elba, Ray Winstone E Javier Bardem. Pierre Morel (do primeiro Busca Implacável) é o diretor.

Porque assistir: Penn como um astro de ação é uma ideia empolgante, na mesma linha do Liam Neeson. Sem falar que o elenco coadjuvante é excelente.

Desconfianças: Premissa bem genérica, mas Morel deve fazer um trabalho competente.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Março (EUA)

Vício Inerente

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O que é: Paul Thomas Anderson retoma a parceria com Joaquin Phoenix para adaptar o romance homônimo de Thomas Pynchon, que gira em torno de um detetive excêntrico que investiga o desaparecimento de um milionário. Ah, se passa nos anos 70 e traz um elenco com nomes do calibre de Josh Brolin, Reese Witherspoon, Owen Wilson, Benicio Del Toro e Katherine Waterson.

Porque assistir: PTA, Joaquin Phoenix, grande elenco, boa premissa, anos 70… Imperdível.

Desconfianças: A recepção crítica nos EUA se dividiu, então certamente não agradará a todos.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 26 de Março

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Cinderela

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O que é: Kenneth Branagh comanda esta versão live action do clássico Cinderela, que traz Lily James como a protagonista, Richard Madden (Game of Thrones) como o Príncipe, Helena Bonham Carter como a Fada Madrinha e Cate Blanchett como a Madrasta.

Porque assistir: O elenco coadjuvante promete brilhar, assim como os valores de produção. Afinal, Branagh é um especialista nesse assunto.

Desconfianças: Será que precisamos mesmo disso? Já tivemos um milhão de versões da história no cinema e na animação (já rolou até viagem no tempo, caramba).

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 2 de Abril

Velozes & Furiosos 7

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O que é: Novo filme da cada vez maior franquia Velozes e Furiosos, traz a equipe de Dominic Toretto enfrentando um perigoso inimigo na forma de Jason Statham. Marcada pela morte precoce de Paul Walker (que será recriado digitalmente em algumas cenas), a produção traz de volta Dwayne Johnson, Michelle Rodriguez, Gina Carano e Tyrese Gibson.

Porque assistir: James Wan (de Sobrenatural e Invocação do Mal) é o diretor, e um dos bons. Fico curioso para ver como ele vai se sair no gênero da ação.

Desconfianças: Eu pessoalmente não me empolgo tanto com a franquia. E pra chegar num sétimo filme, é bom que traga novidades.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 2 de Abril

Max Steel

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O que é: Se você que é fã de Transformers e G.I. Joe reclamava da ausência de um filme de Max Steel, pode ficar feliz. O filme contará a origem do super-herói action figure, que se dá quando um adolescente é mesclado com um robô alienígena.

Porque assistir: Sei lá, eu já brinquei com um Max Steel alguma vez na vida.

Desconfianças: Só tudo.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 9 de Abril

Ex Machina

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O que é: Estreia na direção do roteirista Alex Garland (responsável por A Praia, Extermínio, Não Me Abandone Jamais, entre outros), é uma ficção científica que se concentra em um programa experimental que visa quebrar barreiras no desenvolvimento da inteligência artificial. Oscar Isaac, Domhnall Gleeson e Alicia Vikander protagonizam.

Porque assistir: Alex Garland tem um bom currículo, e também boas ideias. Sem falar que temos Oscar Isaac e Domhnall Gleeson juntos, antes de contracenarem no novo Star Wars

Desconfianças: Vale mais pelo elenco, e talvez visual. Já vimos o tema de inteligência artificial um ZILHÃO de vezes… Teria Garland algum truque na manga?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Abril (EUA)

True Story

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O que é: Drama verídico que traz Jonah Hill e James Franco como, respectivamente, o jornalista Michael Finkel e o assassino Christian Longo, um dos mais procurados do FBI na época. Felicity Jones também está no filme, e o estreante Rupert Goold é o diretor.

Porque assistir: Uma mudança radical para Hill e Franco, que tinham dado um tempo no humor para se concentrar nas comédias. Veremos.

Desconfianças: Só espero que tenha um bom roteiro. E que seja possível levar os dois atores a sério.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Abril (EUA)

Chappie

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O que é: Nova ficção científica de Neill Blomkamp (Distrito 9 e Elysium), concentra-se em Chappie, um robô com sentimentos que cresce com uma família disfuncional e acaba nas mãos de dois criminosos que planejam usá-lo a seu favor. Sharlto Copley volta para fazer a voz e movimentos do protagonista, enquanto Hugh Jackman, Sigourney Weaver e Dev Patel completam o elenco.

Porque assistir: Blomkamp tem uma imaginação fértil e tem se mostrado como uma das vozes mais originais da ficção científica moderna, e Chappie é mais uma oportunidade para que ele explore questões sociais relevantes dentro do gênero.

Desconfianças: Elysium também tinha ótimas ideias, mas se perdeu na hora de organizar o roteiro. Espero que o mesmo não se repita aqui.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Abril

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O que é: Segundo filme americano do sueco Daniel Espinosa (depois de Protegendo o Inimigo) traz Tom Hardy e Noomi Rapace em uma trama de espionagem ambientada no período Stalinista da União Soviética. O elenco conta ainda com Gary Oldman, Jason Clarke, Vincent Cassel, Charles Dance e Dev Patel.

Porque assistir: É uma ótima ambientação para um thriller de espionagem, e Espinosa tem um grande elenco à sua disposição.

Desconfianças: Juro que não consigo pensar em nada de errado com esse projeto. Protegendo o Inimigo não impressionou, mas o material aqui parece muito melhor.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Abril

Noite Sem Fim

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O que é: Novo filme de ação genérico de Liam Neeson, vai reuni-lo com o diretor Jaume Collet-Serra (Desconhecido, Sem Escalas) em uma trama que o o coloca como um ex-matador que precisa enfrentar um antigo patrão para proteger sua família. Ed Harris e Joel Kinnaman estão no elenco.

Porque assistir: Já falei lá em cima, ver Liam Neeson chutando bundas já é digno de visita.

Desconfianças: Ao contrário do ótimo Caçada Mortal, este aqui parece realmente genérico e sem algo no mínimo cativante em sua proposta.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 17 de Abril

O Jogador

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O que é: Mark Whalberg perdeu 28 quilos para encarnar Jim Bennett, um professor de Literatura que se aventura apostando em cassinos com dinheiro que toma emprestado de gângsteres. Rupert Wyatt (de Planeta dos Macacos: A Origem) dirige, e o elenco conta ainda com Jessica Lange, Brie Larson e John Goodman.

Porque assistir: Nunca vimos Whalberg passar por uma transformação física assim para um papel, o que já desperta curiosidade. Além disso, Wyatt é um diretor muito competente.

Desconfianças: Sei lá, não é quase a mesma premissa daquele Quebrando a Banca?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 23 de Abril

Os Vingadores: Era de Ultron

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O que é: Continuação do mais popular filme da Marvel Studios, A Era de Ultron traz o grupo de super-heróis formado por Homem de Ferro, Thor, Capitão América, Hulk, Viúva Negra e Gavião Arqueiro se reunindo para combater a ameaça de uma inteligência artificial que ameaça aniquilar a raça humana. Andy Serkis, Elizabeth Olsen, e Aaron Taylor-Johnson são as principais adições do elenco.

Porque assistir: Promete ser o mais grandioso filme da Marvel Studios até agora, além de prometer um antagonista interessante e reviravoltas pesadas na saga dos heróis.

Desconfianças: Minha única dúvida é se o filme vai servir às suas expectativas monstruosas. Também tenho ressalvas com o vilão, que promete trazer também um exército de robôs. Já não vimos muitas batalhas com robôs em Homem de Ferro? Ok.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 30 de Abril

5

Far from the Madding Crowd

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O que é: Novo filme de Thomas Vinterberg (do premiado A Caça), adapta a famosa obra de Thomas Hardy sobre uma mulher que se envolve amorosamente com três homens muito diferentes entre si. Carey Mulligan dá vida à protagonista, mas o elenco traz ainda Martin Sheen, Tom Sturridge, Matthias Schoenaerts e Juno Temple.

Porque assistir: Vinterberg está em alta após seu ótimo A Caça, e é sempre um prazer ver a ótima Carey Mulligan atuando.

Desconfianças: É uma história que já foi contada diversas e diversas vezes…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 1 de Maio (EUA)

O Exótico Hotel Marigold 2

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O que é: Uau, duvido que alguém esperava essa continuação. Judi Dench, Maggie Smith, Richard Gere, Bill Nighy e Dev Patel retornam para a Índia novamente,

Porque assistir: Ver todo o ótimo elenco reunido é bem animador.

Desconfianças: Não assisti ao primeiro, então não sei dizer. É uma sequência realmente necessária?

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 7 de Maio

Mad Max: Estrada da Fúria

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O que é: Nova aventura de Max Rockatansky, herói de ação que ajudou a lançar Mel Gibson na década de 70, comandada pelo veterano George Miller. Sai Gibson e entra Tom Hardy para assumir o papel principal nessa continuação/reboot ambientada em um futuro apocalíptico onde a humanidade luta entre si para sobreviver – após a água e outros condimentos básicos terem se esgotado.

Porque assistir: É bom quando o diretor da franquia original retorna depois de tanto tempo para revisitar seu trabalho. E sinceramente, as cenas de ação parecem insanas. Duvido que vejamos espetáculo de ação melhor que este em 2015.

Desconfianças: O filme foi adiado MUITAS vezes, contando também com diversas refilmagens. E mesmo que o trailer seja incrível, me pergunto qual a relevância em trazer de volta o personagem de Mad Max.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 14 de Maio

Terremoto: A Falha de San Andreas

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O que é: Filme-catástrofe da vez, traz Dwayne Johnson na pele de um pai divorciado que precisa encontrar sua filha em meio a um terremoto brutal na falha de San Andreas, Califórnia. Alexandra Daddario e Carla Gugino também estão no elenco, e Brad Peyton (de Viagem 2: A Ilha Misteriosa) fica a cargo da direção.

Porque assistir: O trailer promete colossais cenas de ação e uma destruição inspirada. E Johnson é um bom astro de ação, sem dúvida.

Desconfianças: Não vamos esperar nenhuma obra-prima, certo? Afinal, é um filme-catástrofe.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 28 de Maio

A Mulher de Ouro

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O que é: Helen Mirren estrela a história real de Maria Altmann, uma refugiada judia que entrou na justiça para reaver obras de arte que lhe foram tiradas injustamente. O elenco traz ainda Ryan Reynolds, Katie Holmes, Daniel Brühl e Charles Dance. Simon Curtis (de Sete Dias com Marilyn) dirige.

Porque assistir: Helen Mirren sempre manda bem, e esse parece um ótimo papel em uma história cativante. E também, música de Hans Zimmer!

Desconfianças: Curtis é um bom diretor, mas geralmente não faz nada além do burocrático. Seu Marilyn vale mais pela performance principal.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 31 de Maio

6

Tomorrowland: Um Lugar Onde Nada é Impossível

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O que é: Segundo filme live action de Brad Bird (após o ótimo Missão: Impossível – Protocolo Fantasma) envolve uma ideia original, ainda nebulosa. Sabemos apenas que George Clooney está no elenco, e um mundo fantasioso é o cenário da aventura de ficção científica.

Porque assistir: Bird é um diretor extremamente talentoso, e fico curioso para ver o que ele fará a seguir.

Desconfianças: Me parece mais uma daquelas histórias de “mundo fantástico” com visuais incríveis, etc. Premissa pouco animadora.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 4 de Junho

Sobrenatural: Capítulo 3

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O que é: A bem sucedida franquia de James Wan chega a seu terceiro capítulo, mas dessa vez sem o talentoso diretor malaio. Dessa vez, é um prequel que revela como a personagem psíquica de Lin Shaye ajudou outra família atormentada por uma entidade sobrenatural.

Porque assistir: Fãs dos anteriores certamente voltarão!

Desconfianças: Wan não volta para dirigir, e acho que isso é fundamental. E não ter Patrick Wilson e Rose Byrne não ajuda.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 5 de Junho (EUA)

Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros

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O que é: Você queria, sonhou e agora aconteceu. Colin Trevorrow (Sem Segurança Nenhuma) é o responsável por trazer mais um filme de Jurassic Park ao mundo, e agora ele ganha novas proporções com a abertura de Jurassic World, concretização do plano original de John Hammond no primeiro filme. Um parque temático onde dinossauros são a atração principal, mas tudo se descontrola quando uma espécie híbrida criada em laboratório escapa e ameaça a segurança de todos.

Porque assistir: É sempre bom ver dinossauros na tela grande, e Trevorrow é um nome promissor, tendo lançando material animador do filme até agora. Sem contar que é protagonizado pelo carismático Chris Pratt.

Desconfianças: Será que Jurassic Park ainda empolga? Tire o conceito de “parque de diversão de dinossauros” e é exatamente a mesma premissa do original.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 11 de Junho

Projeto sem título de Cameron Crowe

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O que é: Ainda sem título, o novo filme de Cameron Crowe traz Bradley Cooper como um celebrado militar que retorna às origens de sua carreira, iniciando um triângulo amoroso com um antigo amor (Rachel McAdams) e uma pilota casca grossa da Força Aérea (Emma Stone). O elenco ainda conta com Bill Murray, Alec Baldwin, Jay Baruchel e Danny McBride.

Porque assistir: Cameron Crowe sempre acerta na hora de fazer comédias românticas leves e com boa música, e reuniu um grande elenco que certamente faz valer o ingresso.

Desconfianças: Mas a premissa é tão genérica e formulaica…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Junho

Cidades de Papel

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O que é: Com o sucesso estrondoso da adaptação de A Culpa é das Estrelas, mais uma obra de John Green chegará as telas. A história da vez gira em torno de um jovem (Nat Wolff) que embarca em uma aventura pelo país quando sua namorada desaparece. Jake Schreier dirige, e o roteiro fica nas mãos habilidosas de Scott Neustadter e Michael H. Weber (dupla de (500) Dias com Ela e O Maravilhoso Agora).

Porque assistir: Bem, parece radicalmente diferente de A Culpa é das Estrelas, trocando o romance teen por uma história de mistério. Parece interessante.

Desconfianças: Promete ser mais uma adaptação pensada apenas nos fãs, ou seja: um filme-livro. (Ler minha crítica de A Culpa é das Estrelas para entender)

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Junho

Minions – O Filme

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O que é: Não aguenta mais ver os Minions em literalmente tudo o que é lugar? Eu não, mas isso não impede que a Illumination lhes garanta agora seu próprio filme solo. A trama mostrará os minions Stuart, Kevin e Bob sendo contratados pela vilã Scarlett Overkill (voz de Sandra Bullock) em um plano para conquistar o mundo.

Porque assistir: Fãs de Meu Malvado Favorito não vão perder, ainda mais porque os minions são o grande destaque de ambas as animações.

Desconfianças: Olha, não sou fã dessa série. Mas a História nos diz que spin offs não constumam dar tão certo para alívios cômicos.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 25 de Junho

7

Divertida Mente

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O que é: É isso aí, Pixar. Agora ou nunca. O estúdio traz sua primeira ideia original que parece genuinamente ótima em anos, concentrando-se nas emoções de uma menina. Pete Docter (de Up – Altas Aventuras e Monstros S.A.) é o responsável pelo projeto.

Porque assistir: A ideia parece realmente muito, muito boa. E o currículo de Pete Docter não é nada além de empolgante. Assisti a uma prévia especial na Comic Con Experience e parece realmente excelente.

Desconfianças: Que seja menos Disney e mais Pixar. A velha Pixar.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 2 de Julho

O Exterminador do Futuro: Gênesis

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O que é: Novo filme da franquia O Exterminador do Futuro, traz Emilia Clarke como Sarah Connor, Jason Clarke como John Connor e Jai Courtney como Kyle Reese. A trama promete brincar com viagem no tempo e passar por eventos dos filmes anteriores, além de retratar novamente a guerra futurista entre humanos e a Skynet. E, sim, sim: Arnold Schwarzenegger está de volta.

Porque assistir: Exterminador do Futuro é sempre uma boa franquia de se acompanhar, e fico empolgado com a notícia de que a viagem no tempo será um elemento dominante aqui. E Alan Taylor é um diretor competente.

Desconfianças: Mesmo que não saibamos exatamente tudo sobre a premissa, a produção anunciou mudanças polêmicas na mitologia (a relação entre Sarah e o T-800, o envelhecimento de tecido), e desconfio se elas funcionarão mesmo na tela. Também me pergunto o que mais o filme pode acrescentar à franquia.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 2 de Julho

Ted 2

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O que é: Seth McFarlane traz de volta o polêmico ursinho Ted, na continuação do sucesso de 2012. A trama permanece em segredo, mas traz Amanda Seyfried, Liam Neeson, Morgan Freeman e a moto do Flash Gordon na mistura. Mila Kunis tem apenas uma participação.

Porque assistir: Ted foi divertidíssimo. Eu pelo menos quero ver mais daquele ursinho pervertido.

Desconfianças: Continuações são muito, muito arriscadas em comédias… E McFarlane ainda está crescendo como diretor.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 9 de Julho

Homem-Formiga

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O que é: Primeiro da nova safra de super-heróis que a Marvel Studios planeja lançar nos próximos anos, se concentra no ladrão Scott Lang (Paul Rudd), que torna-se o aprendiz de Hank Pym (Michael Douglas) para utilizar um traje de encolhimento. O elenco traz ainda Evangeline Lilly e Corey Stoll.

Porque assistir: Bom, quem é fã da Marvel Studios assiste a qualquer coisa que o estúdio lance. Se não, o personagem do Homem-Formiga é um dos personagens undergrounds mais fascinantes que se há por aí, e o estúdio reuniu um ótimo elenco para contar sua história.

Desconfianças: Eu estava muito mais empolgado com esse filme quando Edgar Wright era o diretor. Muito provavelmente o filme será bom, mas não tanto quanto poderia ter sido.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 16 de Julho

Peter Pan

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O que é: Inusitado projeto tocado por Joe Wright (Desejo & Reparação, Anna Karenina), trata-se de um prelúdio para a famosa história de Peter Pan, apresentando um jovem órfão (Levi Miller) que é transportado para a Terra do Nunca. Lá, ele se depara com um grupo de piratas liderado por Barba Negra (Hugh Jackman), índios que seguem a Princesa Tigrinha (Rooney Mara) e um explorador que um dia será o temível Capitão Gancho (Garrett Hedlund).

Porque assistir: Wright é um diretor que geralmente acerta em suas escolhas. Visualmente, parece lindo e Hugh Jackman parece estar inspiradíssimo. Se for ruim, ao menos teremos música nova do genial Dario Marianelli.

Desconfianças: Convenhamos, parece ridículo pra caramba…

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 16 de Julho

Poltergeist: O Fenômeno

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O que é: O tão planejado remake do clássico Poltergeist: O Fenômeno, traz Sam Raimi como produtor e Gil Kenan (da animação A Casa Monstro) como diretor. O elenco conta com Sam Rockwell, Jared Harris e Rosemary DeWitt. Caso não saiba, é a típica história de casa mal assombrada por espíritos malignos.

Porque assistir: A presença de Raimi no projeto é empolgadora, assim como a de Gil Kenan. A Casa Monstro foi bem divertido, será que tentarão recriar aquele tom aqui?

Desconfianças: Mais um remake inútil. Espero que tragam algo novo, como o próprio Raimi fez com seu A Morte do Demônio.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 23 de Julho

Trainwreck

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O que é: Novo dirigido por Judd Apatow (O Virgem de 40 Anos, Ligeiramente Grávidos e Tá Rindo do Quê?), mas com roteiro da novata Amy Schumer. Sem detalhes sobre a trama ainda, mas o elenco gigante traz Daniel Radcliffe, Tilda Swinton, Brie Larson, Ezra Miller, Marisa Tomei e Bill Maher.

Porque assistir: Apatow é um cara no qual confio cegamente. E tem um baita elenco. Estou dentro.

Desconfianças: Por enquanto nada, só me pergunto como ele se sairá dirigindo um roteiro que não é de sua própria autoria.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 24 de Julho (EUA)

8

O Quarteto Fantástico

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O que é: Depois de 8 anos sem um novo filme, o Quarteto Fantástico ganha um reboot pelas mãos de Josh Trank (do ótimo Poder sem Limites) e agora com as feições de Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell. A trama permanece como de origens, mas promete tomar muitas liberdades com a história original.

Porque assistir: Trank mostrou que entende o que é uma história de superpoderes com Poder Sem Limites, e apesar das polêmicas (e também declarações racistas), o elenco é primoroso, reunindo algumas das melhores faces da nova geração.

Desconfianças: A Fox não divulgou absolutamente NADA sobre o filme. Nem uma imagem oficial, pôster ou ao menos um maldito logotipo. Fica à impressão de que o estúdio está com medo do resultado. E teriam razão em temer? Espero que não.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 6 de Agosto

Entourage

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O que é: Quatro anos após o final da bem sucedida série da HBO, o grupo de Vincent Chase vai ganhar as telas do cinema, em uma trama ainda não revelada. Sabemos apenas que um filme falso dos Super-Gêmeos com Mila Kunis e Ashton Kutcher será viralizado. Roteiro e direção ficam a cargo do criador da série, Doug Ellin.

Porque assistir: Nunca assisti a série, mas sempre tive interesse. Parece um ótimo material, e há muito com o que brincar, especialmente na Hollywood atual.

Desconfianças: Acho que nenhuma, os fãs da série teriam mais autoridade para apontar algo aqui. Talvez, como adaptar o formato televisivo para o cinema?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 13 de Agosto

Missão: Impossível 5

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O que é: Tom Cruise volta a viver o agente secreto Ethan Hunt em sua quinta aventura, agora comandada por Christopher McQuarrie (com quem trabalhou em Jack Reacher: O Último Tiro). A trama não foi revelada, mas traz de volta Jeremy Renner, Paula Patton, Ving Rhames e Simon Pegg, adicionando Alec Baldwin como um agente da CIA e Sean Harris como o antagonista da vez.

Porque assistir: O filme anterior injetou vida na franquia novamente, e McQuarrie demonstrou talento com competente Jack Reacher.

Desconfianças: Convenhamos que a direção de Brad Bird foi o que ajudou o último filme a ser tão memorável. Confio em McQuarrie, mas temo que ele não alcance o resultado obtido por Bird no anterior.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 13 de Agosto

O Agente da U.N.C.L.E.

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O que é: Sem tocar um projeto desde 2011, Guy Ritchie retorna para adaptar a popular série de TV homônima dos anos 60 para os cinemas, com Henry Cavill e Armie Hammer assumindo os icônicos papéis de dois agentes secretos britânicos que investigam uma misteriosa organização em plena Guerra Fria. O elenco conta ainda com Hugh Grant, Jared Harris e Elizabeth Debicki.

Porque assistir: Ritchie é um ótimo diretor, e esse parece ser um material divertido que lhe oferece diversas possibilidades. E a dupla formada por Cavill e Hammer promete.

Desconfianças: Não é particularmente original. O que vai valer é o estilo de Ritchie.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 20 de Agosto

O Tigre e o Dragão: The Green Legend

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O que é: Inesperada continuação do cultuado O Tigre e o Dragão, de Ang Lee, adapta o quinto livro da série literária que inspirou os filmes. Na trama deste, um jovem que fora trocado quando bebê luta para descobrir sua verdadeira origem. Do filme original, Michelle Yeoh retorna. Wo Ping Yuen (coordenador de artes marciais do primeiro filme, e outras produções como Kill Bill e O Grande Mestre) é o diretor.

Porque assistir: Deve render umas boas cenas de ação, hein.

Desconfianças: Sem Ang Lee, ou qualquer pessoa envolvida com o filme original? Fica difícil.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 28 de Agosto (EUA)

Hitman: Agente 47

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O que é: A Fox vai tentar novamente uma adaptação do famoso assassino de aluguel dos games, dessa vez com Rupert Friend no papel principal. O elenco traz também Zachary Quinto, Ciarán Hinds e Hannah Ware.

Porque assistir: Vai que dessa vez dá certo?

Desconfianças: Gente, Hitman não funciona nas telas. É um ótimo personagem nos games, mas no cinema… Não. E a equipe reunida não é das mais animadoras.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 31 de Agosto

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Goosebumps: Histórias de Arrepiar

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O que é: Jack Black dá vida ao escritor R.L. Stine, conhecido por suas publicações de “Goosebumps”, em uma trama que traz o autor tendo que lidar com suas criações sobrenaturais, que invadiram o mundo real. Rob Letterman (Monstros Vs. Alienígenas, As Viagens de Gulliver) dirige.

Porque assistir: É uma solução divertida e metalinguística para trazer a obra de Stine à vida, e Jack Black parece ser a escolha certa.

Desconfianças: Letterman mandou muito mal com Gulliver, mas este parece uma aposta mais segura.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 3 de Setembro

Point Break

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O que é: Remake do cult Caçadores de Emoção, filme de 1991 dirigido por Kathryn Bigelow, sobre um agente do FBI que se infiltra em uma gangue de surfistas. Outrora diretor de fotografia especializado em ação, Ericson Core assume a função de diretor, e o elenco traz nomes aspirantes como Édgar Ramírez, Luke Bracey e Teresa Palmer.

Porque assistir: Sei lá, pela ação, talvez?

Desconfianças: É um remake que ninguém quer, trocou de diretor, perdeu atores e traz uma equipe não muito confiável. É uma história que simplesmente não faz sentido em ser contada novamente.

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 3 de Setembro

Jane Got a Gun

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O que é: Uma espécie de Kill Bill Western, traz Natalie Portman na pele de uma fazendeira que é deixada à beira da morte por seu marido criminoso, levando-a pedir ajuda a seu ex-namorado para um vingança letal. Ewan McGregor e Rodrigo Santoro fecham a trinca principal.

Porque assistir: Curiosidade. Ah, e acho que nunca vimos Natalie Portman no Velho Oeste, certo?

Desconfianças: É sem dúvida uma das produções mais conturbadas dos últimos anos (foram brigas de diretores com elenco, substituições, roteiros reescritos, adiamentos e por aí vai), e acho difícil o resultado ser positivo.

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 4 de Setembro (EUA)

Magic Mike 2

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O que é: Sequência do inesperado sucesso de Steven Soderbergh, continua as aventuras do stripper vivido por Channing Tatum. O elenco conta ainda com Joe Manganiello, Matt Boomer, Amber Heard, Elizabeth Banks e Jada Pinket Smith. Sai Soderbergh (ficando só com a fotografia e montagem), entra o estreante Gregory Jacobs.

Porque assistir: O primeiro foi bem divertido, e certamente há material para continuação.

Desconfianças: A saída de Soderbergh, talvez. Mas há uma certa segurança em saber que ele ainda está envolvido diretamente.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 10 de Setembro

Ricki and the Flash

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O que é: Novo filme de Jonathan Demme (O Silêncio dos Inocentes) com roteiro de Diablo Cody (Juno), traz Meryl Streep como uma estrela do rock decadente que luta para se conectar com seus filhos. Sebastian Stan e Kevin Kline também estão no elenco.

Porque assistir: Cara, Meryl Streep prometendo mais um show. Sem falar que marca uma inusitada aliança entre Demme e Cody.

Desconfianças: Cody ainda há de fazer jus à sua incrível estreia em Juno.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 10 de Setembro

Triple Nine

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O que é: Depois de A Estrada e Os Infratores, John Hillcoat prepara mais um thriller de ação. Dessa vez, conta com um elenco do calibre de Woody Harrelson, Kate Winslet, Aaron Paul, Anthony Mackie, Casey Affleck e Gal Gadot para uma trama em que um grupo de policiais corruptos planeja um roubo.

Porque assistir: Grande elenco, e Hillcoat vem se provando um cineasta cada vez mais habilidoso.

Desconfianças: Só torcer para que não seja “só mais um” heist movie.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 11 de Setembro (EUA)

The Visit

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O que é: Novo filme escrito e dirigido por M. Night Shyamalan, promete ser um retorno às suas origens. É um suspense de baixo orçamento centrado em dois irmãos que descobrem que seus avós estão envolvidos em algo perturbador, quando viajam para sua casa de campo. O elenco não traz nenhum nome conhecido.

Porque assistir: Quero acreditar que pode ser bom, que Shyamalan possa sair desse buraco negro no qual se enfiou. A premissa pelo menos interessa.

Desconfianças: Eu mencionei que o filme é dirigido e escrito por M. Night Shyamalan? Já ouvi essa de “voltar às origens” na época de Fim dos Tempos, e deu no que deu.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 11 de Setembro (EUA)

Everest

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O que é: Baltasar Kormákur (Dose Dupla e Contrabando) deixa de lado os thrillers criminais de ação para um filme de sobrevivência no Monte Everest. Jake Gyllenhaal é o protagonista, mas o elenco traz ainda Josh Brolin, Keira Knightley, Robin Wright, Jason Clarke, Emily Watson e Sam Worthington. Ah, e o genial Dario Marianelli é o responsável pela trilha sonora.

Porque assistir: Tem um elenco fantástico e uma ambientação que pode render visuais incríveis. Sem falar que tem o eficiente Simon Beaufoy como um dos roteiristas.

Desconfianças: Não sou um grande fã de Kormákur, e este é um tipo de história sucito à clichês dos mais perigosos.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 17 de Setembro

Maze Runner: Prova de Fogo

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O que é: Continuação de Maze Runner: Correr ou Morrer, traz os sobreviventes do filme anterior encarando um mundo de obstáculos fora do labirinto. Todo o elenco principal (Dylan O’Brien, Kaya Scodelario e Thomas Brodie-Sangster) retorna, e Giancarlo Esposito é a grande adição.

Porque assistir: Hei, é uma continuação!

Desconfianças: Olha, eu nem assisti o primeiro, então prefiro isentar-me de opiniões aqui…

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 17 de Setembro

Black Mass

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O que é: Thriller de ação e máfia que a Warner prepara para a temporada de prêmios, traz Johnny Depp sob pesada maquiagem para viver um criminoso que se alia com o FBI a fim de derrubar seus rivais. O elenco estelar ainda traz Benedict Cumberbatch, Kevin Bacon, Joel Edgerton, Juno Temple, Sienna Miller e Dakota Johnson. Scott Cooper (Coração Louco e Tudo por Justiça) é o diretor.

Porque assistir: Cooper é um diretor habilidoso e sempre arranca ótimas performances de seu elenco. Será esta a redenção de Johnny Depp?

Desconfianças: Bom, da última em vez que a Warner inventou de fazer filme de máfia com um puta elenco tivemos em Caça aos Gânsteres. Fica a lição a ser aprendida.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 18 de Setembro (EUA)

Legend

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O que é: Tom Hardy é duplicado para viver os notórios Irmãos Kray, dupla de irmãos gêmeos criminosos que causou furor na Londres dos anos 1950-1960. O elenco conta ainda com Emily Browning, David Thewlis e Christopher Eccleston.

Porque assistir: Sério, que premissa mais instigante, promete um grande retorno de Brian Helgeland (roteirista de Los Angeles: Cidade Proibida) ao gênero criminal. Sem falar que vai ser divertido ver Hardy contracenando consigo mesmo.

Desconfianças: Só queria saber qual será o tom do filme. Se será 100% sério ou se um toque de humor negro estará presente. Porque tem muito potencial…

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 25 de Setembro (Suécia)

Life

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O que é: Filme de Anton Corbjin (do recente O Homem Mais Procurado), concentra-se em um fotógrafo da revista Life que é designado para fazer um ensaio com James Dean. Dane DeHaan, Joel Edgerton, Robert Pattinson e Ben Kingsley estão no elenco.

Porque assistir: Premissa cativante e um diretor promissor, além de ser um grande papel para o excelente Dane DeHaan.

Desconfianças: Nada em particular, ainda precisamos saber que tipo de filme será, e quais as situações que o roteiro extrairá desta premissa aparentemente limitada.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Setembro (Reino Unido)

10

Victor Frankenstein

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O que é: Acredite, mais uma adaptação da obra de Mary Shelley. Dessa vez, a história de Victor Frankenstein (James McAvoy)é contada do ponto de vista de seu assistente Igor (Daniel Radcliffe), prometendo uma história de origem (?) do personagem titular.

Porque assistir: James McAvoy de Frankenstein promete ser interessante, e Max Landis (Poder Sem Limites) é um roteirista com muito potencial.

Desconfianças: Frankenstein DE NOVO? Sério mesmo?

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 1 de Outubro

Invasão à Londres

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O que é: Inesperada sequência de Invasão à Casa Branca (não confundir com O Ataque, com Channing Tatum e Jamie Foxx), traz Gerard Butler agora em Londres para evitar um plano de assassinatos em massa, que ocorrerá durante o funeral de um primeiro-ministro. Morgan Freeman e Aaron Eckhart também retornam.

Porque assistir: Quem curtiu o primeiro, vai querer ver mais.

Desconfianças: Antoine Fuqua, que dirigiu o primeiro filme, não retorna, e a produção já perdeu outros diretores. E agora?

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 2 de Outubro (EUA)

O Pequeno Príncipe

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O que é: Animação de Mark Osborne (Kung Fu Panda e Bob Esponja: O Filme) que adapta o clássico livro de Antoine de Saint-Exupéry, concentrando-se num piloto que cai no deserto e conhece um jovem garoto de outro planeta. O estelar elenco de vozes traz James Franco, Jeff Bridges, Rachel McAdams, Paul Giamatti, Marion Cottilard, Benicio Del Toro e Mackenzie McFoy.

Porque assistir: Osborne mandou bem em seus outros trabalhos como diretor, e a obra de Saint-Exupéry nunca fora adaptada como animação, o que deve render belíssimos visuais.

Desconfianças:

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 7 de Outubro (França)

Mogli: O Menino Lobo

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O que é: Depois do leve e divertido indie Chef, Jon Favreau retorna ao cinemão blockbuster, seguindo incursões com Homem de Ferro e Cowboys & Aliens. Dessa vez, porém, o diretor prepara uma versão live action da história de Mogli, o Menino Lobo para a Disney, com Bill Murray, Scarlett Johansson, Lupita Nyong’o, Idris Elba, Ben Kingsley, Giancarlo Esposito e Christopher Walken.

Porque assistir: Jon Favreau é um diretor muito eficiente, e sabe como trabalhar bem com blockbusters.

Desconfianças: Sinceramente, a ideia de rever Mogli não me é nada empolgante.

Vontade de ver: 2.5/5

Estreia: 8 de Outubro

A Travessia

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O que é: Se você assistiu ao ótimo documentário O Equilibrista, conhece bem essa história. Trata-se da tentativa de Philippe Petit (vivido aqui por Joseph Gordon-Levitt) de caminhar em uma corda bamba posicionada entre as duas torres do World Trade Center. Robert Zemeckis dirige o filme em 3D.

Porque assistir: É uma história fantástica que certamente rende um baita filme. Nas habilidosas mãos de Zemeckis (e com um promissor uso de 3D) e o carisma imenso de Levitt, é quase garantia de sucesso.

Desconfianças: Por mim, nenhuma. Que seja tão envolvente como o documentário.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 8 de Outubro

Steve Jobs

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O que é: Esqueça o filme com Ashton Kutcher! Aaron Sorkin (roteirista de A Rede Social) seleciona trechos específicos da vida do fundador da Apple, Steve Jobs, em um longa promissor que trará Michael Fassbender como o protagonista e ainda Seth Rogen, Kate Winslet e Jeff Daniels no elenco. Pra fechar, Danny Boyle dirige.

Porque assistir: Aaron Sorkin é um dos melhores roteiristas em atividade, e Boyle selecionou um time vencedor. Acho difícil não ser um dos destaques do Oscar 2016.

Desconfianças: Boyle não seria minha escolha ideal para o projeto (ver uma reunião entre Sorkin e Fincher seria empolgante), mas ele está bem longe de ser ruim.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 9 de Outubro (EUA)

Bridge of Spies

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O que é: Novo filme de Steven Spielberg, retoma sua sólida parceria com o ator Tom Hanks. O projeto da vez é um thriller de Guerra Fria roteirizado pelos irmãos Coen, centrando-se na tentativa de um advogado americano em resgatar um piloto preso na União Soviética.

Porque assistir: Será ótimo ver Spielberg se reunindo com Hanks, e um roteiro de autoria dos Coen sempre ajuda.

Desconfianças: Parece ser mais um episódio do Spielberg político… Só espero então que seja mais Munique e menos, bem menos, Lincoln.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 15 de Outubro

Crimson Peak

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O que é: Novo filme de Guillermo Del Toro, é descrito como um retorno ao terro de época, envolvendo a jornada de uma escritora (Mia Wasikowska) que descobre verdades pertubadoras sobre seu marido. Fantasmas, elementos góticos e sabe-se lá mais o que estão no pacote, além de Tom Hiddleston, Jessica Chastain e Charlie Hunnan.

Porque assistir: Parece Del Toro em sua mais pura forma, e seu habitat natural. Ah, e quem me conhece sabe que assisto qualquer coisa que tenha Jessica Chastain no meio…

Desconfianças: Não parece necessariamente original, mas também pouco sabemos sobre a trama.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 22 de Outubro

The Last Witch Hunter

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O que é: Vin Diesel estrela o filme de ação em que um caçador de bruxas imortal luta para sobreviver nos dias atuais, combatendo diferentes ameaças. Breck Eisner (A Epidemia) dirige.

Porque assistir: Humm… O carisma de Vin Diesel como astro de ação deve atrair alguns.

Desconfianças: Parece bem genérico, não? Van Helsing, Anjos da Noite e Caça às Bruxas me vêm à mente…

Vontade de ver: 1/5

Estreia: 23 de Outubro (EUA)

007 Contra Spectre

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O que é: Vigésimo-quarto filme de James Bond, não teve detalhes de sua trama revelados, apenas que o espião enfrentará a organização criminosa de seu arqui-inimigo Blofeld. Daniel Craig, Ben Whishaw, Naomie Harris e Ralph Fiennes reprisam seus papéis e Christoph Waltz, Léa Seydoux e Dave Bautista são as principais adições. Sam Mendes volta para dirigir.

Porque assistir: Depois do sucesso estrondoso de Skyfall, Bond está oficialmente em sua melhor fase, e o estúdio está determinado a repetir os feitos de 2012, trazendo quase toda a equipe de volta. E Christoph Waltz como um vilão de 007? Sucesso.

Desconfianças: Skyfall é difícil de ser superado, mas confio em Mendes. Só fico chateado por Roger Deakins não voltar para fazer a fotografia.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 29 de Outubro

Man Down

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O que é: Mistura inusitada com guerra e apocalipse, traz Shia LaBeouf como um soldado do Afeganistão que procura por sua família em uma América pós-apocalíptica. Gary Oldman, Kate Mara e Jai Courtney também estão no elenco. Dito Montiel é o diretor.

Porque assistir: A mistura de guerra e clima pós-apocalíptico é curiosa.

Desconfianças: O currículo de Montiel não é exatamente empolgante.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 30 de Outubro (EUA)

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Sexta-Feira 13

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O que é: Pois é, mais um filme do Jason Voorhees está à caminho. Não deve ter relação alguma com o reboot de 2009, já que agora o personagem é propriedade da Paramount. David Bruckner (V/H/S) será o diretor, e antigos boatos sugerem que o filme adotará a estética do found footage.

Porque assistir: Hm… Jason é um ícone do terror, vale a pena conferir. E a escolha do found footage talvez seja a ideia mais original para o personagem desde que decidiram mandá-lo ao espaço.

Desconfianças: Me diz, O QUE MAIS podemos fazer com Jason? Qual a graça?

Vontade de ver: 2/5

Estreia: 12 de Novembro (PÔ)

Férias Frustradas

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O que é: É ao mesmo tempo um reboot e continuação da franquia estrelada por Chevy Chase, concentrando-se agora no filho, Rusty (Ed Helms), que se arriscará a sair de férias com sua própria família. O elenco conta também com Chris Hemsworth, Cristina Applegate, Charlie Day e os retornos de Chase e Beverly D’Angelo.

Porque assistir: O elenco é bom, e será muito divertido ver Chase e D’Angelo juntos em cena novamente – mesmo que por curto tempo.

Desconfianças: Não sei se confio na revitalização da franquia.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 12 de Novembro

Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 2

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O que é: Último filme da franquia Jogos Vorazes, traz Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) liderando o ataque final do Distrito 13 à Capital e o Presidente Snow, visando libertar Panem de sua ditadura. Francis Lawrence dirige novamente.

Porque assistir: É o último filme, e o grande conflito finalmente vai acontecer. Fãs do livro me dizem que é grandioso, trágico e repleto de mortes marcantes.

Desconfianças: Vendo o que Lawrence fez com a Parte 1, fico bem seguro. Espero apenas que não abandonem as questões políticas para se concentrar em um espetáculo de ação. Mas com certeza não será o caso aqui.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 19 de Novembro

O Bom Dinossauro

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O que é: Segundo filme da Pixar em 2015, é um projeto antigo que já fora adiado diversas vezes. A trama imagina um mundo em que o meteoro responsável pela extinção dos dinossauros jamais atingiu o planeta, deixando as criaturas vivas e interagindo naturalmente com os primeiros humanos.

Porque assistir: É mais uma investida da Pixar. E é um projeto original, vamos lá.

Desconfianças: Olho para esse filme e só consigo pensar em Dinossauro, da Disney. Que seja mais memorável.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Novembro (EUA) Brasil – 6 de Janeiro de 2016

Creed

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O que é: Isto é inesperado e fiquei sabendo há pouco tempo. Ryan Coogler vai escrever e dirigir um spin off de Rocky, centrado no neto de Apollo Creed e sua ascensão no boxe profissional. Michael B. Jordan é o protagonista, mas Sylvester Stallone vai reprisar seu icônico papel mais uma vez.

Porque assistir: Normalmente eu já estaria condenando o projeto, mas as presenças de Coogler e Jordan (retomando a parceria bem-sucedida de Fruitvale Station) são motivos para se ficar muito, muito empolgado. E outra, Stallone de volta como Rocky Balboa!

Desconfianças: Mesmo com uma boa equipe, quero ver como vão se virar pra injetar fôlego novo neste gênero tão batido.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Novembro (EUA)

The Martian

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O que é: Ridley Scott vai voltar ao espaço, mas nada de Blade Runner. Ele vai adaptar o romance “The Martian”, de Andy Weir, sobre um astronauta (Matt Damon) que luta para sobreviver quando fica perdido, sozinho, em Marte. O elenco estelar ainda conta com Jessica Chastain, Jeff Bridges, Kate Mara, Chiwetel Ejifor, Sean Bean e Kristen Wiig.

Porque assistir: A premissa é ótima, assim como o elenco. E quem assistiu a Interestelar sabe a ironia imensa que é Damon estrelar um filme desses.

Desconfianças: Vamos concordar que Ridley Scott não anda bom de taco recentemente. Tenho esperanças de que o roteiro de Drew Goddard (sujeito bem competente) seja bom o suficiente.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 26 de Novembro

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No Coração do Mar

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O que é: Ron Howard repete a parceria com Chris Hemsworth (após o excelente Rush: No Limite da Emoção) para contar a história real que teria inspirado Herman Melville a escrever o clássico Moby Dick. Além de Hemsworth, Cillian Murphy, Brendan Gleeson e Ben Whishaw formam o elenco principal.

Porque assistir: É uma ótima história e que certamente renderá um espetáculo visual, além de demonstrar a incrível versatilidade de Howard como diretor: das pistas de fórmula 1, o cara vai para a pesca de baleias. Nada mal.

Desconfianças: Por enquanto nada, só espero que evite os clichês do gênero.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 3 de Dezembro

Krampus

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O que é: Juro que eu não sabia dessa. Aparentemente o Papai Noel tem um sinistro ajudante que atende pelo nome de Krampus, um demônio responsável por dar às crianças mal criadas um “presente” digno de seu comportamento. Michael Dougherty (de Contos do Dia das Bruxas) fica à cargo do roteiro e direção.

Porque assistir: É raro encontrar um monstro original e com tanto potencial. Tomara que dê certo.

Desconfianças: Pode também ser muito estúpido, o tipo de produção que é condenada ao lançamento home video.

Vontade de ver: 3/5

Estreia: 4 de Dezembro (EUA)

Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

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O que é: Parece inacreditável, mas realmente temos uma nova era de Star Wars nos cinemas tendo início. J.J. Abrams é o responsável por continuar os eventos de O Retorno de Jedi e introduzir uma nova geração de personagens que deverá render por um bom tempo. Sobre a trama não sabemos nada, apenas que deve envolver uma procura por Luke Skywalker, Mestre Jedi que encontra-se perdido em algum canto da galáxia.

Porque assistir: É Star Wars. Bom ou ruim, estaremos lá pra acompanhar o resultado. Além disso, Abrams mostrou talento ao comandar os últimos Star Trek e reuniu um time de atores impecável, além de uma equipe técnica primorosa (John Williams está de volta) e de ser fã confesso da saga.

Desconfianças: Pessoalmente, acho que a história se encerra com Darth Vader em O Retorno de Jedi. É arriscado para qualquer um mexer com uma franquia tão consagrada.

Vontade de ver: 5/5

Estreia: 17 de Dezembro

Joy

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O que é: Novo filme de David O. Russell, traz Jennifer Lawrence na história real de Joy Mangano, uma mãe solteira de Long Islando que se tornou uma das vendedoras mais bem-sucedidas do país. O elenco traz também Bradley Cooper e Robert De Niro.

Porque assistir: Russell cada vez mais acerta em suas escolhas, e formou um time vencedor ao lado de Lawrence e Cooper. Promete ser um dos destaques da temporada de prêmios…

Desconfianças: Vocês que me conhecem sabem que acho Russell um cineasta imensamente superestimado.

Vontade de ver: 3.5/5

Estreia: 25 de Dezembro (EUA)

The Revenant

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O que é: Depois do badalado e possivelmente oscarizável Birdman, Alejandro González Iñárritu já tem mais um projeto promissor em andamento. The Revenant adapta o livro homônimo de Michael Punke, história ambientada em 1820 de um sujeito que vai atrás dos homens que o deixaram para morrer e ser atacado por um urso. Leonardo DiCaprio, Tom Hardy e Domhnall Gleeson protagonizam.

Porque assistir: Tem uma boa premissa, ótimo diretor e elenco idem. Sem falar que estreia em meio à temporada de prêmios, vamos ficar de olho.

Desconfianças: Por enquanto, nada.

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Dezembro (EUA)

X-Mas

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O que é: Joseph Gordon Levitt e Seth Rogen se reunem com o diretor Jonathan Levine (50%) para uma comédia stoner ambientada na véspera do Natal. Anthony Mackie fecha a trinca de amigos.

Porque assistir: O trabalho do trio funcionou super bem com 50%, e a ideia de vê-los soltando suas infames piadas de maconha no Natal é promissora.

Desconfianças: Será que a Coréia do Norte deixa lançar esse?

Vontade de ver: 4/5

Estreia: 25 de Dezembro (EUA)

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Amityville: The Awakening

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O que é: Ambientado no “universo” Amityville, o filme se concentra em uma mãe solteira que se muda com seus três filhos para a infame casa de Amityville. Como podem esperar, shit happens.

Porque assistir: Devem rolar uns bons sustos. E Frank Khalfoun dirigiu o eficiente O Maníaco, com Elijah Wood.

Desconfianças: Não tenho o menor interesse. Parece mais um terror genérico que só pegar carona no sucesso da franquia Amityville. Nossa, “franquia Amityville”…

Vontade de ver: 1/5

Status: Pós Produção

By the Sea

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O que é: O próximo trabalho de Angelina Jolie como diretora também será sua reunião nas telas com Brad Pitt, desde Sr. e Sra. Smith, em 2005. Gira em torno de um casal em crise nos anos 70, que vai observando diferentes pessoas à medida em que tentam reparar a relação.

Porque assistir: Vai ser interessante ver Pitt e Jolie atuando juntos depois de tanto tempo.

Desconfianças: Jolie ainda não mostrou a que veio como diretora. Isto é, preciso assistir a Invencível para confirmar isso.

Vontade de ver: 3/5

Status: Pós Produção

Carol

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O que é: Ambientado nos anos 50, traz Cate Blanchett e Rooney Mara como duas mulheres de diferentes classes sociais que iniciam um romance. Todd Haynes (sem fazer um filme desde Não Estou Lá) é o diretor.

Porque assistir: Fico muito curioso para ver a química entre Blanchett e Mara, duas grandes atrizes.

Desconfianças: A história é bem batida.

Vontade de ver: 3.5/5

Status: Pós Produção

Demolition

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O que é: Jake Gyllenhaal se une ao diretor Jean-Marc Vallée para contar a história de um homem que tenta se encontrar espiritualmente após a morte de sua esposa. O elenco traz também Naomi Watts e Chris Cooper.

Porque assistir: Gyllenhaal está em alta, e promete uma grande performance aqui. Vallée é um ótimo diretor de atores.

Desconfianças: Fiapo de história que já foi contado inúmeras e inúmeras vezes. Vamos ver o que terá de original.

Vontade de ver: 3.5/5

Status: Pós Produção

Django Lives!

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O que é: Não, não tem nada a ver com Django Livre, do Tarantino, mas sim com o personagem original do italiano Franco Nero. Quase 30 anos depois de seu último filme como o pistoleiro solitário, Django Lives! abraça a metalinguagem e coloca o protagonista trabalhando como consultor de faroestes em Hollywood, em 1915. Ele é forçado a voltar à ação quando um grupo de radicais leva O Nascimento de uma Nação, de D.W. Griffith, a sério demais e toma controle de uma vila. 

Porque assistir: Que premissa mais deliciosa, sério. Nunca assisti a um filme do personagem, mas estou interessadíssimo.

Desconfianças: Nenhuma, por enquanto. Só acho difícil de chegar no Brasil…

Vontade de ver: 4/5

Status: Filmando

The Hateful Eight

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O que é: Por falar em Quentin Tarantino, temos aqui seu novo western. Aqui, um grupo de estranhos se refugia num saloon quando uma nevasca os ameaça. O elenco inclui Samuel L. Jackson, Tim Roth, Kurt Russell, Bruce Dern, Michael Madsen, Channing Tatum e Jennifer Jason Leigh.

Porque assistir: É basicamente Cães de Aluguel no Velho Oeste, prometendo resgatar elementos das raízes de Tarantino. E com grande elenco.

Desconfianças: Por enquanto, nada.

Vontade de ver: 5/5

Status: Filmando

A Hologram for the King

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O que é: Tom Hanks e Tom Tykwer repetem a parceria de A Viagem na adaptação do livro de Dave Eggers, sobre um caixeiro viajante americano que vai tentar a sorte na Arábia Saudita, após sua carreira fracassar nos EUA.

Porque assistir: História interessante, ótimo ator, diretor eficiente e uma promessa de lindos visuais. Estamos dentro!

Desconfianças: Por enquanto, nada.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

La La Land

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O que é: Com o sucesso de crítica que foi Whiplash: Em Busca da Perfeição, o estreante Damien Chazelle prepara seu próximo projeto. Ele traz de volta Miles Teller e adiciona Emma Watson em um romance musical sobre um jazzista que se apaixona por uma estrela de Hollywood em ascensão.

Porque assistir: Chazelle definitivamente é um nome pra se ficar de olho. Sem falar que a química entre os ótimos Teller e Watson é promissora.

Desconfianças: Por enquanto, nenhuma.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pré Produção

Lugares Escuros

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O que é: Depois do grande sucesso de Garota Exemplar, outra obra de suspense de Gillian Flynn vai ganhar as telas. Lugares Escuros é sobre uma mulher que sobreviveu ao massacre de sua família quando criança, precisando novamente confrontar os eventos fatídicos quando é abordada por um grupo obcecado em resolver crimes notórios. O elenco traz Charlize Theron, Chloë Grace Moretz, Nicholas Hoult e Corey Stoll.

Porque assistir: Flynn tem talento para contar histórias, especialmente de suspense. Se for metade do que Garota Exemplar foi, teremos um grande filme.

Desconfianças: Gilles Paquet-Brenner não é nenhum David Fincher. Veremos.

Vontade de ver: 4/5

Status: Filmando

MacBeth

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O que é: Nova adaptação da imortal obra de William Shakespeare, traz Michael Fassbender e Marion Cottilard nos papéis principais. Caso não saiba, a história envolve as consequências morais e psicológicas de um regicida que acaba de assumir o trono da Escócia.

Porque assistir: O diretor Justin Kurzel promete uma abordagem estética suja e violenta, e Fassbender e Cottilard nos papéis de MacBeth e Lady MacBeth devem ser um espetáculo à parte.

Desconfianças: Novamente, é algo que já foi feito diversas vezes. Espero que Kurzel traga algo novo para sua adaptação. E outra coisa, esse filme já foi finalizado há bastante tempo, não?

Vontade de ver: 3.5/5

Status: Completo

Miles Ahead

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O que é: Don Cheadle estrela e dirige um biopic independente sobre a vida do icônico jazzista Miles Davis. A produção contou com o apoio dos herdeiros de Miles Davis, e ainda traz Ewan McGregor e Michael Stuhlbarg no elenco.

Porque assistir: A história de Davis é incrível, e parece ser uma grande performance para Cheadle. Veremos também como ele se sai como diretor.

Desconfianças: É uma produção independente que contou com kickstarter, o que deve dificultar sua exibição em grande circuito. Vamos torcer para que ele cause barulho nos festivais em que provavelmente será mostrado.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

Mr. Holmes

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O que é: Como se não bastasse ser Gandalf e Magneto, Sir Ian McKellen agora também é Sherlock Holmes. Ele interpreta o famoso detetive na adaptação de A Slight Trick of the Mind, que o traz enfrentando a senilidade. Bill Condon (Dreamgirls, Amanhecer) é o diretor.

Porque assistir: Ian McKellen é Sherlock Holmes. Pronto.

Desconfianças: Bill Condon não é um diretor dos mais confiantes, mas vamos torcer por um bom roteiro.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

Nina

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O que é: Quer mais biopic de jazz? Tá na mão. Zoe Saldana vai interpretar Nina Simone no filme da estreante Cynthia Mort, que promete abordar sua ascensão ao sucesso e a relação com seu empresário, Clifton Henderson (que será vivido por David Oyeolow).

Porque assistir: Assim como falei logo acima sobre Miles Ahead, será um grandioso papel para a protagonista. Saldana é talentosíssima e essa é sua chance de brilhar em algo maior: está diferente, vai cantar e tudo o mais. Veremos.

Desconfianças: Não sou muito familiarizado com o trabalho de Mort. Espero que mande bem.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

O Homem Irracional

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O que é: Ainda não temos informações concretas sobre a trama, apenas que é sobre um professor neurótico (Joaquin Phoenix) que começa um caso amoroso com sua aluna (Emma Stone).

Porque assistir: Joaquin Phoenix interpretando Woody Allen? Imperdível. E bom ver Emma Stone novamente num projeto do diretor.

Desconfianças: Premissa nada original, mas Allen se repetir não é nenhuma novidade.

Vontade de ver: 4/5

Status: Filmando

Orgulho & Preconceito & Zumbis

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O que é: Adaptação da surtada paródia de Orgulho & Preconceito, de Seth Grahame-Smith (responsável também por Razão & Sensibilidade e Monstros Marinhos e Andróide Karenina), coloca os personagens icônicos de Jane Austen enfrentando zumbis. O elenco traz Lena Headey, Lily Collins e Matt Smith. Burr Steers (17 Outra Vez) dirige, e David O. Russell (!?) é um dos roteiristas.

Porque assistir: É uma ideia super divertida. Estou dentro.

Desconfianças: Foi uma produção difícil e que trocou de diretores e atores diversas, diversas vezes. Tenho medo também de Seth Grahame-Smith, responsável pelo roteiro do lixoso Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

Porta dos Fundos – O Filme

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O que é: O popular grupo de humor brasileiro vai ganhar as telas do cinema. Não temos detalhes sobre a trama, mas o filme é descrito como um épico…

Porque assistir: O Porta dos Fundos funciona bem e tem um time de roteiristas eficiente. A promessa de um filme épico também sugere que o grupo tenta seguir os passos de Monty Python, cuja transição para o cinema também se deu nesse gênero. Culhões.

Desconfianças: Não sou um admirador fanático do grupo, e temo a forma com que os realizadores irão adaptar para o cinema a tão eficáz estrutura de esquetes curtas de seus vídeos.

Vontade de ver: 3/5

Status: Pré Produção

Queen of the Desert

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O que é: Werner Herzog prepara um épico sobre a vida de Gertrude Bell, uma escritora, viajante, arqueóloga e espiã que trabalhou com o governo britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Nicole Kidman assume o papel principal, e Robert Pattinson terá uma participação como T.E. Lawrence, o icônico Lawrence da Arábia.

Porque assistir: Parece uma grande história e um papel feminino riquíssimo. E Pattinson no papel imortalizado por Peter O’Toole? Isso vai ser interessante.

Desconfianças: Que seja bom como promete…

Vontade de ver: 5/5

Status: Pós Produção

The Sea of Trees

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O que é: Novo filme de Gus Van Sant, traz Matthew McConaughey como um americano suicida que conhece um japonês perdido (Ken Watanabe) numa floresta. Os dois formam uma aliança para encontrar uma saída do local desolado.

Porque assistir: Promete grande química entre McConaughey e Watanabe, numa trama que é puro Gus Van Sant.

Desconfianças: Por outro lado, Van Sant não entrega nada realmente memorável desde Milk, em 2008.

Vontade de ver: 3/5

Status: Pós Produção

Sicario

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O que é: Novo filme de Denis Villeneuve, traz Emily Blunt como uma jovem agente do FBI que se junta à uma operação secreta da CIA para derrubar um cartel de drogas no México. Josh Brolin, Benicio Del Toro e Jon Bernthal estão no elenco.

Porque assistir: Villeneuve está fazendo um filme excepcional atrás do outro, confio no cara. Sem falar que promete um papel forte para Blunt.

Desconfianças: Não é uma premissa das mais originais, mas o diretor já provou ser capaz de lidar bem com isso.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

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O que é: Desenvolvido originalmente como uma continuação de Se7en (o título era… Ei8th!), o filme traz um psíquico que passa a ajudar o FBI a encontrar um serial killer. Anthony Hopkins, Colin Farrell, Jeffrey Dean Morgan e Abbie Cornish estrelam. O brasileiro Afonso Poyart (de 2 Coelhos) é o diretor.

Porque assistir: É sempre bom ver brasileiros conquistando espaço em Hollywood, ainda mais com um bom elenco reunido.

Desconfianças: Tudo bem que é uma premissa não muito empolgadora (lembram de O Vidente? Nicolas Cage?), menos ainda quando vemos que é uma ideia descartada para Se7en.

Vontade de ver: 3/5

Status: Pós Produção

Sr. Turner

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O que é: Cinebiografia do pintor romancista britânico J. M. W. Turner, famoso por sua obsessão pela representação da luz. O filme de Mike Leigh traz Timothy Spall no papel principal, que lhe rendeu um prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes.

Porque assistir: A performance de Spall realmente parece memorável, a fotografia do filme promete entregar as imagens mais belas desde o clássico Barry Lyndon.

Desconfianças: Parece mais um filme de atores, mas veremos.

Vontade de ver: 3/5

Status: Esperando a distribuidora nacional se decidir.

That’s What I’m Talking About

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O que é: Novo filme escrito e dirigido por Richard Linklater. Não sabemos muita coisa, apenas que é sobre um time de beisebol e que serve como “uma sequência de espírito” para Jovens, Loucos e Rebeldes.

Porque assistir: Richard Linklater, só isso.

Desconfianças: Por enquanto nada, precisamos de mais informações.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pós Produção

Truth

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O que é: Estreia do roteirista James Vanderbilt na direção, traz Robert Redford como o âncora Dan Rather em seus últimos dias na emissora CBS, e seus ataques ao governo do presidente Bush. O elenco traz ainda Cate Blanchett, Elisabeth Moss, Dennis Quaid e Topher Grace.

Porque assistir: História bacana e ótimo elenco, prometendo uma grande performance de Redford.

Desconfianças: Vanderbilt já escreveu coisas ótimas (Zodíaco) e também coisas como O Espetacular Homem-Aranha… Espero que ele mande bem na direção.

Vontade de ver: 3.5/5

Status: Pós Produção

The Zookeeper’s Wife

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O que é: Jessica Chastain estrela a história real de Jan e Antonina Zabinski, proprietários do Zoológico Warsaw que ajudaram a salvar centenas de pessoas e animais durante a invasão nazista à Polônia. O filme ainda não possui um diretor ou demais membros de elenco.

Porque assistir: Além de possuir uma história interessante, tem Jessica Chastain no elenco. Isso já basta pra mim.

Desconfianças: Nada ainda, só espero que um bom diretor assuma o projeto.

Vontade de ver: 4/5

Status: Pré Produção

Por enquanto é só. Deixei algo de fora? Qual o seu filme mais esperado para 2015?

Comente e aguarde pelas primeiras críticas!

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7 pré indicados ao OSCAR de Melhor Maquiagem

Posted in Prêmios with tags , , , , , , , , , , , , on 15 de dezembro de 2014 by Lucas Nascimento

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Assim como na categoria de Efeitos Visuais, a Academia costuma soltar uma lista de pré-selecionados para a de Maquiagem & Cabelo. Confira:

(minhas apostas em negrito)

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo

Guardiões da Galáxia

O Grande Hotel Budapeste

Malévola

Noé

A Teoria de Tudo

Os indicados ao Oscar serão anunciados em 15 de Janeiro.

| Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama with tags , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de outubro de 2014 by Lucas Nascimento

4.0

Foxcatcher
Steve Carell é John du Pont

Bennett Miller é um nome que não deve ser esquecido. Mesmo tendo comandado apenas três longas, o diretor vem se mostrado um dos mais interessantes e habilidosos da nova leva, sempre adotando uma abordagem engajante com seus diferentes tema. O crime em Capote, o beisebol emO Homem que Mudou o Jogo e agora, a luta olímpica com Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo. Nenhum desses filmes é unicamente sobre os respectivos temas, claro, e é com seu novo trabalho que Miller mira mais alto do que nunca.

Roteirizada por E. Max Frye e Dan Futterman, trama é inspirada em eventos reais ocorridos na década de 80. O lutador Mark Schultz (Channing Tatum) treina duro para ser o melhor do mundo, mas não consegue sair da sombra de seu irmão Dave (Mark Ruffalo), não só melhor lutador, como também um chefe de família atencioso. A situação se transforma quando Mark é convocado pelo milionário John du Pont (Steve Carell) para liderar seu time, Foxcatcher, e ser campeão mundial na modalidade.

Ao contrário do que o subtítulo nacional sensacionalista possa sugerir, Foxcatcher é um filme quieto e que leva o tempo que julga necessário para engatar suas ações. O silêncio já virou quase que uma marca registrada de Miller, que opta por uma presença pontual de trilha sonora (mas quando surge, Mychael Danna e Rob Simonsen oferecem o tom sombrio apropriado) e muito destaque para ruídos e as próprias vozes de seu elenco. O primeiro ato do filme realmente demora a engatar, e de nem de longe é a tensão constante vendida pela campanha de marketing do longa, mas o silêncio é um fator decisivo para as performances principais. Steve Carell, por exemplo, depende muito de pequenos suspiros e nuances em sua controlada performance como o complexo du Pont. Se eu temia que o ator fosse aparecer cartunesco aqui, fiquei tranquilo ao vê-lo adotando um tom de voz baixo e jamais pendendo para o overacting – ajuda também a decisão de Miller de jamais explorar a figura do sujeito (o nariz, ou a silhueta que este poderia projetar), sempre tratando-o como mais um personagem, como fica evidente logo em sua discreta primeira aparição; algo que um diretor mais escandaloso seria incapaz de alcançar.

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Channing Tatum e Mark Ruffalo como os irmãos Mark e Dave Schultz

Carell está bem e o papel realmente é um novo estágio de sua carreira, mas é realmente Channing Tatum quem rouba o show. O ator prova aqui todo o seu potencial dramático e, como Carell, se sai bem ao apostar na sutileza. Quase sempre com a cabeça baixa e uma expressão séria que sempre coloca Mark como um sujeito infeliz e até mesmo fracassado (mas ambicioso), o ator protagoniza intensos momentos físicos e psicológicos, impressionando também com sua química curiosa com Mark Ruffalo. Este, aliás, também está excelente como aquela que é a figura mais pura da projeção, convencendo quando aparece para auxiliar seu irmão. Uma cena em especial nos ilustra com perfeição a diferença entre os dois, quando Dave explica a técnica para um determinado golpe para a equipe, enquanto Mark surge no canto oposto malhando suas pernas, como se acreditasse que a capacidade física é o único fator relevante na modalidade.

Mas como falei lá atrás, o filme carrega muito mais do que uma mera história esportiva. Em Foxcatcher, encontramos temas que vão desde a manipulação da câmera até, principalmente, a fragilidade da filosofia americana do self made man. A cena final do filme é crucial para que a mensagem atinja em cheio, especialmente com os gritos eufóricos de “USA”, completamente irônicos no momento em questão. A câmera também chama muito a atenção, especialmente na forma como ela se reflete nos personagens principais: Dave não assiste ao vídeo trazido por seu irmão (por estar ocupado com a família) e não sabe como se comportar durante a realização de um documentário idealista sobre du Pont; Mark é completamente hipnotizado e convencido da superioridade de du Pont ao assistir, colado na frente da televisão, um vídeo sobre a dinastia da família. E, finalmente, du Pont realiza sua decisão fatal após assistir ao dito documentário sobre sua figura, quase como se motivado por este.

Sutil e inquietante Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo impressiona por seu elenco poderoso e a execução cuidadosa adotada por Bennett Miller, que certamente vai afastar boa parcela do público. E novamente fica a prova de que se é possível abordar temas complexos a partir de uma premissa aparentemente fechada.

Mais um ponto para Miller.

Obs: Esta crítica foi publicada durante a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.