Arquivo para vampiros

| Amantes Eternos | Crítica

Posted in Cinema, Críticas de 2014, Drama, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , on 15 de agosto de 2014 by Lucas Nascimento

4.5

OLLA
Tilda Swinton e Tom Hiddleston, perfeitos como o casal protagonista

Em 2008, o sucesso de Crepúsculo fez com que o mito dos vampiros levantassem de seus caixões, em uma dominação em massa da indústria cultural. Dentre a péssima saga de Stephanie Meyer, séries de TV como True Blood e The Vampire Diaries e algumas raras exceções no cinema – posto preenchido pelas adaptações sueca e americana de Deixa Ela Entrar – o vampiro novamente tomava conta do imaginário, mas não da forma como merecia. Atrasado alguns anos, o cineasta Jim Jarmusch traz sua visão para as criaturas noturnas com Amantes Eternos. E eu agradeço a ele por ter tornado o vampiro interessante novamente.

A trama é concentrada no casal de vampiros Adam (Tom Hiddleston) e Eve (Tilda Swinton). Vivendo com continentes de distância, os dois se reaproximam quando Adam enfrenta uma depressão e a irmã de Eve, Ava (Mia Wasikowska), chega na cidade.

 Não é exatamente a mais elaborada das premissas, e talvez por isso mesmo o filme se saia tão bem. Não é um de eventos, de acontecimentos, mas sim de contemplamentos e reflexões – mas sem optar para uma experiência onírica, mantendo uma narrativa convencional. Para isso, Jarmusch preenche a obra com fascinantes diálogos e monólogos sobre a existência humana ao longo dos séculos, transformando o filme em um estudo profundo – e ao mesmo tempo acessível – e rendendo alguns momentos divertidos, como quando o personagem de John Hurt insinua que William Shakespeare roubara todos os seus trabalhos. Também vale mencionar as sensacionais sutilezas, tal como a própria revelação das presas dos personagens, os copos antigos ou o momento em que Eve fita uma ilustração do “Pecado Original”, em mais uma referência (além dos próprios nomes) de que ela e Adam poderiam ser o casal primordial da Bíblia.

É muito interessante que o filme toque tanto na questão da produtividade cultural. Hurt tem seus bons momentos para falar sobre literatura, mas é realmente a música quem rouba os holofotes da produção. Adam e Eve são grandes admiradores musicais, e o próprio é responsável por algumas produções pessoais e experimentais. Elementos estes rendem a Amantes Eternos uma das experiências sonoras mais inspiradas do ano, que vão desde a coleção de vinis de Adam até suas hipnotizantes composições, que colocam o filme em uma áurea difícil de se colocar em palavras, totalmente única. E sendo criaturas imortais, é uma decisão genial fazê-los apaixonados por aquela que é a única presença imortal do mundo: a cultura.

Cultura, como o sangue ingerido incessavelmente pelos vampiros, é quase uma droga. A cena em que o fiel companheiro vivido por Anton Yelchin passa três discos de vinil para um comprador, é capturada por Jamursch quase como um contrabando, em mais uma pista do tipo de mundo onde é situada a história: uma Detroit desolada e obscura, diversas citações a uma vindoura guerra por água, escassez de recursos… Jamursch captura o contexto e o coloca sob as lentes superiores de seus protagonistas, que claramente enxergam os humanos (“zumbi” é um termo recorrente) como seres condenados.

Envolvente do início ao fim, Amantes Eternos é uma experiência belíssima e hipnotizante, uma história inteligente povoada por figuras ricas e absolutamente memoráveis. Como seus protagonistas, merece encontrar a imortalidade.

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| A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 | Enfim, o fim

Posted in Aventura, Cinema, Críticas de 2012, Romance with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , on 16 de novembro de 2012 by Lucas Nascimento


Como é bom ser vampira: Bella e Edward escondem a filha Renesmee

Depois de quatro filmes medianos (e alguns deles horrorosos), a Saga Crepúsculo enfim chega ao fim, naquele que é seu melhor capítulo. Ainda que não seja um grande filme, Amanhecer – Parte 2 revela um certo amadurecimento em relação a seus anteriores, ainda que continue errando nos mesmos pontos e traga um senso de desapontamento enorme próximo de seu encerramento.

A trama continua logo após os eventos da Parte 1, com Bella Swan (Kristen Stewart) descobrindo suas habilidades de vampira, após ter sido transformada por seu amado Edward (Robert Pattinson). Aliada a essa nova vida, ainda cabe aos Cullen a responsabilidade de proteger a filha do casal, Renesmee, dos maldosos Volturi – que acreditam que a existência da jovem é uma ameaça a ser destruída.

Dirigido por Bill Condon (que assumiu também o longa anterior), Amanhecer – Parte 2 mostra-se diferente já em seus segundos iniciais, quando – ao trazer imagens de flores desabrochando e neve derretendo aceleradamente – aposta em um elemento que dominará toda a narrativa: velocidade. Enquanto os demais filmes da franquia sofriam por uma significativa ausência de trama (apostando esmagadora parte do tempo nas intermináveis e maçantes intrigas do casal principal) este traz uma história que realmente interessa ao espectador e a conta sem perder tempo, indo diretamente ao ponto e isto é fruto da transformação vampiresca da protagonista – que permite, também, que Stewart entregue uma performance mais expressiva.

Não que sua narrativa seja orquestrada com maestria, principalmente porque os diálogos que a roteirista Melissa Rosenberg cria (ou extrai da obra original, corrijam-me se estiver errado) continuem com a habitual precariedade (“Sabe, eu me lembro de como tirar a roupa”). Rosenberg também introduz uma série de novos personagens presentes no livro de Stephenie Meyer, mas que mais parecem ter saído de um gibi da Marvel. Já foi polêmica a decisão da autora em atribuir a seus vampiros um brilho de purpurina (por essa exótica característica, não é de se espantar que muitos internautas os denominem como “fadas”), mas vê-los projetando escudos protetores e controlando elementos da natureza é uma descaracterização monstruosa.

Por outro lado, esses novos personagens trazem algumas adições interessantes ao elenco, como por exemplo o ótimo Lee Pace (cujo Garreth teria potencial para iniciar uma franquia para si próprio). Mas se têm intérpretes carismáticos, o mesmo não pode ser dito sobre as visões estereotipadas de Meyer sobre culturas estrangeiras – como fica bem claro ao vermos duas (sinistras) vampiras membros de uma tribo indígena brasileira ou as deploráveis caricaturas russas. E toda essa reunião de culturas vampirescas serve para que os Cullen enfrentem o clâ Volturi (liderado pelo divertidíssimo Michael Sheen) em uma sangrenta batalha.

E que batalha extraordinária essa. Corajosa em matar personagens importantes e com um nível de violência incomum para a série (raramente vi tantas cabeças e membros sendo arrancados furiosamente), o clímax é ponto alto não apenas do filme, mas provavelmente de toda a saga. E é justamente pela qualidade de tal sequência, que a decisão tomada pelos realizadores a seguir seja tão decepcionante. Não vou entregar spoilers, mas a cena – que certamente todos reconhecerão assim que esta for exibida – é um imenso retrocesso depois da ótima batalha.

Contando também com efeitos visuais terríveis (a face digital da bebê Renesmee que o diga), A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2 é uma conclusão decente para uma franquia regular, que certamente só “viverá para sempre” na memória das fãs hardcore do trabalho de Stephenie Meyer.

Próximo da Fila: Tim Burton (I)

Posted in Próximo da Fila with tags , , , , , , , on 3 de abril de 2011 by Lucas Nascimento

Depois do sucesso (de bilheteria, claro) de Alice no País das Maravilhas, Tim Burton entra na onda de vampiros na adaptação da série de tv sessentista Sombras da Noite (Dark Shadows, no original), sobre as desventuras de um vampiro e suas relações com vampiros, lobisomens e bruxas; gótico o suficiente para o diretor.


Mais uma vampira para Chloe Moretz

No elenco, obviamente temos Johnny Depp; ele interpreta o vampiro protagonista. Ainda em pré-produção, conta também com Jackie Earle Haley, Chloe Moretz (já em seu segundo papel de vampira), Eva Green, Michelle Pfiefer e Michael Sheen, que atualmente está em negociações.

Uma coisa é certa, com um elenco tão bom e uma temática gótica tentadora, Burton vai se esbaldar e eu não vejo a hora.

Dark Shadows estreia em 2012.

Sangue no Gelo: Especial DEIXE-ME ENTRAR

Posted in Especiais with tags , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , on 25 de janeiro de 2011 by Lucas Nascimento

O remake do melhor filme sobre vampiros já feito enfim chega no Brasil, depois de quase 4 meses de atraso. Anseio muito pelo longa, acompanhem abaixo o primeiro especial do ano:

Desde que o projeto foi anunciado, foi massacrado e mal encorajado; principalmente pela já existente qualidade do original (pra quê refazer?) e o medo de transformá-lo em um Crepúsculo da vida. Felizmente, o diretor Matt Reeves não queria mudar nada da história, apenas dar seu toque pessoal e homenagear o original.

O remake foi desaprovado por Tomas Anderson (diretor de Deixe Ela Entrar), consistindo em como era uma refilmagem desnecessária. Entretanto, os direitos foram adquiridos e Reeves começou as filmagens, movendo a trama de Estocolmo para o Novo México. O cineasta também pediu para o elenco principal não assistisse ao original, para que sua versão não fosse uma mera cópia do filme sueco.

Apesar de manter fidelidade à obra e ao filme original, Reeves comentou em entrevistas sobre alguns elementos acrescentados na trama e detalhes visuais. A fotografia por exemplo, é mais escura e quente do que a gelada e branca paisagem sueca. A sombria trilha sonora ficou sob cargo do vencedor do Oscar do ano passado Michael Giacchino.

Deixe-Me Entrar estreou nos EUA em 1º de Outubro, rendendo muito pouco e ficando em 8º lugar no ranking de bilheteria da semana. Apesar disso, o longa foi incrivelmente bem recebido pela crítica, que duvidava da qualidade do filme.

O autor do livro em que se baseiam ambos os filmes, John Ajvide Lindqvist, ficou muito orgulhoso e aprovou os dois filmes, afirmando que possuem similaridades mas também características próprias.

 

Abby (Chloe Moretz)

 Com mais de 250 anos de idade, a vampira Abby se muda com seu servo para o Novo México, onde procura fazer mais vítimas. Ela se torna amiga do tímido Owen e logo se interessa nele. Mas suas intenções nunca são claras.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Owen (Kodi Smith-McPhee)

 Solitário e distante de seus pais, o frágil Owen sofre com o bullying cruel em sua escola, sempre imaginando uma vingança cruel contra os agressores. Tudo muda quando ele conhece Abby e se apaixona, sem saber que ela é uma vampira assassina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Pai (Richard Jenkins)

 Misterioso guardião de Abby, nunca têm seu nome ou origem revelada, apesar de muitos o confundirem como pai da jovem. A noite, sai para matar estranhos e coletar sangue para sua protegida.

 

 


Bullying e suas consequências

A história de Abby e Owen/ Eli e Oskar não limita-se a um simples conto de vampiros, mas também retrata de maneira realista e cruel o bullying e suas consequências nas vítimas.

As cenas em Deixa ela Entrar são muito fortes e frias e o cineasta também mostra o medo de Oskar em relatar para sua mãe – sempre distante – as agressões sofridas. A consequência é o interesse do menino em violência e assassinatos, recortando manchetes de jornais e jurando falsas ameaças com uma faca, sempre imaginando vingança. Sutil, mas muito eficiente, como Matt Reeves acrescentou elementos como a máscara (acima, na foto) e o voyerismo, visto no trailer.


Amor, interesse ou ambos?

E (spoiler se você não viu o filme original!) isso é ótimo para a vampira Eli, que encontra nesse frágil garoto, um futuro serial killer que possa substituir seu cansado guardião e continuar matando para ela, para sempre. Essa é uma das interpretações que o fim do longa apresenta; a outra, seria simplesmente o amor entre os protagonistas ou até mesmo, ambas.

As principais características do vampiro clássico:

Sangue

Você deve achar meio óbvio mas, vampiros se alimentam de sangue..! Isso mesmo, sem esse milagroso tecido líquido que corre pelo sistema vascular de todos os vertebrados, os dentuços não podem sobreviver.

Presas

Que saudade das icônicas presas! Nem Crepúsculo nem Deixa ela Entrar preservou a principal ferramenta para extração de sangue, que também era a assinatura dos vampiros. Só a série True Blood parece ter se lembrado delas.

Idade

Acho que essa serve para praticamente todas as caracterizações vampirescas já produzidas; as criaturas não envelhecem e nunca morrem de causas naturais. Possuem a aparência que tinham ao se tornar vampiros.

Luz do Sol

Eu acho a invenção da Stephanie Meyer ridícula. Vampiros clássicos não brilham na luz da sol, eles pegam fogo; o que é a principal justificativa de serem considerados criaturas noturnas.

Deixe-me entrar

Não sou muito expert no assunto, por isso não sei se o elemento que nomeia tanto Deixa ela Entrar quanto Deixe-Me Entrar já fazia parte das “tradições vampirescas”, mas acho genial. Se o vampiro entrar em algum lugar sem permissão, o resultado não é nada agradável

Estaca

A maneira mais famosa de liquidar um vampiro curiosamente não aparece em nenhuma das adaptações atuais sobre as criaturas. Muito sutil: uma estacada no coração acaba com o sanguessuga.

Alho

Pode parecer absurdo e bobagem, mas o alho é acolhido por muitas obras de ficção e literatura como uma arma eficáz contra vampiros, ajudando a repeli-los.

O grande trunfo de Deixa ela Entrar – e ele deve ser respeitado no remake – é a atmosfera, o tom criado pelo diretor. É um longa quieto, mas com uma crescente sensação de perigo se alastra sobre os personagens. Alguns exemplos de outros filmes com esse genial elemento:

Sinais

Grande parte do mérito vai para a inquietante trilha sonora de James Newton Howard, que tempera de maneira sombria esse silencioso filme de alienígenas. É um filme silencioso, os personagens sempre acompanham os eventos da invasão (que nunca é detalhada) pela televisão, o que faz o espectador imaginar como estaria o mundo fora desta pequena fazenda.

Janela Indiscreta

Mesmo sendo mais divertido do que a maioria de seus representantes no assunto, o clássico de Hitchcock é um eficáz suspense que consegue formar o tom apropriado por dois motivos básicos: o fato de o filme inteiro se passar no apartamento de James Stuart e a premissa; um vizinho assassino, que ajuda a criar a sensação de perigo em todo lugar.

Zodíaco

Reforçando a sensação de perigo de Janela, o retrato do serial killer que aterrorizou São Francisco nos anos 60 é inquietante por a) se tratar de um caso policial verídico que nunca teve o culpado capturado; b) pela fotografia escura e a direção de David Fincher, especialmente no ataque do taxi que começa com uma pessoa qualquer chamando-o e passa para um longo plano-sequência do taxi percorrendo a cidade. Brilhante.

Sem dúvida a mais talentosa atriz mirim da atualidade, a jovem Chloe Grace Moretz encara um papel mais interessante do que o outro, sempre interpretando personagens fortes e memoráveis.

Nascida em Fevereiro de 1997, começou com papeis pequenos na televisão, em seriados e telefilmes, até chamar a atenção em 2005 no remake Horror em Amityville, onde foi indicada ao Young Artist Awards. Depois de papeis de mais destaque em filmes maiores (porém mais fracos), Moretz contracenou com Joseph Gordon Levitt em (500) Dias com Ela, fazendo o papel da irmã do protagonista.


Hit-Girl: Até agora, sua performance mais memorável

Mas a bomba estourou em 2010, quando a atriz estrelou Kick-Ass: Quebrando Tudo, no papel da polêmica vigilante de 12 anos Hit-Girl. Grande performance, carismática e natural, foi elogiada por todos que assistiram o filme. E também, Deixe-Me Entrar, mais um grande papel e sua atuação foi muito bem recebida.

Confira abaixo seu teste para a vampira Abby:

Fiquem de olho nessa menina, têm talento e carisma e promete ser um dos grandes nomes de Hollywood no futuro.

Confiram abaixo o vídeo sobre o filme que montei já faz uns dois meses. Aproveitem.

Bem, o especial acaba aqui, mas não deixe de ler a crítica, que deve ser publicada na Sexta-Feira.

| Deixa Ela Entrar | O filme definitivo sobre vampiros

Posted in Cinema, Críticas de 2010, Drama, Terror with tags , , , , , , , , , , , , on 18 de julho de 2010 by Lucas Nascimento


Lina Leandersson impecável como a vampira Eli

Nos tempos em que vivemos, vampiros são retratados de maneira superficial e contrária à tradicional; brilham na luz do sol, bebem sangue raramente, entre outras bizarrices. Deixa Ela Entrar estreou em 2009, fazendo sucesso mundialmente, mas sem destaque no Brasil (pudera, o filme estreiou na mesma data de Lua Nova), atualmente ele pode ser encontrado no Espaço Unibanco Pompéia, em datas específicas. Este pequeno filme sueco não é apenas o melhor filme de vampiros já feito, mas também uma obra madura, séria e memorável.

A simplicidade é provavelmente a razão do resultado da fita. Mantendo-se fiel às tradições vampirescas originais e, ao mesmo tempo, apresenta uma visão diferente e original sobre o tema. É um filme sombrio e muito silencioso, resultado de um trabalho de fotografia e edição de som esplêndidos; a Estocolmo fria e coberta de neve dos anos 80 apresenta-se como o cenário perfeito para a história.

Não poderia deixar de mencionar, claro, o desempenho do talentoso elenco jovem. Kåre Hedebrant assume com delicadeza o papel de Oskar, jovem perturbado pelo bullying que sofre em sua escola. A vampira Eli é vivida brilhantemente por Lina Leandersson, que tem presença marcante e torna a personagem muito interessante e memorável. Os dois em cena rendem ótima química e o futuro dos personagens é deixado à interpretação do espectador.

Deixa ela Entrar é um impecável trabalho de vampiros, apresentando uma história original, excelentes atuações e um ótimo exercício de narrativa, que depende muito de seu espectador para funcionar. O remake Let Me In estreia esse ano, resta torcer para que não destrua a história e sim acrescentar alguma coisa coerente.

| Eclipse | Um capítulo irrelevante, mas agradável

Posted in Cinema, Críticas de 2010, Romance with tags , , , , , , , , , , , , on 2 de julho de 2010 by Lucas Nascimento


Sai debaixo: Lobisomens e vampiros saem no pau na ótima batalha florestal

Mais um ano, mais um capítulo da Saga Crepúsculo. A impressão é de que pouca coisa está acontecendo nessa “saga” de vampiros e lobisomens. A terceira parte, Eclipse, é um filme muito irrelevante e quase que desnecessário. A protagonista continua indecisa e a história parece sem rumo.

Na trama, um exército de vampiros recém-criados assola a cidade de Seattle e ameaça a segurança de Bella, que precisa fazer sua escolha entre o lobisomem Jacob e o vampiro Edward, além de ter de lidar com o ataque da inimiga Victoria.

Depois de assistir a esse novo filme, me pergunto que rumos a história vai tomar de agora em em diante. O próprio Eclipse já é meio irrelevante ao desenrolar da história; pouca coisa significativa acontece e medíocres decisões são tomadas. A confusa Bella (Kristen Stewart, exagerada e imcompreensível) parece estar apaixonada por Edward (Robert Pattinson, mediano), mas tem sentimentos por Jacob (Taylor Lautner, o melhorzinho); isso rende diálogos e situações sofríveis e clichês.

O lado positivo é ver que algumas coisas melhoraram muito. As cenas de ação são ótimas, vemos vampiros sendo decapitados e a sequência de abertura dá um toque sombrio ao filme. O exército é tratado de maneira muito interessante pelo diretor David Slade (30 Dias de Noite), que tem um pouco mais de estilo do que seus antecessores. Há também mais humor e excelentes flashbacks que ajudam a dar mais foco aos personagens secundários.

A Saga Crepúsculo: Eclipse é um capítulo meio que desnecessário para a saga de Bella e seus amantes. Pouca coisa acontece, mas o ritmo de aventura casa-se de maneira mais compreensível com o romance, que ainda precisa de um roteiro melhor. Resta esperar pelos dois últimos filmes.

Esta Semana nos Cinemas…(02/04)

Posted in Esta Semana nos cinemas with tags , , , , , on 1 de abril de 2010 by Lucas Nascimento

Esta semana nos cinemas, temos as seguintes estreias nos principais cinemas do Brasil:

Atraídos pelo Crime

O filme enfoca três policiais do bairro do Brooklyn, interpretados por Richard Gere, Ethan Hawke, Don Cheadle e Wesley Snipes. Na ação, os policias têm seus destinos amarrados por uma intrigante cena de crime. Juntos, devem solucionar o caso, mas para isso serão testadas a lealdade e a moral. Não chama muito a atenção; fórmula batida. Censura: 16 Anos.

Chico Xavier

Bem, com Chico Xavier, o ator Tony Ramos se torna oficialmente figurinha do diretor Daniel Filho; assim como DiCaprio é de Scorsese (mas a qualidade dos filmes é indiscutível). O filme faz uma biografia do médium Chico Xavier , mostrando sua vida conturbada e suas experiências que o ajudaram a escrever mais de 400 livros. Bem, esse pôster chama atenção, o filme não. Raramente uma biografia me agrada. Censura: Livre 

Os Famosos e os Duendes da morte

 Ignore o título de Xuxa  do filme. Na trama, um garoto de 16 anos que adora  Bob Dylan, tem acesso ao restante do mundo apenas por meio da internet, enquanto vê os dias passarem em uma pequena cidade rural de colonização alemã, no sul do Brasil. Mas uma figura misteriosa o faz mergulhar em lembranças e num mundo além da realidade. Interessante, mas não o bastante para me levar ao cinema. Censura: 16 Anos

Sede de Sangue

 

Os vampiros de verdade estão de volta. A trama é tão chamativa quanto o pôster, sério. No filme, um padre submete-se a um experimento para encontrar a cura de uma grave doença, só que ele se transforma em vampiro. Essa talvez seja a estreia mais chamativa da semana. Censura: 18 Anos

Surpresa em Dobro

Indicado a diversos Framboesas de Ouro, a comédia da disney não traz nenhuma novidade em sua sinopse. No filme, dois amigos são encarregados de cuidar de dois gêmeos por duas semanas inteiras. Nada chamativo. Censura: 10 Anos.

Bem, essas são as estreias da semana de feriado, escolha bem o seu filme e tenha uma ótima sessão.